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Engenho da Rainha exalta obra de Jorge Amado em desfile leve e correto

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Por Anderson Madeira

Última a entrar na Passarela do Samba, A Acadêmicos do Engenho da Rainha, no bairro do mesmo nome, entrou animada na manhã de sábado, 25, com sol já forte, apresentando o enredo “O bem, amado Jorge”, dos carnavalescos Alexandre Gonçalves e Pauline Abreu, sobre a obra do escritor Jorge Amado e o sincretismo religioso que ele defendia. O samba, composto por : Myngal, Chacal do Sax, Hugo do Engenho, Felipe Mussili, Matheus Oliveira, Maykon Rodrigues, Raphael Gravino, Mateus Pranto, Gabriel Simões e Dowglas Diniz. O desfile não teve erros graves.

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Foi um delírio do personagem Pedro Arcanjo, do romance “Tenda dos Milagres”, em que é noite estrelada em seu terreiro, é noite em Tenda dos Milagres e foi nela que a Ialorixá Magé Bassã caiu num sono profundo e sonhou com uma grande festa, sim uma festa para seu pai Oxalá, pai Amado, Oxalá, Jorge, salve Jorge, Salve Amado, Salve Jorge Amado. E para tanto Magé Bassã convida todos os filhos desse amado Jorge, vem gente de todos os cantos, o terreiro será até pequeno, doazul do “Mar Morto” de Guma ao “Agreste” de Tieta.

Comissão de Frente

Os 12 integrantes da Comissão de Frente estavam vestidos de guerreiros de um sonhador na corte de Jorge Amado, conforme delírio de Pedro Arcanjo. A apresentação foi correta e aplaudida pelo público e os jurados. A fantasia estava muito bonita e com bom acabamento.

Mestre-Sala de Porta-Bandeira

Yuri Gomes Coelho e Shaiene Santos de Paula estavam fantasiados de Pedro Arcanjo e Magé Bassa. A roupa era muito bonita e com bom acabamento, chamando atenção de todos. A sincronia entre os dois foi muito boa, com o mestre sala cortejando sempre a porta-bandeira e esta rodopiando com o estandarte com grande leveza, arrancando aplausos do público.

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Harmonia

As alas mantiveram o canto forte do samba do início ao fim, mantendo o tom e o ritmo, proporcionando uma boa harmonia à agremiação. Apenas poucos componentes, de alas comerciais, não cantaram o samba, abrindo a boca apenas no refrão. Se não empolgaram, não comprometeram a apresentação.

Enredo

O enredo teve fácil leitura entre as alas, mostrando vários personagens de Jorge Amado, com destaque para Pedro Arcanjo, o protagonista da história mostrada pela agremiação na avenida. As fantasias bem acabadas, mesmo simples, junto com o conjunto alegórico, deram fácil entendimento ao enredo.

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Evolução

A escola teve uma evolução tranquila, com os componentes sambando e brincando na Passarela do Samba, mostrando muita animação. Conseguiu terminar o desfile aos 38 minutos sem precisar apertar o passo. Houve espaços entre as alas e nenhum buraco foi registrado.

Samba

O samba foi bem cantado pela escola, sem animar muito o público nas arquibancadas, já cansado de uma noite de desfiles. Em alguns trechos elas estavam meio vazias. Contudo, todas as alas o cantaram a plenos pulmões.

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Fantasias

As fantasias, embora simples, tinham bom acabamento e não se soltaram durante o desfile. Explicaram bem o enredo e permitiram aos componentes evoluírem na passagem da agremiação. O conjunto de fantasias explorou bem várias cores, tornando o desfile alegre.

Alegorias

A escola desfilou com dois carros e um tripé. O primeiro, abre alas, “Na Tocaia de um Mar Morto, olha a Morte de Quincas Berro D’Água”, mostrou o barco Valente, do personagem Guma, de Mar Morto, com Quincas Berro D’Água e Natário da Fonseca, cruzando as mares do mar morto desaguam na grande passarela do povo. Mas antes do desague eles enfrentam muitas demandas ao longo da viagem, de dragões a cobras peçonhentas de calmarias a ondas fortes). O segundo, “Nosso pai amado, muito prazer, sou Jorge Amado”, mostrou uma grande escultura do escritor. O tripé “De Ilhéus ao Agreste, quem tem cor de cravo pode ter cheiro de canela na corte de Tereza, teve um pouco Gabriela Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, dois romances de Jorge Amado. As alegorias mostraram bom acabamento.

A bateria foi outro destaque, com suas paradinhas, que arrancaram aplausos do público. Os ritmistas estavam com fantasia que representava os bailes das cores dos Ogans de Tenda dos Milagres”. Eles foram comandados por Mestre Léo e Mestre Japonês.

Recorde de público nos quatro dias de folia, camarote Rio Praia se prepara para a despedida do carnaval

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A sensação de despedida vai tomando conta dos foliões que já começam a planejar o carnaval de 2024. Sucesso de público e vendas, o Camarote Rio Praia festeja mais um carnaval realizado, desta vez consolidando-se como um dos mais bem frequentados da Sapucaí com a presença de famosos de diversos segmentos e formadores de opinião que prestigiaram os desfiles da Série Ouro e do Grupo Especial em um dos melhores pontos do Sambódromo: em frente ao segundo recuo das baterias.

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Foto: RT Fotografia

Para o desfile das campeãs, o camarote mantém o requinte e o serviço que o colocaram entre os favoritos na preferência do público. O buffet assinado por Kátia Barbosa e a presença sempre vip da rainha Gracyanne Barbosa e das musas Mayara Lima, Erika Schneider, Gi Alparone e Gabi Martins somam-se a toda estrutura oferecida pelo espaço que conta com três andares ( lounge, camarote e área vip) para maior comodidade do cliente.

Encerrando a temporada 2023, Wesley Safadão fecha, em grande estilo, o line up do camarote por onde passaram Saulo Fernandes, Belo, Mumuzinho e Diogo Nogueira. Para mais informações sobre ingressos https://camaroteriopraia.com.br/

Camarote do King serve mais de quatro toneladas de comida e fecha o carnaval com alto índice de satisfação

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Fechando o último dia dos desfiles das escolas de Samba, o camarote do King se aproxima do fim da operação em 2023 com ótimos números. Foram cerca de 5.500 clientes. Para um carnaval tão grande, são 4 toneladas de comida e mais de 100 mil latas e doses de bebidas variadas.

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O buffet Padhorta é o responsável pela maioria da alimentação do camarote, com frios, caldos, jantar e café da manhã. Sandra Alvarenga é diretora da empresa e comanda mais de 90 pessoas na equipe dentro e fora do camarote. Ela conta que o queridinho do público é o filé mignon.

“Só de proteína animal são mais de mil quilos. Durante o carnaval a nossa operação é 24h. Dentro do camarote a gente aquece e emprata e prepara alguns pratos, mas durante o dia a pré-produção acontece na nossa sede. Para o próximo ano, queremos ampliar e cozinha do camarote, que é um espaço incrível”, reforçou.

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Os produtos foram utilizados para receber os clientes com todo o conforto possível durante as 4 noites de desfiles. O casal Francisco e Ana Carolina vieram muito bem acompanhados do 5º filho ou filha, que ainda está na barriga. Eles já são clientes antigos e se surpreenderam com as mudanças do camarote.

“Ficou incrível, o espaço melhorou muito e ficou super moderno. Tá lindo, a gente sempre vem e adora. O buffet também ficou ótimo, mas o japa foi top. Agora, de jantar, aquela paella estava fora de série”, disse.

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O elenco da novela Travessia, que vive na trama no bairro de Vila Isabel, foi convidado para desfilar pela azul e branca de Noel. A equipe curtiu o carnaval no King, desfilou e voltou ao camarote para comemorar.

A expansão e consequente integração da boate com o primeiro andar do camarote também foi um elemento de destaque entre os clientes, já que nos anos anteriores muitos deles nem aproveitavam os shows.

Rodrigo Villela é torcedor da Portela e veio ao King pela primeira vez ao camarote. Ele elogiou o espaço da boate e conseguiu se revezar entre ver os desfiles e aproveitar os shows.

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“Eu achei a estrutura excelente, som de ótima qualidade, bebida à vontade, realmente, zero perrengue. Consegui ver a Portela, que é a minha escola e depois já vim para boate. Tudo tranquilo”, explicou.

A organização também notou que a boate integrada foi muito importante para a composição do camarote com essa nova identidade. Lilian Martins, diretora executiva do Camarote do King falou sobre o fechamento do carnaval com saldo positivo.

“As pessoas estão elogiando muito o camarote e ficaram maravilhadas com a estrutura e a modernidade. Acho que é necessário melhorar a parte de logística de trânsito no entorno do Sambódromo, porque nós ficamos muito tempo com ônibus parados, mas o saldo foi super positivo”, revelou.

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Após o último desfile da noite, a boate recebeu o show do Pique Novo, mas o carnaval só acaba após sábado das campeãs no King. Hoje, terça-feira de carnaval, é a vez da 15ª edição da tradicional Feijoada da King, no Espaço Ribalta, na Barra. A partir das 15h, Xande de Pilares, Pique Novo, Thiago Soares, Feyjão, Adriano Ribeiro, Suelen e Serginho e os dj’s Marcelo Mosca, Bacalhau e Cocama.

Santa Cruz brilha em alerta para a degradação dos povos yanonamis e mostra que está pronta para retornar à Sapucaí

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Por Luiz Gustavo

A Acadêmicos de Santa Cruz aproveitou o sol surgindo forte no céu do Rio de Janeiro e fez um desfile quente nesta manhã de sábado, sendo a décima quinta e penúltima escola a desfilar no primeiro dia da Série Prata. A verde e branco da zona oeste mostrou o enredo “Santa é minha cruz. É luz da preservação. O meu canto é flecha certeira, para findar o pranto da devastação.” com uma comunidade extremamente aguerrida e um samba que cresceu bastante na avenida. Somando isso à uma plástica segura e bem realizada pelo experiente carnavalesco Cid Carvalho e uma evolução redonda, a escola tem bons motivos pra sonhar com o retorno à Marquês de Sapucaí. Outro destaque foi a bela apresentação do casal Mosquito e Roberta.

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Comissão de frente

Retratava uma lenda da origem yanonami, que cita uma queda no céu gerando pequenos fragmentos do sol, lua e estrelas e de repente surgiu Omama, o criador do universo yanonami. Os componentes usavam fantasias de diferentes cores para representar estes elementos, e o destaque da coreografia era a parte final com Omama revestido pelas cores da bandeira do Brasil. A comissão teve apresentação segura nas três cabines.

Mestre-sala e porta-bandeira

Grande apresentação de Mosquito e Roberta. O casal usou sua experiência para realizar uma performance segura, linear e entrosada, com movimentos muito bem ensaiados entre ambos, nas três cabines o casal foi bem aplaudido pelos jurados.

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Alegorias e fantasias

A luz do dia realçou a floresta da Santa Cruz. Com tons verde claros em sua maioria, a escola teve um bom conjunto de fantasias, embora algumas tivessem repetidas soluções para os costeiros. Em alegorias Cid Carvalho também realizou um trabalho satisfatório, mesmo sem serem alegorias com tantos elementos, eram limpas.

Enredo

O enredo teve uma linha clara de mostrar a destruição da natureza desde a exploração dos navegadores europeus até os dias de hoje, e a resistência da natureza que sempre renasce após sofrer ataques do homem. Essa divisão foi bem retratada nas fantasias e alegorias da escola.

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Samba-Enredo

Uma obra que cresceu bastante na hora H. Não tinha tanto destaque na safra mas passou muito bem sendo levada com firmeza e segurança pelo intérprete Roninho, cada vez mais amadurecido como cantor.

Harmonia e evolução

Um canto uníssono foi o que a comunidade de Santa Cruz apresentou na avenida, basicamente todas as alas tinham o samba na ponta da língua, com destaque para os dois refrãos que sustentaram o canto da escola lá no alto. Evolução foi outro ponto de destaque da agremiação da zona oeste, foi constante, forte e sem gerar espaços entre as alas da largada até o final da avenida, a escola terminou com tranquilidade e pode comemorar seu belo desfile.

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Outros destaques

A bateria de mestre Riquinho veio com bossas que animaram componentes e o público que já era menor naquele momento nas arquibancadas da nova Intendente

Rosa de Ouro empolga com enredo sobre o inhame, mas buraco prejudica o desfile

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Por Anderson Madeira

Décima quarta escola a entrar na avenida, a Rosa de Ouro, do bairro de Oswaldo Cruz, entrou com 700 componentes disposta a brigar pelo título, falando da origem do inhame, na Costa do Marfim, país africano e que está ligado ao carnaval de lá, conhecido como Popo. O enredo “Inhame, a raiz do fundamento que me faz feliz! Sou Popo, sou ouro, sou Costa do Marfim no carnaval do Rio”, foi desenvolvido pelas carnavalescas Cátia Calixto e Ana Mallandro. Já o samba foi composto por Valtinho Botafogo, Robinho, Lício Pádua, Dimas Mello, Victor Rangel, Augusto Locutor, Gladiador, Jefferson Oliveira, Edson de Jesus e Deco Moratelli. A alegria foi destoada pelo carro abre alas, que travou antes da metade do desfile abrindo buraco. O desfile terminou em 39 minutos.

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Comissão de Frente

Os membros vieram fantasiados de Oxaguiã, orixá do Candomblé e a coreografia apresentou um ritual de assentamento para a entidade, em que um integrante, vestido como Ekedi, um sacerdote, prepara um alimento (no caso, o Inhame) e oferece a Oxaguiã. Isso foi muito bem mostrado pelos integrantes da CF, arrancando aplausos do público e dos jurados.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A fantasia de William Miranda e Aline Lima representava o continente africano. Apresentaram um belo bailado, encantando a plateia e sendo aplaudidos pelos jurados em todas as cabines da avenida. Desfilaram com leveza pela passarela do samba. A roupa, embora simples, era de fácil leitura.

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Harmonia

O canto foi forte em boa parte do desfile pelos componentes, empolgando o público. Porém, em algumas alas, os boa parte dos componentes não acompanharam todo o samba, desfilando em silêncio ou cantando apenas o refrão. Nos últimos setores, o canto estava irregular.

Enredo

O enredo teve fácil leitura em boa parte do desfile. Em alguns setores, do meio para o final, a compreensão foi de difícil entendimento para quem não conhecia o enredo. O inhame mal apareceu, com maior destaque para o Candomblé. A narrativa pareceu confusa em alguns momentos.

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Evolução

A escola começou evoluindo bem até a metade do desfile. Havia espaço para as alas evoluírem e os componentes sambarem, empolgando o público. Quando, por volta dos 15 minutos, o carro abre alas travou na pista, não conseguindo andar. O que causou um buraco de cerca de 100 metros, prejudicando a evolução. As alas à frente tiveram que parar de andar, à espera de que a alegoria voltasse a andar. Em alguns momentos do desfile, alguns componentes só andaram, pouco evoluindo.

Samba

O belo samba funcionou bem na Passarela do Samba e muito cantado por boa parte dos setores da escola e o público. Até pouco depois da metade, os componentes acompanharam o ritmo do carro de som e fizeram as pessoas nas arquibancadas cantarem alto. O intérprete Edinho Gomes manteve o tom até o fim, sendo aplaudido pela plateia.

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Fantasias

A escola apresentou belas fantasias, indo além das cores da agremiação (amarelo e branco) e de fácil leitura em boa parte da apresentação. Nas últimas alas, a qualidade não era a mesma e em uma ala, alguns componentes estavam com a parte de cima aberta e mostrando a blusa abaixo. Cada integrante com roupa comum e diferente do outro. A fantasia, um chapéu vermelho e branco com pano cor de abóbora e um saiote verde, não explicava o significado. As baianas estavam muito bem vestidas, com uma roupa azul, representando as danças folclóricas.

Alegorias

O único carro representava a savana e a floresta Nanan Wotchin, na Costa do Marfim. Mostrou atividades ritualísticas na floresta e antes do Carnaval Popo. Os rituais envolviam entrega de oferendas à árvore do inhame. A alegoria teve uma árvore, com um destaque central, Paulo José Brito da Silva, fantasiado de máscara africana. O ator Irineu Nogueira foi outro destaque, representando o sacerdote Komian. Houve ainda quatro integrantes com indumentária do Carnaval Popo. A alegoria, elogiada pelo bom acabamento, travou por alguns minutos, prejudicando o desfile. Houve ainda três tripés: o primeiro, representando Oxaguiã, o segundo, máscaras africanas e o terceiro, exaltação à beleza do povo africano. Todos com bom acabamento.

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A bateria Swing de Ouro, com 120 ritmistas, comandada pelo Mestre Wagner Muguinho, teve como rainha, Naná Ferrreira. Com um ritmo cadenciado e repleta de bossas, levantou o público nas arquibancadas.

Leão de Nova Iguaçu fala do circo em belo desfile, mas carro trava na pista e abre buraco

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Por Anderson Madeira

A Leão de Nova Iguaçu botou o seu leão para rugir forte na Avenida Ernani Cardoso, levantando as arquibancadas e com belas fantasias e alegorias. Foi a décima segunda a entrar na Passarela do Samba, disposta a brigar pelo título. Os 750 componentes cantaram o samba “Orlando Orfei – O Circo que vive em mim”, de Rafael Lima, Nego Lourenço, Argentina Caetano, Marquinhos BF, Rosangela Mendes, Rodrigo Rei Momo, Guto Biral, Rafa Berê e Renan Diniz O enredo foi desenvolvido pelos carnavalescos Cahê Rodrigues e Lucas Pinto. A pretensão ao campeonato foi comprometida pela segunda alegoria, “Um truque na manga”, que parou três vezes na pista, prejudicando a evolução da amarelo e vermelho da Baixada.

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Comissão de Frente

Transformou a pista em um verdadeiro picadeiro, com palhaços saindo de uma caixa triangular, encantando o público, que aplaudiu efusivamente. A coreografia lembrou um dos maiores nomes da história circense mundial. Em um certo instante, dentro da caixa, mostrada antes vazia, sai uma bailarina envolta em aros prateados, para surpresa dos espectadores.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jorge Vinícius e Amanda Palhares, usaram a fantasia “Circo é um ambiente mágico”. Vestidos de vermelho e amarelo, apresentaram um belo bailado, com sincronia e elegância que encantaram o público e os jurados, que aplaudiram de pé. A beleza da fantasia também foi elogiada. Atrás do casal veio um grupo de artistas em pernas de pau, trazendo o nome da escola. Eles representavam os animadores de circo com as suas pernas gigantes e fazendo a alegria da criançada.

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Harmonia

Um dos pontos altos do desfile foi o canto forte dos componentes, puxados pela voz potente do intérprete Pixulé, que levantou o público nas arquibancadas. Assim foi durante todo o desfile, sem cair em nenhum momento. Apenas em algumas alas havia poucas pessoas que não cantaram muito o samba, abrindo a boca apenas no momento do refrão.

Enredo

De fácil leitura, foi apresentado claramente em todas as alas e alegorias. Desde a comissão de frente, com os palhaços, passando pelos pernas de pau, passando pelos personagens multicores lembrando o mundo das águas dançantes do circo de Orfei, aos membros da Velha Guarda da escola, vestidos de mestre de cerimônia.

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Fantasias

A Leão de Nova Iguaçu veio muito bem vestida, com elegância e luxo. Além do amarelo e vermelho, outras cores foram destacadas, como o preto, branco e verde. Tudo com muita leveza e alegria. As fantasias estavam ainda com bom acabamento e isso foi notado em todas as alas, como na dos ciganos, um dos destaques do desfile. Outro destaque foi a ala dos pipoqueiros, que distribuíram sacos de pipoca para as pessoas da plateia. Atrás desta, uma ala com vendedores de algodão doce fez o mesmo, para o deleite do público. A ala dos compositores homenageou o cidadão iguaçuano, já que o Orfei se apaixonou pela cidade e foi morar nela.

Alegorias e Adereços

As alegorias também chamaram atenção pela beleza e o bom acabamento. O primeiro carro representou “Os delírios de Orfei”, que em seu sonho, criou um dos maiores circos do mundo. Trouxe ao centro o leão e o apresentador, ladeados por cavalos andaluzes, além de amazonas e animadores de plateia. O segundo carro mostrou a mágicos, coelhos e palhaço, além uma roda gigante simbolizando o Tivoli Park da Lagoa parque de diversões construído nos anos 1980. Esse carro, contudo, travou perto da metade da passarela do samba, causando um grande buraco, de cerca de 100 metros. Depois, empurradores conseguiram fazê-lo andar novamente. Porém, passada a metade da avenida, travou de novo, causando mais um buraco, assim como no final do desfile.

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Evolução

Até o problema com o segundo carro, a escola vinha indo muito bem, com boa evolução em todos os setores. Porém, as alas à frente da alegoria tiveram que parar, a espera de que o carro voltasse a andar, prejudicando o julgamento do quesito, que deverá ser penalizado em décimos preciosos para a agremiação. No final do desfile, para não estourar o tempo, os componentes tiveram que correr. O esforço compensou e o desfile terminou no limite de 40 minutos.

Samba

O samba cantado por Pixulé foi muito cantado em toda a apresentação, sem perder o ritmo em nenhum momento, animando a escola, mesmo diante dos problemas econduzindo o desfile até o final, empolgando a plateia.

A bateria, conduzida pelo mestre Michel Porto e tendo com rainha Luciene Soares, fantasiada de Leoa Iguaçuana, estava fantasiada de domadores de leão. Foi outro grande destaque do desfile, repleta de bossas e paradinhas que empolgaram o público. A apresentação de Luciene também foi muito aplaudida.

Independente apresenta bom conjunto de fantasias, mas comete erros que podem aproximar a escola do rebaixamento

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Por Luiz Gustavo

A Independente da Praça da Bandeira foi a décima terceira escola a desfilar na Série Prata já no amanhecer deste sábado. A impressão final é de que a escola pode ficar na rabeira da tabela. A escola cometeu alguns erros em diferentes quesitos e o samba não rendeu. Com o enredo “Pindorama, da utopia das visões do paraíso ao progesso da terra Brasílis”, a escola entrou sem uma ala prevista, e teve uma evolução irregular, mas conseguiu completar o desfile dentro do tempo.

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Comissão de frente

A comissão representava a exploração dos europeus diante dos povos ameríndios, eram 10 componentes vestidos de fidalgos europeus e dois componentes representando os povos explorados. A coreografia era divertida e foi bem realizada, no entanto nas duas primeiras cabines adereços que ficavam no pescoço dos componentes se soltaram durante a apresentação.

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Mestre-sala e porta-bandeira

O casal Wellington Jr. e Janalice realizou apresentação correta nos três módulos, sem maiores deslizes mas também sem um maior brilho.

Alegorias e fantasias

Plasticamente a escola teve como destaque as fantasias do segundo setor, “visão do paraíso”, fantasias com bom colorido e adereços volumosos de cabeça. Já as alegorias estiveram abaixo em termos de concepção e acabamento.

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Enredo

O enredo foi bem desenvolvido pela dupla de carnavalescos Ricardo Paulino e Walter Guilherme, principalmente na clareza com que os detalhes das fantasias relatavam o que está sendo apresentado, porém a ala dos jesuítas que viria antes do segundo casal não entrou, o que prejudicará a escola nas notas do quesito.

Samba-Enredo

O samba da Praça da Bandeira teve um desempenho mediano, o carro de som comandado por Diego Nascimento teve alguns desencontros e o samba não teve uma sustentação constante durante todo o desfile.

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Harmonia e Evolução

Ambos os quesitos foram regulares, algumas alas cantando bem, outras praticamente mudas na avenida. A evolução teve alguns espaçamentos entre as alas, sem nenhum buraco mais claro em frente aos módulos de jurados.

Desfile da Sapucaí entra para o Livro dos Recordes com maior reciclagem do mundo

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O Guinness World Records – o conhecido Livro dos Recordes – anunciará neste sábado, durante o desfile das Campeãs na Sapucaí, o mais novo título brasileiro a figurar na publicação que chancela os maiores feitos mundiais. O Carnaval da Sapucaí 2023 foi a maior ação de reciclagem de latas de alumínio do mundo, por meio do projeto Recicla Sapucaí.

Foto: Divulgação

A ação foi uma união de forças capitaneada pelo Sesc RJ – detentor oficial do título –, que contou com o apoio do Instituto Fecomércio de Sustentabilidade (IFeS), Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), por meio do programa internacional Cada Lata Conta, além de catadores do material reciclável. Os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí – incluindo Série Ouro, Grupo Especial e a estimativa para o das Campeãs – registrarão cerca de 10 toneladas do item recolhidas. Toda a renda obtida será revertida aos 108 catadores contratados.

Resíduos triturados facilitando o manuseio

Além das latas, a força-tarefa recolheu outros itens. Também foram coletados, junto aos foliões, garrafas PET e outros resíduos por meio de 15 máquinas Retorna Machine. Já a máquina ReVIDRO triturou as garrafas de vidro dispensadas pelos bares, transformando-as imediatamente em areia, reduzindo o volume e acabando com o risco de acidentes com o manuseio. Em diferentes setores do Sambódromo foram dispostas bombonas coletoras de óleo, onde foram depositadas dezenas de litros de óleo vegetal oriundas das cozinhas das áreas de alimentação. Todo o material foi destinado à reciclagem.

Looks reciclados e recicláveis

Quem esteve na avenida no maior show da Terra foi estimulado a descartar seus resíduos de forma correta por agentes sensibilizadores. Entre eles, modelos vestindo trajes customizados pelo estilista Guilherme Tavares. O artista transformou os plásticos e metais em diferentes looks, chamando a atenção de público para a questão ambiental e para os pontos de coleta.

Título será celebrado no Desfile das Campeãs

O certificado será entregue antes do Desfile das Campeãs, após a apresentação da Embaixadores da Alegria, escola de samba formada por pessoas com deficiência e que comemorará 15 anos na ocasião. Após o cortejo da agremiação, entrarão na avenida os catadores e os garis da Comlurb, que também contribuíram com sua força de trabalho para o recolhimento de todos os resíduos. As modelos sensibilizadoras com looks customizados também comporão o grupo, que será embalado pelo Multibloco e músicos em pernas de pau. A celebração contará com a presença de Camila Borenstain, adjudicadora oficial do Guinness World Records, que anunciará o título.

Animada, Maricá mostra orgulho nordestino na ‘Nova Intendente’ e faz desfile com muita força e canto

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Por Luiz Gustavo

Décima primeira escola a entrar na passarela da avenida Ernani Cardoso nesta sexta de carnaval, a União de Maricá fez um desfile de muita força e canto. Com o enredo “Eu sigo nordestino”, a escola trouxe em torno de 700 componentes divididos em 18 alas, duas alegorias e um quadripé, e do início ao fim fez um desfile de canto forte e mostrou uma comunidade entusiasmada, além de uma plástica bem concebida e sem falhas visíveis.

Comissão de frente

Um destaque do desfile da União de Maricá. A comissão veio representando um típico cordel, com danças de quadrilha. No final da apresentação o tripé se virava e mostrava Luiz Gonzaga tocando seu acordeão para a dança dos integrantes. A comissão se mostrou bastante entrosada em todos os módulos de jurados, com passos rápidos e criativos.

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Mestre-sala e porta-bandeira

Johny Mattos e Sthefany Silva tiveram uma boa apresentação nas três cabines. Principalmente na primeira, pela largada do desfile, eles fizeram uma apresentação bastante visceral, com muita garra e sorrisos estampados no rosto de ambos. O casal veio representando o amor de Lampião e Maria Bonita.

Enredo

Foi retratado com clareza nas suas alegorias e fantasias, trazendo em seu segundo setor logo atrás da primeira ala figuras que fazem o nordestino ter orgulho da sua origem e do seu lugar, como Paulo Freire, Ariano Suassuna e Mestre Vitalino. O terceiro setor traz o movimento armorial e manifestações musicais e culturais que surgiram na região no século 20, como o xaxado, maracatu e tropicalista.

Fantasias

Maricá mostrou um conjunto de fantasias de bom gosto e acabamento cuidadoso, como na ala 1 que representava o “bom vaqueiro nordestino” e na ala 13, “tropicalismo”.

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Alegorias

Assim como nas fantasias, a escola trouxe um conjunto de plástica satisfatória nas suas alegorias, incluindo o quadripé. O destaque foi o abre alas, onde predominaram o preto e o branco, e no centro do carro vinha um pássaro nas mesmas cores.

Samba

O samba cantado por Matheus Gaúcho e Ito Melodia teve um desempenho sem quedas durante o desfile, e proporcionou um bom canto dos seus componentes desde a largada.

Evolução e Harmonia

Evolução foi o quesito onde Maricá teve seu maior sobressalto durante o desfile. A escola evoluiu muito bem até o último módulo de jurados, quando o tempo ficou apertado e a escola apertou o passo pra não estourar.

Já em harmonia a escola foi um dos destaques da noite, componentes cantando com força não só os refrãos, mas trechos intermediários do samba em quase todas as alas.

Primeiro casal da Caprichosos é destaque positivo de seu desfile

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A Caprichosos de Pilares foi a décima escola a desfilar nesta sexta pela Série Prata. A agremiação teve uma comissão de frente criativa, o casal Paulo Barbosa e Manu Brasil bem entrosados e um canto forte. A azul e branca apresentou o enredo “Gosto que me enrosco, caprichosamente vamos reviver”, uma reedição do enredo da Portela de 1995 em homenagem ao centenário da madrinha.

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Comissão de frente

Coreografados por Arthur Rozas, 11 bailarinos representaram personagens tradicionais do carnaval como pierrot, colombina e bate-bola em azul e branco. Intitulada “É no Bonde da Saudade que eu brinco o Carnaval”, os componentes se exibiam como grupo sincronizado, pares de dançarinos e individualmente em frente a um bonde como elemento cenográfico. Próximo do fim da apresentação, os integrantes da comissão desfraldavam a bandeira da Caprichosos e detrás dela saía uma dançarina com a cabeça de águia e se enrolava no pavilhão. Durante o primeiro módulo, o balé teve dificuldade em desprender a bandeira, mas isso não diminuiu o efeito da surpresa. Nos outros módulos, a coreografia fluiu melhor.

Mestre-sala e porta-bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Paulo Barbosa e Manu Brasil desfilou de “Veio bailando pelo mar”. Suas fantasias eram uma beleza com penas dos azuis do pavilhão da escola. No tempo de apresentação, eles apresentaram um bailado leve e com muita precisão. A troca de olhares era evidente e eles mostraram muita conexão com a dança. Eles não fugiram do clássico e demonstraram muito respeito com a bandeira da escola.

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Harmonia

Por ser um samba clássico, os componentes mostraram que sabiam de cor. Porém a última ala, “Gosto que me enrosco de ver o samba dominando o mundo”, foi a que mais se destacou na Harmonia da Caprichosos. Daniel Silva conduziu o carro de som muito bem, incentivando sua comunidade a cantar com entrosamento com a bateria de mestre Américo Teófilo.

Enredo

Nessa reedição do enredo da Portela de 1995, o carnavalesco Leo Jesus pretendia reverenciar a águia de Oswaldo Cruz e Madureira e passear pela história do carnaval carioca até o primeiro título da Portela em 1935, além disso mesclaria com o desfile da Caprichosos “E por falar em saudade” de 1985. As alas transmitiram essa reprodução de carnavais antigos, como os entrutos, os corsos, os ranchos, e deixou evidente a homenagem à escola centenária deste ano.

Evolução

A agremiação passou pela Avenida Ernani Cardoso em 38 minutos. O destaque vai para as alas de baiana e a 12 (“Recordar os corsos é viver”). Ambas mostraram muita empolgação com essa reedição e pararam de festejar durante o desfile. A escola apresentou uma velocidade alta até passar pelo segundo módulo de jurados, e depois desacelerou. Isso pode ter afetado a leitura de algumas alas ou visualização de alguma alegoria. A escola restaurou a cadência e passou dentro, dois minutos a menos que o tempo máximo.

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Samba-Enredo

Como o samba é uma reedição, o clássico de Colombo, Gelson e Noca da Portela, os componentes, o carro de som e o público presente mostravam certa familiaridade com a obra. Era nítida a vontade dos desfilantes de cantar o samba inteiro, mas principalmente os refrões “Abram-alas, deixa a Portela passar” e “Gosto que me enrosco de você, amor”.

Fantasias

O carnavalesco optou pela fácil leitura e pela simplicidade. A beleza das alas “Batalha das Flores”, “Congresso das Sumidades Carnavalescas” e “Ranchos” se destacaram em meio às outras pelo acabamento e pela refinamento estético. As passistas vieram como malandros e cabrochas bem confortáveis. Já as baianas desfilaram como “Tias Baianas”, reverenciando Tia Ciata, em que a fileira central usava um vestido inteiramente branco e, nas fileiras laterais, elas usavam vestido branco com detalhes em dourado.

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Alegorias

A Caprichosos desfilou com um carro alegórico e um tripé. A abre-alas, nomeado “Saudade, meu carnaval é você”, buscava reviver os carnavais que a agremiação lado-a-lado com a Portela. O carro tinha na frente uma águia e, ao redor, rostos de foliões. Além disso, esta primeira composição soltava um sinalizador azul ao longo do desfile. O tripé “A musicalidade das Tias Baianas” encerrou o 2º setor da escola representando como as tias baianas foram responsáveis por germinar o samba no Rio de Janeiro. Era de difícil leitura pois havia duas cabeças com chapéus de bobo e uma destaque representando uma tia baiana em um palco azulado.

Outros destaques

A bateria do Mestre Américo Teófilo desfilou como os Pierrots da Caverna. O mestre apresentou duas bossas aos jurados, uma em cada refrão executadas com muita competência e equilíbrio dos instrumentos. A princesa Lays Vitória de arlequina sambando bastante na frente da bateria.