A Estação Primeira de Mangueira abriu as portas de sua quadra, na noite desse sábado, para mais uma eliminatória da disputa para escolher o hino oficial para o Carnaval do ano que vem. Dando sequência a série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou mais uma fase da competição. Ao todo, oito obras se apresentaram no palco da agremiação. Ao final, os sambas das parcerias de Jocelino e Fábio Martins foram cortados. Os demais seguem para a próxima etapa do concurso promovido pela verde e rosa que irá acontecer no sábado que vem, dia 23 de setembro.

Foto: J.M.Arruda/Divulgação Mangueira

Em 2024, a Mangueira levará para o Sambódromo da Marquês de Sapucaí o enredo “A negra voz do amanhã”, que fará um tributo para cantora Alcione. Essa homenagem terá a assinatura da dupla de carnavalescos formada por Guilherme Estevão e Annik Salmon, que irão para o segundo ano consecutivo na agremiação. A Estação Primeira será a quarta escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, pelo Grupo Especial.

Parceria de Gilson Bernini: O primeiro samba a se apresentar na eliminatória mangueirense foi o composto por Gilson Bernini, Xande de Pilares, Cadu, Edinho Gomes, Kiosque Raiola e Jorginho Bernini. Responsável por comandar a obra, o intérprete Ito Melodia, voz oficial da Unidos da Tijuca, deu um show na quadra e contou com alguns apoios de luxo, como o dos cantores Bruno Ribas e Serginho do Porto. O refrão principal, com os versos “Hoje o morro desceu feliz/Nós somos sementes, Mangueira é raiz/ Um laço de amor que não se desfaz/ O samba não vai morrer… Jamais”, foi o grande ponto alto, sendo berrado pelos torcedores. Aliás, a torcida, que compareceu em peso, fez uma verdadeira festa. Eles vieram com bandeiras estilizadas, que faziam referência a Mangueira e ao Maranhão, terra natal de Alcione. Durante todo o tempo da apresentação, o grupo pulo, vibrou e fez coreografias. Quanto ao restante da quadra, houve uma recepção positiva a obra. Tanto que foi possível ver segmentos, como as baianas, cantando o samba a plenos pulmões.

Parceria de Bete da Mangueira: O samba de autoria de Bete da Mangueira, Ronie Oliveira, Márcio Bola, João Carlos, Giovani e Jotapê foi o terceiro a se apresentar na eliminatória da disputa promovida pela verde e rosa. O intérprete Tem Tem Jr. Foi o responsável por defender a obra na quadra. Os torcedores vieram com bandeiras verde e rosa, estampadas com uma estrela e o número da parceria. Empolgados, eles pularam e sambaram o tempo inteiro. O canto tinha seu ápice no refrão principal, “O morro vai descer…/ O samba não vai morrer/ É impossível esquecer teu nome/ Nos braços do povo a cantar/Mangueira hoje é Alcione”, que foi entoado com bastante força. O refrão do meio, com os versos “Nas turnês e nas baladas/Nas madrugadas ecoava o som/Dessa voz iluminada…/ A nossa diva, quem é? É marrom”, também chamou a atenção e teve um bom rendimento na quadra.

Parceria de Lequinho: Dando prosseguimento as apresentações, o quarto samba da noite de eliminatória foi o composto por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Fadico, Guilherme Sá e Paulinho Bandolim. O intérprete Tinga, voz oficial da Vila Isabel, foi quem comandou o microfone principal e soube conduzir a obra com maestria. Um dos pontos altos foi o refrão principal, com os versos “Meu palácio tem rainha e não é uma qualquer/ ‘Arreda homem que aí vem mulher’/ Verde e rosa dinastia pra honrar meus ancestrais/ Aqui o samba não morrerá jamais”. Outro destaque foi o trecho de subida para esse refrão, “Ela é odara, deusa da canção/ Negra voz, orgulho da nação”, que teve um excelente rendimento. Em grande número, os torcedores da parceria também mostraram sua força. Ornamentados com bandeiras nas cores da agremiação, o grupo sambou e cantou ao longo de toda a apresentação. A obra também contagiou o restante das pessoas presentes na quadra, sendo possível observar até mesmo alguns membros de segmentos, como baianas e ritmistas, cantarolando.

Parceria de Moacyr Luz: O samba assinado por Moacyr Luz, Pedro Terra, Gustavo Louzada, Karinah, Compadre Xico e Valtinho Botafogo foi o sexto a se apresentar. O cantor Gilsinho comandou o microfone principal com segurança e soube valorizar o desenho melódico da obra, mesmo com um ritmo mais “para frente” em alguns momentos. O refrão principal, com os versos “Erê, erê, erê, não deixe o samba morrer/ Erê, erê, é meu pedido final/ Minha escola ganhando mais um carnaval/ A Mangueira ganhando mais um Carnaval”, foi o grande destaque, sendo o trecho de maior rendimento na quadra. A torcida, uma das maiores da noite, berrou o samba e pulou o tempo inteiro. Eles vieram com bandeiras estilizadas da parceria, todas nas cores da agremiação.

Parceria de Thiago Meiners: A sétima e penúltima obra a se apresentar na noite de eliminatória mangueirense foi a de autoria de Thiago Meiners, Beto Savanna, Indio da Mangueira, Michel Pedroza, Wilson Mineiro e Julio Alves. O intérprete Pitty de Menezes, da Imperatriz Leopoldinense, foi quem conduziu a obra na quadra. O samba teve seus picos de rendimento durante os refrões, especialmente o do meio, com os versos “Nazareth dos azulejos de São Luís/ Da igrejinha à matriz, a sua fé/ Tambor de Mina, o encanto do meu Cazumbá/ Roda a saia menina pro bumba meu boi festejar”. Com bandeiras verde e rosa estampadas com os dizeres “Quem veste verde e rosa é sentinela de erê”, retirado do refrão principal, os torcedores se mostraram animados ao longo da apresentação e cantaram a obra o tempo inteiro. O restante da quadra também reagiu bem ao samba, sendo possível observar algumas pessoas cantando, entre elas, segmentos como as baianas.

Parceria de Samir Trindade: Encerrando as apresentações, o oitavo samba da noite de eliminatória foi assinado por Samir Trindade, Lacyr D’Mangueira, Romulo Presidente, Thiago Portela, Cristiano David e Vinicius Fernandes. O intérprete Igor Sorriso, da Mocidade Alegre, foi o responsável por defender a obra, que teve um desempenho avassalador na quadra. O refrão principal, com os versos “Mas é claro que é, Mangueira/ Primeira estação/ A verde e rosa chama seu nome/ Alcione”, assim como a chamada para ele, “Quem pisou na passarela é um pedaço de mim/ Todo mundo sabe ao longe pelo som do tamborim”, foram alguns dos destaques. A torcida, numerosa, também fez bonito. Ornamentados com bandeiras verde e rosa, os torcedores cantaram e pularam ao longo de toda a apresentação. Havia um grupo com baloes dourados em formato de letras, que formavam o nome Alcione. Ainda nas referências para a homenageada, a parceria trouxe uma artista caracterizada como a cantora, que performou no palco. Em relação ao restante da quadra, houve grande receptividade a obra, que foi entoada por diversos segmentos e até por baluartes como Guesinha, filha de Dona Neuma e neta de Saturnino Gonçalves, primeiro presidente da história da Mangueira.