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Acadêmicos do Dendê fala da liberdade religiosa em desfile impecável e bom samba

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Por Anderson Madeira

Nona a entrar na avenida, a azul e branco da Ilha do Governador fez um desfile técnico e impecável para contar o enredo “Cárcere Sagrado”, dos carnavalescos Pablo Azevedo, Anne Viana e Renato Vieitas. Conta a histórias dos objetos religiosos que eram apreendidos pela polícia e alocados posteriormente no Museu da Polícia Civil com a denominação de ‘Coleção Magia Negra” e expostos ao lado de coleções relacionadas ao holocausto e de outros crimes brutais da história da humanidade. Os 710 componentes desfilaram e cantaram muito, para tentar levar a agremiação à Série Ouro em 2024. O samba-enredo é de autoria de Jaú, André de Souza, Willy do Vale, Queiroga, João Bahiense, Leandro Augusto e Filipe Zizou. O desfile foi dividido em 16 alas e um carro alegórico.

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Comissão de Frente

A fantasia da ala foi “Liberte nosso Sagrado Responsável”. A coreografia representou os ritos aos orixás, a louvação aos entes sagrados da natureza. A dança da comissão é uma louvação a cada orixá e aos seus simbolismos: forma de dançar, suas cores, seus elementos e instrumentos que carregaram. Os bailarinos fizeram apresentação impecável e foram bastante aplaudidos pelos jurados e o público.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Marcinho Souza e Nany Ferreira também fizeram bonito não apenas diante dos jurados, como em todo o desfile. Apresentaram uma dança leve, bonita e veloz. A fantasia significava a “Energia do orixá”. A roupa de Nany representou o orixá feminino. Em sua saia, trouxe imagens de orixás mulheres, como Oxum, Yansã, Nanã e Yemanjá. A beleza, vaidade, fertilidade, prosperidade e o empoderamento da luta da mulher, representados por cada Orixá, se conectam e se misturam com a dança. Já a roupa de Marcinho representou o orixá masculino. Trouxe em sua capa imagens de todos eles, como Oxalá, Ogun, Xangô, Oxóssi e Omulu. A força e a energia emanada deles, através da dança do mestre sala, se fundem ao bailar da porta-bandeira. O casal pede a permissão dos orixás para o desfile. Os guardiões estavam fantasiados de Yawôs, que representam o respeito e proteção aos orixás.

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Harmonia

O canto forte do samba por toda a escola teve boa resposta junto ao público, que cantou junto e aplaudiu a agremiação. Todas as alas cantaram forte o samba, que manteve o ritmo até o fim do desfile. Poucos foram os componentes que não cantaram. Esse quesito foi um dos pontos altos do desfile.

Enredo

A Acadêmicos do Dendê trouxe uma mensagem de paz entre os povos, com um recorte no período histórico e com foco nas conhecidas macumbas cariocas da época, mostrando e recebendo o povo de Axé e levantando a bandeira da tolerância. A história foi contada de maneira clara nas alas e alegorias, facilitando a compreensão do público.

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Evolução

Outro ponto alto do desfile. Os componentes tiveram espaço suficiente para evoluir à vontade e até sambar, empolgando o público, que aplaudiu muito. O desfile foi encerrado pela bateria, com muita tranquilidade, aos 38 minutos, deixando nos espectadores um gosto de “quero mais”.

Samba

O belo samba foi interpretado por Doum Moreira, o “Doum Guerreiro”, com sua potente voz. Ele teve ótima sincronia com o carro de som e isso ajudou muito na boa harmonia e em que todos os componentes cantassem o samba com força.

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Fantasias

O conjunto de fantasias foi de muita beleza e bom acabamento. Em todas as alas, tinham narrativa de fácil entendimento pela plateia e permitiu que os componentes evoluíssem.

Alegorias

A agremiação levou apenas um carro alegórico, o abre alas, muito luxuoso e grandioso, que representou o tema “Deu meia noite”, com vencedores de demanda, que levam seu alguidar em oferenda, abrindo o desfile pedindo permissão e caminhos abertos. Apresentou bom acabamento e foi bastante aplaudido pelo público nas arquibancadas.

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A bateria, conhecida como Swing do Dendê e comandada por Mestre Sagui, estava vestida de policiais e encarcerados. Empolgou com as bossas e paradinhas apresentadas durante o desfile e a batida cadenciada. A fantasia da rainha de bateria, Karina Mauro, representava a justiça. A ala das baianas representava Oxum, deusa dos encantos, da riqueza e da fertilidade. Seu espelho reflete sua feminilidade e sua beleza. No final do desfile foi mostrada uma faixa com homenagem ao falecido Mário Bandeira, diretor de carnaval e figura muito querida na comunidade, que morreu dia 28 de janeiro deste ano.

Império da Uva conta sobre Maria Padilla em desfile luxuoso, mas carro trava na pista

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Por Anderson Madeira

Oitava a entrar na Passarela do Samba, a Império da Uva, a verde branco de Nova Iguaçu, veio luxuosa para contar o enredo “Laroyê Rainhas das Marias”, sobre Maria Padilha, entidade da Umbanda, que que foi ainda personagem histórica Maria de Padilla (1334-1361), nobre que foi companheira do rei Dom Pedro I de Castela, o Cruel. O enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Clébio de Freitas. Apesar das belas fantasias e do bom samba, a escola teve problema com o segundo carro, que travou na pista e criou um grande buraco. Os 850 componentes correram para terminar o desfile em 40 minutos. O samba teve como autores: Adriano Cássio e Clebio de Freitas. Este animou as arquibancadas e foi um dos destaques do desfile.

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Comissão de Frente

Os componentes vieram com a fantasia “O feitiço da rainha”, em referência à dama da madrugada e rainha das encruzilhadas, senhora da magia, a mulher que muda o destino de uma corte europeia. Teve como coreógrafos Carla Flor e Júnior. A apresentação foi impecável e muito aplaudida pelo público e os jurados.

Mestre-Sala e Porta Bandeira

Roberto Vinicius e Clênia Freitas vieram com a fantasia cujo significado era “Amor ao Rei”. A elegância e o luxo da roupa chamaram a atenção, além da apresentação sem erros. Os jurados e o público nas arquibancadas aplaudiram bastante o casal. A sincronia entre os dois foi perfeita e o bailado, bastante suave.

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Harmonia

Se a parte plástica foi bem, a harmonia teve o canto irregular. Algumas alas cantaram muito, enquanto outras, nem tanto, com componentes passando em silêncio. Outras cantaram apenas o refrão. O que pode se refletir na perda de décimos preciosos.

Enredo

O enredo contou como Maria Padilha inspirou a criação da ópera “Carmem”, de George Bizet, sobre uma cigana que enfeitiçou o militar Don José e o abandonou, sendo depois morta por ele. No Brasil, sua imagem foi absorvida por religiões afro-brasileiras (umbanda, quimbanda e candomblé) na figura de Pombagira. A história foi contada de forma linear e forte na avenida.

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Evolução

A escola começou evoluindo muito bem até a metade do desfile. Nesse instante, o segundo carro, “Povo de rua”, travou no meio da pista e os empurradores não conseguiam tirá-lo do lugar, próximo à cabine de jurados. Com isso, abriu-se um grande buraco na avenida, o que fará a escola perder pontos em evolução, pois as alas à frente tiveram que parar, até que a alegoria conseguisse avançar. Depois, para não estourar o tempo, os componentes das últimas alas tiveram que correr na pista e encerrar o desfile.

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Samba

O samba foi muito bem defendido pelo intérprete Aldo Ribeiro, que incentivou as alas a cantarem a plenos pulmões e empolgou o público nas arquibancadas, que cantou junto, principalmente o refrão principal.

Fantasias

Tiveram beleza, luxo e bom acabamento, ajudando a contar a história do enredo, de fácil leitura. Durante toda a avenida não foi encontrado nenhum pedaço solto. Na maior parte das alas, a roupa era leve e facilitava a evolução e o samba no pé do componente.

Alegorias

Os carros alegóricos primaram pela beleza, a imponência e o luxo e ajudaram a contar o enredo, com acabamento impecável. Somente o segundo carro causou problema ao parar no meio do desfile, prejudicando a evolução e a harmonia.

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Outro destaque foi a ala das baianas, cuja fantasia foi de Rainha Maria Padilla, impressionando pela beleza do figurino e o rodopiar. A rainha de bateria, Giselle Araújo, foi de Maria Padilha, arrancando aplausos do público. Os 200 ritmistas da ala vieram de Ogan (que tocam tambores nos terreiros de Candomblé) e as paradinhas e bossas foram levantaram as arquibancadas. Eles foram comandados por Mestre Dó.

Fantasias e casal se destacam no desfile da Mocidade Unida do Santa Marta

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Por Luiz Gustavo

Sétima escola a desfilar neste sábado de carnaval, a Mocidade Unida do Santa Marta fez um agradável desfile com um bonito conjunto de Fantasias. Com o enredo “Cangaceiras, muié de resistência e coragem, nem o cansaço assustou, quando o sertão virou mar, o morro da Santa sambou”, a escola de Botafogo também apresentou um casal bastante entrosado e uma bateria afiada. Cerca de 782 componentes vieram na agremiação que encerrou seu desfile em 38 minutos.

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Comissão de frente

A comissão é formada por seis mulheres representando cangaceiras, e outras seis mulheres como representantes atuais da cultura da favela e do funk. Na terceira cabine o boné de uma das integrantes caiu durante a apresentação. Nas demais cabines o desempenho da comissão foi muito bom, com o ponto alto sendo a troca de parte dos figurinos entre os grupos de cangaceiras e funkeiras.

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Mestre sala e porta bandeira

Tchetchelo e Ericka Duarte mostraram um excelente entrosamento e uma apresentação contagiante em todos os módulos, ambos com um persistente sorriso no rosto.

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Enredo

O enredo foi contado iniciando pela forma como as mulheres nordestinos dos anos 30 viviam para os homens, que tinham todo o protagonismo de heróis e lutas. No setor seguinte é contada a história de Maria Bonita que abre o precedente pra outras mulheres fazerem parte de bandos. No setor final chegam as mulheres do morro Santa Marta, de forte influência nordestina. O enredo foi bem dividido e retratado de forma clara em suas alegorias e fantasias.

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Samba

O samba teve um bom desempenho, bem cantado pelo intérprete Digão e impulsionado por uma bateria de mestre Caliquinho inspirada nas bossas que levantaram o público e não deixaram o samba amornar.

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Fantasias/Alegorias

Santa Marta teve um conjunto caprichado de fantasias, com muita criatividade, como na ala “o fim do cangaço” onde os componentes tinham suas cabeças escondidas pelo tecido, representando a decapitação do bando de Lampião. Em alegorias a escola não manteve o mesmo capricho, porém passou sem maiores senões de acabamento e concepção.

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Evolução/harmonia

A evolução da escola de Botafogo foi correta, porém travada em alguns momentos, o que fez a escola apressar o passo no último módulo. A harmonia cresceu muito a partir da metade do desfile, com alas cantando forte o samba, não só em seus refrãos. A comunicação com o público obtida pela sua bateria também puxou o canto para cima.

Arame de Ricardo homenageia André Ceciliano e faz desfile simples

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Por Anderson Madeira

Sexta escola a entrar na Passarela do Samba, a Arame de Ricardo apresentou o enredo
“Da Baixada para o Brasil: André Ceciliano! Nas estações do progresso pela união de
um povo”, do carnavalesco Guto Carrilho, em homenagem ao ex-deputado estadual, ex-
presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e ex-prefeito de Paracambi. Com
fantasias simples, recebeu aplausos nas arquibancadas, por causa do samba e da bateria.
Porém, não empolgou muito. Conseguiu encerrar o desfile aos 39 minutos.

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Comissão de Frente

Os componentes estavam com fantasia simples e sem luxo. O significado era “Condutores de viagem”. Em uma apresentação impecável, fizeram uma bela coreografia, em que interpretaram condutores de trem de antigamente e foram aplaudidos.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Ângelo Virtude e Gabby Oliveira usavam a fantasia cujo significado era “Viajando em
notas musicais”. Fizeram uma apresentação impecável, em perfeita sincronia e com um
bailado elegante. Eles deslizaram enquanto dançavam e Ângelo cortejou Gabby na
apresentação, encantando o público e recebendo aplausos dos jurados. A fantasia era
simples, mas bonita e favoreceu a evolução do casal.

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Harmonia

Várias alas cantaram forte o samba, principalmente o refrão, empolgando o público nas
arquibancadas nestes momentos. Porém, em algumas alas, componentes passaram em
silêncio ou apenas mexendo a boca. O ritmo caiu no final do desfile, quando algumas
alas tiveram que apertar o passo.

Enredo

O enredo foi desenvolvido para ter fácil entendimento nas alas, em fantasias e alegorias.
Porém, em algumas alas não era possível identificar a narrativa e o enredo, como a parte
que fala de música. Ceciliano é apaixonado por samba. Para os espectadores isso não
ficou claro.

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Evolução

A agremiação evoluiu de forma tranquila e não houve buracos entre as alas. Os
componentes tiveram espaço para evoluir e até sambar no pé. Apenas no final tiveram
que apertar o passo, mas, sem comprometer muito a evolução.

Samba

O samba interpretado por Alexandre Reis e Giovane Melo tinha uma letra de fácil
assimilação e bom refrão. Foi cantado a plenos pulmões por diversos componentes.
Porém, não empolgou muito as arquibancadas, que apenas observaram a escola passar. O samba-enredo é de autoria de Márcio França, Mestre Dudu, Cosme Araújo, Marcio
Vieira, Luiz Carlos D’Avenida, Joca Amaral, Gylnei Bueno, Fagundinho, Drummond,
Mello, Rogério Fabiano, Chiquinho Inspiração, Márcio André, Rodrigo Tinta, Ronaldo
Júnior, Wellington Cavaco, Dudu Azevedo, Dimenor Beija-Flor, Júnior PQD, Nathan
Wallace, Diego Oliveira, Glorio Coutinho e Gigi da Estiva.

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Fantasias

O figurino dos componentes, apesar de simples e sem luxo, era de bom acabamento na
maioria das alas. Algumas facilitavam a leitura do enredo, enquanto outras, isso era
mais difícil para o espectador na avenida. Na maioria das alas, a fantasia era leve e
permitia ao desfilante evoluir com facilidade. As baianas vieram com uma roupa cujo
significado era “Paisagem como um filme”. Outra ala interessante foi a da Velha
Guarda, de “Sabedoria popular”.

Alegorias

As alegorias vieram simples e sem luxo, em comparação às demais agremiações que
passaram pela Série Prata. No Abre Alas, “Sonho parte de Paracambi”, mostra uma
locomotiva e o sonho do jovem Ceciliano, que veio de Paracambi, na Baixada
Fluminense, de trem, para o Rio de Janeiro em busca de voos mais altos na política
nacional. A segunda alegoria foi um tripé, “A fábrica que produz conhecimento”, que
teve como destaque Michele Santos, representando a Força Motriz do Conhecimento.
No segundo tripé, “Valei-me Nossa Senhora: A fé que nos guia”, Ceciliano apareceu no
alto, acompanhado de sua esposa Ludmila Ramalho Ceciliano. Muito elegante, de terno,
arriscou alguns passos de samba. A alegoria ainda mostrou a sua devoção em Nossa
Senhora Aparecida.

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A bateria foi outro destaque. Comandada por mestre Igor e mestre Juan. Os 120
ritmistas estavam fantasiados de “Cavalgada da Lua”. À frente deles, a rainha de
bateria, Patty Frey; o Rei da Bateria, Diamante Negro; a Rainha Juvenil da Bateria,
Thata Gávea e o Rei Mirim da Bateria, Michel Azevedo, o Michelzinho. As bossas e
paradinhas empolgaram o público nas arquibancadas.

Sereno de Campo Grande apresenta bom conjunto alegórico, mas forte vento dificulta apresenta do casal

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O Sereno de Campo Grande foi a quinta escola a desfilar na noite da Série Prata. A escola apresentou o enredo “As três princesas turcas no reino de pindorama”, e passou pela Nova Intendente sob forte vento que prejudicou o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira na apresentação no último módulo. Após defender o pavilhão com maestria nas primeiras cabines de jurados, a porta-bandeira da Azul e branca da Zona Oeste foi vencida pelo vento e passou por dificuldade com sua bandeira na última cabine.

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Comissão de frente

A comissão de frente do Sereno trouxe um bom resumo do que a escola apresentou na avenida. Destaque positivo para as três integrantes que interpretaram as princesas do enredo. Os componentes estavam com roupas simples e coloridas, porém, com problemas de acabamento na parte inferior. Entretanto, dançaram com segurança ao longo dos cerca de dois minutos que levava a apresentação.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Yago Silva e Gheise Ângelles fizeram uma apresentação de dois minutos. No primeiro e segundo módulo de julgamento, demonstraram boa sintonia, muita dança de mestre-sala e porta-bandeira, além de alguns passos coreografados. Todavia, na última cabine de jurados, o vento acabou se intensificando. Sendo assim, Gheise teve dificuldade para não enrolar a bandeira.

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Enredo

A azul e branca da Zona Oeste desfilou no Carnaval 2023 com o enredo “As três princesas turcas no reino de pindorama”. Assim, a escola buscou apresentar a saga de Mariana, Herondina e Toya Jarina desde as terras Turcas até a praia dos Lençóis. O enredo teve o objetivo de mostrar as três princesas que são cultuadas no Tambor de Mina. Dessa forma, também se buscou mostrar o encontro das crenças dos povos originários. Desenvolvido pelo carnavalesco Thiago Avis não se fez totalmente claro e de fácil compreensão para o público.

Evolução e Harmonia

A escola começou em ritmo tranquilo e contente. Após os 30 minutos começou a correr para fechar o desfile em tempo. Desse modo, concluiu sua participação em 39 minutos. A bateria “Swing da Coruja” do mestre Celsinho do Repique, esteve bem, mas não pareceu muito sintonizada com o carro de som liderado pelos intérpretes Antônio Carlos e Sandro Mota. Os componentes da escola não cantaram o samba, assim como o público presente na Nova Intendente.

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Samba

O samba não animou o público e foi cantado pelos componentes da escola. Apesar disso, a letra é o grande destaque da obra, capaz de contribuir para o entendimento do enredo.

Fantasias

As fantasias estavam bonitas e com bom acabamento, mas não cumpriram completamente com o papel de ajudar na compreensão do enredo.

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Alegorias

As alegorias estavam belas e com bons acabamentos. Destaque para o abre-alas “Aldeia de caboclo velho”, que mostrou o encontro de crenças dos povos originários, proposto no enredo.

Renascer de Jacarepaguá faz desfile para sonhar com a volta para Série Ouro

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Quarta escola a desfilar na noite de sábado na Nova Intendente, a Renascer de Jacarepaguá apresentou o enredo “O Afro-Brasil Reluzente de Nei Lopes”. Uma homenagem a toda trajetória do bamba Nei Lopes. A escola desfilou sem grandes preocupações.

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Comissão de frente

Coreografada por Carlos Fontinelle, a comissão de frente da Renascer de Jacarepaguá levou para Nova Intendente uma síntese do enredo desenvolvido pela escola. Com roupas bem acabadas e nas cores, vermelho e preto, os bailarinos demonstraram segurança. Nos dois minutos de apresentação, também foi possível ver que a comissão estava cantando o samba. Como destaque negativo, na última cabine um dos bailarinos deixou cair seu objeto de cena. Porém, foi rápido e não comprometeu o andamento da coreografia

Mestre-sala e Porta-bandeira

Luiz Russier e Juliana Lázaro fizeram uma apresentação com cerca de 1min50. Estavam vestidos com uma bela roupa lilás com muitos detalhes coloridos e brilho. O casal mostrou muito entrosamento, trocas de olhares e muita dança. Assim, remeteram as antigas apresentações de mestre-sala e porta-bandeira.

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Harmonia

O intérprete Leonardo Bessa apresentou uma boa interpretação do samba. Além disso, esteve em sintonia com a bateria “Guerreira” do mestre Felipe D’Lelis. Tirando algumas alas, como a ala das Baianas e ala dos compositores, o chão da escola poderia ter cantado mais.

Enredo

Desenvolvido pelo carnavalesco Plínio Santos, o enredo foi uma homenagem ao advogado, escritor, poeta, músico e sambista Nei Lopes. Dessa forma, a escola apresentou um enredo claro e de fácil compreensão para o público. Destaque para as lindas Alegorias que tinha bom acabamento e contribuíram muito no entendimento do enredo.

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Evolução

A escola manteve um bom ritmo durante todo o desfile. Desse modo, mesmo passando grande, desfilou com tranquilidade e foi possível ver muitos componentes brincando na Nova Intendente. A Renascer fechou sua participação com 38 minutos.

Samba

O samba se mostrou dentro só enredo e trouxe referência de toda a trajetória de Nei Lopes que foi apresentada no desfile. Com um bom trabalho do carro de som, o samba animou o público.

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Fantasias

As fantasias contribuiriam para o entendimento do enredo e demonstraram bom acabamento. Portanto, não devem dar dores de cabeça para Renascer de Jacarepaguá.

Alegorias

O abre-alas “Com a bênção dos orixás” chamou atenção pela beleza e detalhes. Ajudou na compreensão da relação de Nei Lopes com sua fé O tripé simbolizou a “Biblioteca Nei Lopes”, inspirado nos 44 livros que já foram lançados em homenagem ao sambista. A segunda alegoria recebeu o nome de “Para o mestre da canção, 80 anos de celebração”.

União do Parque Curicica presta homenagem a Pedro Scooby e exalta sua cultura urbana

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A União do Parque Curicica foi a terceira escola a desfila na Nova Intendente na noite de sábado. Com o enredo “Pedro Scooby, amante desse mar de gente de Curicica”, a escola desfilou com boa evolução e contou com a presença do homenageado.

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Comissão de frente

O coreógrafo Jardel Lemos montou uma comissão de frente que buscou representar o surgimento do sol já vida do Pedro Scooby. Com vestimenta simples de cor amarela, detalhes dourados e laranja, a roupa e coreografia faziam clara referência ao sol. No entanto, os bailarinos se mostraram tensos e desconfortáveis com as vestes. Nas duas primeiras cabines de jurados, foi possível ver pequenos erros na coreografia. Já no último módulo, um dos bailarinos deixou a parte de cima (cabeça) da roupa cair, enquanto era nítido que outros bailarinos tentavam evitar o mesmo.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fellipe Mendes e Joyce Santos, fez seu desfile de estreia na Curicica. A apresentação de 1min50, teve como inspiração o encontro de Scooby com as águas do mar. Com roupas em diferentes tons de azul e muito brilho, o casal estava vestido de forma bela. Na apresentação, foi possível ver muita troca de olhares e movimentos que faziam referência ao balanço do mar.

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Harmonia

O intérprete Andinho Samara fez apresentação forte, mas pareceu não se mostrar muito entrosado com a bateria “Audaciosa”, do mestre Yan Pac Man. Assim, passaram pela Nova Intendente sem levantar o público. O chão da escola também não cantou o samba. Contudo, vale destacar a animação da velha-guarda da escola.

Enredo

A União do Parque Curicica fez uma homenagem ao surfista Pedro Scooby. No enredo, a escola buscou apresentar sua essência apaixonada pelo funk, rap, futebol, arte urbana, a resenha suburbana e a praia.

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Evolução

A União do Parque Curicica evoluiu sem grandes complicações. Desde o começo do desfile encontrou um ritmo constante e conseguiu mantê-lo sem correria ou grandes paradas. Assim, a escola fechou o desfile brincando muito e em relógio parou em 39 minutos.

Samba

O samba estava dentro do enredo, entretanto, não animou o público mesmo com belo esforço do carro de som.

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Fantasias

As fantasias era coloridas, porém, com problemas de acabamento e não cumpriram o papel de ajudar na leitura do enredo.

Alegorias

O abre-alas “cenário do surf: A praia e o mar” teve muitos problemas de acabamento, inclusive, na escultura principal. O destaque positivo fica para segunda alegoria, “Nós é cria da Zona Oeste”. Nela, foi possível ver um pouco das referências da cultura de rua de Curicica. Os familiares do homenageado vieram em cima do carro.

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Outros destaques

A escola desfilou com apenas 21 baianas. Destaque especial para musa que veio à frente da ala “Carnaval” dos “Cria’ em Curicica”, eleita representante da comunidade.

Com destaque para harmonia, Botafogo Samba Clube faz desfile para brigar pelo acesso

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Segunda escola da noite a Botafogo Samba Clube contou a história do bairro do Engenho de Dentro, com o enredo. “Pelos trilhos da história: Engenho de Dentro de lutas, batuques e glórias”, dos carnavalescos Thiago Borges e Marcelo Adnet. A escola passou pela avenida mostrando maturidade e aprendizado depois da chuva que atrapalhou seu último desfile. Destaques para harmonia, casal e conjunto de fantasias. Com samba dos autores, Claudio Emiliano, Jotapê, Jurandir Terra, João Vidal, Yasmin Ribeiro, Marquinhos Beija Flor e Tadeu. A escola passou pela Nova Intendente com 720 componentes distribuidos em 18 alas, duas alegorias e um tripé o tempo de 38 minutos.

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Comissão de frente

Com a fantasia Rituais do culto a natureza, cores fortes a comissão coreografada por Jhon Gomes, executaram sua coreografia com pequenas falhas, mas nada que tirasse o brilho da apresentação. O ponto forte da apresentação foi quando um integrante que estava vestido com uma capa toda preta se transforma no pássaro líder onde todos o cultuam.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Diego Moreira e Beatriz Paula fizeram uma apresentação com muita força, plástica e corretos. Beatriz Paula confiante com olhar sempre compenetrado, segurando firme o pavilhão, com bailados e coreografias bem feitas além de mostrar muito samba no pé. Diego cortejou muito bem sua porta-bandeira, com muitos riscado olhares fixos, correspondendo os sorrisos dela e também mostrando muito samba na apresentação. Suas fantasias significavam o silêncio na escuridão das matas com plumas escuras e muipto brilho em suas roupas que davam destaque com o reflexo da luz.

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Harmonia

Ponto alto da Botafogo Samba Clube no desfile com certeza foi a harmonia. A escola veio cantando alto e forte seu samba, com um orgulho e felicidade no rosto de cada integrante. A comunidade sempre correspondia o intérprete quando o mesmo parava de cantar e deixavam essa função para escola principalmente na parte do samba: ‘Na serra, liberdade para ori Ogum…seu povo é de axé…é africanidade, ôôô casa grande e senzala trilharam a estrada para nascer a estação”.

Enredo

Criação dos carnavalescos Thiago Borges e Marcelo Adnet foi de bom entendimento, alegorias e alas bem explicativas. Desde a comissão de frente, passando pelo casal e os carros contaram toda a história e o que signicava o enredo.

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Evolução

Foi um quesito muito bem explorado pela escola, que passou com tempo de sobra pela avenida, sem abrir buracos e todas alas bem alinhadas. A escola percorreu os 400 metros da Ernani Cardoso sem nenhum buraco aparente, mostrando força e que superaram a chuva do último anos que atrapalhou seu desfile.

Samba

Com a voz potente de Chicão no carro de som, a escola levantou a avenida e não deixou seus componentes calados, que não cantavam apenas o refrão do samba, mas ele de um modo geral. A bateria do mestre Diego Carbonell ajudou muito no desenvolvimento do samba, com bossas e três paradinhas durante o desfile.

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Fantasias

As fantasias estavam todas bem apresentadas sem nenhum defeito aparente. Explicavam bem o enredo proposto, com uma diversificação de cores, entre elas, o verde, marron e o roxo. Destaque maior para duas alas, as baianas que usavam um saião verde representando ‘Das ervas que curam ao Alimento Sagrado’ e ala a Bohemia.

Alegorias

O abre-alas veio representando a exuberância da terra dos nativos “índios”, com sua rica e vasta fauna e flora nunca vistas por olhos europeus. Com destaque para seus dois tigres enormes e bem finalizados, com um verde forte bem vibrante. Destacando uma imagem de São Jorge que é o santo que dá forças para vencer as demandas, a alegoria estava bem imponente com uma finalização sem defeitos. O segundo carro representou a chegada dos foliões botafoguenses na estação Central do Brasil. Alegres com a conquista da escola alvinegra. Com uma máscara de carnaval a sua frente fechou lindamente o desfile da Botafogo.

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Outros destaques

Destaque para o acabamento dos carro abre-alas e as fantasias luxuosas. O canto da escola onde todas as alas sem excessão sabiam o samba na ponta da língua.

Casal e comissão de frente se destacam em um desfile correto da Flor da Mina do Andaraí

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Primeira a escola a desfilar no segundo dia de desfiles da Série Prata na Nova Intendente, a Flor da Mina do Andaraí apresentou o enredo “Obá Xirê” dos carnavalescos Clóvis Costha e Yuri Nascimento. Um orixá feminino que é a síntese do poder da mulher negra. A agremiação passou muito bem pela avenida, com destaques para o casal e a comissão de frente que vestidos de dourados fizeram suas apresentações sem falhas aparentes. A escola do Andaraí passou pela avenida com 16 alas, 1 alegoria, 1 tripé total de 700 componentes. Com samba dos Intérpretes Clóvis Costha e Yuri Nascimento, a escola passou pela Nova Intendente no tempo de 39 minutos.

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Comissão de frente

Comandada pelos coreógrafos Fábio Batista e Laiza Bastos a comissão de frente representou a habilidade de guerra de Obá detinha. Impedida de lutar em guerras por causa do machismo ela se vestiu de homem para realizar seus anseios. A ala veio fantasiada de Amazona Belicosa – Obá e as guerreira. Composta só por mulheres usando a cor dourada como destaque. A coreografia foi muito bem desenvolvida em todos os setores, muito bem ensaiadas conseguiram passar tanto a plástica, quanto beleza no desenvolvimento da apresentação. Destaque para representante de Obá, tinha uma expressão forte fez sua coreografia perfeitamente usando uma saia feita de xita, foi muito bem em casa giro dado

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Matheus e Thamires fizeram uma apresentação plástica suas fantasias representavam a força da natureza, com detalhes bem definidis em dourado, o mestre-sala tinha como se fosse uma asa em suas costas, já a porta-bandeira tinha a saia coberta de penas vermelhas que destacavam no seu rodado. Bailaram muito bem, mostrando um entrosamento incrível, sempre comigo m sorrisos olhos fixos um no outro mão segura no mastro da bandeira, riscado perfeito e coreografias bem feitas.

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Harmonia e Evolução

A harmonia da Flor da Mina do Andaraí não deixou a desejar, a escola entrou na avenida com quase todas as alas cantando bem o samba. Não houve buracos e todas as alas passaram sem atrapalhar a evolução da outra. Terminaram no tempo correto fazendo um bom desfile.

Enredo

Desenvolvido pelos carnavalescos Clóvis Costha e Yuri Nascimento abordou de forma muito clara a história de Oba Xirê. Conseguiu contar a história desde suas vitórias e paixões até às traições e trapasas sofridas por elas. As alas estavam com fantasias bem explicativas em cada setor que permitiu um bom entendimento do enredo.

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Samba

Comandado pelo Intérprete Niu Souza o samba correspondeu bem na avenida, o som no começo estava um pouco embolado, dando parecer que eram os cantores, porém o som da nova Intendente estava um pouco desajustado no começo. Assinam a obra os compositores Marlon Assumpção, Felipe Quirino, Hilário Pinheiro, Jota, Guido Calvet, Raoni Ventapane, Erivelto Silva, Niu Souza.

Fantasias

A Flor da Mina do Andaraí passou na nova Intendente com fantasias leves coloridas e bem acabadas. Com cores leves e alegres, destaque para o dourado e o verde. Destaque para a ala diálogo com os animais, com fantasias com asas cada uma com um tom de cor diferente, encerrando o desfile com a sensação de paz e dever cumprido.

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Alegorias

O abre alas representou o reino de Obá, onde ela defendeu seu povo com unhas e dentes. O carro estava bem acabado com uma estátua representando a guerreira Obá. Nas cores douradas e palha se destacou pela grandiosidade e beleza. O tripé flor da mina veio representando o reino de Obá, onde a guerreira lutou para defender seu povo da cobiça de outros deuses.

Outros destaques

As paradinhas do mestre Marquinhos Osório, com muitas bossas e ritmos de matriz africana, levou seus ritmistas a fazerem coreografias bem elaboradas, dando um show na avenida.

Panorama geral resultado do Carnaval 2023 em São Paulo

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