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Com casa cheia e muita emoção, Zé Paulo é oficialmente apresentado na Mocidade

'Eleição está na mão da justiça. A gente aqui só pensa em carnaval', diz vice-presidente

Com a quadra lotada, a Mocidade Independente de Padre Miguel apresentou, na tarde/noite do último domingo, a equipe do carnaval de 2024. Bastante aplaudido e abraçado pela comunidade independente, o intérprete Zé Paulo Sierra emocionou o público ao ser recebido e dividir o comando do microfone com o intérprete e compositor Paulinho Mocidade. * VÍDEOS: VEJA AQUI O SHOW DE ZÉ PAULO NA MOCIDADE

Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

A agremiação de Padre Miguel realizou a primeira feijoada do ano para apresentar a nova equipe. Ao site CARNAVALESCO, o novo intérprete da escola de Padre Miguel revelou que sua chegada é fruto de um namoro que teve início em 2016. Para ele, a fácil decisão da realização de um sonho.

“Estou muito feliz. Acho que já era um namoro antigo meu e da Mocidade. Desde 2016 quando eu tive o primeiro convite para vir pra cá, mas eu tinha um compromisso com a Viradouro. Acabei ganhando samba aqui e a Mocidade acabou sendo campeã do carnaval daquele ano (2017). Agora é meio que uma concretização desse namoro, desse relacionamento que começou nesse flerte lá em 2016. A recepção não poderia ser melhor. Já tenho ensaiado com o Dudu há algum tempo. Tive receptividade nas redes sociais também”, contou o intérprete.

“Eu estou muito feliz, acho que foi uma escolha até muito fácil de fazer, porque quando veio o convite eu não pensei em outra coisa que não fosse a Mocidade. Hoje eu estou realizando um sonho de estar aqui – uma escola gigante e detentora de seis títulos do Carnaval. Tenho certeza que a gente vai brigar por coisas grandes esse ano”, completou.

Estreando na Mocidade após ter ficado dez anos na Viradouro, Zé Paulo comentou sobre o processo de adaptação na nova casa. Segundo o intérprete, apesar de alguns ajustes necessários, a experiência de mestre Dudu contribui na chegada e os ensaios de rua contribuem na adaptação.

“Eu acho que são detalhes. O Dudu tem uma bateria magnífica e que dispensa comentários. Eu estou conhecendo tudo agora e eles também estão me conhecendo, mas é coisa que a gente vai adaptar no dia a dia nos ensaios. Já temos a promessa do Luis de ter ensaio de rua em outubro, isso, para a gente, vai fortalecer ainda mais o processo. É uma coisa que a gente gosta de ensaiar bastante. A Não Existe Mais Quente dispensa comentários, é fácil de cantar pra caramba com eles”, disse Zé Paulo.

Entre os sambas históricos que a Mocidade de Padre Miguel levou para a Passarela do Samba, Zé Paulo escolheu os quatro que considera seus favoritos. “É difícil, porque a Mocidade tem muito samba bom. Eu vou puxar brasa pra minha sardinha (risos). Marrocos, porque eu sou um dos autores. Ziriguidun (2001), além de Rapsódia (1971), que é um um grande clássico, e Mãe Meninha do Gantois (1976)”, contou.

O intérprete afirmou que a responsabilidade é ainda maior por assumir um posto que pertenceu a grandes nomes da história do carnaval carioca. Apesar do peso, ele se diz confiante.

“Só aumenta a responsabilidade. Por aqui passaram Ney, Wander, Bruno, Aroldo, Paulinho Mocidade, Nego, Davi do Pandeiro, Paulo Henrique e Nino do Milênio no ano passado. Se a gente fosse citar todos grandes nomes aqui, não iríamos parar de falar. A Mocidade tem uma gama de intérpretes maravilhosos e isso aumenta a minha responsabilidade de levar esse trabalho adiante. Estou muito feliz, confiante, é da minha personalidade essa confiança. Eu sei o que eu vou fazer, eu sei o que a escola quer e sei o que eu quero. Agora é trabalhar”, afirmou Zé Paulo.

No comando da ‘Não Existe Mais Quente’ há mais de dez anos, mestre Dudu elogiou Zé Paulo e disse estar feliz com a chegada. Para ele, a expectativa é de muitas ideias para colocar no samba do próximo carnaval.

“Eu já tinha uma admiração muito grande pelo Zé, mas nunca pensei em trabalhar com ele – ainda mais na Mocidade. E ele chegou de uma forma bem ‘Zé Paulo’: muito alegre, envolvente – ele sempre procura participar dos nossos ensaios -, cheio de ideias e com muita vontade de cantar. Ele é um pouco diferente do que passou (Nino do Milênio). Estou muito feliz de trabalhar com ele. É um cara que escuta muito e soma no trabalho. Estamos cheios de ideias loucas para colocar no samba. Vamos aguardar aí o samba ser apresentado para começar a escutar e já ter alguma ideia”, comentou o mestre de bateria da Mocidade de Padre Miguel.

O comandante da bateria da Mocidade também avaliou o desempenho dos ritmistas no último carnaval. Único quesito que gabaritou as notas, a Não Existe mais quente teve um papel fundamental na briga contra a queda da agremiação.

“Assumi em 2012. Eu comecei, em 2016, no comando da bateria sozinho. De lá pra cá eu comecei a colocar algumas coisas diferentes na bateria – e acredito que surgiu um pouco de efeito. Trabalho um pouco árduo, começamos a fazer entre três e quatro ensaios por semana. Foram muitas coisas. Neste ano, para chancelar, veio o tão sonhado 40. Ele chegou na hora certa, Deus sabe de todas as coisas”, disse o ritmista.

Apesar do gabarito, a cobrança pela perfeição e evolução é constante. De acordo com o mestre de bateria, a chegada de Zé Paulo vai fazer diferença no carnaval da escola de Padre Miguel.

“Eu costumo dizer que é legal ganhar prêmio, nota. Mas o difícil disso tudo é conseguir manter este legado. A cada ensaio, em cada semana, falo com a bateria para a gente manter isso. Eu sou chato e perfeccionista. Se foi bom (2023), a gente nem imagina em 2024. A chegada do Zé Paulo foi boa para ter um trabalho um pouco diferenciado. A gente vai fazer diferença no carnaval, pode ter certeza disso”, confiante, afirmou Dudu.

Eleições e preparativos para 2024

Questionado sobre o processo eleitoral da escola de samba, que está suspenso pela justiça desde abril, o vice-presidente Luiz Claudio Ribeiro disse que a função e o foco da administração da Mocidade é pensar em fazer carnaval.

“Eleição está na mão da justiça. A gente aqui só pensa em Carnaval e em produzir um espetáculo belíssimo para chegar no dia do desfile preparado para encarar a Marquês de Sapucaí. A justiça no momento tirou a administração que está presente. Então o rito segue, Justiça nossos advogados, advogados da escola resolvem. O nosso assunto é fazer a Mocidade forte, bonita, e com a força de campeã”, afirmou Luiz Claudio Ribeiro.

O vice-presidente da agremiação também fez uma breve avaliação de 2023 e comentou os preparativos para o desfile de 2024. Segundo ele, o foco é levar uma Mocidade forte para a Marquês de Sapucaí.

“Apresentamos o time completo para o carnaval de 2024. Todos os quesitos que ficaram na escola e outras pessoas que vieram somar no nosso time. Este ano, desde que acabou o carnaval, a primeira coisa que a diretoria fez foi se desculpar aos independentes. Porque tem que assumir, de fato, os erros. E a gente assumiu o erro. Jogamos a responsabilidade para nós. Mas é o que a gente falou: trabalhar muito para resgatar a nossa Mocidade e colocar ela no lugar que merece. Vamos trabalhar com muita humildade e sabedoria. Nós vamos trabalhar forte para chegar no dia do desfile e não cometer os erros que tivemos em 2023”, comentou o gestor.

De acordo com Luiz Claudio, o trabalho no barracão da Cidade do Samba segue a todo vapor. Com mudanças na equipe, a escola já começou a montar os carros alegóricos e caminha a passos largos rumo ao carnaval de 2024.

“No barracão o primeiro andar foi todo desmontado. Já começamos as estruturas de carros alegóricos. Começando pelo motor dos carros, zeramos todos eles e já estamos já na fase de subir os ferros. Temos engenheiros e arquitetos contratados para esse Carnaval no Barracão. Para o nosso quarto andar trouxemos um reforço muito grande que é o Wilker, um velho conhecido do carnaval carioca. Ele vai estar responsável pelas fantasias. Já finalizamos os protótipos e já estamos dando início a reprodução para o carnaval de 2024”, contou.

Com o enredo “Pede cajú que dou…Pé de cajú que dá!”, a Mocidade Independente de Padre Miguel vai abrir a segunda-feira de carnaval na Passarela do Samba.

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