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Por dentro dos ritmos: Saiba detalhes sobre a bateria do Acadêmicos do Salgueiro

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O Salgueiro realizou um ensaio produtivo e vibrante em sua quadra na Rua Silva Telles na última quinta-feira. O treino só começou após a gravação de um documentário que estava sendo filmado, gerando certo atraso e tendo uma duração relativamente menor para não prejudicar os componentes. Nada que mude uma exibição segura da bateria Furiosa, que ficou até um pouco mais tarde na quadra após a execução do samba, no intuito de alinhar a musicalidade presente em uma das bossas que levará para a Avenida.

Mestre Guilherme ressalta o trabalho de quem foi formado em casa e mesmo incluindo características musicais próprias, mantém como fio condutor preservar a herança cultural do ritmo salgueirense. Nos últimos três carnavais, Guilherme e Gustavo foram responsáveis por um quesito do Salgueiro que, embora ainda não tenha gabaritado, não perdeu sequer um décimo após descarte. Guilherme garante que a pegada em prol da nota máxima seguirá a mesma, visando à consolidação do trabalho. Para mestre Gustavo, a bateria “Furiosa” possui uma identidade enraizada com a comunidade, o que permitiu a continuidade de um projeto que já auxiliavam nos tempos de direção. A expectativa é que progressivamente o trabalho receba cada vez mais influências envolvendo as experiências musicais da dupla que comanda a bateria do Salgueiro.

Mestre Gustavo gosta de estudar a história da bateria, além de procurar ouvir o que os mais velhos têm a dizer. A influência e bagagem musical dos irmãos foram herdadas por um misto de dedicação e empirismo. Com pouca rotatividade no cargo de mestre de bateria, a “Furiosa” teve seu legado musical fundamentado por mestre Louro (que será merecidamente enredo da escola mirim Aprendizes do Salgueiro). O toque característico dos taróis contribui numa levada que ainda é amparada por caixas e repiques, complementando o peculiar molho da bateria do Salgueiro. Tudo isso com uma afinação bem grave de surdos, além das terceiras que mesmo mais modernas, não perderam a essência da função de centrador, dando um aspecto “Furioso” ao autêntico DNA da cozinha salgueirense.

Guilherme acredita que o grande refrão principal do samba enredo do Salgueiro será capaz de alavancar a escola durante o desfile. Mesmo criticada, a obra tem passado de forma explosiva na quadra, sendo um samba completamente inserido nas tradições da branca e encarnada da Tijuca. Os mestres pensam exatamente em fazer escolhas musicais que impulsionem o potencial de funcionalidade do estribilho principal pela Avenida. Mestre Gustavo confessa curtir esse tipo de desafio. Bate na tecla que historicamente, quando o Salgueiro é subjugado ou menosprezado antes do desfile, inúmeras foram as demonstrações de superação por parte da escola. A baixa expectativa sempre foi algo que uniu a comunidade salgueirense, não só para “dobrar a aposta”, mas também como combustível para calar os críticos mais céticos.

Os mestres pretendem, até o momento, levar um total de três paradinhas para o desfile principal. Por causa do tema abstrato da Academia do Samba, não houve uma procura por integrar culturalmente a musicalidade da bateria “Furiosa” ao enredo da escola. Sendo assim, a concepção da linha de trabalho consiste em basear a criação na melodia do samba com criatividade, aproveitando suas nuances para formular os arranjos musicais com balanço.

Mestres Guilherme e Gustavo são filhos musicais desse chão e ambos consideram vital a continuidade do processo de formação musical dentro da própria escola. Seja através da Aprendizes do Salgueiro ou mesmo da oficina de percussão. Isso possibilita não só a renovação no que tange a música, como um trabalho altamente vinculado à cultura musical da própria agremiação. As lições estão longe de ser somente musicais, pois o valor que se agrega ao aspecto social tem uma importância sem tamanho. Às vezes um jovem pode simplesmente deixar de seguir um caminho ruim ou fazer escolhas erradas, para integrar um projeto que desenvolva sua musicalidade e permita pertencer à bateria “Furiosa” do Acadêmicos do Salgueiro. Essas oportunidades além de transformar ritmos, também têm impacto suficiente para mudar vidas.

Vai-Vai é soberana em mini desfiles do Acesso I

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As escolas do Acesso I de São Paulo se apresentaram no último sábado nos mini desfiles no evento do lançamento do álbum do Carnaval 2023, que ocorreu na Fábrica do Samba. Veja abaixo análise das apresentações feita pela equipe do CARNAVALESCO. * CLIQUE AQUI PARA VER FOTOS DAS APRESENTAÇÕES

Nenê de Vila Matilde – Debaixo de um temporal, a águia da Zona Leste iniciou os trabalhos do Acesso I. A chuva não abalou os componentes, que cantaram forte o hino “Faraó Bahia”. A agremiação gigante que subiu do Acesso II, quer mostrar serviço e que pode voltar a ser aquela escola tradicional que todos conhecem. O destaque vai para a longevidade do intérprete Agnaldo Amaral. O cantor, que é um dos mais veteranos e consolidados do carnaval paulistano, teve uma grande performance e levantou a comunidade na passarela da Fábrica do Samba.

X-9 Paulistana – Segunda escola a desfilar, a agremiação da Zona Norte pegou um temporal ainda mais intenso. Devido a isso, tudo aconteceu muito rápido. A evolução foi comprometida e os componentes tiveram que inevitavelmente correr. Porém, de positivo, fica o grande desempenho do intérprete Darlan Alves, que está de volta. O samba-enredo ajuda muito. O refrão do meio pegou bastante e está na ponta da língua dos desfilantes da X-9 Paulistana.

Camisa Verde e Branco – o Trevo da Barra Funda fez uma apresentação segura. Não levou muitos componentes, mas os que foram, corresponderam muito bem no canto. Clóvis Pê foi o principal destaque da apresentação. O intérprete, que está estreando na agremiação, desceu do palco e foi cantar no meio do povo com o intuito de animá-los.

Vai-Vai – Com folgas foi o destaque da noite. A maior campeã do carnaval paulistano arrebentou e sua torcida se fez presente. O enredo “Eu também sou imortal”, que é uma reedição de 2005, claramente está dando muito certo junto ao seu samba-enredo. O  intérprete Luiz Felipe joga a música para a comunidade cantar o tempo todo. Realmente, foi um espetáculo. Desde a comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira até o último componente. Essa apresentação serviu para mostrar que a comunidade do Bixiga continua forte. Como já era imaginado, assim como em 2020, o desfile de chão e sua torcida na arquibancada podem ser trunfos para a volta imediata ao Grupo Especial.

Morro da Casa Verde – A verde e rosa foi uma grata surpresa. Levando uma considerável quantidade de componentes, o canto da escola não decepcionou. O intérprete Juninho Branco mostrou toda a potência da sua voz. No geral, ao que parece, é outra entidade que quer mostrar mais serviço, visto que ficou em sétimo lugar no Grupo de Acesso em 2022.

Colorado do Brás – Entre todas as escolas do Acesso I, foi a que mais fez um desfile divertido e gostoso. Houve perdas e mudanças do carnaval de 2022 para esse e, nitidamente, a comunidade quis mostrar que nada está perdido. Pelo contrário. A escola vai brigar pelo acesso. O samba foi muito cantado no comando do intérprete Léo do Cavaco. Outro detalhe é que a agremiação fez questão de desfilar colorida.

Pérola Negra – A Vila Madalena mostrou que é uma escola que também vai brigar até o fim pelo acesso ao Especial. A agremiação irá homenagear o artista Jair Rodrigues. Destaque para a comissão de frente já desempenhando a coreografia para o próximo carnaval. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Kadu Andrade e Camila Moreira, tiveram grande atuação e merecem destaque.

Mocidade Unida da Mooca – A MUM optou por fazer algo diferente. A comunidade se posicionou no meio da pista e começaram a dançar e coreografar naquele local. Em pouco tempo, os componentes se posicionaram e desfilaram normalmente pela pista. Depois do Vai-Vai, talvez, a Mocidade seja a escola que mais canta no Acesso I. A dupla que compõe a ala musical formada por Gui Cruz e Clayton Reis, teve destaque, além da bateria de mestre Dennys Silva.

Galeria de fotos: Acesso 1 de São Paulo no mini desfiles na Fábrica do Samba

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Liesa informa que ‘restam pouquíssimas frisas’ para os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2023

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Interessados em adquirir frisas para os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2023, domingo (19/02/2023), segunda-feira (20/02/2023) e sábado das campeãs (25/02/2023) devem se apressar, pois para os espetáculos de domingo e segunda-Feira restam apenas pouquíssimos ingressos de frisas, unicamente nos Setores 12 e 13, agora com 06 (seis) lugares. Importante registrar que as frisas para os desfiles das campeãs já se encontram com mais de 50% dos ingressos vendidos.

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Foto: Divulgação/Riotur

As frisas deverão ser adquiridas pelo telefone (21) 3190-2100 e o pagamento efetudo através de boleto bancário, que será enviado para o e-mail informado pelo interessado.

As frisas disponíveis são remanescentes das reservas efetuadas nas duas etapas anteriores de atendimento em (24/10 e 02/12), quando as pessoas habilitadas à compra não efetivaram o pagamento no prazo fixado, perdendo, com isso, o direito da reserva.

Informações e vendas na Central Liesa de Atendimento, telefone (21)3190-2100 das 09:00 as 16:00 horas, de segunda a sexta-feira.

Ritmo de luto! Morre Henrique Billucka

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Henrique Billucka não resistiu à súbita perda de seu grande amigo, Cláudio Cardoso (falecido há menos de dois meses), nos deixando na manhã desta quarta-feira. Visivelmente debilitado durante o velório do seu grande irmão de ritmo, Henrique convivia com a diabetes, o que ajudou a agravar seu quadro clínico.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Henricão foi responsável por formar um número significativo de ritmistas ao longo dos anos. Dono de uma personalidade brincalhona, o assunto era bem sério quando a prioridade era passar lição musical. Inúmeros são os que se sentiram verdadeiros órfãos musicais com essa triste notícia. Além das valiosas instruções sobre ritmo, Henrique era conhecido pelo coração imenso, por ser um indivíduo acolhedor e carinhoso com qualquer um que chegasse com humildade buscando conselhos musicais.

Notabilizou-se pela parceria com Mestre Claudinho dirigindo em dupla as baterias do Arranco do Engenho de Dentro e Acadêmicos da Abolição. Também foi professor na escolinha Tamborim Sensação, sem contar os cargos na direção de bateria de algumas escolas, tais como, Unidos da Tijuca, Paraíso do Tuiuti, Mangueira e Acadêmicos do Cubango.

O legado musical deixado por mestre Henrique Billucka é simplesmente eterno. Seus alunos, por onde estiverem, vão difundir os conceitos de ritmo absorvidos por alguém que doou grande parte de sua vida a estreitar relações dentro do mundo do samba, propagando seus conhecimentos por aí. Onde estiver tocando um discípulo musical, seu legado estará devidamente representado, bem como se as lições musicais seguirem passando adiante se difundirá.

Que nosso Henricão siga o apito do Claudinho pelo reino dos céus para fazerem um gurufim daqueles pelo paraíso! A saudade entre os irmãos de ritmo foi tão grande, que não foi possível permanecerem separados. Que Henrique Billucka tenha uma passagem de luz e esse reencontro divino seja regado a muita musicalidade. Deixamos registrados nossos sentimentos a toda a família, amigos e conhecidos.

Presidente da Liga-SP faz balanço geral de sua gestão e revela que não irá tentar reeleição após carnaval de 2023

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O presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, Sidnei Carrioulo, assumiu o comando no ano de 2020, após o ex-presidente Sérgio Ferreira deixar o cargo. O mandatário que também comanda a escola de samba Águia de Ouro, já teve a oportunidade de presidir a entidade superior do carnaval paulistano em outras oportunidades. Presente na festa de lançamento do CD do carnaval 2023, ele conversou com o CARNAVALESCO e fez um balanço geral de sua atual gestão até o momento. Recentemente, a Liga mudou a sua sede. Anteriormente localizada em um prédio próximo ao Centro de São Paulo, agora está dentro da Fábrica do Samba. O presidente falou sobre a mudança.

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Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO

“É para o melhor convívio entre as escolas de samba. Isso é importante. Agora podemos resolver um assunto em 10 minutos, sem precisar se deslocar. É uma coisa de praticidade. Por enquanto ainda não temos destino para a outra sede. É própria, patrimônio da Liga e não pretende se desfazer”, disse.

O presidente Sidnei aproveitou para falar do seu mandato. Abordou questões como pandemia e contrato na TV.

“Eu sou um cara bem perfeccionista. Pra mim nunca está bom. Até acho que algumas coisas a gente pode levar em consideração. Primeiro que eu peguei a pandemia. Uma situação delicada em que as escolas não podiam abrir. De uma forma ou de outra nós fizemos com que as escolas tivessem suporte financeiro. O carnaval não aconteceu, mas se conseguiu o mínimo para que as escolas tivessem condições de se manterem abertas. Segundo, quando teve a situação do carnaval São Paulo e Rio de Janeiro, eu fui bem incisivo defendendo o carnaval paulistano e não estava defendendo meia dúzia de gato pingado que desfila lá e cá. Eu sou paulistano e se tiver que cortar 10% para beneficiar 90%, não tenha a menor dúvida que eu não vou pensar duas vezes. Tive sim peito para adiar o carnaval porque não tinha condições de ter. Depois a gente se indispôs com a Globo para não se curvar ao que eles queriam, que era desfilar de quarta para quinta e da quinta para sexta, que era dia de trabalho. Conseguimos inaugurar o resto da Fábrica, trazer a administração pra cá e dividir a Liga. Os presidentes hoje participam de vários setores. Hoje se tiver que parabenizar alguém é o Paulo Serdan, porque foi ele que administrou”, declarou.

O mandatário revelou que o carnaval de 2023 será o último dele na presidência. “Que fique bem claro o seguinte, quando eu entrei foi para colocar algumas situações e ter um tipo de administração. Valorizar a velha-guarda, melhorar serviço de Anhembi e fora outras coisas que não deu pra fazer ainda, mas eu tenho esse carnaval. Eu mudei o estatuto da Liga. Hoje o presidente da Liga são dois anos com direito a reeleição a uma vez só. E fique bem claro que eu não vou me reeleger. Só vou fazer mais esse carnaval, porque a Liga está ficando madura o suficiente para ter uma administração um pouco diferenciada de tudo o que aconteceu. Eu sei que todo mundo tem a sua opinião. Eu tenho a minha e coloquei em prática”, contou.

Sidnei também disse das possíveis relações com o novo ciclo de Governo Estadual. “Eu posso dizer que o carnaval é uma realidade. Pode acontecer de ser radical e cortar verba pública, só que o dinheiro que se coloca não é doação, é investimento. Faz crescer o mercado. A gente retorna 10 vezes mais o preço, entretenimento para a população, é algo cultural”, comentou.

Sobre mudanças de critérios e regulamento a resposta foi breve. “Os critérios praticamente são os mesmos. A única coisa que vai mudar é que vai ter um pé de igualdade muito grande. As 14 escolas vão estar muito bem estruturadas para apresentar um grande espetáculo. Quem ganha com isso é o sambista”, disse.

Também foi abordado brevemente possíveis mudanças no Anhembi. “Agora vai ter uma reforma que não vai atingir muito a gente, mas futuramente vão ter várias mudanças que nós estamos conversando muito para ver se causa o menor prejuízo possível para o nosso desfile”, encerrou.

Rafael Prates segue na produção do álbum das séries Prata e Bronze e promete manter o nível de excelência

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O músico e produtor Rafael Prates, pelo segundo ano consecutivo, é o responsável pela produção do álbum dos sambas-enredo das séries Prata e Bronze, que desfilam na Intendente Magalhães. São 54 escolas que participaram dos grupos. Em entrevista ao CARNAVALESCO, ele falou sobre o projeto.

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Clayton Ferreira, presidente da Superliga, e o produtor Rafael Prates

“Mais uma missão e vamos cumprir com muito zelo e carinho por esse trabalho. É muita dedicação. São quase 30 anos fazendo produções e gravando. São 54 sambas somando as séries Prata e Bronze. Vou trabalhar com muita excelência e com a identidade do povo. Vamos abrir um caminho bacana nos arranjos. Todas gravações não vão perder em nada para o Grupo Especial”, garante Rafael Prates, que completou citando novidades do produto.

“Terá um coro ao vivo e mais o profissional. A bossa será feita por cada escola. É um super projeto. O carnaval da Intendente é de muita grandeza. Todo mundo é no mesmo nível. A gente valoriza a base das escolas de samba e isso será refletido na qualidade sonora do álbum dos sambas-enredo de 2023”.

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Presidente da Superliga, que organiza os desfiles na Intendente, Clayton Ferreira, citou que o trabalho para o Carnaval 2022, feito por Rafael Prates, foi aprovado por todas escolas de samba.

“A expectativa é a melhor possível. O Carnaval 2022 foi muito bem aceito. As escolas gostaram muito. O trabalho do Rafael Prates foi aprovado. Esse ano vamos melhorar ainda mais a qualidade. As escolas vão poder gravar suas bossas. Queremos fazer uma festa de lançamento e estamos desenvolvendo com alguns patrocinadores, porque o custo é elevado”.

Clayton Ferreira comemorou mais um ano da transmissão dos desfiles pela TV Alerj e revelou novidades.

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“A TV Alerj vai transmitir mais um ano o carnaval da Série Prata. Queremos fazer a transmissão também no Youtube pela TV Superliga. Estamos trabalhando para fazer ainda melhor do que foi feito em 2022. A grande novidade para o ano que que é que a Série Prata levará três escolas para Série Ouro e de lá vão cair duas escolas. Essa é a grande mudança do Carnaval 2023”.

Os desfiles da Superliga começam no dia 19 de fevereiro com o Grupo de Avaliação. Já a Série Bronze se apresenta nos dias 20 e 21 de fevereiro. E buscando três vagas na Marquês de Sapucaí em 2024, as agremiações da Série Ouro encerram a festa nos dias 24 e 25 de fevereiro.

Público destaca as apresentações na segunda noite de mini desfiles

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A Cidade do Samba foi palco na noite do último domingo do segundo dia de mini desfiles, com a apresentação dos sambas oficiais das escolas para o carnaval de 2023. Desfilaram as escolas que se apresentarão na segunda-feira de carnaval: Paraíso do Tuiuti, Portela, Unidos de Vila Isabel, Imperatriz, Beija-Flor e Unidos do Viradouro. A fábrica das alegorias do carnaval carioca recebeu centenas de sambistas, que ressaltaram o espetáculo proporcionado pelas escolas e o equilíbrio na apresentação das mesmas. * VEJA AQUI VÍDEOS DAS APRESENTAÇÕES

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, os presentes na Cidade do Samba aprovaram a realização do evento de pré-carnaval, com destaque para as apresentações de Imperatriz, Beija-Flor e Viradouro. Apesar da euforia com os mini desfiles, alguns dos ouvidos apontaram pontos a melhorar para os próximos eventos do mesmo tipo.

victor O portelense Vitor Baetas, que foi à Cidade do Samba tocar na “Swingueira de Noel”, de mestre Macaco Branco, não teve dúvida ao apontar Imperatriz e Beija-Flor com as duas destaques da noite de mini desfiles. O som e horário do evento foram pontos negativos para o carioca da Taquara.

“A Beija-Flor veio muito forte e a Imperatriz também foi sensacional. O evento sempre tem alguma coisa para melhorar, mas acho que foi último para esse agora, já melhorou muita coisa, o som poderia ser melhor, mas de resto está show de bola. Eu faria algo mais acessível para o povo, algo mais na parte da tarde, pois amanhã (segunda) muita gente trabalha”, disse.

bruno

Já o nilopolitano Bruno Santos, além das já citadas Imperatriz e Beija-Flor, destacou o espetáculo proporcionado pela Viradouro e pelo samba da Vila Isabel, que o surpreendeu. Presente nos mini-desfiles de fevereiro deste ano, Bruno sentiu falta do esquenta feito pelas escolas no palco da Cidade do Samba.

“Eu fiquei muito surpreso com a Vila Isabel, o samba rendeu bastante, gostei muito da Imperatriz, da Beija-Flor e a Viradouro também teve um destaque. A ideia do evento é ótima, mas a execução deixa um pouco a desejar. O esquenta das escolas no palco com sambas históricos poderia retornar no próximo ano”, comentou.

catia

Pela primeira vez na Cidade do Samba, a niteroiense Cátia não escondeu a empolgação e emoção de estar presente no evento. Sem apontar críticas, a viradourense escolheu os mini desfiles realizados por sua escola de coração e pela Imperatriz como os melhores da noite.

“A escola que eu mais gostei foi a minha escola do coração, a Viradouro, além da Imperatriz Leopoldinense que deu um show. É a primeira vez que eu venho à Cidade do Samba, gostei muito do espaço, amei, é muito fácil comprar as coisas, muitos vendedores. Está tudo perfeito”, ressaltou.

ana tinoco

Também ritmista da “Swingueira”, bateria da Unidos de Vila Isabel, Ana Beatriz Tinoco apontou a Azul e Branca de Noel, a Portela e a Imperatriz como destaques dos minidesfiles. A niteroiense, porém, foi mais uma a apontar o som do espetáculo como aquém da qualidade das apresentações da escola, ao não ecoar de maneira igual para todos os presentes.

“Eu vim pela Vila Isabel, que fez um bom mini desfile, a Imperatriz também foi bem e a Portela. Eu estive presente ano passado e acho que estava muito mais organizado. Eu acrescentaria o som durante todo o desfile da escola para todos porque para as pessoas que não estão na pista, a gente não tem referência de som”, comentou.

marcela

Torcedora da Mocidade Independente de Padre Miguel, que se apresentou na primeira noite de mini desfiles, Marcela, moradora da Zona Oeste, não escondeu a empolgação com os sambas de 2023, principalmente, nas apresentações da Beija-Flor e da Viradouro. “Eu gostei muito da Viradouro e da Beija-Flor. O evento foi maravilhoso, tudo de bom. Hoje está tudo perfeito”, concluiu.

Thay Magalhães é a madrinha do Acadêmicos de Niterói

O Acadêmicos de Niterói anunciou a chegada de Thay Magalhães como madrinha da agremiação. A beldade é mais um nome confirmado na estreia da caçulinha da Série Ouro, na Marquês de Sapucaí. Thay tem passagens pelo carnaval paulistano, como musa do Império de Casa Verde e no Rio de Janeiro como Rainha de Bateria do Paraíso do Tuiuti e também desfilou no Acadêmicos do Sossego.

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Foto: Divulgação

“É com muita alegria que chego nessa escola maravilhosa e que tenho grandes amigos. Não poderia recusar o convite para um cargo tão importante. Podem esperar uma madrinha dedicada e participativa. Iremos juntos em busca do título da Série Ouro”, revelou Thay.

O primeiro compromisso da Madrinha já será neste sábado, na Cidade do Samba, na festa de lançamento dos sambas enredo do carnaval de 2023. O Acadêmicos de Niterói será a 6ª escola a desfilar, na sexta-feira de carnaval, com o enredo “O Carnaval da Vitória”.

Silas Leleu e Zé Paulo Miranda são os intérpretes da União de Jacarepaguá

A União de Jacarepaguá aposta em uma dupla para os vocais da escola no carnaval de 2023. Silas Leleu e Zé Paulo Miranda são as vozes que irão defender o pavilhão da verde e branco na avenida. Com mais de 20 anos de carreira no carnaval carioca, Silas Leleu iniciou sua trajetória como intérprete na Independentes da Praça da Bandeira, em 1998. Tendo em seu currículo de intérprete oficial grandes agremiações como: Unidos do Viradouro, Inocentes de Belford Roxo e Arranco do Engenho de Dentro. Uma das maiores referências na carreira do cantor foi sua passagem pela Acadêmicos da Rocinha, onde ficou por sete anos, ganhou prêmios e se tornou um dos cantores que defendeu os vocais da escola por mais tempo. Em 2019, teve seu sonho realizado no Império Serrano, quando pela primeira vez assumiu o microfone oficial de uma escola no Grupo Especial. Pela primeira vez dividindo os vocais ao lado de Zé Paulo Miranda, Leleu comemora a chegada na agremiação.

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Foto: Divulgação

“Me sinto honrado em poder contribuir com a União de Jacarepaguá neste projeto. Podem ter toda a certeza que todo o esforço será feito nos ensaios juntamente com meu novo parceiro Zé Paulo, o carro de som e bateria do meu amigo mestre Marquinhos. Quero agradecer ao presidente Reinaldo Bandeira e toda a diretoria pela confiança em me convidar a defender o hino da escola neste carnaval, que será o ano do nosso retorno com toda força do lugar que realmente temos que estar”, declara o cantor.

Também veterano no mundo do samba, Zé Paulo Miranda, com 17 anos de carreira e uma bagagem cheia de experiências, já foi voz oficial de agremiações conhecidas no carnaval carioca como: Alegria da Zona Sul e Arame de Ricardo. Atualmente, o cantor é um dos grandes nomes no carro de som na Unidos do Viradouro. Tendo em seu currículo passagens como apoio no carro de som da Império da Tijuca, Mocidade Independente de Padre Miguel, Unidos de Vila Isabel, Porto da Pedra, Unidos de Bangu e Estácio de Sá. O intérprete fala sobre a satisfação que é chegar na União de Jacarepaguá e carregar a missão de abrir a noite de desfiles no sábado de carnaval.

“A expectativa de estar na União ao lado do Leléu, é a melhor possível.Realizar esse trabalho é muito importante, pois é a volta da escola na Marquês de Sapucaí, com a responsabilidade de abrir o sábado de carnaval. Estou ansioso para receber as boas-vindas da comunidade e trabalhar com meu parceiro de microfone e todo o carro de som, para desenvolvermos um trabalho digno que a União de Jacarepaguá merece”, afirma Zé Paulo.

A dupla fará seu primeiro ensaio com a comunidade na próxima quinta-feira, e no sábado, será a primeira apresentação dos cantores perante ao público, no mini desfile da Liga RJ, na Cidade do Samba. Lembrando que, a União de Jacarepaguá desfilará no sábado de carnaval, sendo a primeira escola a pisar na Avenida com o enredo “Manoel Congo Mariana Crioula. Heróis da liberdade no vale do café”, a história dos escravos consagrados como heróis na revolta no Vale do Paraíba Fluminense, em 1838.