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Casagrande faz ensaio com a ‘Pura Cadência’ na Sapucaí e alfineta críticos: ‘Tem muito entendedor de carnaval por aí’

A Unidos da Tijuca desfila na próxima semana, mas ainda encontrou tempo para realizar os últimos ajustes na bateria. Nesta quarta-feira, a “Pura Cadência” fez ensaio no setor 11 da Sapucaí para alinhar os detalhes que restavam para a apresentação no dia 23. Sincero, mestre Casagrande afirmou que não gosta do treino no Sambódromo e prefere os ensaios de rua. O comandante da bateria tijucana também aproveitou para criticar ‘analistas’ e ‘entendedores’ de Carnaval que julgam escolas antes do desfile.

“A gente está tranquilo, estamos ensaiando há muito tempo, nosso ensaio técnico também foi muito bom. Hoje foi um trabalho mais para corrigir pequenos erros. Eu sou muito exigente, então hoje foi mais uma limpeza, pra ter certeza que iria sair daqui 100% pronto para o desfile. Lapidar uma coisa ou outra, alinhar o andamento do carro de som com bateria, formação da bateria e entrada e saída de box. Aqui é legal por ser o ‘local do jogo’, mas vou ser sincero, para mim é ruim, eu não gosto. Acaba não sendo um ensaio fechado só para a bateria, fica muito exposto, aí vem algumas pessoas julgando o que não tem pra julgar. Daqui a pouco tem um monte de gente aí analisando o que não sabe, pré-julgando. Eu, particularmente, prefiro meu ensaio de rua, porque lá eu posso dar meu esporro, minha bronca, corrigir o que é preciso”, explicou Casagrande.

“Eu tenho mais de 40 anos de Unidos da Tijuca. Hoje em dia tem muitos entendidos no Carnaval, analistas, julgadores de internet. Tem gente que passa lá na frente do barracão, vê só a traseira de um dos carros e já determina o campeão de barracão, vice-campeão, rebaixada. Carnaval se decide na Avenida, nem mais na curva final se decide, porque às vezes dá uma zebra, carro quebra, ala atrasa, então para os entendidos de desfile, esperem a Unidos da Tijuca. A escola tem carros, fantasias, bateria, comissão de frente, casal, harmonia, samba e enredo, todos bons. Vamos esperar os desfiles e depois, a abertura dos envelopes. Deixa a escola passar primeiro, depois os analistas podem dar suas opiniões. Antes tem que respeitar a agremiação”, completou o mestre da Pura Cadência.

casagrande

Para o desfile oficial, Casagrande levará 262 ritmistas, com três bossas planejadas. O mestre da Pura Cadência aposta na bossa da segunda do samba que, segundo ele, tem uma retomada de surdo de segunda para surdo de primeira. Tetracampeã do Carnaval, a Tijuca conquistou três títulos na última década, mas nos últimos quatro anos, não conseguiu vaga no desfile das campeãs. Com trabalho abaixo do esperado em 2020, a agremiação quer dar a volta por cima e contratou o carnavalesco Jack Vasconcellos para levar novamente a escola aos bons caminhos.

wic wantuir

“Pra mim essa volta do Carnaval foi mais que especial, porque estava em casa esperando esse momento, pra viver esse sonho e poder estar aqui ao lado do meu pai. Ainda bem que a situação da covid-19 já está controlada e agora podemos voltar pra cá. Estou muito feliz. Para mim, como estreante, qualquer ensaio é super especial. Mas aqui é uma adrenalina diferente, é nosso solo sagrado, então vir para cá e sentir essa energia é incrível. Nosso lema esse ano é o ‘calada vence’. Tenho ido ao barracão com mais frequência agora, e aguardem aí no sábado, a quarta escola, vocês vão ficar emocionados assim como a gente está. Vamos deixar o amor vencer”, disse a estreante do carro de som Wic Tavares.

“Aqui é maravilhoso, é minha casa, um pedacinho desse chão aqui é meu. Voltar para cá, para cantar, brincar, olhar, é importante. É muito bom, mas não mostramos tudo não. É segredo. Voltar para cá e ver que já está quase tudo pronto é muito bom. O único problema é que já poderia estar liberado o som oficial aqui pra gente. Cada vez que a gente vai ao barracão a gente fica mais maravilhado. Nossa expectativa é de um Carnaval muito disputado. Foram quase dois anos se preparando e a Tijuca está acostumada a ser campeã. Vamos para a luta, com humildade. O primeiro passo é voltar para o desfile das campeãs, e quem sabe sendo a última a desfilar no dia 30”, comentou o intérprete Wantuir.

Com a presença da familia de Paulo Gustavo, São Clemente reforça o canto no último ensaio de quadra

Por Eduardo Fróis e Walter Farias

A São Clemente realizou na noite de terça-feira o seu último ensaio antes do desfile oficial. A comunidade encheu a quadra para receber os familiares do ator Paulo Gustavo, o homenageado da escola no enredo “Minha Mãe É Uma Peça”. Destaque para o bom entrosamento entre o carro de som e a Fiel Bateria. A surpresa ficou por conta da mãe do ator, Dona Déa, inspiração para sua personagem “Dona Hermínia”, que com seu carisma e alegria contagiou os componentes da escola. Ela interagiu no microfone com o presidente Renatinho e até cantou trechos do samba-enredo junto com a comunidade. No final da sua fala ainda brincou que viria de passista no carnaval de 2023.

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A São Clemente concentrou seu ensaio no canto, realizando várias passadas do samba. Algumas, apenas com o carro de som, outras com a bateria. O que se viu foi um canto alegre e consistente durante cerca de duas horas. Os intérpretes Leozinho Nunes e Maninho souberam conduzir o samba-enredo de modo que incentivasse às pessoas a cantar. Os dois se entenderam bem no microfone e ajudaram a impulsionar o canto da escola. Por conta do belo trabalho do carro de som como um todo, o samba pode ser ouvido claramente na quadra.

renatinho

“Olha, eu estou no carnaval desde os meus oito anos de idade e digo que o momento em que a escola está é diferente, eu sei que 2015 fizemos um grande desfile com a Rosa Magalhães, mas esse ano está diferente, o povo está mais feliz e a família do Paulo está trazendo um astral e um glamour novo para a escola. A Dona Déa não para, sempre muito feliz e está passando indo para todos, eu diria que no ensaio de hoje a escola estava muito feliz e vai entrar na avenida feliz. Eu acredito que a São Clemente vai fazer um grande carnaval. Talvez esse ano seja o maior momento da escola.

A Fiel Bateria, de mestre Caliquinho, também mostrou que está afiada, sustentando o ritmo da escola até o final do ensaio. Foram apresentadas três bossas em diferentes trechos do samba. Destaque para o breque no refrão, quando os ritmistas param e escola toda entoa junto “Paulo Gustavo pra sempre”.

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“A galera veio em peso, chegou junto… A Fiel Bateria, como sempre. E as bossas aí elaboradas pelos diretores e eu. Saiu tudo certinho e aqui a gente não frisa só bossa. A gente pensa na escola como um todo. Na apresentação do mestre sala e porta-bandeira, na apresentação da comissão do Frente, apresentação da escola em si toda, a gente não só pensa na bateria na bossa. Do começo ao final, no mesmo andamento, pra pulsar a escola e a escola cantar esse samba maravilhoso que é o enredo do Paulo Gustavo. Tu vê a arquibancada cantando, tu vê a escola toda cantando. O Arlindinho e parceiros foram felizes em ter esse samba melodioso. Fica fácil pra bateria fazer bossa e manter o andamento pra escola passar na avenida bonita. A comunidade tá todo mundo cantando e a expectativa é muito grande”, disse mestre Caliquinho.

caliquinho

No começo do ensaio, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Jack e Vinícius Pessanha levou o pavilhão da São Clemente até Dona Déa e os familiares de Paulo Gustavo. Foi um momento emocionante. Depois, a dupla realizou um lindo bailado, riscando o chão da quadra. Os dois mostraram que estão em plena sintonia para o desfile. “O ensaio de hoje foi emocionante, muito gratificante receber a família do Paulo Gustavo aqui. Eles trouxeram uma energia diferente, deram um gás a mais e desfilar homenageando o Paulo Gustavo depois de tudo que o mundo passou nos últimos dois anos é uma emoção muito grande. Ansiedade está a mil, mas sendo controlada e estamos prontos para pisar na Marquês de Sapucaí”, disse a porta-bandeira.

“Todos os ensaios são um termômetro para a gente ver como vai ser na avenida. Hoje a escola estava com a energia lá em cima e isso influenciou positivamente na gente, é assim que vamos pisar na avenida e eu espero que se Deus quiser iremos buscar o campeonato. O enredo ajuda muito a escola, porque o Paulo Gustavo é extremamente irreverente e o samba é fácil, é um samba que se canta bem e caiu na boca de todo mundo”, completou o mestre-sala.

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A direção de harmonia dividiu a escola em fileiras de alas, com as baianas na frente, seguidas da ala dos passistas. Depois, foi posicionado o restante da escola, preenchendo a quadra praticamente toda. Apesar do forte calor, a comunidade da São Clemente não desanimou, sambando e cantando do samba até o fim, em um clima de emoção e alegria.

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Em outro momento marcante, dona Déa foi até o centro da ala das baianas para cantar junto e receber das senhoras da São Clemente. Arlindinho Cruz, um dos compositores do samba, esteve cantando no palco junto com os intérpretes. O humorista e compositor Marcelo Adnet também marcou presença na quadra clementiana.

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A impressão passada na quadra da São Clemente é que Dona Déa é realmente uma peça. A escola abraçou o enredo aprovado pela família e amigos do Paulo Gustavo, como é dito pelo próprio diretor de carnaval, Thiago Gomes e a agremiação está pronta para fazer rir.

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“O ensaio hoje foi nota 10, a emoção foi nota 10, tivemos muita felicidade. A São Clemente está preparada e a expectativa é a melhor possível, a família e os amigos do Paulo aprovaram tudo, o projeto está incrível, eu particularmente gosto muito do trabalho feito pelo Thiago Martins (carnavalesco), acho ele de uma criatividade e capacidade que são nota 10. Agora estamos preparados para desfilar e transmitir a alegria que o povo brasileiro merece”, disse Thiago Gomes ao fim do ensaio.

Entrevistão com Júlio César Guimarães, coordenador de jurados da Liesa: ‘O jurado julga muito bem, mas justifica a nota mal’

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Em meio ao curso de jurados que a Liesa realizou em sua sede na Cidade do Samba, o site CARNAVALESCO conversou com Júlio César Guimarães, coordenador dos 45 julgadores que vão avaliar os nove quesitos que vão decidir a campeã do Carnaval 2022. Júlio é formado em Direito pela PUC, já esteve no cargo em outras gestões da Liesa e retorna depois de 12 anos.

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Durante a entrevista, o coordenador ressaltou confiar na capacidade de julgamento dos jurados, falou sobre descarte e justificativa de notas, contou o conteúdo do curso, explicou as mudanças no texto do manual e na logística de transporte e acomodação dos julgadores durante os desfiles, entre outros assuntos.

Qual é o tamanho do desafio de coordenar novamente os julgadores do Grupo Especial?

Júlio César Guimarães: “Eu vejo isso com muita tranquilidade, porque eu encaro essa função diferente do que outros que passaram por aqui. O meu intuito como coordenador de jurados, na verdade, é criar uma transparência total. Jurado não é agente secreto. Criar uma interação dele com os segmentos próprios de cada escola. Essa é a principal função. A partir do jurado escolhido, e do curso feito, eu entrego um corpo de julgadores para 12 escolas de samba. A partir desse momento o jurado é responsabilidade da Liesa, no sentido que é jurado da Liga e não dá coordenação. O jurado não tem mais esse negócio de você esconder, eles conversam. Nós fizemos um simpósio que foi prejudicado pela Covid-19, porque teve poucas pessoas. Ano que vem nós faremos um outro que será muito mais profundo com pesquisadores, historiadores, julgadores e os segmentos próprios. Vamos fazer um quesito por semana para estudar a fundo. Dessa vez só estudamos um pouco de manual de julgador e algumas considerações com imprensa, com outros segmentos, diretor de carnaval. O jurado da Liga hoje é do mais alto nível possível”.

Muita coisa mudou do seu tempo de coordenador para hoje. Quais principais mudanças que você percebeu?

Júlio César Guimarães: “Quando eu recebi o convite do presidente Jorge Perlingeiro para ser coordenador de jurados, meu primeiro emprego foi na Liga das escolas de samba, quanto eu tinha 20 anos de idade, e me formei em Direito na PUC trabalhando aqui. Foi uma honra para mim. Fui coordenador de jurados por mais de 12 anos seguidos. A fórmula lá atrás inicial, quem sou eu para dizer que eu criei, mas eu participei do desenvolvimento. Esse manual do julgador me causou uma certa estranheza quando cheguei aqui e tantos anos depois, ele estava igual. Não evoluíram nada no julgamento, na concepção, na ideia. Resolvi fazer um simpósio para melhorar o manual. Mexemos em três quesitos, sutilmente, não é que o manual seja ruim, mas o manual tem que se tirar certas palavras que já estavam até no passado. Palavras que não cabem hoje nem se falar. Nós mudamos levemente o manual, mas mudamos o conceito”.

O que você passou de forma geral para os julgadores?

Júlio César Guimarães: “Como é feito o curso de jurados hoje? São três quesitos. Hoje nós vamos ter fantasia, comissão de frente e mestre-sala e porta-bandeira, por exemplo. Na hora de mestre-sala e porta-bandeira, os 12 casais estarão ali. Quando eu apresentar cada jurado, as pessoas vão falar como julgam o quesito. Depois que ele expõe a visão dele, eu leio o quesito e depois o mestre-sala e a porta-bandeira podem fazer as perguntas que quiserem. Ou seja, antes, o curso de jurados, contam que era uma leitura de manual. Ora, para ler manual, eu não preciso fazer curso. Todo mundo é letrado, manda para a casa do cara o manual e todo mundo lê. Mas, não é o caso. A gente está aqui fazendo uma interação. Outra coisa que eu mostrei que é fundamental para um bom julgamento: falei que o jurado foi convidado para julgar o carnaval de 2022. Somente. Ele tem a liberdade. Ele não tem que se preocupar em dar nota e agradar, porque ele não sabe se em 2023, mesmo que ele julgue bem, ele não sabe se estará aqui, porque agora eu tenho um banco de julgadores. Eu fiz mais de 80 entrevistas. Dessas, eu selecionei 20, dos 20, sete se acomodavam nos quesitos que faltavam, dois morreram, dois pediram para sair. Tinham sete vagas. Mas, eu tenho 13 muito bons e que eu posso dar oportunidade para eles. Eu acho que juiz, julgador, não pode se perpetuar no cargo. Isso atrapalha o julgamento”.

O metrônomo ficará com o julgador de bateria, como será essa análise dele?

Júlio César Guimarães: “O metrônomo sempre existiu, isso aí está uma coisa que todos os diretores de bateria quase morreram. O metrônomo era visto no telefone celular. Hoje, essa coordenação proibiu tablete, qualquer aparelho eletrônico no desfile. Anotação faz na mão. O julgador de bateria que sempre usou o metrônomo, vai continuar usando. Não é que isso vai influir. Mas, ele precisa se nortear com isso. Vai continuar usando como sempre usou, mas agora divulgaram porque a liga comprou o equipamento, só isso”.

Sobre as justificativas, você fez algum pedido especial, já que muitas vezes as escolas questionam que o texto do julgador não é tão claro sobre falhas?

Júlio César Guimarães: “O jurado julga muito bem, mas justifica a nota muito mal. Estou pedindo a eles incessantemente, fiz uma pauta que converso só com eles antes de entrar diretor de carnaval, diretor de harmonia, coreógrafo da comissão de frente, o que eu desejo deles. Transparência já existe, mas tem que ser sucinto, explicar. O que é o mapa de notas depois do carnaval? Não é você ver a nota, é você ver onde você errou, para você melhorar para o ano seguinte. Ora, se eu digo para você, maravilhoso, belo, esplendoroso, 9,8, o que que eu te ajudei? Agora se eu digo tirei dois décimos, um décimo por isso e isso, você está satisfeito. Você pode até não concordar, mas você sabe onde foi punido. É isso que eu estou dando uma nova dinâmica e mostrando aos jurados o seguinte, o universo de notas é de 9 a 10. São 11 notas com o décimo. Não é 10 e 9,9, só que existem para dar nota. Tem medo de julgar?”.

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Houve algumas mudanças nos textos do Manual do Julgador em alguns quesitos. Qual foi a ideia especificamente?

Júlio César Guimarães: “Por exemplo no quesito harmonia, o quesito harmonia era muito vago. Então, outra coisa que eu pedi para todo mundo. O que que eu fiz? Reuni os julgadores de harmonia, ‘vocês querem idealizar um texto’, veio deles, no simpósio, chegaram à conclusão que era fraco o texto. Manda para mim. Mandaram. Maravilhas Enredo, precisava mudar um pouquinho. Muita coisa repetida. Enxugamos, inserimos mais coisas, junto com os julgadores. Foi uma participação. Como eu pedi à imprensa, como eu pedi aos diretores, aos carnavalescos, que mandassem sugestões. Eu dei o manual para todo mundo e pedi sugestão de texto. Hoje, o manual mudou pouco, mas eu te digo que tem a chancela de todo o samba, porque jornalista, todo mundo que veio ao simpósio teve oportunidade de opinar. Então, basicamente, foram Harmonia, Enredo e mais alguma coisa de Alegorias e Adereços, que também fez umas mudanças que ficou um pouco melhor, nada muito significativo, mas uma redação que o meu filho e o teu filho de 10 anos vão entender”.

Agora, os julgadores vão ficar em um hotel, como isso funcionará e por que será feito isso?

Júlio César Guimarães: “O julgador chegava aqui na Liga cinco da tarde. Ia para o sambódromo em ônibus grandes. Aí julgava o primeiro dia, olha que loucura, quando ele acabava, tinha que esperar os cinco módulos acabarem, por roteiro passava na Lagoa e tal, e você veio no ônibus e vai voltar no teu roteiro, o cara de Niterói chegava meio dia em casa. Morto! Para no outro dia voltar para julgar. Isso é um crime com a pessoa. Então, o que que eu fiz? São cinco módulos. Cinco micro-ônibus. Cada assistente é responsável por um micro-ônibus. Eles vão chegar no hotel meio dia, fazem o seu check-in, almoçam, podem descansar, levar o acompanhante se quiser, porque já está pago com acompanhante, e aí, eles vão para o sambódromo em micro-ônibus. Quando aquele módulo 1 acabou, passou a última escola, eu já pego eles e levo para o ônibus e o módulo um vem para o hotel com batedor. Olha o que esse cara economizou para descansar para o dia seguinte. E no dia seguinte, na hora dos módulos, tinha que esperar todo mundo lacrar os envelopes para eles irem para os ônibus. Esquece isso. Quando entregou, o módulo vai para o seu micro-ônibus e vai embora. Eu estou dando uma qualidade para o cara. Imagina você ter que ficar rodando, Zona Sul e Lagoa, Ipanema, Leblon, o cara ficava três horas dentro do ônibus. Coisa sem sentido”.

Se puder falar sobre cada quesito, o que poderá especificar para termos no julgamento de cada um dos 9 quesitos em julgamento do que foi comentado no curso?

Júlio César Guimarães: “Eu acho que o que mais o jurado passou foi o preparo que vou lhe ser sincero, até eu fiquei abismado, no simpósio, porque os diretores de carnaval chegaram com muitas dúvidas, de harmonia, rapaz, os caras tiraram as dúvidas com uma facilidade, então, eu acho que o que houve no quesito por quesito, o cara que está sendo julgado, estar sendo julgado por gente competente. Acabou essa mística. Porque às vezes bota lá, a pessoa quando aparece a fotinho, jornalista, ‘ah, esse aí julgando bateria’, mas você não sabe o currículo do cara. Às vezes o cara é um estudioso, é formado em música e jornalista. ‘Ih, arquiteto, o que que arquiteto sabe?’, no curso, o rapaz de Minas deu uma aula de proporção, me arrependi de não chamar os carnavalescos para Alegorias e Adereços. Porque esse rapaz deu uma aula, Válber, que nesses anos todos que eu estou aqui, nunca vi, tinha que ser gravado. Isso tem que ficar gravado para a posteridade. Porque amanhã quando vier um carnavalesco novo eu mostro para ele. Tanto que no curso falou um julgador, falou assim,’ estamos aqui, mas os gênios são os carnavalescos ‘. Aí, eu falei assim, eu vou discordar de você. Eu fiz reunião com carnavalesco, e não vi ninguém gênio ali, são pessoas competentes, capazes, mas que tem que evoluir muito’. Foi a coisa que mais me surpreendeu. Eles não conhecem o regulamento da Liesa. Acho que nenhum tinha lido o manual de julgadores. Hoje, eu vou te falar, mas nós temos um corpo de julgadores sólido. Agora, Júlio, vão julgar bem? Aí você me complicou. Juiz é difícil, sempre cito o futebol, né. Às vezes o cara deu pênalti e não foi, mas é um senhor árbitro, da Fifa, apitou final de Copa do Mundo. Errar, todo mundo erra. Eu erro todo dia que eu saio de casa. Você não erra? Espero que o cara não erre lá. Agora, quanto à honestidade, todo mundo tem um currículo a zelar. Ser julgador de escola de samba é melhor para nós que ele seja do que o contrário. Eu não estou divulgando ninguém. Eles ganham um valor irrisório, que justifique a ida, a vinda, a gasolina, o pedágio. Esse que veio de Minas, veio de avião, veio só para o curso, esse paga para ser jurado. Só na vinda para o curso já gastou o que a gente deu para ele de pró-labore. Ele paga para ser jurado e vem no carnaval, isso é amor. É isso que passei para o diretor de carnaval, para o diretor de Harmonia, para os diretores de bateria. O corpo de jurados é muito bom”.

A Liga propôs mudanças para 2022 e que não foram aprovadas em plenária. Elas podem voltar para a plenária e entrarem em 2023?

Júlio César Guimarães: “Eu acho que a mudança fundamental que eu defendo, as outras não eram mudanças, eram opiniões, mas a mudança que as escolas de samba, isso aqui é uma democracia, o plenário é soberano, os presidentes das escolas dão a última palavra, e eu não tenho nenhuma vaidade pessoal que a pessoa acate ou não acate a minha sugestão. Eu vejo o bem da escola. Eu entendo que valendo as cinco notas, o julgamento é melhor. Eu não acho correto, você passar com a sua escola, eu te dou 9,7, justo, você errou, e aí na hora das cinco notas, a menor sai, e a maior. Quer dizer, você foi julgado por mim, eu perdi um tempo, e não valeu. Isso o julgador acaba não querendo dar nota muito baixa, porque o cara é julgador, ficou dois dias ali, e todos os amigos dele estão vendo o rostinho dele na TV, mas as notas dele quase não valeram, valeu só duas. Não entra na cabeça. Agora, as escolas de samba não conseguiram acompanhar esse raciocínio, de que o julgamento é muito melhor quando vale todas as notas. Já foi assim, na época do Capitão Guimarães que eu tive a honra de ser coordenador de jurados dele. Nunca tivemos problema de desonestidade, aliás, comigo coordenador, nunca tive uma conversa atravessada sobre esse problema. Então, eu não entendo. Mas, você ficou chateado? De forma alguma! O plenário é soberano. Inclusive, todo o texto modificado foi aprovado em plenário. Foi uma pena porque eu acho que se aprovado teria um nível melhor. Agora eu tenho colocado na cabeça do jurado, esqueça descarte. Você é julgador. Dê a sua nota. Vou ser sincero com você: não colocarei de imediato em plenário (sobre tentar as mudanças de novo no próximo ano). Conversarei com as escolas informalmente, e se eu achar, não que tenha a maioria, porque eu não quero polêmica, e eles entendam que realmente chegamos a essa maturidade, ok, se não, não coloco”.

Existe a ideia de aprofundar mais o curso de julgadores, sendo ainda mais técnico, e fazer reuniões sobre os quesitos e o Manual de Julgador durante o ano ouvindo diversos setores do carnaval?

Júlio César Guimarães: “O que que nós vamos fazer para o ano que vem quando não termos mais Covid-19. Eu vou fazer reuniões dos nove quesitos individuais. Vou chamar, por exemplo, os julgadores de bateria, vou chamar estudiosos em música e bateria, vou chamar os diretores de bateria, e vamos discutir o carnaval que passou. Se bateria foi bem julgada, temos algo a acrescentar, podemos melhorar o texto? A visão ou a cabine, aí é para a gente viajar, tem que mudar a cabine? Você julga alto demais ou baixo demais? Temos tempo para fazer mudanças. Discutir quesito a quesito. Mestre-sala e porta-bandeira, vou chamar uns professores de dança das maiores escolas, bailarinos, Theatro Municipal, eu quero botar, saber quem quer ser jurado, tirar do meu banco de jurados e convidar essas pessoas, para interagir, para participar. A gente tem que movimentar isso, porque essa questão dessa discussão, é a parte cultural do carnaval. No curso, os julgadores de enredo falando, deram uma aula. A visão que a escola de samba tinha, é que o julgador, você escolheu qualquer pessoa. No curso depois que o julgador explica como julga, a plateia pode fazer perguntas, quando eu abro ninguém faz pergunta, porque dirimiu a dúvida toda na apresentação do jurado. Em 2022, está no manual a 30 anos, o cara é diretor de bateria e ainda acha que se ele não parar a bateria em frente do módulo ele não ganha 10, olha a mística doida em volta. Então, hoje, o pessoal está saindo daqui e está dizendo para o presidente da escola dele que o corpo de jurados é muito preparado. O corpo de jurados efetivamente é muito bom. Ah, Júlio, vai julgar bem? Aí eu só posso dizer na hora. Quantos craques da bola que a gente vê que tem jogo que o cara fica apagado? Joga mal, é expulso, são seres humanos. São 45 pessoas, para o julgamento o cara tem que estar bem, bem-disposto, tudo isso influi. Se o cara estiver gripado, interfere no julgamento. Agora que o corpo, eu boto a mão no fogo pelo preparo deles, não tenha dúvida”.

Os julgadores vão visitar os barracões na semana do carnaval ou não? Se sim qual importância disso?

Júlio César Guimarães: “Não, não. Vê se você concorda comigo: vamos ter um jogo importante, Flamengo e Fluminense. O árbitro da partida visita a concentração? Gabigol, como está a perna, melhorou? Mete dois golaços lá para a plateia. Aí vai no Fluminense, Abel, como é que é, vai jogar na retranca ou não? Eu nunca vi isso. O juiz de direito, ele vai na casa do réu? Não existe isso. Carnaval é na Marquês de Sapucaí e no dia. O jurado é maior de idade, ele pode ir, não a barracão, barracão é restrito e você precisa se identificar para entrar. Eles podem ir a qualquer quadra de escola de samba, a qualquer show anonimamente. Como você vai, como eu vou. Eu vou na quadra da escola de samba, nunca avisei um presidente que ia. Vou com a minha família, compro a minha mesa, ou se tiver um camarote, vou lá, pago a minha bebida, não quero nada de graça, e curte o samba como um cidadão comum. Não posso impedir um apaixonado por carnaval de curtir. Agora, visitas oficiais, só quem pode falar com jurado na Liesa é a Elaine, o Thiago, que são da coordenação, o presidente ou eu. Fora isso, eles têm que me comunicar. Isso não é tirar o direito, é porque isso não soma. Eu era coordenador de jurados na época que começou a visita a barracão, não somou em nada. De fretar ônibus pela Liga e levar eles para quadra de escola de samba. O que que acontece? A quadra da Zona Sul, na Tijuca, todo mundo quer ir. Em Padre Miguel ninguém quer ir, é longe. Aí você faz uma festa na quadra da Tijuca, vão os 45 julgadores. Aí você faz no Tuiuti e não vai ninguém, você acha que o presidente do Tuiuti ficou feliz? Na cabeça dele, já era o carnaval dele. Porque tem muito isso na cabeça de presidente. Então, para que eu vou criar polêmica? ‘Tô’ certo? Vai no barracão, sabe como era a visita? Eles acendiam os carros todos, uma mesa enorme, lagosta, camarão, o que você imaginar, um banquete de rei. Aí o outro barracão, ‘Meu Deus eu não tenho dinheiro para isso, e agora? Eu ia fazer coxinha, e croquete, e cerveja. Lá teve champanhe e whisky ‘. Vai influir no julgamento? Nada! Mas na cabeça do cara que serviu croquete, na hora que ele tirar um 9,8, vai ser o croquete. Entendeu? A minha vantagem, eu não sou melhor coordenador que ninguém. Na história da Liga, eu sou a pessoa que mais tempo foi coordenador de jurados e quando saí, deixei equipes montadas. Então, eu participei disso tudo. Eu era a favor de visita a barracão, eu era a favor a visita à quadra de escola de samba. Mas eu fui vendo ao longo do tempo que isso atrapalhava, talvez se chegasse um novo coordenador aqui, que nunca foi coordenador de jurados, ele ia dizer, esse cara está errado. É normal a divergência. Mas eu vivi todas as fases”.

Homenageada no enredo, ‘Não Existe Mais Quente’ dá show em último ensaio de rua da Mocidade

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A Praça Guilherme da Silveira foi “areretizada” pela última nesta terça- antes do carnaval, quando a Mocidade realizou seu último treino em preparação para o desfile de 2022. A bateria comandada por mestre Dudu, ambos citados no enredo, foi o grande destaque da noite com bossas e coreografia. Os “ogãs” da Verde e Branca de Padre Miguel mostraram garra e o ritmo que só a Mocidade tem. Quem também fez bonito foi o carro de som de Wander Pires com suas vozes de apoio cantando o festejado samba que manteve se bem mais uma vez em relação ao canto da comunidade. Os coreógrafos Saulo e Jorge da comissão de frente também estiveram presentes com sua equipe de bailarinos que empolgaram a torcida dos Independentes de Padre Miguel que acompanhavam em massa nos arredores da Rua Coronel Tamarindo. Já a evolução da escola, que havia apresentado problemas no ensaio técnico, parece ter sido corrigida ao não se notar falhas durante a cerca de 1h20 de ensaio.

Uma das grandes estrelas da noite, mestre Dudu avaliou o ensaio e a preparação como positivos e mostrou ainda estar mordido pelas notas do último carnaval com vontade de dar uma resposta a todo o mundo do samba.

“Eu já estou preparado desde que o carnaval ia ser em fevereiro na verdade. Eu sou o tipo de mestre que trabalha em cima de erros para poder acertar. Todos nós sabemos que a nossa bateria no último desfile foi garfada, eu não tive erros neste desfile, e agora eu vou provar que a nossa bateria é realmente a Não Existe Mais Quente. Agora é esperar o nosso desfile e entregar nas mãos de Deus, esperar e fazer um belo carnaval, e que venha tudo dez”.

Samba

O samba terminou a preparação para o carnaval como começou, aclamado e festejado como um dos melhores, se não o melhor, da safra deste ano. A composição de Carlinhos Brown, Diego Nicolau e Cia foi iniciada no ensaio desta noite de novo com a primeira passada só com o agogô de duas bocas e os timbales acompanhando as vozes e as cordas, dando efeito até mais espiritual para a obra e explodindo na segunda passada quando a bateria de mestre Dudu entrava. Wander Pires está com o samba moldado ao seu jeito para cantar e ajudar a impulsionar a comunidade com cacos e com vocalizações dentro da melodia, realizados de uma forma não exagerada. Também foi importante mais uma vez observar o trabalho do carro de som com as vozes femininas de apoio com mais ganho que as masculinas, uma estratégia da Mocidade para valorizar o samba.

“O meu carro de som, minha ala musical, eu sou apaixonado por essa ala. O André, meu diretor musical, montou essa ala de acordo com tudo que eu precisava. Ele sabe que eu sou uma pessoa exigente, gosto de tentar atingir a perfeição, e de desafios. Três meninas, que são maravilhosas cantando, Débora, Milena e Viviane, são três tipos de vocês diferentes. Se você perceber a levada desse samba é uma levada feminina, e elas estão fazendo isso. A gente está deixando a voz delas um pouco mais na frente, e a masculina um pouco mais atrás, prevalecendo a feminina, e minha voz, claro como intérprete”, esclareceu Wander Pires.

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Harmonia

O canto da escola segue muito bom em um samba que mais uma vez tem a cara da Mocidade e que é valorizado pela sintonia com a bateria de Mestre Dudu, falando do padroeiro e da própria história da Verde e Branca de Padre Miguel, dessa forma, foi fácil cair na boca dos independentes. Desde as primeiras alas que vinham logo atrás da comissão de frente e do casal, o canto era muito forte e se intensificava em trechos como “Quem é de Oxóssi, é de São Sebastião”, ou no “Arerê” e refrão principal completo, e também nos versos que começavam com o “Oh Juremê, Oh Juremá”. Mas, no geral, não se viu ninguém enrolando, ou só movendo os lábios para fingir. A comunidade estava cantando a obra de forma completa.

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“O canto, eu sou suspeito de falar porque essa é a minha função, é fazer a escola cantar, o público cantar, o coração Mocidade cantar. O canto da escola foi maravilhoso, foi lindo, a Mocidade está com o samba na ponta da língua, o povo está com o samba na ponta da língua. E tem a bateria, o Dudu tem vindo bem todos os anos, mas esse ano ele está abusando, ele está brincando, parabéns Não Existe Mais Quente”, avaliou o intérprete Wander Pires.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal da Mocidade, como de praxe, veio no verde da escola, com Bruna Santos portando um cinto brilhante dourado e Diogo Jesus, em um terno completo. Já antes do início do ensaio, ainda no esquenta, a dupla já arrancava aplausos do público realizando um pouco de uma coreografia mais usada para quadra. Depois, durante o treino já com o samba para 2022, o que se pode perceber foi um casal bastante aguerrido, com movimentos intensos e introduzindo um pouco de coreografia em alguns trechos da letra do samba, como em “todo ogã da Mocidade é cria de mestre André”, em que ajoelhava apontando para o pavilhão. Na “flecha certeira” faziam o movimento do arco e flecha, e no “quem rege meu Orí”, apontavam para a cabeça. Importante destacar que a dupla também arranjava fôlego para cantar a obra em diversos momentos.

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Bateria

Uma das grandes homenageadas no desfile de 2022, a “Não Existe Mais Quente” foi aclamada na Praça Guilherme da Silveira desde o início ainda no aquecimento. O trabalho focado em valorizar a métrica do samba, trouxe bossas mais dentro da melodia da obra, principalmente em alguns trechos como “Oh Juremê, Oh Juremá”. Também aconteceram paradinhas como no verso “Quem é de Oxóssi, é de São Sebastião, em que os instrumentos secavam completamente, e o canto da comunidade era valorizado.

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“”A gente está há muito tempo ensaiando a bateria, e eu sempre comento que a gente está fazendo um trabalho um pouco diferenciado agora trabalhando as bossas em cima de melodia, para que tenham uma leitura melhor da nossa bateria, os jurados. A proposta é essa”, explicou mestre Dudu.

A ala de chocalhos executou uma coreografia saindo da formação da bateria, indo um pouco mais a frente e tendo a participação da rainha Giovana Angélica que veio de dourado. Em outra coreografia, desta vez realizada por toda a bateria, os ritmistas paravam de tocar os instrumentos e viravam para o público dos dois lados da pista. Também ao fazer o “Arerê Komorodé” estendiam os braços para o alto.

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“O trabalho foi feito não somente nas paradinhas e bossas, mas também trabalho feito em casa, limpando um pouco mais as nossas bossas, aquele trabalho ‘naipeado’, de colocar cada naipe tocando em um dia diferente e isso resultou em um trabalho muito bom, como foi feito lá no ensaio técnico”, completou o comandante.

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Um único momento de susto na passagem da Não Existe Mais Quente aconteceu quando por alguns problemas do carro de som, a bateria perdeu um pouco da referência e quase se desencontrou do samba, mas os diretores agiram rápido dando a marcação para os ritmistas e mantendo o andamento do samba dentro do que se estava cantando. O problema do carro foi bem pontual e resolvido rapidamente.

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Evolução

Problemática no último ensaio técnico, quando a escola evoluiu de forma acelerada no início e no final da passagem pela Sapucaí, e com a formação de buracos, no ensaio iniciado na Praça Guilherme da Silveira em direção a quadra tradicional da Mocidade, a agremiação evoluiu de forma compacta, não apresentando grande espaços, com um deslocamento fluído, sem grandes pausas e sem correrias. Os “harmonias” a todo momento se comunicavam, focados e foram simuladas todas as apresentações nos módulos de julgadores. Destaque para a evolução das alas, algumas com bastões iluminados e uma em especial, uma teatralização que acontecia logo depois da alegoria de número 3, com um componente fantasiado de papa, e a alas que vinha logo depois com velas na mão com iluminação elétrica e fazendo coreografia. Para o diretor de carnaval Marquinho Marino, os problemas do ensaio técnico foram corrigidos para este último treino na rua e para o desfile, é claro.

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“O ensaio foi muito proveitoso para acertar todas as questões, falhas do ensaio técnico e dar mais confiança a diretores e componentes. Estamos tão condicionados a esse tipo de trabalho, que a ansiedade é o menor dos problemas. O importante é aproveitar esses dias para aprimorar as coisas e ir mais forte ainda para a disputa. Estamos fortes, mas com pé no chão e humildade”.

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Outros destaques

Antes do ensaio o vice-presidente Luiz Claudio Ribeiro reuniu representantes dos quesitos como Wander, Dudu, Marino, Capoeira, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, coreógrafos da comissão de frente, ao lado do carro de som, e agradeceu a toda escola pelo empenho durante a pandemia e durante os momentos de dificuldade imposta por ela. O esquenta contou com o samba de 1976 que falava sobre Mãe Menininha do Gantois, e com o tradicional “Vira Virou” de 1990. O “castorzinho”, mascote da Mocidade, roubou a cena, marcando presença, esbanjando simpatia, e sendo bastante disputado por crianças e adultos para fotos.

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Com o enredo “Batuque ao Caçador”, a Mocidade Independente de Padre Miguel será a terceira agremiação a desfilar na segunda noite do Grupo Especial.

Olívia Nobre estreia como musa do Camarote Lapa na Sapucaí

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A cantora Olívia Nobre, mais conhecida como Lily Nobre, faz sua estreia no carnaval carioca como musa do novíssimo Camarote Lapa. A beldade, que completou recentemente 20 anos, é filha mais velha do cantor e compositor Dudu Nobre e da dançarina Adriana Bombom. Ela se lançou como cantora pop e aguarda para este ano, com ansiedade, o início da sua maratona de shows.

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Lily Nobre esteve pela primeira vez na Sapucaí para conhecer o camarote que vai representar, onde foi recebida com todas as honras pelos sócios do Camarote Lapa, e também teve a benção de um ícone da Avenida e do carnaval carioca, Selminha Sorriso, que é porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, e Embaixadora do Camarote Lapa.

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Desde pequena, a cantora se depara com o universo do samba através dos pais. Adriana Bombom possui história como rainha de bateria e Dudu Nobre é um dos compositores do samba campeão da Vila Isabel para 2022. “Eu tenho um laço muito forte com o carnaval. Eu comecei a curtir a festa desde novinha por conta dos meus pais. Eu via a minha mãe se arrumando, meu pai saindo para cantar e sempre achei isso fascinante, ficava encantada. Por isso, sempre tive o carnaval muito aflorado em mim. De todas as festas que acontecem durante o ano, o carnaval é a que eu mais amo”, comentou a artista.

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Musa do estreante Camarote Lapa, que levará à Sapucaí uma proposta diferente, como a boêmia, a diversidade do público e as tribos do bairro, situado na região central da cidade, para Lily, a originalidade da Lapa será o ponto forte do camarote. “Eu achei a proposta incrível. A Lapa é um dos locais mais diversos e queridinhos do Rio. É muito inovador levar toda originalidade da Lapa para a dentro da Sapucaí”.

Zé Paulo é destaque do prêmio Guaracamp e site CARNAVALESCO

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“Carnaval, te amo, na vida és tudo para mim!” Esse foi o grito mais ouvido na Sapucaí durante o teste de som e luz, realizado na noite do último domingo. A Viradouro, atual campeã do carnaval, passou com uma super produção. Componentes maquiados e fantasiados, telões de led, pratos na bateria e a voz inconfundível de Zé Paulo Sierra, que foi o grande vencedor do prêmio de destaque Guaracamp e site CARNAVALESCO. O intérprete levou o ensaio por mais de uma hora e dez minutos, já com a estrutura oficial que será usada nos desfiles.

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“O site CARNAVALESCO sempre que pode está ajudando a gente, então dedico o prêmio ao carnaval e a todas as pessoas que amam o samba. Quero mandar um beijo especial e dedicar esse prêmio ao Diego Tavares, Joel Lopes, Seu Anidio, ao meu pai, Mailson (pai da Vivi) Almir de Araujo, à Renata, irmã do Guilherme Ayupp e também ao Guilherme, e a todos aqueles que de alguma forma, ou pela pandemia, ou porque Deus fez o chamado. Esse prêmio que ganho hoje é dedicado ao sambista. Hoje eu deixei tudo aqui dentro. É emocionante demais estar aqui, não sei até onde vai a maldade das pessoas de criminalizar o carnaval. Dedico o prêmio a todas pessoas que amam o carnaval”, ressaltou.

O intérprete, com toda razão, fez críticas importantes ao som da Sapucaí, que mais uma vez apresentou falhas ao longo da passagem da escola pela avenida. “Sabemos que hoje foi um teste, mas a gente trabalha com isso e temos responsabilidade enorme, a gente vem fazer o ensaio e é ruim encontrar o som dessa maneira. Para e volta para e volta. A gente pede mais seriedade nisso, mas para o espetáculo ficar bonito, tudo tem que funcionar. Sabemos que dia 20 vai estar tudo direitinho”, pontuou.

Musa do Camarote Rio Praia! Gracyanne Barbosa se emociona ao voltar para Sapucaí

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Gracyanne Barbosa esteve nas dependências do Camarote Rio Praia no último domingo, durante o teste de som e luz para o Carnaval 2022. Além de falar com o público que estava no local, a musa também foi para a pista acompanhar a passagem da Unidos do Viradouro, atual campeã do Grupo Especial. Acostumada com os desfiles da Marquês de Sapucaí, ela confessa que sentiu saudades de pisar na Avenida nesse tempo de pandemia, inclusive, ficou emocionada ao chegar ao Sambódromo.

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“Hoje é o primeiro dia que eu pisei na Sapucaí e quando eu entrei ali atrás, eu me emocionei muito, estou falando contigo e estou arrepiada, porque a gente não sabia se ia voltar ou não. Acho que vai ser um carnaval extremamente marcante, todo mundo que está aqui tem que levantar a mão para o céu e agradecer. Perdemos muitas pessoas nesse período e a gente precisa valorizar mais o carnaval”, disse.

Reinando no camarote, Gracyanne diz que independente do posto que ocupe é fã e ama o Rio Praia. “Esse é meu 4º ano no camarote e estar aqui é um sentimento de muita gratidão, até porque é um camarote que eu sempre indico para as pessoas, porque elas vão poder ir com a família curtir, é super organizado tanto para quem ama carnaval e desfiles, como para quem prefere se divertir e curtir as festas. É incrível!”, afirmou.

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Ela também fala da relação familiar que tem com o espaço e como se sente em casa ao pisar na esquina mais cobiçada da Sapucaí. “O Rio Praia é uma família, e eu venho sempre muito confortável para passar bem os quatro dias de carnaval, mais o desfile das campeãs. Gosto de acompanhar até o final, ainda mais aqui, de frente para o segundo recuo de bateria. Isso é um espetáculo”, brincou.

O Camarote está com vendas abertas para todos os dias de desfiles, além do desfile das campeãs e também funcionará no desfile das escolas mirins. Clique no banner abaixo para comprar seu ingresso.

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Série Barracões SP: Vem Sankofa! Voltar ao passado e ressignificar o presente é o objetivo do Vai-Vai para o desfile de 2022

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O site CARNAVALESCO visitou o espaço de alegorias do Vai-Vai e conversou com o carnavalesco Chico Spinoza, que explicou todo o desenvolvimento do desfile da escola para 2022. A agremiação irá para a avenida com o enredo “Sankofa”. O conceito do tema consiste em olhar o passado para ressignificar o presente, através de um pássaro africano chamado Sankofa e, segundo Chico, tem tudo a ver com o momento em que o Vai-Vai está passando.

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“Esse foi um enredo que eu ganhei anos atrás do Abdias do Nascimento. É extremamente bonito. Você pode dar uma ênfase maior em busca da soberania africana, porque é um enredo pré-colonial. Quando o soberano africano com as lendas e mitologias, quimeras e as fantasias africanas, saíram para o mundo. O Abdias me mandou esse enredo com uma dedicatória muito linda. É quase que uma obrigação nossa resgatar essa soberania africana. Eu tive com esse enredo engavetado por mais de 15 anos. Depois de muitas discussões com o Gabriel Melo (diretor de carnaval) e com o presidente Clarício Nunes, fizemos algumas reuniões, apresentamos algumas propostas de enredo e, em determinado momento, chegamos à conclusão que o melhor para a escola nesse momento seria fazer ‘Sankofa’, que é um pássaro mítico e negro que olha para trás com o objetivo de reconhecer o passado, entender o presente e redefinir o futuro. É um paralelo muito grande que acontece com o Vai-Vai, que foi para o acesso e conseguiu subir. Vamos olhar os campeonatos, o presente e redefinir o futuro para ver o que realmente queremos como escola”.

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Segundo o carnavalesco, os ideogramas africanos foram de maior interesse na hora de pesquisar e desenvolver todo o desfile da Saracura. Toda a questão da africanidade, também foi de suma importância.

“O Gabriel (diretor de carnaval) teve uma grande participação nisso. Quando a gente começou a entender os ideogramas, que são mais de 80, nós fomos pincelando e, cada um, entrava nos costumes ou nas lendas africanas, isso começou a nos dar um ânimo muito grande de poder mostrar essa proposta que esses ‘adinkras’ trazem. Por exemplo, você tem uma frase comum hoje em dia e extremamente relevante, que é o fato de ‘pé de galinha não mata pinto’. Apesar de ser um enredo pré-colonial, temos essas ligações com esses ditados populares”.

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Em questão de perda de componentes e pessoas importantes, talvez o Vai-Vai tenha sido a escola que mais sofreu com isso. Muitas pessoas queridas dentro da agremiação se foram e, com isso, já é declarado que várias homenagens serão feitas dentro do desfile. Isso se deve também à proposta do enredo, que é voltar ao passado.

“O nosso enredo nos obriga a olhar para trás e, no momento em que fazemos isso, vemos uma soberania impressionante do mundo do samba. A maioria já se foram, fazemos citações deles no último carro, que é onde volta para o nosso reduto oficial, nosso adinkra, que é a coroa do Vai-Vai, como os ramos de café. Então a gente cita toda essa soberania do passado”.

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O artista pregou cautela quando o assunto abordado foi o estilo do Vai-Vai na pista. Porém, terá um pouco de tudo.

“vai ter criatividade muito grande. Algumas pessoas costumam dizer que eu dentro das minhas necessidades de fazer carnaval, quanto mais apertado financeiramente, mais criativo eu me torno. Desde o último carnaval, nós encontramos o Vai-Vai em um buraco de dívidas. A gente está fazendo de nossas criações o nosso ponto de maior exploração. O público vai encontrar uma Vai-Vai criativa, com uma pretensão de luxo, maquiagem embaixo dos holofotes que pode refletir uma soberania e um ouro axante. Temos efeitos muitos simples de teatro em alegorias e outras coisas”.

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Uma sequência de impactos para o público

“Pode ser um misto de coisas. A gente espera que o público tenha um impacto com a comissão de frente, que se apaixone pelas aranhas. Nós estamos abusando da criatividade e da parceria. A gente tem um projeto criativo, temos um iluminador que está conosco há muitos anos, um ferreiro que trabalhamos muito bem um com o outro. Quando o carnaval foi adiado, ele falou para mim que daria para fazer alguns movimentos. Então, estamos conseguindo alguns resultados simples, mas muito bonitos”.

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A sensação de abrir o sábado de carnaval

O Vai-Vai terá a responsabilidade de ser a primeira escolar a desfilar no sábado. A expectativa é muito grande, ainda mais pela festa da arquibancada, visto que a torcida vai em peso. Só de imaginar a arquibancada com as tradicionais bandeiras, já desperta ansiedade nos foliões.

Chico Spinoza, mostrou otimismo e pretende levar a agremiação ao desfile das campeãs.

“A maior sensação é o dever cumprido. Eu fui fardado a grandes momentos de sorte quando abrir carnaval. Eu não sei se lembram, mas em 2000, eu coloquei a Unidos da Tijuca em quarto lugar, e eu ainda estou arriscando um quinto lugar para o Vai-Vai, porque eu acredito na comunidade, na bateria, no canto e nessa força que a escola se torna quando acreditam no trabalho da gente”.

Como é assinar mais um enredo no Vai-Vai

Chico Spinoza tem uma grande história na comunidade do Bixiga. O artista está assinando o seu décimo carnaval pela agremiação, fazendo 3 passagens e conquistando 3 títulos do Grupo Especial (1998, 1999, 2008), além do atual título do Acesso I em 2020, totalizando quatro canecos. O carnavalesco declarou sua paixão pelo Vai-Vai.

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“Eu me fiz carnavalesco em uma escola de samba chamada ‘Deixa Falar’, que virou Estácio de Sá. Tenho uma paixão muito grande por lá. Nos deu um campeonato com o enredo paulista na cidade do Rio de Janeiro, que foi ‘Pauliceia Desvairada’. Quando eu fui convidado pelo Boni para fazer carnaval em São Paulo, ele me deu opções de escolas e eu escolhi o Vai-Vai. Nesses anos todos, eu vou e volto, porque é a minha escola de coração. Estando nela, meu coração já bate diferente”.

Conheça o desfile

Setor 1
“Representa a lenda que é exatamente o encontro com essa quimera que é o homem aranha. Ananse é metade homem e metade aranha. Ele é filho da mãe terra com o Deus criador. Por alguma esperteza, ele resolveu trazer uma cidade para sua tribo axante. Com suas histórias, trouxe o adinkra, ouro e tudo mais que estava dentro dessa cabaça. Esse primeiro setor é ponteado com coisas bem específicas. Temos bateria como o própri Sankofa, baianas como o conjunto de adinkras

Setor 2
No segundo setor, falamos da cultura axante, que é baseada na arte, tecido, ouro, ferro, nas máscaras. É bem representado pela segunda alegoria, que é uma das minhas mais queridas, porque eu trago um efeito já usado no Vai-Vai lá no passado. Eu olhei no meu passado para compreender o Vai-Vai também. Lá no passado, eu fiz um enredo aonde o reino do absurdo era a ‘era de plástico’, e eu faço um carro alegórico inteiramente de plástico de lixo”.

Setor 3
Nesse setor, a gente faz dois encontros. A escravidão trouxe para o continente, o Sankofa. Então, a gente faz uma alegoria que se chama ‘o forte do sinistro’, que é um forte de Elmina, na África, que por onde saiu os escravos. A gente faz isso pensando também no grande problema que aconteceu na África entre holandeses e ingleses que queriam o ouro de lá. No meio da alegoria, a gente vê nossa cultura renascer. Um baobá, uma árvore africana, que está meio morta, renasce com festival de cores em cada planta. Na última parte dessa alegoria, a gente faz esse encontro com Tabom, que é um bairro de Gana, por onde os brasileiros estão fazendo a diáspora”.

Setor 4
No último setor, é a coroa do Vai-Vai com o ramo de café, onde a gente canta ‘volta para o seu ninho’. Estamos cantando isso de uma maneira muito forte para os próprios componentes que é aqui que a gente vai aprender tudo e redefinir o nosso presente e o nosso futuro”.

Ficha técnica
Alegorias: Quatro
Componentes: 1800 componentes
24 alas

Grande Rio realiza último ensaio rumo ao desfile oficial e Perácio diz: ‘o título da Grande Rio fará bem ao carnaval’

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A Grande Rio, vice-campeã de 2020, promete um desfile ainda melhor para o Carnaval 2022. O site CARNAVALESCO esteve presente no último ensaio antes do desfile oficial, que acontece na próxima semana. A quadra estava lotada, a comunidade abraçou a escola, os componentes estão com o samba na ponta da língua, e cantando forte para homenagear Exu. Diretoria e segmentos garantem que a escola está se preparando para realizar um desfile com foco total na conquista do seu primeiro título no Grupo Especial.

paolla oliveira

Assim como no ensaio técnico, a comissão de frente impactou e chamou atenção com sua dança e apresentação fortes. O ensaio contou com a presença da rainha de bateria, Paola Oliveira, e de seu namorado, Diogo Nogueira. Ele, portelense declarado, se mostrou confiante na vitória da escola da Baixada. Dentro da escola, a expectativa é que esse seja o maior desfile da história da agremiação.

“Todo ano nós fazemos grandes desfiles e grandes carnavais, esse ano o enredo vem a ajudar muito, nossos carnavalescos são geniais, a escola está mais uma vez com a expectativa de título, esse ano a empolgação é maior, estamos sentindo que a nossa hora chegou, estamos todos na busca para trazer o título, para a nossa, buscamos há muito tempo, acho que esse ano é o ano da Grande Rio, e acho que isso vai fazer bem ao carnaval, dar uma guinada”, comentou o presidente da escola, Milton Perácio.

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Harmonia e Samba

Não há dúvidas de que o samba da Grande Rio é um dos melhores do ano, não à toa é o mais executados nesse período pré-carnaval, vale destacar o desempenho avassalador de Evandro Malandro no comando do carro de som da escola, além de cantar com maestria, o intérprete impulsionava e incentivava o canto da comunidade com muita animação, o entrosamento do carro de som com a bateria do Mestre Fafá também merece ser destacado. É impressionante observar o quanto o componente da tricolor de Caxias está animado e feliz com o samba-enredo deste ano, todos cantam com muita garra e vibração, durante o ensaio Evandro Malandro e a bateria pararam várias vezes para que a comunidade cantasse quase que a capela a obra. Além dos refrões, outras partes do samba se destacavam, como “Boa noite moça, boa noite moço” e “Ô luar, ô luar… Catiço reinando na segunda-feira”.

thiago monteiro

“A expectativa para o desfile é a maior possível, está chegando o momento que a gente se preparou tanto, acho que a escola está bastante ansiosa, uma expectativa enorme de algo positivo, que possamos fazer o melhor desfile da história da Grande Rio, independente da colocação que tivermos, estamos muito felizes e satisfeitos com tudo que foi feito até aqui no trabalho pré carnaval”, disse Thiago Monteiro, diretor de carnaval.

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“Eu tô muito confiante, feliz e esperançoso de que dessa vez a gente ganhe o carnaval, mais uma vez, com todo respeito as nossas coirmãs, a Grande Rio escolheu o samba que pegou o Rio de Janeiro inteiro, a gente tem a responsabilidade de levar da melhor maneira possível esse samba para que ele chegue na Sapucaí e arrebate o público”, destaca o intérprete Evandro Malandro.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Felizes, o primeiro casal Daniel Werneck e Taciana Couto demonstraram o entrosamento de sempre, extremamente graciosos, riscaram a quadra esbanjando carisma, simpatia e uma dança que mescla o bailado tradicional com a modernidade dos dias atuais. No último carnaval eles encantam público e jurados, novamente eles tem tudo para repetir a dose, visto a leveza e alegria que dançam.

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“Queremos fazer uma excelente apresentação, que atenda a expectativa do público, a galera tá muito na espera da Grande Rio, então eu espero que toda a escola atenda a essa expectativa, no nosso ensaio técnico a gente pôde sentir a força do samba e temos certeza que no desfile oficial vai ser ainda melhor”, conta Daniel.

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“Estou com as melhores expectativas possíveis, a escola no geral está linda, foi uma preparação bem longa, mas muito prazerosa, a comunidade cantando bastante, o trabalho no barracão excelente, toda equipe muito dedicada, então tenho certeza que a escola vai fazer um trabalho maravilhoso na avenida”, pontua Taciana.

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Espetacular, assim pode ser definida a Bateria Invocada do Mestre Fafá, indo para o terceiro carnaval no comando dos ritmistas, Fafá demonstra estar completamente à vontade, isso se reflete no trabalho da bateria, durante o ensaio a bateria realizou diversas bossas, em uma delas a bateria parava de tocar para que a escola cantasse o verso “Adakê, Exu, Exu ê Odará”, foi um dos pontos altos da noite.

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Completamente integrada a bateria, a atriz Paolla Oliveira marcou presença na quadra da escola e mostrou muito samba no pé, ao lado do namorado, Diogo Oliveira, a rainha brincou, sambou e arriscou coreografias com os ritmistas, em uma das bossas, Paola tocou surdo e arrancou aplausos de todos.

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“A expectativa é muito positiva, acho que a gente fez um bom ensaio técnico, claro que tivemos algumas falhas, mas que já foram corrigidas pela escola, a gente acha que será um grande carnaval, esperamos realizar um desfile como o de 2020, ou tão bom quanto, para se Deus quiser chegarmos a esse título”, disse o Mestre Fafá.

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Alberto João: ‘O que esperar do desfile do Tuiuti no Carnaval 2022?’

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