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Freddy Ferreira analisa a bateria da União do Parque Acari no desfile

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Uma apresentação correta da bateria da União do Parque Acari, dirigida pelos mestres estreantes Erik Castro e Daniel Silva. Uma boa conjunção sonora foi produzida, junto de bossas com pressão sonora, provocada pelo impacto dos surdos.

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Uma bateria da Acari bem afinada foi notada. Destaque para a maceta do surdo de primeira, com diâmetro maior que o de costume, originada na bateria do Vai Vai e que deixa o som com aspecto grave peculiar. Marcadores de primeira e de segunda foram firmes durante o cortejo. O balanço envolvente dos surdos de terceira ajudou no preenchimento musical dos graves. Ja pelos naipes médios, repiques coesos tocaram de forma integradas a um naipe de caixas ressonantes, que serviu de base musical para todo o ritmo. A cozinha da bateria ainda contou com atabaques.

A parte da frente do ritmo da União do Parque Acari exibiu um naipe de tamborins de virtude técnica, que executou um desenho ritmo simples de modo eficaz. Uma ala de chocalhos de qualidade também auxiliou na musicalidade das peças leves, assim como um naipe de cuícas sólido demonstrou funcionalidade.

As bossas da Parque Acari eram baseadas nas nuances melódicas no samba-enredo da escola, contribuindo com pressão, graças ao impacto sonoro envolvendo os surdos nos arranjos musicais. O ritmo era consolidado através das variações melódicas da obra, com destaque sonoro para o swing produzido na bossa do refrão do meio, bastante dançante, além da boa execução. Já a paradinha iniciada no final da segunda do samba teve um solo de atabaques logo no início do arranjo, com certo grau de complexidade.

A apresentação na primeira cabine de julgadores foi correta, embora muito longa em duração, o que não costuma ser bom para a bateria por deixar o julgador avaliar por mais tempo o ritmo. A exibição na segunda cabine poderia ter sido melhor, já que um pequeno deslize envolvendo um surdo que acabou sobrando numa bossa colocou em risco a apresentação no terceiro módulo. Foi bem sutil e não há garantias que o equívoco sonoro possa chegar ao jurado, que fica no alto e afastado. Sem dúvida a apresentação na terceira e última cabine (quarto módulo) foi a mais segura e firme, na boa estreia dos mestres Erik Castro e Daniel Silva, comandando a bateria da União do Parque Acari.

União do Parque Acari estreia na Sapucaí com plástica surpreendente em desfile regular, mas fantasia atrapalha casal

Por Raphael Lacerda e fotos de Nelson Malfacini

Estreante na Marquês de Sapucaí, a União do Parque Acari abriu a primeira noite de desfiles da Série Ouro do carnaval carioca. Mesmo com as arquibancadas ainda vazias, a agremiação fez um desfile positivo, mas que destacou os problemas enfrentados pelas agremiações do Acesso. Afetada pelas chuvas que atingiram o barracão, a agremiação perdeu fantasias e teve parte das alegorias danificadas há poucas semanas do desfile. Apesar disso, a entrega da comunidade, a comissão de frente e a alegria de estrear na Passarela do Samba foram destaques da noite. Por outro lado, a fantasia da porta-bandeira Layne Ribeiro atrapalhou a apresentação do casal.

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Comissão de Frente

Sob o comando do coreógrafo Valci Pelé, o grupo representou “O Ritual de Obaluaiê no Sagrado da Mãe Hilda de Jitolú”, e retratou os filhos de Ilê Aiyê. Com 15 bailarinos – dez homens e cinco mulheres -, a apresentação foi dividida em dois atos. No primeiro, os componentes iniciaram a dança no ritual do Candomblé, com a representação do orixá Obaluaiê.

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O segundo momento foi marcado pelo aparecimento de Mãe Hilda, que trouxe em suas mãos a representação de uma pomba branca acoplada a um drone, que sobrevoava até o término da apresentação. Para auxiliar na encenação, a equipe utilizou um elemento cenográfico com quatro guarda-sóis que representavam a ancestralidade dos cultos religiosos. Durante a apresentação aos módulos de jurados, a comissão passou de forma correta e foi aplaudida pelo público. Foi um dos destaques da agremiação.

Mestre-sala e Porta-bandeira

A dupla formada por Vinicius Jesus e Layne Ribeiro representou Olorum Ayê, a ligação entre o céu e a terra. Nas duas primeiras cabines a porta-bandeira apresentou dificuldade na execução dos giros, por conta do peso da fantasia. A apresentação do casal foi marcada pelo bailado mais clássico, além do estilo expressivo do mestre-sala.

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Enredo

Com o enredo “Ilê Aiyê – 50 anos de luta e resistência”, desenvolvido pelo carnavalesco André Tabuquine, a Acari celebrou os 50 anos do bloco afro mais antigo do Brasil. Para retratar a história, o desfile da agremiação foi dividido em três setores: o primeiro, denominado “A religiosidade”, representou a espiritualidade do bloco e de mãe hIlda. Já no segundo, a escola trouxe a “Negritude Africana”, que homenageou a Deusa do Ébano. O setor contou os enredos do Ilê Aiyê. O último setor foi denominado de “A Ancestralidade Baiana”, encerrou a festividade baiana e também simbolizou a Ladeira do Curuzu. O enredo levou para a Avenida um apanhado da ancestralidade e festividade – representada pelo Ilê Aiyê.

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Alegorias

A União do Parque Acari levou para o Sambódromo três alegorias e um elemento cenográfico da comissão de frente. No geral, o conjunto visual da agremiação chamou a atenção antes mesmo do desfiles, já que é uma agremiação que estreou na Marquês de Sapucaí. Destaque para o segundo carro, que representou “A noite da beleza negra”. O bom acabamento da alegoria era realçado pela iluminação. Já o primeiro carro apresentou problemas leves de acabamento, com algumas emendas de revestimento aparentes.

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Fantasias

Para fazer jus a agremiação, vale ressaltar que a escola foi diretamente impactada pelos problemas enfrentados nos barracões da Série Ouro. As fortes chuvas do mês de janeiro fizeram com que a escola perdesse mais de 100 fantasias. Apesar disso, a escola conseguiu se recuperar bem e teve um desempenho razoável no segmento, trazendo roupas com leitura e bom acabamento.

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Harmonia

O carro de som da agremiação foi comandado por Leozinho Nunes e Tainara Martins. A dupla teve boa participação no desfile. Como de praxe em boa parte dos desfiles da Série Ouro, a primeira agremiação desfilou com as arquibancadas ainda vazias e foi recebida de forma morna pelo público presente. Apesar disso, os componentes desfilaram com o canto regular e mostraram a alegria de estrear na Passarela do Samba. No geral, não houve discrepância entre as alas.

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Samba-enredo

A obra foi composta por Jorginho Moreira, Professor JR., Raphael Krek, Márcio de Deus, Madalena, Alexandre Reis, Odmar do banjo, Cléber Araújo, Telmo Augusto, Gigi da Estiva, Professor Laranjo, Leozinho Nunes e Tainara Martins. A obra passou de forma satisfatória na Avenida. O trecho que teve o melhor desempenho foi o refrão “Parque Acari// Meu maior tesouro// Cintilar teu pavilhão. Os componentes cantavam o samba por inteiro, o refrão principal era o ápice. Entre a comunidade passou bem. Na Avenida, como falado no quesito Harmonia, foi morno.

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Evolução

Se por um lado abrir a noite de desfiles impacta na recepção do público, por outro, evita o cansaço dos componentes. A alegria de estrear na Sapucaí contagiou os componentes, que evoluíram de forma fluída e espontânea. O quesito teve um desempenho positivo. O desfile terminou aos 54 minutos.

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Outros Destaques

Mesmo com os problemas enfrentados durante o pré-carnaval, a União do Parque Acari lutou e fez um desfile marcado pela força de vontade da comunidade e a alegria de estrear no solo sagrado do samba.

Uma apresentação correta da bateria da União do Parque Acari, dirigida pelos mestres estreantes Erik Castro e Daniel Silva. Uma boa conjunção sonora foi produzida, junto de bossas com pressão sonora, provocada pelo impacto dos surdos.

‘Gosto de andar igual perua e de andar de chinelo’, diz Betinha, a popular presidente da Vigário Geral

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Vigario Geral Esp02002“Eu vou levar meu povo para Maracanaú”, foi isso que Betinha disse ao site CARNAVALESCO ao apresentar a sua comissão de frente. Ela, que veio representada por um componente do quesito, teve até seu look e penteado imitados para uma representação à altura da presidente popular que ela é.

“Eles estão indo para Maracanaú, tem até uma pessoa que está me representando. Me perguntaram como eu estaria vestida, para ela vir me representando na comissão de frente, levando a escola para Maracanaú. Está até trazendo a sandália que perdi ano passado, acho que foi ela que roubou”, disse a presidente aos risos.

Betinha, que viralizou na internet ano passado, com o seu discurso de arrancada, dizendo que estava “bolada”, pois tinha perdido a sua sandália, não nega que é popular, mas justifica o porquê de tanta popularidade.

Vigario Geral Esp02001“Eu me sinto popular sim, não do jeito que o povo fala, mas eu sou popular porque eu sou uma presidente de pé no chão, gosto de andar com o meu bonde, ir ao pagode. Eu não sou uma presidente nariz em pé, eu sou eu, Betinha. Gosto de andar igual perua, a cada hora eu mudo o look e também ando de chinelo igual aos outros. Hoje eu vim de trem com o meu bonde, todo ensaio técnico e desfile eu só venho de trem ou metrô, mesmo tendo a opção de ônibus com ar condicionado”, conta Betinha.

No ano passado, houve um incidente com a sua sandália, esse ano quase foi o vestido. Mas Betinha conseguiu resolver.

“Eu queria vir com um desfile de franja, comprei, mas não chegou, atrasou lá em Florianópolis, mas consegui esse aqui que está lindo”, disse a presidente rodando com seu vestido branco de franjinha.

Comprovando ser uma presidente pé no chão, Betinha dedica a sua popularidade ao seu povo da comunidade de Vigário Geral.

“É meu povo que me faz popular, a minha comunidade, eu me sinto popular lá, na minha comunidade. Tudo eu estou dentro, gosto de samba, pagode, funk, carnaval”, finaliza a presidente.

O maior São João do planeta, retratado no maior espetáculo da terra: Maracanáu representado pela Vigário Geral na Sapucaí

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Vigario Geral Esp01003Para os componentes da Vigário Geral, não há dúvidas de que a festa de São João da cidade de Maracanáu, no Ceará, é o maior do planeta. Os componentes da escola que apresentou o enredo “Maracanaú – bem -vindos ao maior São João do planeta”, contaram ao site CARNAVALESCO o que o desfile representa e a importância de contar sobre a cultura nordestina na avenida carnavalesca mais famosa do Brasil.

Claudete Duarte, de 64 anos, que saiu do estado de Santa Catarina para estrear na Vigário Geral, conta que ama as duas festas, São João e carnaval.

Vigario Geral Esp01002“Eu amo o carnaval, saio em 8 escolas esse ano, e a segunda festa que eu mais amo é São João. Então é um sonho sair no carnaval contanto sobre outra festa que eu amo, São João é uma festa muito querida, a escola está muito linda pelo que eu vi, muito colorida e vai arrepiar, com certeza, Maracanaú é o maior São João do planeta, os outros agregam, é tudo alegria, é tudo de bom, mas o maior é lá no Ceará”, afirma a catarinense que desfilará nos outros três dias de Sapucaí.

A servente de obras, Maria Isabel de Jesus, de 40 anos, que há 4 desfila como baiana na agremiação, desfilar em um enredo sobre São João é emocionante, pois mexe com a sua história.

“Como eu já fui quadrilheira, falar de São João é puxar a minha raiz de quadrilheira, eu chego a ficar meio arrepiada. Porque, eu moro no interior de Bangu e lá eu aprendi a gostar de dançar quadrilha. E lá em Bangu mesmo eu aprendi a gostar de samba. Minha mãe me levou para o samba e hoje em dia eu sou baiana com a minha mãe e minha irmã, até as minhas filhas já foram baianas comigo também, então está na raiz, está no sangue. É o povo brasileiro, brasilidade, São João, carnaval, Vigário Geral, até rimou”, disse a baiana.

Vigario Geral Esp01001O terceiro carro da Vigário Geral, chamado “O maior São João do planeta”, veio todo colorido, decorado com estampas e balões de festa junina. Algumas componentes do carro falaram da representatividade do nordestino para o Brasil, tanto na cultura, quanto na formação do país.

“O carro vem falando dessa tradição de São João, a valorização do nordeste enquanto cultura popular brasileira, o respeito a cultura do nordestino, trazer o nordestino para o Rio de Janeiro. Porque esse nordestino vem para o sudeste trabalhar e o sudeste está recebendo, está abraçando esse nordestino, a gente vem falando sobre isso também. Além de falar da maior festa junina do Brasil, que é o São João de Maracanaú, a gente também vai falar sobre essa questão do nordestino inserido na cultura popular enquanto cidadão, a valorização desse nordeste”, afirma a professora de história Tânia dos Santos, que tem 53 anos e desfila há 4 carnavais na tricolor.

A também professora Brenda Arroco, de 42 anos, que desfila há 6 anos pela agremiação, segue o mesmo raciocínio da colega de profissão e de carro alegórico.

“Esse carro é a personificação da cultura nordestina, tem até uma parte do enredo que fala que o Ceará é o tronco que alimenta as flores do país, as folhas do país, e eu acredito que isso é a força que o nordestino traz para a gente e que acaba sendo a base de todo o país, em relação ao trabalho, em relação ao crescimento do Brasil. Apesar das pessoas menosprezarem o nordeste, eu creio que o enredo vem para mostrar a diferença a partir da festa, mas com a alegria que eles trazem para gente. O nordestino, apesar do muito trabalho, apesar das dificuldades todas que passa, tem essa alegria que é trazida para a gente. Pela força dos padroeiros, que o enredo ainda traz isso, o São João, o santo”, comenta a professora.

Lia de Itamaracá: A sereia do abre alas da Império da Tijuca

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Imperio da Tijuca Esp02002O abre alas da Império da Tijuca, representando “nos braços da linda mãe sereia”, trouxe um carro com o mar como um portal para a espiritualidade e a expressão artística de Lia, destacando suas canções em homenagem a Iemanjá, estabelecendo uma conexão entre música, devoção e natureza. O carro foi elaborado em tons de azul, com detalhes nos corais e recifes feitos com seis mil garrafas de PET, confeccionadas pelos estudantes do Instituto Federal do Rio de Janeiro, sob a coordenação dos professores André Wonder e Flávio Sabrá.

O carnavalesco Junior Pernambucano contou sobre alguns imprevistos que aconteceram, também falou um pouco sobre o carro abre alas e expressou sua felicidade com o Carnaval de 2024: “A gente teve uns imprevistos aí, mas contornamos e vai dar tudo certo. O Abre Alas é uma novidade com a Lia de sereia e eu estou feliz com essa grande homenagem à Lia e a gente está realizado com o resultado”.

Imperio da Tijuca Esp02001Sebastião, conhecido como Tiãozinho, compartilhou toda a sua emoção em desfilar no abre alas ao lado de Lia e tudo que a escola representa em sua vida: “Eu desfilo há 67 anos na escola. Saí por um momento, mas eles se lembraram de mim e eu retorno ao lado da Lia, porque sou o mais antigo da escola. Meu nome é Sebastião, mas todos me chamam de Tiãozinho. Já fui presidente da escola e conquistei o primeiro campeonato para ela. Fui presidente da velha guarda e da ala de compositores por 21 anos. O reconhecimento deles para comigo é algo muito especial. Eu nasci no Morro da Formiga e tenho orgulho disso. Minha filha e minha neta agora desfilam comigo.”

“Para mim é um sonho, desde criança eu sonhei em participar e hoje eu vou controlar para não chorar, porque a emoção é imensa, imensa, não tem palavra. É só aproveitar e brilhar e sentir essa emoção, essa energia, já sinto eu tenho certeza que lá vai ser algo muito mais incrível. Mas já as expectativas são grandes para mim estar aqui”, desabafou Elizabeth de 37 anos.

Imperio da Tijuca Esp02003Juan Junior Rodrigues de Andrade de 27 anos e grande fã de Lia, expressou seus sentimentos em viver esse momento: “Eu como fã de Lia de Itamaracá, estou muito contente, emocionado, muito feliz, porque ela representa uma gigante da nossa música, da nossa arte, da nossa cultura. Então, eu estou realmente muito feliz de estar participando do desfile da escola, que está homenageando Lia de Itamaracá, e de estar no carro abre alas juntamente com a Lia de Itamaracá, que era um dos meus sonhos, conhecer ela. Então, eu estou muito contente e eu acredito que esse desfile vai ser maravilhoso. As expectativas são altíssimas. Pelo que eu vi, as fantasias estão maravilhosas, o samba-enredo é maravilhoso, o tema do desfile, o enredo por si só, já é muito grandioso, e ter a presença de Lia de Itamaracá aqui é motivo para causar muita alegria, muita emoção, muita… sem palavras, é uma coisa muito verdadeira, muito íntima, que vem do coração”.

Império da Tijuca: fotos do desfile no Carnaval 2024

União do Parque Acari: fotos do desfile no Carnaval 2024

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União do Parque Acari exalta a religiosidade em seu abre-alas

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Acari Esp02001O abre-alas da União do Parque Acari, chamado de “A Religiosidade” abriu o desfile da Série Ouro do Carnaval carioca, nesta sexta-feira, mostrando a criação do bloco Ilê Aiyê e abordou a religiosidade de Mãe Hilda Jitolú e a força dos seus vooduns.

O carro branco carregava o nome da escola, com detalhes dourados e marrons. Era possível ver a figura de Hilda no carro, além de pombas brancas e estátuas que relembravam diretamente as religiões de matrizes africanas.

A escola de Acari preparou uma celebração em honra aos 50 anos do mais antigo bloco afro do Brasil, o Ilê Aiyê. Diretamente da Bahia para a Marquês de Sapucaí, o enredo se destacou por seu compromisso em promover a valorização da cultura afro-brasileira, enquanto combateu o racismo e fomentou a igualdade através de desfiles, música e diversas atividades culturais.

Acari Esp02002Jonathan Hollanes, de 31 anos e Social Sellers, desfilou emocionado no abre-alas da escola. Ele falou sobre a importância do carro e o que ele representa para quem não segue religiões “cristocentradas”.

“Durante muito tempo segui religiões cristãs. Com o tempo, me reconheci ifista (Ifá). Estar neste carro e poder participar diretamente inflama a nossa ancestralidade” relatou.

Taciana Dias é corretora de imóveis e desfilou no abre-alas da escola. Ela defendeu emocionada que onde existe religiosidade não existe ódio.

“Eu acho que não tem lugar para preconceito, não tem lugar para discriminação, seja de religião, seja de raça, seja do que for, né? Então, eu acho que a religião é o amor. É o que vale hoje, é o amor. É a maior religião de todas”, disse.

“Quando a gente entende a importância de Ilê Aiyê, a gente percebe a relevância que eles tiveram e como esse contato com a espiritualidade mexe com o nosso coração”, completou Jonathan emocionado.

União do Parque Acari homenageia Ilê Aiyê

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Acari Esp01001O famoso bloco baiano Ilê Aiyê, pioneiro como o primeiro bloco afro do Brasil e símbolo de resistência cultural, comemora este ano seu jubileu de ouro. O bloco foi homenageado no carnaval do Rio, pela escola União do Parque Acari, na Série Ouro do desfile carioca.

Marcando a estreia da União do Parque Acari na Série Ouro, o enredo, desenvolvido pelo carnavalesco André Tabuquine, promete destacar a importância e o legado do Ilê Aiyê na história do carnaval brasileiro.

Ivanete Borges, aos 76 anos e componente da velha guarda da escola, comentou emocionada sobre a conquista que é ver a agremiação chegar na segunda divisão. “É um grande prazer, porque a gente estava esperando isso há muito tempo. Hoje nós conseguimos, e vamos continuar aqui, com este enredo que fala sobre religiosidade e ancestralidade”, declarou.

Completando 50 anos de história, o Ilê Aiyê é originário do bairro da Liberdade, hoje conhecido como Curuzu, o bloco transcendeu fronteiras geográficas e sociais, propagando uma mensagem de valorização da identidade negra e das raízes africanas da cultura brasileira.

“É muito legal essa conexão do Rio com a Bahia e celebrar um momento cultural, histórico e político da formação do primeiro bloco afro no Brasil, que mostra sua força, persistência e vínculo com a tradição cultural do povo brasileiro, seja na Bahia, seja no Brasil ou no Rio de Janeiro. Vamos fazer uma festa neste carnaval”, disse Prado Neto, de 63 anos, desfilando pela primeira vez na União do Parque Acari.

Acari Esp01002Os componentes da escola, reconhecem a importância de homenagear o bloco. Mas também, sonham com o lugar no Grupo Especial. Úrsula Martins tem 43 anos é advogada, ela comentou sobre a emoção de estar desfilando pela escola, que é apaixonada há mais de 10 anos.

“É muito importante estar aqui com essa escola, ainda mais que ela subiu agora. Dar esse apoio é muito importante. E é importante também destacar que a gente faz, a gente quer, no final, todo mundo tem que ser feliz. A gente não quer que ninguém desce”, afirmou Úrsula.

Os componentes também se encontram no enredo. Suelen Michael, de 34 anos e assistente de administração, comentou como acha a ancestralidade e se sente representada como enquanto mulher negra.

“O bloco representa muito para as mulheres, ressalta a beleza negra. Eu acho que é mais do que justo fazer essa homenagem. E eu estou muito feliz por estar aqui participando, falando de ancestralidade, dos nossos orixás. É a minha própria história, como uma mulher negra, com o legado da minha família, representando esse bloco tão lindo”, disse emocionada.

Baianas do Império da Tijuca homenageiam Iemanjá e Oxum

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Imperio Tijuca Esp01003O Império da Tijuca trouxe para a Marquês de Sapucaí a história de vida de Lia Itamaracá, destacando a negritude e a religiosidade do povo negro. A primeira ala, representando a mãe das águas, homenageou Iemanjá e Oxum, com as baianas reverenciando essas divindades em uma fantasia linda em tons de azul, amarelo, dourado e branco que carrega a imagem de Nossa Senhora.

Isabel Gil Caetano, de 64 anos e 25 anos de pavilhão, expressou em entrevista ao site CARNAVALESCO sua alegria com a fantasia das baianas este ano, ressaltando sua devoção a Nossa Senhora e Iemanjá.

Imperio Tijuca Esp01002“É uma coisa mais linda, eu sou muito devota de Nossa Senhora, de Iemanjá também, então quer dizer, eu estou me sentindo bem. Espero que a minha escola suba, estou aqui com prazer, já são 25 anos que eu estou na escola e é o meu prazer estar aqui”, disse.

A escola desfilou cirandando para revelar as vivências culturais da pernambucana Maria Madalena Correia de Nascimento, a maior cantora de ciranda brasileira.

“É uma emoção, o enredo todo é uma emoção, então representar a Nossa Senhora é emocionante demais, é um gostinho a mais. Ser baiana já é um gosto a mais, representar a Nossa Senhora é muito mais, principalmente porque ele está inserindo no contexto que a ciranda é uma dança que remete às ondas do mar. Então faz essa mescla e dá aquela aquecidinha no coração. É a primeira vez que eu desfilo, mas eu sempre gostei do Império, sempre torci, só que nunca desfilei e eu estou muito animada, a ansiedade já passou e eu acredito que pelo que a escola se preparou, a gente vai lá para as cabeças, a gente vai lutar pelo primeiro lugar. A empolgação da comunidade, o chão está cantando forte”, comentou Daniela Monteiro de 35 anos.

Imperio Tijuca Esp01001Jane Silva de 64 anos que desfila há muitos anos no Império, também contou um pouco sobre a emoção do Carnaval de 2024: “É um prazer fazer tudo isso pela escola e por vocês também e pelo nosso Carnaval, pelas nossas escolas. É maravilhoso, é gostoso, é lindo, já venho desfilando na Império várias vezes, de Baiana, de Ala, mas realmente é gostoso, é show, maravilha mesmo“, concluiu.