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Com disputa intensa, Tucuruvi define o seu samba-enredo para 2024

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Fotos de Fábio Martins/CARNAVALESCO

Por Fábio Martins e Gustavo Lima

O sambista paulistano acaba de se despedir de uma grande safra. Na noite deste domingo, o Acadêmicos do Tucuruvi escolheu o samba-enredo que irá embalar o desfile em 2024. A disputa contou com quatro obras concorrentes (03, 07,11 e 16). Houve muita festa, discursos do representante de Ifá, que é o tema da escola e apresentação do pavilhão do enredo que foi entregue pelo presidente Jammil. Entretanto, o marco da final foi a forte presença das torcidas nas quatro obras. Todas fizeram valer o nível que os compositores colocaram no papel, especialmente a vencedora, onde executaram uma apresentação impecável. Embalados pelo intérprete Igor Sorriso, a parceria 3 cantou forte e, nitidamente, a maioria da comunidade da Cantareira estava fechada com o grupo. Os compositores são: Macaco Branco, Carlos Bebeto, Djalma Santos, Chiquinho Gomes, Dr. Marcello Medeiros e Denis Moraes.

Palavra do compositor

Macaco Branco é conhecido como mestre de bateria na Unidos de Vila Isabel, mas ocupando a função de compositor, deu um show e venceu no Tucuruvi. De acordo com o próprio, quando viu a oportunidade de falar de Ifá, procurou se envolver rapidamente. “Eu estava há um tempo sem concorrer samba, porque estou na vida de mestre e produtor musical. Eu toco com alguns artistas e é meio difícil para ficar conciliando. Quando eu vi o enredo sobre o Ifá, que eu sou apaixonado e em uma escola no qual eu tenho um carinho imenso, eu não pensei duas vezes. Eu liguei para os meus parceiros e disse para gente fazer, independente do que seja. Graças a Deus a gente fez com muito carinho, foi uma disputa muito boa, tinha excelentes sambas e graças a Deus o nosso samba saiu campeão. Se Deus quiser vai ajudar bastante o Tucuruvi a ser campeão do carnaval”, disse.

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O compositor falou sobre a ligação com Carlos Bebeto, parceiro paulistano que estão juntos há algum tempo em parcerias. “O Bebeto mora no Rio é professor e mora no Rio há oito anos, mas ele está todo final de semana em São Paulo. Está todo final de semana aqui. Ele é meu parceiro, já fomos tricampeões na Curicica. Daí nos juntamos para destrinchar o samba e definir o caminho de melodia que a gente iria seguir. Depois fizemos duas reuniões e nasceu o samba de todo amor, carinho, gratidão e respeito que eu tenho por ifá”, acrescentou.

O vencedor da obra também comentou de a comunidade ter cantado forte na apresentação. “Quando vem do coração é mais bonito. A gente não fez com a pretensão de ser o melhor do Carnaval, mas sim de ser a melhor e maior homenagem para Ifá”, finalizou.

Papel de um intérprete

Para Hudson Luiz, novo intérprete oficial da agremiação, o samba escolhido mexe bastante com o emocional e espiritual, além de ter sido muito democrático o processo de votação. A decisão da comunidade foi importante para tornar tal parceria vencedora. “Primeiramente eu queria agradecer todos os compositores. Foram sambas maravilhosos e a gente teve um trabalho árduo, porque é difícil escolher apenas um entre tantos bons. Esse samba mexeu muito com o sentimento dos nossos diretores e alas. Em seguida a gente só teve a confirmação espiritual e graças a Deus foi escolhido. Temos que deixar bem claro que não foi uma decisão de apenas uma pessoa. Foi a escola que escolheu. Na sexta-feira nós fizemos uma apresentação e eu pude cantar os sambas e pudemos ver o que a comunidade queria. Eu me sinto honrado por poder cantar esse samba. Vai empurrar o Tucuruvi para esse sonho de conquistar o título do Carnaval paulistano de 2024. Deixo aqui minha gratidão ao Rodrigo Delduque por dar essa oportunidade de eu ser a voz oficial dessa escola”, declarou.

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Uma pergunta que deve ser corriqueira é sobre a questão da relação do samba vencedor com a elaboração do novo critério de julgamento, onde o carro de som será julgado. Porém, o cantor declarou que é uma coisa normal, visto que ele é oriundo do Carnaval do Rio de Janeiro e já acontece isso. “Não é uma coisa que me assusta. Eu venho do Carnaval do Rio de Janeiro e isso é feito há muitos anos. Não é uma novidade para mim. Mas eu acho maravilhoso esse julgamento para o time musical, afinal nós trabalhamos muito durante meses junto a todos os quesitos que levam nota. Acho que essa mudança vai fazer valer um pouco mais da representatividade da ala musical no Carnaval. Eu fico muito feliz de estar presente no primeiro Carnaval de São Paulo onde o carro de som será julgado”, completou.

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Bateria com paciência

O diretor de bateria, mestre Serginho, comentou sobre a final e disse estar satisfeito com esse sistema de escolha. “Cinco anos que não fazia nada. Eram cinco para mais. A última vez foi em 2017, de verdade, para geral, da própria equipe que está na escola é a primeira eliminatória. Time de palco, bateria, próprio casal que não era o mesmo, direção de harmonia. A partir do momento que você abre a disputa são novos elementos que irão chegar. Não é mais a história do samba fechado. Vários sambas que tinham, podia levar, ser campeão. E é você olhar, e falar ‘esse samba aqui tivesse feito uma parada fechada, ele ganharia’. E se tivessem feito mesmo esquema, tinham vários sambas que era a cara de que fosse fechado, tranquilo, samba bom. Mas o samba que foi escolhido, foge um pouquinho de tudo isso. É um samba que vai dar mais trabalho para todo mundo, direção de harmonia vai ficar maluca, vai ter que ensaiar sem parar, vai ter dias específicos. Para nós da bateria o mesmo esquema, vamos virar a chavinha. Tem algumas coisas que já trabalhamos ultimamente, mas tem outras que vamos ter que trabalhar em cima do enredo. Para nós, a bateria reduzida, para pelo menos escutar o samba, recebe intérpretes novos na escola, tem cara que nunca veio. A parceria que ganhou é totalmente carioca, jamais pensaram que chegariam aqui e iriam ganhar em um samba de ‘Ifá’”, afirmou.

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Para o músico, o samba vencedor era o preferido dele, mas perguntado sobre ritmo e bossas, ponderou que é preciso trabalhar com calma, apesar de já ter pensado em algumas situações. “Já tinha meu votinho lá em cima né? Sempre tem, eu sei que tem um peso, pode ser que tenha (um peso dois). Mas eu falei para eles na reunião que tivemos na quinta-feira, falei: ‘vamos escolher o samba, depois vamos fazer tudo com muita calma. Acho que precisa ter tudo pensado, um enredo diferente, intérprete diferente, então a bateria tem que fazer um tratamento diferente. Até conversei com direção de harmonia, não vamos colocar para frente não. Falaram ‘po, mas de manhã e tals’, falei para vermos. Mas em questão de bossa tem umas loucuras aí, mas precisa ir na calma, tudo tem que ser pensado, a partir de terça-feira, amanhã não quero saber disso, é dia de ficar de boa, entrega na mão do pessoal do tamborim, chocalho, e depois que fizerem tudo. Claro que vai ter uma bossa da nota, que o povo fala, uma de efeito e uma de enredo, isso é óbvio. Tem uma loucura aí, não sei se a direção vai aprovar, mas daqui até lá, vamos entrar na mente, mas tem um baratinho que certeza se aprovarem, a Tucuruvi vai falar bastante”, declarou.

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Preparação do bailado

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Luan Caliel e Waleska Gomes, ficou bastante feliz com a escolha do samba-enredo. Para a dançarina, a final mexe muito com o emocional dela, pois lembra todo o ciclo antigo e o que está por vir. “Eu gostei muito. É muito difícil a gente ser quesito porque tem que ficar em cima do muro. Nós temos muitos amigos compositores. Mas durante as reuniões da semana conversando com a nossa diretoria, deu para ver que a escola abraçou e a gente ficou muito feliz. Eu acredito que a final de samba-enredo é o começo de uma nova história minha e do Luan. É uma noite especial, fico bem emotiva, lembro tudo do que a gente passou e zerou. Estamos preparados para dar prosseguimento ao Carnaval 2024”, comentou a porta-bandeira.

“Quando eu ouvi esse samba já me identifiquei muito. Eu acho que é diferente do que a escola vem apresentando nos últimos anos. É uma pegada do Rio de Janeiro, foi o Macaco Branco que fez. Agora é uma nova história tanto para o Tucuruvi quanto para nós. Uma nova página que, se Deus quiser, vamos trazer esse título”, declarou o mestre-sala.

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Sempre quando um samba é escolhido, imagina-se que um casal começa a se preparar ainda mais dentro da melodia que ele proporciona, mas o ritmo de Luan e Waleska é diferente. De acordo com a porta-bandeira, tudo está pronto, pois o julgamento de São Paulo não exige a participação da obra dentro do bailado. “Vou falar que está tudo pronto antes do samba. Nosso julgamento aqui não é igual no Rio que exige que seja em cima do samba. Se tiver mudo, a gente vai cumprir com o que o manual pede, mas o que é gostoso agora é que dá para gente brincar os meio-tempo de cabine, tipo monumental, arquibancada e podemos criar coisa para respiro”, explicou.

“Aqui é bem difícil fazer essa entrada porque envolve vários fatores, vários quesitos. A gente começa a fazer nossa coreografia um pouco antes e encaixa dentro do nosso circuito. Esse ano temos uma coreografia dentro do samba e vamos ver se o pessoal vai gostar”, finalizou o mestre-sala.

Samba de forte energia

Um dos carnavalescos da escola, Yago Duarte, elogiou os sambas que estavam na final e disse que todos cumpriam o que o enredo pedia e estava dentro da sinopse e, para o artista, a obra campeã traz a melhor energia possível para a agremiação. “Os finalistas passavam bem o que estava dentro da sinopse. Eram sambas fortes, muito bons e a gente fica honrado em ter parceria renomadas aqui no Tucuruvi. Realmente falar de ifá e ter essa sensibilidade de estudar a sinopse e conseguir passar uma mensagem de verdade é impagável para gente. Sobre o samba que venceu, ele traz uma energia diferente. Desde o início, quando chegou esse tema, a gente sempre falou muito de energia, ancestralidade, matriz africana, energias de Exu, do oráculo ofá e Orunmilá. Tenho certeza que a comunidade ficou muito feliz. Nós vimos a resposta na hora do anúncio. É um samba que fala muito bem de Exú e Orumilá, sobre a luta do racismo religioso. Estou muito feliz e acho que a escola acertou mais uma vez. Vamos seguir com muito foco e agora é dar início aos ensaios”, comentou.

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Liderança seguindo outro caminho

O vice-presidente e diretor de carnaval, Rodrigo Delduque, falou sobre a dificuldade de chegar a um resultado final e a volta das eliminatórias na agremiação. Segundo Delduque, a diretoria teve papel fundamental para que a disputa fosse acirrada. “Foi uma missão difícil, porque tivemos 16 obras totalmente dentro do que os nossos carnavalescos haviam pedido. Então fomos eliminando ponto a ponto até chegar no samba escolhido desta noite. Eu gostaria de parabenizar todas as parcerias que se dedicaram. Eu cresci no Tucuruvi vivendo um ar de discórdia. Era sempre gosto pessoal e nós quando decidimos fazer essa disputa de samba-enredo, pontuamos que seria tudo em prol do pavilhão. Graças a Deus toda a direção e parte técnica contribuíram para que fosse uma disputa árdua, difícil, mas satisfatória”, explicou.

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É um samba que trabalha com muitas palavras no dialeto africano. Devido a isso, muitas pessoas automaticamente associam a dificuldade e a dúvida se a comunidade vai cantar de forma satisfatória. Para Rodrigo, esse desafio é o que o Tucuruvi busca no momento. “O que eu mais escutei é que era um samba bem difícil, mas o que eu mais bati perante a comunidade e ao presidente, é que justamente o difícil é que nós buscamos. A gente busca sair dessa zona de conforto, daquela característica do que é o Tucuruvi e seguir uma linha diferente”, opinou.

“Ifá” é o enredo do Acadêmicos do Tucuruvi para 2024, fechando o Grupo Especial do Carnaval paulistano. Veja abaixo mais fotos da final.

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Alex Coutinho e Mayara Lima garantem representatividade do samba no concurso da Corte do Carnaval 2024

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O diretor da ala de passistas, Alex Coutinho, e a rainha de bateria, Mayara Lima, ambos do Paraíso do Tuiuti, assumiram neste ano os postos de coreógrafos do concurso para a Corte do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. A dupla é responsável por elaborar toda a parte artística da apresentação das candidatas nas cinco etapas do processo de escolha da Rainha e das duas Princesas da folia carioca. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Alex e Mayara falaram sobre o convite da Riotur, além da importância do trabalho realizado pelos dois junto às competidoras.

Fotos de Alexandre Macieira/Riotur

“Tanto eu quanto a Mayara ficamos surpresos quando recebemos a ligação, a mensagem da Riotur, nos convidando para fazer parte desse novo formato do concurso para eleger a Rainha do Carnaval de 2024. E para nós está sendo um prazer estar aqui, porque é uma valorização para o seguimento de ala de passistas, um seguimento que nós conhecemos muito de perto, principalmente porque é dentro das escolas, é perto do passista, que o samba traz a sua verdade”, afirmou Alex Coutinho.

“É incrível estar em um projeto assim. Ao longo da minha vida, eu fui passista, musa, princesa e hoje sou rainha de bateria, mas sempre levo o nome da classe passista junto. É de onde eu vim e o que eu mais sinto orgulho é poder carregar isso comigo. Então, onde eu estiver, onde eu puder, eu vou falar sobre a classe passista, uma classe linda, incrível, que eu fico muito feliz e satisfeita de fazer parte. Se eu não fosse passista, se eu não passasse por esse processo, não seria quem eu sou hoje. É muito do meu agrado ver o que a Riotur está realizando neste concurso, dando voz para tantas meninas de comunidade. A gente está aqui para ajudar, ter essa empatia, essa troca, esse acolhimento com elas e eu estou muito feliz de estar junto com o Alex nessa missão”, disse Mayara Lima.

Para eleger a Corte do Carnaval do Rio de 2024, a Riotur adotou um novo modelo de disputa, em que cada escola de samba e bloco carnavalesco pode indicar uma representante. Ao todo, mais de 100 mulheres se inscreveram e participaram da primeira eliminatória do concurso, realizada entre os dias 01º e 04 de agosto.

As 64 classificadas irão seguir, agora, para uma segunda etapa, em que elas foram separada em dois grupos com 32 duas participantes. Nesta fase, apenas 40 delas irão para a terceira fase, que ocorre em um único dia. Na sequência, as 20 melhores disputam a semifinal e apenas dez vão para a grande final. A vencedora fatura R$ 45.500, enquanto as princesas eleitas recebem R$ 32.500 cada. Ao comentar sobre este formato, Alex Coutinho e Mayara Lima elogiaram a maior representatividade dele.

“Essas passistas nunca teriam voz se a Riotur não tivesse dado esse pontapé inicial, feito essa democratização, até porque muitas não acreditam nelas. A coroa real sempre esteve muito distante, se tratava apenas de um sonho. Normalmente, para uma menina ser Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro, que é o maior espetáculo da Terra, ela se prepara por meses, anos. Quando tem a escola de samba envolvida, se escolhe uma pessoa que está pronta e que, às vezes, a própria menina não acredita no seu potencial. Então, isso é muito importante até mesmo pra estimular, para fazer com que ela acredite nela mesma. Esse novo modelo é um sucesso total e só tenho a parabenizar a Riotur e a Prefeitura do Rio de Janeiro”, enalteceu Alex.

“É uma responsabilidade e a gente está fazendo um trabalho de empatia. É um ajudando o outro. A gente ajudando elas a se apresentarem, dando toques, e elas ajudando a gente na hora da coreografia, de representar o nosso trabalho para o público. Estamos fazendo tudo da melhor forma possível, sempre nessa troca muito grande. Queremos auxiliar, sem diferenciar uma candidata da outra, porque aqui todos estão em prol de algo maior. Pela gente, se pudesse ganhar todas, a gente botava a coroa na cabeça de cada uma. Então, a gente vai fazer isso de uma forma igual para todo mundo. Nosso trabalho aqui é coreografar, é mostrar um trabalho conjunto, uma coisa limpa para o público em relação à coreografia, mas a gente não deixa de pegar essa parte individual. É aí que vemos o potencial delas, de como elas se prepararam, se estudaram, se sabem o que vão falar e apresentar no palco”, destacou Mayara.

Alex Coutinho ainda acrescentou que a dupla aprende muito com as candidatas e o retorno que elas dão se reflete no trabalho dos dois. “O feedback que elas dão é muito importante. Às vezes, elas por só verem a gente em uma rede social, elas julgam a gente ou acham que nós somos de uma certa forma, mas quando chega aqui e veem o tratamento que damos, percebem essa diferença. Acho isso muito importante, principalmente porque nós sabemos que nem todos tiveram a mesma preparação”, ressaltou.

“Não queremos que alguma menina, no próximo ano, desista de representar a escola de samba dela por conta de uma resultado ruim. Queremos que ela entenda que esse ano aqui é uma experiência, para que no futuro ela possa vir mais forte. Não podemos deixar que elas vejam esse palco como uma distância, mas sim que se sintam cada vez mais confortáveis para que a nossa bandeira do passista, do samba no pé, do sambista, da musa, da rainha, cada vez seja mais levantada, mais alto e mais alto, para que possamos tomar o nosso lugar que é de direito”, complementou o passista.

Biquíni padronizado

Também na conversa com o site CARNAVALESCO, Mayara Lima e Alex Coutinho comentaram a decisão da Riotur em determinar o uso de um biquíni padronizado nessa primeira fase eliminatória do concurso. Na visão da dupla, trata-se de mais uma medida para colocar de igual a igual cada candidata presente na disputa.

“Essa questão do biquíni é válida para não existir indiferenças. O padrão tem que ser seguido para a coreografia, para a apresentação individual e assim também para a roupa. Deixa mais para frente essa exibição de cada uma com suas roupas. As exclusivas só na final, só as dez garotas que chegarem lá. Então, essa padronização é super importante para tornar mais igualitária a competição”, elogiou Mayara.

“Como diretor da ala de passistas da Paraíso do Tuiuti, eu sempre cobrei muito isso, que as passistas usem uma mesma roupa em uma apresentação. É muito deselegante, muito desnecessário, até constrangedor, quando uma passista tem um dinheiro e a outra não e quando você coloca elas no mesmo palco com figurinos distintos. Acaba ressaltando mais a roupa do que propriamente o samba no pé. É essa diferença que a Riotur combate quando estabelece uma padronização”, pontuou Alex.

Escolha do Rei Momo

E a partir da fase semifinal do concurso para Rainha do Carnaval, terá início a disputa entre os postulantes a Rei Momo para definir qual deles assumirá o cargo. O vencedor, além da faixa e da coroa, levará um prêmio de R$45.500. Durante a entrevista ao site CARNAVALESCO, Alex Coutinho relatou o que diferencia o trabalho que ele e Mayara irão desenvolver para esses candidatos, em comparação ao que estão realizados com as mulheres.

“Eu acho que a principal diferença é manter a figura masculina, manter a essência dos antecessores no posto. A Corte do Carnaval do Rio de Janeiro, principalmente a questão do Rei Momo, sempre foi muito bem representada. Não só na fala, mas no samba no pé, na empatia. Os Reis Momos sempre foram muito acessíveis, eles estudam muito. O masculino ainda é um pouquinho mais diferente do feminino. O feminino ela ainda consegue trabalhar mais o corpo, trabalhar o samba no pé, trabalhar o visual de uma fantasia. Já o Rei Momo, ele está contido exatamente na fala, na essência e na vivência dele. É isso que faz virar um novo Rei Momo. A vivência dele, a fala dele, o entendimento do Carnaval, seja o de bloco, o da Intendente Magalhães ou o da Marquês de Sapucaí. Eu acho que é essa diferença que os candidatos devem ter. Não é biotipo físico e sim o entendimento do que é ser Rei Momo. Por que que ele quer ser o Rei Momo? Quer ser por que se vê na figura ou por querer aparecer? Qual é a diferença? Então, eu acho que é esse o entendimento que os meninos que estão vindo tem que ter. Para você ser Rei Momo não é para você aparecer, pegar uma coroa e sambar na Avenida. Você vai estar representando uma legião de pessoas. Você pega a chave da mão do prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Isso é muito importante. É ancestralidade, é respeito, é entendimento de um cargo”, analisou Alex.

Berço do samba no pé

A dupla de coreógrafos, mais do que estarem na Paraíso do Tuiuti, possuem uma longa história e uma forte identificação com a escola. A trajetória de Alex Coutinho na agremiação começou ainda adolescente, no Carnaval de 2003, onde desfilou pela primeira vez e já como passista. Ao longo dos anos, adquiriu experiência até se tornar diretor da ala e ter o trabalho realizado nela reconhecido com diversos prêmios. Para Alex, ele assumir a parte artística de um evento como concurso da Corte do Carnaval do Rio é mais um fruto dessa valorização.

“É o reflexo de uma consagração. Quando a gente trabalha com samba no pé, a gente não consegue muitas vezes fazer uma auto avaliação. E você vê que a Prefeitura do Rio de Janeiro, que toda a organização da Riotur, observou e viu que nós somos capazes disso é uma surpresa para nós, mas ao mesmo tempo é merecimento. Trabalhamos muito para estar aqui e agora é fazer valer a pena o momento”, avaliou.

Já a história Mayara Lima com a Paraíso do Tuiuti começou aos 14 anos, quando passou a frequentar a quadra da escola e ingressou na ala de passistas. Posteriormente, ela virou destaque de chão até chegar ao cargo de princesa de bateria para o Carnaval de 2022. Na ocasião, faltando aproximadamente um mês para o desfile, um vídeo dela dançando de maneira sincronizada com os ritmistas da Super Som viralizou nas redes sociais e alçou Mayara à fama. Diante de diversos apelos, ela foi coroa rainha e fez sua estreia no posto em 2023. É com base nessa trajetória que a beldade garante que o Tuiuti pode ser sim considerado um berço do samba no pé.

“O Tuiuti pode sim receber esse título. Eu sou um exemplo vivo disso. Eu me fiz, cresci dentro do Tuiuti. É a escola que abriu as maiores portas para mim, onde eu tive as maiores oportunidades dentro do Carnaval. Sou rainha de bateria hoje, mas eu cheguei ali como passista do Alex. Fico emocionada toda vez que falo da minha trajetória, porque é realmente incrível que eu vivi. Sempre procuro relembrar tudo que eu passei, até para poder me centralizar e sempre manter o meu pé firme no chão. Mas, realmente, o Tuiuti é uma escola que sempre dá oportunidade para as meninas. A minha cunhada Carol foi rainha, tivemos Pâmela também que foi uma rainha da comunidade, o Tuiuti sempre foi uma escola que, sem exceção, deu oportunidade para as meninas, muito antes mesmo de existir essa mídia social que acrescenta ainda mais nesse processo e impulsiona muitas vezes o crescimento das passistas. Então, digo com orgulho que fui passista, musa, princesa até chegar em rainha de bateria. Ali eu tive a oportunidade e o espaço para poder ser quem eu sou hoje. E também todas as nossas musas são da comunidade. Então, com certeza, o Tuiuti pode sim receber esse título de berço do samba no pé”, defendeu.

Rainhas de comunidade

Além de Mayara, atualmente outras quatro rainhas de bateria do Grupo Especial carioca são originárias das comunidades de suas respectivas escolas. Dessas, Evelyn Bastos, da Estação Primeira de Mangueira, é quem está por mais tempo no cargo, desde o Carnaval de 2014. Já Bianca Monteiro, da Portela, fez sua estreia no posto no desfile de 2017. Já Maria Mariá, da Imperatriz, e Lorena Raíssa, da Beija-Flor, debutaram neste último ano. Diante desse cenário atual, Mayara Lima não esconde o desejo de ver ainda mais crias das agremiações reinando à frente dos ritmistas.

“O meu maior sonho é esse. A gente está construindo isso aos pouquinhos. Já somos quase metade das rainhas do Grupo Especial. Temos a Bianca, que é apresentadora aqui do concurso, a Evelyn e a Raissa de Oliveira que construíram um legado incrível. Eu cheguei pra somar. Agora chegou também Maria Mariá, Lorena Raíssa, e a gente está mudando esse cenário aos poucos. Como tudo no Carnaval, nada acontece de uma hora pra outra, eu acho que essa questão das rainhas de bateria é uma coisa que um dia eu espero que aconteça de todas serem meninas da comunidade”, relatou Mayara.

‘Galera no CARNAVALESCO’: Panorama das disputas de samba

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Vídeos: apresentação do Império da Tijuca no Salgueiro Convida

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Com festa, Dom Bosco executa samba-enredo para 2024 ao vivo pela primeira vez para a comunidade

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Por Fábio Martins e Will Ferreira

Uma frase nascida em uma escola de samba da Zona Leste de São Paulo, definitivamente, já entrou para o folclore do carnaval da cidade. No último sábado, no Circo Social Dom Bosco, em Itaquera, o que mais se ouvia era “Vai pensando que a gente só reza!”, grito típico da agremiação que leva o nome da obra social de origem cristã. Em 2023, sabe-se que a Dom Bosco, além de rezar, também trabalha muito, com uma comunidade forte e unida. Tanto foi assim que, após o vice-campeonato do Grupo de Acesso II na temporada, a instituição chegou, pela primeira vez na curta história da escola fundada em 2000, ao Acesso I – segundo nível do carnaval paulistano. Já de olho em 2024, os itaquerenses apresentaram o samba que guiará o desfile da temporada – com o enredo “Um causo arretado de um povo pra lá de valente… o cordel de um Nordeste independente!”.

Chamado de Dom Bosco Fest, o evento teve participação das co-irmãs Mocidade Alegre e Vai-Vai, também com participação da Bandida (bateria da Escola de Artes, Ciências e Humanidades [EACH-USP, popularmente conhecida como USP Leste]) e do Coletivo Jatobá. Como não poderia deixar de ser, o ponto alto da festividade foi a apresentação da canção à comunidade nas dependências da escola – o samba foi revelado no Youtube da agremiação no dia 15 de julho. Composto por Turko, Maradona, Rafa do Cavaco, Fábio Souza e Diogo Souza, a obra foi esmiuçada por diversos componentes itaquerenses de destaque.

Fé e atenção

Fundada e presidida pela mesma pessoa até hoje, o grande nome da história da Dom Bosco é Rosalvino Moran Vinãyo, padre salesiano que chegou à Zona Leste há cerca de 40 anos. Se, antes, ele se preocupava em manter as crianças da região ocupadas, em 2000 ele criou a escola de samba para que toda a comunidade tivesse uma nova opção de lazer e trabalho. Com 81 anos, ele segue ativo e presente na escola. Na Dom Bosco Fest, por exemplo, ele ficou sentado logo à frente do palco, observando as apresentações e saudando todos que o cumprimentavam – e não foram poucos. A motivação, ao menos na Dom Bosco Fest, veio do samba-enredo apresentado – que agradou ao presidente.

“A letra e o samba estão maravilhosos! Nota dez! Quem fez a poesia toda e todo o conteúdo, elogiando o povo do Nordeste, olha… é maravilhoso, digno, salutar, é a bênção de Deus todo poderoso. Que ele abençoe a todos que participaram, colaboraram e ajudaram. Vai-Vai e Mocidade Alegre aqui presentes, toda a comunidade reunida, alegre e feliz, contente e satisfeita, não tenho palavras para agradecer. Deus abençoe a todos”, regozijou-se, sempre reverenciando o catolicismo.

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Perguntado se a vaga no Acesso I foi um sonho realizado, Rosalvino preferiu falar do trabalho feito pela agremiação no carnaval paulistano – aproveitando para relembrar de um incidente que adiou um pouco mais a subida de divisão. “Estar no Acesso I é o que todos estávamos esperando e confiando. Em 2022, perdemos porque chegamos atrasados na porteira. Por questão de um minuto e meio nós perdemos o Acesso II para a Nenê de Vila Matilde, que é nossa parceira e saúdo a todos de lá. A Dom Bosco estava esperando esse acesso. E, agora, estamos aguardando a oportunidade de, se Deus quiser, nos colocarmos no Grupo Especial, sempre cheios de paz, amor ao próximo e boa amizade”, ousou.

Aprovação completa

Diversos componentes elogiaram a obra apresentada. O casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, desde 2020 na escola, mostrou imensa satisfação com a canção. “Gostei muito! O samba está em um clima bem gostoso e, para nós, vai ser uma energia maravilhosa trabalhar com ele. Estamos preparados!”, destacou Mariana Barbosa. Ela foi acompanhada pelo parceiro de dança, Leonardo Henrique “Eu também gostei muito! O samba está bem a cara da nossa escola, a Dom Bosco tem a característica de ser uma escola bem alegre, cantar e pular na avenida. Não teve enredo e letra melhor para que chegássemos no Sambódromo com grande potencial de fazer algo grande”, comentou.

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Desde 2019 na escola, o carnavalesco Danilo Dantas foi além para elogiar a qualidade da canção. “Eu sou suspeito para dizer se gostei ou não do samba porque eu sou um dos idealizadores do projeto e porque desde quando eu cheguei na escola eu trago essa parceria para a Dom Bosco. Chamei o Turko, o Rafa do Cavaco, o Maradona e os demais meninos e eles pegaram a sinopse, destrinchando inteira. Colocamos a cara da Dom Bosco na segunda parte do samba e só estou recebendo elogios. Eu gostei muito, da minha trajetória enquanto carnavalesco é um dos melhores. Acho que vai dar muito resultado na avenida”, prometeu.

Quem também ousou foi mestre Bola, comandante da “Gloriosa” – bateria da escola. “Sim, eu tive voz nesse samba! Gostei muito do samba, ele é dos mesmos compositores que vem fazendo nos últimos anos para a Dom Bosco, eles já sabem a linha da escola e o que queremos. Gostei bastante e é um dos melhores sambas que irão passar no Anhembi em 2024. Promessa!”, afirmou.

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O sentimento do componente motivou os elogios de Carlos Shakila, diretor de carnaval da agremiação desde 2022 e, pela primeira vez, ocupando o cargo de maneira solo no desfile do ano que vem. “O nosso samba-enredo é composto por uma galera que está com a gente há quatro anos, firmes e fortes. O que é legal é que eles fazem o samba com muita alegria, empenho e foco. Tenho muita tranquilidade porque eu sei que, quando entregamos a sinopse nas mãos deles, sabemos que virá coisa boa. O que é inédito para a gente é escutar o samba-enredo em um dia e, no outro, ele estar sendo aclamado pela comunidade, que fica se perguntando ‘que samba é esse?’. Estamos em êxtase ainda”, revelou.

Antes de revelar o que sentiu desde quando cantou pela primeira vez a canção, Rodrigo Xará, intérprete da escola, aproveitou para falar do contexto nacional como um todo. “O nosso enredo tem um cunho social muito bacana, ainda mais em dias como hoje, com diferenças entre nordestinos e paulistas… o Brasil é uma coisa só! Não só o enredo, mas o nosso samba vem retratar isso. Estou muito feliz de ter um samba alegre, pensando em abrir o desfile. Para a Dom Bosco, é uma honra estar entre as oito do Acesso I, que são escolas gigantescas. Mas vamos fazer um barulhinho legal, principalmente com esse samba animado que nós temos. Estou muito feliz por cantar esse samba, e a comunidade abraça demais, eu sou muito feliz. Eu brinco que aqui eu melhorei demais, essa comunidade é maravilhosa e família, é completamente diferente. Não que as outras não sejam, cada uma com a sua característica. A comunidade estava ansiosa pelo samba, o pessoal está muito feliz e vamos cantar muito ele”, destacou.

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Detalhando um pouco mais sobre aspectos ligados à canção, o intérprete focou em um sentimento puro para exaltar a canção – que, de acordo com ele, é muito comum na Dom Bosco. “Um samba alegre, para cima, com várias convenções inspiradas no forró… estamos preparando muitas coisas bacanas que eu ainda não posso falar, mas logo mais vocês vão ver. O carnaval, hoje em dia, precisa de alegria. Estava discutindo com alguns amigos sobre a questão de tradição, e acho que temos que fazer uma mescla do tradicional com o novo para não perdermos público, para trazermos as pessoas. Somos uma escola jovem e temos uma outra característica, então precisamos trazer esse alegria também. Estou muito feliz porque esse samba traz essa alegria em cada palavra e na melodia”, comentou.

Nada que, entretanto, não possa ser alterado. “Primeiro eles fazem o samba, passam para a gente, a gente vê se gostou e começa a fazer os arranjos para gravar. Gravamos duas bossas e vai ajeitando, já que gravamos de primeira. Depois, vamos arrumando aqui e ali até ficar do jeito que a gente quer”, comentou Bola.

Passo a passo

Um dos compositores do samba da Dom Bosco para 2024 e dos grandes profissionais da área na história do carnaval paulistano, Turko destacou, de uma vez só, a força da comunidade, a longevidade da parceria com a agremiação e o enredo com uma temática diferenciada. “É o nosso quarto ano aqui e, para nós, é um sentimento de muita satisfação, de emoção. É um enredo que gostamos muito de falar, e já tivemos grandes resultados com temas nordestinos. É uma sátira que o Danilo fez e nós estamos muito satisfeitos com o resultado, a escola também está. É um momento especial para a escola e para os compositores da Dom Bosco, a escola subiu para o Acesso I e vem com muita força. O resultado está na quadra, lotada e com grandes co-irmãs. Tem tudo para acontecer na avenida e dar certo. Vamos lá!”, animou-se.

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Perguntado sobre como o samba foi produzido, Turko destacou que um aplicativo de troca de mensagens muito popular no planeta encurtou o tempo para que a obra nascesse. “A gente tem um grupo no WhatsApp, e desenvolvemos muita coisa por lá. Vamos desenrolando melodia e letra tudo junto. Depois, a gente se encontra para passar para a escola, eles pedem ajustes e nós também sentimos onde pode melhorar. A gente chama isso de lapidação. Vamos lapidando para chegar num resultado que todos achem que é interessante”, enumerou.

Para exemplificar o processo de criação, sobretudo após os pedidos de integrantes da escola, Turko utilizou uma referência gastronômica. “Sempre tem pedidos especiais e mudanças. As pessoas querem colocar ou tirar alguma coisa, falam que determinada parte não dá para cantar ou sugerem algo. É igual uma receita de bolo: você vai ajustando até chegar no ideal. É o grande lance para gente. As mudanças, porém, são segredos: não dá para passar a receita para todo mundo”, afirmou.

Nada contra samba encomendado, mas…

Da preparação para o carnaval 2020 em diante, a Dom Bosco não faz eliminatórias para samba-enredo. Com um modelo já conhecido pelo samba paulistano e, sobretudo, bem aceito por escola e comunidade, o samba encomendado a uma parceria também foi tema de frases por parte dos componentes. Embora aprovem a qualidade da obra para a estreia da agremiação no Acesso I e o próprio modelo, muitos deles não deixaram de exaltar as tradicionais (em outras instituições) eliminatórias.

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Direto, Danilo Dantas aproveitou para revelar o quão próximo é dos compositores que assinam o samba itaquerense desde então. “Eu gosto das eliminatórias do samba, mas como a Dom Bosco estava no Acesso II quando eu assumi, tínhamos muita dificuldade para trazer parcerias para disputar o samba. O meu primeiro ano na Dom Bosco foi uma eliminatória e o resultado, inicialmente, não agradou todo mundo. Todos têm o seu gosto e, em alguns momentos, a gente acaba até rachando um projeto porque cada um tem seu gosto e opinião. Em 2020, chego com a proposta para fazermos um samba moldado, com a nossa cara. Fui logo em uma parceria dos maiores compositores de São Paulo, que ganharam samba em tudo que é escola e que não teria como questionar o samba que ele colocou. Eu tinha a promessa de que, quando chegássemos no Acesso I, o samba seria dos mesmos compositores. Foi uma dívida de gratidão que eu tive com ele e ele correspondeu à altura, para sair essa obra maravilhosa. Mas eu sou muito fã de eliminatórias”, revelou.

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Mirando o futuro, Rodrigo Xará não esconde a preferência, mas destaca que o atual momento da escola aceita encomendas de samba. “Eu sou um fã de eliminatórias, acho que elas são a parte mais legal porque tem uma disputa e uma festa. Sei, também, que as escolas engrandeceram tanto que os compositores, que me descobriram, são de uma competência exemplar. Para nós, funciona porque trazemos um contexto. Mas, quem sabe um dia, a Dom Bosco não traz todos os compositores grandões para fazer sambas para a gente”, pontuou.

A grande exceção dentre os componentes de destaque na escola foi Mestre Bola. “Já fui muito fã de eliminatórias, hoje não mais. Prefiro encomendado. É muita briga e desavença, tem que saber perder e, às vezes, não sabe. Às vezes, se arruma briga à toa. Era uma das melhores épocas em relação à samba que se tinha, mas, hoje em dia, para mim, prefiro encomenda”, pacificou o diretor de bateria.

Verso de destaque – sem clichê algum

Chamou atenção o fato de dois dos componentes ouvidos pelo CARNAVALESCO terem destacado exatamente o mesmo trecho da canção. Com uma provocação sobre o Nordeste brasileiro (pano de fundo para o enredo), o desfile convidará todos a refletir sobre região tão característica.

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Novamente elogiando a qualidade da canção, Danilo Dantas aponta o verso em questão. “O samba está completamente dentro do que eu imaginava. Eles entenderam bem, desde o início, a proposta do enredo – que não é só falar do Nordeste, é fazer uma defesa em si da cultura nordestina. É por isso que, logo na virada do refrão do meio, a gente fala ‘Imagine minha gente / O meu Nordeste hoje é uma nação’. O samba é para colocar uma reflexão na cabeça das pessoas. Como o Brasil seria se eles fossem uma nação?”, perguntou-se.

O próprio carnavalesco aproveitou para destacar uma preocupação que tinha quando as conversas com os intérpretes se iniciaram – e que, na visão dele, foi completamente suplantada. “Primeiro eles fazem o samba, passam para a gente, a gente vê se gostou e começa a fazer os arranjos para gravar. Gravamos duas bossas e vai ajeitando, já que gravamos de primeira. Depois, vamos arrumando aqui e ali até ficar do jeito que a gente quer”, comentou.

Pontuando as mudanças que a escola pediu no enredo e no próprio samba e também exaltando os compositores, Shakila falou sobre a sintonia fina necessária para criar a canção mais adequada possível. “O nosso samba, como nós compusemos com a sinopse já produzida, o carnavalesco pede para mudar toda hora. Aquela base de samba inicial já não cola, toda hora parece que temos um samba novo. Quando nós colocamos o verso ‘Imagine minha gente / O meu Nordeste hoje é uma nação’, nossa escola explode. Esse trecho é maravilhoso! Acho que os compositores, quando eles se encontraram nos sambas passados na nossa escola, ficou muito fácil fazer o que está dando certo. E outra: eles vieram com a gente até aqui. Roeram o osso com a gente. Agora, na hora que tem um filé, vamos com eles, também”, brincou.

Mudanças no regulamento

Tema recorrente no mundo do carnaval paulistano, as mudanças no documento que julga o desfile também serviram de alerta para diversos segmentos da agremiação – e não apenas no tocante ao samba-enredo. Foi o caso do casal de mestre-sala e porta-bandeira, por exemplo. Explicando como a canção também participa (ainda que indiretamente) da nota no quesito. “Estamos ensaiando desde julho, já pensando em uma coreografia pertencente e característica do povo nordestino. Então vem muito xaxado por aí. Mas nós acreditamos, por sermos um casal mais enquadrado na dança clássica e não contemporâneo, que não mudou muita coisa para o nosso bailado por conta do julgamento. A exceção é ter que usar o objeto de mão, que está dentro do regulamento a partir de agora. Acredito que vamos nos encaixar e não vamos ter dificuldades, já estamos trabalhando com tudo que já está descrito e é sabido por todos”, afirmou Leonardo Henrique.

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Sucinto, mestre Bola foi um dos que elogiou o andamento das negociações para o novo julgamento. “O samba vai vir a calhar muito bem com tudo que o regulamento está pedindo para bateria. O regulamento está mudando, estou acompanhando junto com todos os mestres as reuniões com a Liga-SP para sair um regulamento ainda mais justo e que deixe todo mundo feliz”, disse.

Dos compositores da canção, Turko não teve freios para elogiar o novo documento. “Todo samba tem uma responsabilidade grande, já que é um quesito e acaba trazendo outros quesitos. Para a gente, é uma satisfação e uma responsabilidade tremenda. Não só pelo fato de a Dom Bosco estar pela primeira vez no Acesso I, mas porque o regulamento mudou. Agora, acabou aquele negócio de nota dez para todo mundo. O regulamento está mais rígido, existe um critério muito mais rígido para você conquistar a nota máxima. Temos esse sentimento de responsabilidade, que é muito grande, e a escola também tem esse sentimento – tanto que nos convidaram mais um ano para compor o samba”, orgulhou-se.

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Falando de maneira mais técnica, o compositor aproveitou para, novamente, fazer uma metáfora. “O regulamento, agora, está muito criterioso quanto a rimas falsas e ricas, terminação de rimas com verbos, ligação de enquadramento da melodia com a letra e com o carro de som… mudou muita coisa. Muitas pessoas vão sentir, muitos compositores vão sentir essa mudança e as escolas estão muito rígidas nesse critério. E está certo, tem que mexer no campeonato. Nota dez estava caindo igual chuva do céu”, disparou.

Quem também elogiou a competitividade que o novo documento trará foi Carlos Shakila. “Com toda a honestidade, a mudança é maravilhosa. Quando encontramos sambas muito acima da média e, com todo o respeito, alguns outros que a galera não aclama tanto e, no julgamento, eles acabam tendo a mesma pontuação. O pessoal estava batendo muito, criticando muito. O pessoal não estava gostando. Agora, não: vai dar aquele ‘up’. Sou super a favor e gosto muito da ideia de aproximar as escolas para ter esse contato… foi maravilhoso. Acho que nesse ano não teremos críticas, teremos muito elogios”, disse.

Detalhes

Componentes da escola aproveitaram para contar alguns bastidores ligados ao samba da Dom Bosco para 2024. Danilo Dantas, por exemplo, contou que foi o responsável por grande parte dos pedidos para alterações na primeira versão da canção. “No início, quando falamos de Nordeste, sempre vai para a linha de tudo que os sambas sempre falaram. Com dialetos, falas e etc. Eu falava que o enredo não era isso, o enredo tem um conteúdo histórico e tem que passar uma mensagem. Principalmente na segunda estrofe do samba eu coloquei a minha cara, falei dos lados que deveríamos seguir e até sugeri algumas frases que já estão na sinopse e eu pedi para eles colocarem no samba. Eles entenderam bem a mensagem, e eu acho que o bom do samba encomendado é isso. Os compositores já estão com a gente há quatro anos e está dando resultado”, afirmou.

Rodrigo Shakila aproveitou para contar como Padre Rosalvino teve voz ativa na produção do enredo. “No samba-enredo nós não tivemos grandes pedidos da escola, com exceção do carnavalesco. No enredo, sim. Padre Cícero, quando ele veio a falecer, ele deixou toda a herança para os salesianos – e a Dom Bosco é formada a partir dos salesianos. O Padre Rosalvino deu essa pitada na sinopse. Antes de chegar para os intérpretes, ele já comentava isso. E, aí, o samba-enredo ficou com um direcionamento muito mais fácil para os compositores”, finalizou.

‘Baiana boa!’ Em noite de muita festa, Tatuapé lança samba para o Carnaval 2024

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Por Fábio Martins e Gustavo Lima

O Acadêmicos do Tatuapé apresentou, na noite do último sábado, o seu samba-enredo para o Carnaval 2024. A trilha sonora é oriunda de um sistema de ‘encomenda’. Dois dos compositores, Fabiano Tenor e Celsinho Mody, representaram a parceria no palco. Para a divulgação do hino, a escola da Zona Leste realizou um evento na Fábrica do Samba com mais de 12 horas de festa. Tiveram apresentações das co-irmãs Mocidade Alegre, Vai-Vai e Dragões da Real, além do grande destaque para a madrinha da agremiação, Leci Brandão. Diferente dos últimos anos, é a primeira vez que o Tatuapé escolhe o samba dessa forma. É costume da escola fazer eliminatórias, seja ela externa ou interna, como foi em 2023. Mas, desta vez, optaram por seguir outro caminho que outras entidades também têm feito. Os compositores são: Celsinho Mody, Fabiano Tenor, Toninho Geraes e Chico Alves.

Promessa do maior desfile da história

Elivelton Coelho, um dos presidentes da agremiação, falou sobre a importância de o Tatuapé levar o evento para a Fábrica do Samba. “É um marco no Carnaval de São Paulo. Já é o quinto ou sexto evento que acontece aqui e virou um novo ‘point’ para gente poder fazer valer nossa cultura. É um espaço amplo, onde podemos contar com diversas atrações, outras coirmãs e só tende a crescer”, disse.

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O presidente se mostrou muito grato aos compositores, está muito feliz com o resultado final e promete fazer o melhor desfile da história da escola. “Quanto a questão do samba, nós fomos felizes novamente. Celsinho, Fabiano Tenor e toda a galera foram iluminadas. Nós temos que agradecer a eles e a Deus por colocar pessoas certas no lugar certo. O Tenor já é o quinto samba que ele escreve no Tatuapé e acho que mais uma vez vai ser um dos melhores sambas do Carnaval. Tem um balanço diferente, sobre Bahia, coisa que o Tatuapé falou há muito tempo atrás. E vamos fazer novamente o melhor desfile de nossas vidas”, explicou.

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Leci Brandão presente na festa do Tatuapé

Sobre a questão do sistema de escolha, Coelho disse que o Tatuapé quer o melhor samba sempre. Como dito anteriormente, foi uma encomenda e, segundo ele, faltava apenas esse método de escolha. “Esse ano nós fizemos a encomenda. O Tatuapé nos últimos 10 anos tem encontrado a melhor maneira para fazer samba, seja por encomenda, eliminatórias e tudo mais. Acho que nós já fizemos todos os processos e faltava só esse. Acho que deu certo e eu só tenho que agradecer a essa parceria. A comunidade já pegou, agora é continuar o trabalho e vamos levar para a nossa quadra. A meta é ter de novo manter o povo cantando como ninguém. Vamos ver se a gente consegue bater essa meta e fazer um grande Carnaval”, completou.

Próximos passos e a composição do samba

Outro presidente, Eduardo Santos, opinou forte sobre o samba e detalhou como foi o processo. Assim como Elivelton Coelho, o mandatário se mostrou bastante grato aos compositores e feliz com a obra pronta. Além disso, aproveitou para rebater algumas críticas que a escola vem sofrendo por se restringir a fazer enredos CEPs.

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“Na verdade, neste ano fizemos um pouco diferente dos anos anteriores. O Tatuapé já tem um tempo que vem escolhendo o seu samba dentro de um processo interno, onde os sambas chegam, a gente analisa e escolhe junto com nossa comunidade, um deles. Neste ano resolvemos fazer uma coisa diferente, optamos por fazer uma sinopse um pouco mais aberta. E entregamos essa sinopse para um único grupo de compositores, Celsinho, Tenor, Toninho Gerais, Chico Alves, enfim, eles fizeram o samba. E depois do samba feito, a poesia pronta, melodia pronta, aí que fomos arredondar de fato a nossa sinopse final, e isso foi bacana, enriqueceu poeticamente, e melodicamente o nosso samba. E hoje temos uma sinopse já fechada contando essa história, a de Mata de São João. E que todo mundo pergunta ‘mais um enredo CEP’, cara, a gente aqui acredito que enredo é desenvolvimento, não existe enredo bom e nem enredo ruim. O que existe é o desenvolvimento que iremos fazer e estamos apostando que a maneira que vamos contar essa história, aquilo que estamos produzindo de fantasia e alegoria, junto com esse samba maravilhoso. Com a força da comunidade, vamos fazer um desfile maravilhoso, o melhor da nossa história, como todos os anos”, declarou.

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Eduardo revelou que esse samba já estava sendo ensaiado junto a comunidade. Foram feitos alguns ensaios antes da apresentação e, de acordo com ele, foi muito bem aceito. “A receptividade foi muito boa (com o samba). Nós fizemos cinco ensaios na quadra com esse samba, com bateria, ala musical, muitos componentes, todo pessoal de harmonia, destaques, enfim… Todo ano fazemos isso, a gente até para sentir a receptividade, e sentir como vai funcionar o canto disso. E foi muito legal, emocionante, mais ou menos o que rolou aqui hoje, uma vibração muito grande, todo mundo gostando, cantando, com muita vibração, que já é uma característica da nossa escola, componente, a receptividade foi muito boa e tenho certeza que isso só vai crescer daqui até o carnaval”, comentou.

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Segundo o presidente, os ensaios começarão logo mais junto aos projetos sociais da escola. “Agora nós lançamos hoje, temos a trilha sonora do nosso espetáculo, a partir da semana que vem começamos a ensaiar isso na nossa quadra. Começamos a fazer todo nosso projeto social, até então estávamos restritos a confecção do samba, e na Fábrica, desenvolvendo os nossos pilotos, maquetes de carro. E agora junta-se tudo isso, a nossa quadra, o nosso componente, o social, a partir de agora começamos a ensaiar e não paramos mais. Até se Deus quiser, o desfile das campeãs”, finalizou.

Dupla de compositores

É fato que os compositores que fizeram o samba são formados por um quarteto. Entretanto, quem estava representando era a dupla Celsinho Mody e Fabiano Tenor. Ambos são velhos conhecidos da escola. Um grande compositor que já escreveu várias obras para o Tatuapé e, ao lado, um intérprete que está indo para o seu sétimo desfile com a agremiação. Juntou-se muita história em uma composição com essa dupla.

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“Para mim é uma honra fazer um samba para uma escola tão maravilhosa e com um tema tão lindo como esse, podendo trabalhar com o que a gente já conhece da comunidade, como ela vai cantar, tonalidade e melodia. E também trabalhando em cima dessas mudanças do novo regulamento. Acredito que fizemos um samba que a comunidade está feliz e vamos trabalhar para conquistar o coração dos demais e dos jurados, que é o principal”, disse o intérprete e compositor, Celsinho Mody.

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“O Celsinho falou da parte técnica e agora eu vou falar da parte emotiva. É muito legal ganhar um samba na sua escola do coração. É o sexto samba nos últimos sete anos e a cada ano que a gente ano é um motivo diferente para se emocionar. A gente engrandece nossa amizade de parceria e a escola confia em nós e é recíproco. Tanto é que esse ano encomendaram o samba com a gente, não teve disputa de samba-enredo. É um casamento perfeito. A diretoria em si viu que a gente se dedica muito. É uma semana de discussão no bom sentido, nós gravamos 15 versões dele em bpms diferentes. Tudo isso tentando buscar o melhor para a escola. Está todo mundo empenhado para fazer emocionar de novo”, declarou o compositor, Fabiano Tenor.

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O carro de som será julgado neste novo regulamento. De acordo com Celsinho, toda a obra foi pensada nessa questão também, atentando-se ao fato de a ala musical se entrosar bem com a trilha sonora. “A gente construiu o samba em cima dessas mudanças e o que vem dando certo. A ala musical do Tatuapé é muito bem trabalhada. Vamos explorar ainda mais as vozes femininas para que o jurado ouça e se sinta feliz ouvindo os arranjos. Nosso canto vem com bastante africanidade. Nosso carro de som está junto há oito anos, tem uma sinergia, as cordas também e com fé em Deus já deu tudo certo”, finalizou.

No ritmo da ‘Qualidade Especial’

Mestre Higor, diretor de bateria da ‘Qualidade Especial’, disse que é um samba especial por fornecer a possibilidade de fazer bossas e coisas diferentes. “Não participei da composição, mas acompanhei de perto a inspiração de todos esses compositores maravilhosos. E temos a certeza que novamente teremos um dos melhores sambas do carnaval para o desfile de 2024. “Esse é um samba que vai nos dar bastante oportunidade de fazer bossas, e algumas coisas bem diferentes que estamos planejando para esse carnaval de 2024. É um samba com uma melodia muito boa, e vamos conseguir trabalhar para que a gente possa novamente ter um grande resultado a nossa escola”, explicou.

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Segundo o mestre, o trabalho vem sendo feito há um mês somente para a apresentação. Agora, é aprimorar nos próximos ensaios. “Já estamos trabalhando com esse samba, trabalhamos um mês para essa apresentação aqui. Agora é começar a lapidar todas as situações, e ir para o carnaval”, acrescentou.

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Tatuapé será a quinta a desfilar na sexta-feira com o enredo “Uma jóia da Bahia símbolo de preservação! Entre cantos e tambores. Viva a mata de São João!”

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Conheça as candidatas classificadas na última fase de eliminatórias da 1ª fase do concurso de Rainha do Carnaval 2024

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Definitivamente, a 1ª fase do Concurso Rainha do Carnaval Rio 2024 já entrou para a história. Todas as candidatas presentes na Cidade do Samba Joãosinho Trinta ao longo desta semana deram um show de talento e samba no pé e, nesta sexta-feira, não foi diferente. Veja só quais foram as 16 candidatas que avançaram para a próxima etapa:

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur
82. Bruna Etiely Pereira de Lima
84. Lorrayne Alexandra da Silva Maria
87. Monique das Graças da Silva Bahia
88. Jéssica Carvalho do Amaral
90. Lorena Garcia Cabral
93. Kamilla da Silva Carvalho
93. Anna Clara Gouvêa de Mello Felício.
96. Michelly Lopes Boechat
98. Thuane de Oliveira Rosário Werneck Maria Ribeiro
99. Lorrany Cristine de Souza da Motta Domingos
100. Luciene Tavares Rodrigues Pastor
101. Flaviana Gomes de Oliveira
103. Geórgia dos Santos Chagas
104. Daiana Pires de Freitas
105. Yasmim dos Santos Nicasio
106. Camily Fernandes Pereira

No final da noite, foi realizado o sorteio para descobrir os dois grupos de 32 candidatas na próxima fase, que começa já na quinta-feira (10), a partir das 18h, também na Cidade do Samba. Marque na sua agenda e não fique de fora dessa! A entrada é franca e o show é garantido.