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Papo com o campeão: João Drumond, da Imperatriz: ‘Sonho de criança virou realidade’

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Salgueiro anuncia dupla para direção de carnaval

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Sem perder tempo e preparando-se já para iniciar o trabalho para o desfile de 2024, os Acadêmicos do Salgueiro contrataram no início da noite deste sábado, dois profissionais experientes dentro do segmento para integrar o time que pretende disputar o campeonato no ano que vem. Wilsinho Alves e Luan Teles chegam para assumir, respectivamente, a Direção de Carnaval e Barracão da vermelha e branca que completa 70 anos no dia 05 de março.

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Foto: Divulgação/Salgueiro

“O compromisso maior da nossa gestão, desde que assumimos, foi trabalhar com transparência para que este título venha para a escola. Estar fora das campeãs doeu muito mais do que qualquer pessoa possa imaginar e estamos apostando muito em duas pessoas jovens que são crias do carnaval para que o Salgueiro possa se fortalecer ainda mais”, diz André Vaz, presidente da agremiação.

Com quase 20 anos de experiência no Carnaval, Wilsinho traz na bagagem os principais prêmios no segmento. Com passagens pela Unidos do Viradouro, União da Ilha e Império Serrano, Wilsinho tem um legado importante na Vila Isabel, onde, além de Diretor de Carnaval também foi gestor da escola.

“É uma grande honra e sei o tamanho da reponsabilidade que é trabalhar para conduzir o Salgueiro a este campeonato que não vem desde 2009. O primeiro passo é conquistar a comunidade e os segmentos para que a gente possa implementar um sistema vitorioso dentro da escola “, diz Wilsinho.

Já Luan, é cria do Império da Tijuca. Sua experiência na área, já o credenciou como um dos mais promissores profissionais do Carnaval.

“Estou chegando para somar e, acima de tudo, trabalhar para que este time seja vencedor. Estamos todos com este espírito e sei que este será um enorme passo para o Salgueiro rumo ao título. O trabalho já começou”.

Squel Jorgea é a nova porta-bandeira da Portela

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Squel tem grande experiência como porta-bandeira tendo passagens pela Grande Rio, Mocidade e Mangueira, onde foi campeã em 2016 e 2019. A porta-bandeira irá dançar com Marlon Lamar que está na Portela desde 2018.

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Foto: Divulgação

“A ficha ainda não caiu porque ainda está tudo muito recente. Fiquei toda arrepiada quando recebi a ligação, pois achei que fosse uma ligação normal, mas quando o assunto foi tocado, confesso que dei uma travada do tipo ‘isso está acontecendo? É isso mesmo?’ Que coisa poderosa, que responsabilidade, pois é impossível não lembrar da tia Dodo, que é minha madrinha, que me escolheu como afilhada, foi impossível não lembrar do carinho dela comigo, das vezes que eu a levei em casa, da nossa amizade, do nosso carinho, então foi impossível não lembrar da tia Dodô, pelo vínculo que eu tenho com ela, pelo respeito que eu tenho as grandes porta-bandeiras que a Portela tem na sua história, inclusive Vilma Nascimento, Lucinha Nobre, eu tenho muito respeito por todas. É uma responsabilidade, assim como defender o pavilhão da Mangueira que outra hora foi defendido por grandes mulheres, e agora ser escolhida para ter essa responsabilidade na Portela é uma honra incrível!”, disse Squel, que emendou.

“Tô muito emocionada, lisonjeada, a ficha ainda não caiu. Confesso que eu estou fora do ar, está me faltando palavras. Mas estou muito grata pela oportunidade de voltar a dançar numa escola como a Portela, que é o sonho de tantas meninas e mulheres, pois ser porta-bandeira da Portela é um sonho. Eu tô muito feliz e me sentindo muito honrada”, finalizou.

“Sigo com meu sentimento que não cabe explicação. Estou muito feliz em continuar na Portela, uma família que me recebeu super bem, que abraçou e cuidou, ja se passaram 5 carnavais de muito amor e devoção a esse pavilhão. É uma honra defende-lo sempre tão imponente, centenário. Agora seguimos para uma nova história. Feliz em saber que vou dividir essa responsabilidade com uma pessoa querida, que tem uma vasta experiência no carnaval, que é a Squel. Seja muito bem-vinda à nossa Majestade do Samba. Honra e glória ao nosso pavilhão”, finaliza Marlon Lamar.

Sambódromo deve receber mais de 100 mil pessoas para o sábado das campeãs do Rio de Janeiro

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Com todos os ingressos esgotados, o Sambódromo deverá receber mais de 100 mil foliões, entre público e desfilantes, na noite do Sábado das Campeãs – 25 de fevereiro. Depois de 22 anos sem conquistar títulos no Grupo Especial, a Imperatriz Leopoldinense promete fazer uma grande festa para comemorar o tão sonhado campeonato do Rio Carnaval 2023 – um dos mais emocionantes e disputados dos últimos anos.

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As seis primeiras colocadas do Grupo Especial prometem se apresentar completas, levando para a Avenida todas as alegorias e componentes fantasiados, revivendo as emoções de Domingo e Segunda-Feira.

O espetáculo oficial começará às 21h30, dentro dos mesmos parâmetros dos desfiles oficiais. Cada Agremiação deverá se apresentar no tempo mínimo de 60, e máximo, de 70 minutos.

O público que chegar cedo à Sapucaí poderá assistir a uma exibição da Embaixadores da Alegria, Escola de Samba formada por pessoas com deficiência, entre elas um grupo de cadeirantes que integram a equipe da Lei Seca, do Detran-RJ.

TRANSMISSÃO AO VIVO – Multishow e Globoplay farão a transmissão ao vivo do Desfile das Campeãs, a partir das 21h15, com exibição aberta no streaming para não-assinantes logados. Direto do glass studio, com localização privilegiada na Praça da Apoteose, uma equipe de quatro comentaristas e quatro repórteres participarão da cobertura, mostrando os foliões e os bastidores da Sapucaí.

Lucinha Nobre não é mais porta-bandeira da Portela

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A porta-bandeira Lucinha Nobre não segue na Portela para o Carnaval 2024. Confira abaixo a publicação dela sobre a saída. A escola não se pronunciou quanto a permanênia do mestre-sala Marlon Lamar.

“Obrigada pela grande honra de defender o teu legado!!! Vai ficar pra sempre no meu coração”, disse Lucinha.

A escola fez um post de agradecimento: “A Diretoria da Portela informa que a porta-bandeira Lucinha Nobre não seguirá na escola para o Carnaval 2024. Lucinha atuou pela escola, em sua segunda passagem em 2018, 2019, 2020, 2022 e 2023”.

Como foi o desfile

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre, desfilou com a fantasia “A Nobreza que Desfila Humildade”. O figurino, dourado com penas em tons de laranja e marrom, era bastante luxuoso, mas houve uma falha na peruca de Lucinha.

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Na segunda cabine, a porta-bandeira teve de segurar o acessório durante toda a apresentação oficial para os jurados. Já no último módulo, Lucinha se apresentou sem a peruca, após ela se soltar na altura do setor 08 e não conseguirem ajeitar.

Mesmo com estes problemas na indumentária, a dança do casal foi pouco comprometida. Com movimentos velozes, os dois mesclaram bailado tradicional com passos coreografados, com boa interação entre eles e bastante sincronia. O giro completo do pavilhão por cima da cabeça, que já virou característico de Lucinha, arrancou aplausos do público.

Leandro Vieira iguala títulos de Pamplona e Arlindo nos sete primeiros desfiles. Joãosinho Trinta é recordista

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Considerado por quase todos sambistas como o principal artista da atualidade, Leandro Vieira conseguiu tirar a Imperatriz Leopoldinense de uma fila de 22 anos sem conquistas. Assim como fez na Mangueira em 2016, o carnavalesco levou o caneco em sua estreia na Rainha de Ramos.

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Foto: Nelson Malfacini

Além de seu inegável talento comprovado em desfiles transgressores e com uma estética totalmente inédita, Leandro possui números que comprovam que ele já está no panteon dos maiores da história. Com três títulos em sete desfiles na elite do carnaval, possui desempenho idêntico a ninguém menos que Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona com o mesmo recorte utilizado na comparação.

O recordista de conquistas em seus primeiros anos é Joãozinho Trinta, que arrebatou cinco campeonatos seguidos entre 1974 e 1978, impondo um recorde praticamente imbatível. Leandro até iguala o maior gênio da história do carnaval se formos considerar seus trabalhos na Imperatriz e Imperio Serrano na Série Ouro, campeões em 2020 e 2022. Mas neste caso seriam 10 desfiles na análise, pois ele também fez Caprichosos de Pilares em sua estreia em 2015.

Se comparados com outros grandes artistas que ainda estão em atividade, Leandro mostra que está escrevendo a história. Assumidamente fã de Rosa Magalhães e Renato Lage, Leandro tem desempenho superior aos mestres em seus primeiros sete desfiles. Rosa Magalhães só ganhou uma vez (1982) e Renato Lage não venceu nenhum no início de carreira. Maior campeão do Sambódromo junto com a professora Rosa Magalhães, Alexandre Louzada também precisou esperar mais de sete anos para ganhar pela primeira vez.

Desempenho após sete primeiros desfiles:

Joãozinho Trinta – 5 títulos
Fernando Pamplona – 3 títulos
Arlindo Rodrigues – 3 títulos
Leandro Vieira – 3 títulos
Rosa Magalhães – 1 título
Max Lopes – 1 título
Paulo Barros – 1 título
Renato Lage – 0 título
Alexandre Louzada – 0 título

Julinho Fonseca não é mais diretor de carnaval do Salgueiro

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Julinho Fonseca publicou um texto de agradecimento ao Salgueiro e informou que não segue como diretor de carnaval da escola para 2024. Confira abaixo.

julinho fonseca

“Salgueiro é uma raiz que nasce forte em qualquer lugar…

Esa é a frase que define o meu estado de espírito hoje. Foi um ano de desafios, muito aprendizado e amadurecimento profissional. Não há muito o que dizer, senão que foi uma honra representar este pavilhão que eu já defendi como ritmista e tive a oportunidade de defender enquanto diretor de carnaval. Minha gratidão a todos os segmentos do Salgueiro e ao presidente @AndréVaz máximo respeito sinônimo de caráter um ser humano foda.. obrigado pela oportunidade!

À comunidade, meu agradecimento mais profundo pela parceria que desenvolvemos durante todo o processo. Aos meus amigos, meu time fiel que esteve comigo na avenida digo, nada foi em vão. Que ano mágico de muito aprendizados para a vida. O Salgueiro é para quem tem fé, é uma escola realmente diferente. Ao meu substituto, meu desejo de boa sorte.

Obrigado meu torrão amado
Fica aqui meu até breve….
Toda sorte do mundo para academia do samba…
@salgueiro
Vamos em frente, 2024 já começou”.

‘Nova Intendente’ faz história! Primeiro dia da Série Prata coloca briga entre Santa Cruz, Maricá e Rocinha

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Clique no nome de cada escola para ler a análise do desfile. Por Anderson Madeira, Cristiano Martins, Gabriel Gomes, Luiz Gustavo, Matheus Vinícius, Raphael Lacerda e Rhyan de Meira.

ENGENHO DA RAINHA

SANTA CRUZ

ROSA DE OURO

LEÃO DE NOVA IGUAÇU

INDEPENDENTE DA PRAÇA DA BANDEIRA

UNIÃO DE MARICÁ

CAPRICHOSOS DE PILARES

JACAREZINHO

ROCINHA

ACADÊMICOS DO PEIXE

ACADÊMICOS DE JACAREPAGUÁ

ACADÊMICOS DA ABOLIÇÃO

RAÇA RUBRO NEGRA

UNIDOS DA VILA SANTA TEREZA

UNIÃO DO PARQUE ACARI

UNIDOS DE LUCAS

Engenho da Rainha exalta obra de Jorge Amado em desfile leve e correto

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Por Anderson Madeira

Última a entrar na Passarela do Samba, A Acadêmicos do Engenho da Rainha, no bairro do mesmo nome, entrou animada na manhã de sábado, 25, com sol já forte, apresentando o enredo “O bem, amado Jorge”, dos carnavalescos Alexandre Gonçalves e Pauline Abreu, sobre a obra do escritor Jorge Amado e o sincretismo religioso que ele defendia. O samba, composto por : Myngal, Chacal do Sax, Hugo do Engenho, Felipe Mussili, Matheus Oliveira, Maykon Rodrigues, Raphael Gravino, Mateus Pranto, Gabriel Simões e Dowglas Diniz. O desfile não teve erros graves.

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Foi um delírio do personagem Pedro Arcanjo, do romance “Tenda dos Milagres”, em que é noite estrelada em seu terreiro, é noite em Tenda dos Milagres e foi nela que a Ialorixá Magé Bassã caiu num sono profundo e sonhou com uma grande festa, sim uma festa para seu pai Oxalá, pai Amado, Oxalá, Jorge, salve Jorge, Salve Amado, Salve Jorge Amado. E para tanto Magé Bassã convida todos os filhos desse amado Jorge, vem gente de todos os cantos, o terreiro será até pequeno, doazul do “Mar Morto” de Guma ao “Agreste” de Tieta.

Comissão de Frente

Os 12 integrantes da Comissão de Frente estavam vestidos de guerreiros de um sonhador na corte de Jorge Amado, conforme delírio de Pedro Arcanjo. A apresentação foi correta e aplaudida pelo público e os jurados. A fantasia estava muito bonita e com bom acabamento.

Mestre-Sala de Porta-Bandeira

Yuri Gomes Coelho e Shaiene Santos de Paula estavam fantasiados de Pedro Arcanjo e Magé Bassa. A roupa era muito bonita e com bom acabamento, chamando atenção de todos. A sincronia entre os dois foi muito boa, com o mestre sala cortejando sempre a porta-bandeira e esta rodopiando com o estandarte com grande leveza, arrancando aplausos do público.

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Harmonia

As alas mantiveram o canto forte do samba do início ao fim, mantendo o tom e o ritmo, proporcionando uma boa harmonia à agremiação. Apenas poucos componentes, de alas comerciais, não cantaram o samba, abrindo a boca apenas no refrão. Se não empolgaram, não comprometeram a apresentação.

Enredo

O enredo teve fácil leitura entre as alas, mostrando vários personagens de Jorge Amado, com destaque para Pedro Arcanjo, o protagonista da história mostrada pela agremiação na avenida. As fantasias bem acabadas, mesmo simples, junto com o conjunto alegórico, deram fácil entendimento ao enredo.

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Evolução

A escola teve uma evolução tranquila, com os componentes sambando e brincando na Passarela do Samba, mostrando muita animação. Conseguiu terminar o desfile aos 38 minutos sem precisar apertar o passo. Houve espaços entre as alas e nenhum buraco foi registrado.

Samba

O samba foi bem cantado pela escola, sem animar muito o público nas arquibancadas, já cansado de uma noite de desfiles. Em alguns trechos elas estavam meio vazias. Contudo, todas as alas o cantaram a plenos pulmões.

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Fantasias

As fantasias, embora simples, tinham bom acabamento e não se soltaram durante o desfile. Explicaram bem o enredo e permitiram aos componentes evoluírem na passagem da agremiação. O conjunto de fantasias explorou bem várias cores, tornando o desfile alegre.

Alegorias

A escola desfilou com dois carros e um tripé. O primeiro, abre alas, “Na Tocaia de um Mar Morto, olha a Morte de Quincas Berro D’Água”, mostrou o barco Valente, do personagem Guma, de Mar Morto, com Quincas Berro D’Água e Natário da Fonseca, cruzando as mares do mar morto desaguam na grande passarela do povo. Mas antes do desague eles enfrentam muitas demandas ao longo da viagem, de dragões a cobras peçonhentas de calmarias a ondas fortes). O segundo, “Nosso pai amado, muito prazer, sou Jorge Amado”, mostrou uma grande escultura do escritor. O tripé “De Ilhéus ao Agreste, quem tem cor de cravo pode ter cheiro de canela na corte de Tereza, teve um pouco Gabriela Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, dois romances de Jorge Amado. As alegorias mostraram bom acabamento.

A bateria foi outro destaque, com suas paradinhas, que arrancaram aplausos do público. Os ritmistas estavam com fantasia que representava os bailes das cores dos Ogans de Tenda dos Milagres”. Eles foram comandados por Mestre Léo e Mestre Japonês.