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Grande Rio inicia seus ensaios de rua no domingo

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Neste domingo, o Acadêmicos do Grande Rio dá o pontapé inicial em sua temporada de ensaios de rua para o Carnaval 2023. A escola, que levará para a Avenida o enredo Ô Zeca, o pagode onde é que é? Andei descalço, carroça e trem, procurando por Xerém, pra te ver, pra te abraçar, pra beber e batucar” desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, tem previsão de fazer seus treinos na rua até fevereiro.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

O ensaio tem previsão de início às 20 horas e é realizado na Avenida Brigadeiro Lima e Silva, em Duque de Caxias, com concentração em frente ao Carrefour.

Serviço
Primeiro ensaio de rua da Grande Rio
Data: 11 de dezembro de 2022
Horário: 20 horas
Local: Avenida Brigadeiro Lima e Silva (concentração em frente ao Carrefour)
Entrada franca

Igor Pitta vai cantar com Arthur Franco na Em Cima da Hora

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A Em Cima da Hora acertou nesta sexta-feira o retorno de Igor Pitta à agremiação. O jovem cantor, que faz parte do carro de som da Beija-Flor de Nilópolis e já foi a voz oficial da escola nos carnavais de 2019 e 2020, fará sua estreia na Série Ouro, dividindo o microfone principal com Arthur Franco. Igor comentou sobre o sentimento de retornar à escola e a expectativa para 2023.

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Presidente Heitor Fernandes com o cantor Igor Pitta

“O sentimento é de felicidade. A Em Cima da hora foi a escola que me abraçou quando eu estava no interior e, anos depois, ela volta a me abraçar, a me dar oportunidade, agora, na Sapucaí. Agradeço ao presidente Heitor por realizar esse meu sonho. Vou trabalhar duro com o Arthur para que possamos alcançar o nosso objetivo maior”.

Igor já estará em ação neste sábado, no lançamento dos sambas-enredo da Série Ouro, na Cidade do Samba. Em 2023, a azul e branca do Morro da Primavera será a quarta escola a desfilar, no sábado de carnaval, com o enredo “Esperança, presente!” desenvolvido pelos carnavalescos Marco Antonio Falleiros e Carlos Eduardo.

Presidente da Tom Maior renuncia ao cargo e mestre Carlão é o novo comandante

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Luciana Silva renunciou ao cargo de presidente da escola de samba Tom Maior. Ela estava no comando desde 2011. Em documento apresentado pela escola ela informa que saiu por “motivos pessoais”. Luciana também deixou o cargo na Liga-SP. Nos bastidores é citado um possível problema da dirigente da entidade que comanda o carnaval paulistano. Porém, nada disso foi citado no documento oficial da escola.

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“A renúncia ocorreu por motivos estritamente pessoais, não tendo qualquer relação com sua atuação como presidente do GRES Tom Maior”, informou o documento assinado por Leonardo Mazzilo, vice-presidente.

Quem assume a presidência da Tom Maior é mestre Carlão, que comanda a bateria há 23 anos. Nas redes sociais ele fez uma publicação sobre a nova missão na escola.

“Como diz o poeta, a vida é pra quem sabe viver. Fato é que estamos sempre procurando aprender, com sabedoria e amor, essa arte. Ao longo dos mais de 31 anos dedicados à nossa Tom Maior e 23 carnavais comandando a nossa Tom30, acompanhei muitos ciclos que se encerraram, outros que se iniciaram. Nesse constante processo de renovação, expresso aqui, a minha gratidão por tantos que se dedicam e se dedicaram ao nosso pavilhão.

No novo ciclo que se inicia em nossa história, seguimos empenhados num novo desafio que se funde com uma missão. Missão essa, a mais importante da minha trajetória: fazer dessa gestão, como novo presidente, uma caminhada, em que a união, o foco, a determinação, a perseverança, a luta árdua, e devoção ao nosso pavilhão, sejam elementos que se tornarão símbolos dessa nova fase.

Através desta, portanto, faço uma convocação a todos: No próximo domingo, no nosso último ensaio de quadra, vamos dar as mãos e juntos seguiremos firmes no propósito. Ao longo desses 31 anos meus, e 50 de nosso grande amor, ainda não conquistamos uma coisa que sonho em alcançar, ao longo de uma vida inteira dedicada à nossa Tom Maior, que é aquela estrela reluzente, dourada, bordada no nosso pavilhão.

Vou batalhar incansavelmente por isso, e não conquistarei isso sozinho, mas juntamente de todos vocês que amam e abraçam esse pavilhão como um manto sagrado. Vamos em frente, família Tom Maior”.

‘Apoio da prefeitura será refletido no mais belo espetáculo audiovisual do mundo’, garante Perlingeiro

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A pouco mais de dois meses dos desfiles oficiais, marcados para os dias 19 e 20 de fevereiro, as escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro receberam esta semana a primeira das três parcelas que prefeitura da capital fluminense irá repassar para financiar o espetáculo. O investimento marca um apoio recorde do poder público municipal às agremiações: nesta temporada, cada uma das 12 receberá R$ 2,15 milhões – valor 7,5% superior aos R$ 2 milhões repassados em 2017, ano com a subvenção mais expressiva até então.

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A movimentação da gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD) em apoio à manifestação cultural da Marquês de Sapucaí foi articulado pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa). A entidade, além de atuar pela renegociação do montante, também conseguiu junto à administração pública que a maior parte dos repasses (90% deles) seja feita ainda este ano, para garantir que as escolas tenham recursos para finalizar as fantasias e alegorias que estão preparando na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio.

Segundo o presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, o investimento recorde é um reflexo da importância e da credibilidade das escolas, que estão prontas para devolver à cidade do Rio, e ao mundo, a confiança depositada. Superada as restrições impostas por questões orçamentárias e pela pandemia da Covid-19 nos últimos cinco anos, a festa preparada pelos sambistas promete ser uma das mais memoráveis do Sambódromo.

“As escolas estão dedicadas a fazer um belíssimo espetáculo em 2023, à altura da confiança depositada nelas pelo poder público e pela sociedade. O retorno desse investimento começa em janeiro, com os ensaios técnicos na Avenida, que colocarão a roda da economia do município para continuar girando logo após o Réveillon. E vai até o sábado das campeãs, depois de proporcionamos aos cariocas e a turistas de todos os lugares o mais belo espetáculo audiovisual do mundo”, afirma Perlingeiro.

Com apoio recorde da Prefeitura do Rio, Gabriel David ressalta importância da volta do diálogo do poder público com o carnaval

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O empresário Gabriel David, que comanda o departamento de maketing da Liesa, avalia que a subvenção recorde da Prefeitura do Rio, conquistada este ano, é resultado de uma série de esforços feitos pelas escolas de samba.

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Foto: Octacílio Barbosa/Divulgação Alerj

“As agremiações têm trabalhado cada vez mais para mostrar o quanto são relevantes para a cidade, enquanto cartões-postais que atraem milhões de pessoas até aqui. Todas interessadas em viver a experiência do samba. E esse interesse fica evidente quando temos, por exemplo, a TV Globo no ar em novembro com o ‘Seleção do Samba’ (que mostra as escolhas dos sambas-enredo) ou a Band lançando no sábado o ‘Samba Coração’ (atração semanal dedicada à festa). Há audiência interessada em saber do Carnaval e a sociedade precisa investir nele”, diz Gabriel.

O diretor de marketing da Liga ressaltou também a volta do diálogo do poder público com todas escolas de samba.

“Mais do que se provarem necessárias, as escolas fizeram o esforço de restabelecer o diálogo com o poder público. Foi essencial para garantir a subvenção recorde, que terá como grandes apresentações como resultado”.

Arthur Franco apresenta o samba-enredo da Em Cima da Hora para o Carnaval 2023

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Tiganá apresenta o samba-enredo da Estácio de Sá para o Carnaval 2023

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Promessa cumprida! Paes garante apoio recorde para escolas de samba

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Durante a campanha em 2020 para Prefeitura do Rio, o candidato Eduardo Paes prometeu devolver o apoio municipal para o carnaval e também ajudar mais na subvenção fundamental para que os desfiles sejam realizados. Agora, em 2022 para o Carnaval 2023, ele garantiu um apoio recorde para todas 12 agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro. As escolas do Acesso também vão ser apoiadas.

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Foto: Prefeitura do Rio/Beth Santos

Como publicado no Diário Ofical cada escola de samba receberá R$ 2,15 milhões. Segundo o jornal O Globo, a subvenção será dividida em três parcelas: duas pagas ainda em dezembro e uma menor após os desfiles. O valor que está “carimbado” como subvenção só pode ser utilizado para produção dos desfiles, e, dentro dele são R$ 150 mil para o ensaio técnico. Para os desfiles de 2022, cada agremiação da Série Ouro, por exemplo, recebeu R$ 800 mil.

Os desfiles em abril de 2022, nos feriados de Tiradentes e São Jorge, impulsionaram a arrecadação da Prefeitura do Rio de Janeiro com o Imposto Sobre Serviços (ISS), que incide prestação de serviços realizada por empresas e profissionais autônomos. O valor recebido em maio, referente ao mês de abril, foi de R$ 17 milhões. Segundo o “Relatório Carnaval de Dados”, feito em parceria com a secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, lançado em fevereiro de 2022, o carnaval carioca movimenta R$ 4 bilhões na economia da capital, o dobro do valor registrado dez anos antes.

Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), o Carnaval representa 1,4% do PIB carioca. A economia do Rio de Janeiro movimenta R$ 4,4 bilhões provindos de gastos dos turistas brasileiros (88%) – levando em consideração uma permanência média de 6,6 dias, e gastando em média R$ 280,32 por dia –, e estrangeiros (12%), durante 7,7 dias, com gasto médio de R$ 334,01 por dia. Existe ainda impacto decorrente de gastos dos próprios cariocas que alcançaria pouco mais de R$ 1 bilhão.

Drag Queen Suzy Brasil será o diabo no desfile da Imperatriz Leopoldionense

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O projeto de carnaval desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira para a Imperatriz Leopoldinense em 2023 vai ganhando os contornos provocativos que são uma das marcas do artista que volta à escola depois de levá-la ao grupo especial no ano de 2020. Com um enredo que vislumbra de forma delirante o pós morte de Lampião, Vieira constrói uma narrativa carnavalesca que leva o mais famoso cangaceiro ao céu e ao inferno baseando-se no conteúdo fantástico de clássicos da literatura de cordel que abordam o tema.

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Foto: Divulgação/Imperatriz

Fugindo da obviedade e tirando partido do sarcasmo, o carnavalesco convidou a Drag Queen Suzy Brasil, interpretada pelo ator Marcello Souza, para performar o diabo em pessoa na alegoria que aborda a passagem de Lampião pelo inferno.

Para o artista à frente do projeto, o visual e o comportamento escrachado da festejada personalidade da cena LGBT+ é o corpo perfeito para personificar um diabo bem humorado, que não coloca medo e é mais chegado a sacanagem que a maldade.

“Para ela não caberia um diabo qualquer”, brinca Leandro.

Diabinha da Penha

Assim sendo, Suzy cruzará a Marquês de Sapucaí de maneira endiabrada e bem humorada vestindo uma criação de Leandro Vieira batizada jocosamente de “Cramulhão”. Animada, Suzy comemora o convite para representar o personagem diabólico.

“‘Cramulhão’ tem tudo a ver comigo. Sou quente, sou picante, uma diabinha da Penha. Tenho certeza que será um casamento muito legal. Vai ser um escândalo”, comemora a drag famosa na noite carioca pelas apresentações irreverentes e postura desbocada através de um visual caricato que se opõe ao perfil padronizado de luxo e beleza.

“Difícil vai ser me colocar feia e representar um diabo. Eu sou uma garota sensual, embora os garotos aqui da rua sempre me chamaram de ‘cão chupando manga'”, ironiza.

Produtor do álbum da Série Ouro, mestre Macaco Branco fala sobre trabalho e relação com profissionais das escolas

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Pelo segundo ano seguido, o álbum de sambas-enredo da Série Ouro foi produzido por mestre Macaco Branco. Além de comandante dos ritmistas da “Swingueira de Noel”, ele é formado como produtor musical pelo IATEC (Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação), já trabalhou com direção musical em algumas escolas e é há alguns anos músico da banda que acompanha a cantora Mart’nália. Em entrevista ao site CARNAVALESCO durante as gravações, o profissional falou sobre como tem sido proveitoso trabalhar na produção do CD. O lançamento oficial do álbum de sambas-enredo da Série Ouro acontece no sábado com mini desfiles na Cidade do Samba (COMPRE AQUI O SEU INGRESSO). Segundo o presidente da Liga RJ, Wallace Palhares, o CD físico deve estar disponível para a venda ainda no início de dezembro. As faixas já podem ser ouvidas nos principais agregadores de mídias digitais.

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“Para mim foi muito gratificante poder fazer este trabalho, mais uma vez, junto com as escolas da Série Ouro. Graças a Deus, a aceitação das escolas perante o nosso trabalho está sendo bastante satisfatória. Você vê os intérpretes, mestres de bateria, diretores musicais de cada escola e ritmistas chegando no estúdio e saindo muito felizes, devido ao tratamento, a forma que a gente conduz o trabalho, a forma que está sendo feita a nossa produção. Ouvimos também o que eles gostam, porque não adianta, quando você produz um trabalho, um CD, você tem que agradar também aquelas pessoas que é a galera que vai ouvir o álbum. O foco é você agradar o público alvo daquele projeto, daquele gênero musical. Graças a Deus a galera que é o público da escola, que escuta, está saindo feliz com os trabalhos e se sentindo bem representados”, comemora Macaco.

O disco foi gravado no M&C Estudio em Marechal Hermes. Macaco, que explica como se dá este processo de produção da faixa de cada uma das 15 agremiações que compõem a Série Ouro.

“O nosso trabalho de produção é fazer com que a escola venha, grave e veja o trabalho, e se sinta representado por ele e que bata no peito e veja que aquilo é a característica da sua agremiação. Tendo muito cuidado para que não fuja muito do tradicional, claro que o trabalho do disco é um trabalho comercial, voltado ao público do samba-enredo, mas é muito gratificante quando você vê a galera saindo feliz com o resultado do trabalho. Vale muito a pena este trabalho junto com a nossa equipe , a galera da produção, poder estar trabalhando com o Maurício (Fonseca, dono do estúdio), com o Jeferson (Carlos, Liga RJ), Curupira (Liga RJ), com os arranjadores e com a galera das próprias escolas. É mais uma ano que eu estou muito feliz com o trabalho e a qualidade, tanto do sambas-enredo, quanto a qualidade de cada bateria, cada cantor , de cada arranjador”, avalia o produtor musical.

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Combinado em plenária da Liga RJ com os presidentes das agremiações da Série Ouro, as escolas decidiram seguir algumas diretrizes para a gravação da faixa. Macaco explica alguns desses itens que tornam as faixas mais comerciais, homogêneas, mas sem perder as características fundamentais de cada instituição de samba.

“A nossa ideia é sempre fazer um alusivo, porque as escolas gostam, isso lembra os tempos áureos do carnaval, que a galera cantava o samba exaltação da agremiação, uma homenagem. Aí vem a introdução e a gente entrega para o samba que representa o enredo que você quer mostrar. A galera chega aqui com uma ideia, os arranjadores já tem uma, juntam, batem uma bola, todos vêem o que pode ser melhor. A gente conversa com os mestres de bateria para fazer as bossas, os arranjos de bateria na segunda passada do samba. Para a gente poder fazer uma primeira passada bem lisinha, para a galera ter um bom entendimento do que é a mensagem que a escola quer passar, ao mesmo tempo sem ser nada muito quebrado que faça com que o samba fique travando, parando, mas quando são arranjos que façam o samba fluir, tudo dentro da melodia, da métrica do samba, isso flui muito tranquilo. A gente tem isso acordado com os mestres. Até porque os mestres também acabam mostrando um pouco do seu trabalho, um pouco do que é a evolução dos arranjos de bateria de escola de samba. Tempos atrás eram muito mais simples, e como o grau de cobrança dos jurados, o nível técnico está muito elevado, acaba que as baterias têm que também evoluir com isso. Mas, ao mesmo tempo, sem deixar de serem tradicionais. O ritmo da bateria, o arranjo, tem que ser em cima da base original de cada escola. Você não vai perder sua essência, sua identidade. Mas, os arranjos às vezes tem que ter algumas coisas mais elaboradas e bem encaixadas no samba, porque você será julgado por um profissional da música. Os jurados são profissionais da música”, entende Macaco Branco.

Um dos grandes elogios que se ouve dos segmentos das escolas da série Ouro sobre o trabalho de Macaco Branco é a facilidade com que o profissional tem de entender os anseios e desejos das agremiações para a gravação de cada faixa. Ele comentou a relação com os mestres de bateria, diretores musicais, cantores, e outros integrantes das escolas de samba.

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“A gente quando fala a mesma língua, fica mais fácil de você transmitir uma idéia. Eu sou músico, sou mestre de bateria, sou produtor musical, sou formado em produção musical pelo IATEC, já fui diretor musical de algumas escolas de samba, então eu tenho um pouquinho de vivência do que é esse caminho, esse gênero, essa linhagem dos sambas-enredo. Quando a gente senta para conversar, junto aos mestres, intérpretes e arranjadores, a gente já fala a mesma língua, e vê aquilo que é mais fácil e aquilo que não vai agredir o samba, e vai fazer o samba fluir cada vez mais. Porque nós estamos aqui para valorizar o samba e fazer ele fluir sempre bem”, acredita mestre Macaco Branco.