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Debate: sambas de São Paulo para o Carnaval 2024

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Comendador! Sandro Avelar recebe Medalha Tiradentes, maior honraria do Estado do Rio

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Em cerimônia realizada no Palácio Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira, o vice-presidente da Federação Nacional das Escolas de Samba, Sandro Avelar, recebeu a Medalha Tiradentes, honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro para pessoas que prestaram serviços relevantes à causa pública. O deputado estadual Dionisio Lins, do PP, foi o autor da homenagem. O local estava lotado de sambistas, especialmente, integrantes das escolas de samba da Série Ouro, Prata e Bronze.

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Fotos: Rafael Soares/CARNAVALESCO

“Hoje fazemos uma justa homenagem a um grande companheiro no plenário do Palácio Tiradentes. Nesta seção solene entrego a Medalha Tiradentes ao grande benemérito do GRES Império Serrano e vice-presidente da Fenasamba, o Dr. Sandro da Silva Avelar’’, disse Dionisio para abrir a cerimônia.

Em seguida, foram chamados à mesa de honra a esposa Rosana Avelar, a mãe Maria Cristina Avelar, o presidente da Liga-RJ Wallace Palhares, o presidente da Superliga Carnavalesca, Pedro Silva, e a rainha do Império Serrano Quitéria Chagas.

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O deputado Dionisio fez o primeiro discurso: “Sou um deputado de Madureira. Tenho orgulho de ser imperiano de fé e de conhecer a trajetória do companheiro Sandro Avelar. O mundo do samba precisa renovar seus segmentos. Mas renovar com tradição, com respeito, com competência e com gestão. Quando propus a ele essa justa homenagem de transforma-lo em comendador, ele ainda era presidente do Império Serrano. Tenho muita alegria de homenagea-lo, por ser referência no mundo do samba pela postura, pela ética, pela honradez, pela boa gestão do dinheiro público. Em nome de todos os meus companheiros, em nome do presidente desta casa Rodrigo Bacelar. Quero dizer que tenho orgulho de poder fazer essa justa homenagem a esse grande defensor da cultura que é o Dr. Sandro Avelar”.

Logo depois, a rainha Quitéria Chagas deu seu depoimento: “Muito honrada em estar presente nessa homenagem ao grande sambista e ao grande homem Sandro Avelar. Temos que estender essa honraria ao seu avô e ao seu pai. É muito importante essa nossa presença aqui. O Sandro sempre lutou e luta pelo direito do sambista e das escolas de samba. Precisamos de medidas públicas de defesa aos nossos direitos. Ele sempre apoia isso e está atento a todos nós, respeitando também a diversidade. Essa homenagem não é só a ele, mas também a toda ancestralidade, a raiz do samba. Estou muito feliz em estar presente. Agradeço por permanecer no Império Serrano na gestão dele. Gratidão por estar nesse momento e representar as mulheres do samba”.

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Em seguida, foi a vez de Wallace Palhares, presidente da Liga-RJ, fazer seu discurso: “Muito feliz de ver essa casa cheia nessa homenagem ao nosso grande irmão, nosso grande defensor do carnaval carioca dos grupos de acesso. Sou muito suspeito em falar do Sandro. Agradeço ao deputado Dionisio, muito obrigado por tudo que fez pela gente. Nós sabemos como é sofrido para colocar o carnaval na rua. E estou vendo várias testemunhas aqui, pessoas que o Sandro já ajudou e ajuda no carnaval. Falo em nome da Liga RJ. O Sandro é um cara que admiro demais, por ser um chefe de família exemplar e por ser meu padrinho. Acredito que o padrinho é o pai na ausência dele. E ele faz esse papel maravilhoso. E que briga demais pelas escolas de samba. Se os grupos de acesso tiveram diversos avanços, podem colocar na conta do Sandro Avelar, porque ele luta por nós diariamente. A gente não para sequer um dia de trabalhar”.

Componentes do Império Serrano estiveram presentes no plenário, onde fizeram uma apresentação, com direito a bateria, intérprete principal, casal de mestre-sala e porta-bandeira, baianas e passistas. Tem-Tem Jr. cantou dois clássicos da escola, “Herois da Liberdade”, de 1969, e “Aquarela Brasileira”, de 1964, além do samba do carnaval de 2024, “Ilú-Oba Ọ̀yó: A Gira dos Ancestrais”.

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Depois do pequeno show, Sandro recebeu a Medalha Tiradentes e foi chamado ao púlpito para realizar seu depoimento: “Queria agradecer a todos os presentes, em especial minha esposa Rosana e minha mãe, a todos os amigos que compõem a mesa e ao meu amigo e irmão, deputado Dionisio Lins, por me agraciar com essa comenda. Eu nuca imaginei ser comendador, agora estou bastante vaidoso com isso. Além de ficar lisonjeado com essa homenagem, eu queria exaltar sua luta pelo carnaval, principalmente pelo grupo de acesso. Eu tive a honra de participar da Associação das Escolas de Samba, da fundação da Superliga, da liga RJ, sou vice-presidente da Fenasamba. Fui presidente do Império Serrano e tenho cargo de conselheiro da Liesa. Então posso falar com bastante propriedade, porque participo ativamente. Agradeço ao senhor pelo tombamento da Sapucaí, no qual o senhor lutou bastante. Pelo tombamento da Intendente Magalhães, que foi publicado ontem. Um momento importante, porque havia a ideia de juntar as escolas na Sapucaí, mas entendemos que a melhor opção era manter as escolas na Intendente, visto que não tinha viabilidade de todas na Sapucaí. E também agradeço ao senhor e a todos os deputados dessa casa pela aprovação recente da subvenção das escolas de samba do grupo de acesso. As escolas da intendente Magalhães e da Série Ouro sofrem bastante e merecem esse recurso. É de total importância para fomentar a cultura e levar nossa arte do carnaval para todo o Estado e todo o mundo. E também foi aprovado hoje na ALERJ que a Marquês de Sapucaí possa ser administrada pelo Governo do Estado, mostrando que está bastante disposto a contribuir com o carnaval, não só na subvenção”.

No final do evento, a bateria da Unidos de Bangu tocou na primeira sala do Palácio, onde Sandro e sua família receberam mais homenagens de todos os casais de mestre-sala e porta-bandeira presentes, além de vários outros componentes.

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Sandro Avelar falou com a reportagem do site CARNAVALESCO sobre a emoção de receber a honraria: “Fico muito feliz. Foi uma surpresa receber essa Medalha Tiradentes. Ainda mais na presença de vários sambistas. Acredito que é a valorização do samba. Eu comecei de baixo, fui passista, fui mestre-sala. E receber essa homenagem graças ao samba me deixa muito honrado”.

O presidente da Liga-RJ, Wallace Palhares, também falou conosco sobre o evento: “Demorou muito esse reconhecimento. Uma pessoa que é líder de todo o grupo de acesso. Uma pessoa que ajuda muito, está sempre disposto a auxiliar todas as escolas. Um cara que é muito atuante. Está sempre brigando pela gente. Esse reconhecimento não é só dele, mas de todas as escolas. Todo mundo aqui está se sentindo representado, porque o Sandro é um líder nato e eu admiro muito”.

Com destaque da comunidade, Tuiuti realiza seu sétimo ensaio de rua

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Chão forte. O canto da comunidade mais uma vez foi destaque no ensaio de rua do Paraíso do Tuiuti, na noite desta segunda-feira. Este já é o sétimo treino desde o início da temporada de pré-carnaval e o penúltimo do ano. Agora, a escola se ajusta na busca de um grande desfile na Marquês de Sapucaí.

Em 2024, a agremiação levará para a Avenida o enredo “Glória o Almirante Negro”, do carnavalesco Jack Vasconcelos, e será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval. Ao CARNAVALESCO, o diretor de carnaval da escola, André Gonçalves avaliou o trabalho desenvolvido pelo Tuiuti até o momento.

“Estamos prontos? Já falei por diversas vezes: Estamos em lapidação. O trabalho está sendo lapidado. Aqui é o local para errar e acertar, por isso que é o ensaio. Mas tem sido incrível e muito bom. Estou vendo o povo cantar e evoluir, e isso para nós da direção de carnaval e também da harmonia é muito importante. Estou vendo uma evolução muito grande do nosso primeiro casal, estamos realizando alguns trabalhos com eles. Estamos trabalhando mais e mais para que dê tudo certo”, comenta o diretor de carnaval.

Comissão de Frente

Sob o comando dos coreógrafos Edifranc Alves e Cláudia Mota, a comissão abriu com excelência o ensaio de rua do Tuiuti. Além de sincronizada, pontuava a letra do samba-enredo em diversos momentos.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O trabalho da dupla Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane evolui mais a cada ensaio que passa. Com um bailado clássico e bastante conexão, o casal evidencia o foco na sincronia, uma das justificativas para a penalização do quesito no último carnaval.

Tuiuti20231212 016Harmonia

Apesar da quantidade de componentes abaixo do comum, o chão do Tuiuti é forte e mais uma vez elevou o samba-enredo. Até mesmo quem apenas acompanhava o ensaio já sabia toda a letra. A comunidade canta e, de fato, abraça a escola – o que segue sendo uma peça-chave para os grandes carnavais feitos pela agremiação. Destaque, mais uma vez, para o trabalho do intérprete Pixulé. É inegável que o samba pegou na comunidade. Em todas as alas, a harmonia também incentivava o canto entre os componentes e teve papel fundamental. Claro que há margens para melhoria, o que deve ocorrer aos poucos.

“Acredito que a escola está indo para o caminho certo. Semana que vem iremos para mais um ensaio, e depois paramos por duas semanas. Em janeiro voltaremos com mais força, porque sabemos que na virada do ano a comunidade chega bem mais. Teremos a escola completa para poder finalizar alguns detalhes que faltam, para que assim a gente possa fazer um grande desfile. Acredito que tudo foi bom. A comunidade, que está chegando, corresponde. Acreditamos que o nosso canto está muito satisfatório. O que precisamos mais um pouco é de evolução e garra. Mas quando chegar todo o complemento da escola, acredito que teremos o necessário para brigar pelo título”, analisa o diretor de harmonia da escola, Luiz Carlos Amancio.

Tuiuti20231212 009Evolução

A evolução é outro fator que aos poucos melhora. O local de ensaio acaba complicando um pouco, mas a agremiação tem conseguido se adaptar e realizar grandes ensaios.

“A gente tem uma rua que é meio estreita. Temos dois desfiles: uma parte estreita, e depois alargamos a escola. Quando isso acontece, escutamos o canto um pouco melhor, porque saímos do viaduto, mas é o que a gente tem. A comunidade está feliz e o canto está muito legal – a bateria e o carro de som. A escola está unida para fazer um grande trabalho e desfile”, diz o diretor de harmonia.

Samba

É um samba que possibilita que a comunidade cante sem parar – e ela correspondeu. Até quem assistia o ensaio sabia toda a letra. A obra é fácil, com uma boa melodia e gostoso de ouvir.

Tuiuti20231212 023Outros destaques

Comandante da SuperSom, mestre Marcão aproveitou o ensaio de rua para testar o andamento em 145 BPM. Ele avaliou o desempenho dos ritmistas neste sétimo ensaio de rua.

“Hoje faltou um contingente maneiro, mas o tempo e a chuva contribuíram. Mesmo assim o ensaio foi legal. Colocamos um pouco para frente para ver como ficaria, mas vamos voltar – que era 144, 143 BPM, para ficar maneiro. Não é esse o andamento que vai para a Avenida. Hoje a avaliação é positiva. Afinação boa e a bossa nem se fala, né? Tem uma ‘rapaziada’ que tem sempre que ficar atenta para não passar direto, mas foi muito legal. Gostei muito. Temos muitos altos e baixos aqui na rua por conta do viaduto, às vezes penso que é oscilação. São coisas normais de ensaio. A gente vai sempre se adaptando ao que é bom. O que é positivo, fica. O que é ruim, a gente tira”, explicou o mestre de bateria.

‘Laroyê, Grande Rio’: desfile campeão de Exu vira exposição de arte no MAR

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O desfile “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exu” do Acadêmicos do Grande Rio, campeão do Carnaval de 2022, ganhou mais um desdobramento. Dessa vez, por meio de uma releitura em um dos espaços de arte mais emblemáticos do Rio de Janeiro. A mostra “Laroyê, Grande Rio” vai ocupar o Museu de Arte do Rio entre os dias 15 de dezembro a 03 de março de 2024 e promete fazer o público reviver as emoções que levaram a agremiação a um inédito campeonato.

Foto; Vitor Melo/Divulgação

Com curadoria de Leonardo Antan, Luise Campos e Thomas Reis, a exposição exibirá peças que foram para a Avenida, como fantasias, esculturas e elementos cenográficos e alegóricos, além de contar com a obra de artistas convidados que serviram de inspiração para o trabalho dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. São nomes como Mulambo, Cety Soledade, Guilherme Kid e Ju Angelino, que comporão também o time de artistas que mostram a atualidade e a ressonância do cortejo na sociedade contemporânea.

Para os curadores, um dos intuitos da mostra é celebrar a potência artística do desfile ressignificando as peças que passaram pela Sapucaí com sua presença em um museu. Segundo eles, o desafio de fazer com que o público experiencie de forma diferente a produção carnavalesca, produzindo novas emoções em diálogo com a chamada arte canônica, foi um exercício instigante. “Um desfile de escola de samba é pensado para ser uma experiência única, que passa pela Avenida em 75 minutos. Fazer com que seus elementos ganhem caráter mais permanente, coroando o trabalho de todo um ano de artistas de barracão, é ao mesmo tempo um desafio e uma tarefa gratificante”, declaram.

Para além da ocupação das galerias de arte com obras de arte do carnaval, o que por si só gera uma série de discussões, a exposição evoca ainda um orixá bastante demonizado e controverso das religiões de matriz africana. Por isso, a exposição busca também uma forma de discutir a essência dessa divindade para além do preconceito e da visão comum de que o orixá estaria associado ao diabo na cultura ocidental. Sobre isso, o carnavalesco Leonardo Bora afirma: “Ocupar um espaço tão importante como o Museu de Arte do Rio com uma exposição integralmente pensada a partir de um desfile de escola de samba cujo enredo exaltou (e continua a exaltar, porque nunca termina – se transforma e expande) as potências de Exu, complexo divino tão demonizado devido ao racismo religioso, é algo que nos enche de orgulho, força e alegria. Axé, energia vital. As escolas de samba do Rio de Janeiro anualmente interpretam, fantasiam, projetam visões de Brasil. Brasis. O nosso desejo é que as narrativas carnavalescas e as visualidades das agremiações sambistas ocupem cada vez mais espaços, levantando discussões e causando fricções, faíscas. Ruas, barracões, museus, avenidas, galerias, praças, terreiros, o infinito. Redemoinho fervente.”

Gabriel Haddad complementa: “Entendemos que os desfiles das escolas de samba são a mais complexa manifestação artística desse país. É sempre muito difícil, eu diria impossível, classificar, apreender. É preciso viver, ouvir os tambores. São muitos saberes e muitas chaves, sob o manto de cada corpo coletivo. Exu é caminho, mensagem, movimento, jogo, desvio, travessia. O desfile da Tricolor de Caxias, em 2022, fez a Sapucaí pulsar, viva e combativa. Mais do que tentar reproduzir ou recriar tudo isso, o que seria uma tarefa sem sentido, a exposição é uma celebração e um convite aos atravessamentos. Esperamos que todas, todos e todes escutem as palavras de Exu e os Laroyês da Grande Rio!”

O projeto conta com fomento da Secretaria de Cultura municipal do Rio de Janeiro, por meio do FOCA e é realizado pelo coletivo Carnavalize. A inauguração da exposição será no dia 15 de dezembro, a partir das 16 horas, com show da bateria e diversos segmentos da Grande Rio. Será mais uma celebração ao título da agremiação, um desfile que não se encerra após o período carnavalesco e segue ecoando.

Serviço:
Exposição “Laroyê, Grande Rio”
Data de abertura: 15 de dezembro
Horários:
Visita à exposição 16 horas
Show da Grande Rio: 18 horas
Local: Museu de Arte do Rio – Praça Mauá, 5

Conheça todos os vencedores do prêmio ‘Destaques do Ano’

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Por Lucas Santos e Rafael Soares

O site CARNAVALESCO realizou na última segunda a festa de premiação dos “Destaques do Ano”. O evento foi no Teatro da Biblioteca Parque, no Centro do Rio. Veja abaixo todos os vencedores. * VEJA AQUI FOTOS DO EVENTO

Elmo José dos Santos, vencedor como “Sambista hors-concurs”

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“Eu estou aqui no teatro da Secretaria de Cultura. Justamente eu, nascido e criado no morro de Mangueira, caindo dentro das valas. Vi vários amigos meus morrerem de tuberculose, porque não tinha cura. Eu sou um sobrevivente. Fico imaginando lá no céu meu pai, chamando Cartola, Candeia, Paulo da Portela, Fuleiro, para ver o guri sendo homenageado como sambista. Eles não deixaram de defender a nossa cultura, o nosso samba. Quando falam que é o maior espetáculo da Terra, quantos morreram, quantos deram a vida para chegar aonde nós chegamos. Então só tenho a agradecer a esses artistas, que defenderam com unhas e dentes nosso quilombo do samba. Eu vejo, hoje, na Cidade do Samba, todo mundo na correria tentando fazer o melhor para manter nosso maior espetáculo da Terra”.

Fafá venceu com o festival Guardiões da Favela, categoria “Ação de impacto com os sambistas”

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“O Guardiões da Favela foi uma ideia que eu tive com o meu irmão, meu diretor social Mozart Dalua, pensando sempre no melhor para o sambista, a gente tenta fazer uma festa voltada para os sambistas, uma festa com muita alegria, muita paz, estrutura, muito samba, que é o principal, vários eventos no Rio de Janeiro são de eletrônica, e a gente sentia falta disso, só de samba, o tempo inteiro cantando samba. Só tenho a agradecer a todas as escolas que participaram e se Deus quiser as próximas edições serão melhores, com estrutura melhor, com mais tempo, mais organização, a ideia é ser uma festa para a gente que é sambista, para a gente que vive isso o ano inteiro, a gente que chora, a gente que briga e está sempre na luta”.

Luis Gustavo Mostof (vice-presidente da Riotur), vencedor na categoria “Fez a diferença em 2023 pela criação do concurso de Rainha do Carnaval 2024

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“É um prazer estar aqui na Secretaria de Cultura. Para nós da Riotur é sempre um prazer falar com todos aqui do Estado, principalmente, vocês que vivem o samba o ano inteiro conosco. Esse é o objetivo. Falando do concurso, a ideia foi trazer ele para o mês de agosto, quando as escolas ainda não estão com o pé no acelerador. Fazer com que o carnaval não fique só com aquele período de alta temporada na cidade. A gente mexeu totalmente no concurso. Buscou que as escolas mandassem seus respectivos candidatos e candidatas que possam participar. A gente fez uma escolha, trazendo as escolas do Especial, da Série Ouro e até da Intendente. Mas também daqueles que sonham em ser escolas, os blocos de enredo. Colocamos todo mundo no mesmo caldeirão. Foram nove dias lá na Cidade do Samba. A cabeça aqui já começa a pensar um pouco para o ano que vem. Não podemos ficar repetindo a mesma coisa, tem que mexer em algo. Estamos pensando no modelo do ‘Dança dos Famosos’. Trazendo um pequeno spoiler de como vai funcionar o concurso de rainha do carnaval de 2025. Muito obrigado a todos. Parabéns por esse prêmio que é belíssimo. Fico muito lisonjeado, mas não faço mais do que o meu trabalho”.

Claudio Russo, eleito o “Compositor do Ano”

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“Com 52 anos eu já ganhei muitos prêmios, mas eu pensei que não fosse ganhar mais prêmios porque a carreira de compositor, tanto de samba, quanto de música brasileira, ela uma hora para, a inspiração vai um pouco sedendo, e a gente está conseguindo a longevidade. Na pandemia eu tive muitas dificuldades, problemas sérios de doença e minha família e os orixás me guiaram, e o samba foi o remédio para minha alma. A gente tem que pensar o carnaval além da Sapucaí. Até hoje alguns sites e emissoras quando vem me entrevistar me chamam de revelação, com 52 anos, porque não está surgindo muitos compositores. Os seguimentos tem escolinhas, bateria, porta-bandeira, passistas, e carnavalesco, além do dom tem a Escola de Belas Artes. Compositor não tem. Sabemos que é dom, mas nós podemos orientar”.

Mocidade – Atuação nas Redes sociais 

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“Agradeço a presidência pela confiança em nosso trabalho, pela liberdade que dá pra gente. Ao site CARNAVALESCO por valorizar nossa área de comunicação, cada vez maior no carnaval. Jornalistas e comunicadores como um todo, que mostram o carnaval na sua essência. Provar pra todo mundo que a gente têm muita força, que vivemos além da avenida. Que possamos ter um calendário anual de ações e ativações, com muito engajamento e profissionalismo. Que a gente possa crescer mais na comunicação e que as escolas estejam junto nesse mercado cada vez mais atrativo“, disse Bryan Clem, da Comunicação.

Tânia Bisteka, da Mangueira, eleita a Profissional de Barracão do Ano

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“Eu sou a primeira mulher diretora de barracão e só de estar concorrendo a esse prêmio que é uma inovação, primeiro ano, eu fiquei muito feliz de ter ganho porque estou representando o poder feminino e isso é muito importante. Agradeço a todos que votaram em mim e principalmente a minha presidenta Guanayra Firmino, uma mulher visionária que me colocou neste cargo”.

Mayara Lima, do Tuiuti, eleita da Influenciadora do Ano

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“Gostaria de agradecer ao Paraíso do Tuiuti e ao meu presidente Renato Thor, porque sem as oportunidades que eu recebi aí Tuiuti eu não estaria aqui, recebendo esse prêmio como influenciadora do samba. Eu sempre fiz vários tipos de coisa na minha vida, principalmente ligado a comunicação, e teve um momento que eu decidi me dedicar ao samba. E era o que eu queria, levar através da minha pessoa, voz, arte de sambar, de ser passista, a dificuldade que a gente tem para estar ali bonita, maravilhosa, e acho que esse trabalho tenho feito muito bem, com os vídeos lá na internet evidenciando sempre o que eu amo fazer, que é a dança do samba, a arte de sambar e espalhar esse meu amor pela dança e a minha profissão professora de samba pro mundo inteiro. Eu quero sempre mais para mim, para minhas parceiras de cena, de estar com vocês e levar a nossa arte e evidenciar a nossa cultura”.

Evelyn Bastos, da Mangueira, venceu na categoria “Representatividade Preta”

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“É uma responsabilidade muito grande, representatividade preta, representatividade negra, eu costumo dizer que por mais que a gente siga falando sobre a nossa representatividade preta, eu sigo falando na mulher preta. Hoje fico muito feliz de ver premiada a Tânia Bisteka porque quando eu tinha seis, sete anos, eu queria ser a Tânia Bisteka, porque ela era rainha de bateria e eu não queria ser nenhuma outra mulher da televisão, atriz, eu queria ser a Bisteka e ela está aqui de prova viva. É muita responsabilidade mas eu sigo fazendo com muito amor, com muita bravura, porque eu tive o privilégio de ter sido criada na minha família com muitas mulheres. A grande parte da minha família é composta por mulheres negras, por mais que minha mãe seja uma mulher branca, eu tenho uma avó mãe de santo, benzedeira, de terreiro de candomblé, sempre tive um suporte feminino negro muito grande. Eu sigo discursando por esse legado e tentando expandir nosso reconhecimento negro, nosso conhecimento feminino negro que a base da pirâmide social do nosso país, que sustenta e alimenta esse país. Essas mulheres negras não tem apenas que estar na cozinha fazendo feijoada, mocotó, elas podem e precisam estar em cima do palco”.

Salgueiro – Melhor divulgação de enredo para o Carnaval 2024

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“É muito gratificante receber um prêmio como esse, pois é um reconhecimento por todo o esforço da equipe de comunicação do Salgueiro. Lá, trabalhamos de mãos dadas. Todos desempenham um papel crucial na comunicação. Da comunidade até o presidente. O sucesso na divulgação de Hutukara se dá nesse sentido. A gente conseguiu um resultado muito bom quando trouxemos a proposta de fazer um manifesto. Ele está assinado por toda a comunidade do Salgueiro. Convido a quem quiser assinar para defender os povos originários“, citou Victor Bruno, integrante da Comunicação do Salgueiro.

Beija-Flor – Responsabilidade Social

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“Escola de samba tem um compromisso social com suas comunidades. Quem está de fora não consegue entender que o trabalho dura o ano inteiro. Toda escola de samba que tem uma comunidade no seu entorno, as crianças são diferenciadas. Ela tem o acolhimento, a proteção, a educação. Ela sempre é acolhida com amor, com carinho. São 17 anos que faço parte desse trabalho, todos os sábados, quando ainda nem era Instituto Beija-Flor. Quando era apenas um sonho da escola. Agora nós temos o Instituto que pegou todas as modalidades feitas na quadra através do Gabriel David. Que orgulho tenho em fazer parte dessa história. Estou lá compartilhando e aprendendo. Trabalhamos a educação e a cidadania. Esse é o diferencial do trabalho que não só a Beija-Flor faz, mas as demais co-irmãs também“, afirmou Selminha Sorriso.

Marcelinho Calil, da Viradouro, venceu nas categoria “Melhor Live de final de samba para 2024” e “Melhor show de segmentos na final de samba para 2024”

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“É uma alegria imensa, acho que desde que a gente entrou na escola, a gente buscou dar um dinamismo maior a esses shows nas finais, procurou dar uma atenção especial às transmissões. Falando especialmente desde dois temas fico feliz, a gente viu muita coisa boa que as outras escolas fizeram, fizemos do nosso jeito, mas a gente plantou alguma semana porque vejo que algumas anos depois, muita gente tem feito coisas tão legais quanto a gente e até melhores”.

Leandro Vieira, eleito a “Personalidade do Ano”

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“É um prazer para mim fazer parte de um time como esse da Imperatriz e ser lembrado de fazer parte dessa turma que a presidente Cátia reuniu. Gostaria de relembrar o nosso encontro, meu e da presidente Cátia, pós carnaval de 2022, para poder festejar a oportunidade de realizar o carnaval que realizei. Essa ideia de troca de escola sempre é uma coisa muito complicada, fiquei muito tempo na Mangueira e tenho um carinho enorme pela escola, mas em algum momento passado o carnaval de 2022, eu tive a oportunidade de encontrar com a Cátia e no encontro e tive a possibilidade de conhecer uma pessoa que estava disposta a reconhecer as suas dificuldades, as suas limitações, e disposta, sobretudo, a superar isso e realizar um grande carnaval. Quando eu me coloco diante de uma pessoa que reconhece as dificuldades e busca parceiros, eu tive a oportunidade de intuir que eu estava diante de uma pessoa que de fato iria conseguir a vitória. Peço que nunca me falte a intuição para perceber em pessoas como a presidente Cátia, a possibilidade de trabalho vitorioso apesar de estar diante de dificuldades quase impossíveis. Obrigado pela possibilidade de estar aqui. E fui surpreendido quando vi que na indicação havia muita gente da Imperatriz e fiquei muito feliz porque isso quer dizer que temos um grande time, formamos um grande time. E fiquei pensando que talvez quem merecesse esse prêmio aqui era o Pitty de Menezes, porque se tem alguma pessoa que emprestou personalidade, talento e que de fato contribuiu de uma maneira muito decisiva para que o desfile da Imperatriz fosse o que foi, esse cara é o dono da voz que embalou o nosso carnaval. Hoje quando penso carnaval e penso quase que exclusivamente para a comunidade que vou vestir, também penso o carnaval para ser cantado na voz de Pitty de Menezes, então esse prêmio também é nosso, esse prêmio é da alegria de dividir o trabalho com ele”.

Sambistas da nova geração – Lorena Raissa e Caio Gonze

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“Que orgulho em estar recebendo mais um prêmio. Obrigado ao site CARNAVALESCO. É muito incrível estar presente ao lado dessas pessoas, principalmente da Cacá. Eu a vi crescer pelas redes sociais. E como ela é na Mangueira hoje. O que a escola realizou com essa menina. Assim como a Beija-Flor me realizou“, disse Lorena.

“Queria agradecer imensamente ao site CARNAVALESCO e a todos por esse prêmio maravilhoso. E não só por mim, mas por todos meus irmãos de trabalho, em nome da escola. Agradeço às escolas por sempre darem essa oportunidade para a gente jovem. Se depender da gente, o samba nunca vai morrer. A gente é o futuro disso aqui que vocês todos viveram. A gente se sente feliz demais em receber esse prêmio“, afirmou Caio.

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Tarcísio Zanon, da Viradouro, eleito o “Artista do Ano”

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“É um sonho, agradeço e parabenizo o Alberto João, agradeço ao meu presidente, a minha escola. Preciso dizer que o melhor artista do ano não sou eu. São 280 profissionais que estão dentro do barracão trabalhando, artistas como eu. Trago com muito carinho para vocês, com muito amor, toda a minha arte, toda a minha força, eu amo estar nesta escola, eu amo o samba, um dia eu deixei de desistir de fazer arte, e a minha mãe não deixou. Eu sou um menino do interior, saí com quatorze anos de casa para estudar, para fazer arte, e está aqui hoje é trazer muita gente comigo”.

Vick Campos, da Portela, venceu na categoria “Samba pé do ano”

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“Agradeço ao site CARNAVALESCO pela oportunidade e por sempre estarem valorizando o nosso segmento, eu estou muito feliz, a ficha está demorando a cair, 2023 foi um ano muito importante para mim, foi o ano que tive a oportunidade de participar do concurso de rainha do carnaval, eu virei musa da comunidade da Portela, da qual eu faço parte desde os meus 7 anos de idade, e hoje encerro o ano com o pé direito, levando esse prêmio. Esse prêmio representa muito para mim, a minha história como sambista, e eu quero dedicar a todas as meninas que concorreram comigo e já são vitoriosas também. Sou muito fã, quero dedicar também a minha coordenadora Nilce Fran, e a toda diretoria da Portela pela valorização que fez a mim. Viva o samba e os passistas”.

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Danilo Vieria, do Salgueiro, venceu na categoria “Samba pé do ano”

“Esse prêmio aqui é o resultado de um trabalho muito forte, um trabalho cansativo, mas um trabalho orgulhoso. É muito difícil a arte de ser passista. A nossa parcela às vezes não é tão valorizada, mas quando temos a oportunidade de pisar no palco e ser valorizada, é espetacular. Quero parabenizar a todos que concorreram. Não tenho palavras a dizer por receber esse prêmio”.

Fabrício Montibelo, vice-presidente da Porto da Pedra, eleita “Escola do Ano” pelo título da Série Ouro em 2023

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“Eu gostaria de agradecer ao site CARNAVALESCO, ao Alberto João, pelo prêmio, como a escola do ano no Acesso. Fico feliz, muito trabalho para chegar a um prêmio desse, fico até emocionado, 11 anos desfilando no Grupo de Acesso e graças a Deus chegamos no Especial e agora é para ficar”.

Mari Mola, do Tuiuti, venceu na categoria “Representatividade LGBTQIAPN+”

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“Esse prêmio é muito importante para mim como mulher e bissexual, porque foi uma questão muito grande para mim, abrir ou não, a minha bissexualidade no concurso, no carnaval passado, por medo, porque a gente sabe como o mundo é. Por mais que tenhamos uma luta diária, nós sabemos como o mundo é. Graças a Deus , ao Milton e as pessoas que estavam lá presentes, eu ter falado isso resultou em uma explosão de alegria das pessoas e isso me deixou muito feliz. Acredito que isso abriu portas para várias meninas que são bissexuais e que se escondiam por medo, porque há um preconceito de estereótipos, com as meninas que ficam com outras meninas. Mas eu sou musa, gostosona, e acho que é importante por isso. E total respeito para as pessoas que estavam concorrendo, só pessoas que também estão nessa luta e só me deixa mais feliz ainda por ter conquistado esse prêmio”.

Selminha Sorriso, premiada com o “Anel de Bamba”

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“Aquela menina que morava na beira de um valão, tinha sonhos, aquela menina que dançava no chão, aquela menina que sonhava com as fotos, manchetes, que amava o carnaval desde que nasceu, foram muitos sonhos. Tudo era tão distante da realidade, aquela menina que dormia na estação do trem, que esperava o primeiro ônibus rodar, com sua casa lá dentro de Campo Grande, tem muitas histórias para contar. Tenho muitos sonhos para compartilhar com vocês. Hoje eu conheço o mundo inteiro, sou bacharel em direito, primeiro sargento do corpo de bombeiros, trabalho com ação social na Beija-Flor, aprendo a cada sábado e amo, há 17 anos. São 29 anos defendendo o pavilhão nilopolitano, 32 anos ao lado do mesmo mestre-sala. E no próximo carnaval aquela menina lá do meio do mato de Campo Grande vai completar 35 anos como porta-bandeira. Só gratidão”.

Hélio Motta, vice-presidente da Liesa, homenageado pelo álbum ao vivo do Carnaval 2023

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“O produto surgiu através de um bate papo que a gente teve com artistas, a gente conversou com Dudu Nobre, Pretinho da Serrinha, com diversos mestres de bateria, com presidente de escola, então foi tudo moldado para ter muita aderência com o público do samba. Acho que isso mostra o caminho que a Liesa vem formatando para o futuro. Acredito que vocês vão ter uma maior proximidade e as tomadas de decisões vão estar mais próximos dos sambistas, bem como mais transparência, tanto do lado da Liga, quanto da gravadora. Recebo com muito carinho esse prêmio e agradeço a todos os presidentes que confiaram no nosso trabalho, pelo trabalho também no ao vivo. Tivemos muitos desafios técnicos mas a gente fica muito feliz porque o público do samba gostou”.

Cátia Drumond (presidente da Imperatriz), eleita a “Gestora do Ano”

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“Eu agradeço ao Marcelinho, tenho um carinho especial por ele e pela família dele, ele sabe disso, perdi minha mãe cedo e ganhei uma mãe que foi a avó do Marcelinho, a tia Terezinha que sempre nos meus aniversários fazia uma festa para mim. Ele é um exemplo do carnaval, um exemplo que a Imperatriz também quis seguir, e fico muito agradecida de receber essa premiação das suas mãos. A gente tem que ser unidos e assim a gente consegue fazer um grande carnaval, um grande evento. Queria agradecer primeiro ao meu pai que me proporcionou viver ao lado dele uns 27 anos de barracão, foi com ele que eu aprendi. No barracão da Imperatriz eu fiz de tudo, fui secretária, compradora, almoxarifado, fui diretora de carnaval e hoje estou presidente da Imperatriz. Achava que não ia conseguir substituir também o meu pai, mas acho que ele lá de cima está me dando uma grande ajuda, mostrando os caminhos que tenho que percorrer. Queria agradecer o meu filho por ser o cara que está sempre do meu lado, ele que me incentivou a assumir esse cargo. Agradecer ao Leandro Vieira porque quando eu encontrei com ele , e a gente conversou depois do carnaval de 2022, e eu falei Leandro eu quero sonhar. Eu sonho desde criança de ver uma Imperatriz grande, e eu participei do período da Imperatriz grande. Eu tenho os 9 títulos da Imperatriz porque quando eu comecei a desfilar em 1980, o primeiro campeonato da Imperatriz, eu estava lá nas crianças. Eu posso falar que eu sou uma presidente completa como componente, como administradora, como funcionária, mas de tudo, quero agradecer a equipe, eu não tenho equipe, eu não tenho time, eu chamo de família, eu tenho uma família, uma família que eu sou a matriarca, que eu tomo conta mas uma família também que toma conta de mim. Esse prêmio é de vocês”.

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Os veículos especializados foram homenageados: Fala Galera, Rádio Arquibancada e Apoteose

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João Drumond (diretor executivo), Imperatriz eleita a “Escola do Ano”

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“É muito gratificante, muito bonito ver um trabalho de três anos ser coroado dessa maneira. Não só pelo título, mas por toda a dedicação que minha mãe e toda a equipe da Imperatriz colocam no trabalho que desempenha o ano todo. Sensação de dever cumprido, mas ao mesmo tempo, já temos que continuar trabalhando para, quem sabe, no ano que vem, seguir recebendo prêmios, independente de categoria. A missão é difícil, mas vamos trabalhar muito pelo bicampeonato. E com um bom resultado no carnaval, tenho certeza que virão muitos outros prêmios“.

Fotos: festa de premiação dos ‘Destaques do Ano’

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Canto forte da comunidade é destaque de imponente ensaio de rua da Tom Maior

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Por Lucas Santos e Fábio Martins

A Tom Maior realizou no último domingo um ensaio geral de rua em preparação para seu desfile no carnaval de São Paulo em 2024. Do elevado nível do desempenho do conjunto destaca-se a força do canto da comunidade, que compareceu em peso ao treinamento da escola realizado na Rua Sérgio Tomás, no bairro do Bom Retiro. A Vermelho e Amarelo se apresentará no próximo ano com o enredo “Aysú: Uma História de Amor”, assinado pelo carnavalesco Flávio Campello, como a segunda agremiação a desfilar no sábado, 10 de fevereiro, pelo Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi.

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Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

Do tamanho da sede de ser campeã

Ao longo do ciclo rumo ao carnaval de 2024, a Tom Maior passou a receber mais holofotes desde o anúncio do samba escolhido pela escola, que foi bem recebido pelos sambistas no geral. A ótima apresentação no minidesfile realizado na Festa de Lançamento dos Sambas-Enredo, ocorrida na semana anterior, reforçou ainda mais as boas impressões que a comunidade oriunda do Sumaré vem causando até aqui.

O desempenho da escola no ensaio correspondeu às expectativas criadas até aqui. Um canto vibrante e intenso ao longo de todo o percurso de cerca de um quilômetro, auxiliado pelas atuações impecáveis da ala musical e da bateria. Se uma palavra pode definir o momento atual da Tom Maior, essa palavra é foco, como bem demonstrou Bruno Freitas, integrante da direção de carnaval, ao analisar o desempenho da agremiação no treinamento.

TomMaior et DiretorCarnavalHarmoniaBrunoFreitas

“Melhorar a gente vai ter coisas até o dia dez de fevereiro, às 11 da noite quando entrar na Avenida. A gente quer a perfeição, quer o campeonato, com todo respeito a qualquer coirmã. A gente sempre vai achar alguma coisa para melhorar. Por ser um final de semana, acho que é o penúltimo final de semana útil de dezembro, de novo chegar para a rua com uma faixa de quase mil pessoas fazendo um trabalho forte de canto, testando um andamento um pouco mais acelerado, um pouco mais forte, que necessita que a escola esteja extremamente compacta, eu acho que o saldo é extremamente positivo. Acho que os paradões, os apagões que a gente está fazendo estão dando muito certo, e agora trabalhar, continuar trabalhando e perceber as oscilações naturais do samba. Trazer aquele grupo que ainda está um pouco mais de disperso que sempre tem. A gente vai trabalhar e vai conseguir esse resultado tão sonhado”, declarou o diretor.

Pedido necessário de quem tem a voz da razão

Considerado um dos pilares fundamentais para a boa fase que a Tom Maior vem vivendo, mestre Carlão, que pelo primeiro ciclo completo divide a função de mestre de bateria com a de presidente da escola, deixou um importante recado para a comunidade ao dar as suas impressões a respeito do ensaio.

TomMaior et PresidenteCarlao

“A gente sempre procura subir um degrau a mais, e graças a Deus os nossos ensaios estão constantes e sempre um pouco melhor. É isso que nós estamos buscando, a excelência em todos os departamentos. O calendário desse ano não foi muito grato com a gente, vamos ter três semanas sem o contato com o nosso público, e o que eu peço é que todos fiquem focados para que nós possamos voltar pelo menos no nível que nós terminamos o ensaio de hoje. (Quanto a bateria) Nossa preocupação é dar sustentação para o canto da escola e fazer um trabalho legal. Os nossos arranjos estão aí, está sendo legal. Estamos ensaiando bem para fazer o espetáculo na Avenida”, disse o mestre.

Comissão de frente

TomMaior et 21

Os componentes vestiam camisetas que identificavam o segmento, e realizaram um conjunto de coreografias que durava uma passagem completa do samba. Dois dos atores, um homem e a única mulher dentre os sete dançarinos, recebendo mais destaque na apresentação, tal qual a história narrada pelo enredo sugere. Ao longo da primeira parte da música, o protagonista masculino é rodeado pelos demais, e durante a etapa final da letra a feminina é erguida pelos outros cinco em um momento que chama atenção. A julgar pelo número de componentes, pela duração da dança e a possível ausência de um elemento alegórico, é possível deduzir que nem toda coreografia foi executada no ensaio. Não muda o fato de que a comissão de frente da Tom Maior demonstrou estar bem ensaiada.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Bastante comunicativos entre si, Ruhanan Pontes e Ana Paula foram observados em diversos momentos discutindo ideias e desenhando possíveis passos ao longo do ensaio. Sempre energético, o mestre-sala parecia complementar com ações as suas ideias diante dos olhares atentos da porta-bandeira. Nos momentos em que treinaram a apresentação completa, foi possível observar diferentes coreografias que o casal pretende agregar à dança tradicional do quesito desenhadas em determinados versos do samba da Tom Maior, causando impressão geral positiva apesar do vento algumas vezes tentar roubar a cena do pavilhão. Não é de hoje que a boa sintonia da dupla chama atenção.

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Harmonia

É notável que a comunidade da Tom Maior está muito à vontade com o samba da escola. Um canto elevado, constante e sempre acompanhando o carro de som foi observado a todo momento das primeiras às últimas alas. Nos apagões arriscados, baianas e passistas chamavam atenção por contribuírem positivamente para o belo coral da escola. Até mesmo as crianças pareciam levar a sério o treinamento, clamando a obra de maneira bonita e no devido tempo. Alguns componentes que cantavam menos pareciam apenas estar em seu primeiro ensaio, ainda lendo a letra do samba escrita em leques de papel que empunhavam, mas nem por isso comprometeram o brilhante desempenho do quesito.

TomMaior et InterpreteGilsinho

Evolução

Como destacado por Bruno Freitas, a Tom Maior optou por uma maior compactação de suas alas no ensaio para testar um andamento mais acelerado. A leveza com a qual as alas fluíam, porém, causavam um sentimento de que para o componente sua única missão era brincar o carnaval. Mesmo havendo algumas sugestões de coreografias nas alas comuns, nada parecia engessar a comunidade, que estava feliz e orgulhosa em defender as cores do pavilhão Vermelho e Amarelo.

TomMaior et AlaCriancas

O momento do recuo da bateria chamou atenção: a ala dos ritmistas, que virá logo atrás do carro Abre-alas, contará com passistas treinados para assumir rapidamente o espaço deixado pela “Tom 30” com uma coreografia única enquanto os demais se juntam para fechar o buraco. Olhares menos atentos nem se dariam conta de que a movimentação aconteceu. Está certo que o pequeno cruzamento com a Rua Anhaia, bastante apertada ainda mais com os carros estacionados em um dos lados da via, está longe da imensidão da área reservada à bateria no Sambódromo do Anhembi, mas que a estratégia chama atenção pela criatividade e capricho isso não há dúvidas.

TomMaior et BrunoCarlao

Samba-enredo

Com a primeira participação do intérprete oficial Gilsinho no ensaio de rua, que ficou de fora do anterior em função de compromissos com a Portela no Rio de Janeiro, o tão aclamado samba da Tom Maior atingiu seu auge. O maestro da voz ditou o ritmo do forte canto da comunidade com uma atuação irretocável, elevando os ânimos com seus cacos bem aplicados e confiando até mesmo em um apagão fora dos refrões, retornando sempre no momento certo. As bossas bem ensaiadas pela bateria “Tom 30” só reforçaram ainda mais a sensação de estar diante de uma apresentação julgada, com a obra da escola não cansando em nenhum instante ao longo de todo o desfile.

TomMaior et Componente

A sintonia de Gilsinho com a ala musical da Tom Maior é notável, e o artista demonstrou orgulho do trabalho apresentado ao analisar o desempenho do segmento no ensaio.

“Eu achei sensacional. A escola está cantando com vibração, cantando com coração. É isso que a gente quer, é isso que a gente precisa e foi isso aí que vocês viram. Um ensaio muito forte, muito bom. Todo mundo cantando juntos, todo mundo cantando com pressão, e a gente fica feliz. (Nos apagões) Foi certinho. Todo mundo voltou bem porque está todo mundo muito ligado. Tá todo mundo muito dentro do samba, então fica fácil. A gente já tá com o samba mentalizado, então não tem como errar”, afirmou o intérprete.

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Em 2024 Gilsinho defenderá a Tom Maior pelo terceiro ano consecutivo. O artista está muito à vontade na escola, e se depender dele é uma parceria que se perpetuará ainda por um bom tempo.

“A gente vai se adaptando cada vez mais. Pelo fato de ser o terceiro ano, eu já estou muito à vontade na escola. Parece que eu já estou aqui há dez anos. A escola é receptiva demais, comunidade muito receptiva, diretoria receptiva demais, então a gente está em condição de fazer um trabalho sempre muito bom. Eu estou muito feliz de estar aqui na Tom Maior, não troco a Tom Maior por nada, por enquanto pelo menos. Vamos trabalhando até a gente chegar no nosso objetivo.

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Outros destaques

Antes mesmo de todos os componentes da Tom Maior chegarem para o ensaio, um momento curioso envolvendo os Gaviões da Fiel ocorreu. Segmentos da agremiação alvinegra, cuja quadra fica em um quarteirão ao lado do local onde ocorreu o ensaio da Vermelho e Amarelo, fizeram um cortejo com direito a presença massiva da bateria “Ritimão”, como se estivessem realizando uma versão reduzida e animada de seu próprio ensaio de rua. A Fiel Torcida ganhou os aplausos do público da coirmã, que alinhou para o ensaio já pulsando em ritmo de samba para a própria apresentação.

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Quem também chamou atenção foi a madrinha de bateria, Andréia Gomes com seu look metade vermelho e outra metade amarelo. Com uma grande energia, samba no pé, brincou bastante. Inclusive no fim do percurso com o mestre-sala Ruhanan Pontes que foi sambar com ela, grande momento.

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A escola contou com uma destaque de chão logo após as baianas. Também tinha um quarteto de destaques de chão que já é característico na Tom. A ala das crianças veio bem animada e junto com a velha guarda em uma fita até como forma de proteção das duas alas. No fim da escola, dois casais mirim, além dos outros três casais tradicionais, marcaram presença.

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Arquibancadas especiais para desfiles de domingo e segunda do Grupo Especial do Rio estão esgotadas

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A Liesa, em conjunto com a Ticketmaster, anuncia que todos os ingressos para as arquibancadas especiais e cadeiras individuais dos desfiles de domingo e segunda-feira do Carnaval 2024 estão agora completamente esgotados. Esse fenômeno sublinha a popularidade e o prestígio inigualável deste evento cultural emblemático do Brasil.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

A venda de ingressos seguiu rigorosamente a política de limitação a quatro ingressos por CPF, com um sistema implementado pela Ticketmaster que proíbe compras através de CNPJ. Essa medida assegurou uma alocação justa e equitativa dos ingressos, permitindo que um maior número de foliões do carnaval participasse dos desfiles.

Enquanto as arquibancadas especiais para domingo e segunda-feira já alcançaram capacidade máxima, mais de 50% dos ingressos para o Desfile das Campeãs já foram adquiridos, demonstrando a alta demanda e entusiasmo pelo evento.

Vale ressaltar que a reserva de ingressos populares para os setores 12 e 13 será realizada no final de janeiro, através do site oficial Rio Carnaval.

Os interessados em comprar os ingressos ainda disponíveis para o Sábado das Campeãs devem acessar o site www.riocarnaval.com.br/ingressos

Rugiu! Grande Rio faz ensaio de rua com o canto da comunidade em destaque e muito entrosamento entre carro de som e bateria

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Com o canto da comunidade cada vez mais forte e um ótimo trabalho entre carro de som e bateria, a Acadêmicos do Grande Rio realizou, na noite do último domingo, seu quarto ensaio de rua, e transformou a Avenida Brigadeiro Lima e Silva em uma grande Passarela do Samba. Em 2024, a tricolor de Caxias levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Nosso destino é ser onça”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, e será a quarta escola a desfilar no domingo de carnaval.

Apesar de reconhecer o grande trabalho harmônico desenvolvido pela escola e avaliar o ensaio como positivo, o diretor de carnaval Thiago Monteiro ainda quer mais. Ele destaca que a cada ensaio o nível de dificuldade aumenta, a fim de preparar ainda mais o componente para o dia do desfile.

“Estou muito satisfeito com o canto. A gente tem treinado algumas coisinhas de evolução e entrada e saída de cabine. Pela nossa conta, ainda temos mais cinco ensaios de rua – contando com o técnico. Neste tempo aplicamos o que treinamos às terças-feiras na quadra. O calor humano é importante, porque na Sapucaí sempre esperamos a pior das temperaturas. É um processo. A gente tem colocado estandarte de mão nas alas, o que não tinha no início. Isso porque o foco maior era deixar as alas mais livres e soltas, com a preocupação de interagir com o samba. Agora, dá para ser mais exigente e aumentar o sarrafo mais um pouco. Temos colocado um grau de dificuldade em algumas coisas. É tudo um processo e estou muito satisfeito com o estágio que hoje estamos”, comenta o diretor de carnaval.

A boa relação entre carro de som e bateria é um ponto fundamental no sucesso do canto da escola, mas não o único. Isso porque a agremiação conta que o trabalho em quadra, voltado para aprimorar o canto da comunidade, é fundamental e tem surtido efeitos. Para o intérprete Evandro Malandro, a expectativa é que a energia dos componentes contagie a Marquês de Sapucaí.

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Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

“Nós temos um trabalho paralelo de canto só da comunidade. São dias separados somente para a comunidade cantar à capela mesmo. Tem vezes que não vai nem a harmonia das cordas, nem a bateria, só um surdo para a gente marcar. Temos um professor de canto, o Pedro Lima, que costuma passar alguns trechos como o ‘Werá, werá auê’ e ‘Yawalapiti’, com calma. Daí nós conseguimos vir quebrando comentários de que o samba é difícil de cantar, porque não é. Basta vir no ensaio e sentir e sentir como é que está o canto da escola. Isso vai contagiando o público, a arquibancada e tenho certeza que resultará em um ótimo efeito até o dia do desfile”, diz Evandro.

Mestre-Sala e Porta Bandeira

Mais uma vez, responsáveis por abrir o ensaio de rua, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Daniel Werneck e Taciana Couto, deram um show de carisma, leveza e conexão, além, claro, de muito samba no pé – em especial Daniel durante a simulação da apresentação aos jurados.

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Harmonia

Destaque do ensaio, o canto da escola, acompanhado do bom entrosamento entre carro de som e bateria, levantou o ensaio de rua. Um dos destaques desde a largada dos treinos ele evolui a cada dia mais. Entre as alas, o destaque vai para a cinco, que cantou muito forte. Jefferson Guimarães, Clayton Bola e Andrezinho, que integram a comissão de harmonia da Grande Rio junto com Cacá Santos, avaliaram o ensaio como positivo, mas ressaltam a importância de um trabalho contínuo em busca da excelência: ‘Treino é treino, jogo é jogo’.

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“A gente faz uma avaliação positiva a cada ensaio. Em todo ensaio evoluímos um pouquinho. A gente vê que a comunidade está ‘comprando’ a ideia de trazer o canto e fazer, de fato, essa escola ‘rugir’. Essa é a ideia”, diz Jefferson.

“Jogo é jogo e treino é treino. Nós estamos no 60%, mas tenho certeza que lá em fevereiro nós vamos chegar a 100%. Quando o povo caxiense entra na Marquês de Sapucaí, chega com sangue nos olhos para fazer sempre o melhor para a Grande Rio e o chão de Caxias”, comenta Clayton.

“Sempre tem um negócio para acertar. Cada dia tem um ‘negocinho’, mas na semana seguinte já melhora – é assim que funciona. A cada vez tem algo para fazer”, completa Andrezinho.

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Evolução

O treino começou às 21h46 e teve aproximadamente 1h10min de duração. A Avenida Brigadeiro Lima e Silva, local do ensaio, é larga em boa parte de seu trecho – o que contribui para uma boa evolução da agremiação. Duas ruas paralelas chegaram a ser usadas como recuo da bateria. No início, o carisma e a popularidade da nova musa da escola, Deolane Bezerra, agitou o público presente, que chegou a entrar na área de desfile para tietar a artista. Apesar disso, o ensaio correu bem e não foi prejudicado.

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Samba

Se inicialmente os críticos consideraram que o samba-enredo possui uma letra difícil, o chão caxiense provou o contrário. Além de cantarem a canção inteira, uma explosão do canto entre os componentes ocorria no refrão “Werá, werá auê, naurú werá, auê// A Aldeia Grande Rio ganha a rua// No meu destino a eternidade // Traz no manto a liberdade// Enquanto a onça não comer a Lua!”.

“Estamos muito felizes e motivados. O que aconteceu aqui hoje é a prova do que vem ocorrendo na quadra – este ótimo entrosamento que eu tenho com a bateria e o mestre Fafá. A nossa comunidade, a cada semana que passa, tem uma vontade de cantar cada vez mais. A nossa harmonia trabalha muito nisso. Realmente estou muito feliz pelo rendimento que nós tivemos e esse canto maravilhoso que tivemos hoje apenas comprovou tudo isso. O Fafá é meu irmão e major. A bateria é muito boa e ele é um cara muito educado para lidar com a bateria – muito musical. Isso só encaixa muito bem, Graças a Deus, com o trabalho que realizamos juntos”, avalia o intérprete Evandro Malandro.

Outros destaques

Destaque para a bateria da Grande Rio. Sob o comando de mestre Fafá, os ritmistas evidenciaram a excelência do quesito e o entrosamento com a equipe de Evandro Malandro. Ao CARNAVALESCO, Fafá comentou o desempenho do samba e da bateria, além da relação com o carro de som.

“Sabemos que janeiro é muito curto, então estamos trabalhando muito em cima do nosso samba e fazendo grandes ensaios para que ele seja bem trabalhado. Eu tenho acompanhado muitos comentários na internet sobre os sambas. Acredito que no carnaval, hoje, não existe mais samba ruim. Quando isso é falado, a comunidade abraça ainda mais. Temos vários exemplos sobre isso. Eu e o Evandro temos feito um trabalho junto com a comunidade. Tem momentos, às terças-feiras (ensaios de quadra), que deixamos somente a bateria e a comunidade para ela destacar a força no canto – e vem fluindo muito bem. O Evandro é um cara que dispensa comentários, te deixa super confortável e acredito que hoje é um dos top três do carnaval. A bateria está encaixada com o samba e o canto da comunidade, todas as ‘paradinhas’ são feitas em cima da melodia. Está fluindo muito bem, mas sabemos que é um dia e um passo de cada vez para, se Deus quiser, chegarmos bem afiados na Marquês de Sapucaí”, disse Fafá.

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Nova musa da Tricolor da Baixada, Deolane Bezerra marcou presença no ensaio de rua e já se tornou queridinha dos caxienses. Na abertura do ensaio, a advogada e influenciadora agradeceu à comunidade e prometeu dar o seu melhor: ‘O samba no pé está meio durinho ainda, mas prometo melhorar’.

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“É muita emoção. Estou arrepiada desde o começo. É muito gratificante ver que a comunidade me recebeu assim. Só tenho a agradecer a Deus e a todos”, declarou a musa da Grande Rio.

Pisou forte! Bateria dá show em ensaio de rua para o Carnaval 2024 com canto intenso da comunidade da Viradouro

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Com a força da energia de Dangbé, a Unidos do Viradouro realizou, na noite do último domingo, seu sexto ensaio de rua, na Avenida Amaral Peixoto, no Centro de Niterói, rumo ao carnaval de 2024. Comandada por Mestre Ciça, a bateria “Furacão Vermelho e Branco” proporcionou verdadeiro espetáculo ao público presente ao longo da via. Muito elogiado, o samba da Vermelha e Branca, defendido com maestria pelo intérprete Wander Pires, foi combustível para o forte canto, no “padrão Viradouro da qualidade”, da comunidade. Em 2024, a Unidos do Viradouro será a sexta e última escola a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, encerrando os desfiles do Grupo Especial. A agremiação irá em busca do terceiro título de campeã da folia carioca com o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre a energia do culto ao vodum serpente, que será desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, em seu segundo carnaval solo na escola.

“A escola vem em uma crescente. A internet, as redes sociais apressam muito alguns processos que são naturais de carnaval, já tem campeão disso, campeão daquilo e acho que a Viradouro vem mostrando nos últimos anos que tem sua organização, seu tempo de acontecer. De fato, entramos em dezembro já muito mais forte do que entramos novembro e assim vai ser janeiro e fevereiro. A escola vem correspondendo a altura da expectativa que temos de ganhar o carnaval, o décimo perdido, com todo respeito a campeã, nós ficamos mordidos, com mais vontade de ganhar. Tudo ocorrendo maravilhosamente bem, a escola mantendo esse nível de exigência que todos têm internamente e externamente, também. A escola ensaia na Amaral Peixoto com grande contingente, não é um grande
ensaio, maravilhoso que é um bloquinho. É um ensaio com gente, com pressão, atendendo ou buscando atender as dificuldades que o Sambódromo vai nos colocar em fevereiro. Estou muito feliz com o trabalho que está sendo realizado até agora e pode ter certeza que em fevereiro, a escola vai chegar no ápice”, salientou o diretor-executivo, Marcelinho Calil.

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Fotos de Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A abertura do ensaio de rua da Unidos do Viradouro, no último domingo, ficou por conta do experiente casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da escola, Julinho Nascimento e Rute Alves. A dupla realizou excelente apresentação ao longo da Avenida Amaral Peixoto. Julinho Nascimento vestia uma roupa na cor vermelha, da escola, enquanto Rute apostou em um modelo estampado, com as cores da bandeira da escola, vermelho e branco. Nos módulos de julgadores, sinalizados por placas na pista, o casal realizou fortes apresentação, mesmo com o vento que acometia a cidade de Niterói na noite.

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A dupla apostou em uma coreografia que mescla elementos da dança tradicional com alusões à letra do samba e o enredo da escola, como quando realizavam movimentos de cobras com as mãos. A se destacar, também, a potência dos giros da porta-bandeira Rute Alves, que eram acompanhados pelo mestre-sala Julinho. A força do enredo da escola podia ser sentida em cada movimento do casal.

Harmonia

O canto da comunidade da Viradouro no ensaio de rua da escola foi intenso, potente e linear ao longo de todas as alas. O samba da escola, elogiado durante o pré-carnaval, impulsionou o desempenho da harmonia da Vermelha e Branca. O carro de som da Vermelha e Branca, comandado por Wander Pires, teve contribuição fundamental para o desempenho da obra e do canto da escola. Em certos momentos, quando a bateria da escola realizava “apagões”, o canto da escola podia ser notado em todos os cantos da Avenida Amaral Peixoto. A tradicional ala de baianas da Viradouro foi destaque positivo no quesito, com o samba na ponta da língua no ensaio.

“Hoje foi um ensaio muito produtivo, uma escola muito grande, com uma participação de quase 100% do corpo da escola. O samba funcionando cada vez mais, a bateria, o carro de som cada vez mais aprimorando o que a gente entende que é chegar perto de uma perfeição. Hoje, nós fizemos alguns testes de bossas, principalmente de canto e a comunidade correspondeu, cantou, gritou o samba, principalmente na parte do refrão, na qual se exige essa parada para jogar para o povo e a retribuição foi um canto forte e é isso que a gente busca nesse trabalho”, comentou o diretor de carnaval da Viradouro, Dudu Falcão.

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Evolução

Leve, compacta e fluída, assim pode ser definida a evolução da Unidos do Viradouro no ensaio de rua. As alas da escola deslizaram ao longo da Avenida Amaral Peixoto. A se destacar a espontaneidade de diversas alas da escola, sobretudo as que vinham após o carro de som, que esbanjaram alegria e leveza. As alas coreografadas da escola também foram destaque, com as bonitas e bem sincronizadas danças apresentadas. Ao longo dos cerca de uma hora e dez minutos de ensaio, não se percebeu nenhum buraco, muito menos alas emboladas ou acelerações exageradas no passo.

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Samba–Enredo

O samba-enredo da Unidos do Viradouro, composto por Claudio Mattos, Claudio Russo, Julio Alves, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, Vinicius Xavier, Celino Dias, Bertolo e Marco Moreno confirma a cada ensaio de rua da escola, o motivo dos elogios recebidos neste período de pré-carnaval. Com excelente condução do carro de som da Vermelha e Branca, sobretudo do intérprete Wander Pires, a obra foi combustível para a animação e canto dos componentes da escola. O refrão principal, sobretudo o trecho do “Pra vitória da Viradouro”, foi cantado a plenos pulmões pelos componentes, assim como o bis anterior “ê alafiou, ê alafiá…”. As bossas realizadas pela bateria “Furacão Vermelho e Branco” também contribuíram para o bom desempenho da obra.

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Outros destaques

A bateria “Furacão Vermelho e Branco”, comandada por mestre Ciça, foi um show à parte no ensaio de rua da Viradouro. Quem esteve presente no local pôde acompanhar novidades apresentadas pelo mestre de bateria da escola, o que já se tornou marca registrada de Mestre Ciça. A primeira delas foi uma nova bossa, testada pela primeira vez diante do público, no refrão do meio do samba-enredo, “Ergue a casa de bogum, atabaque na Bahia…”, onde os ritmistas da Furacão se agachavam na pista e só permaneciam de pé os que tocavam atabaques, que fazia apresentação solo nessa parte da letra. Além disso, o “apagão” realizado pela bateria no refrão principal do samba agora é feito por mais tempo, desde a parte do “Derrama nesse chão..” até o final do refrão, em “Pra vitória da Viradouro”. A mudança foi feita a fim de facilitar e impulsionar ainda mais o canto da comunidade da escola.

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Fotos: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

“A gente está sempre querendo inventar alguma coisa diferente, hoje nós colocamos em prática algumas coisas. Nós tentamos colocar em prática hoje aqui, mas não é nada definitivo ainda não. Como está se aproximando do Natal, mês que vem nós já vamos ensaiar todos os dias, a ideia é essa. Acho que a bateria está pronta, faltam só alguns detalhes. A gente precisa bater firme na tecla do andamento, que é importantíssimo, treinar mais a levada de caixa, aperfeiçoar melhor. Vamos realizar ensaios isolados na quadra, às segunda-feiras, com cada naipe isolado. A partir da primeira semana de janeiro, a gente não para mais”, explicou mestre Ciça.

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Sempre presente, a rainha de bateria da Viradouro, Érika Januza, vestiu uma bela fantasia em tons prateados e brindou o público com muita simpatia e samba no pé. Quem também marcou presença foi a musa da Viradouro, Lore Importa, em uma bela roupa dourada.

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