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Com grande homenagem a Daniel Azulay, Jacarezinho peca no tempo, mas faz um dos melhores desfile da noite

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Nona escola da noite a Unidos do Jacarezinho fez um desfile fez um desfile com muita alegria e diversão.Com o enredo “Alô, Alô. Algodão doce pra vocês!”, do carnavalesco Flavio Lins, homenageando o cartunista Daniel Azulay. Com destaque e inspiração para turma do lambe-lambe, a Unidos do Jacarezinho contou a história a partir do circo. Com destaques para alegorias bem finalizadas, fantasias perfeitas e a comissão de frente. A Jacarezinho fez uma grande homenagem a Daniel Azulay. O que atrapalhou foi a correria no final do desfile e o estouro do relógio, teminando em 41 minutos, um minuto além do tempo estipulado.

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Comissão de frente

Comandada por Monik Lamour a comissão veio de magia circense que serviu de inspiração para turma do lambe lambe, um dos maiores sucessos do homenageado da escola. Tinha vários personagens de um circo, cuspidor de fogo, mágico, domador de leões, os leões, bailarinos e palhaços. Fizeram uma coreografia com direito a leões domados e fogo na avenida. Foram quase perfeitos a não ser pelo chapéu do domador ter caído no primeiro módulo e depois foi retirado da apresentação.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Serginho Sorriso e Caroline Santos fizeram uma apresentação plástica leve com muita alegria, trocas de olhares toques perfeitos. Com um belo riscado muito samba tanto no pé quanto na ponta da língua. Caroline muito segura na sua bandeira, mesmo com vento no último módulo, não a deixou enrolar por nenhum momento. Suas fantasias representavam seres que trazem a magia dos encantos representada por um circo na saia da porta-bandeira e o mestre sala fantasiado de palhaço.

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Harmonia

A escola comprou o enredo e todas as alas veio cantando bem, todos sabiam o samba destaque para o canto da velha guarda que estavam fantasiados de respeitável público. O carro de som do intérprete intérprete Ailton Santos levantava o público e os componentes que cantavam juntos não apenas o refrão como toda a letra do samba.

Enredo

Desenvolvido pelo carnavalesco Sergio Lins que homenageou o cartunista Daniel Azulay, o enredo foi contado de forma simples e clara, desde quando o homenageado se apaixonou pelo circo. Passando por todas as fases da sua vida até a criação da sua obra mais famosa o lambe-lambe. Até chegar na bateria que se materializou no próprio Azulay, dando vida a toda sua obra e fazendo essa grande homenagem ao cartunista.

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Evolução

A evolução estava de acordo, com todas as alas certas bem alinhadas cantando, coreografias bem ensaiadas, parecendo que passaria muito bem pela avenida. Porém como a escola estava gigante, uma confusão com o tempo fez a escola dar uma acelerada depois da apresentação do casal no último módulo.

A bateria mal se apresentou e o restante da escola teve que correr para não estourar o tempo, coisa que mesmo assim não conseguiram, com dois integrantes caindo por causa da correria no final. Infelizmente, a escola estourou e passou com 1 minuto além do tempo estipulado.

Samba

A obra estava na boca do povo, junto com a bateria do mestre Rafael Pelezinho, e ajuda especial do mestre Vitinho. Os autores Maneco, Leandro Thomaz, Diego Moura, Pedro Miguel foram responsáveis pela composição do samba.

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Fantasias

Destaques para comissão de frente com integrantes fantasiados de integrantes do circo, palhaço mágicos, trapezistas, cuspidores de fogo e até de leãone leoa. A terceira ala também foi destaque estavam as mulheres da velha guarda fantasiadas de ciganas, algo muito comum dentro dos circos. Todas as roupas estavam bem feitas, sem nada cair ou descolar. Um adendo todas as alas estavam realmente bem vestidas.

Alegorias

O abre-alas veio representando o circo, inspiração do artista. Tendo como significado uma grande paixão do Daniel Azulay, fonte de inspiração para a criação dos personagens da turma do lambe-lambe. O carro tinha uma espécie de carrossel que ficava girando a todo momento.

A segunda alegoria, “Nas asas de um sonhador em céu de algodão doce veio representando toda magia e colorido do mundo que Daniel Azulay idealizou e difundiu durante sua vida. Celebra a alegria que sempre permeou suas criações, sejam lúdicas oueducativas, voltadas para o público infantil, também estava perfeita nos acabamentos, o carro era grande com vários personagens criados por Azulay.

Outros Destaques

A fantasia da bateria onde todos vieram de Daniel Azulay, com seus óculos e roupas características.

Rocinha faz desfile com uma evolução impecável

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Oitava a desfilar, a Acadêmicos da Rocinha se destacou pela comissão de frente forte, o casal Vinícius Jesus e Suelene Neves bem sintonizado e uma evolução bem fluida pela avenida. A escola trouxe para a “Nova Intendente” o enredo “As borboletas encantadas da bela Oyá” em homenagem às denominações Oyá e Iansã, do Candomblé e da Umbanda, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Paulo de Oliveira.

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Comissão de frente

Com coreografia de Akia Almeida, os dez componentes fizeram uma dança intensa com passos fortes, movimentos de terreiro e gritos. Os bailarinos representavam faces diferentes de Oyá com uma capa de pele de animal ao tirarem e posicionarem com saia apresentavam o nome da sua Oyá. Um personagem central segurava dois chifres e os batia marcando partes do samba e da coreografia. Outra personagem ao fim da apresentação vestia as asas da borboleta título do enredo. Infelizmente, no primeiro módulo de jurados, uma das dançarinas deixou a capa cair no chão e recuperou ao sair finalizar a apresentação.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Vinícius Jesus e Suelene Neves vieram aparentavam muito sintonia. O mestre-sala vestia uma malha branca com listras largas vermelhas, uma coroa dourada com búzios e um costeiro de penas. O padrão da malha de Vinícius se repetia na parte de cima da roupa da porta-bandeira. A saia com detalhe de raios de Suelene ganhou amplitude com as penas alaranjadas e brancas. Eles apresentaram passos leves quando estavam fazendo o cortejo mais clássico e demonstraram força e garra quando fizeram passos mais afro.

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Harmonia

O canto dos integrantes foi um dos mais regulares da noite. Um destaque vai para a primeira ala, mas na maioria das alas havia componentes cantando forte o samba, principalmente o primeiro refrão. O carro de som comandado pelo intérprete Dodô Ananias se apresentou bem conectada à bateria de Mestre Júnior. O samba foi cantado com poucos cacos e em sua integralidade por Dodô e sua equipe.

Enredo

O enredo de Marcus Paulo de Oliveira se propôs a narrar as denominações Oyá e Iansã, a relação dela com outros orixás e os mitos que a cercam. A estrutura do desfile foi bem coerente com a ideia do carnavalesco. Vimos durante o desfile a conexão da divindade com Xangô, Oxum, Obá, Exu, Ogum e Olorum, além de ver os animais símbolos, búfalo e borboleta, bem representados.

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Evolução

Em 40 minutos, a escola desfilou de forma fluida, sem correrias ou buracos. As baianas e as passistas ficaram muito à vontade em sua passagem pela avenida dançando bastante. Os componentes desfilaram livres, sem alas coreografadas, permitindo o divertimento da escola. As alas não se embolaram em nenhum momento e era de fácil leitura o fim de uma e o início de outra.

Samba-Enredo

A composição de Edinho, Rico Bernardes, Luiz Thiago, Diego do Carmo, Vitor Coutinho, Rafael Mikaiá, Daniel Barbosa e Maurício Amor é de fácil entendimento e foi bem conduzida na Ernani Cardoso. O resultado disso é o samba decorada por boa parte dos membros das alas. O ponto alto do samba-enredo foi a parte do refrão principal “A borboleta voa alto e anuncia: chegou Rocinha, vai relampejar”.

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Fantasias

A Rocinha veio com uma qualidade de fantasias bem alta. As alas que mais se sobressaíram foram as alas 3 (“Oxum”), 6 (“Ogum e o segredo”) e 10 (“Oxalá e os orixás na busca pelas borboletas da Bela Oyá”) As baianas vieram de “Iansã, suas cores e ferramentas” usando uma saia amarela, rosa e dourada e o rosto coberto pelas miçangas. A ala de passistas desfilou como “A Bela Oyá e a busca pelas borboletas encantadas” com uma fantasia leve com uma asa do animal que permitiu facilidade em demonstrar o samba no pé.

Alegorias

A verde, azul e branco da Zona Sul trouxe para a Ernani Cardoso dois carros alegóricos e um tripé com bons acabamentos e nenhum defeito evidente. O abre-alas que representou “O Reino de Oió”, reino onde os orixás Iansã e Xangô governaram. A alegoria estava com uma estátua da cabeça da orixá com uma tiara dourada e os machados cruzados de Xangô na frente e rostos negros nas laterais. O segundo carro chamado “A menina dos olhos de Oyá no samba” adicionou a borboleta, símbolo da Rocinha, aos seres mágicos de Oyá. A composição tinha uma saia de pelos e alaranjados e marrons alternados com escudos e as costas do carro eram as asas da borboleta. O efeito que essa alegoria tinha na avenida era de novidade. O tripé “A guerreira com a força do búfalo” significava o mito da transformação da orixá homenageada em búfalo. O elemento passou no meio do desfile e era uma cabeça de búfalo amarela e preta, sendo a alegoria com menos destaque entre as três.

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Outros destaques

A bateria Ritmo Avassalador do Mestre Júnior, representando Olorum, desfilou com garra e arriscou duas bossas. Uma vinha no primeiro refrão com uma pegada de tambor. Já a segunda tinha ousadia de um apagão. A rainha de bateria Taty Rosa, cria da comunidade da Rocinha, veio com uma fantasia de penas vermelhas e mostrou que samba muito na Nova Intendente.

Com harmonia irregular e destaque para ‘fogo’ do casal, Acadêmicos do Peixe fez desfile com erros na comissão de frente

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A Acadêmicos do Peixe foi a sétima escola passar pela Nova Intendente, mostrando um desfile coeso e sem muitos erros. Com enredo “Preto de berço, Esfoliação Branca”, de Marco Antônio Falleiros. O título se refere à ancestralidade negra, visto que, na origem de tudo, está a África. Assim, o enredo é uma exaltação à africana origem da humanidade, e um canto às Áfricas de onde vieram todas as existências. Com pequenos erros na comissão de frente e a bandeira que enrolou por causa do vento no último módulo, a escola passou sem mais problemas pela nova Intendente. A Acadêmicos do Peixe desfilou pela Nova Intendente no tempo de 37 minutos.

Comissão de Frente

A comissão de frente do coreografo Junior Barbosa, com o nome de Laroyê , Exu a fantasia com as cores vermelho e preto com o chapéu com penas para representar um galo uns dos animais sacrificados para o orixá.

A coreografia foi bem executada, porém nós 3 módulos de jurados alguns integrantes se embolaram um pouco, fazendo que ela perdessem um pouco de tempo para voltar a posição. Algumas penas da endumentaria da cabeça também caíram durante as apresentações.

O impacto maior da coreografia era quando todas as mulheres ficavam em volta do representante de Exu e o exaltavam. Era como se fosse um ritual de abertura dos caminhos além do sacrifício para o orixá.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Thiago Daniel e Bianca fizeram uma apresentação excepcional nos dois primeiros módulos, com uma saia sem plumas ou outros detalhes, ela saia faiscas de fogo nos primeiros giros. A dança foi perfeito sempre olhando um nos olhos do outro, com passos de balé e coreografias de religiões de matrizes africanas no refrão.

Um detalhe no último módulo é que devido a um pouco de vento a bandeira chegou a enrolar um pouco, mas nada que atrapalhasse o andamento da apresentação que foi terminada lindamente, que durou cerca de dois minutos em cada módulo.

Suas fantasias representavam Geledés, uma sociedade tradicional iorubá compostas exclusivamente por mulheres onde se cultua a grande mãe.

Harmonia

Apesar do esforço do Carro de som comandado pelos Intérpretes Cristiano Oliveira e Rafael Tinguinha, a escola não acompanhou, Destaques para as alas das baianas que mesmo com uma fantasia realtivamente pesada, giraram e cantaram durante todo desfile.

Apesar de pouco canto de todo samba a escola passou organizada e quando chegava o segundo refrão ‘Seio da humanidade mãe África a verdade que meu peixe se inspirou pra contar sobre o tronco dessa lida. E nascendo tão querida ao som do meu tambor’ toda escola cantava um pouco mais alto.

Enredo

Criação dos carnavalescos Marco Antônio Falleiros e Yuri Martins foi bem desenvolvido, explicando exatamente como foi a criação do mundo através da Savana, as alas estavam explicativas não tendo nada que atrapalhasse o desenvolvimento do mesmo. Tratar de ancestralidade sempre vem termos pouco conhecidos, porém não dificultou no entendimento do enredo.

Evolução

A escola veio pequena e teve que parar um pouco depois do último módulo para não passar antes do tempo estipulado, porém as alas vieram bem entrosadas sem buracos entre elas e mesmo a escola curta a evolução foi um pouco acelerada. Destaque para as alas das passistas que vieram fantasiadas de búzios de Ifá, sambaram e deram seu show, outro destaque foram as baianas vestidas de criação do mundo mãe terra, com suas saias marrons davam um efeito bem perceptível quando giravam.

Samba

Os intérpretes Cristiano Oliveira e Rafael Tinguinha levaram bem o samba sem deixar o ritmo cair, o canto algumas vezes ficou um pouco confuso, mas foi devido a um pouco do delay do som. No mais passaram jogando o samba para o alto e fazendo dentudo para animar a escola e o público que acompanhava a escola. A obra é assinada por Renan Diniz, João Vidal, Marquinho Beija-Flor, Diego Procópio, Evandro Neris, Telmo Augusto, JB Oliveira, Serginho Rocco, Rafael Gonçalves, Gigi da Estiva, JC Couto, Pedro Silva, Gilsinho Oliveira.

Fantasias

Todas as fantasias estavam bem finalizadas com adereços cuidadosamente colocados em cada uma delas. A fantasia da comissão de frente com penas no chapéu representando o galo e a fantasia da bateria que representavam os Alabês, que é um toque para chamar os orixás nos terreiros.

A saia da porta-bandeira bandeira também é de se destacar, pois não estava coberta apenas no arame com uns detalhes pratas em volta, mas que soltavam faiscas a cada passagem pelos módulos julgadores.

Alegorias

A escola contou apenas com um tripé com o nome da escola com um detalhe de um jacaré. uma alegoria, o abre alas que siginificava “África dos nossos mitos e sonhos” veio no segundo setor. O carro estava bem terminado com destaque para uma estátua de um homem negro ao centro. Não houve nenhum problema com a alegoria que atravessou a pista sem nenhuma dificuldade.

Outros Destaques

A bateria do mestre Mariano dos Santos foi o destaque principal da escola, com bossas e bem feitas e paradinhas , com integrantes fazendo coreografias ensaidas. Destaque para o paradão do surdo levantando a Nova Intendente. As musas também mostraram muito samba no pé destaque para Lorrana Helena, que também desfila pela Beija-Flor, e veio com a fantasia África rica.

Bateria, casal e comissão de frente se destacam em desfile da Acadêmicos de Jacarepaguá

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Com bom desempenho da bateria, boa comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira com muito sincronismo e abre-alas vindo como segundo carro, a escola de samba Acadêmicos de Jacarepaguá fez um desfile que durou 39 minutos. Levando o enredo “De Marias a Marias”, a escola de samba foi a sexta a entrar na Nova Intendente neste primeiro dia de desfiles da Série Prata do carnaval carioca.

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Comissão de Frente

A comissão de frente representou as “Marias da história”. Na apresentação para os julgadores, o segmento realizou uma coreografia dividida por casais, repleta de sincronismo, exploração da criatividade e sintonia com o samba-enredo. A apresentação foi bem detalhada e não apresentou nenhum problema grave.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal Matheus Medeiros e Amanda Villaverde fez um ótimo desfile ao longo de toda Ernani Cardoso. Mesmo quando estavam distantes dos módulos de julgadores, o casal esbanjou simpatia e conexão, sempre com um olhar apaixonante do mestre-sala para a porta-bandeira. Os dois também se apresentaram para o público, sempre sendo reverenciados por quem acompanhava o espetáculo. Nos momentos de bossa, com um ritmo mais ‘xaxado’, Matheus acompanhou a melodia e realizou alguns passos num estilo mais cangaceiro. A roupa da porta-bandeira era repleta de detalhes e cores, enquanto a vestimenta do mestre-sala aparentava leveza para que Matheus pudesse se movimentar. A apresentação para os julgadores durou cerca de dois minutos.

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Harmonia

Os intérpretes Léo Simpatia e Bia Lopes ajudaram a levantar a comunidade. Devido a algum problema técnico, o som da bateria saía muito baixo pelas caixas espalhadas ao longo da Nova Intendente. Entretanto, mesmo com a dificuldade apresentada, a sincronia entre equipe de som e ritmistas foi muito forte e positiva.

Enredo

O abre-alas da escola foi para a Avenida como segundo carro. De acordo com componentes da agremiação, um problema na alegoria fez com que a ordem fosse alterada. Com a mudança, algumas alas também aparentavam estar modificadas, o que dificultou a compreensão do enredo através de uma linha síncrona e cronológica.

Evolução

Apesar de avançar um pouco além da conta já perto do final, a escola não apresentou nenhum clarão significativo nas proximidades das cabines de julgadores. Os componentes, muito alegres, cantavam boa parte do samba-enredo.

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Samba

O som baixo da bateria atrapalhou a compreensão da melodia em determinados momentos, onde apenas o cavaco se evidenciava. Entretanto, mesmo com os problemas enfrentados, ritmistas e carro de som trabalharam com muita sincronia e qualidade. Os intérpretes foram fundamentais para levantar a comunidade.

Fantasias

Destaque para as fantasias da porta-bandeira e baianas. As fantasias eram muito coloridas e chamavam a atenção. Entretanto, algumas possuíam falhas de acabamento.

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Alegorias

Por problemas técnicos, o tripé – que seria a segunda alegoria – foi o primeiro a entrar na Avenida. Apesar de trazer uma importante mensagem, o carro acabou ficando mal localizado dentro do enredo devido a posição que ele entrou no desfile. O abre-alas era rico em detalhes, possuía esculturas que representavam artigos rústicos africanos e também continha a imagem de diversas ‘Marias’. Levou muita imponência para a Passarela do Samba.

Outros detalhes

Destaque para a bossa em um estilo ‘xaxado’, que ficou perfeita com a melodia do samba e destacou o ótimo sincronismo entre carro de som e bateria. Grande parte dos componentes realizavam coreografias durante essa paradinha. As musas da agremiação também deram um show de simpatia, interagindo com o público presente com muito samba no pé.

Com destaque para fantasias e alegorias, Acadêmicos da Abolição desfilou na Nova Intendente

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Com ótimas alegorias, boas fantasias, enredo bem detalhado e queda de adereço da comissão, a escola de samba Acadêmicos da Abolição fez um desfile com duração de 35 minutos e aproximadamente 15 segundos. Com o enredo “Bato tambor, logo existo. -Luiz Antonio Simas – A essência e resistência da rua”, a agremiação foi a quinta escola a entrar na Nova Intendente neste primeiro dia de desfiles da Série Prata.

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Comissão de frente

Com base nas citações do homenageado, a Comissão de Frente buscou exaltar a ancestralidade na Avenida. A ideia, segundo a escola, era destacar a resiliência africana. A comissão adentrou à Nova Intendente com passos simples, um para cada lado. Já na primeira cabine, uma apresentação mais detalhada foi apresentada aos jurados, onde havia sincronismo e interação entre os componentes, apresentando algumas falhas individuais e com coreografias simples – faltando exploração de um potencial criativo. Ao fim da apresentação no primeiro módulo, ainda no campo de visão do júri, um componente deixou o adereço de cabeça cair no chão. Nos módulos seguintes tudo ocorreu dentro da conformidade. No geral, o quesito manteve uma boa evolução e fez o seu trabalho na Avenida.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Com muita sincronia e conexão, o primeiro casal Raison Alves e Dandara Luiza encantou o público presente. Ainda no primeiro módulo, os dois realizaram uma apresentação repleta de olhares, toques sutis no rosto, muito samba no pé e sincronia com samba enredo da agremiação. Mesmo nos movimentos mais soltos, o mestre-sala, sempre sorridente, mantinha uma proximidade com a porta-bandeira. A fantasia de Dandara era bem caprichada e repleta de detalhes, enquanto a roupa do mestre-sala aparentava ser leve, facilitando os ótimos movimentos realizados por ele. O mesmo se repetiu nos módulos seguintes, demonstrando muito preparo e uma forte conexão entre o casal.

Harmonia

Algumas alas cantavam forte o samba, principalmente no refrão – enquanto outras, nem tanto. No trecho do samba em que diz ‘Se forma historiador’, a canção embolou um pouco, dificultando a compreensão para quem estava ouvindo. Destaque para a velha guarda da escola, que desfilou por toda a avenida Ernani Cardoso cantando forte, sambando e interagindo entre si. No geral, a sincronia entre som e ritmistas foi bastante elevada.

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Enredo

A narrativa do enredo seguiu uma cronologia baseada nas obras de Luiz Antonio Simas e seus ideais, acompanhando uma linha do tempo bem detalhada e didática.

Evolução

A escola realizou um desfile tranquilo, sem qualquer buraco aparente e desfrutando de cada parte da avenida. Destaque, mais uma vez, para a velha guarda que desfilou com muita entrega, alegria e interação com o público. Protagonismo também para a ala 5, que cantou bastante o samba enredo da Abolição.

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Samba-Enredo

Apesar de embolar um pouco antes da ‘cabeça’, que pode ter ocorrido devido aos aparelhos de som instalados na Ernani Cardoso, o rendimento foi positivo. No refrão, a equipe de carro de som conseguiu levantar os componentes e o público presente na Nova Intendente.

Fantasias

As fantasias da escola de samba eram bem detalhadas, com capricho e repletas de cores e adereços. Destaque para a ala 15 – “Os Arengueiros e o Arrepiado”, que trouxe o verde e rosa da Mangueira e representou os antigos foliões que eram tratados como marginais. Os figurinos, através das cores e adereços, transmitiram o enredo de forma didática para o público – protagonismo também para a ala 19.

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Alegorias

As alegorias da escola de samba levaram capricho e beleza para a Avenida, com muitos detalhes e muito bem feitas. Destaque para o segundo carro, que abordou a essência popular e cultural da cidade, defendida pelo homenageado. Nas laterais da alegoria, os tradicionais saquinhos de doce de São Cosme e Damião. No topo do carro, Luiz Simas vinha como destaque, encerrando assim a imponente homenagem feita pela Abolição.

Outros destaques

Destaque para a rainha de bateria, Índia Zurich, que atravessou a Nova Intendente com muito samba no pé e esbanjando simpatia com o público presente. No trecho ‘Viva Cosme e Damião’, a bateria realizou uma bossa muito bem encaixada na melodia do samba.

Em seu segundo desfile na Série Prata, Raça Rubro Negra apresenta bom conjunto de alegorias e fantasias, mas peca em evolução

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A Raça Rubro Negra levou para avenida da Intendente Magalhães, nesta sexta, um desfile emocionante com uma bateria impecável, comissão de frente coreografada ao nível do Grupo Especial, porém, com erros em evolução após abrir um buraco. A escola trouxe o enredo ‘Raízes de uma Raça’, foi a terceira a desfilar e terminou sua apresentação em exatos 40 minutos.

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A comissão de frente entregou uma dança africana com uma coreografia impecável. Representando a ‘Majestosa África’, as dançarinas se fantasiaram de guerreiras africanas e serviram uma linda coreografia.

O mestre-sala e a porta-bandeira, Fabio Rodrigues e Mônica Menezes, fizeram uma apresentação maravilhosa, com bom entrosamento entre eles, dançaram sem erros e com fantasias leves. Apresentaram-se como Rei e Rainha africana, trazendo toda a realeza em sua dança.

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O samba-enredo de Gabriel Simões, Fumaça, Raphael Gravino, Rafael Faustino, Mateus Pranto, Jonathan Mello, Leandro Canavarro, Jonathan Reis, Gabriel Sorriso, Gi do Carmo, Diego Nascimento, Guilherme Kauã, Salviano, Fio, Fabinho Urubu, Carlinho Japona, Rosa Araújo teve um bom desempenho na pista.

A escola apresentou o enredo “Raízes de uma Raça”. Ele relatou o calvário dos negros capturados, acorrentados e escravizados, procedentes da África, raça obrigada a atravessar um oceano de sofrimento para se submeter a escravidão, após cruzar o Atlântico. Toda essa região ficou conhecida depois, como pequena África, onde quem desembarcava logo pertenceria a alguém que estivesse disposto a pagar por ela.

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Durante a apresentação da bateria, nas cabines onde fica localizado o segundo time de jurados, a escola continuou a desfilar. O erro levou a escola a abrir um buraco gigantesco na avenida. Veja a imagem:

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A agremiação exibiu um bom conjunto de fantasias e alegorias. Em alguns momentos com altos e baixos entre alas. O abre-alas representou o navio negreiro e a segunda alegoria a “festa profana”.

Unidos da Vila Santa Tereza conta história da sua padroeira e se destaca na comissão de frente

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A Unidos da Vila Santa Tereza levou para avenida da Intendente Magalhães, nesta sexta, um desfile emocionante com comissão de frente trocando a fantasia, bateria impecável e casal com bom entrosamento. A escola apresentou o enredo ‘Santa Teresa Rogai Por Nós!’ e foi a terceira a desfilar, terminando em 39 minutos. A escola tem grandes chances na busca pela vaga na Série Ouro.

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Homenageando Santa Teresa, o enredo conta a história da padroeira e exata a importância da fé. Nosso primeiro setor abordou a fé, um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa. O segundo setor vontou o início da vida de Teresa de Cepeda y Ahumada, entre a sua infância até a sua ida ao convento de Nossa Senhora das Graças. O encerramento foi com todas as homenagens a Santa Teresa, proclamada Padroeira da Espanha e das Índias, coopadroeira na Guatemala, guardiã dos professores e protetora e padroeira do pavilhão Tereziano.

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Uma grande surpresa durante o desfile foi a comissão trocando de fantasia de maneira rápida, como se virasse a roupa ao contrário. “Os guiados pela fé” possuíam uma roupa suja mostrando a história de enfermos, e, ao rogar por Santa Teresa eles encontram a cura.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Francisco Alves e Grazy Santos, representou a religiosidade. A dupla teve boa performance e ótimo entrosamento no desfile da Unidos da Vila Santa Tereza.

A bateria “Pegada do King” estava muito boa e o samba-enredo dos compositores Igor Leal, Amaro Poeta, Renan Diniz, Fagundinho, Rafael Prates, Cidinho da Cuíca Pernambuco, Rogério Máximo, Carolina Abreu e Alessandro Tiganá funcionou na avenida. A obra foi cantada pelos componentes e pelas pessoas assistindo o desfile na Intendente.

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A Unidos da Vila Santa Tereza exibiu em alegorias e fantasias e alegorias um conjunto bem acabado. As baianas vieram representando a “romaria”. O abre-alas representou todo o misticismo dos Santuários de Fé, lugares reservados para adoração, oração e santo. Na segunda alegoria foi representada a fé como uma virtude dada por Deus, é como uma chama que precisa de combustível para se manter acessa. No último carro, a Unidos da Vila Santa Tereza se curva em gratidão a sua Padroeira, Santa Teresa D’Ávila.

Plástica impressiona, mas problemas de evolução e no casal atrapalham desfile leve e divertida da União do Parque Acari

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Segunda escola a desfilar na primeira noite de desfiles da Série Prata, na Nova Intendente, a União do Parque Acari apresentou o enredo “Uma Doce Ilusão no Mundo da Imaginação”, desenvolvido pelo carnavalesco André Tabuquine. Em 38 minutos, a escola realizou um desfile com destaque para a parte plástica, com um bom conjunto de alegorias e fantasias, a leveza do enredo e a Comissão de Frente. Problemas em evolução e na apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, no entanto, atrapalharam o desempenho da escola.

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Comissão de Frente

Coreografada por Adilson Loureiro, a Comissão de Frente da União do Parque Acari representou os “Guardiões do talismã”. Em uma bela roupa, com folhas e galhos de árvores, os bailarinos realizaram uma boa apresentação ao longo da Avenida Ernani Cardoso. Bem sincronizada e de fácil entendimento, a Comissão de Frente da escola cumpriu com maestria o papel de representar os defensores dos segredos guardados no talismã.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Representando os “Seres encantados”, que trazem a magia do encanto, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da União do Parque Acari, Pablo Chocolate e Layne Ribeiro, vestiu uma bela roupa em tons de verde. O mestre-sala possuía uma asa de borboleta como costeira e a porta-bandeira possuía borboletas em sua saia. Na coreografia apresentada, a dupla apostou na mescla entre elementos da dança tradicional dos casais com elementos em referência a letra do samba-enredo da escola. Durante a apresentação do casal na segunda cabine de julgadores, módulo duplo, porém, o chapéu da fantasia do mestre-sala caiu na pista.

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Harmonia

De modo geral, a harmonia da União do Parque Acari em seu desfile foi irregular, com algumas alas deixando a desejar no canto do samba-enredo da agremiação. Com o início muito forte no quesito, as últimas alas da Tricolor apresentaram baixo desempenho e intensidade no canto. O refrão do samba-enredo, sobretudo o trecho “Engrandecendo o carnaval da nossa escola”, foi o mais cantado pela comunidade de Acari.

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Evolução

Apesar da empolgação e leveza dos componentes da escola, a União do Parque Acari apresentou problemas no quesito evolução. O tripé de abertura da escola apresentou problemas em sua barra de direção e ocasionou clarões ao longo da avenida, quando o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Tricolor avançava. No final do desfile da agremiação, algumas alas do final da escola tiveram que apertar o passo para encerrar o desfile no tempo regulamentar.

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Enredo

Lúdico e divertido, o enredo da União do Parque Acari propunha uma viagem para o portal dos sonhos, no qual a coroa da escola era o passaporte. Guiados pela força da imaginação, as pessoas, no enredo, as pessoas poderiam ver vários mundos, com castelos, feitiços, fadas, duendes, reis e rainhas, bruxas, borboletas e outros seres encantados. Na avenida, a escolha do enredo da escola se provou um acerto. Ao longo dos setores da escola, o carnavalesco André Tabuquine conseguiu traduzir de maneira clara e fácil os elementos da história a ser contado em seu conjunto de alegorias e fantasias.

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Alegorias e Adereços

O conjunto de Alegorias e Adereços apresentado pela União do Parque Acari impressionou na Nova Intendente pelo bom acabamento e gigantismo apresentado. Com exceção do tripé de abertura, todas as demais alegorias possuíam esculturas com movimentos. O tripé, representando “Portal encantado do talismã”, trouxe a frente um grande brasão da agremiação revestido de Led. O abre-alas, “A floresta encantada e a grande árvore sábia”, impressionou pela bela escultura com movimentos de uma árvore. A segunda alegoria, “A floresta encantada e a grande árvore sábia”, tinha uma grande bruxa e distribuia maças do amor ao público presente. A última alegoria, “O mundo colorido”, representou um grande circo e distribuiu bolas às crianças da plateia.

Fantasias

Assim como a característica do enredo, o conjunto de fantasias apresentado pela União do Parque Acari se notabilizou pela leveza e facilidade na leitura. De maneira geral, o nível de acabamento e soluções dos figurinos foram bem pensados e executados pelo carnavalesco da escola. A ala de baianas, representados o “Reino das Fadas” apresentou bela fantasia nas cores verde e branca.

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Samba-enredo

Composto por Ralfe Ribeiro, Renan Diniz, Marquinhos Beija-Flor, João Vidal, Jotapê, Tem-Tem, Gigi da Estiva, Evandro, Frank, Tainara Martins, Camila, Nego Nascimento, o samba-enredo da União do Parque Acari cumpriu com maestria seu papel na avenida, se adequando perfeitamente a leveza e animação que o desfile da escola pedia. O refrão do samba-enredo, sobretudo o trecho “Engrandecendo o carnaval da nossa escola”, foi o mais cantado pela comunidade de Acari.

Outros Destaques

A bateria da União do Parque Acari, “União de Ritmo”, de mestres Erick Castro e Daniel Silva, foi destaque no desfile da escola e sustentou com maestria o andamento do desfile da agremiação. A bossa do refrão do meio do samba-enredo provocou aplausos das arquibancadas. A bateria contou com a presença de mestres consagrados do carnaval, como Luygui, da Acadêmicos de Vigário Geral.

Outros destaques

A “Tabajara do Samba”, bateria da Unidos de Lucas, comandada por mestre Celso Frazão, também foi destaque na noite, ao conduzir com maestria o ritmo no desfile da escola. A bateria contou com reforço de peso, com a presença dos mestres Fafá, da Grande Rio, tocando tamborim e de mestre Léo Capoeira, da Em Cima da Hora. O casamento entre a bateria e o carro de som da escola, comandado por Clóvis Pê e Marcelo Riva, foi perfeito.

Unidos de Lucas: Parte musical se destaca, mas erros de evolução prejudicam desfile em homenagem a Sonia Capeta

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Primeira escola a desfilar pela Série Prata na sexta-feira, na Nova Intendente, a Unidos de Lucas apresentou o enredo “É ela! A maravilhosa rainha do samba”, do consagrado carnavalesco Fran Sérgio, em homenagem a eterna rainha da Beija-Flor de Nilópolis, Sonia Capeta. Durante 37 minutos, o belo samba-enredo, a bateria “Tabajara do Samba” de Mestre Celsinho e belo conjunto de fantasias foram destaques do Galo de Ouro da Leopoldina. Problemas de evolução, falhas de acabamento e canto irregular foram pontos baixos.

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Comissão de Frente

Coreografada por Alessandra Oliveira, a Comissão de Frente da Unidos de Lucas representou “O Cortejo dos Orixás”. Na coreografia, eram realizados diversos passos remetentes à cultura afro-brasileira. O ponto alto da apresentação se dava quando uma das personagens, representando Oyá, orixá da homenageada, ganhavam asas de borboletas, animal associado a Iansã. A comissão arrancou aplausos do público ao longo da Avenida Ernani Cardoso.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Lucas, Luã Mackenzie e Bia Oliveira, representou “Africanidade, na pele e na alma”, em um figurino nas cores azul, laranja e lilás. Em sua coreografia, a dupla apostou na associação de elementos tradicionais da dança com passos afro, dentro das características do enredo da escola. Na apresentação no primeiro módulo, no entanto, o pavilhão da escola, durante o giro da porta-bandeira, toca no mestre-sala da escola.

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Harmonia

A harmonia da Unidos de Lucas demonstrou irregularidades entre as alas durante a apresentação da escola. Algumas alas, sobretudo do começo do desfile, cantavam o samba-enredo a plenos pulmões, enquanto outras, mais pro final da escola, pouco cantavam a obra. O forte refrão principal do samba-enredo, com o trecho “Quem ama Lucas vai saudar Sonia Capeta”, foi a parte mais cantada pela comunidade da Zona da Leopoldina.

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Evolução

Sem sombra de dúvida, o quesito evolução foi o que apresentou maiores problemas durante a apresentação da escola na Nova Intendente. Logo no início, após a apresentação do casal no primeiro módulo, a ala coreografada que vinha logo atrás não avançou, provocando um clarão. Além disso, o último carro da escola apresentou problemas na avenida e, ao longo de todo o desfile, provocou a abertura de buracos na pistas, o que suficientemente preenchido pelos destaques vinham logo a frente.

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Alegorias e Adereços

O conjunto alegórico apresentando pela Unidos de Lucas na avenida apresentou irregularidades e falhas visíveis de acabamento, sobretudo nas esculturas. Na avenida, o destaque principal no quesito se deu para o último carro da escola, representando A Filha de uma Beija-flor Guerreira na raça, no sangue e na cor”, por trazer a homenageada do enredo, Soninha Capeta, a frente.

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Fantasias

O conjunto de fantasias da Unidos de Lucas foi um dos destaques do desfile da agremiação em 2023. Apesar das conhecidas dificuldades encontradas pela escolas da Série Prata, o carnavalesco Fran Sérgio, multicampeão do carnaval carioca, encontrou soluções simples e eficientes para montar os figurinos da escola. A mensagem do enredo foi passada com maestria e fácil assimilação, com destaque para a ala 13, “Sonia Capeta, uma história de amor, meu amor, com o carnaval da Beija-flor” e ala de baianas, fantasiadas de Oxum.

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Enredo

No carnaval de 2023, a Unidos de Lucas apresentou o enredo “É ela! A maravilhosa rainha do samba” para homenagear a eterna passista e rainha de bateria da Beija-Flor Soninha Capeta, pelas mãos do carnavalesco Fran Sérgio. Na avenida, a escolha do enredo do Galo de Ouro da Leopoldina se provou um acerto. O conjunto de fantasias e alegorias da agremiação passaram com maestria a ideia e a história a ser contada, com fácil assimilação pelo público presente na Nova Intendente.

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Samba-Enredo

Composto por Tem Tem Jr, João Vidal , Jr Fionda, Marcelinho Santos, Rondi Valença, Júlio Assis, Romeu Almeida, Diego Oliveira, Rafael Ribeiro e Valtinho Botafogo, o samba-enredo da Unidos de Lucas se destacou na avenida por sua bela letra e melodia. A obra serviu com maestria a ideia do enredo contado pela escola na avenida. O forte refrão principal do samba-enredo, com o trecho “Quem ama Lucas vai saudar Sonia Capeta”, foi a parte mais cantada pela comunidade da Zona da Leopoldina.

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Em comum acordo, Portela anuncia saída dos carnavalescos Renato e Márcia Lage

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Após três carnavais a dupla de carnavalescos Renato e Márcio Lage saíram da Portela. Após o Carnaval 2023, eles entrarem em comum acordo com a agremiação e não renovaram o contrato para o ano que vem. Veja abaixo a publicação da escola nas redes sociais.

“Após três carnavais chega ao fim o ciclo de Renato Lage e Marcia Lage na Portela. A saída do casal foi feita em comum acordo com a escola. A diretoria agradece a parceria e os carnavais que a dupla realizou por aqui e deseja sucesso na nova jornada dos carnavalescos”.

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Um sonho que virou pesadelo. Esta é uma forma que podemos definir o desfile da Portela, que deveria celebrar o seu centenário, mas que ficou marcado por uma série de erros em evolução e alegorias. Com uma abertura impactante e emocionante, a escola coloriu os céus com o nome de seus dois principais baluartes e despontou com um canto forte, que acabou afetado pelos problemas na pista. Com o enredo “O Azul que Vem do Infinito”, assinado por Renato e Márcia Lage, a agremiação foi a segunda escola a passar pela Marquês de Sapucaí no último dia do Grupo Especial. A azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira encerrou a sua apresentação com 69 minutos, um a menos que o tempo limite.

Ao escolher tais figuras emblemáticas para nortear o enredo, a intenção dos carnavalescos era apelar para o emocional e atingir o coração dos torcedores, objetivo atingido com sucesso. A plástica de leitura clara e direta, em alegorias e fantasias, fez ainda que mesmo quem estivesse na Marquês de Sapucaí e, por um acaso do destino, não conhecesse a história da Portela, conseguisse compreender o enredo facilmente.

A Portela levou para Marquês de Sapucaí um conjunto alegórico bonito, mas com problemas. Formado por três chassis, o abre-alas, intitulado “Deu Águia, a Majestade”, trouxe referências ao Carnaval de 1935, que rendeu o primeiro título da escola. A parte da frente do carro apresentou as “joias da coroa”, com membros da velha guarda, velha guarda show, artistas identificados com a agremiação e alguns dos portelenses mais representativos, como Noca e Tia Surica.

Já a grande Águia, símbolo maior da Majestade do Samba, veio no segundo chassi. Dourada com detalhes em azul, ela veio com asas abertas para o alto e uma coroa na cabeça. Já a terceira e última parte do abre-alas trouxe um globo terrestre em destaque, no alto, remetendo à abertura do desfile campeão de 1935.

Com o nome de “Pelas bandas de Oswaldo Cruz”, a segunda alegoria destacou o tipo de vida rural que caracterizava o bairro no período da fundação da Portela e retrava uma estação ferroviária, com o trem partindo.

Já o terceiro carro retratou, sob olhar da porta-bandeira Dodô, as vitórias portelenses nos carnavais realizados durante a Segunda Guerra Mundial, período no qual a Majestade do Samba conquistou sete campeonatos consecutivos. Na parte dianteira da alegoria, uma bomba veio cercada de composições denominadas “Guardiões da Democracia”, numa alusão ao conflito. Nas laterais, as esculturas reproduziram personagens carnavalescos.

Ainda neste terceira alegoria, no alto e ao centro, uma escultura do Rei Momo simbolizou o Carnaval do Rio reinando absoluto apesar da guerra. Além dos problemas de locomoção, esse carro teve falhas de acabamento em esculturas e os efeitos do fogo na parte da frente não funcionaram em alguns momentos do desfile.

Em seguida, o tripé “Lenda e Mistérios da Amazônia” veio relembrando o título de 1970. Todo azul e com esculturas de animais, o elemento desfilou com erros graves de acabamento, como parte do forro se soltando na traseira.

Intitulada “A Brisa Me Levou”, a quarta alegoria homenageou o Carnaval de1980, “Hoje Tem Marmelada”. Com um grande palhaço na parte da dianteira, o carro tinha como destaque, no alto, um carrossel com trapezistas e equilibristas. Singelo e belo, ele também tinha um trabalho de iluminação, que falhou em diversos trechos da Avenida.

Fechando o desfile do centenário, o quinto carro, chamado de “O Céu de Madureira É Mais Bonito”, teve como grande atração uma enorme escultura de Águia. Prateada e estilizada, ela veio de asas abertas e foi inspirada na emblemática Águia Redentora, apresentada no Carnaval de 2015.