Com o enredo “Uma Joia da Bahia – Símbolo de Preservação! Entre Contos e Tambores, Viva a Mata de São João!” a Tatuapé terminou a apuração do Carnaval de São Paulo 2024 na terceira colocação. Ao site CARNAVALESCO o carnavalesco Wagner Santos demonstrou satisfação com a posição da escola, depois de mais um belíssimo desfile, elogiado pela crítica e arquibancada.
“Eu gostei muito. Esse ano as escolas estavam maravilhosas, com carnavalescos muito inspirados e fizeram um trabalho fantástico. Carnaval de São Paulo só tem que receber os nossos parabéns porque foi fantástico. Também parabenizo a imprensa, foram três noites maravilhosas. Parabéns a todas as escolas que participaram e parabéns a Mocidade, campeã. O bom do carnaval é que todo ano a gente tem a oportunidade de tentar novamente e fazer um trabalho melhor ainda”, declarou Wagner Santos.
Um dos presidentes da escola, Eduardo Santos, afirmou a nossa equipe que fica a sensação de dever cumprido após a apuração.
“O sentimento que fica é de dever cumprido. Quando acabamos nosso desfile tínhamos a certeza de que mais uma vez fizemos o desfile da nossa vida. Isso importa muito. Ficar em terceiro é uma honra muito grande. A gente só coloca mais felicidade onde já tínhamos de fazer um grande desfile, um excelente espetáculo. O povo gostou, os jurados gostaram e todo mundo que viu elogiou. Foi competente e bonito, exatamente isso que a gente procura fazer, essa é nossa missão a cada ano e fizemos mais uma vez”, finalizou Eduardo Santos.
Depois de mais um grande desfile que a credenciava ao título de campeã do Carnaval 2024, a Mancha Verde terminou a apuração com o quinto lugar. O intérprete Fredy Viana conversou com a equipe do site CARNAVALESCO e se declarou a verde e branco antes da equipe da escola receber o troféu.
“Independente de qualquer coisa eu amo minha escola. Fizemos um desfile digno de Grupo Especial e de campeã do carnaval. Mas, não foi. À Mocidade, deixo os parabéns. Fizeram um excelente carnaval. Nós ficamos com um gostinho de quero mais, mas não deu dessa vez e acontece”, desabafou Fredy.
Após o desfile, Fredy afirmou à nossa equipe que teria sido o desfile mais emocionante da vida dele, e reafirmou após a apuração.
“Continuo dizendo que foi o carnaval mais emocionante que já vivi. Nunca tinha me emocionado tanto. A energia estava tão forte e não era só comigo, tinham vários componentes dizendo que nunca haviam chorado e choraram ao ver a Mancha passar. No final do desfile eu soluçava. Carnaval é isso. A gente tem que aprender a ganhar e perder. É normal. Parabéns Mocidade Alegre, que é uma grande escola”, finalizou o cantor Fredy Viana.
Com o enredo “Do nosso solo para o mundo: o campo que preserva, o campo que produz, o campo que alimenta” a Mancha foi a quinta colocada no Carnaval de São Paulo 2024.
A Mocidade Alegre conquistou o bicampeonato consecutivo do Grupo Especial de São Paulo no Carnaval 2024. É a décima segunda conquista da escola. Agora, a escola é a segunda agremiação mais vitória do carnaval paulistano. A primeira é o Vai-Vai com 15 títulos. A Morada do Samba foi a terceira escola a se apresentar pelo Grupo Especial, fechando os portões após exatamente uma hora. O enredo da Mocidade Alegre em 2024 foi “Brasiléia Desvairada: a busca de Mário de Andrade por um país”, assinado pelo carnavalesco Jorge Silveira. A Morada retratou em seu desfile a viagem pioneira do escritor paulistano para conhecer e registrar as manifestações culturais brasileiras.
A Mocidade Alegre realizou na noite de sábado seu desfile no Sambódromo do Anhembi no carnaval de 2024. Uma vez mais o conjunto do desfile da Mocidade se destacou e atraiu os olhares atentos do público que compareceu à Passarela do Samba, com elementos visuais de fácil leitura e bem narrados pelo samba da agremiação. A Morada do Samba foi a terceira escola a se apresentar pelo Grupo Especial, fechando os portões após exatamente uma hora.
Comissão de Frente
A comissão de frente intitulada “Caleidoscópio Paulistano” se apresentou em dois atos marcados por passagens do samba e fez uso de um elemento alegórico simbolizando uma locomotiva que continha bicicletas anexas nas laterais. O grupo cênico foi composto por diversos atores vestidos de arlequins e um protagonista representando Mario de Andrade, interpretado pelo ator Pascoal da Conceição.
No primeiro ato, a parte frontal da alegoria se abre e revela Mario, que passa a interagir com os animados arlequins. No segundo ato, que simboliza o início da jornada do poeta, ele volta para dentro da locomotiva, os arlequins todos sobem no veículo e passam a manipular o maquinário, parte pedalando as bicicletas, parte movimentando um mecanismo que passa a soltar fumaça. A comissão de frente conseguiu chamar a atenção do público com sua irreverência, e contribuiu positivamente para o início do desfile da Morada do Samba.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
O primeiro casal da Mocidade, formado por Diego Motta e Natália Lago, desfilou com fantasias nomeadas de “Desafiando o céu de concreto”, e foram acompanhados de um grupo de guardiões chamados “A Corte Arlequinal”. O casal apostou em uma dança muito fiel à tradição do quesito, cravando seus giros com segurança nos dois primeiros jurados e no último. Uma ressalva, porém, é preciso.
Em duas oportunidades a dupla ficou diante de módulos de jurado por um período muito superior ao necessário, sendo a primeira, na cabine dois, por conta de a escola ter parado para a coreografia da bateria durante a Monumental, e a segunda no terceiro julgador durante o recuo da bateria. Teoricamente, o casal só pode ser julgado dentro das indicações dadas pelo apresentador, mas não deixa de ser uma exposição excessiva ao júri que poderia ter sido evitada.
Enredo
O enredo da Mocidade Alegre em 2024 foi “Brasiléia Desvairada: a busca de Mário de Andrade por um país”, assinado pelo carnavalesco Jorge Silveira. A Morada retratou em seu desfile a viagem pioneira do escritor paulistano para conhecer e registrar as manifestações culturais brasileiras. Dessa expedição, iniciada com a companhia de modernistas geniais, como a pintora Tarsila do Amaral, surgiu a inspiração para várias obras de Mario, em especial o livro “O turista aprendiz”. Após relatar momentos da jornada, como o testemunho de manifestações como a arte barroca, carimbó, maracatu e o frevo, Mario de Andrade volta para São Paulo onde, batizado no samba rural de Pirapora do Bom Jesus, que é berço do samba no estado, escreve a história com os registros de suas pesquisas.
A facilidade com a qual o enredo foi lido surpreende. É uma temática densa e complexa, que exigiu do carnavalesco Jorge Silveira muita perícia para encaixar os elementos sem gerar dúvidas ou confusão da narrativa. O samba ajudou a leitura das alegorias e fantasias, formando um conjunto primoroso de apresentação.
Alegorias
A Morada do Samba se apresentou com quatro carros alegóricos e um quadripé. O Abre-alas foi intitulado “Paulicéia Desvairada”, enquanto o segundo carro recebeu o nome de “As riquezas do Barroco Nacional”, a terceira se chamou “Pelo Amazonas até dizer chega” e a última foi batizada de “O samba rural de Pirapora do Bom Jesus – o berço do samba paulista”. O quadripé, que veio entre os carros dois e três, representou o “Maracatu”. Os nomes dos carros são inspirados em trabalhos frutos das pesquisas realizadas por Mario de Andrade ao longo da viagem retratada pelo enredo.
O conjunto alegórico conseguiu não apenas retratar os elementos do enredo com clareza, como o impacto causado por cada uma das alegorias imergiu o público na viagem pelo Brasil proposta pela Mocidade. Destaque para a representação do famoso Viaduto Santa Ifigênia no carro Abre-Alas, que gera rápida identificação a qualquer cidadão paulistano que o viu. Alguns detalhes de acabamento, como uma faixa de LED do para-choques do caminhão presente no primeiro carro desalinhada e um detalhe na escultura de uma das santas do segundo cabem aos jurados interpretarem se comprometeram o conjunto.
Fantasias
As fantasias da Mocidade representaram os diferentes registros feitos por Mario de Andrade ao longo da viagem pelo Brasil. Ritos folclóricos como o Carimbó e a Chegança, a arte barroca que inspirou a Ala das Baianas, passagens da jornada pelo Rio Amazonas e a famosa ferrovia Madeira-Mamoré, e danças presentes no carnaval brasileiro como maracatu e frevo, marcaram presença nas alas do desfile da Morada do Samba.
A leveza para os componentes brincarem o carnaval associada com a fácil leitura marcou todo o conjunto de fantasias da Mocidade Alegre. A comunidade pode evoluir com alegria pela Avenida, resultando em um desfile culturalmente agregador e agradável de se assistir em todos os momentos. Destaque especial para a criativa Ala das Baianas, que representou esculturas barrocas esculpidas em pedra-sabão e veio toda em um único tom de cinza.
Harmonia
Quesito que costuma ser muito forte na Morada do Samba, a harmonia teve desempenho correto ao longo de toda a Avenida. Os desfilantes clamaram o samba em um nível compreensível, sem deixar clarões audíveis. Os apagões apostados pela bateria “Ritmo Puro” demonstraram que a comunidade sabe responder nos momentos necessários, e sempre que exigida conseguiram entregar mais vigor. Destaque para a ala “Caboclinhos”, que se manteve muito animada por toda a apresentação.
Samba-Enredo
O samba da Mocidade Alegre foi composto por Biro Biro, Turko, Gui Cruz, Rafa Do Cavaco, Minuetto, João Osasco, Imperial, Maradona, Portuga, Fábio Souza, Daniel Katar e Vitor Gabriel, e foi defendido na Avenida pela ala musical liderada pelo intérprete Igor Sorriso. O samba narra a jornada de Mario de Andrade para registrar a cultura brasileira começando por Minas Gerais, onde pesquisou sobre a arte barroca, passando pela região Amazônica, o Nordeste e retornando à São Paulo para transformar o material colhido em obras que marcaram a literatura brasileira.
Um samba funcional com elementos inconfundíveis de sambas da história da Morada do Samba, que gosta de letras com desfechos crescentes na segunda parte da obra. Se o nome “Mocidade” do refrão principal fosse retirado, ainda assim seria fácil saber que se trata de um samba da escola. A obra funcionou para atrair a atenção do público, ajudou na leitura dos elementos visuais e teve grande desempenho nas vozes do competente carro de som liderado por Igor Sorriso.
Evolução
Acompanhar a evolução da Mocidade Alegre em um desfile é como ler poesia em forma de técnica. A facilidade com a qual os representantes do segmento se comunicam mesmo à longa distância chama atenção e não é de hoje, e resulta há anos em desfiles fluídos e despreocupados para a Morada do Samba. A escola parou na Avenida em duas oportunidades, sendo uma para a apresentação da bateria diante da Monumental e outra para o recuo da mesma. Fora esses momentos, todo o cortejo da Mocidade transcorreu com leveza, sendo que a escola arrancou com o samba já com o relógio correndo e mesmo assim fechou os portões tranquilamente após uma hora exata de desfile.
Outros Destaques
A bateria “Ritmo Puro” novamente fez uma apresentação especial para o público da arquibancada Monumental, dessa vez utilizando-se de uma pequena alegoria em forma de locomotiva. Por sinal, “Fascinante Locomotiva: em busca de novos Brasis” era o nome da criativa fantasia da Rainha Aline Oliveira, que chamou atenção com um adereço de cabeça que continha um farol aceso. A campeã do BBB e musa da Morada Thelminha também atraiu olhares com a bela fantasia representando “São Paulo, a musa inspiradora do poeta”.
A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do carnaval 2024 confirmou uma velha máxima dita pelo povo do carnaval que diz que a segunda-feira normalmente supera as apresentações do domingo. Seis escolas pisaram na Passarela do samba e fizeram desfiles de alto nível com brilho maior para a Viradouro, que mais uma vez teve a missão de fechar o grupo da elite do carnaval carioca, e a Vila Isabel, que apresentou uma reedição, “Gbala”. Destas apenas Viradouro não teve erros aparentes. A Vermelha e Branca do Barreto se apresentou de forma avassaladora, mostrando excelência em todos os quesitos e com um conjunto estético impecável. Já a Vila, terceira da noite, trouxe o enredo de 1993 de Oswaldo Jardim sobre a ótica de Paulo Parros, resultando em um desfile muito criativo e bem luminoso, alguns problemas na indumentária do casal e na iluminação de algumas fantasias deixa a escola em desvantagem nessa briga pelo título com a Viradouro.
A noite se iniciou com a Mocidade fazendo esquecer os dois últimos desfiles da Verde e Branca da Zona Oeste, em uma apresentação muito leve, feliz, sacana, com uma harmonia quente e com excelentes apresentações do casal e da comissão, se recuperando e pensando em voos mais altos. Depois, a Portela, que também teve muitos problemas no desfile do centenário em 2023, estreou uma jovem dupla de carnavalescos, André Rodrigues e Antônio Gonzaga, que apresentaram na Portela uma estética diferente dos últimos anos da escola em um enredo que valorizava o afeto. Problemas com acabamento nas alegorias podem afastar ela das primeiras colocações. Já a Mangueira, quarta a entrar na Passarela do Samba, fazia um começo arrebatador na homenagem a Alcione com comissão, casal e primeiros carros impecáveis, Mas problemas com evolução e acabamento das demais alegorias minaram a briga por título da escola, ainda podendo voltar nas campeãs. Depois, o Paraíso do Tuiuti fez uma criativa homenagem ao Almirante Negro, João Cândido sobre a ótica de Jack Vasconcelos de volta a escola. A comissão e as fantasias de fácil leitura se destacaram, mas problemas como evolução no final do desfile devem afastar a Amarela e Azul de São Cristóvão do sonho pelas primeiras posições.
Mocidade
A Mocidade Independente de Padre Miguel foi a primeira a escola a pisar na avenida na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A verde e branca da Zona Oestou entrou na avenida embalada pelo samba que caiu nas graças do povo, desde as primeiras passadas, ele mostrou que seria o grande protagonista do desfile e foi conduzido de forma espetacular por Zé Paulo, que incendiou a avenida. A apresentação exuberante da bateria “Não existe mais quente” também contribuiu para o desempenho da obra. Apresentações vibrantes da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira também foram fundamentais para o bom desfile da escola. Porém, alguns sinais de alerta podem comprometer o sonho da escola de ficar nas melhores posições na classificação final, o principal deles foi a evolução incostante durante todo o cortejo.
Depois de um desfile do centenário em 2023 para esquecer, a Portela reformulou sua equipe artística apostou nos jovens carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga. O movimento gerou uma Portela com uma identidade visual diferente dos últimos anos, com uma proposta de enredo pautado na emoção, no afeto, e apresentando a africanidade e ancestralidade tão bem casado com a essência da Portela. O afeto deram ao enredo uma história muito tocante que chegou até o público, e a evolução, tão problemática no carnaval passado, desta vez foi um alívio para o portelense, ainda que no início na dispersão, a escola tenha corrido um pouco para colocar bem os carros na Avenida. Outros quesitos como casal e comissão de frente passaram bem, e o samba teve um rendimento satisfatório na boca dos componentes. Segunda escola a se apresentar na última noite de desfiles do Grupo Especial, a Portela apresentou o enredo “Um defeito de cor” em um desfile de 1h07.
A Unidos de Vila Isabel foi a terceira escola a passar pela avenida na noite de desfiles do Grupo Especial. Conduzida pela força e emoção da reedição de Gbala, a escola entrou na avenida com uma sucessão de quesitos bem defendidos e entrou na briga pelo campeonato. A força do enredo se provou a medida que a escola avançou na Sapucaí, assim como samba atemporal de Martinho da Vila que foi defendido com valentia pela comunidade, o início do desfile foi avassalador, emocionante e impactou o público presente. A comissão de frente trouxe a figura de Oxalá, o criador da humanidade, e as crianças, que representam a esperança deste mundo. Porém, o grande destaque da noite foi a técnica de desfile aliado a um canto explosivo. O único senão ficou por conta de falhas no efeito de luzes durante apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira.
A Mangueira foi a quarta a se apresentar na Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira de carnaval do Grupo Especial. A escola começou seu desfile com força total, em uma arrancada contagiante. Na comissão de frente veio o primeiro impacto, com uma apresentação cheia de energia, simbolismo e beleza. O casal de mestre-sala e porta-bandeira exibiu um lindo bailado, com bastante entrosamento, força e limpeza de movimentos. A harmonia foi de excelência, pois todos os componentes entoaram o samba-enredo com vigor. A atuação dos intérpretes e da bateria foi um grande espetáculo, elevando o rendimento da obra musical. A evolução também era de bom nível na animação dos desfilantes, mas dois pequenos buracos em frente a primeira cabine de jurados prejudicaram o quesito. O conjunto de fantasias também exibiu uma qualidade plástica acima da média, com beleza no uso das cores e materiais. Já as alegorias não acompanharam o mesmo nível estético, principalmente em função de pequenos erros de acabamento. O enredo foi contado com perfeição, através da leitura muito clara da plástica da agremiação. O somatório desses pequenos erros deve afastar a Mangueira da briga pelo título. A verde e rosa levou o enredo “A Negra Voz do Amanhã” para a Avenida, sobre a vida e carreira da cantora Alcione, encerrando o desfile em 1h08.
Em seu sétimo carnaval seguido no Grupo Especial, o Tuiuti sempre gera muitas expectativas de repetir o histórico ano de 2018, quando conquistou o vice-campeonato. E contando com Jack Vasconcelos de volta, carnavalesco daquele importante desfile, as perspectivas da comunidade eram maiores para uma nova apoteose, ainda mais trazendo um tema com forte apelo político e emocional, utilizando a homenagem a João Cândido para falar também da luta por direitos humanos. Com um início arrebatador e muito tocante em uma comissão de frente que achou soluções simples para apresentar o tema no tom que ele pedia, e com um abre-alas bem produzido, enorme em três chassis e mais um conjunto bem pesado de cavalos que puxava a alegoria, o Tuiuti deu a entender que faria outro desfile inesquecível. A facilidade com a transmissão do enredo, bastante peculiar a Jack, esteve presente, mas já na parte final do desfile, a dificuldade para colocar o último carro na Sapucaí gerou um buraco em frente ao segundo módulo e correria no último módulo, no final do desfile para não estourar o tempo. Com 1H08, o Paraíso do Tuiuti foi a quinta escola a desfilar na segunda noite do Grupo Especial apresentando o enredo “Glória ao Almirante Negro”.
A Unidos do Viradouro foi a última escola a passar pela avenida na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A vermelha e branca de Niterói correspondeu às expectativas do público e encerrou o carnaval de maneira avassaladora, se credenciando ao título na quarta-feira de cinzas. De ponta a ponta foi uma desfile com todas as características de campeão, os nove quesito foram defendidos com brilhantismo por toda a escola, desde a comissão de frente, que mais uma vez se destacou, até a comunidade que entrou na avenida disposta a guerrear e teve um canto impressionante, acima de tudo, a garra de cada desfilante merece todos os elogios. O apuro estético foi outro ponto de destaque, o conjunto de fantasias e alegorias mostrou todo o talento de Tarcísio Zanon. Assim a estética, a Viradouro também passou pela avenida com um belíssimo trabalho harmônico, a bateria de mestre Ciça levantou o público e o intérprete Wander Pires retornou para agremiação em grande estilo. O alvorecer do dia contribuiu para que a energia em torno do desfile deixasse o ambiente ainda mais favorável à escola.
A Independente Tricolor foi a quarta escola a desfilar no Anhembi, logo na primeira noite, dia 9 de fevereiro. Com o enredo “Agojie, a Lâmina da Liberdade!”, passou pela primeira vez sem ser abrindo a sexta de carnaval no Grupo Especial, nas outras duas ocasiões foi assim.
Após o desfile, o carnavalesco Amauri Santos contou para o site CARNAVALESCO sua análise: “Foi bem legal, agora aguardamos para saber. A nossa parte foi bem feita e aguardamos para fazer do resultado, mas pelo que nós vimos, pelo que acompanhamos, passamos redonda e passou legal”.
Destacando algo na parte visual do desfile da Independente Tricolor, o carnavalesco da agremiação ressaltou: “Gosto muito da abertura. Acho que tem abertura grandiosa, uma coisa do misticismo e o fechamento também, né? Que a gente começa numa coisa tão ancestral e termina com uma coisa futurista. Eu gosto desses dois modelos”.
Em relação a alguma dificuldade, o carnavalesco falou: “Acompanhei um pouco a escola, parei, voltei. Agora é aguardar tecnicamente aí e os jurados para saber o que acontece”.
O casal, Jeff Antony e Graci Araújo foi formado devido a gravidez da Thais Paraguaçu durante as prévias do carnaval, e a porta-bandeira relatou: “Teve acho que dançar ali na frente do recuo da bateria que a gente pega a energia ainda da monumental já entrando para um jurado. Ali foi um momento que o coração bateu mais forte, a alegria demais”
O mestre-sala Jeff disse: “Momento mais emocionante, tirando esse, para mim também a concentração, né? Onde estamos com os nervos a flor da pele, já emanando boas energias e ao cruzar a faixa amarela é sempre uma grande emoção. Mas como a Graci disse, no decorrer da pista, quando chegamos no meio tem a emoção, pois é onde tem as câmeras, tem o público maior ali, esperando, pois o público de casa consegue acompanhar melhor. Então é onde a gente sente que a gente está sendo bem vistos e todo mundo tá assistindo a gente mandando boa energia, sensação única. Nossa, escola estava linda, nós estamos muito feliz com o resultado porque é uma parceria nova e que com certeza Deus nos abençoe porque a gente é luz. A gente trabalhou muito para esse momento.
Dificuldades durante o desfile, a Graci falou: “Peguei vento principalmente ali na frente do recuo. Mas deu tudo certo, graças a Deus, tudo bem”, e o Jeff Antony: “Só esse momento do vento, mas eu vi que ela foi muito guerreira, minha porta-bandeira foi guerreira quando vi ela dominando Pavilhão, o vento ali não foi uma dificuldade e sim uma força ainda mais para ela seguir firme e guerreira com o nosso Pavilhão”.
O intérprete Chitão Martins estreou oficialmente na Independente e ressaltou sobre o ensaio“O samba é, ele é forte, né? Ele não tem um descanso. Ele é todo tempo atacando para cima, mas eu acho que a parte forte ali é quando chega no Preta.. ‘Preta tenha a cabeça sempre erguida’. Se prepara para o refrão que é uma explosão. Foi bom, a escola veio bonita, a escola veio compacto da escola, desfilou o carnaval, não vi em nenhum momento a escola parando, o tempo todo dia evoluindo, e é isso, cara. Fizemos um bom trabalho. O presidente apresentou uns belos carros aí, a bateria maravilhosa Cassiano veio muito bem no andamento e nas bossas. Agora espera terça-feira ver o resultado que eu tenho certeza que vai ser bom para nós”.
Em relação a dificuldades, o intérprete da Independente disse: “Então para mim foi só esse lance do critério de julgamento. Tenho uma característica de fazer caco, de tentar trazer a arquibancada para o desfile, tive que segurar isso. Mas não me atrapalhou, consegui me adaptar esse novo modelo e a escola veio bem, estudei onde eu tinha que fazer carco e eu acho que deu tudo certo”.
Em avaliação sobre o desfile, o mestre da Independente Tricolor, Cassiano Andrade, ressaltou: “Desfile foi técnico, né? Nós trabalhamos bastante para chegar no dia, já tem todo o preparo aonde vai fazer, onde não vai fazer. Apresentamos tudo que a gente ensaiou com muita certeza e com muita vontade. Com certeza teremos um bom resultado aí”.
O grande momento do desfile para o mestre de bateria: “Foi o momento que a bateria abaixa para o tambor tocar, da mulher tocando o tambor Agojies, é o enredo falando das mulheres pretas. Esse foi o ponto alto do desfile da bateria”.
Sobre dificuldades, o mestre Cassiano falou: “Não, a gente treina, trabalha para isso, dificuldade não, tivesse tido dificuldade estaria tenso, to aliviado, satisfeito com resultado apresentado pela rapaziada aí pela bateria e está confiante para caramba”.
O coreógrafo Arthur Rozas avaliou o desfile da Independente Tricolor: “Emocionante já é, após longos meses de ensaio, conseguir chegar aqui com um projeto assim como a gente sonhou, né? Que ele acontecesse no dia do desfile, então isso já é uma emoção maravilhosa. Passarmos nesta pista de tantos sonhos, de tantos desejos, tantos investimentos e concretizar esse projeto e agora é aguardar para que o melhor nos encontre”.
Explicando sobre a apresentação da comissão de frente, revelou: “Nossa comissão veio representando um ritual Vodu. Nosso enredo fala sobre as guerreiras Agojies e o ritual de fé que elas, um dos rituais que elas emanam, então eu acredito que é quando revelamos a nossa rainha vodu ali da nossa pequena alegoria e o escudo que você vai se abrindo em forma de pétalas de flor para homenagear as mulheres e a nossa rainha vem e convida as outras mulheres para dançar e celebrar junto com ela. Conseguimos colocar no projeto realmente sublinhar a força da mulher preta e enaltecer o ponto principal do nosso enredo”.
Sobre dificuldades no desfile, o coreógrafo disse: “Olha eu confesso para você que no dia eu fico tão concentrado com os comandos, com o tempo e tudo mais, que eu me atrevo a dizer que eu não vi dificuldades. Mas assim é o olhar do coreógrafo, da poesia também, né emocionado, mas tem que se concentrar, conduzindo o grupo com os comandos, de segurar e de avançar, eu acho que fizemos uma bela passagem”.
Um dos grandes fatos pré-desfiles do Grupo Especial de São Paulo se deu nas primeiras horas da noite de sábado – 10 de fevereiro. Cerca de três horas antes de entrar na avenida, o Vai-Vai, que inauguraria as apresentações, teve um princípio de incêndio no tripé da Comissão de Frente. Perguntado sobre esse e outros fatos acerca do desfile do enredo “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulistano”, integrantes da Escola do Povo tiveram visões bem distintas. Confira as frases abaixo:
Robson Bernardino, coreógrafo
“Na verdade, colocaram fogo no nosso carrinho. Acho que foi um boicote, mas o nosso assistente do carnavalesco viu e apagou. Depois, o pessoal do barracão refez. Mas não teve nenhum problema na nossa comissão além disso, não. Era uma opção estar acesa a palavra Hip Hop e optamos em não acender – isso, depois, não vai na pasta. Deixamos apagado por uma opção, mesmo, para não ter problema de apagar.
Não teve nenhum problema com relação ao elenco, a dança, tudo. Deu tudo perfeito, graças a Deus”
“Fizeram tudo certinho, a gente conseguiu demonstrar pro público que assistiu toda a evolução, a cronologia, o tempo do hip-hop dos anos sessenta com a banda; os anos oitenta e as batalhas; os anos noventa e aquele pessoal que parece do basquete, que é o pessoal do hip hop e tirou aquela roupa de agasalho apertado… já mudou um pouco o visual deles. Por final, a parte dos anos dois mil, a atualidade – onde a gente já trouxe mais uma coreografia mais rápida, mais do momento, vamos dizer assim”
Luiz Robles, diretor de Harmonia e de carnaval
“Eu estou emocionado porque esse Carnaval foi “um pouco bem difícil” para escola. A gente foi um pouco criticado por estar fazendo um manifesto, mas a gente conseguiu mostrar porque que a gente e o povo tem que respeitar a escola. Isso aqui é escola de samba, escola de samba de verdade”
“A gente não sabe porque pegou fogo do nada. A gente estava movimentando a alegoria e, de repente, ela começou a pegar fogo. A gente não sabe o que aconteceu até agora. Mas Exú está sempre com a gente, abrindo os caminhos. Aa gente conseguiu recuperar o piso e, na pista, mostrar porque que a gente está aí e por que que a gente voltou para o Grupo Especial. Eu acho que a gente não tem que investigar não, somos a Escola do Povo. Vambora, carnaval está aí, vambora, vambora, vamos esquecer isso aí de boicote. A gente fez um carnavalzaço na pista”
Luiz Felipe, intérprete
“Conseguimos fazer tudo, tivemos algumas pequenas dificuldades que tivemos que superar, mas conseguimos fazer tudo, graças a Deus. A gente está até aliviado porque foi um grande desfile, uma escola grande que fechou no tempo certo. Agora é esperar terça-feira. E, sobre o canto da escola e da arquibancada, a gente não precisa nem pedir: eles já estão com a gente. A gente faz por eles, o nosso combustível é eles, a gente faz por eles”
Mestre Beto, mestre de Bateria
“Cumprimos todos os critérios de balizamento, os compassos exigidos pela Liga-SP e os arranjos. Conseguimos ter uma bateria que terminou no mesmo andamento que a gente começou. Na minha avaliação, vou dormir tranquilo. Creio que meus ritmistas também vão dormir tranquilos. Achei que foi uma ótima apresentação da bateria e de toda a escola de samba. O Vai-Vai está de parabéns”
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Renatinho Trindade: “Nossa mensagem foi passada. É um tema muito muito forte, é muito forte pro povo, e nós somos a Escola do Povo. Nos dedicamos muito pra passar a mensagem que estava com a gente”
Fabíola Trindade: “É Exu contando a história do nosso figurino. Ele vem para um palco que é a rua e, nesse palco, ele encontra uma arte que a gente chama de hip hop. Foi a aliança entre o hip hop e o samba – com a nossa Escola do Povo. No final, a gente saúda e dá uma grande festa. Deu tudo certo, o fim foi dentro do que a gente estava esperando. Acho que passamos a mensagem e isso foi o mais importante”
Fabíola Trindade: “A gente viu um retorno muito grande do público! Somos uma escola de muita torcida. Isso também foi um componente a mais para esse momento. A gente precisa sonhar, a gente precisa ser feliz – e o Vai-Vai tem uma grande responsabilidade com o carnaval de São Paulo. Voltamos ao Grupo Especial e não que as outras não passem a mesma mensagem; mas, para a gente, é algo muito maior: é trazer o povo pra essa grande festa que é o carnaval”
Vice-campeã do carnaval de São Paulo em 2023, a Mancha Verde buscou o terceiro título do Grupo Especial da história da agremiação com o enredo “Do nosso solo para o mundo: o campo que preserva, o campo que produz, o campo que alimenta”, idealizado pelo carnavalesco André Machado. Estreando novos mestres de bateria e um novo porta-bandeira de última hora, já que Marcelo Silva contraiu dengue e quem dançou ao lado de Adriana Gomes foi Thiago Gomes, a agremiação falou sobre as impressões em relação ao desfile na Dispersão do Anhembi.
Mestres de bateria
Cabral e Viny: “O ponto alto foi resgatar o clima da bateria. A gente veio com um clima bastante leve, estava tudo tranquilo entre a gente no Esquenta. a gente conseguiu cumprir com todos os requisitos para ajudar a Mancha Verde. A gente foi super tranquilo”
Marcos dos Santos, coreógrafo da comissão de frente
“Não teve erro nenhum na pista. Também é importante destacar a comissão feita com a Evolução da escola: entregamos trinta e oito minutos de exibição na pista, tanto que a gente terminou bem tranquilo em 2024 – uma grande diferença em relação ao ano passado, que terminamos muito em cima do nosso quesito. Foi incrível!”
Fredy Viana, intérprete
“Eu nunca tinha me emocionado tanto como emocionei dessa vez! Sou um cara que já tem muitos anos de vida e, mesmo assim, eu acho que foi a energia, a alegria do povo que me deixou assim. Meu presidente me abraçou umas cinco vezes no recuo vendo que estava correndo tudo bem. Na hora do Apagão, o meu carro de som estava muito dinâmico: todo mundo sabendo o que fazer dentro de um sincronismo perfeito. Eu estou muito satisfeito! Acho que o canto da comunidade foi o ponto alto hoje. Sempre falo para não deixar para amanhã o que você pode cantar hoje – e eles respondem. É impressionante. Em qualquer lugar e apresentação que a gente faz, por menor que seja a comunidade, eles cantam muito. Sobre a fantasia, minha mulher me perguntou porque eu não poderia ir de espantalho, já que eles protegem a plantação e eu protejo a colheita da Mancha”
Paulo Serdan, presidente
“Tivemos que mexer na nossa estrutura todinha, colocar o Thiago para ensaiar com a Adriana das 10h às 00h, foi muito difícil organizar esse aspecto nessas últimas horas. Nós temos um povo maravilhoso, é impressionante a disposição da rapazeada que está aqui a essa hora da manhã, com a vontade de estar aqui, de fazer uma coisa legal, contagiar o público que está assistindo. É gostoso, é um ingrediente à parte porque eu acho que o carnaval de São Paulo pode entrar mais na vida cultural da cidade como é no Rio de Janeiro. Sentir mais as escolas, bater palmas para elas… isso faz um pouco de falta. Olha o nível que o carnaval de São Paulo chegou, olha que legal”
“É o primeiro carnaval do Cabral e do Viny como mestres da Puro Balanço, é uma imensa honra. Para mim, o Mestre Louro desceu a avenida junto com eles. É sinal que a Mancha está conseguindo ultrapassar barreiras no samba, isso me deixa feliz porque desde que chegamos ao carnaval nós sempre respeitamos a festa. Nunca houve um problema envolvendo a Mancha no carnaval. Os sambistas, de uma forma geral, começam a enxergar a gente para falar de samba”
Presidente do Barroca Zona Sul há dez anos, Ewerton Cebolinha sempre destacou que todo o trabalho desenvolvido por ele visava o carnaval de 2024, quando a verde e rosa comemoraria cinquenta anos de existência. Pouco mais de um mês antes do grande dia, a comunidade perdeu Geraldo Sampaio Neto, o Borjão, pai do atual mandatário da agremiação e presidente da instituição em cinco oportunidades. O caldeirão de emoções estava formado, e o desfile do enredo “Nós nascemos e crescemos no meio de gente bamba. Por isso que nós somos a Faculdade do Samba. 50 anos de Barroca Zona Sul”, idealizado pelo carnavalesco Pedro Alexandre, o Magoo, foi muito elogiado por componentes da agremiação. Confira abaixo algumas palavras de integrantes da instituição na Dispersão do desfile:
Pedro Alexandre (Magoo), carnavalesco
“O ponto alto de hoje foi a emoção e os componentes da escola, que sabem do ocorrido com o Borjão e, também, os cinquenta anos de Barroca, foi uma exibição cercada de emoção. A gente transformou isso em um desfile, eu e toda uma comunidade colocamos o desfile dessa forma. Desfilamos com uma emoção bastante aflorada e isos foi fantástico”
“Eu fiquei andando e circulando pelo desfile inteiro, então eu acabo não vendo tudo com tanta profundidade assim. Mas, em um conjunto, não tem um quesito específico para destacar. Acho que o Barroca completa. Tudo aquilo que a gente planejou nós conseguimos colocar na avenida. Foi muito legal o conjunto do Barroca, realmente está todo mundo de parabéns”
Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Marquinhos Costa: “Foi muito positiva a nossa passagem pelo primeiro jurado, a gente pegou um vento que não estava assoprando e antes e conseguimos performar bem; no segundo, a sandália da Lenita arrebentou e eu fiquei sabendo só agora. Como eu falei em entrevistas e ensaios, a gente tem que estar preparado para qualquer adversidade. A gente sabia o que era para fazer, se não saiu como a gente imaginava, ainda assim foi algo muito bom”
Lenita Magrini: “Por isso, no ensaio, é bom vir à milhão para que, caso aconteça algo, a gente saiba lidar com a situação – igual aconteceu com a sandália. Um entende o outro de todas as formas, então eu acredito que a nossa passagem foi muito gostosa, em todos os sentidos, mesmo com o vento e com a questão da sandália. Estávamos em sintonia e rolou. Transmitimos para o jurado a questão dos cinquenta anos do Barroca, então não tem como não sair emocionado”
Chris Brasil, coreógrafo da comissão de frente
“É maravilhoso falar dos cinquenta anos do nosso Barroca. Esse ano, quisemos desenvolver um conceito com várias subidas e trocas de cenário. Usamos muito figurinos e entregamos um resultado com muita força e garra para a nossa verde e rosa. Acho essa comissão de frente maravilhosa e quero que eles se recordem desse momento como algo para a posteridade”
“Foram várias trocas ao longo do desfile, era dezesseis componentes fazendo trinta e sete trocas, trocando de roupa o tempo inteiro. Estamos felizes com o arriscado resultado, um trabalho com muita coragem para sair de uma plástica mais enquadrada. Agradecemos muito à escola por ter encarado esse desafio com a gente”
Fernando Negão, mestre de bateria
“A minha avalição é muito boa, a escola veio bem e aguerrida. A bateria veio em um conjunto bem bacana, bem legal. Vamos esperar o resultado agora. Como ponto alto, destaco a garra e a vontade, sobretudo após o falecimento do nosso presidente de honra, todo esse carnaval foi para ele. Se Deus quiser, vai dar tudo certo e voltaremos no Desfile das Campeãs – quem sabe até como campeã”
Pixulé, intérprete
“Foi maravilhoso! Não tenho mais o que comentar. O ponto alto, para mim, foi o Paradão da Tudo Nosso, com a escola inteira cantando e o público, em arquibancadas e camarotes, fazendo o mesmo”
Ewerton Cebolinha, presidente
“Acho que hoje a comunidade se superou! Ela não resume em um contexto geral: a dedicação da nossa comunidade foi tocante, estão todos de parabéns. Não consegui acompanhar tudo, mas estou sempre de olho em diversos pontos enquanto ando para lá e para cá. Do que eu vi, foi tudo muito positivo, estou bem satisfeito”
João Carlos Nascimento, integrante da Comissão de Carnaval
“Hoje, a emoção deu o tom porque perdemos o nosso presidente de honra um mês antes do carnaval. Acredito que a comunidade respondeu muito bem, com muita emoção, para fazer um carnaval para a história, feito para todo mundo. Quem já tinha visto nossa escola, certamente identificou essa emoção. O Borjão sempre nos ensinava e cobrava para que o povo estivesse sempre dentro da escola, e nós mostramos e respondemos muito bem a isso na avenida”