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Rainha do Tuiuti, Mayara Lima fala em representatividade: ‘Meu intuito em estar à frente da bateria é representar essas meninas’

Há dois carnavais como rainha da bateria do Paraíso do Tuiuti, Mayara Lima se tornou um fenômeno dentro e fora das quadras e da Passarela do Samba. Nas redes sociais, a majestade acumula mais de 900 mil seguidores. Fora delas, Mayara carrega uma legião de sambistas admirados com seu samba no pé e sincronismo com os ritmistas. Mas muito além do sucesso e do alto desempenho na dança, a rainha da SuperSom também se tornou sinônimo de representatividade para muitas crianças.

Foto: Alexandre Vidal/Divulgação Rio Carnaval

Nos ensaios de rua da escola de São Cristóvão, muito além do samba no pé, o que também chama a atenção é o carinho e admiração do público infantil pela sambista. Além da tietagem, as crianças também tentam reproduzir as coreografias de Mayara. Cria da Cidade de Deus, ela acredita que estar à frente do posto de rainha de bateria é, também, a representação de meninas da comunidade.

“É muito importante. Sempre falo e repito: o meu intuito em estar à frente da bateria é representar essas meninas. Eu faço a maior questão de puxar para o meu lado as crianças que me acompanham no ensaio ou pedem para sambar comigo. Acredito que esse é o resgate do samba e o nosso futuro. Se quem está agora não alimentar, não oferecer o melhor para essas crianças e não mostrar o melhor que o samba tem, ele deixará de existir. Quanto mais a gente alimentar isso, será melhor para o futuro”, comenta a rainha de bateria.

Começou a vida no mundo do samba no Aprendizes do Salgueiro. Em 2022, bastou um ensaio da bateria no setor 11 da Marquês de Sapucaí para a então princesa se tornar um dos assuntos mais comentados das redes sociais e cair nas graças dos sambistas. O resultado não poderia ser outro: Mayara foi coroada rainha de bateria do Tuiuti.

Ela afirma que o samba no pé é natural e o sincronismo com a SuperSom somente ‘acontece’. Hoje professora de dança, a rainha de bateria conta que a receita é a prática e muito treino. Não precisa nascer com o dom, basta querer, dedicar-se e aprender.

“Parece ser fácil na hora de explicar (risos). Eu gosto muito de improvisar. Venho, escuto a bateria e vou. Só escuto a música e deixo meu corpo falar. Acredito que mostrar o que tenho dentro de mim, sem ensaiar passo marcado ou robotizar muito, é mais significante – trazer a essência do que vem na minha alma e do que mais amo fazer, que é dançar. Não é que eu faça muita coreografia, eu só expresso o que tem dentro de mim e o meu amor pelo samba. Costumo dizer que o samba é a minha maior forma de expressão, então o que eu puder fazer aqui, eu faço. O samba é a minha cura”, disse Mayara.

Após atingir níveis de influenciadora, ser considerada uma das últimas revelações do carnaval e receber tantos outros elogios, Mayara dispensa comparações e títulos como “a maior rainha de todas”. Para ela, dividir espaço com outros grandes nomes do mundo do samba é motivo de muita responsabilidade.

“É uma grande responsabilidade, porque, dentre tantas rainhas maravilhosas, estar no meio é uma honra para mim. Temos Bianca, Evelyn, Lorena Raissa, Maria Mariá, Viviane Araújo, Sabrina Sato, entre tantas rainhas maravilhosas que fazem parte dessa nova jornada. Fico muito feliz em fazer parte disso. Ser nomeada como a rainha maior e coisas do tipo é muito superficial, porque têm tantos talentos na Sapucaí. Fico muito feliz de dividir o cenário com essas rainhas maravilhosas”, destaca.

Foto: Léo Queiroz/Divulgação Rio Carnaval

O sucesso também vem acompanhado dos haters – pessoas mal-intencionadas que utilizam as redes sociais para atacar alguém. Apesar da enxurrada de elogios, há quem critique o bailado da majestade. Mayara conta que traz consigo as vivências que teve ao longo da vida. Para ela, o samba no pé somado com algumas coreografias não causa problema algum. O importante é reconhecer e respeitar a história do samba e os ancestrais.

“Eu acredito que por eu incluir passos de samba dentro da musicalidade e do que a bateria pede, muitas pessoas tiram isso como ‘fazer coreografia’. Mas eu trago a minha vivência para dentro do samba para engrandecer a minha arte do samba no pé, mas nunca esquecendo do mais importante que é, de fato, o samba raiz. Mesclando o samba no pé com as firulas, não há pecado nenhum. Respeitando quem veio antes de mim – meus ancestrais -, misturo o que aprendi a vida inteira”, explica.

No carnaval deste ano, a rainha do Morro do Tuiuti promete uma fantasia levíssima para que possa evoluir bastante na Passarela do Samba. À frente da SuperSom, ela entrará na Marquês de Sapucaí na segunda-feira de carnaval. A escola de São Cristóvão será a quinta agremiação a desfilar.

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