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Oyá no samba! Sereno de Campo Grande lança obra para o Carnaval 2024 e promete alegorias com ‘padrão Sapucaí’

O Sereno de Campo Grande promoveu, no último domingo, uma festa de lançamento do samba-enredo para o Carnaval de 2024. Com apresentação das coirmãs Unidos de Padre Miguel e Unidos de Bangu, a azul e branca da Zona Oeste realizou um verdadeiro show em sua quadra para divulgar oficialmente o hino que irá embalar o enredo “4 de Dezembro”, desenvolvido pelo carnavalesco Thiago Avis em trabalho conjunto com os enredistas Juliana Joannou e Leonardo Antan. Assim como em anos anteriores, a escola optou por não realizar disputa e encomendar a obra para a ala de compositores. Desta vez, no entanto, além das pratas da casa, o time contou com o reforço luxuoso de Cláudio Russo.

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Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO

“Estou muito orgulhoso do resultado. É uma honra participar deste samba da Sereno. Foi um convite do André Baiacu, diretor de Carnaval, e fui muito bem recebido pela diretoria e pelos compositores. Acho que o resultado foi muito positivo, porque não tem como fazer um samba bom sem ter um enredo bom. E falar sobre Iansã, Oyá, o sincretismo no Brasil com Santa Bárbara, que tem uma festa linda na Bahia, chega a ser emocionante. Estou muito feliz e tenho certeza que o refrão vai pegar. Os dois refrão são bons, mas o refrão final que faz uma brincadeirinha de que Oyá vem para o samba com a Sereno, eu acho que vai pegar muito, de verdade”, ponderou o compositor.

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Além de Russo, o samba-enredo da Sereno para o ano que vem conta também com as assinaturas de Jaci Campo Grande, André Baiacu, Sérgio Alan, Beto BR, Fabinho, Marcelinho, Fabio Bueno, Reinaldo Chevette, Aurélio Brito e Laio Lopes. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o diretor de Carnaval da agremiação falou sobre o processo de confecção da obra, além de antecipar como ficará o calendário de ensaios a partir dessa divulgação do hino.

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“Na hora de fazer os sambas, a gente sempre trabalha em parceria com o carnavalesco. Eu já venho há cinco anos nessa pegada aqui na escola. Sou diretor de Carnaval atualmente, mas eu comecei como compositor. Já ganhei sambas na Unidos de Bangu, fui campeão com a Mocidade Independente em 2017… A Sereno basicamente permite eu conciliar os dois mundos. Este ano fizemos o convite ao Cláudio Russo para abrilhantar mais ainda o samba. E com o lançamento, agora é trabalhar para ter harmonia perfeita até fevereiro para  escola estar cantando samba de A a Z. Já estamos fazendo os ensaios de quadra toda segunda-feira e, em outubro, a gente inicia os nossos treinos na Rua Campo Grande”, disse André Baiacu.

Presidente explica decisão por encomenda de samba

O presidente da Sereno de Campo Grande, Carlos Alberto “Galego”, conversou com o site CARNAVALESCO durante o evento de lançamento do samba-enredo para o desfile de 2024. O dirigente explicou que a decisão de não realizar a disputa é baseada no alto custo da competição, que não tem necessariamente garantia de retorno para a escola.

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presidente da Sereno de Campo Grande, Carlos Alberto ‘Galego’

“Nós estamos chegando na Série Ouro. As pessoas podem até pensar que uma disputa de samba traz dinheiro para escola, mas não é essa a realidade. Fazer um evento semanal é muito difícil. Já uma festa de lançamento, que é algo pontual, a gente faz até por obrigação. Se o evento bombar, tudo bem. Mas, e se o evento não bombar? Já pensou nisso? Eu abro a disputa, como há muito tempo não tem na escola, aí vai que não dá muito samba, como fica? Existe essa dúvida. E não é só o Sereno que está adotando este modelo, a Tuiuti no Grupo Especial está fazendo isso. A Inocentes também, samba encomendado”, justificou.

O mandatário também relatou como estão os preparativos para o desfile do ano que vem, quando a agremiação abrirá o sábado de Carnaval, dia 10 de fevereiro, segunda noite da Série Ouro. Carlos Alberto “Galego” contou que o barracão da escola se mudou para o espaço que até o último ano era ocupado pela Lins Imperial e que começou os trabalhos para crescer o tamanho das alegorias.

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“A gente está ocupando o antigo barracão da Lins. Nossos carros já estão lá, nossas esculturas começaram a ser feitas, tudo com bastante antecedência. Vamos vir com chassis padrão Sapucaí. Apesar de todas as dificuldades, que são as mesmas que as coirmãs também enfrentam, nós estamos tentando adiantar ao máximo os preparativos para o Carnaval. Queremos pisar forte naquela Avenida e, como diz o nosso enredo, Santa Bárbara e Iansã a gente quer entrar explodindo na Sapucaí como um raio. Somos a primeira de sábado e não podemos entrar manso, temos que ir para cima e entrar com muita garra”, defendeu o presidente.

Carnavalesco da Sereno quer subverter estética

No desfile de 2023, o carnavalesco Thiago Avis estreou nesta função, na Sereno de Campo Grande, assinando enredo “As três princesas turcas no reino de pindorama”, que tinha por objetivo mostrar as três princesas que são cultuadas no Tambor de Mina e o encontro das crenças dos povos originários. Com o título de campeã da Série Prata e o contrato renovado para o ano seguinte, o artista decidiu dar vazão para uma ideia que surgiu durante o processo de criação do Carnaval anterior. A proposta em questão era retratar os festejos em homenagem a Santa Bárbara, realizados em Salvador, capital da Bahia. É desta forma que nasceu o enredo “4 de Dezembro”.

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Carnavalesco Thiago Avis

“O que motivou a fazer este enredo foram os sinais que foram acontecendo naturalmente durante a construção do desfile de 2023. Por exemplo, Santa Bárbara ficou aparecendo nas pesquisas, sinais foram acontecendo dentro do barracão, na quadra principalmente, e isso tudo foi me instigando e levando a tomar esta decisão”, revelou Thiago em conversa com o site CARNAVALESCO.

Apesar da temática negra, relacionada ao sincretismo religioso presente no enredo, Thiago Avis assegurou que não seguirá os padrões estéticos habituais. A proposta visual do carnavalesco é sair da repetição de fórmulas típicas dos enredos com viés africano. A pretensão do artista é ousar nas formas, cores e materiais.

“Minha ideia é tentar subverter a chamada estética africana, tipicamente carnavalesca, que tem uma raiz nos primeiros enredos negros lá dos anos 1960. Ao longo das décadas, as escolas vêm reproduzindo isso e a gente não consegue fugir, até por conta dos materiais que existem disponíveis no mercado. Porém, estou tentando sair ao máximo desse lugar comum. Quero trazer um pouco tanto para o estilo da Sereno, quanto para o meu próprio estilo de Carnaval. É um olhar mais cinematográfico, mais teatral mesmo”, mensurou.

Casal de mestre-sala e porta-bandeira comenta início de parceria

Para 2024, a Sereno de Campo Grande terá uma dupla inédita conduzindo o primeiro pavilhão. O novo casal é formado por Yago Silva e Lohanne Lemos. O mestre-sala está na azul e branca desde o Carnaval de 2022; enquanto a porta-bandeira retorna para a agremiação depois de oito anos. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, os dois comentaram o início dos ensaios juntos.

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Primeiro casal Yago Silva e Lohanne Lemos

“Começamos os ensaios há quase um mês. Estamos treinando com muito empenho, conversando, acertando algumas coisas, até para conseguir encaixarmos. Eu ouço o que ela quer, falo o que eu penso e vamos assim tentando chegar no melhor resultado possível. Tenho fé que faremos uma bela apresentação no dia do desfile”, afirmou Yago.

“Está sendo incrível. O Yago é um parceiro espetacular. A gente já tem uma afinidade ótima mesmo com esse pouco tempo juntos, por incrível que pareça. Eu vim de parcerias muito longas e ele também veio. Então, a minha experiência com a alegria dele, com a jovialidade, com a energia, junta isso e dá um trabalho maravilhoso. Estamos muito empenhados e posso garantir que vai ser bem bacana o fruto desse esforço todo”, avaliou Lohanne.

‘Meu afilhado no samba’, afirma Antônio Carlos sobre Igor Pitta

Assim como o casal de mestre-sala e porta-bandeira, o carro de som da Sereno de Campo Grande também terá uma nova dupla em 2024. Após a saída de Sandro Mota, o intérprete Igor Pitta, que cantou na Em Cima da Hora em 2023, foi contratado pela agremiação para dividir o microfone principal com Antônio Carlos. Apesar de nunca terem sido as vozes oficiais de uma escola ao mesmo tempo, a parceria de trabalho dos dois não é inédita.

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Intérpretes Antônio Carlos e Igor Pitta

“O Igor é meu afilhado na questão de samba-enredo. A primeira vez que a gente se encontrou foi em uma disputa na Mangueira e dali surgiu a nossa relação. Na época, eu era o cantor oficial do Acadêmico do Engenho da Rainha e convidei o Igor para fazer parte do meu carro de som. Depois, eu saí da escola, fui pra uma outra agremiação, e o Igor assumiu o microfone oficial do Engenho da Rainha junto com o Lucas Donato. A partir daí, o passarinho voou sozinho. Estou muito feliz mesmo de poder voltar a trabalhar junto com ele”, contou Antônio Carlos.

“Trabalhar com ele é sempre muito fácil. Foi um prazer saber que eu viria para cá e que ele iria continuar. O Antônio Carlos foi a pessoa que me ajudou lá atrás, no início da minha carreira, me levou para o Engenho da Rainha. E aprendi muito no tempo que fui apoio dele. Então, esse reencontro para mim está sendo muito especial”, pontuou Igor.

No bate-papo com o site CARNAVALESCO, os dois intérpretes também falaram sobre como encaram o atual momento da Sereno de Campo Grande, que volta ao Sambódromo depois de uma década. Antônio Carlos destacou ter vivido um momento de superação ao participar do campeonato da Série Prata em 2023, após ter atuado também no desfile que marcou a queda da azul e branca para o Carnaval da Intendente Magalhães.

“É uma redenção estar na escola no atual momento, depois de viver aquele rebaixamento em 2013. A gente não deve discutir resultado, mas eu achava que a Sereno iria se manter no grupo com o desfile que fez. Porém, mesmo que sem merecer, acabamos descendo e isso foi muito ruim para escola. A Sereno sentiu muito esse descenso, tanto que foram 10 anos no Carnaval da Intendente até conseguir o direito de voltar para Sapucaí. No ano retrasado, a atual direção se reuniu, decidiu reviver os grandes momentos e foi aí que me convidaram para retornar. E a palavra certa sobre essa volta é êxtase. Ano passado, no nosso último ensaio, eu disse para comunidade que eu tinha uma dívida com a escola de retornar com ela para Marquês de Sapucaí, que é o verdadeiro local do Sereno de Campo Grande. Graças a Deus tive essa felicidade”, desabafou o cantor.

Já Igor Pitta ressaltou o trabalho que a escola como um todo está realizando com o intuito de assegurar a permanência na Série Ouro. “É uma responsabilidade grande. A Sereno já estava há dez anos longe do grupo, está retornando agora, a expectativa que foi passada para mim é muito alta de todos os segmentos, mas a gente está acostumado com pressão, com desafios. É até bom lidar com essa expectativa grande que é sinal de que a escola tem projetos maiores”, pontuou.

Mestre de bateria aposta em paradinha: ‘Vai ser sensação’

O mestre Celsinho do Repique está no comando da Swing da Coruja desde o Carnaval de 2017. Antes deste período, ele já havia tido uma passagem pela Sereno de Campo Grande, na qual participou de um momento histórico da agremiação. Trata-se do desfile que marcou a estreia da escola na Marquês de Sapucaí no ano de 2007. Na ocasião, a azul e branca conseguiu a permanência no Sambódromo, onde desfilou ininterruptamente até 2013, quando foi rebaixada da então recém-criada Série Ouro. Agora, Celsinho espera ajudar a Sereno a repetir o feito do passado.

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Mestre Celsinho do Repique

“É uma satisfação muito grande participar deste momento da escola. Eu subi com a Sereno pela primeira vez e estou subindo de novo. A expectativa do trabalho para o ano que vem, de bateria, é muito positiva. Estamos com uma escolinha de ritmistas com cem alunos e vamos aproveitar pelo menos 30% no desfile. Além disso, estamos com uma paradinha na cabeça do samba que eu acho que vai ser sensação. Não posso falar muito, mas aguardem”, relatou o mestre, de maneira confiante.

Nova Rainha de Bateria

Além do samba-enredo para o Carnaval de 2024, uma outra novidade envolvendo a bateria foi apresentada oficialmente no evento do último domingo. A tiktoker e maquiadora artística francesa Katarina Harmony foi anunciada como a mais nova rainha da Swing da Coruja. Por estar fora do país, ela não participou pessoalmente da festa, mas falou para o site CARNAVALESCO sobre a chegada na Sereno de Campo Grande.

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“Minha expectativa está nas alturas, mal posso esperar para sentir a energia contagiante da bateria pulsando em meu corpo, enquanto guio meus ritmistas com graciosidade, respeito e paixão. Tenho treinado incansavelmente para estar em plena forma, ouvindo os sambas e algumas bossas, dominando cada passo e movimento, para trazer alegria para o público. Estou ansiosa para brilhar na passarela. Será uma experiência nova e inesquecível, onde pretendo transmitir toda a minha alegria para todos os presentes. O Carnaval de 2024 promete ser um espetáculo grandioso e quero viver plenamente tudo isso”, declarou a beldade, que também é rainha de bateria da Arrastão de Cascadura.

Os Novos Ares da Música Brasileira: Ritmos Que Estão Definindo Uma Geração

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A herança musical do Brasil é vasta e rica, variando desde os ritmos tradicionais, como o samba e a bossa nova, até os gêneros modernos que têm conquistado a juventude. Nos últimos anos, uma nova onda de ritmos tem surgido, mostrando que a criatividade brasileira na música permanece viva e pulsante e acompanhando as melhores partidas na 20Bet. Vamos explorar alguns desses novos sons que estão transformando a paisagem sonora do país.

  1. Funk Carioca:

Embora não seja novidade, o funk carioca tem passado por uma renovação impressionante. Com origens nas favelas do Rio de Janeiro durante as décadas de 1980 e 1990, este gênero tem se reinventado, abraçando influências do trap, hip hop e da música eletrônica. Artistas como Anitta, Ludmilla e MC Kevinho são apenas alguns dos nomes que ajudaram a levar o funk carioca a plateias globais, mostrando sua versatilidade e apelo universal.

  1. Pisadinha:

Um ritmo que tem suas raízes no Nordeste brasileiro, a pisadinha é uma variação mais moderna e eletrônica do forró. Distintamente reconhecível por seu ritmo acelerado e pelo uso predominante do teclado eletrônico, a pisadinha virou febre em todo o país. Artistas como Barões da Pisadinha, Zé Vaqueiro e Eric Land são ícones deste movimento.

  1. Brega Funk:

Uma fusão vibrante que combina elementos do brega tradicional com o funk carioca. Nascido em Pernambuco, o brega funk tem uma batida inegavelmente dançante. A cena musical pernambucana, com nomes como MC Loma, MC Troia e Shevchenko e Elloco, ajudou a popularizar este gênero, tornando-o um fenômeno nacional.

  1. Trap Brasileiro:

Influenciado pelo trap americano, mas com um sabor distintamente brasileiro, o trap nacional aborda questões sociais, sonhos e realidades da juventude brasileira. O gênero se destaca não só pelo seu som, mas também pelas letras profundas e muitas vezes provocativas. Artistas como Matuê, Djonga e Orochi têm liderado esta cena, provando que o rap e o trap brasileiros têm muito a dizer.

  1. Piseiro:

Outro subgênero que emergiu do Nordeste, o piseiro é semelhante à pisadinha, mas com uma batida ainda mais intensa. A sanfona é um instrumento chave nesse estilo, e a sua presença dá ao piseiro um sabor rústico, mas inegavelmente moderno. As músicas de piseiro rapidamente encontraram seu lugar em festas e baladas por todo o Brasil, com artistas como Tarcísio do Acordeon e Vitor Fernandes à frente do movimento.

  1. Rave de Favela:

Esta é uma fusão inovadora que combina a intensidade da música eletrônica com o ritmo contagiante do funk carioca. Representa uma confluência de culturas e sonoridades, resultando em músicas que são ao mesmo tempo pulsantes e cheias de energia. “Rave de Favela” de Major Lazer, MC Lan e Anitta é um exemplo notório, mas muitos DJs e produtores estão experimentando neste território, prometendo muitas inovações para o futuro.

A diversidade musical brasileira é reflexo de sua rica tapeçaria cultural. Os novos ritmos que surgem são mais do que apenas tendências passageiras; são expressões da evolução contínua da identidade musical do país. Cada novo gênero, seja ele uma reinterpretação de sons tradicionais ou uma inovação totalmente nova, oferece uma janela para a alma brasileira, mostrando paixão, criatividade e uma busca incessante por expressão.

Com a tecnologia tornando a música mais acessível do que nunca, artistas de todas as regiões do Brasil agora têm a oportunidade de mostrar seus talentos ao mundo. O que podemos esperar para o futuro? Sem dúvida, mais experimentação, mais fusões e, o mais importante, mais música incrível. O Brasil continua sendo um farol para os amantes da música em todo o mundo, e a nova onda de ritmos é apenas o começo de mais maravilhas sonoras a serem descobertas.

 

Pensando no Jubileu de Ouro, Barroca Zona Sul apresenta samba para 2024 em aniversário de 49 anos

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Por Will Ferreira e Fábio Martins

Um aniversário sempre é uma data especial, e a comemoração dos 49 anos da Barroca Zona Sul não poderia ser mais marcante. Neste domingo (20), a escola assoprou velas em um bolo verde-e-rosa juntamente com a comunidade – e com muito mais convidados. Na Arena Neguinha, localizada no Jabaquara, a festa também teve shows da Independente Tricolor e da Unidos de Vila Maria. O grande presente, entretanto, foi da agremiação para a torcida e para o mundo do carnaval: o lançamento do samba que embalará o desfile de 2024, com o enredo “Nós nascemos e crescemos no meio de gente bamba. Por isso, que somos a Faculdade do Samba – 50 anos de Barroca Zona Sul”, desenvolvido por Pedro Alexandre, o Magoo. O CARNAVALESCO participou da festividade e entrevistou integrantes de destaque da instituição. São, ao todo, doze compositores: Pixulé, Thiago Meiners, Sukata, Claudio Mattos, Cacá Camargo, Rafa do Cavaco, Fernando Negão, Turko, Dilson Marimba, Wilson Mineiro, Rodrigo Alves e Julio Alves.

Com a palavra, quem compôs

Muito à vontade na quadra da agremiação, Pixulé fez questão de exaltar a obra que ajudou a compor. “Sou suspeito para falar porque sou um dos compositores do samba, e a Barroca vem com um brilhante samba para o carnaval 2024, para falar dos 50 anos. É um samba primoroso, maravilhoso e para emocionar”, comentou o intérprete da instituição desde 2018.

Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

Há mais de duas décadas na agremiação, quem também elogiou a obra composta por ele próprio foi Fernando Souza, o Fernando Negão, mestre de bateria da verde e rosa. “Gostei bastante! É um samba bem cadenciado e bonito, gostoso de se tocar. Graças a deus, vambora. Na minha opinião, tudo que eu pensei e vejo na escola, que eu acompanhei, está no samba. É um samba maravilhoso e é uma sensação maravilhosa escrever esse samba, principalmente por ser um dos mais velhos na escola. É o que eu sempre sonhei: participar dos 50 anos da Barroca, ainda mais como mestre da bateria”, comentou o ritmista-mor, que desde 2018 está no comando do segmento – de maneira solo desde 2022.

Diretor musical da agremiação, Cacá Camargo focou mais na emoção e menos na responsabilidade ao citar a obra. Cacá Camargo: “Gera uma apreensão pela expectativa, claro. Sempre que a gente fala de uma data importante, de um enredo tão importante como esse, o pessoal espera um grande samba. Mas, depois, quando a gente começou a se falar, a mandar as ideias sobre o samba, pensamos que, na realidade, não era tão difícil. Era só a gente falar do que a gente sente de verdade. Falar do nosso amor, do povo que jamais te abandonou, bambeia, mas é ruim de derrubar”, comentou.

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Famoso compositor de sambas-enredo em São Paulo e no Rio de Janeiro, Thiago Meiners não faz parte de segmentos da Barroca – ao contrário de outros tantos compositores. Ele, entretanto, entrou no tom dos demais para se inspirar – e fez uma revelação. “Acho que o mais importante é o que o Cacá falou. Para você que vai homenagear uma escola, ainda mais uma escola que a gente faz parte há tanto tempo (eu, Cacá e Fernando Negão, por exemplo, temos mais de dez anos de escola), a gente já disputou samba aqui em 2013, quando a escola tava na UESP. A gente tem um sentimento pela escola que é muito grande. E eu falo para todo mundo em São Paulo que a minha escola aqui é o Barroca Zona Sul. Então, quando a gente começou a composição, acho que o principal foi o sentimento. Achar o que a gente sentia pela escola, tirar do peito que a gente sentia para falar de amor, falar de tudo que a gente sentia pela escola. Obviamente isso reflete o sentimento do componente”, afirmou.

Samba na ponte aérea

Residente do Rio de Janeiro, Meiners fez questão de acompanhar o processo criativo de todos os componentes, afirma Cacá. “A gente finalizou o samba numa vez que o Thiago veio. Mas a gente estava sempre conversando à distância, ele lá do Rio e a gente aqui. Ele mandando ideias, a gente juntando as coisas e mudando, mudando, mudando. Desde a primeira concepção até o final. Daí, uma vez que a gente se encontrou aqui, a gente finalizou tudo. Foi muito legal, gravamos também, fizemos uma grande gravação, um grande trabalho. Eu acho que foi um momento muito emocionante, desde o começo do projeto até cada coisinha que a gente foi colocando e foi mexendo, foi mudando. Hoje foi difícil segurar a onda, no lançamento aqui foi difícil, não foi mole não”, emocionou-se.

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Mais sucinto, Fernando Negão aproveitou para elogiar o texto que deu origem ao samba, escrito pelo carnavalesco Pedro Alexandre. “Foi bem bacana o processo criativo. Eu estou na escola há mais tempo, desde 2002. Para mim, ficou mais fácil que para os outros rapazes, por eu ser daqui e ter raízes na escola. Foi um belíssimo trabalho, o Magoo disse tudo que a gente pensou. Os compositores se juntaram, veio o Thiago com mais ideias e saiu esse samba maravilhoso”, comentou,

Com a cara da escola – e com muito trabalho

O chamado “samba encomendado” causa muita controvérsia no mundo carnavalesco, e foi dessa maneira que a escola optou por escolher a canção para 2024. Para Meiners, entretanto, tudo valeu a pena. “É o que gente sempre fala, que o samba encomendado exige muito mais da gente que uma disputa. Samba encomendado acaba tendo a participação de todos os segmentos. Desde o Pixulé, bateria, direção de harmonia, direção de carnaval. Todo mundo participa do processo. Então, a gente tem sempre que se adequar a todos os segmentos. Ás vezes as pessoas acham que o samba encomendado é muito fácil e, na verdade, é muito mais difícil. A nossa tarefa de fazer um samba para homenagear os cinquenta anos da escola e agradar todo mundo não é fácil, mas é um processo que vale muito a pena. Hoje, muita gente da escola se emocionou e eu acho que isso é o que vale para gente. Ainda mais nós que somos Barroca da Zona Sul. E foi de emocionar, de verdade”, destacou.

Já Pixulé preferiu contemporizar sobre a encomenda do samba – e, sobretudo, a eterna comparação com as eliminatórias. “Essa modalidade de você compor um samba encomendado te dá mais liberdade a contento dentro do que a escola propõe e o carnavalesco quer. Mas também sou muito adepto de disputas de samba-enredo”, destacou.

Cacá preferiu apontar o sentimento de gratidão dos integrantes barroquenses em relação à obra confessando uma surpresa que virá em breve nas redes sociais da agremiação. “O Thiago passou mais por isso, eu passei por isso já algumas vezes. também. De você estar andando pela escola e o componente fala agradecer inúmeras vezes pela canção. Passei por isso várias vezes na terça-feira aqui mesmo, quando a gente gravou um coral com o povo, eu passei muito por isso. Eu e o Pixulé éramos os únicos compositores que estavam aqui no dia. Então, o pessoal vem, aperta a nossa mão, agradece. Hoje eu vi muita gente fazendo isso com o Meiners, também. É um sentimento único”, comentou.

Coral?

Na terça-feira anterior ao lançamento do samba-enredo para a comunidade, alguns integrantes da Barroca Zona Sul foram chamados para participar de uma gravação especial. Dentre eles, estavam Marquinhos Costa e Lenita Magrini, casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação. Para ela, chamou atenção o completo sigilo solicitado. “Nós viemos gravar um coro para um vídeo que vai ser divulgado oficialmente para o Barroca. Não pudemos sair com letra, áudio, nada. Nem sequer podíamos entrar com o celular”, comentou. Marquinhos complementou. “Nós ouvimos na terça-feira e, depois, ouvimos aqui, junto com a comunidade”, relembrou.

Arrepios e emoção

A sensação de todos os integrantes barroquenses ouvidos pelo CARNAVALESCO a respeito do samba vai além da qualidade da canção. Os componentes deixaram claro o quanto a canção é, acima de tudo, inspiradora a ponto de mexer com os sentimentos de cada um deles.

Ewerton Rodrigo Ramos Sampaio, o Ewerton Cebolinha, presidente da agremiação desde 2014, foi um deles. “O samba é uma obra de arte! Já estávamos trabalhando junto há um longo tempo, acertamos mais uma vez em mais um ano. É um belo samba, forte. Se Deus quiser, vai ser um dos melhores sambas do carnaval de São Paulo”, prometeu.

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O casal que carrega o pavilhão verde e rosa concordou. “É um samba de arrepiar, principalmente para quem é da escola. É um samba muito lindo, muito marcante, que conta, realmente, a história do Barroca, e remete ao orgulho barroquense”, destacou Lenita. Focando na história de Sebastião Eduardo do Amaral, o Pé Rachado, um dos fundadores da agremiação e dos grandes baluartes do carnaval paulistano. “Eu acho muito legal porque é um samba que foge do padrão São Paulo. Ele está em uma pegada diferente, mas que também é bonita e traz uma energia na dança. Traz a sensação do orgulho do Pé Rachado, personagem principal do enredo, de contar aquela história. É muito legal ver o personagem contando o enredo, é ele voltando e contando a história do que foi construído na ótica dele. É legal e bem marcante”, comentou.

Trecho destacado

Ao contrário da maioria dos sambas-enredo contemporâneos, a obra começa a ser executada após o chamado “refrão de cabeça”, diretamente na primeira estrofe. E foi justamente o primeiro verso que foi citado como um dos mais marcantes por dois componentes de fundamental importância na verde e rosa.

Ao ser perguntado diretamente sobre o trecho favorito na obra que ele ajudou a compor, Pixulé tentou contemporizar, mas fez uma citação. “Acho que não tem uma parte especial porque todos os trechos são legais. É bacana a cabeça, que diz ‘Prazer, eu nasci Sebastião’, porque nisso já dizemos quem sou eu. É um trecho maravilhoso. Todo o samba é maravilhoso, não tem como desenhar o melhor trecho, não dá” (risos), afirmou.

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Marquinhos, enquanto falava da responsabilidade de defender o pavilhão da instituição no desfile de 50 anos da escola, citou o mesmo verso – em um momento marcante para ele. “O peso é muito mais no sentido de corresponder o que as pessoas fizeram pelo Barroca até agora. É muito louco nós estarmos fazendo a parte do samba que diz ‘Prazer, eu nasci Sebastião’, com a família do Pé Rachado nitidamente emocionada quando paramos para dançar na frente deles. Essa é a responsabilidade, de representar, através da nossa paixão pela dança e pela Barroca, o sentimento deles e toda a batalha. O pavilhão carrega a história de toda a escola, ainda mais em um jubileu de ouro. O Ednei Mariano, que me conta as histórias de tudo que ele viveu aqui, o mestre Gabi, que passou por aqui… imagina, eu estou dançando, com o pavilhão que também dançaram Gabi, Pé Rachado, Ednei… Jocimar Martins, Marcelo Silva… é muita gente que tem história no carnaval e, agora, estamos representando todos eles. É o desfile para chegar e desfilar com esse orgulho”, comentou, destacando outros históricos mestre-sala que já passaram pela Faculdade do Samba.

Responsabilidade

Torcedora declarada da Barroca, Lenita também falou sobre a responsabilidade de ostentar o pavilhão barroquense citando o baluarte – que, no enredo, é uma espécie de fio condutor passando por toda a história da instituição. “Eu acredito que, para nós dois, é a mesma sensação. É um peso redobrado porque sempre carregamos o peso de ostentar o símbolo máximo, mas ostentar o símbolo máximo no Jubileu de Ouro da escola, a escola trazendo a sua história, o nosso grito de guerra, a força, Pé Rachado… dobra o peso. É aquela responsabilidade de que o Pé Rachado fundou a escola e nós temos que mostrar que nós somos a escola, o pavilhão é a escola. É um peso redobrado, vai ser um trabalho redobrado, mas com muita gratidão por nós sermos os escolhidos para carregar o pavilhão nesse momento da escola”, pontuou.

BarrocaZonaSul et PortaBandeiraLenita

A responsabilidade também foi um dos pontos citados pelo presidente, que abriu o coração sobre o Jubileu de Ouro da escola. “É uma responsabilidade grande, com certeza. Na realidade, falo para todo mundo, há tempos, que era o carnaval que eu sempre sonhei. Há quinze anos eu já pensava nisso, tinha ideias, nem era presidente na época. Eu pensava em como falar da escola nos 50 anos. Calhou de dar certo, a energia positiva sempre acontece. É sempre acreditar, uma hora chega… e aconteceu. Hoje eu sou presidente, a escola vai completar 50 anos, o jubileu de ouro, e estamos bastante contentes com esse enredo e com esse samba. Agora, vamos trabalhar”, comentou Cebolinha.

Trabalho apenas no início

Diversos segmentos ouvidos pelo CARNAVALESCO destacaram que, embora o aniversário e a apresentação do samba sejam um evento festivo, ainda há muito a ser feito. Um deles é Fernando Negão, que já vislumbra como será a apresentação dos ritmistas no desfile. “As ideias para a bateria já vêm na cabeça, já que eu fui privilegiado por ser um dos compositores do samba e, também, o mestre de bateria. Aí eu penso o que pode ser encaixado, fui passando algumas outras ideias para os compositores e saiu esse samba maravilhoso, belíssimo. A bateria, aliás, já está mais ou menos encaixada no samba”, destacou.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira foi mais enfático ao destacar que os próximos meses serão árduos. “Agora começa a correria mesmo! Agora temos a letra, o enredo, é agora que vamos realmente buscar o que fazer na avenida e aperfeiçoar os passos. Vou até denunciar aqui: na primeira vez que escutamos o samba, o Marquinhos já olhou para mim e pensou em coisas para fazermos, já que fica na cabeça”, revelando um bastidor sobre o parceiro de dança. Ele próprio complementou. “Agora fica mais objetivo, já que sabemos a cadência em que dançaremos. Uma coisa é dançar sambas de outros anos, com andamentos mais lentos e rápidos. Agora, sabemos a pegada em que viremos na avenida, que melodia teremos para dançar. Agora, tudo que fazíamos abertamente vai afunilando, vai ficando mais objetivo, já pensando na linha que faremos para o desfile, tanto na pista quanto para o jurado”, comentou.

Revelando os próximos passos da agremiação, Cebolinha comentou que a parte estética do desfile já está sendo pronta para 2024. “Já temos ensaio na próxima semana, já vamos começar a trabalhar e dar início aos ensaios. Já vamos tocar, a escola está trabalhando, fazendo fantasias e alegorias. Devagarzinho vamos andando”, disse.

Papo reto

Irmão de Rodrigo Meiners, carnavalesco da Barroca entre 2020 e 2023 e atualmente nos Gaviões da Fiel, Thiago pontuou que a obra que leva o sobrenome da família traz uma sensação ainda mais especial. “Tenho um carinho muito grande pelo carnaval de São Paulo porque o meu irmão é carnavalesco daqui. Tenho uma relação muito boa com ele, e ele era carnavalesco da escola. Então eu sempre venho para São Paulo no carnaval. É um trabalho que é gratificante principalmente como eu falei no início eu sou Barroca da Zona Sul. Desde 2014 e 2015. Então, vou fazer o samba em homenagem aos cinquenta anos da escola é um orgulho muito grande”, revelou.

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Já Cebolinha deixou claro que, caso a obra para desfile especial não estivesse a contento, não hesitaria em tomar medidas drásticas. “Não teve pedido algum porque a parceria já compõe esse samba há muito tempo. Caso eu não tivesse gostado, já pediria para mudar. Sou um pouco chato e sistemático, até a hora em que eu percebi que estava legal para todos, vambora”, finalizou.

Mais fotos do lançamento do samba

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Festa da cigana! Leitores do site CARNAVALESCO elegem enredo da Imperatriz o melhor do Grupo Especial para o Carnaval 2024

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A atua campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, a Imperatriz Leopoldinense sai na frente na busca pelo bicampeonato, por ter o melhor enredo para o Carnaval 2024, segundo os leitores do site CARNAVALESCO. A escola levará para Marquês de Sapucaí no ano que vem “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, de autoria do carnavalesco Leandro Vieira. A vitória veio com 18,4% dos votos. A Portela ficou em segundo com 13,9% e a Viradouro em terceiro com 11,4%.

sinopse imperatriz2024

Proposta do enredo da Imperatriz

A ideia é mais um enredo pesquisado, desenvolvido, transformado em narrativa e visualidade com a marca autoral do carnavalesco Leandro Vieira. Segundo o artista, a proposta para o carnaval 2024 dá continuidade ao seu interesse em se debruçar sobre o Brasil e a obra de escritores populares que souberam dar contorno à imaginação de caráter fantástico como uma extraordinária vocação do povo brasileiro.

“É mais um enredo que olha para aquilo que há de mais simples, no sentido popular das coisas que estão na cabeça do povo. Livre do academicismo e próximo à cultura que emerge das vocações populares brasileiras, mergulho nesses anseios populares tão presentes no imaginário coletivo do Brasil das pessoas reais, ou seja, o Brasil que me desperta interesse e encantamento. Com o enredo que proponho agora, sigo mergulhado nos saberes populares que se utilizam da interpretação dos sonhos cotidianos para tomar decisões ou fazer apostas e também sobre a intenção de prever a sorte através da antecipação do futuro com o uso de meios fantásticos”, avalia o artista.

logo imperatriz2024
Logomarca: Thiago Santos/Divulgação

De acordo com o carnavalesco, o desenvolvimento do enredo é debruçado de forma livre sobre um pequeno folheto que fala sobre o encontro do testamento da cigana Bruges de Esmeralda e o descortinar do conteúdo de seus ensinamentos místicos. O folheto, escrito há mais de cem anos, é assinado por Leandro Gomes de Barros – escritor paraibano reverenciado por Carlos Drummond de Andrade como o “o rei da poesia do sertão”- com o nome de “O testamento da cigana Esmeralda”.

Na narrativa fictícia do folheto, este testamento foi trazido para o Brasil no interior de um barril por um grupo de ciganos. Ao falar com entusiasmo sobre o material literário de base popular que lhe serve de inspiração para o trabalho que virá, o artista dá dicas sobre aquilo que lhe desperta interesses artísticos na nova empreitada.

imperatriz desfile 2023 74

“No descortinar da leitura do folheto, a gente se depara com uma série de ensinamentos de caráter popular sobre a interpretação de sonhos, com uma tabela que predetermina dias felizes e dias de má sorte, com caminhos para a leitura da sorte na palma da mão e a influência dos astros nos caminhos humanos com direito, inclusive, a uma semana astrológica. É material para delírio carnavalesco pra tudo que é lado. E o melhor de tudo é que não precisa de longas teses ou muita explicação para ser compreendido. É cultura popular feita pelo povo e para o povo”, conclui.

Veja abaixo como ficou o resultado da enquete com os leitores

Imperatriz: 18,4%
Portela: 13,9%
Viradouro: 11,4%
Mocidade: 9,3%
Beija-Flor: 8,7%
Mangueira: 7,4%
Salgueiro: 5,8%
Tuiuti: 5,4%
Grande Rio: 5,3%
Porto da Pedra, Vila Isabel e Unidos da Tijuca: 4,8%

Trono Negro é o enredo da Tradição para o carnaval 2024

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Na noite do último sábado, a Tradição abriu as portas do seu ateliê de fantasias, no Santo Cristo, para lançar seu enredo 2024. Com a presença de convidados e gestores do carnaval, o Condor de Campinho anunciou Trono Negro como seu enredo em um coquetel sensorial e totalemnte tematizado. De autoria do carnavalesco Leandro Valente, que completa 10 anos à frente da plástica da azul e branca, a proposta apresentada vai muito além de um enredo. Como o artista definiu, é um ato político.

logo

“No próximo carnaval a Tradição irá gritar por igualdade, resistência e amor. Trono negro é um enredo que narra a história de grandes reis e rainhas do continente negro. Mas, resolvemos desdobrar a narrativa e trazer a homenagem a todos os grandes reis e rainhas do povo. Não pertencentes a uma dinastia, mas que marcaram a história da humanidade nas artes, na ciência, na política e em todos os cantos. Notáveis pretos que brilham com potência e aplausos. Sou um carnavalesco branco, não tenho lugar de fala. Mas, a luta anti racista é dever de todos. Ser humano é abrir palcos para vozes ecoarem suas lutas. Abrirei meu desfile para que os donos da fala possam narrar suas histórias. Não será um enredo de dor. A proposta é mostrar conquistas, poder, soberania preta, grandes notáveis do asfalto e da favela, dos becos e vielas. O rei da quebrada, a rainha do morro, assim como os grandes líderes mundiais que lutaram e lutam bravamente por direitos iguais”, afirmou Leandro Valente.

Para a presidente da escola, Raphaela Nascimento, o enredo define a nova Tradição. “A nova Tradição é uma escola que lutará por ideias e exaltará o povo, a brasilidade e as comunidades. Abrir essa nova etapa e fase da escola com este enredo é uma honra. Grandes ícones como Nelson Mandela e Marielle estão presentes para nos ajudar a empretecer a avenida. Estou muito orgulhosa e já posso dizer que é um dos maiores enredos da Tradição, concluiu a presidente.

Em 2024, A Tradição será a sétima escola a desfilar pela Superliga do Rio de Janeiro, no dia 16 de fevereiro.

Inocentes de Belford Roxo decide trocar de enredo para o Carnaval 2024

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A Inocentes de Belford Roxo informou nesta segunda-feira que mudará o seu enredo para o Carnaval 2024. A Caçulinha da Baixada apresentaria uma homenagem à cidade de Búzios, mas citou que a decisão de alteração aconteceu em consenso na diretoria da agremiação, devido a questões estruturais.

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Carnavalescos Marco Falleiros e Cristiano Bara. Foto: Divulgação

“Búzios é um enredo muito rico e criativo, por isso em outro momento vamos apresentá-lo, na Sapucaí. Mas já estamos preparando um novo tema que será sem dúvida de agrado de todos. O importante é nunca perdermos a vontade de fazer o melhor para o público”, disse o carnavalesco Cristiano Bara.

O novo enredo será apresentado pelos carnavalescos Marco Falleiros e Cristiano Bara, na próxima sexta-feira, nas redes sociais da Inocentes. A escola, mais uma vez, encomendará samba-enredo para o desfile do ano que vem.

Com casa cheia e muita emoção, Zé Paulo é oficialmente apresentado na Mocidade

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Com a quadra lotada, a Mocidade Independente de Padre Miguel apresentou, na tarde/noite do último domingo, a equipe do carnaval de 2024. Bastante aplaudido e abraçado pela comunidade independente, o intérprete Zé Paulo Sierra emocionou o público ao ser recebido e dividir o comando do microfone com o intérprete e compositor Paulinho Mocidade. * VÍDEOS: VEJA AQUI O SHOW DE ZÉ PAULO NA MOCIDADE

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Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

A agremiação de Padre Miguel realizou a primeira feijoada do ano para apresentar a nova equipe. Ao site CARNAVALESCO, o novo intérprete da escola de Padre Miguel revelou que sua chegada é fruto de um namoro que teve início em 2016. Para ele, a fácil decisão da realização de um sonho.

“Estou muito feliz. Acho que já era um namoro antigo meu e da Mocidade. Desde 2016 quando eu tive o primeiro convite para vir pra cá, mas eu tinha um compromisso com a Viradouro. Acabei ganhando samba aqui e a Mocidade acabou sendo campeã do carnaval daquele ano (2017). Agora é meio que uma concretização desse namoro, desse relacionamento que começou nesse flerte lá em 2016. A recepção não poderia ser melhor. Já tenho ensaiado com o Dudu há algum tempo. Tive receptividade nas redes sociais também”, contou o intérprete.

“Eu estou muito feliz, acho que foi uma escolha até muito fácil de fazer, porque quando veio o convite eu não pensei em outra coisa que não fosse a Mocidade. Hoje eu estou realizando um sonho de estar aqui – uma escola gigante e detentora de seis títulos do Carnaval. Tenho certeza que a gente vai brigar por coisas grandes esse ano”, completou.

Estreando na Mocidade após ter ficado dez anos na Viradouro, Zé Paulo comentou sobre o processo de adaptação na nova casa. Segundo o intérprete, apesar de alguns ajustes necessários, a experiência de mestre Dudu contribui na chegada e os ensaios de rua contribuem na adaptação.

“Eu acho que são detalhes. O Dudu tem uma bateria magnífica e que dispensa comentários. Eu estou conhecendo tudo agora e eles também estão me conhecendo, mas é coisa que a gente vai adaptar no dia a dia nos ensaios. Já temos a promessa do Luis de ter ensaio de rua em outubro, isso, para a gente, vai fortalecer ainda mais o processo. É uma coisa que a gente gosta de ensaiar bastante. A Não Existe Mais Quente dispensa comentários, é fácil de cantar pra caramba com eles”, disse Zé Paulo.

Entre os sambas históricos que a Mocidade de Padre Miguel levou para a Passarela do Samba, Zé Paulo escolheu os quatro que considera seus favoritos. “É difícil, porque a Mocidade tem muito samba bom. Eu vou puxar brasa pra minha sardinha (risos). Marrocos, porque eu sou um dos autores. Ziriguidun (2001), além de Rapsódia (1971), que é um um grande clássico, e Mãe Meninha do Gantois (1976)”, contou.

O intérprete afirmou que a responsabilidade é ainda maior por assumir um posto que pertenceu a grandes nomes da história do carnaval carioca. Apesar do peso, ele se diz confiante.

“Só aumenta a responsabilidade. Por aqui passaram Ney, Wander, Bruno, Aroldo, Paulinho Mocidade, Nego, Davi do Pandeiro, Paulo Henrique e Nino do Milênio no ano passado. Se a gente fosse citar todos grandes nomes aqui, não iríamos parar de falar. A Mocidade tem uma gama de intérpretes maravilhosos e isso aumenta a minha responsabilidade de levar esse trabalho adiante. Estou muito feliz, confiante, é da minha personalidade essa confiança. Eu sei o que eu vou fazer, eu sei o que a escola quer e sei o que eu quero. Agora é trabalhar”, afirmou Zé Paulo.

No comando da ‘Não Existe Mais Quente’ há mais de dez anos, mestre Dudu elogiou Zé Paulo e disse estar feliz com a chegada. Para ele, a expectativa é de muitas ideias para colocar no samba do próximo carnaval.

mestre dudu mocidade

“Eu já tinha uma admiração muito grande pelo Zé, mas nunca pensei em trabalhar com ele – ainda mais na Mocidade. E ele chegou de uma forma bem ‘Zé Paulo’: muito alegre, envolvente – ele sempre procura participar dos nossos ensaios -, cheio de ideias e com muita vontade de cantar. Ele é um pouco diferente do que passou (Nino do Milênio). Estou muito feliz de trabalhar com ele. É um cara que escuta muito e soma no trabalho. Estamos cheios de ideias loucas para colocar no samba. Vamos aguardar aí o samba ser apresentado para começar a escutar e já ter alguma ideia”, comentou o mestre de bateria da Mocidade de Padre Miguel.

O comandante da bateria da Mocidade também avaliou o desempenho dos ritmistas no último carnaval. Único quesito que gabaritou as notas, a Não Existe mais quente teve um papel fundamental na briga contra a queda da agremiação.

“Assumi em 2012. Eu comecei, em 2016, no comando da bateria sozinho. De lá pra cá eu comecei a colocar algumas coisas diferentes na bateria – e acredito que surgiu um pouco de efeito. Trabalho um pouco árduo, começamos a fazer entre três e quatro ensaios por semana. Foram muitas coisas. Neste ano, para chancelar, veio o tão sonhado 40. Ele chegou na hora certa, Deus sabe de todas as coisas”, disse o ritmista.

Apesar do gabarito, a cobrança pela perfeição e evolução é constante. De acordo com o mestre de bateria, a chegada de Zé Paulo vai fazer diferença no carnaval da escola de Padre Miguel.

“Eu costumo dizer que é legal ganhar prêmio, nota. Mas o difícil disso tudo é conseguir manter este legado. A cada ensaio, em cada semana, falo com a bateria para a gente manter isso. Eu sou chato e perfeccionista. Se foi bom (2023), a gente nem imagina em 2024. A chegada do Zé Paulo foi boa para ter um trabalho um pouco diferenciado. A gente vai fazer diferença no carnaval, pode ter certeza disso”, confiante, afirmou Dudu.

Eleições e preparativos para 2024

Questionado sobre o processo eleitoral da escola de samba, que está suspenso pela justiça desde abril, o vice-presidente Luiz Claudio Ribeiro disse que a função e o foco da administração da Mocidade é pensar em fazer carnaval.

“Eleição está na mão da justiça. A gente aqui só pensa em Carnaval e em produzir um espetáculo belíssimo para chegar no dia do desfile preparado para encarar a Marquês de Sapucaí. A justiça no momento tirou a administração que está presente. Então o rito segue, Justiça nossos advogados, advogados da escola resolvem. O nosso assunto é fazer a Mocidade forte, bonita, e com a força de campeã”, afirmou Luiz Claudio Ribeiro.

O vice-presidente da agremiação também fez uma breve avaliação de 2023 e comentou os preparativos para o desfile de 2024. Segundo ele, o foco é levar uma Mocidade forte para a Marquês de Sapucaí.

luiz claudio mocidade

“Apresentamos o time completo para o carnaval de 2024. Todos os quesitos que ficaram na escola e outras pessoas que vieram somar no nosso time. Este ano, desde que acabou o carnaval, a primeira coisa que a diretoria fez foi se desculpar aos independentes. Porque tem que assumir, de fato, os erros. E a gente assumiu o erro. Jogamos a responsabilidade para nós. Mas é o que a gente falou: trabalhar muito para resgatar a nossa Mocidade e colocar ela no lugar que merece. Vamos trabalhar com muita humildade e sabedoria. Nós vamos trabalhar forte para chegar no dia do desfile e não cometer os erros que tivemos em 2023”, comentou o gestor.

De acordo com Luiz Claudio, o trabalho no barracão da Cidade do Samba segue a todo vapor. Com mudanças na equipe, a escola já começou a montar os carros alegóricos e caminha a passos largos rumo ao carnaval de 2024.

“No barracão o primeiro andar foi todo desmontado. Já começamos as estruturas de carros alegóricos. Começando pelo motor dos carros, zeramos todos eles e já estamos já na fase de subir os ferros. Temos engenheiros e arquitetos contratados para esse Carnaval no Barracão. Para o nosso quarto andar trouxemos um reforço muito grande que é o Wilker, um velho conhecido do carnaval carioca. Ele vai estar responsável pelas fantasias. Já finalizamos os protótipos e já estamos dando início a reprodução para o carnaval de 2024”, contou.

Com o enredo “Pede cajú que dou…Pé de cajú que dá!”, a Mocidade Independente de Padre Miguel vai abrir a segunda-feira de carnaval na Passarela do Samba.

Vídeos: Show de Zé Paulo na apresentação oficial como intérprete da Mocidade

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Nenê de Vila Matilde define samba-enredo pela força de sua comunidade

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Era madrugada deste domingo quando a Nenê anunciou o seu hino para o Carnaval 2024. Foi uma disputa com bastante honra e torcida, valorizando a tradição da escola. Mas o fato é que dos três sambas, apenas o 11 e o 12 nitidamente estavam no páreo para vencer. Principalmente o primeiro, onde deu para notar a maioria dos segmentos da escola cantando. Era quase unanimidade, apesar das torcidas serem equivalentes. Além do fato de que disputa de samba-enredo ser uma ‘caixinha de surpresas’ onde as coisas mais improváveis podem acontecer.

No anúncio, o popular ‘Manteguinha’, que é filho do presidente ‘Mantega’, cantou o samba de número 11 para a festa da quadra. É uma obra que preza muito pelas características da Nenê de Vila Matilde. Melodia para cima que permite o componente se soltar na avenida. O refrão de fechamento com a frase “se o samba tem seu nome, o sobrenome é Nenê”, diz muito sobre a particularidade de estilo da agremiação da Zona Leste. Os compositores da obra vencedora são: Kaska, Léo do Cavaco, Silas Augusto, Luís Mancha, Dr Elio, Vitão e Bruno Gianelli.

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Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

A permissão para a criatividade

Dentro de tudo isso, vem a comprovação. O diretor de harmonia, Rodrigo Oliveira, conta que a comunidade escolheu o samba, e fala da garra que os componentes possuem. O profissional conta da percepção técnica que a obra tem dentro dos critérios que a Liga vem discutindo no seu novo regulamento. “É um samba que tem muito a ver com a Nenê. A Vila Matilde abraçou. É muito poético ao contar a história da Lia de Itamaracá e traz a garra do matildense. Ao mesmo tempo que ele é muito técnico ao contar o enredo e tem uma melodia pra cima, tem essa identidade com características muito fortes. Com certeza o refrão vai levantar o Anhembi e será muito bom para a Nenê de Vila Matilde. Também não é novidade para ninguém que a Liga vem revendo alguns pontos de regulamento. Isso nos ajudou a escolher dentro do que vem sendo estabelecido. O regulamento irá privilegiar o sambista. Ele vai poder fazer a sua festa como era lá no passado. E por isso tem tudo a ver com a Nenê. É uma escola que tem a história de fazer grandes sambas e desfiles”, disse.

NeneVilaMatilde et MestreDiretorHarmoniaECarnaval

Todo cargo de uma escola, independente do samba, já se prepara para o desfile imaginando como irá colocar a escola na avenida. Com Rodrigo não é diferente. O profissional revelou que há alguns segredos e ensaios, mas voltou a falar que o regulamento pode privilegiar a criatividade. “Eu vou deixar alguns segredos que fazem parte do processo. O regulamento está nos permitindo criar. Buscar a excelência criando. A Nenê com certeza vai inovar em muitos aspectos. Tem muitas coisas que estamos discutindo e criando. Vai ter muita coisa bacana”, contou.

Garra para vencer

O presidente Reinaldo José Andrade, popularmente conhecido como ‘Mantega’, segue na linha do diretor de harmonia. De acordo com o mandatário, a escola escolheu o hino, e vai além. Fala de critérios que a Liga está adotando além do quesito samba-enredo. “O samba nós fizemos um formato um pouco diferente. Distribuímos para os setores da escola e as alas e foi a maioria. É um samba legal e gostoso. Tivemos poucos sambas, mas fomos felizes em escolher este. O Carnaval está super disputado. A gente pensou em todos os critérios. Não só em samba-enredo, mas também fantasias e alegorias. Estamos trabalhando com as regras debaixo do braço”, declarou.

NeneVilaMatilde et PresidenteMantega

Mantega ainda aproveitou para falar como a Nenê irá para a avenida. Vale destacar que as lideranças estão falando bastante na palavra ‘garra’. “O que eu prometo da minha parte e da comunidade é uma escola com muita garra, vontade, com alegorias e fantasias, um samba bom que escolhemos hoje, aquela batucada boa que vimos aqui e o samba no pé. É o que a Nenê faz”, completou.

NeneVilaMatilde et PrimeiroCasal

Respeito pela comunidade

Fábio Gouveia, carnavalesco da agremiação, estava bem ativo nesta final. O artista cantou bastante todos os finalistas. De acordo com o profissional, a comunidade escolheu a trilha-sonora e isso deve ser respeitado. “Eu tenho que falar que a escola escolheu o samba. A comunidade da Nenê pulsa o que ela quer. Que seja respeitada essa escolha. A gente vem trabalhando bastante, os três sambas são nível de avenida, mas venceu apenas um deles. Agora é tocar o barco”, disse.

carnavalesconene

O carnavalesco aproveitou para elogiar o enredo e enaltecer a homenageada. “A proposta é uma Nenê totalmente tradicional, azul e branca contando a história de uma cultura que atravessa o mundo, que é a Lia de Itamaracá. Ela se encontra com a Nenê de diversas formas. É um encontro muito feliz”, explicou.

Palavra de um campeão

O compositor Luiz Mancha é bastante vencedor na Nenê de Vila Matilde. A sua parceria, mesmo quando não vence, está entre as obras mais faladas dentro da comunidade. Segundo o escritor da letra, foi bastante pensado na voz do intérprete oficial, Agnaldo Amaral, além do fácil entendimento e compreensão dos componentes, por ser curto. “Nós temos uma parceria de longa data aqui na escola e esse samba graças a Deus que nós ganhamos é o quinto samba que a gente ganha aqui. Ganhamos Claudia Raia, Iemanjá, Portela, Curitiba e agora Lia de Itamaracá. Nós somos muito felizes na composição de samba. Buscamos um samba bastante tranquilo. Um samba de fácil entendimento para a comunidade que encaixasse na voz do Agnaldo e que fosse curto. E nós fomos felizes. A felicidade foi essa, nós fomos felizes. A comunidade abraçou, nós viemos para a quadra sem nenhum tipo de recurso, sinceramente bandeira, bexiga, máquina de papel e nada. Nós viemos e falamos assim, ó, vamos trazer o samba para a comunidade. Nem letra nós trouxemos. E a comunidade abraçou e hoje nós fomos campeões. Graças a Deus”, declarou.

NeneVilaMatilde et SambaVencedorComposito

Luiz disse que não precisou de tanto segredo para compor, visto que é uma parceria de longa data. O compositor também falou da temperatura da apresentação e voltou a opinar sobre a apresentação feita na quadra. “Nós temos uma parceria de longa data, como eu falei agora a pouco, um conhece o outro, na verdade, né? Um conhece o outro e já vai, vai opinando, vai falando. Se reunimos poucas vezes, a verdade foi essa e pô, saiu a melhor obra, a melhor obra do samba curto, um refrão curto e foi basicamente isso, não teve, não tem explicação, pegou na veia. Tivemos algumas discussões em relação ao samba. Olha, o samba é curto, o refrão é curto e aí o Silas Augusto e o Leo falaram, não, vamos que vai pegar. E foi isso. A primeira apresentação foi morna, e na segunda o samba cresceu e foi embora”, contou.

Sambas-enredo às vezes existem mudanças após escolas, mas de acordo com Luiz, não há mudanças para serem feitas. “Agora nós temos que entender da escola o que a escola quer com o samba. Na nossa opinião, humilde opinião, o samba é um samba completo. Até a defesa dele para o nosso carnavalesco. É um samba completo que vislumbra tudo que tem que vislumbrar na sinopse. Então nós entregamos para eles. Agora tem que esperar a escola entender o que eles querem para poder a gente talvez fazer um ajuste ou outro. Mas eu sinceramente acho que o samba não precisa de ajuste. Talvez a defesa na sinopse, a defesa do para os jurados. Acho que caiba muito bem”, completou.

Velho novo conhecido da ‘Bateria de Bamba’

O mestre de bateria Pascoal estreou oficialmente nesta final de samba-enredo. O músico está de volta para São Paulo e a Nenê de Vila Matilde. É mais uma passagem entre tantas do batuqueiro pela águia da Zona Leste. Desta vez, substitui Matheus Machado. “Sempre estou por aqui né. Veio tocando, quando vem tocando, vem de diretor, quando vem tocando e já estou assumindo a bateria da pela terceira vez. É um prazer, não era nem para estar sozinho aí que era aconteceu umas. Era para estar com mestre Mateus, mas daí o negócio foi pro outro lado, mas estamos aí pra ajudar a escola e o pavilhão”, comentou.

NeneVilaMatilde et MestrePascoal

O samba-enredo escolhido também foi muito bem aprovado pelo mestre. “Até que foi bom que tinha só seis samba. Foram três finais de semana. Foi legal, gostei. Tinham dois sambas favoritos, mas o que ganhou também a maioria pelo que eu vi lá o resultado das notas é que o povo escolheu mesmo esse daí. Que vai encaixar certinho nessa daí”, ponderou.

A voz matildense

Em mais um ano de Vila Matilde, o renomado intérprete paulistano, Agnaldo Amaral, está totalmente adaptado à escola. O cantor falou sobre o samba e a confiança que tem recebido da diretoria da agremiação, afinal são 10 anos de casa.

NeneVilaMatilde et InterpreteAgnaldo

“Não, realmente mais um ano, desculpa a voz agora já deve estar meio embargada. Mas aí, foi uma das disputas mais maravilhosas que eu vi aqui na Nenê nesses dez anos que estou aqui, mas foi legal, não precisou fazer junção de samba, gravei os três sambas, os três sambas ficaram maravilhosos graças a Deus na voz. Mas esse daí hoje mostrou que é o melhor samba. Deus queira que nós consigamos levar ele para a avenida dentro dessa meta, dessa melodia que agora mudou tudo. O negócio de notas que julga o carro de som, mas estamos preparados. Foi muito bom, foi muito salutar, é o samba da comunidade, foi de levada, né? Então foi uma coisa assim, maravilhosa. Então eu só tenho a agradecer a Deus, a escola, ao meu presidente, a diretoria, a comunidade por estar junto com eles esse ano, mais um ano. Dez anos, vamos que vamos, vamos tentar, se Deus quiser e ele há de querer botar o especial, né irmão, que já está na hora. e aqui há dez ano e estava no especial, caiu depois nunca, mas voltou mais junto com eles esse ano, mais um ano, né? Dez anos, vamos que vamos, vamos tentar, se Deus quiser e ele há de querer botar o especial, né irmão, já está na hora, né? Estou aqui há dez anos e estava no especial, caiu depois nunca mais voltou. Não abandonei, já tive proposta de outras escolas na época, Manteiga sabe disso e eu falei, não, caímos juntos, vamos subir junto. Então, essa parceria é amor, é carinho, fidelidade, e é uma coisa que eu não tive em outras escolas, mas não por eu não abandonei, já tive proposta de outras escolas na época, Monteiro sabe disso e eu falei, não, caímos juntos, vamos subir junto. Então, essa parceria é amor, é carinho, fidelidade, né e é uma coisa que eu não tive em outras escolas, mas não por desmerecimento de nada, simplesmente porque o o povo é complicado. As pessoas são complicadas. Aí houve uma coisa, outra, mas a gente mostra aí que o trabalho com o decorrer do tempo a gente vai mostrando, fazer meia quadra e tô aí cantando, graças a Deus”, desabafou o cantor.

NeneVilaMatilde et Quadra

O intérprete detalhou melhor o funcionamento para a escolha. De acordo com Agnaldo, foi fundamental a ida aos estúdios para análise da comissão julgadora. “Então, o processo é assim, a gente espera chegar aos sambas finalistas para termos mais ou menos uma ideia dos sambas que podem representar a nossa escola. Como um ‘bon-vivant’, de quarenta anos de pista, aí que eu fiz, eu peguei todas as matrizes dos sambas que foram para final, essa semana passada. Nos vimos cantando e fomos para o estúdio, coloquei a voz em todos os sambas. Então praticamente tá gravado, mas na voz dos cantores eu tirei e coloquei só a minha e a diretoria ouviu, havia dúvida até então. Mas aí na voz é uma coisa, aí eu falei, vamos aguardar para ver a bateria, porque a pulsação mudou. Voltou a velha guarda com todo respeito, então a gente tá acostumado, né? Com o mestre Mateus que estava aí, mas a bateria representou grandemente hoje e realmente foi a decisão. E com todo respeito estávamos meio em dúvida, mas depois de hoje não teve dúvida”, completou.

Mais fotos da final do Nenê

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Galeria de fotos: final de samba da Ilha para o Carnaval 2024

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