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Samba da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2024 sacode a Vintém na espera de um milagroso acesso ao Grupo Especial

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A Unidos de Padre Miguel realizou na noite da última sexta-feira seu segundo ensaio de rua, na Vila Vintém, em preparação para o Carnaval 2024. Com enredo sobre os causos envolvendo Padre Cícero, os componentes vivem a expectativa de, finalmente, chegar o dia de desfilar no Grupo Especial. No treino, se viu uma comunidade feliz e já pronta para cantar forte o samba e explodir no refrão, seguramente um dos mais empolgantes do ano.

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O ensaio aconteceu dentro da Vila Vintém e calor humano não faltou. A rua estreita e a quantidade de gente para assistir à apresentação da vermelha e branca ajudaram a criar o clima de festa e animar a sexta da comunidade. O pouco espaço ajudou no canto da escola, que ficou mais comprimido entre os componentes e deu mais volume ao samba. Assim será feito até a segunda semana de janeiro, quando os ensaios serão mais técnicos e mudarão para a Guilherme da Silveira.

Nisto, Boi Vermelho quer um milagre. Depois de muitas vezes bater na trave e o acesso ao Grupo Especial parecer possível só por benção, esse ano será apelado para “Padim Ciço”. Vai que ele ajeita uma interferência divina e resolve o problema da escola, já que a diretoria garante que não medirá esforços para vencer. Enquanto o Cícero do céu (o Romão santo popular) colhe as preces da Vintém, o Cícero daqui (o Costa diretor de carnaval) analisa cada ensaio para não desandar a procissão na Sapucaí.

“Começamos a ensaiar há três dias e confesso que me surpreendi com a quantidade de gente. Mas, a Unidos de Padre Miguel é isso. Aqui, dentro da Vintém, a gente trabalha muito mais o canto da escola, que é também o nosso forte. Tecnicamente não dá pra se tirar nada e isso só vai acontecer quando a gente for para a Guilherme da Silveira. Avaliando aqui, foi uma escola cantante e vibrante. Espero que, até o dia do desfile, continue dessa forma”, analisou Cícero Costa.

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A comunidade está alegre como sempre, mas há um sentimento de que esse ano é mais possível que os anteriores. A posição de desfile é ótima e longe das outras que são consideradas francas favoritas. Sobre essa questão, Cícero Costa brincou que ele prefere a disputa, que as favoritas desfilem próximas para saber quem, de fato foi melhor e mereceu o título. A diretora de carnaval Lara Mara, está confiante e contou que a comunidade abraçou o samba.

“Estou muito feliz. Nosso trabalho está bem encaminhado e sendo como a gente espera. Esses dois primeiros ensaios estão bem cheios, que é sinal da Vintém estar gostando e isso dá mais gás para fazermos nosso desfile. A Unidos está leve. Estamos em um caminho bom”, falou Lara com sorriso no rosto.

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No segundo ensaio de rua, o povo da Vintém já deu mostras de que alguns quesitos podem estar garantidos. O excelente canto do samba e o ritmo contagiante da bateria mostraram indícios de que uns três quesitos estão bem encaminhados à nota máxima. O casal de mestre-sala e porta-bandeira já é quase certo ganhar a nossa máxima, e a apresentação neste ensaio só reforçou esta esperança. Tendo boa impressão da escola já no segundo treino, resta saber se agora vai.

Para Lara Mara, vai porque ela coloca fé em Padre Cícero e acredita que, com ele, tem que fazer funcionar. Cícero também aposta na força de seu xará celeste e na garra da comunidade.

“A gente está trabalhando e está com gana. A comunidade está com fé e vontade. Uma escola de samba quando está com o seu povo querendo, 99% está encaminhado”, afirmou o diretor de carnaval.

O mestre Dinho disse que em 2024, vai. Segundo ele, porque não tem mais pra onde ir depois de tantos vices. Vinicius, o mestre-sala, também falou que agora vai, na esperança de que o Redentor da Zona Oeste ajude ele e sua escola. E por isso, Bruno Ribas nem dorme direito, aguardando a possibilidade de cantar o acesso ao Grupo Especial.

Enredo cativa a fé da comunidade e engaja, de novo

A UPM, que já mexeu com as crenças de sua torcida com enredos sobre orixás, agora apela para o santo popular do Nordeste brasileiro. E, novamente, a escola se apresenta leve com um tema próximo do cotidiano de sua gente, que verá histórias de milagres e muitos contos envolvendo a figura de Padre Cícero.

“É um enredo que fala de fé, esperança, religiosidade. Isso é muito importante para a comunidade. Quem não tem a sua fé? Acredito que nossos enredo e samba são os diferenciais”, explicou Cícero Costa.

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Para a fé da UPM mover montanhas na Sapucaí, a diretoria da escola afirma que trabalha na preparação de surpresas para o ano que vem e resolver causos internos que geraram perdas de pontos para a escola, nos últimos desfiles.

“Sentamos com nossos seguimentos, vimos onde perdemos pontos e vamos acertar para 2024. O primeiro passo é reconhecer os nossos erros para tentar melhorar. Estamos preparados e teremos algumas surpresas em nosso desfile”, contou Lara Mara.

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Quesitos prontos para a peregrinação ao Grupo Especial

A Unidos de Padre Miguel está há tanto tempo batendo na trave, que na preparação para o batismo no Grupo Especial, vai sair já com a primeira comunhão e o crisma. Para finalmente o dia chegar, os quesitos precisam se alinhar para não deixar décimos pela pista. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Vinicius Anteunes e Jéssica Ferreira, já estão ensaiando para garantir – mais uma vez – que a apresentação deles não comprometa a escola.

“A fórmula é uma só: dedicação e ensaio. Graças ao nosso trabalho, às pessoas do carnaval, a imprensa e a escola terem uma boa visão nossa, é possível uma boa nota. Mas, é muito ensaio, muito trabalho. A gente para, assiste vídeos, ensaia sozinho e, assim, a gente acredita que chega no ponto de desfilar sem comprometer a escola”, revelou o mestre-sala, acrescentando que o casal se cobra mais a cada ano. Já se vão 11 carnavais juntos.

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Jéssica falou da importância desses primeiros ensaios nas ruas estreitas da Vintém. Ela gosta de se sentir mais próxima da comunidade e isso ajuda bastante na confiança no trabalho.

“A gente fica mais próximo da nossa comunidade, que pode ver o trabalho que está sendo feito. Para o nosso projeto, os primeiros ensaios na rua são importantes porque a gente pega as bossas da bateria, sente o samba e consegue agregar elementos à nossa dança e para a montagem da coreografia”, contou a porta-bandeira.

Enquanto o casal ensaia forte, mestre Dinho vai em busca do ritmo perfeito para o acesso da UPM. No desfile de 2024, serão 270 ritmistas que já estão ensaiando as bossas que serão apresentadas aos jurados, que no último carnaval, consagraram a bateria com mais um 40.

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“Pode esperar muito ritmo para o nosso desfile. Um samba alegre pede um ritmo bonito. A gente não precisa contaminar o samba, para que ele fique melhor, porém samba é para ser sambado, tocado e ouvido. A gente estava ensaiando na quadra. Agora, na rua, dá pra sentir se o trabalho está legal e fluindo harmonia, canto e bateria”, falou o mestre, que contou já estar ensaiando as bossas na rua.

E pode-se esperar um samba alegre. Pelo visto, a fórmula da alegria desceu em Padre Miguel. O samba da Unidos conduz o componente ao canto para cima o tempo todo. Animação não faltou no ensaio desta sexta. Bruno Ribas, cantor que completará 21 anos de carreira no Carnaval 2024, já tem a receita para levantar a Sapucaí no sábado da Série Ouro.

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“A receita é a fé e alegria. A gente vai fazer um carnaval lindo, independente de perder ou ganhar. Estamos preparando um carnaval magnífico para todo o povo. Vamos com muito afinco e fazendo um trabalho de muita dedicação”, falou o empolgado intérprete.

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O povo da Vintém seguirá a sua romaria em busca do grande dia. No sambódromo, será apresentado o enredo “O Redentor do Sertão”, desenvolvido pelos carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato. O Boi Vermelho será a quinta escola a desfilar no sábado de carnaval, 10 de fevereiro. E a prece é, como já cantou uma certa verde e rosa, Padim Padre Ciço, faça chover alegria.

Com Sabrina Sato, Gaviões destaca segmentos em ensaio de quadra para o Carnaval 2024

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Por Gustavo Lima e Will Ferreira

A rainha de bateria é uma figura que ganhou cada vez mais espaço em uma escola de samba com o passar do tempo. Desde quando surgiram e se popularizaram, na década de 1980, elas tornaram-se verdadeiros símbolos de cada agremiação na avenida. Mas, por inúmeros motivos, algumas que estão em tal posto não conseguem se apresentar com tanta frequência à comunidade. Até por isso, a presença de Sabrina Sato no ensaio de quadra dos Gaviões da Fiel, na última sexta-feira, foi destacada pela agremiação. Mais do que isso: ela foi peça importante para o desenvolvimento da dinâmica na quadra da escola, localizada no Bom Retiro, Centro de São Paulo, para o ensaio do enredo “Vou Te Levar Pro Infinito”.

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Muito além da artista

Sabrina teve a primeira aparição pouco antes da primeira passada do samba-enredo, sendo anunciada pelo intérprete Ernesto Teixeira, voz dos Gaviões há décadas. Se as levadas iniciais da canção foram à capela, sem instrumento algum performando, a rainha de bateria mostrava-se solícita com os ritmistas e com quem estava na quadra. Com a “Ritimão” a pleno vapor, o que se viu foi uma quadra que respondeu bem ao samba-enredo, muito bem trabalhado pela ala musical.

Tal segmento, por sinal, terá uma grande mudança no julgamento para o Carnaval 2024. Nada que amedronte Ernesto. “Para a gente, a mudança no regulamento com relação ao carro de som não vai mudar nada porque sempre fizemos um trabalho muito profissional nos Gaviões da Fiel. Nos últimos três anos, estamos aprimorando bastante a sincronia da ala musical, ensaios técnicos em estúdio e ensaios na quadra, também. Não vai mudar, vamos continuar com a mesma garra e qualidade. Com certeza vamos trazer uma boa nota”, garantiu.

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O samba, por sinal, teve uma pequena modificação em comparação à final do concurso para escolha da canção da escola, destacada pelo intérprete. “O grande trunfo desse samba é ele como um todo. Após a escolha, estudamos a música e já fazíamos algumas análises durante as eliminatórias. E, às vezes, fazemos alguns ajustes para melhor. Foi o caso desse samba, que fizemos uma pequena alteração no refrão do meio: encurtamos uma linha e, no último verso, jogamos o tom mais para o alto, para dar mais brilho, no canto do povo e do couro. É um samba bem melodioso, com arranjos maravilhosos produzidos pelo Rafa do Cavaco. Com certeza vai fazer muito sucesso no carnaval de São Paulo”, afirmou.

A bateria da “Torcida Que Samba”, por sinal, merece atenção. Com um “paradão” que durou uma levada do samba inteira, ela conseguiu sustentar bem o samba-enredo. Também chamou atenção a presença de um pandeirista, atabaques e xequerês – dando uma personalização especial para o segmento. Enquanto Sabrina tirava fotos com diversos componentes (que compareceram em razoável número), os ritmistas executavam o papel com maestria.

Falando em maestria…

Dos grandes destaques dos Gaviões desde 2020, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Wagner Lima e Gabriela Mondjian, também chamaram atenção. Com dança impecável e sempre muito expressivos, eles apresentaram uma coreografia mais do que especial. Aproveitando o clima sideral do enredo, em determinado momento, eles caminharam como se estivessem sem efeito algum da gravidade, em câmera lenta. Com giros plasticamente perfeitos e ótima condução e sustentação do pavilhão, Gabriela brilhou; o parceiro, fez o mesmo, com extremo samba no pé para conduzir a companheira.

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Para chegar em tal nível, a dupla teve uma alta na carga de encontros. “A frequência de ensaios mudou. Aumentou, porque a gente é uma máquina e não consegue parar. Está na mesma pegada do ano passado, mas agora ainda mais porque tem a mudança do regulamento”, destacou Gabriela. “A gente está ensaiando desde julho. Pegamos a base do regulamento e fizemos o nosso checklist. Vendo o que pode e não pode e colocando mais tempero na comida”, relembrou Wagner.

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Tal qual a parte musical, o regulamento também mudou para os casais de mestre-sala e porta-bandeira. Os novos balizamentos, porém, estão mais do que ensaiados pela dupla. “O regulamento vem com bastante atualização, novas regras, movimentos obrigatórios, mas isso não interferiu em nada no nosso trabalho, porque graças a Deus a gente já fazia, porque nós sempre tentamos manter a tradição da dança desde o início. Para nós não foi tão difícil essa adaptação”, pontuou Gabriela. “A gente queria esse novo regulamento porque somos mais dançantes. Com todo respeito aos outros casais, mas nós somos mais dançantes e a gente defendeu muito essa tradição no regulamento. Não só para os Gaviões da Fiel. Vai ser um marco para os casais de mestre-sala e porta-bandeira”, destacou Wagner.

Chegou a hora de voar

Se o samba dos Gaviões pede para que a escola “voe para o espaço sideral”, a “Torcida Que Samba” destaca que chegou a hora de alçar lugares mais altos na folia paulistana. Quem garante é Marcelo Temporini, um dos diretores de carnaval da agremiação. “A maioria fala que é um trabalho de um ano, mas nós não. Fizemos um trabalho de três anos para chegar nesse carnaval. Os Gaviões são feitos de gestões de três anos. Assumimos nos dois primeiros anos para mirar exatamente nesse carnaval de agora e a expectativa é grande de verdade. Fizemos aquela lição de casa para ver onde a gente estava pecando. Você via os Gaviões em segundo e quando chegava alegoria e fantasia, caía para oitavo, nono. Nós já sabíamos internamente que as dificuldades financeiras e até do trabalho e procuramos acertar esses pontos, estamos trabalhando firmemente nesses quesitos em geral. Temos que melhorar fantasias e alegorias. Não podemos esquecer dos demais, mas no geral é isso”, explicou.

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E, se é hora de voar, é necessário não ter peso algum. É tal característica que Marcelo acredita que a escola terá em 2024. “Nosso grande trunfo é a leveza, o colorido que muito cobravam, energia positiva. O tema já é abstrato que é para viajar pro infinito”, ratificou.

Quem também prometeu levar torcedores e fãs além foi Gabriela. “A gente está com a fantasia há três meses em mãos. Não posso dar spoiler, mas garanto que a proposta vai ser diferente e a gente literalmente vai levar vocês para o infinito. A gente não teve a prova com a roupa pronta, mas já iniciamos os trabalhos para se adaptar à roupa por ela ser diferente. Não temos a estimativa, mas o responsável é o Bruno Oliveira e ele é maravilhoso”, prometeu a porta-bandeira.

Samba no pé e história? Tem!

No ala a ala, destaque para um grupo de componentes importantíssimo e que, nos Gaviões da Fiel, ganha merecido destaque: o de passistas. Em grande número, elas mostraram muita empolgação e sorrisos ao longo de toda a noite, ajudando a dar ainda mais volume para o ensaio da alvinegra.

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Se o samba já está ensaiado pelas passistas, ele também traz uma doce memória para os componentes. O nome do enredo é um verso do histórico samba-enredo de 1995 da escola, intitulado “Coisa Boa É Pra Sempre”. E tal recordação também foi destacada por Marcelo. “A comunidade recebeu muito bem a música porque se ligaram com o nosso samba do passado. Foi muito legal. Alguns voltaram a desfilar por lembrar o tema da época. Foi muito positivo”, finalizou.

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Após 2023 surpreendente, Arranco busca afirmação com jovens cantores e mestre experiente em gravação da Liga RJ

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Conseguindo vencer o desafio que é abrir uma noite de desfiles de escola de samba, seja em qual grupo for, o Arranco surpreendeu muita gente no carnaval passado, recebeu elogios, e o mais importante, o décimo segundo lugar foi suficiente para a agremiação da Zona Norte se manter na Série Ouro, e por consequente, na Marquês de Sapucaí. Para 2024, o Arranco vai trazer o enredo “Nise – reimaginação da loucura”” que busca exaltar a importância de Nise da Silveira e abordar o seu legado para a saúde mental brasileira, de uma forma afetuosa e carnavalizada, dando enfoque à sensibilidade da homenageada diante da imensidão dos mundos da loucura. Procurando se estruturar e fortalecer seus segmentos para alcançar voos mais altos, a diretoria fez algumas modificações. Nas vozes oficiais, uma jovem dupla, Pâmela Falcão, que foi promovida a intérprete oficial na reta final de preparação para o carnaval 2023, terá no próximo desfile a companhia de Thiago Acácio.

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“Estou realizando um sonho, minha estreia na Série Ouro, minha estreia no Arranco do Engenho de Dentro ao lado da Pâmela que é um presente a parte que eu ganhei nessa trajetória. Eu nunca imaginei que iria realizar esse sonho tendo ao lado uma pessoa muito bacana, a gente vai sonhar esse sonho junto, a gente vibra junto. Foi muito emocionante dividir a gravação do álbum com ela, um importante passo e é só ansiedade porque agora está chegando perto do carnaval’, afirma de forma alegre o novo cantor da agremiação.

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Pâmela Falcão também exalta o talento do colega e lembra que, apesar de ter desfilado em 2023 como intérprete oficial do Arranco ao lado de Diego Nicolau, na gravação para o carnaval passado, a jovem cantora ainda não tinha alcançado esse status.

“O Thiago é um presente, mais uma dupla ‘de milhões ‘, tive a oportunidade de ano passado ser muito bem acolhida, muito bem recebida, no carnaval passado virei cantora oficial, mas a gravação já havia acontecido, no CD eu ainda era corista, era apoio do Diego ( Nicolau), também uma pessoa incrível, então também um momento novo para mim. E com o Thiago, a gente se dá super bem, é muito tranquilo, a gente trabalha de forma muito unida, cada um tendo o seu momento, sem vaidade, é muita parceria, não tem essa coisa de um trabalho a frente do outro. É um trabalho em conjunto, justamente para que o resultado dê super certo. É 50 a 50”, garante Pâmela.

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Outro que chega para somar ao Arranco é o mestre Gilmar Cunha, que carrega a experiência de 11 anos à frente da Sinfônica do Samba do Império Serrano, além de passagem pela Cubango. Gilmar, em conversa com o site CARNAVALESCO durante as gravações da faixa oficial da Azul e Branca do Engenho de Dentro, projetou uma nova versão de si mesmo para o próximo carnaval.

“É uma nova versão do Gilmar para este samba. É a estrutura de uma bateria nova. A gente começa com amigos, temos uma diretoria de bateria muito eclética, são amigos que já trabalharam comigo, mas apostei também muito na chegada de uma garotada nova até do Império Serrano, e agora estamos neste trabalho de renovação. Agora às quintas-feiras estamos fazendo o ensaio, tínhamos um projeto, acabou o projeto e agora é só ensaio, focando no carnaval. A gente tendo o samba, podemos focar mais ainda no trabalho de andamento. Agora não estou nem muito focado em bossa, agora é andamento, formar nossa característica. O processo está indo bem”, assegura o profissional.

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Processo de gravações na disputa de samba auxilia trabalho de cantores

Após uma breve disputa de samba-enredo, a diretoria escolheu a obra dos compositores Gegê Fernandes, Negô Vinny, Robson Ramos, Niu Souza, Bello e Dilson Marimba. Durante o período do concurso, tomando como referência alguns processos desenvolvidos em agremiações do Especial, a escola decidiu gravar as obras concorrentes nas vozes dos cantores oficiais do Arranco, iniciativa que, segunda Pâmela, ajudou bastante na evolução do entrosamento da dupla e deixou os profissionais mais preparados e à vontade para colocar a voz na faixa oficial da Liga RJ.

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“Nas disputas fizemos o casamento das vozes, onde a gente pode acertar, onde a gente pode errar, onde vimos que sobra demais. Eu tenho uma forma de interpretação, ele também. A gente dá uma enxugada aqui, uma enxugada ali para que a gente possa fazer esse complemento um do outro. Acho que vocês podem esperar muita emoção, muitas surpresas, tem uma surpresa para entregar para a comunidade. Estaremos juntos em nossos ensaios às sextas-feiras”, projeta a cantora.

Thiago também pensa da mesma forma e destacou a importância da comunidade vir junto dos segmentos neste processo até o carnaval 2024.

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“A gente teve um processo antes da gravação que durante as disputas a gente gravou todos os sambas concorrentes da escola. Esse processo foi onde a gente se aproximou, agora a gente já se comunica pelo olhar. O nosso sonho anda junto com os sonhos da comunidade do Arranco do Engenho de Dentro, vamos fazer de tudo e dar o nosso melhor para a gente fazer o melhor desfile possível. A gente quer essa comunidade junto com a gente, e a gente pede que eles venham para a quadra, para o ensaio, venham cantar esse samba lindo, não é delírio não, é realidade”, convoca o intérprete.

Surpresa preparada para a faixa

Quem for ouvir a gravação do Arranco no álbum oficial da Série Ouro vai reparar em um pequena introdução, com letra, melodia e bossas preparadas justamente para esse momento, exaltando a escola da Zona Norte do Rio e a bateria Sensação. O diretor musical da agremiação, o compositor Lequinho foi quem esteve à frente desta tarefa, decidida em um encontro que contou com a diretoria e alguns segmentos. Mestre Gilmar foi um dos grandes entusiastas desta iniciativa.

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“Pensamos em uma exaltação, criamos um canto específico para a escola já que no carnaval passado usamos sambas antigos. Fizemos para mexer com o ego da comunidade, do componente, preparamos com muito carinho nesta minha volta. Estou muito feliz com o resultado, muito feliz com o samba e é uma nova versão do Gilmar para esse samba. Com as minhas características, claro, mas colocando uma coisa mais emotiva no samba. A obra tem uma melodia muito boa, exploramos muito a melodia. O grande charme será esse canto feito pelo Lequinho (diretor musical), um cara muito talentoso. Criamos uma bossa bacana em cima disso também”, explicou o comandante da bateria “Sensação”.

O diretor musical Lequinho espera que a introdução pensada possa ficar como legado para a escola, sendo utilizada para outras obras ou sendo uma marca deste samba.

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“Nós fizemos uma reunião e nessa reunião a gente achou que seria bacana se a gente pudesse fazer uma introdução, uma coisa que de repente ficasse marcada para a escola. Não só o samba-enredo, como uma introdução que quando as pessoas escutassem já percebesse que vai cantar aquele samba. Já tinha feito isso em uma gravação de outra escola há alguns anos atrás. É algo que vai ficar para os próximos anos, sempre que a escola quiser utilizar, pensando essa introdução como uma possibilidade ou se for o caso, se a presidente pedir, todo ano a gente faz uma introdução diferente, até para de repente se tornar uma marca da escola, vai ser bacana”, aposta o compositor.

Procura da comunidade para desfilar anima diretoria

“Não é delírio não… é felicidade”, trecho do refrão principal da obra para o carnaval 2024 do Arranco, também pode definir o momento e a relação que a comunidade do Engenho de Dentro está tendo com a escola. Segundo Múcio Travassos, que divide a direção de carnaval com Alex Sandro e Michel Porto, muitos componentes têm entrado em contato buscando participar do desfile.

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“Para esta gravação, fizemos a nossa reunião interna com os nossos compositores e fizemos com a bateria um ensaio a parte, até para que a gente pudesse ter uma logística mais tranquila e no estúdio do Maurício fica fácil.Estamos em uma pegada muito corrida. Os nossos componentes estão animados, entraram em contato. Estamos tendo bastante procura para desfilar. O nosso enredo é muito bom, traz a nossa garra e enaltece a instituição. Será bom para o carnaval uma escola representando a loucura”, entende o diretor de carnaval.

No ano que vem, o Arranco será a terceira agremiação a desfilar na Avenida no sábado de Carnaval, dia 10 de fevereiro, pela Série Ouro.

Leandro Vieira lança exposição ‘Corpo Popular’ no Rio, no Paço Imperial e em um trem na Central do Brasil

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Corpo popular é uma exposição multilinguagem, que debate a construção artística de fantasias de Leandro Vieira nos 10 desfiles que criou para o carnaval carioca, enfatizando quem as faz (os trabalhadores dos barracões) e quem as veste (os componentes das escolas de samba). Com curadoria de Daniela Name, produção executiva da Museo e idealização da Caju, o projeto venceu o edital FOCA da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro e recebeu o apoio institucional da Supervia, da Riotur e da Imperatriz Leopoldinense.

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Foto: Divulgação

A mostra, que será cercada por diversas atividades complementares, acontece simultaneamente em dois lugares do Rio de Janeiro: no Paço Imperial e um trem transformado em galeria, parado na plataforma 13 da Central do Brasil, e que abrirá as portas para o público em seis sábados de dezembro e janeiro. No Paço, a inauguração acontece no dia 2 de dezembro, sábado, das 14h às 18h; na Central, na semana seguinte, 9 de dezembro, com conversa com o artista e a curadora, às 11h, e visitação durante todo o dia.

“Conceber visualidade através de uma produção artística que é têxtil, pictórica e resulta num ornamento transformado em vestuário de caráter fantasioso que será performado em desfile, tornou-se não apenas a minha produção artística mais significativa, como também, uma marca que registra meu trânsito visual com os territórios, os anseios e os corpos periféricos que dialogam com a minha experiência suburbana”, diz Leandro. “Assim, a exposição investiga esse processo que é particular, mas também coletivo, ampliando-o para um olhar minucioso que lança luz nas experiências corporais de homens e mulheres no estado pleno de suas performances carnavalescas. Enquanto exibe as minúcias criativas do vestuário fantasioso que produzo como experiência artística, a mostra reflete sobre a participação de outros corpos na elaboração de uma experiência que atinge a plenitude a partir da incorporação ficcional possibilitada pelo traje criado”.

Para a curadoria de Corpo popular, criar módulos distintos no Paço e na Central do Brasil é uma forma de democratizar o acesso ao projeto, além de lembrar a importância histórica e contemporânea do trem para os cortejos. As escolas de samba amadureceram como uma organização social e cultural em comunidades que margeiam a linha férrea. Além disso, os trabalhadores dos barracões, parceiros dos carnavalescos nas execuções de fantasia, são majoritariamente usuários do trem, meio de transporte muito importante para assegurar a circulação de componentes nos dias de folia.

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Outro ponto importante do projeto, segundo Daniela Name, é o desejo de mostrar o carnaval como uma espécie de museu em trânsito.

“Corpo popular trata a obra de Leandro Vieira como um vetor para debater a fantasia de carnaval como uma modalidade artística que está em diálogo com uma coletividade de saberes na execução no barracão e também com outras linguagens, como a pintura, a escultura, o desenho e, é claro, a performance de canto e dança dos foliões”, explica a curadora. “A obra de Leandro é importante catalisadora desse debate. Ele sempre esteve atento à importância da fantasia e, apesar de ter apenas 10 desfiles no carnaval carioca, já deu contribuições muito relevantes a essa linguagem. Além da relação com trabalhadores e foliões e com o trem, a mostra procura enfatizar a fantasia como uma reunião de imagens que tanto estão em trânsito no desfile, que tem uma duração no tempo e no espaço, quando são um trânsito no corpo dos componentes. Quando um artista como Leandro desenha uma imagem ou se apropria de outras que lhe são afetivas para criar uma fantasia, transforma o corpo em movimento do folião na galeria de arte onde aquelas imagens podem experimentar, de modo efêmero, o seu apogeu. Um artista do carnaval atento às possibilidades da fantasia pode transformar cada folião em uma galeria de arte viva, que pulsa, se mexe e respira, e que tem sua existência delimitada no tempo do desfile e no espaço da passarela”.

Módulos debatem quem veste e quem faz fantasia

No Paço, a mostra se dedica ao folião, a quem veste a fantasia. São apresentadas duas instalações, uma videoinstalação, fotos, projetos para fantasia em técnicas distintas (aquarela, hidrocor, nanquim e outras), paletas têxteis, fac-símiles, fotografias, uma maquete e a reprodução em grandes dimensões de um croqui inédito para o desfile da Imperatriz Leopoldinense em 2024, batizado de Com a sorte virada pra lua segundo o Testamento da Cigana Esmeralda.

Na Central do Brasil, o Estúdio Sauá, que assina a expografia de Corpo popular em seus dois módulos, bolou uma ocupação capaz de ser montada e desmontada no início e no fim de cada sábado da mostra em cartaz. O vagão-galeria na Plataforma 13 é dedicado aos trabalhadores e artífices dos barracões, parceiros de Leandro na realização dos figurinos que o artista imagina. Serão apresentados depoimentos de costureiras, aderecistas e da assistente do carnavalesco; um “vocabulário visual” de Leandro; uma fotogaleria comentada de seus 10 desfiles no Rio; um segundo croqui inédito para o carnaval 2024; e uma versão em menor escala de Corpo em desfile.

Atividades paralelas

Corpo popular conta ainda com um conjunto de ativações. No Paço, vão acontecer dois debates. No dia 9 de dezembro, às 15h, Leandro Vieira e Daniela Name conversam com a historiadora Raquel Barreto, presente nas curadorias das mostras sobre Heitor dos Prazeres e Carolina Maria de Jesus. No dia 6 de janeiro, às 15h, a equipe do projeto celebra o Dia de Reis com o público recebendo a rainha de bateria da Estação Primeira de Mangueira, Evelyn Bastos, e a costureira da ala das baianas na equipe de Leandro, Sirley Martins, para um debate.

No trem-galeria da Central, Penha Maria Lima, integrante da equipe de barracão de Leandro, oferece duas oficinas de adereços para o público jovem e adulto, nos dias 16 de dezembro e 13 de janeiro, sempre às 15h e com inscrições prévias e gratuitas divulgadas pelas redes sociais do projeto e seus realizadores. Uma terceira oficina de Penha acontece no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no Centro, em data a ser confirmada.

Corpo popular vai gerar um hotsite (www.corpopoular.com.br) com a catalogação virtual do projeto e tem uma rede dedicada no Instagram (@corpopopular).

PAÇO IMPERIAL
Inauguração: dia 2 de dezembro, sábado, das 14h às 18h
Visitação: de 3 de dezembro a 25 de fevereiro, das 12h às 18h, de 3as feiras aos domingos.
Praça XV de novembro, 48 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Entrada gratuita

Trem-galeria na Central do Brasil
Inauguração: dia 9 de dezembro, sábado, às 11h com conversa com artista e curadora
Trem na Plataforma 13 da Central
Visitação: sempre aos sábados
9 e 16 de dezembro de 2023
6, 13, 20 e 27 de janeiro de 2024
Das 9h às 18h
Praça Cristiano Ottoni, s/n Centro – Rio de Janeiro – RJ
Acesso pelas roletas de passageiros da Supervia

Renascença Clube recebe concurso de músicas com poetas do carnaval neste sábado

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Após o sucesso da terceira edição que lotou o Renascença Clube, o concurso cultural Roda dos Poetas promoverá a sua quarta edição no sábado, a partir das 15h no Renascença Clube, a casa dos sambistas, recebendo 23 compositores do carnaval carioca em 11 músicas autorais e inéditas. O concurso premiará quatro canções entre as categorias Música Popular, votada pelo público e três votados pelos jurados na categoria Música é Arte, com o objetivo de ressaltar que os compositores das escolas de samba não só compõem samba-enredo, como também músicas em diversos gêneros.

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Foto: Daniel Pinheiro/Divulgação

Nesta edição, serão homenageadas mulheres sambistas entre elas, Tia Surica, ícone da Portela, as cantoras Dorina, Dilma e Luz Fogaça e a mulata Thuane Werneck, finalista do concurso para Rainha do Carnaval 2024, representando o Império da Tijuca. A atração musical ficará por conta dos shows da banda Bom à Bessa e convidados.

O concurso foi aberto a todos os poetas interessados em apresentar e divulgar as suas músicas autorais. Os poetas serão recebidos no palco e apresentados como verdadeiros artistas, pois compor é arte, conforme lema da idealizadora do projeto, Valéria Amorim. Assim como nas outras edições, a apresentação ficará a cargo de um grupo de músicos com direção musical de Leonardo Bessa. A Roda dos Poetas preparou uma equipe de jurados de peso. Estarão no júri: Dorina (cantora, intérprete, sambista e radialista), (Freddy Ferreira (compositor, publicitário e colunista de bateria do Site Carnavalesco), Marcelo Faria e Julia Fernandes (jornalistas e CEOs do Grupo Sambrasil de Comunicação), Jane Garrido (conselheira e compositora baluarte da Portela), Max Kindler (apresentador do programa Mistureba), Yago Werneck (profissional de marketing do carnaval) e Ruça (ex presidente da Unidos de Vila Isabel).

Os ingressos poderão ser obtidos na bilheteria do evento por R$ 20,00 a pista e R$ 25,00 a mesa. Quem preferir pode adquirir a mesa com 4 entradas por R$ 80,00. O Renascença Clube fica localizado na rua Barão de São Francisco nº 54 – Andaraí. A classificação é livre.

Serviço
Roda dos Poetas – 4ª Edição
Dia 11 de novembro de 2023
Local: Renascença Clube – Rua Barão de São Francisco nº 54 – Andaraí
Horário das 15h às 21h
Ingressos: Pista – R$ 20 / Mesa – R$ 20 / Mesa com 4 convites – R$ 80,00
Link de Vendas Antecipadas – https://www.sympla.com.br/evento/roda-dos-poetas-4-edicao/2223255

Unidos de Padre Miguel comemora 66 anos com feijoada, show da Mocidade e Quintal do Pagodinho

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No dia 12 de novembro, a Unidos de Padre Miguel irá celebra seus 66 anos de fundação com um evento imperdível em sua quadra, a partir das 13h.

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Foto: Diego Mendes/Divulgação

As atrações preparadas para essa data especial prometem animar o público presente. A abertura do evento fica por conta do Grupo Pura Batucada, conhecido por sua energia contagiante e ritmo envolvente. Em seguida, o Grupo Quintal do Pagodinho com convidados de peso como Gabrielzinho do Irajá, Brasil do Quintal e Alamir Kintal, trazem o melhor do samba carioca. A festa continua com um supershow da coirmã Mocidade Independente de Padre Miguel além da apresentação dos segmentos da Unidos de Padre Miguel, com seus sambas antológicos e o hino que levará para a Sapucaí em 2024, entoados pela voz marcante do intérprete Bruno Ribas e da bateria Guerreiros, de Mestre Dinho.

Os valores são acessíveis e a entrada custa apenas R$ 25,00 com direito a degustar a tradicional feijoada. A classificação do evento é livre. A quadra da UPM fica na Rua Mesquita, 8 em Padre Miguel.

SERVIÇO
FEIJOADA DE ANIVERSÁRIO DA UPM
Atrações: Quintal do Pagodinho, Show da Mocidade e Grupo Pura Batucada
Dia: 12 de novembro
Horário: a partir das 13hEntrada: R$ 25,00 com direito a feijoada.
Classificação Livre.
Endereço: Rua Mesquita, 8, Padre Miguel.

Dudu Nobre e Pique Novo movimentam o Botequim da Cidade do Samba na segunda-feira

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A edição de novembro do Botequim da Cidade do Samba chega na segunda-feira recheada de atrações para movimentar o já tradicional happy hour da região portuária do Rio de Janeiro. O popular encontro entre sambistas contará com shows de Dudu Nobre, Pique Novo, Toninho Geraes, Pretinho da Serrinha, Julio Sereno e Grupo Pirraça.

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Foto: Divulgação

Já conhecido pelos componentes de escolas de samba e trabalhadores dos prédios e escritórios vizinhos ao local onde são produzidas as alegorias e fantasias do Carnaval carioca, o evento promete uma confraternização agradável, com comidas e bebidas típicas de botequim.

Para comprar ingresso antecipadamente, com preços a partir de R$ 20, basta acessar o site www.ingresse.com/botequim-da-cidade-do-samba-13-11. Mulheres não pagam entrada até as 19h. Também há estacionamento no local, que custa R$ 20. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 99811-7953.

A Cidade do Samba fica na Rua Rivadávia Correa, 60, na Gamboa.

Botequim da Cidade do Samba
Edição de novembro
Data: 13/11
Horário: a partir das 18h
Local: Cidade do Samba – Rua Rivadávia Correa, 60 – Gamboa
Atrações: Dudu Nobre, Pique Novo, Toninho Geraes, Pretinho da Serrinha, Julio Sereno e Grupo Pirraça

Com quadra lotada, Valesca Popozuda é oficialmente apresentada como musa da Porto da Pedra para o Carnaval 2024

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A cantora Valesca Popozuda é a mais nova musa da Unidos do Porto da Pedra para o Carnaval de 2024. Com uma longa história na vermelha e branca de São Gonçalo, a funkeira está de volta à agremiação e foi oficialmente apresentada para a comunidade, na noite dessa quinta-feira, durante o ensaio de quadra. No evento, a dona do hit “Beijinho no ombro” recebeu a faixa das mãos da atual rainha de bateria da agremiação, Tati Minerato. Ela foi ovacionada pelo público presente, com gritos e aplausos entusiasmados, e se emocionou ao discursar no palco. Em seguida, a beldade fez questão de ir para o meio da galera interagir com os segmentos, sendo bastante tietada. A artista se mostrou atenciosa com os componentes, atendendo os pedidos de beijos, fotos e abraços.

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Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

“Não teria lugar melhor para eu voltar do que a Porto da Pedra. Eu amo o Carnaval, sempre gostei da festa, e já era mais de uma década fora dele. Esse ano, no desfile, fiquei extremamente emocionada vendo a escola passar na Avenida. Tinha feito questão de chegar cedo na Sapucaí e fiquei ali na grade, esperando, até chegar a hora. Eu já tinha vontade de voltar e, quando eles passaram, várias pessoas da comunidade vieram falar comigo, o que me tocou muito e me fez pensar: ‘cara, eles não se esqueceram de mim’. Não esperava um carinho daquele tamanho. Então, quando me fizeram o convite, nem pensei uma única vez, só aceitei”, relatou a funkeira, em entrevista concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO.

O retorno de Valesca Popozuda para a Porto da Pedra ocorre quase 14 anos depois do último desfile dela pela agremiação. A funkeira reinou à frente dos ritmistas da bateria “Ritmo Feroz” nos carnavais de 2009 e 2010. Após deixar o cargo, ela saiu da agremiação e virou destaque no Acadêmicos do Salgueiro nos anos seguintes. Em 2013, chegou a ser anunciado um retorno da cantora para vermelha e branca de São Gonçalo, que acabou não se concretizando. Agora, a artista finalmente está de volta, dessa vez como musa, e passa a integrar o time de beldades da escola, que conta com nomes como Giovana Cordeiro, Erika Schneider, Luisa Langer, Isadora Marinho e Paolla Nascimento.

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“Acho que não tem diferença nenhuma da minha primeira passagem para essa. Tem muita gente nova na escola, mas também tem muitas pessoas que pegaram a minha estadia aqui. A única mudança é que naquela época a Valesca era rainha e hoje ela é musa. E independente do posto, me sinto muito honrada e feliz de estar de volta para essa agremiação linda. Eu amo o Tigre de São Gonçalo, a Porto da Pedra. E agora é se jogar, viver intensamente esse Carnaval de 2024, que é isso que a gente quer. Nossa comunidade é só amor”, declarou Valesca.

O presidente de honra da Unidos do Porto da Pedra, Fábio Montibelo, esteve presente na apresentação de Valesca Popozuda na quadra e se mostrou bastante contente com a volta dela para escola. De acordo com o dirigente, em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, a ideia de convidá-la para retornar surgiu justamente ao vê-la no Sambódromo assistindo ao desfile campeão da agremiação. Ele ainda aproveitou para exaltar a relação entre a funkeira e a comunidade do Tigre de São Gonçalo.

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“A história envolvendo a volta da Valesca foi um negócio muito interessante. A Porto da Pedra estava desfilando em 2023 e quando eu passei vi ela chorando para caramba. Então, pensei: ‘a mulher é a escola, ama isso daqui’ e me veio a ideia de fazer o convite para ela retornar. E o resultado disso a gente viu nessa apresentação na quadra, em que a comunidade de São Gonçalo abraçou ela. A Valesca, por mais que seja uma celebridade, tem uma forte identificação com o povo gonçalense. O pessoal gosta dela. E tenho certeza que vai ser mais um sucesso desse nosso desfile do ano que vem. E digo mais se preparem. Tem pessoas que estão falando que a Porto da Pedra está brigando para permanecer. Isso esquece, pois nossa briga é para voltar nas campeãs. A estrutura que montamos, o investimento que estamos fazendo é muito alto. É que tem gente que não aceita isso, mas irão ver na hora em que pisarmos forte na Avenida”, afirmou o presidente de honra.

Quem também conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO sobre esse retorno de Valesca Popozuda para a Porto da Pedra foi o vice-presidente da agremiação, Fabrício Montibelo. Assim como o pai, o presidente de honra Fábio Montibelo, ele enalteceu o carinho da cantora com a comunidade da escola e vice-versa. Ainda no bate-papo, o jovem dirigente deu mais detalhes de como foram as tratativas até ser oficializado o nome da artista no time de musas da vermelha e branca.

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“Resgatar o passado sempre é bom, né? E a Valesca é a escola. Esse retorno foi a concretização de uma vontade das duas partes. Um amigo conversou com ela, comentou desse desejo nosso de tê-la de volta, e houve uma resposta positiva. Então, esse amigo falou para gente que existia esse interesse também por parte dela, que foi a deixa que precisávamos para fazer o convite. A partir daí, marcamos uma reunião no barracão, conversamos e acertamos tudo. E desde já garanto que ela fica o tempo quiser. As portas estão totalmente abertas. A Valesca é apaixonada pela Porto da Pedra, assim como a nossa comunidade é por ela”, contou Fabrício Montibelo.

Responsável por assinar a parte plástica da Unidos da Porto da Pedra em 2024, Mauro Quintaes também compareceu ao ensaio de quadra da noite dessa quinta-feira e prestigiou a apresentação da mais nova musa da agremiação. Em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, o artista celebrou essa chegada da cantora e deu detalhes de como será a participação dela no desfile. Segundo Mauro, Valesca Popozuda virá em frente ao último carro da escola e o desenho da fantasia que ela usará já foi concluído.

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“O figurino já está pronto. Ela vem na frente da última alegoria, que é uma grande homenagem ao Antônio Nóbrega, uma figura que catalisa toda a força do Lunário Perpétuo contemporâneo. Então, a presença do Antônio já está confirmada e ela vem na frente desse carro representando todo esse folclore que o Lunário nos remete. E a volta da Valesca é interessante para a comunidade da Porta da Pedra, que tem um carinho muito grande para ela. Acho que a escola passa por um momento muito importante agora de renovação, voltando a sua posição, o seu status de escola de Grupo Especial, então está tudo encaixadinho, tudo certinho. Agora, é o cuidado para que ocorra perfeitamente bem no desfile oficial, saindo conforme planejado”, revelou Mauro Quintaes.

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De volta ao Grupo Especial do Rio após mais de uma década, o Tigre de São Gonçalo levará para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no ano que vem o enredo “O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular”, de autoria do enredista Diego Araújo e do carnavalesco Mauro Quintaes. O tema tem como proposta celebrar o saber popular, além de narrar a história do almanaque escrito na Espanha e que veio parar no Brasil depois de 200 anos, se tornando o livro mais lido pelo povo nordestino. A vermelha e branca terá a missão de abrir os desfiles no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro.

Deputados aprovam incentivo anual para escolas de samba do Rio de Janeiro

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As escolas de samba do Carnaval carioca podem receber um incentivo financeiro do Governo do Estado. Cada agremiação do Grupo Especial, por exemplo, pode receber aproximadamente R$ 3 milhões por ano. A determinação é do Projeto de Lei 331/23, de autoria original do deputado Vitor Junior (PDT), que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta-feira, em primeira discussão. O texto precisa ser votado novamente pela Casa.

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Foto: Diego Mendes/Rio Carnaval

A proposta contempla as escolas de samba do Grupo Especial, das Séries Ouro, Prata e Bronze e do Grupo Mirim, com o objetivo de incentivar e promover o turismo, a cultura popular e a geração de emprego por meio do fomento ao Carnaval.

Os valores anuais de fomento a cada escola de samba são os seguintes:
I – Grupo Especial: 690 mil UFIRs-RJ, aproximadamente R$ 3 milhões;
II – Grupo Série Ouro: 115 mil UFIRs-RJ, aproximadamente R$ 498,3 mil;
III – Grupo Série Prata: 90 mil UFIRs-RJ, aproximadamente R$ 390 mil;
IV – Grupo Série Bronze: 80 mil UFIRs-RJ, aproximadamente R$ 346,6 mil;
V – Grupo Mirim: 24 mil UFIRs-RJ, aproximadamente R$ 104 mil.

Esses valores serão distribuídos às escolas de samba ao longo de cada ano, sempre durante os últimos seis meses – entre julho e dezembro. Segundo o texto, os recursos do fomento deverão ser utilizados em contratos com empresas fluminenses. Já a prestação de contas deverá ser entregue pelas escolas de samba ao órgão estadual responsável pelo fomento até 30 de março do ano subsequente ao repasse. Além disso, na prestação de contas, deverá constar nota fiscal com discriminação do serviço prestado ou produto adquirido. A escola de samba poderá utilizar até 20% do total do recurso com mão de obra de serviço.

As despesas do financiamento deverão ser custeadas pelo Fundo Estadual de Cultura e aberto à captação. Caso seja sancionada pelo governador, a norma deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo através de decretos.

O deputado Vitor Júnior alegou que o Carnaval do Rio é um dos maiores ativos culturais e de fomento ao turismo e geração de emprego. “Em 2023, a RioTur estima que o Carnaval movimentou R$ 4,5 bilhões na cidade do Rio. Um terço da movimentação econômica no país inteiro durante os quatro dias do feriado vem da cidade do Rio de Janeiro, segundo a prefeitura. O total de vagas de emprego criadas temporariamente para o Carnaval 2023 foi de 24,6 mil”, afirmou o parlamentar.

Também assinam o texto como coautores os seguintes deputados: Rodrigo Amorim (PTB), Rafael Nobre (União), Luiz Claudio Ribeiro (PSD), Zeidan (PT), Verônica Lima (PT), Yuri (PSol), Dani Balbi (PCdoB), Índia Armelau (PL), Dionísio Lins (PP), Carla Machado (PT) e Júlio Rocha (Agir).

Gilsinho sobre gravação da Portela: ‘Modelo novo, resultado nos deixou muito felizes e temos um dos melhores sambas do carnaval’

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Gilsinho, intérprete da Portela, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO, após a gravação oficial do samba-enredo para o Carnaval 2024. Veja abaixo o papo exclusivo.