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A Betano vira patrocinador da flanela do Sporting CP

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Inicialmente a parceria terá uma extensão de dois anos com possibilidade de prorrogação. A partir da temporada 2021/2022, o Sporting Clube de Portugal, uma equipe de futebol portuguesa que faz parte da Primeira Liga, será patrocinado pela Betano, uma operadora de apostas. O sponsor vai figurar na camisa do clube de futebol.

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Foto: Divulgação

O acordo com a Betano, empresa que por sua vez pertence à Kaizen Gaming, terá uma duração de dois anos, em princípio. Aliás, existe a possibilidade de prorrogar o patrocínio por dois anos a mais. Quanto à casa de apostas, a b3tano opera em Portugal desde 2019.

A Kaizen Gaming é uma empresa de apostas que está atravessando um enorme crescimento e expansão na Europa. A partir da parceria com o Sporting Clube vamos poder ver o seu logotipo na camisa da equipe. Aliás, vamos encontrá-lo nos principais ativos do clube de futebol.

Essa nova parceria provoca um aumento das expectativas sobre o Sporting Clube de Portugal na temporada seguinte. Por sua vez, a época coincide com a campanha “Blind Sale” lançada no mês de junho pelo clube. A campanha tem por objetivo que os torcedores sejam os primeiros a vestir, e, claro, desta forma también divulgar, a nova camisa com o sponsor no primeiro dia do mês de julho. 

A Betano é uma das maiores casas de apostas ao redor do mundo, além de ser uma das mais exitosas. A plataforma oferece apostas em mais de 30 esportes além de milhões de eventos em qualquer país. 

No ano de 2019 foi fundada a empresa com sua sede principal na Grécia. Se bem que a casa de apostas é relativamente nova o seu crescimento foi exponencial e atualmente o site configura-se como um dos principais no ambiente das apostas online, com casa vez mais clientes em todas partes do mundo.

Sem dúvida a plataforma oferece um serviço de qualidade e quem quiser apostar nela pode fazê-lo com confiança, aliás, para comprovar isso basta conhecer os diversos prêmios na indústria do iGaming de EGC e SBC que a empresa já ganhou. Dentre esses prêmios encontram-se, por exemplo, o prêmio de maior crescimento e o prêmio de melhor operador do ano.

Conforme os jogadores frequentes, que conhecem sobre o tema e já tem testado várias plataformas e aplicativos, a Betano é uma das melhores da classe. Ela conta com cotas de apostas estáveis e ofertas de apostas sobressalentes a comparação de outras casas de apostas que oferecem serviços menos rentáveis ou convenientes para os apostadores. 

Quantos ao futebol em particular, nesta plataforma podemos encontrar as maiores competições, nacionais e internacionais, e também os jogos de times menos conhecidos. Assim, você pode realizar apostas em todos os jogos e times que quiser, sem restrições. 

Aliás, a Betano oferece apostas em uma enorme variedade de esportes, como vôlei, esportes eletrônicos, tênis, basquetebol e mais. Nos últimos anos muitos destes esportes vêm ganhando popularidade e é de muita relevância que sejam oferecidos pela plataforma, já que são escolhidos por muitos jogadores

Arrastão de Cascadura fala da cultura caipira em desfile simples e empolga

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Por Anderson Madeira

Penúltima a entrar na Passarela do Samba, já com sol forte, a Arrastão de Cascadura quis provar que mesmo com poucos recursos, é possível fazer um bom desfile e brigar pelo título, seguindo a máxima que menos é mais. Embora tenha apresentado uma parte plástica simples, as fantasias eram bonitas e de fácil leitura e o samba, empolgante. A agremiação abordou o enredo “Sou caipira, peregrino, pirapora, do carnavalesco Sandro Gomes, que também assinou o samba-enredo.

Comissão de frente

Com a fantasia representando a Pirapora (fenômeno do pulo do peixe no rio), os integrantes sintetizaram essa experiência em movimentos sincronizados e simulando saltar das águas, assim como o homem caipira que se aventura, seguindo de um canto a outro do Brasil. Com um figurino simples e leve, eles fizeram uma boa apresentação e arrancaram aplausos. Eles tiveram como coreógrafa Renata Monier, que é deficiente visual e com muitos prêmios na carreira.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Douglas Valle e Fernanda Araújo estavam com uma fantasia que representava as águas do rio Paraíba do Sul. Estas eram usadas pelos homens simples em suas viagens para vários lugares. Com um belo figurino, o casal fez uma apresentação impecável e arrancou aplausos do público e dos jurados. O mestre-sala fez a devida corte à porta-bandeira, com muita elegância.

Harmonia

Apesar do belo samba, o canto foi irregular em alguns momentos do desfile. O tom forte do início da apresentação deu lugar a um ritmo mais lento e só melhorou no final. Alguns componentes cantaram apenas o refrão.

Enredo

Fui bem desenvolvido na avenida. Contou com fantasias de fácil leitura e a narrativa foi linear e cronológica, o que permitiu que os espectadores entendessem a história narrada no desfile. A agremiação fez uma espécie de romaria, contando a história dos indígenas Cariris, que foram os primeiros habitantes do país, e também de um homem simples e de coração puro que se conectou com a natureza, suplicando a Nossa Senhora Aparecida, que concedesse aos seus filhos: dias de paz e de fartura.

Evolução

A escola teve uma evolução tranquila, em que os componentes puderam fazer as coreografias, evoluir e sambar, contando a história do enredo. O desfile foi bem organizado entre as 19 alas. O público gostou e aplaudiu a agremiação no final do desfile.

Samba

O belo samba foi muito bem interpretado por Marquinhos Silva e Robson Lincoln, sendo cantado pelo público nas arquibancadas em alguns setores.

Fantasias

A escola mostrou que não é preciso muito luxo para fazer bonito na avenida e contar um enredo. O figurino simples das alas era bastante criativo e belo, permitindo aos componentes evoluírem e sambarem. A ala das baianas foi muito elogiada pela fantasia, que representava os devotos de Nossa Senhora Aparecida. A roupa era toda em cor de rosa e na cabeça havia um esplendor em formato de rosa. O giro das baianas causou belo efeito visual. Outra ala que se destacou foi a Peregrino e Romeiros, em que os componentes representavam peregrinos, em gratidão pelas graças alcançadas.

Alegorias

A agremiação desfilou apenas com um tripé pedindo passagem, contendo uma grande imagem de Nossa Senhora Aparecida. A alegoria foi aplaudida pela sua beleza e simbolismo. Representa a imagem encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, até chegar aos corações de milhares de fiéis, Nossa Senhora é a mãe, protetora e acolhedora. É a santa milagrosa escolhida como padroeira da escola.

Os 100 ritmistas da bateria, comandados pelo Mestre Leozinho, estavam com uma fantasia de padre, representando a figura que sempre chega primeiro em um casamento, inclusive na quadrilha. As paradinhas deixando apenas os cavaquinhos tocando, empolgaram o público. A rainha da bateria, Luciana Catra, usou um figurino que lembrava um vestido de noiva, com direito a buquê de flores.

Samba se destaca em forte desfile da Independentes de Olaria

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Por Luiz Gustavo

A Independentes de Olaria entrou na avenida debaixo de um sol já forte, mas também mostrou sua força em um desfile candidato às primeiras colocações. A décima quarta escola do dia apresentou um dos sambas mais elogiados do grupo no pré-carnaval e este confirmou suas qualidades, impulsionando a ótima apresentação feita pela escola que também acertou nos quesitos técnicos. A azul e branco da zona oeste trouxe o enredo “Merindilogun: A fala dos ancestrais, o jogo de búzios”.

Comissão de frente

A comissão comandada por Ranna Jalilahs teve o orixá Exu sendo seduzido pela rainha da cachoeira Oxum, que após enfeitiçá-lo toma suas vestes e as devolve para Obatalá, que em agradecimento ensina para Oxum os segredos do jogo de búzios. Uma coreografia de bastante clareza em seu significado e de boa execução por parte dos componentes.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O jovem casal João Victor e Maria Eduarda teve um ótimo desempenho, com uma dança de muita sincronia entre ambos, além de estarem com uma das fantasias mais bonitas entre todos os casais do grupo. Uma bela apresentação

Enredo

O enredo fala sobre o surgimento do jogo de búzios até os dias atuais, quando o jogo quebrou as fronteiras do candomblé e atinge muitas pessoas que não tem nada a ver com a religião, principalmente nas regiões menos afortunadas, nos subúrbios. O enredo foi bem mostrado pela dupla de carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini.

Samba

O destaque do desfile da Olaria, muito bem cantado pelo intérprete Tuninho Junior, o samba mostrou sua belíssima e forte melodia que não deixa o canto cair ou o rendimento da obra sofrer algum déficit; o ponto de ápice do samba é a sequência da repetição do trecho “alafiá, alafiá…” seguida do forte refrão principal.

Alegorias/Fantasias

Olaria apresentou alegorias muito bem acabadas e concebidas, com destaque para o abre-alas que trouxe uma escultura balançando a cabeça de forma inclinada representando a leitura dos búzios. A segunda alegoria era menor mas também teve boa realização.

Nas fantasias a dupla de carnavalescos também mostrou bastante capricho, algumas fantasias tinham um nível alto de detalhes e acabamento.

Evolução/Harmonia

A escola teve uma evolução linear em termos de ritmo e andamento, mas deixou alguns pequenos espaços entre as alas, e à frente da segunda alegoria que evoluiu com dificuldade pela pista

Um bom trabalho de harmonia, a escola apresentou um bom canto dos seus componentes, principalmente nas partes de maior explosão do samba como no refrão principal.

Beija-Flor aposta na manutenção do time principal para o Carnaval 2024

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O time principal da Beija-Flor de Nilópolis seguirá o mesmo de 2023, exceto a saída do carnavalesco Alexandre Louzada, para o Carnaval 2024. A escola anunciou neste domingo a renovação de contrato dos principais segmentos, como o carnavalesco André Rodrigues e o diretor de Carnaval, Dudu Azevedo.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação

Também seguem na agremiação os diretores de harmonia, Válber Frutuoso e Simone Sant’Ana, e os coreógrafos da comissão de frente, Jorge Teixeira e Saulo Finelon, além do intérprete Neguinho da Beija-Flor e do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, que já fazem parte da história da nilopolitana.

“A Beija-Flor montou uma equipe completa, reunindo jovens talentos com profissionais já experientes do Carnaval. Manter a base do último desfile faz com que possamos melhorar ainda mais o nosso planejamento, seguindo firmes na busca pelo título”, ressalta o presidente Almir Reis.

Em 2023, a Beija-Flor conquistou o quarto lugar do Grupo Especial. Da equipe responsável pela criação, apenas o carnavalesco Alexandre Louzada não seguirá na escola. Em breve, a direção anunciará o enredo que levará para a Sapucaí no próximo ano.

Vila pode reeditar ‘Gbala’ ou ‘Raízes’ no Carnaval de 2024, afirma Luiz Guimarães

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Por Diogo Sampaio

Após antecipar que a Vila Isabel estuda trazer uma reedição em 2024, o presidente Luiz Guimarães relatou em entrevista ao site CARNAVALESCO que trabalha com duas possibilidades. De acordo com o dirigente, caso a escolha seja por de fato refazer um Carnaval, a azul e branca do bairro de Noel trará outra vez para Avenida ou “Raízes”, desfile de 1987 assinado por Max Lopes; ou “Gbala – Viagem ao templo da criação”, desenvolvido em 1992 por Oswaldo Jardim.

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“Talvez seja uma reedição. Se for, será ou ‘Gbala’ ou ‘Raízes’. Nossa escolha vai ser baseada no espírito da escola. Será uma plástica completamente diferente do que já foi apresentado, um Carnaval novo, que vamos entrar para disputar o título com um grande enredo e um grande samba. Qualquer um dos dois vão render excelentes desfiles”, afirmou Luiz Guimarães, que destacou que a ideia é reeditar enredo e samba.

Terceira colocada este ano, a Vila Isabel disputou nota a nota o título de campeã do Grupo Especial. Ao final da apuração, a agremiação terminou cinco décimos atrás da campeã Imperatriz Leopoldinense e quatro da vice-campeã Viradouro. Sobre este resultado, Luiz Guimarães afirmou ter considerado justo com o que foi apresentado na Marquês de Sapucaí.

“Foi justo. Fizemos Carnaval para ganhar, infelizmente não deu. Porém, o público está satisfeito, todo mundo do Carnaval está satisfeito, e viu que fizemos desfile para ganhar. Ano que vem para levar o título vai ter que vencer da gente. Não só da Vila, mas da Viradouro e da Imperatriz também. Nosso Carnaval está no mais alto nível e vamos entrar sempre para ganhar e fazer espetáculo para esse público maravilhoso. Estou muito feliz, realizado. Está todo mundo assim. Posso dizer que o resultado foi o melhor possível. Parabéns para Imperatriz, parabéns para Viradouro. Mereceram muito”, declarou o presidente da Vila.

A azul e branca do bairro de Noel foi a terceira escola a desfilar na segunda-feira (20) com o enredo “Nessa Festa, Eu Levo Fé!”, assinado pelo carnavalesco Paulo Barros. O artista já está com o contrato renovado para o ano que vem, assim como os principais segmentos.

Vídeos: esquentas no sábado das campeãs no Rio de Janeiro

Alegria da Zona Sul faz bom desfile sobre Caymmi, mas peca em evolução

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Por Luiz Gustavo

A Alegria da Zona Sul entrou na avenida com o sol surgindo e dando o ar de sua graça, cenário perfeito para falar de Dorival Caymmi, que tanto cantou e exaltou o mar. E a escola fez um desfile bonito, colorido e de canto animado com o enredo “Dorival Caymmi: O mar e o tempo, nas areias de Copacabana”, porém problemas no quesito evolução deixam a escola em situação difícil na briga por uma vaga na série Ouro em 2024. A agremiação do Cantagalo foi a décima terceira escola a pisar na passarela da Ernani Cardoso no segundo dia de desfiles da série Prata.

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Comissão de frente e Mestre-sala e Porta-bandeira

A comissão já abriu o desfile falando dessa relação de Dorival Caymmi com o mar, fazendo aparecer iemanjá em seu pequeno barco. Uma comissão com uma paleta de cores ideal para um desfile de manhã e de coreografia simples, mas bem trabalhada. Nas três cabines a comissão não apresentou problemas de execução. O casal realizou uma apresentação linear nas três cabines de jurados.

Enredo

Assim como a Cubango, a Alegria da Zona Sul reeditou um enredo apresentado anteriormente no grupo de acesso, neste caso em 2004. Marco Antônio Falleiros desenvolveu o enredo falando da relação de Caymmi com o mar, das pessoas que ele teve em volta durante a vida e da relação do compositor com o bairro de Copacabana, sede da Alegria da Zona Sul. Em algumas alas não se via uma homenagem ao universo de Caymmi com tanta clareza, mas o enredo foi dividido, principalmente aproveitando essa ligação de Dorival com o bairro da escola.

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Samba

Um samba leve pra se desfilar, muito bem cantado por Ciganerey, que sustentou o samba durante todo o desfile. O samba foi um ponto forte da apresentação da Alegria, que veio animada muito pela trilha sonora que embalou o desfile.

Alegorias/Fantasias

Alegria apresentou um conjunto alegórico com bom acabamento, a última alegoria destoou em termos de concepção, o destaque foi o carro de xangô. As fantasias formaram um conjunto leve e bonito, com destaque para a bela ala de baianas. Foi um dos conjuntos mais lineares da noite.

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Evolução/Harmonia

O calcanhar de aquiles do desfile da Alegria certamente é evolução. A escola abriu pequenos espaço entre suas alas e na demora de evolução do abre-alas um buraco se formou à sua frente, fazendo a escola travar pra não abrir um espaço ainda maior. A equipe da Alegria conseguiu resolver e apesar de apertada em relação ao tempo, a evolução voltou a ser sem sobressaltos, mas décimos preciosos podem ficar pelo caminho. O canto da escola funcionou bem nesse casamento com um samba leve, a escola passou animada e com o samba bem treinado, a obra não deixou o ritmo cair durante a apresentação.

Outros destaques

A bateria de mestre Victor Sergio animou o público presente com algumas bossas e arrancou aplausos empolgados dos jurados na segunda cabine.

Apesar de belo desfile plástico, problema em alegoria compromete o desfile do Cubango

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Por Luiz Gustavo

A Acadêmicos do Cubango foi a décima segunda escola a desfilar na segunda noite da Série Prata, já com os primeiros indícios de céu clareando na passarela. E foi um desfile para os apaixonados pela verde e branco de Niterói lamentarem profundamente. Apresentando o enredo “Fruto da África do Brasil de fé: candomblé”, reedição do desfile que a escola apresentou no grupo de Acesso em 2005, a agremiação teve problemas de locomoção nos dois primeiros carros, sendo que a segunda alegoria empacou no meio da pista e teve que ser retirada para uma via lateral sem completar o desfile, acabando com a evolução da escola que estourou 13 minutos do tempo máximo de apresentação, terminando o desfile em 53 minutos. Assim, a escola começará a apuração com uma punição de 1.3 pontos, além de ter comprometido seriamente os quesitos evolução, alegorias e enredo, além da harmonia já que em alguns pontos da passarela simplesmente não tinham componentes tamanho os espaços que a escola abriu.

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Comissão de frente

Através de Oduduwu, a comissão mostra a criação dos orixás, com cada componente representando um orixá diferente e seu símbolo nas mãos, como o machado de Xangô. Uma comissão bastante colorida e com bom desenvolvimento de sua coreografia.

Mestre-sala e porta-bandeira

Diego Falcão e Aline Torres fizeram apresentações corretas nas três cabines, com destaque para a segunda cabine, onde o casal teve o bailado mais azeitado.

Enredo

Jorge Caribé fez a releitura do enredo criado originalmente por Jaime Cezário, conseguindo realizar um trabalho com a sua cara e os seus signos e elementos de assimacao com o tema, conhecedor das religiões de matiz africana que é. Em termos de concepção é um dos pontos fortes da escola, porém o quesito foi prejudicado pela quebra do segundo carro no meio da pista, todas as alas e a alegoria que vinham atrás ultrapassaram o carro e este foi colocado num ponto de escape da avenida.

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Samba

O samba é reconhecido como uma grande obra pelos sambistas e mostrou novamente sua força e beleza. Se não teve a apresentação marcante de 2005, passou sem cair até mesmo nos momentos de tensão que marcaram o desfile. Tiãozinho Cruz teve a chance de cantar novamente o samba, desta vez, ao lado de Wagner do Valle.

Alegorias/fantasias

Alegorias vieram luxuosas para os padrões do grupo, a segunda alegoria que representava o surgimento do templo de Iya Nasso era belíssima, porém essa grandiosidade acabou causando os problemas. Já as fantasias tiveram menos opulência, mas boa leitura e jogo de cores.

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Harmonia/evolução

O maior drama do desfile da Cubango. A evolução foi um caos desde a largada, logo no início a primeira alegoria bateu em uma grade travando a escola, a alegoria passou a andar quando o segundo carro também travou, e ficou agarrado por bons minutos ali. Até os diretores decidirem por tirar o carro da pista o estrago já tinha feito.

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A escola tinha sido dividida em vários pedaços com buracos enormes e alas espalhadas tentando disfarçar a magnitude dos espaços deixados. Nesse aspecto a harmonia ficou bem prejudicada, já que eram diversos pontos da pista com claro espaçamento, sem componentes para puxarem o canto da escola novamente.

Falta de alas e alegoria prejudica desfile da União Cruzmaltina

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Por Luiz Gustavo

Décima escola a desfilar na madrugada de domingo, a União Cruzmaltina enfrentou percalços antes mesmo de entrar na avenida. Três alas e uma alegoria pertencentes ao enredo não chegaram para o desfile, o que trará à escola descontos no quesito enredo e pode causar problemas na apuração. União passou com cerca de 900 componentes.

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Comissão de frente e Mestre-sala e porta-bandeira

A comissão representava os rituais africanos pedindo licença dos caminhos para Pai Santana passar na avenida. A comissão mostrou uma coreografia vigorosa e com boa sincronia em todas as cabines. Emanuel e Thainara tiveram um desempenho correto, sem erros.

Enredo

O desenvolvimento do enredo pensado pelo carnavalesco Rodrigo Almeida foi prejudicado pela ausência quase que completa do último setor, apenas uma ala pertencente à parte final passou pela pista, além do terceiro carro que também não esteve na avenida. Considerando o que passou, a relação de Pai Santana com a religião foi bem explicitada na avenida.

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Samba

O samba teve um desempenho mediano, com momentos em que a obra caiu bastante e não obteve resposta nem dos desfilantes.

Fantasias/Alegorias

As fantasias que entraram na avenida também tiveram problemas, várias alas sem sapatilhas, com o pé descalço. No que tange as alegorias a escola foi melhor e trouxe boas soluções.

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Evolução/Harmonia

Mesmo pequena, a União abriu alguns espaçamentos na frente das alas. Harmonia foi regular, um canto minimamente estável, principalmente, no refrão principal.

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Outros destaques

Componentes do abre-alas estavam descalços. Passistas também descalços e viriam atrás da bateria, porém desfilaram à frente. Eram previstas quatro alas atrás da segunda alegoria, apenas uma veio e a terceira alegoria ficou ausente do desfile.

Acadêmicos da Diversidade exalta a Umbanda em desfile sem erros

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Por Anderson Madeira

Décima primeira a entrar na Avenida Ernani Cardoso, a Acadêmicos da Diversidade, fundada em 2018 em Madureira, Zona Norte do Rio, apresentou o enredo “Umbanda. Diversidade é Paz, Amor e Caridade”, proposto por Carlos Eduardo (Cadu) e desenvolvido pelos também carnavalescos Clark Mangabeira e Victor Marques. Dentro da proposta da agremiação cuja bandeira tem as cores do arco-íris, também símbolo do movimento LGBT, que é sua principal bandeira. O samba é de autoria Dudu Senna e Marquinhos Beija-Flor e foi bem cantado pelos componentes. Sua apresentação foi técnica e sem erros aparentes, sendo encerrada aos 38 minutos.

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Comissão de frente

Os 12 integrantes representavam Exus e sua fantasia significava “No fio da Navalha”. Os bailarinos estavam com vestimentas de praticantes da umbanda em gira e com leques vermelhos dão densidade à dança e compõe imagens cênicas para a festa de inauguração dos trabalhos. Assim, Maria Navalha é convocada, para que leve as dores na aba do seu chapéu e proteja a agremiação com sua valentia e resistência. Teve como coreógrafos Daniel Ferrão e Léo Torres.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Jeferson Pereira Martins e Alana Couto estavam com uma fantasia que significava a dança da incorporação e que significava que “Umbanda nasceu da cura”. Em um certo momento, Alana pareceu incorporar uma entidade na avenida. A dança do casal, teatralizada, foi aplaudida pelo público e os jurados.

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Harmonia

O canto forte da comunidade da escola foi um dos pontos altos do desfile. Em todas as alas os componentes cantaram o samba no mesmo ritmo e houve receptividade nas arquibancadas, o que contribuiu para uma boa apresentação da agremiação.

Enredo

O enredo foi desenvolvido de forma clara e didática, com fácil compreensão pelo público em todas as alas e nas duas alegorias. Uma narrativa linear, que contou os 115 anos da Umbanda. Falou da história do menino paralítico desenganado pelos médicos, anunciou a sua saúde no dia seguinte andou para a fé e pelo Axé. O enredo trouxe uma ampla imersão na religião, com destaque para o sincretismo e a história da sua constituição.

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Evolução

A agremiação evoluiu de forma tranquila, ajudada pelo bom samba e a garra dos componentes. Não houve buracos entre as alas e os desfilantes puderam evoluir e sambar à vontade. Não houve embolamento entre as alas. A maioria delas estava bem alegre e solta. A escola desfilou de forma muito organizada.

Samba

O samba foi bem defendido pelo intérprete Tem-Tem Jr que teve uma boa sincronia com outros puxadores auxiliares no carro de som. Muito cantado da primeira à última ala, incluindo as alegorias, onde os destaques também cantaram o samba, no que foram acompanhados pelas arquibancadas.

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Fantasias

A parte plástica foi um dos destaques do desfile, pela beleza, a leveza e o bom acabamento. Facilitaram muito o entendimento do enredo. Já no primeiro setor, que abriu o desfile, houve pedido de licença dos Exus e representou o começo da Umbanda, com a sua fundação sob a benção do Caboclo das Sete Encruzilhadas, retratando a força, a fé, e o Axé dos Caboclos e das matas que os abrigam. O figurino da ala das baianas lembrava o sincretismo entre Yemanjá e Nossa Senhora da Guia, representando o amor pelo orixá e a fé em Nossa Senhora. No segundo setor, “As Tendas da Umbanda”, o sincretismo que está na força da religião. Foram apresentados os guias, a fé e o Axé das entidades que trabalham pela caridade e o amor. A ala dos ciganos também chamou a atenção, representando os devotos de Santa Sara. Muito animados, os componentes trouxeram a dança, a alegria e a liberdade deste povo.

Alegorias

O abre alas, “Axé dos Caboclos”, representou a força que provém das matas, a mesma dos Caboclos abençoados, percursores da fé na Umbanda. Retratou o começo da religião a partir dos mistérios das matas e florestas. A segunda alegoria representou o “Congá Sagrado”, com sua multiplicidade. Houve ainda um tripé, “Axé dos Pretos Velhos”, que representou a sabedoria dos Pretos-Velhos mandingueiros, que ensinam, abrem os caminhos e benzem os “fios” de fé. As alegorias eram bonitas e com bom acabamento. Não apresentaram problemas visíveis e tiveram bom andamento no desfile.

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A Bateria “Swing Universal”, comandada pelo mestre Washington Paz, com 150 ritmistas apresentou boa cadência e bossas que empolgaram o público. Vestidos como Ogãs, bateram forte os instrumentos em homenagem à Umbanda. A rainha de bateria, Krys Correia, usou uma fantasia que representava a magia da Umbanda, firmada pelo som dos instrumentos sagrados e pelos pontos que são cantados em louvor aos Orixás, Santos e Guias.