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Luiz Guimarães, presidente da Vila Isabel: ‘Resgatamos ver o componente feliz’

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Intérpretes e bateria da Mangueira têm grande desempenho para embalar o samba em ensaio de rua

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A Estação Primeira de Mangueira realizou mais um ensaio de rua na noite desta quinta-feira. Mesmo com uma chuva que insistia em ir e voltar, a comunidade da verde e rosa compareceu em peso para o treino. E o que se viu foi mais uma excelente atuação do time de cantores da escola. Marquinho Art’Samba e Dowglas Diniz vêm fazendo um belo trabalho durante o pré-carnaval para elevar o nível do samba mangueirense. Além da dupla, a bateria comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto teve mais um grande desempenho, na manutenção do ritmo e na musicalidade das bossas apresentadas. Uma espécie de ‘paradona’ foi testada no ensaio e promete emocionar o sambista. Agora resta saber se realmente será levada para o desfile oficial.

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o diretor de carnaval Júnior Cabeça avaliou a evolução do samba da Mangueira ao longo dos ensaios e falou sobre a expectativa para o ensaio técnico, já na próxima semana:

“A expectativa é a melhor possível, a gente vem fazendo grandes ensaios de rua. A escola foi conseguindo elevar o nosso samba ao patamar que a gente queria. Um canto muito forte, bateria se encaixando com o samba. A gente está com a melhor expectativa possível, sabemos que o caminho que a gente tinha que trilhar já foi trilhado. Agora é só aparar as arestas e esperar o dia 4 para fazer um grande ensaio. E o dia do desfile, para a gente poder brigar por esse carnaval”, disse Júnior.

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O diretor também falou sobre o atual estágio de trabalho no barracão mangueirense. Cabeça disse que o carnaval já está praticamente pronto e será totalmente fiel ao projeto concebido pelos profissionais:

“A Mangueira hoje tem 95% do carnaval pronto. Acredito que até o dia 30, o carnaval esteja todo entregue. E aí é só terminar de entregar as fantasias e fazer os acertos que tem que fazer nas alegorias, em termos de detalhes e esperar o dia do desfile. Graças a Deus, o programa foi concluído. Um trabalho muito bom dos nossos carnavalescos, da direção de carnaval, da direção de barracão. Todos os artistas trabalharam. A gente não tem nada do que reclamar. A presidente deu todo o suporte para que o carnaval saísse com 100% do que foi projetado. E, graças a Deus, a gente vai para a avenida dessa forma”.

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Para o carnaval de 2024, a Estação Primeira de Mangueira levará para a avenida o enredo “A Negra Voz do Amanhã”, de autoria dos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon, mostrando a história de vida e a carreira musical de Alcione, além de exaltar sua representatividade negra e feminina. A verde e rosa será a quarta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 12 de fevereiro.

Comissão de frente

Os integrantes, comandados pelos coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias, mostraram uma dança forte, como pede o enredo, em uma entrada que promete muito. Os integrantes, entre homens e mulheres, utilizaram movimentos bem intensos e com ótimo nível de sincronia, em especial os giros. O número é muito pautado nas passagens do samba-enredo, com coreografias bem características dos estilos musicais citados. A escola levará um elemento cenográfico para a comissão de frente no dia do desfile. A escola vem fazendo a marcação desse tripé com cordas, logo atrás dos dançarinos e antes do casal de mestre-sala e porta-bandeira.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Mesmo sendo apenas o segundo ano de atuação desde que a dupla foi formada, sempre impressiona o entrosamento de Matheus Olivério e Cintya Santos. Já conhecidos como ‘casal furacão’, eles exibiram mais uma ótima apresentação, mesmo com o asfalto molhado pela chuva. A porta-bandeira segue mostrando toda sua força e energia nos movimentos, em uma dança muito marcante. Já o mestre-sala continua apresentando sua elegância e postura ao interagir e cortejar. Os dois se complementam de forma perfeita.

Harmonia

A Estação Primeira mostrou um bom nível de canto no treino desta quinta-feira. A chuva não afugentou os componentes, que compareceram em um ótimo número. A maior parte da escola exibiu um volume bem considerável ao entoar a obra musical, bem integrada com os intérpretes e com a bateria, até mesmo nas bossas mais ousadas. Algumas alas após a bateria ainda podem melhorar a intensidade de sua harmonia para gerar um conjunto ainda mais afinado. No carro de som, mais uma atuação excelente. A dupla de cantores oficiais, Marquinho e Dowglas, segue dando um show de interpretação, além de sempre chamar os componentes para cantar ainda mais. Certamente, eles serão fundamentais para impulsionar o canto da agremiação no dia do desfile. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Dowglas falou sobre a emoção de cantar o samba-enredo que cresce a cada dia:

“Está sendo maravilhoso cantar a vida da Alcione, a nossa ‘marrom’. Para mim é muito gratificante, porque a Alcione fundou a Escola Mirim, que é a Mangueira do Amanhã. A escola onde eu fui formado e dei os meus primeiros passos para ser o hoje intérprete da Estação Primeira de Mangueira. Então, é muito bom cantar esse samba que emociona o mangueirense, que a comunidade abraçou de verdade. Eu fico muito feliz de saber que ela está evoluindo também, nos nossos ensaios que a gente faz semanalmente, juntamente com a nossa comunidade e bateria. Muito feliz pelo empenho que estamos dando para esse samba evoluir mais e mais”, disse o cantor.

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Evolução

Este é um quesito em que a Verde e Rosa precisa ter muita atenção em seu trabalho. Isso porque a primeira parte do desfile parece ser bem extensa, com a comissão de frente, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, uma grande ala coreografada, um pede passagem, uma outra ala considerável e finalmente o abre-alas. A apresentação da comissão de frente leva um certo tempo, o que pode fazer com que a agremiação pareça um pouco travada em seu início de desfile. Depois disso, a escola evolui com mais fluidez. Não foi notada nenhuma correria ou espaçamento indevido entre alas. Os desfilantes mostraram bastante energia, alegria e espontaneidade no ensaio.

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Samba-enredo

A obra musical mangueirense tem a letra, com belas passagens, outras não tão inspiradas. A melodia possui boas variações que impulsionam o canto. Mesmo assim, é possível dizer que ela vem tendo um ótimo rendimento, principalmente, pela atuação do carro de som e bateria. A comunidade também vem fazendo um bom trabalho, porém neste último ensaio foi possível notar que ainda pode elevar mais esse rendimento.

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Outros destaques

O grande destaque do ensaio da Mangueira foi o desempenho da bateria comandada pelos mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto. Incrível observar o nível da atuação dos ritmistas, tocando com muita garra e, ao mesmo tempo, sustentando um ritmo na medida para o samba. As bossas são um caso à parte. Todas elas são ousadas, com um certo grau de dificuldade. Além disso, possuem uma ótima musicalidade, bem de acordo com o enredo da escola. Para finalizar, foi apresentada uma grande bossa, no estilo ‘paradona’, em que quase todos os naipes paravam de tocar e ficavam apenas os tamborins, ora acompanhados pelos chocalhos, ora pelas cuícas. Depois de uma passada inteira do samba, finalmente os demais instrumentos voltavam a ser executados, retomando o ritmo do conjunto da bateria. Porém, não necessariamente essa criação será apresentada no desfile. Mestre Taranta falou sobre o trabalho com a sua bateria para o site CARNAVALESCO:

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“A expectativa é a melhor possível, que dê tudo certo para nós. Que a gente possa fazer o que estamos fazendo aqui no ensaio de rua lá no dia 4 e também no dia 12. Tem umas coisas que a gente está fazendo aqui, mas que não vamos levar para o desfile. É mais uma bossa que fazemos com os naipes, que a gente para a bateria, deixa só o pessoal da ‘cozinha’ fazendo os desenhos. É uma coisa que a gente faz para acertar aqui o desenho mesmo, e que não vamos levar para a Sapucaí. Mas o resto, todas as bossas que a gente está fazendo, vamos levar para o desfile mesmo”, disse o mestre de bateria.

Com alto nível no ensaio técnico, canto do Tatuapé prevalece no Anhembi

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Por Gustavo Lima e fotos de Fábio Martins

O feriado foi marcado pelo aniversário de São Paulo, mas quem deu o tom no ensaio técnico do Acadêmicos do Tatuapé foi a Mata de São João, cidade da Bahia e enredo da escola para o Carnaval 2024. O canto da Zona Leste prevaleceu aos demais quesitos e foi o grande destaque no treino. Aliás, um grande teste. Todos os quesitos se mostraram bem entrosados. Também vale destacar a comissão de frente e o conjunto musical, liderado pelo intérprete Celsinho Mody. O cantor ‘pegada de africano’ interagiu com a arquibancada, especialmente no setor B (monumental) e o público foi ao delírio, pois logo em seguida veio um apagão da bateria. Grande momento do ensaio. A agremiação ainda terá outro ensaio, e será daqui a três dias, no próximo domingo.

O enredo do Tatuapé é intitulado como “Uma Joia da Bahia – Símbolo de Preservação! Entre Contos e Sabores, Viva a Mata de São João!”, assinado pelo carnavalesco Wagner Santos. O presidente Eduardo Santos fez uma avaliação. “Foi um ensaio muito bom. A gente conseguiu praticar tudo aquilo que ensaiamos na quadra, rua e ensaios específicos. Graças a Deus foi tudo bem e no próximo domingo vai ser melhor ainda”, afirmou.

Sobre o pequeno intervalo de ensaios no Anhembi, o mandatário contou que realmente é uma questão estratégica. “A gente sempre prefere fazer os nossos ensaios no Anhembi bem perto do desfile. Queríamos ter feito três, mas tivemos problemas de datas e as que estavam disponíveis nós achamos que não valia muito a pena por causa do horário e do dia. Resolvemos fazer dois bem perto do desfile, porque aí a gente consegue ver tudo aquilo que estamos praticando na rua, nossa evolução e na quadra, esse canto que nós temos. É para ver se tudo isso está funcionando e se aqui vai sair do jeito que a gente projeta e ensaia lá. Por isso nós preferimos sempre fazer ensaios técnicos sempre perto do desfile oficial”, declarou.

Comissão de frente

Uma inovação vem aí na ala comandada por Leonardo Helmer. Costumeiramente, o Tatuapé não leva tripés em sua comissão. Somente faz a sua apresentação com os bailarinos. Porém, desta vez, vai mudar. Neste ensaio, a escola levou um grande tripé. Mesmo embalado com sacos plásticos, aparenta ser uma escultura, mas mesmo assim os componentes ensaiaram de maneira satisfatória.

Tatuape et Comissao

A comissão tem uma coreografia que é bastante baiana de fato. Tem capoeira, religiosidade e tambores. Os integrantes da ala dançavam na pista na letra do samba. Há de destacar os versos “Senhora dos navegantes, o barco já vai pro mar/e lá do mar Iemanjá me chamou”. Nesta parte, uma mulher era erguida para o alto e os demais louvavam. Aparentemente, representa Iemanjá. A coreografia tinha sua finalização com todos indo para o elemento alegórico e fazendo uma pose de estátua, sendo cada componente diferente dos demais.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Diego e Jussara, prata da casa, estão há muito tempo juntos. Isso já é o suficiente para ambos entrarem no automático e entenderem muito bem um ao outro. Realmente foi isso o que aconteceu. Alta sincronia nos movimentos, giros e finalizações. A dupla é conhecida por sempre caprichar nas coreografias dentro do samba, mas neste ensaio se observou uma prioridade às questões citadas acima. O casal falou sobre mudanças na pista do Anhembi:

“A gente trabalha para qualquer tipo de situação, mas, falando desse novo tipo de Anhembi, para mim, achei que não ficou muito válido para o quesito de mestre-sala e porta-bandeira porque o que nós tínhamos para tapar correntes de vento, como as antigas cabines, não existem mais. Mesmo com qualquer obstáculo na pista, a corrente de vento bate. Não que seja impossível de fazer, mas com um pouquinho mais de dificuldade. Mas jogador treina para qualquer tipo de situação. Estamos vindo para qualquer tipo de situação, chuva, vento e pista. O Casal Foguinho está vindo aí para superar as expectativas”, comentou o mestre-sala.

Tatuape et PrimeiroCasal

“Concordo com tudo que ele falou e tenho um adendo: com esse novo formato de módulos, eles não estão no mesmo formato e nem na mesma altura. Isso, de certa forma, interfere no nosso trabalho. Precisamos trabalhar até o último jurado – e nós tivemos o privilégio de já saber que ele virá em cima da arquibancada, ao contrário de outros casais. Daqui para frente, eles vão ter que trabalhar em outro lugar. Agora, vamos assistir, ver o que a gente pode mudar (já que a gente sempre acha alguma coisa, pra gente nunca está bom) e trabalhar para fazer um bom desfile para a nossa escola”, completou a porta-bandeira.

Harmonia

Como já era esperado, o Tatuapé deu um espetáculo no canto. A comunidade se empenha muito na harmonia. Foi uma empolgação do início ao fim, em todas as partes do samba. O trabalho dos harmonias no incentivo é especial. Se percebe tudo isso no refrão principal, onde é uma grande explosão de melodia. É comprovado ainda mais quando a bateria “Qualidade Especial”, de mestre Léo Cupim, executa o apagão nessa mesma estrofe. Sem dúvidas, o ponto alto da escola no treino.

Evolução

Se destaca pelos componentes dançando de um lado para o outro entre as fileiras. Não observou nenhuma situação adversa e nenhum buraco. Dentro do samba, os desfilantes ficavam bastante soltos, sem muita coreografia. Sendo assim, a responsabilidade é menor e tudo fica leve.

Só um detalhe que vale ressaltar: Entre o tripé da comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira, houve alguns espaços consideráveis em determinados momentos, sobretudo em frente à cabine do recuo de bateria. Não se formou buraco, mas vale a escola se atentar, pois pode virar um empecilho.

Samba-enredo

A ala musical do Tatuapé é uma das melhores do carnaval paulistano, ou talvez a melhor. O intérprete Celsinho Mody imprimindo a sua energia e brincando com a arquibancada, somado ao fato de ser totalmente identificado com a escola, só pode ser algo satisfatório. As vozes femininas são incríveis, em especial da cantora Keila Regina, que chegou para compor o carro de som esse ano e já está rendendo bastante. O samba-enredo se destaca pelos refrões, onde é fácil de cantar e dá para pegar já na primeira passagem. Inclusive, são as partes mais cantadas.

Tatuape et InterpreteCelsinhOmody

O intéprete Celsinho Mody exaltou o samba e o canto da escola. “Senti que o canto cresceu muito, de fato. Foi muito bom, um ensaio muito produtivo. A gente usa muito o ensaio técnico, o primeiro em especial, para sentir o canto da escola, a harmonia, ver o andamento das alas e etc. É um ensaio muito específico, mesmo – para olharmos, tecnicamente, o que acontece. No carro de som, com as caixas de som, ao lado da bateria, ouvi a escola cantando todas as frases do samba. De onde eu estava, acredito que alcançamos o êxito neste primeiro ensaio, mas foi só o primeiro. Temos muito mais para somar e apresentar, com muito respeito aos jurados e às mudanças que estão acontecendo nos quesitos (estamos muito atentos a isso) e ao público de São Paulo, com um tema bem gostoso e um samba para dançar, e para agradar os jurados, trazer as notas dez e ganhar o carnaval”, declarou.

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O cantor falou sobre o intervalo de ensaios e exaltou a sua ala musical. “Eu já me preparo para esses dois ensaios desde o ano anterior. É muito apertado, no meio dos dois ensaios temos ensaios de quadra e shows, então tem que tomar um cuidado muito grande para preservar a voz. Sabemos que São Paulo é mais fria, e faz diferença cantar em uma temperatura mais baixa, com muito vento. Mas estamos preparados: é um ano direto de trabalho (já que eu não parei desde o carnaval passado), sempre com fonoaudiólogo, fazendo aulas de canto, cuidando da voz, que é o diamante da minha vida… e com a equipe que eu tenho. Talvez eu nem precise cantar!”, finalizou.

Outros destaques

A bateria “Qualidade Especial”, de mestre Léo Cupim, estreou com o pé direito no Anhembi junto à sua comunidade. Foi a primeira vez que o jovem músico pisou na passarela como mestre oficial.

Léo falou sobre a sensação e avaliou o ensaio. “É uma emoção diferente, com certeza. A ansiedade e o frio na barriga bateram a semana inteira, mas estamos com um trabalho consolidado desde o mestre Higor, e demos andamento nesse trabalho. Confio muito na diretoria e nos ritmistas, e fizemos um bom ensaio. Temos algumas coisas para corrigir, mas estamos no caminho certo”, disse.

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O mestre também avaliou o ensaio. “De fato é um intervalo pequeno, e teremos um ensaio, no sábado, para corrigir. Mas estamos vindo de bons ensaios de quadra e de rua para termos uma noção legal. É só dar uma lapidada no próximo sábado para arrebentar na avenida domingo”, finalizou

Falando em bateria, a rainha Muriel Quixaba marcou presença. Ao lado dela estavam a bailarina Talita Guastelli e a madrinha Carmen Reis, que veio diretamente da Bahia.

Como o destaque é o canto, as baianas também participaram forte para isso. Sorridentes e felizes, as mães do samba da agremiação participaram ativamente do ensaio.

Dança do casal e desempenho da ala musical são destaques do ensaio dos Gaviões da Fiel

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Por Lucas Sampaio e fotos de Fábio Martins

Os Gaviões da Fiel realizaram seu segundo ensaio técnico na noite da última quinta-feira no Sambódromo do Anhembi em preparação para o carnaval de 2024. A dança diferenciada do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira foi o grande destaque do treinamento. A “Torcida que Samba” será a quarta escola a desfilar no dia 10 de fevereiro pelo Grupo Especial com o enredo “Vou te Levar pro Infinito” assinado pelos carnavalescos Júlio Poloni, Rodrigo Meiners e Ranyer Pereira.

A Fiel Torcida compareceu em grande número ao Anhembi embalada após o título do Corinthians na Copa São Paulo de Futebol Júnior horas antes, disposta a comemorar a vitória com direito de grito de “É campeão” após o fechamento dos portões ao final do ensaio.

Comissão de Frente

A comissão de frente dos Gaviões veio dividida em dois atos marcados pelo samba e fazendo uso de um grande elemento alegórico ainda não adereçado com uma espécie de pilar centram de onde saem cordas. No primeiro ato os dançarinos fazem referências a movimentos de robôs, enquanto no segundo ato o grupo parece vislumbrar algo e se divide, parte dançando no chão e parte ficando preso às cordas citadas, fazendo movimentos que lembram o flutuar no espaço. Sem as fantasias e o tripé finalizado ocorre um mistério em relação a possíveis surpresas para o desfile oficial. O conflito maior é que ao se dividirem no segundo ato, os dois grupos ficam a uma distância grande um do outro, o que gera dificuldades em acompanhar a coreografia completa a depender da posição do observador.

Gavioes et Comissao

Mestre-sala e Porta-bandeira

Levando em consideração o pouco tempo desde o anúncio oficial da formação da dupla, o que pode ser dito da atuação do primeiro casal dos Gaviões da Fiel, formado por Wagner Lima e Carolline Barbosa é que foi algo que vai além do fantástico. A energia jovial do veterano mestre-sala ao iniciar os giros com um salto faz o expectador querer entrar na dança junto, e sua expressividade constante em toda a apresentação só torna a divertida coreografia realizada junto de Carolline, imitando robôs ao apresentar o pavilhão oficial, ainda mais irreverente. A dança do mestre-sala e da porta-bandeira é sempre uma atração à parte nos desfiles, mas o que esses dois fizeram no Sambódromo do Anhembi na quinta-feira merecia um desfile inteiro só para eles de tão surreal.

O curto espaço de tempo separando o ensaio técnico anterior dos Gaviões, ocorrido há menos de uma semana, no último domingo, na opinião do casal serviu para manter o preparo constante e afiado.

“Ensaiamos bastante durante a semana, então para mim foi bom porque estamos com a cabeça fresca do que fizemos. O que precisávamos acertar, acertamos hoje”, disse Carolline.

Gavioes et PrimeiroCasal

“Vou na onda dela! Está tudo fresco, o que acertamos e o que precisávamos arrumar. Como é um tempo curto, ficou na cabeça tudo isso. Foi mais simples arrumar tudo isso hoje”, completou Wagner.

A vestimenta diferente do casal no segundo ensaio em relação ao primeiro, combinando nas cortes dourado e preto, chamou atenção da equipe do site CARNAVALESCO. Questionado se seria uma possível dica em relação a fantasia do desfile oficial, Wagner Lima adiantou uma dica para o público.

“Vamos dar um spoiler para ajudar: o dourado e o preto virão. Agora eu não sei qual a porcentagem a ordem. Mas virão preto e dourado, resta saber qual vai ser a predominante”, afirmou o mestre-sala.

Harmonia

A expectativa era que a Fiel Torcida ensaiasse hoje com mais vigor após conquistar a Copinha pela 11ª vez à tarde, mas a realidade se mostrou diferente. Nenhuma ala teve grande destaque ao longo do ensaio, e o canto da escola como um todo foi discreto e pouco presente. Uma ala que fazia movimentos marcados entre os carros três e quatro mal vocalizava, e isso pode ser preocupante caso não seja corrigido até o dia do desfile oficial.

Evolução

A evolução dos Gaviões da Fiel ao longo do ensaio ocorreu sem complicações, dentro do que se espera do quesito. As alas estavam compactas e o desfile aconteceu de forma fluída ao longo de toda a Avenida.

O diretor de carnaval Marcelo Temporini falou a respeito do impacto do curto espaço de tempo entre o primeiro e o segundo ensaios técnicos nos preparativos da escola.

“Esse intervalo curto só nos fez acelerar o processo de ajuste. Nos reunimos, assistimos vídeos dos drones, ajustamos a parte de evolução e harmonia. Deu tudo certinho, não achei que ficou tão corrido assim”, declarou.

Na opinião do diretor, o título corinthiano no futebol favoreceu a participação da Fiel Torcida no ensaio.

“O clima está maravilhoso com o Corinthians campeão. O pessoal saiu da Neo Química Arena e veio para cá e é gostoso. É trabalhoso porque o carro de som vem daquele jeito, e a harmonia tem que trabalhar o dobro, mas tudo isso é felicidade. É a festa do Corinthians e dos Gaviões”, completou Marcelo.

Samba-enredo

Ernesto Teixeira estava só alegrias. Antes de ensaiar com os Gaviões da Fiel, o intérprete foi homenageado pelo colega Celsinho Mody no aquecimento da Tatuapé e tirou fotos com a presidente Angelina Basílio antes da entrada do Rosas de Ouro. Em posse do microfone, o artista calou os críticos que questionam sua capacidade de puxar samba-enredo após 40 anos de serviços prestados ao carnaval com uma excelente apresentação junto da ala musical. O samba funcionou muito bem na voz de Ernesto, que o conduziu ao longo de toda a Avenida com maestria.

O intérprete avaliou positivamente o desempenho da ala musical no ensaio dos Gaviões da Fiel, apontando um imprevisto técnico ocorrido ao longo do treinamento.

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“Primeiramente um salve para todo mundo que estiver acompanhando essa entrevista. A avaliação que a gente faz foi mais um bom ensaio. Hoje, não sei se é o meu equipamento aqui, o som ainda deu uma ‘falhadinha’, então a gente foi bem na raça mesmo esse ensaio, mas pelo que a gente vê da animação do pessoal em volta e da própria escola, creio que foi muito bom”, declarou Ernesto.

Questionado se deu para perceber mudanças de desempenho após apenas cinco dias em relação ao último ensaio técnico, Ernesto Teixeira exaltou a atuação da escola como um todo.

“Eu entendo que a gente manteve o mesmo pique, a mesma animação. A gente vem na garra, e aqui a escola vem sem fantasia, vem sem carro alegórico, que aí no dia é o que vai fazer a diferença. Mas essa animação aqui, essa garra, ela já faz muita diferença e a gente está no caminho certo”, afirmou.

Outros destaques

A bateria “Ritimão”, em noite coroada com a presença da rainha Sabrina Sato, que fez questão de se juntar ao povo e cumprimentar os componentes que a rodeavam no aquecimento, teve uma apresentação correta e com bossas bem aplicadas. Mestre Ciro fez uma análise geral do desempenho de seus ritmistas no ensaio.

Gavioes et SabrinaSato

“Eu avalio como melhor que os outros dois que a gente fez. Em questão de andamento que a gente se preocupa bastante, a escola veio pisando firme e o chão foi bacana. O principal foi a energia positiva pelo título do ‘Coringão’ hoje. Estava legal e hoje acredito que foi ensaio para ficar mais confiante ainda”, avaliou.

O mestre afirmou que o trabalho tradicional da bateria ao cumprir os requisitos regulamentares bastará para que os Gaviões da Fiel alcancem o principal objetivo que possuem no carnaval de 2024.

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“Obrigatoriamente a gente tem que fazer quatro apresentações, o que eu entendo que é muita coisa. A gente prioriza também a questão de a escola vir pisando forte na Avenida. A gente acredita que essas quatro apresentações na cabine é o suficiente para dar tudo certo e trazer esse título que a gente está almejando tanto e levar os Gaviões de novo lá para as cabeças”, afirmou.

Comissão de frente e ala musical embalam ensaio técnico da X-9 Paulistana

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Por Lucas Sampaio e fotos de Fábio Martins

A X-9 Paulistana realizou seu ensaio técnico na última quinta no Sambódromo do Anhembi em preparação para o carnaval de 2024. O bom desempenho da ala musical e a comissão de frente animada foram destaques do treinamento da agremiação da Parada Inglesa, que fechou os portões após 54 minutos na Avenida. A X-9 será a sexta escola a desfilar no dia 3 de fevereiro pelo Grupo de Acesso 2 de São Paulo com o enredo “Nordestino Sim, Nordestinado Jamais!”, assinado por uma comissão de carnaval.

Iniciando as atividades na Passarela do Samba no feriado de aniversário da cidade de São Paulo, a X-9 enfrentou problemas principalmente com a evolução, que precisam de maior atenção nos preparativos até o dia do desfile oficial.

Comissão de Frente

A abertura do desfile da X-9 estará a cargo de uma comissão de frente que fará uma coreografia de um único ato marcando o samba. Atrizes e atores demonstraram uma sintonia muito boa de movimentos, com um protagonista recebendo destaque à frente dos demais, mas sem ofuscar a irreverência do coletivo, que parte atuava sozinho, parte em duplas. Em dado momento, parte do grupo se deitava no chão para juntos formarem a frase “boa noite” com seus corpos, chamando bastante atenção. Com danças no melhor estilo nordestino em parte da atuação, o quesito teve desempenho seguro e pode render boas notas para a escola.

X9 et Comissao

Mestre-sala e Porta-bandeira

Igor Sena e Julia Mary tiveram atuação segura no geral ao longo da pista. No primeiro módulo, o casal da X-9 fez uma apresentação com muito boa sintonia e cumprindo os requisitos da dança demonstrando confiança, com direito a passos marcados dentro do estilo do samba. O vento passou a querer atrapalhar a porta-bandeira conforme avançavam pela Avenida, e a dupla não cravou a finalização de um giro ao final da dança no terceiro módulo, onde até então estavam tendo outra boa atuação. Nada que não possa ser corrigido até o dia do desfile, afinal, ambos parecem acreditar muito no trabalho um do outro, o que é um elemento de sucesso para garantir as notas que a escola almeja.

X9 et PrimeiroCasal

Harmonia

Desempenho aquém da X-9 no quesito. O canto da escola como um todo se mostrou discreto, sem nenhum momento de explosão ao longo do ensaio. Não houve apostas em apagões ou bossas mais ousadas que estimulassem a comunidade a elevar o tom do canto. O ótimo samba da escola merecia ser cantado com mais vigor.

Evolução

Quesito mais preocupante da X-9 Paulistana ao longo de todo ensaio. Em ao menos dois pontos da pista houve espaçamentos que não se consertaram ao longo de todo o treinamento. O espaço entre a comissão de frente e a ala que veio em seguida se manteve amplo e constante. A ala que se posicionou logo atrás da bateria também não se aproximava do carro de som, e a morosidade da escola a partir desse ponto atrasou inclusive o fechamento do espaço gerado pela entrada dos ritmistas no recuo, apesar dos esforços do segundo casal e da rainha de bateria para ganhar tempo. Por toda a Avenida era explícito o pedido constante de diretores de ala para que houvesse mais compactação dentro das próprias alas.

Samba-enredo

Uma atuação fantástica da ala musical liderada por Daniel Collete e Helber Medeiros. A dupla demonstrou sintonia e defendeu o samba da X-9 Paulistana com muita eficiência, e tornam o quesito mais um para a escola ter segurança em relação ao desfile oficial. Os intérpretes, junto da bateria, podem ser a chave para que a escola corrija os problemas de canto apresentados pela harmonia.

X9 et RainhaValeria

Outros destaques

A bateria “Pulsação Nota Mil” teve boa atuação ao aplicar bossas animadas ao longo do ensaio. Enredos que falam de Nordeste tendem a ter características bem próprias das baterias inspiradas pelos ritmos regionais, e com os ritmistas da X-9 Paulistana não foi diferente.

Com super-heroína na comissão de frente, Imperador do Ipiranga faz ensaio técnico no Anhembi

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Por Will Ferreira e fotos de Fábio Martins

O feriado que marca o aniversário da cidade de São Paulo teve ensaio técnico da escola que de samba que representa o bairro em que nasceu o Brasil independente. Nesta quinta-feira, a Imperador do Ipiranga pisou no Anhembi para fazer a única apresentação antes do desfile oficial do enredo “Desperte a Criança que Há Dentro de Você”, idealizado pelo carnavalesco Ivan Pereira. A agremiação será a nona escola a desfilar no Grupo de Acesso II – em 03 de janeiro. Apresentando a agremiação, a comissão de frente se destacou entre os quesitos.

Comissão de frente

Com um pequeno tripé, que veio para o ensaio técnico inteiro no ferro e aparentava algo próximo de uma gaiola, os componentes executavam duas coreografias distintas. Em uma delas, o protagonista era um adulto, que interagia com outros bailarinos; quando ele saía de cena, era a vez de uma criança aparecer. Chamou atenção, além do sincronismo entre todos, o momento em que a garotinha recebia um pavilhão da escola e era erguida ao colocar a bandeira da agremiação nas costas, tal qual uma super-heroína.

ImperadorIpiranga et Comissao

Mestre-sala e Porta-bandeira

Com a típica garoa paulistana, Vitor Barbosa e Naiomy Pires tiveram uma exitosa epopeia no Anhembi. Enfrentando uma passarela úmida, em cada módulo o casal passou por uma sensação diferente. Com total sincronia e com o mestre-sala sambando bastante, o primeiro módulo foi superado; no segundo, a dupla começou a preparar a apresentação já no final do recuo da bateria, em local bem à frente do que a maioria dos casais estão fazendo no novo formato do Anhembi; tal qual no anterior, a terceira cabine teve muito vento (logo, muita dificuldade para a porta-bandeira), desafio superado por Naiomy; e, no quarto, ela fez sinal perguntando em qual lado o módulo estava posicionado. Em todos eles, giros bastante rápidos e boa execução dos movimentos propostos.

ImperadorIpiranga et PrimeiroCasal

Samba-enredo

A temática do desfile de 2024 é muito semelhante a uma famosa apresentação da agremiação – em 2001, a Imperador do Ipiranga focou a exibição, sobretudo na relação das crianças com os brinquedos em geral. Parecia ter sido a deixa: a canção foi muito bem recebida pelos componentes – que, em sua maioria, cantava em bom som a canção. O carro de som, comandado por Rodrigo Atração, colaborou bastante com a boa execução do samba, focando na interpretação do mesmo e sem muitos cacos.

Harmonia

No começo do ensaio, tal quesito parecia ser o grande Calcanhar de Aquiles da agremiação. Sem setores que cantam com veemência e sem alas na cabeça da escola (no jargão carnavalesco, o início da instituição), até o abre-alas, o canto era bastante baixo. Ao ultrapassar o primeiro carro alegórico, o cenário mudava completamente. Absolutamente todas as alas passaram a cantar em ótimo volume, abrilhantando ainda mais o ensaio técnico. Se fica o alerta para os primeiros representantes da agremiação, também é necessário elogiar a ótima resposta de boa parte dos demais – a ala à frente do terceira casal de mestre-sala e porta-bandeiro foi o destaque negativo, com canto em volume mais baixo.

Evolução

Durante toda a apresentação, o grande espaço entre a comissão de frente e o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira intrigou – ele, por vezes, dimunuía, mas sempre existia. Entre a Arquibancada Monumental e o Setor C, a distância entre os dois setores era equivalente ao camarote que os separa. Também vale destacar o recuo da Só Quem É, bateria da agremiação. Comandada por Mestre Thiago Praxedes, ela avançou até ocupar completamente o espaço da passarela à frente do box, aguardou todos os ritmistas virarem o corpo para a esquerda e, de costas, todos recuaram. Até a Ala das Baianas, que vinha na sequência, ocupar o espaço à frente, o movimento completo durou cerca de 120 segundos. A instituição da Zona Sul fechou a apresentação em 53 minutos – dentro do limite de 55 do Grupo de Acesso II.

ImperadorIpiranga et AlaCiganas

Outros destaques

Perto de outras coirmãs, a Só Quem É voltou “cedo” para a pista, antes de um carro alegórico e duas alas. Dentre os ritmistas, é importante destacar um que tocava prato – instrumento cada vez mais raro no carnaval paulistano. A corte da bateria contou com três destaques: Kananda Santos (rainha), Jéssica Bueno (madrinha), Sarah Cristina Pereira Azevedo (miss simpatia) e Victorya Menezes (princesa). Por fim, a instituição dedicou o ensaio técnico a dois baluartes da agremiação que morreram recentemente: Eliane Tejeda e David Poeta.

Casal e bateria são destaques no terceiro ensaio da Rosas de Ouro

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A Rosas de Ouro fechou sua maratona de ensaios técnicos no Anhembi. Foi o terceiro da agremiação da Freguesia do Ó, e agora só volta para a pista no dia do desfile que será justamente encerrando a sexta-feira de carnaval, dia 9 de fevereiro. O tema é “Ibira 70 – A Rosas de Ouro é São Paulo no Carnaval 2024”. No terceiro ensaio teve destaque para o casal que fez uma apresentação muito alegre e leve, já com fantasia, e a bateria do Mestre Rafa novamente mostrou melhorias. O samba cresceu junto com a ala musical, só evolução teve alteração do ritmo.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Uilian Cesário e Isabel Casagrande com um sorriso imponente no rosto, com fantasia já no estilo do desfile, claro que não era a fantasia oficial, mas já treinavam com o peso oficial. Sincronizados com o samba, faziam sinal de parar no trecho do samba, do “Espaço verde onde o tempo para”. Fazendo os giros anti horário e horário na maior leveza, pavilhão sempre desfraldado, no terceiro e quarto módulos. Em alguns momentos a fantasia do Uilian que continha uma capa pegou no adereço da cabeça, mas não em frente ao módulo. No mais apresentaram o pavilhão com muito carisma, o casal fez um ensaio para valer e adequou o tempo de apresentações junto à comunidade.

Pois em relação a fantasia utilizada, Uilian revelou sobre se tem algo a ver com o desfile: “Zero! A proposta é completamente diferente. Nossa ideia em vir fantasiados era causar curiosidade no pessoal”.

RosasDeOuro et PrimeiroCasal 1

A porta-bandeira Isabel revelou sobre a temperatura fria e os desafios da dança: “Para mim, sobretudo o braço muda. Eu fico lutando para o pavilhão não enrolar. É difícil, eu não tenho mais braço no final do ensaio técnico. O Sol é ruim, a chuva também, mas o vento também exige bastante. São três fatores que nos colocam, realmente, preparados para o dia”. E o mestre-sala Uilian complementou: “Para o mestre-sala, quando está muito frio, a gente acaba esfriando os músculos muito rapidamente quando não estamos em um movimento tão intenso. Em alguns momentos, a coreografia fica um pouco mais acelerada; em outros, mais tranquila. Para dar esse pique, por vezes, é mais complicado. Mas eu confesso que, depois de tudo que a gente passou, frio e vento é muito melhor que calor e chuva”.

Harmonia

A Roseira teve uma energia no canto, está defendendo o samba-enredo que teve muitas críticas desde que foi o escolhido. Pois bem, para a comunidade que é o principal, está fluindo bem. Senti que em relação aos outros dois ensaios, houve uma evolução no canto e na leveza, a agremiação está realmente levando o samba para frente. Um dos poucos que ajuda muito a levar para frente é a bateria e suas bossas, ajuda demais no canto e ânimo da comunidade. Uma das alas fortes é a Roseira Real, sempre com um canto e alegria. A Velha Guarda que vem dentro de um carro, também demonstrou muita energia, e simpatia. Outra ala que tem sido engajada, samba e canta é a ala de passistas.

RosasDeOuro et InterpreteCarlosJr 1

Samba-enredo

Se a comunidade comprou o samba-enredo da Roseira, a ala musical não fez diferente, tem ajustado e realmente fez o melhor dos três ensaios. Deu para perceber ajustes e limpezas que foram feitas. Mesmo que neste ensaio técnico, a ala musical esteja bem desfalcada, por ser feriado de 25 de janeiro, muitos integrantes tiveram shows, compromissos, e não conseguiram comparecer. O intérprete Carlos Júnior falou sobre isso para o site CARNAVALESCO.

“Então graças a Deus a ala musical está bem montada, bem assessorada pelo Bruninho, e hoje tivemos algumas faltas, o pessoal tem show, hoje é uma data muito ruim para quem é músico, 25 de janeiro, para nós músicos têm muito show. Temos que cancelar shows para fazer o trabalho do Rosas, e nem todo mundo consegue fazer isso. Não estávamos com a ala 100% pronta hoje, mas assim, a gente vem ensaiando dentro de estúdio, trabalhando dentro da quadra, então já sabemos o que tem que fazer. Hoje tivemos definitivamente dentro do critério de julgamento, o que estava faltando no entrosamento com a bateria, conseguimos fazer o que estávamos necessitando, pois lemos esse critério e ele é muito novo, complicado, vai ser complicado para todo mundo, acredito eu. Mas neste debate conseguimos acertar esse detalhe dentro daquilo que discutimos e se reuniu para fazer. Conseguimos neste ensaio fazer o que não conseguimos nos outros dois, isso eu falo entrosamento ala musical e bateria. Pois infelizmente a ala musical vai ser penalizada mesmo que o erro seja da bateria, quem será penalizado é a ala musical. Tínhamos que ter essa conversa e comemoramos muito, eu e o mestre Rafa, a rapaziada da bateria, tiramos uma onda sensacional, neste sentido conseguimos acertar. Agora não sei como está o canto, pois dá onde a gente vem não dá para saber, mas pelo termômetro que vi, a galera conseguiu se acertar, se tiver mais alguma coisa, domingo vamos terminar”.

RosasDeOuro et PresidenteAngelina 1

Em relação aos ajustes, Carlos Júnior revelou que está gripado depois da chuva sofrida no último sábado, e fez uma análise: “Primeiro para a escola em geral, o tempo, primeiro foi calor forte que fez um monte de gente passar mal, depois pegamos uma chuva, chuva essa que me prejudicou para esse ensaio de hoje. Dá para você ver o nariz como está, perdi agudo, fiquei a semana inteira tomando antibiótico. Então assim, não estava preparado para fazer o ensaio de hoje. Mas para a escola, foi bom, pois olhava para o pessoal da lateral, e é um termômetro que a gente tem. Pois dá onde ficamos, não conseguimos ter o termômetro da escola inteira. Mas quando passamos na lateral e vemos empolgação do povo, você sente que está acontecendo alguma coisa boa. Foi um fechamento de ensaio aqui no Anhembi, muito bom, e se tiver algum detalhe de harmonia, domingo tem ensaio de rua, e no ensaio de rua às vezes acho mais importante que o próprio do Anhembi. Então vai ser um momento, que domingo, vamos estar corrigindo detalhes finais e depois de domingo já era, não tem mais o que fazer, já era, só rezar”.

Evolução

Um quesito me gerou curiosidade desde o início, pois no primeiro ensaio pegaram um sol imenso, no segundo uma grande chuva, neste era o frio… Pois bem, senti a escola no início com um ritmo mais lento, demorou um tanto para passar o recuo. Depois aumentou um pouco o ritmo e entrou nele corretamente, terminando o desfile sem problemas algum. A escola foi bem compacta e organizada, só que teve essa oscilação no ritmo. O diretor de carnaval, Evandro explicou falando a relação com a entrada no recuo.

RosasDeOuro et 17 1

“Nesse ensaio, a bateria fez uma evolução que não tinha feito nos outros dois ensaios. Após o ensaio, uma parte da equipe começou a conversar entre si para ver como iria rolar. Vamos seguir discutindo isso nos próximos dias”.

Para os novos ajustes a serem feitos, o diretor de carnaval da escola, Evandro ressaltou: “Nós temos mais dois ensaios de quadra, sempre às sextas, e mais dois ensaios de rua, sempre aos domingos. Isso oficialmente. Também fazemos alguns ensaios por segmento antes do desfile oficial”.

Comissão de frente

A comissão de frente veio sem o elemento alegórico, faziam uma roda que parecia de capoeira, mas cada integrante na verdade sambava ou dava seu show à parte, um dos componentes brincava com o boné, fazia uma graça. No fundo um carrinho com algodão doce. Foi um ensaio bem descontraído, diferente dos outros que fizeram passos mais interligados com o elemento alegórico. Distribuíram algodão doce, inclusive o redator que vos fala recebeu o presente de um dos integrantes da comissão de frente. A coreógrafa Helena participou da dança em um determinado momento, já depois da parte do recuo. Ou seja, foi mais um ensaio de descompressão. Não vi muitos elementos do ensaio anterior, afinal sem o elemento alegórico muda muitas coisas na apresentação.

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Outros destaques

A bateria comandada por mestre Rafa soltou diversas bossas, o mestre que ficou em um palanque no meio da “Bateria com Identidade” no recuo, e sempre bem solto, brincando bastante. Em determinado momento, quando passou pela Torcida Furacão Azul e Rosa, os ritmistas saudaram a torcida, viraram para ela e fizeram uma referência com direito a bossa. Depois que o pessoal do chocalho soltou confetes, a bateria realmente tirou onda, e mostrou repertório para o desfile, sustentou de forma perfeita com o samba.

O trabalho da bateria em relação ao samba foi comentado pelo mestre Rafa após o último ensaio técnico: “É capaz da gente, se não tomar cuidado, danificar a melodia do samba, porque é um samba de melodia muito bonita – podem criticar o samba, mas não podem falar que é uma das melodias mais bonitas dessa safra. Se não tomarmos cuidado com o número de bossas que apresentamos, corremos o risco. Nesse ano, mais uma vez, conseguimos entregar um bom trabalho e ajudar a abrilhantar a canção num geral – já que não é apenas a melodia, tem a letra e etc. Contribuímos bem para isso, e, mais uma vez, neste ano, conseguimos alcançar o nosso objetivo: fazer as bossas em cima da melodia, bem executada – apesar de ser uma maloqueiragem terrível a nossa bateria. Estamos conseguindo entregar e fazer. Hoje o ensaio provou isso: em termos de ritmo e parte musical, foi muito bom. Se for uns dois centavos melhor do que isso no dia do desfile, pode ter certeza que teremos um grande resultado”.

Para fechar a temporada de 2024 antes do desfile, mestre Rafa nos contou como está a agenda: “Sexta-feira teremos ensaio na quadra, sábado teremos feijoada, domingo teremos ensaio de rua, na segunda teremos ensaio de bateria, quarta tem mais ensaio… e assim por diante. É muito ensaio!”.

RosasDeOuro et RainhaAnaBeatriz

A rainha Ana Beatriz Godoi com sua rosa na mão, sempre interagindo com a comunidade, bateria, e público. Inclusive teve festa na véspera, e olha só, estava lá presente com muito empenho junto a sua comunidade. As musas são destaques a parte, principalmente a primeira, Nathany Piemonte tem o samba no pé impecável, e a simpatia, por isso foi uma das princesas da Corte em 2023, pois em 2024 segue brilhando por sua roseira. As outras musas também mostraram samba e simpatia, a roseira tem algumas como Fernanda Catanoce, Thaís Bianca, Alessandra Vania.

RosasDeOuro et DiretorCarnavalEvandro 2

Vale ressaltar que a escola está trazendo inúmeras referências ao Ibira, uma das que chama atenção é um grupo de jogadores de basquete, com a camisa tradicional de clubes da NBA, mas com Rosas de Ouro. Pela demarcação deve vir algo em um tripé. Teremos um jogo de basquete na avenida. E a presidente Angelina sempre um show a parte com o seu look

A ala Responsabilidade Social, comandada por Vanessa Rosas, merece um destaque a parte, com direito a uma intérprete de libras que fazia os sinais do samba que estava sendo apresentado. Ou seja, uma verdadeira inclusão na avenida, sejam eles cadeirantes, com deficiência visual, estavam todos lá incluídos, se divertindo e cantando o samba.

Mais de 2,5 toneladas de alimentos foram arrecadadas no Camarote do King durante os ensaios técnicos do Sambódromo

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Joãozinho King convocou, e os amigos que receberam cortesia para o Pagode da Abelhinha abraçaram a causa. A roda de samba, que acontece no Camarote do King em todo final de semana de ensaio técnico, tem sido o ponto de encontro para uma grande ação social.
Além de destinarem o lucro do evento para ajudar centenas de famílias afetadas pelas chuvas no Rio de Janeiro, os sócios convocaram todos os amigos que receberam ingressos de cortesia a doarem alimentos não-perecíveis.

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Foto: Divulgação

A ação foi atendida por todos, e o pedido por doações continua valendo para os próximos finais de semana.

“Essa primeira remessa de alimentos destinamos a moradores de Acari, Fazenda Botafogo, Pedreira e arredores, que sofreram demais com a enchente da semana passada. Continuamos pedindo a quem possa contribuir, que também traga 3kg de alimentos não-perecíveis ou três latas de leite em pó nos próximos ensaios técnicos. Há muita gente precisando da nossa ajuda ainda!”, diz Lilian Martins, sócia do Camarote e irmã de Joãozinho King.

Senac RJ e Equipe de Maquiagem Artística da Viradouro se unem mais uma vez para maquiar componentes do desfile

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O Senac RJ se une mais uma vez à Equipe de Maquiagem Artística da vice-campeã do Carnaval 2023, Unidos do Viradouro, liderada pela premiada maquiadora Christina Gall. Cerca de 80 alunos e ex-alunos, acompanhados por instrutores de ensino dos cursos de Maquiador, irão atuar na make-up de aproximadamente 600 componentes do desfile do dia 12 de fevereiro e, no sábado das campeãs, se a escola mantiver o ritmo de vitórias dos últimos anos. A atividade funciona como laboratório para os estudantes, permitindo a vivência profissional em um dos maiores eventos do planeta.

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Foto: Hélio Melo

A Equipe de Maquiagem Artística da Viradouro é formada há seis anos por Christina Gall, que também foi aluna do Senac e é responsável atualmente pela Maquiagem, Criação, Coordenação e Comissão de Frente da escola, auxiliada pelos coordenadores Diogo Lisboa, Silvana Maurente e por três alunas do Senac RJ que a acompanham desde o início da parceria: Glaucia Pandora, Karen Kim e Keit Souza.

Os alunos selecionados terão em torno de duas horas para caracterizar os rostos dos personagens do desfile, um trabalho que inclui produtos específicos para resistir à chuva e ao suor, a partir de um longo trabalho de pesquisa de Christina Gall:

“O trabalho da maquiadora está sujeito às ocorrências da natureza como calor ou chuva. Por isso foi feito todo um estudo para as maquiagens que serão feitas com produtos à prova de água. Foram horas sem dormir durante esse trabalho de pesquisa.” – conta a maquiadora.

Workshop de treinamento

Os participantes da ação de maquiagem recebem treinamento prévio com a equipe de Christina Gall, onde são orientados sobre as técnicas de aplicação das maquiagens que serão utilizadas pela escola no dia do desfile. A atividade se insere na metodologia do Senac RJ, que adota sempre o ensino prático, e oferece a oportunidade de alunos vivenciarem a realização de um grande evento e toda a rotina da maquiagem de uma escola de samba do Rio de Janeiro. A qualificação profissional de maquiador ensina a aplicação técnica de cosméticos e, utilização de recursos artísticos a partir de uma intenção, aplicando o conceito de beleza integrada. Desta forma, a equipe da escola assegura que a maquiagem dos componentes do desfile estará alinhada à mensagem de cada ala ou fantasia. A experiência desse trabalho na Avenida contribui para o portfólio profissional desses maquiadores.

Sobre o Senac RJ

Há 78 anos o Senac RJ atua na profissionalização de mão de obra para o setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Estado do Rio de Janeiro. A instituição de ensino investe fortemente em inclusão social por meio de capacitação para o mercado de trabalho e é reconhecida como referência na oferta de cursos profissionalizantes.

Casais da Unidos de Padre Miguel intensificam ensaios e adotam tratamento psicológico para brilharem na Sapucaí

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A Unidos de Padre Miguel se prepara para brilhar mais uma vez no maior espetáculo da terra. Em meio a um universo de grandiosidade, a dança do mestre-sala e da porta-bandeira emerge como um dos elementos mais emblemáticos e tradicionais da festa, destacando-se não apenas pela apresentação imponente, mas também pela dedicação singular de seus casais.

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Foto: Diego Mendes/ Comunicação UPM

Há mais de uma década na escola, o casal Vinicius Antunes e Jéssica Ferreira tem a responsabilidade de conduzir o pavilhão da agremiação. Os ensaios, iniciados em junho, vão além da busca pela perfeição coreográfica, incluindo uma preparação física e psicológica meticulosa. Com academia, treinos funcionais e sessões individuais com psicóloga, a dupla visa alcançar o equilíbrio perfeito entre corpo e mente para brilhar intensamente durante o desfile e conquistar os 40 pontos para o Boi Vermelho.

“Antes mesmo da escolha do samba iniciamos nossa preparação, com um trabalho intenso na academia para pegar condicionamento físico, além de um tratamento psicológico com a Dra. Isabel, que vem sendo extremamente importante para nós ” – contou Jéssica.

A criação das coreografias para o casal é um processo que combina a inspiração da fantasia, as exigências específicas da apresentação e a essência do samba-enredo, resultando em um estilo de bailado moderno que preserva a essência clássica do samba, como destaca Vinícius Antunes: “Cada movimento carrega a alma do samba, e é nesse ritmo que encontro a verdadeira essência do meu amor pela dança.”

Simultaneamente, o segundo casal, formado por Emerson Faustino e Joana Falcão, juntos há 16 carnavais, tem uma preparação dedicada, ensaiando desde agosto, a dupla enfatiza a musculação, atividades cardiovasculares e também faz uso de acompanhamento psicológico individual como fundamentais para assegurar uma performance impecável.

“Estar na Unidos de Padre Miguel é como ter um pedaço do meu coração pulsando no ritmo contagiante do samba” – contou Joana.

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Foto: Diego Mendes/ Comunicação UPM

Na criação das coreografias, a preferência da dupla é mesclar o clássico e o coreográfico em seu estilo de bailado. Com o enredo centrado em Padre Cícero, as duplas expressam seus pedidos ao Padim para conquistar o título tão sonhado para a Unidos de Padre Miguel. da alma do samba.

Em 2024, a Unidos de Padre Miguel levará para a Avenida o enredo “O Redentor do Sertão”, de autoria dos carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato. Vice-campeã em 2023, a vermelha e branca da Vila Vintém será a quinta agremiação a desfilar no sábado de carnaval, pela Série Ouro, do Rio de Janeiro, em busca do tão sonhado título e o acesso ao Grupo Especial.