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Cubango pisa forte na Intendente, mostra excelente canto na busca pelo retorno à Sapucaí

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Por Luiz Gustavo

A Acadêmicos do Cubango entrou na pista da Intendente Magalhães buscando apagar o problemático desfile do ano passado e conseguiu realizar uma ótima apresentação, com a voz da comunidade ecoando alto durante todo o desfile. A escola apertou o passo no final, mas encerrou seu desfile no tempo exigido e agora aguarda a apuração que ocorrerá na próxima terça-feira.

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Fotos: Divulgação/SuperligaFotos: Divulgação/Superliga

Comissão de frente

Veio representando as senhoras pássaros, com uma boa fantasia, coreografia bem marcada e muito bem executada, de impacto satisfatório.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

Wanderson e Aline tiveram um excelente desempenho, aliando firmeza e garra a uma técnica de dança bastante apurada, com precisão nos movimentos. Foi uma ótima apresentação do casal da Cubango.

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Enredo

Desenvolvido por uma comissão de carnaval supervisionada por Gabriel Haddad e Leonardo Bora, o enredo “Os pássaros da noite e o segredo das criações” possui alguma complexidade na leitura de suas fantasias e alegorias, porém foi desenvolvido com clareza e elementos visuais que facilitavam o entendimento do que vinha sendo transmitido.

Samba-enredo

O samba já arrancou com força e terminou o desfile com ainda mais pujança, com uma condução firme do intérprete Alexandre Simpatia e um canto visceral dos componentes.

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Evolução

A cabeça da escola acelerou nos primeiros minutos, abrindo um leve espaço à frente do primeiro carro, questão que foi corrigida rapidamente quando a escola conseguiu uma unidade em termos de andamento. Nos últimos minutos os componentes apertaram o passo pra não passarem do tempo de 40 minutos, e a escola obteve êxito encerrando o desfile em 39 minutos.

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Harmonia

O ponto de destaque do desfile da Cubango, um canto fortíssimo que cresceu na segunda metade do desfile já tendo um arranque animado nos primeiros minutos. Os componentes evoluíram com muita garra e cantando o samba em todos os seus trechos, encerrando a apresentação com a alma lavada após todos os problemas enfrentados no desfile de 2023.

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Alegorias

Um conjunto muito bem acabado foi apresentado pela Cubango, a segunda alegoria intitulada “mães do samba” teve uma concepção extremamente feliz. Todas as alegorias trabalharam bastante com o verde da escola.

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Fantasias

Ótimas fantasias, algumas chamaram a atenção como da ala das baianas, e tiveram um uso de cores mais variado formando um interessante conjunto.

Engenho da Rainha faz bom desfile com destaque para comissão de frente

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Por Luiz Gustavo

A Acadêmicos do Engenho da Rainha foi a nona escola a pisar na Intendente magalhaes na madrugada deste sábado e realizou uma boa apresentação falando sobre Rudá. Com um bom samba, um conjunto plástico correto e uma excelente comissão de frente, a escola fechou sem desfile com a sensação de dever cumprido esperando uma boa colocação.

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Fotos: Divulgação/Superliga

Comissão de frente

A comissão coreografada por Junior Scapin trouxe duas pessoas como destaques, uma representando o sol e outra a lua, se encontrando no nascimento de Rudá e cercadas por demais índios. Uma coreografia bem ensaiada com um bonito ato final que é o encontro apaixonado dos dois seres. Uma interessante abertura de desfile da escola.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Paulo Roza e Shai teve uma apresentação satisfatória. Apesar do casal poder ter mais dinâmica no bailado, demonstraram bom entrosamento. Shai mostrou um sorriso estampado no rosto em toda a apresentação.

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Fotos: Divulgação/Superliga

Enredo

Com o enredo “Rudá -A criação do mundo em um conto de amor, a escola trouxe o mundo indígena para a avenida e obteve resultado. Uma história coerente e bem explanada. Apenas o último setor com o nascimento de todas as estações cai um pouco em concepção.

Harmonia

A comunidade do Engenho da Rainha veio com um canto bom na maior parte do desfile. O samba fluiu para o canto da escola.

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Evolução

Tirando pequenos buracos que abriram durante a passagem, foi uma evolução sóbrias da vermelho e branco.

Samba-enredo

O samba foi um ponto positivo do desfile da Engenho da Rainha, uma obra que manteve seu desempenho constante na avenida.

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Fantasias

Após um começo irregular de fantasias, a escola se acertou e teve um bom conjunto.

Alegorias

Não foi um conjunto impecável, mas passou com correção a ideia do carnavalesco e as alegorias não tinham maiores problemas de acabamento.

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Com alegorias e fantasias de ótimo nível, Tradição faz belo desfile embalada pelo samba-enredo

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A Tradição foi a sétima escola a desfilar na sexta-feira da Série Prata na Intendente Magalhães. A escola trouxe o enredo “Trono Negro”, falando sobre a história da realeza africana. Mostrando um lindo trabalho plástico, boa comissão de frente e um ótimo samba, a agremiação se credenciou com uma das principais postulantes ao acesso para a Série Ouro.

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Comissão de Frente

Coreografada por Allan Carvalho, o grupo veio com 12 integrantes, sendo oito homens, como folhagens de Gaia, e quatro mulheres, como divindades de Gaia, representando o ritual de purificação para a realeza preta passar. A apresentação teve força nos movimentos e boa sincronia. O elemento cenográfico tinha bom acabamento, e uma escultura que girava e levantava, além de efeitos de luzes.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rômulo Diniz e Raquel Silva, exibiu uma boa dança, com leveza e entrosamento, unindo elementos tradicionais com movimentos mais coreografados. A indumentária era bonita e bem acabada, nas cores marrom, branco e laranja, representando a realeza africana.

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Enredo

O enredo desenvolvido pela Tradição era um manifesto buscando colocar o povo preto em tronos. Para isso, retratou a história da realeza negra africana, passando por vários impérios, chegando até os dias atuais com vários líderes de representatividade preta.

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Alegorias

A Tradição levou um tripé, um quadripé, e duas alegorias para seu desfile. Todas mostraram ótimo acabamento, boa iluminação e trabalho de cores previlegiando o amarelo, vermelho e laranja. Com imponência, riqueza de detalhes e passando um ar luxuoso, o conjunto alegórico se mostrou de alto nível, sendo um dos melhores trabalhos apresentados no grupo.

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Fantasias

De forma semelhante às alegorias, a escola mostrou um grande nível de acabamento e beleza em suas fantasias. Um trabalho com belas combinações de cores, materiais de ótima qualidade e acabamento excelente. Passando um ar luxuoso, retratou muito bem o mote do enredo. Algumas eram mais volumosas, outras traziam adereços de mão. Destaque para a ala “Realeza Africana em Cortejo”, “Folhas de Ouro” e a ala das baianas. Entretanto, a fantasia da ala “Rei Idris Alooma” destoou do conjunto, passando bem simplificada em relação ao projeto da escola.

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Harmonia

O canto da comunidade se mostrou irregular, com algumas alas entoando a obra em baixo volume, e outras alas mostrando uma força maior no canto. A harmonia subiu de produção durante a passagem das alas no cortejo. O trecho mais cantado era o refrão principal.

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Samba-enredo

Composto por Lico Monteiro, Valtinho Botafogo, Jefferson Oliveira, Rafael Tubino, Victor do Chapéu, Lucas Macedo, Leandro Thomaz, João Perigo, Gabriel Lima, Sukata, Daniel Rizzo, Filipe Zizou, Richard Valença, Jairo Roizen e Telmo Augusto, a obra musical da Tradição retratou muito bem o enredo, com uma letra forte e melodia valente. O samba foi bem defendido no desfile pelo intérprete Lico Monteiro, que mostrou muita força e energia no canto e no incentivo aos componentes.

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Evolução

O ritmo de desfile da escola na pista da Intendente Magalhães foi bastante adequado, sem acelerações ou pausas mais longas. Os componentes se mostraram animados. A única ressalva fica para um pequeno buraco aberto na terceira cabine de jurados, entre a última ala e o último carro alegórico.

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Outros destaques

A bateria “Explosão de Elite” comandada pelo mestre Átila exibiu um ótimo desempenho na sustentação do ritmo, com bastante firmeza e peso, ajudando a impulsionar o rendimento do samba-enredo.

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Em desfile com bom nível plástico e enredo de fácil leitura, Lins Imperial tem alegoria quebrada e estoura tempo

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A Lins Imperial foi a oitava escola a desfilar na sexta-feira da Série Prata na Intendente Magalhães. A agremiação trouxe o enredo “Jovelina, a Pérola Negra do Samba”, de autoria do carnavalesco Edu Gonçalves, sobre a carreira da sambista e sua representatividade preta e feminina. Apesar de um trabalho plástico de boa qualidade, uma comissão de frente vibrante, e fácil leitura de enredo, a escola teve um grave problema com seu último carro alegórico, que ficou atravessado na pista, tendo que ser puxado por um guincho, fazendo o cronômetro estourar o tempo maximo regulamentar em mais de 20 minutos.

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Comissão de Frente

Coreografada por Carlos Bolacha, o grupo veio com 12 integrantes, sendo seis homens e seis mulheres. Eles dançavam em homenagem à Jovelina com muita energia e sincronia. Também bailando em duplas, usaram movimentos fortes e até uma acrobacia. Uma das mulheres veio dentro de um elemento em formato de saia. Em determinado momento da apresentação, ela se colocava em destaque, no centro de uma roda, onde os demais componentes revelavam uma favela estilizada por debaixo da saia e Jovelina cantava.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Lins Imperial, Jackson Senhorinho e Manoela Cardoso, exibiram um bailado forte e alegre. Eles mesclaram bem os elementos mais tradicionais com movimentos coreografados de acordo com o samba. A indumentária era muito bonita, com vários tons de verde e rosa, cores da escola.

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Enredo

O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Edu Gonçalves na Lins Imperial representou mais uma homenagem à uma personalidade negra do carnaval e do samba. Jovelina era uma mulher que marcou seu tempo ao cantar em uma época que elas não costumavam ser a primeira voz, subvertendo os papéis sociais destinados a ela. O enredo representou uma viagem pelas histórias cantadas por Jovelina.

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Alegorias

A Lins Imperial levou três alegorias e um tripé para seu desfile. Todas possuíam bom nível de acabamento e ótimo uso das cores, trazendo um colorido bem marcante, com predominância do amarelo, verde e rosa. Sem tanto luxo, mas com a presença de elementos bem reconheciveis, o enredo foi passado de maneira clara.

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Fantasias

O conjunto de fantasias da Lins Imperial se mostrou bem diversificado em formatos e no uso das cores, explorando bem a palheta e as combinações. Os materiais eram de boa qualidade e tinham nível satisfatório de acabamento. A maioria das fantasias era mais enxuta, sem tanto volume, facilitando a evolução do componente. Era possível ler o enredo com tranquilidade através dos figurinos.

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Harmonia

O canto da comunidade se mostrou irregular, com algumas alas entoando a obra em baixo volume, e outras alas mostrando uma força maior no canto. A harmonia subiu um pouco de produção durante a passagem das alas no cortejo, mas tornou a cair. O trecho mais cantado era o refrão principal.

Samba-enredo

Composto por Jorginho Imperial, Pedro Vapor, Wallace Flabuçu, Bruno Rezende, Yanick Mazonni, Lucas Martins e Vitor Barros, a obra musical da Lins Imperial retratou muito bem o enredo, com letra popular e melodia valente para impulsionar o canto. O samba foi bem defendido no desfile pelo intérprete Rafael Tinguinha, que cantou com bastante empolgação e energia, além de incentivar os desfilantes no cortejo.

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Evolução

O quesito que vai prejudicar gravemente a avaliação da escola. O terceiro e último carro da Lins apresentava problemas para se locomover na pista, abrindo buracos nas cabines de jurados. Ao passar pela terceira, a alegoria perdeu completamente a direção, chegando a bater e derrubar uma caixa de som. Ao tentar manobrar, o carro quase atingiu a própria cabine e o público do outro lado. Após muitas tentativas, a escola desistiu e a organização mandou o guincho tirar o carro da pista. Com isso, a Lins estourou o tempo máximo permitido em 23 minutos.

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Outros destaques

A bateria comandada pelo mestre Bradock mostrou um ritmo muito bom para embalar o samba-enredo, ajudando a impulsionar seu rendimento.

Força Jovem Vasco sofre com problemas em desfile e deve brigar na parte de baixo da Série Prata

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A Força Jovem Vasco foi a sexta agremiação a desfilar neste segundo dia de desfiles da Série Prata, na Estrada Intendente Magalhães. A agremiação cruzmaltina levou para a avenida o enredo “São Januário: A força de um povo”. Em meio ao caos causado pela falta de fantasias e pelas alegorias inacabadas, o canto forte da comunidade foi o destaque positivo.

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Foto: Divulgação/Superliga

Comissão de frente

Sob o comando do coreógrafo Vinícius Rodrigues, dez bailarinos representaram malandros e cabrochas. A comissão de frente retratou uma atmosfera de luxo e sedução na cidade do Rio de Janeiro durante os anos 1930. A apresentação foi bem sincronizada.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Robson Sensação e Ana Paula optou por uma dança com o bailado tradicional. Apesar dos lindos giros da porta-bandeira, a falta de sincronia do mestre-sala foi destaque: no primeiro módulo, ele demorou para pegar a bandeira. Já no terceiro módulo, não pegou o pavilhão e esqueceu de tocar a mão de Ana Paula.

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Enredo

Ligada à principal torcida organizada do Vasco da Gama, a escola de samba levou para a Intendente Magalhães o enredo “São Januário: A força de um povo”, do carnavalesco Rodrigo Almeida. Fundado em 1927 com apoio financeiro da própria torcida, o estádio é um símbolo de força e resistência para os vascaínos. Ao longo da história, ele já sediou desfiles de Carnaval e foi palco de marcos na política social e trabalhista do país. A proposta do enredo foi destacar a importância de São Januário desde a sua fundação até os dias atuais.

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Alegorias

Ao todo, a Força Jovem Vasco levou para a Intendente Magalhães três alegorias. Nenhuma delas – ao menos na execução – fizeram menção direta ao estádio. No abre-alas, a escultura de duas caveiras, além de uma caravela, faziam alusão ao mar atravessado por Vasco da Gama. Já o segundo carro alegórico, batizado de “A Sala de Troféus”, representaria, na teoria, a gloriosa sala de troféus do clube. Na prática, aparentava estar inacabado.

Fantasias

Um dos principais problemas do desfile. Baianas, passistas e até os ritmistas desfilaram sem fantasias. Como resultado, dezenas de componentes utilizaram roupas comuns – alguns optaram pela camisa do time. Conforme apurado pelo site Carnavalesco, as fantasias não foram entregues a tempo. Já as alas que desfilaram com a vestimenta adequada, pareciam divergir da proposta do enredo, com pouquíssimas menções diretas ao estádio. Para fazer jus, destaque para a indumentária do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira – totalmente ao oposto do restante da escola, o ótimo acabamento e luxuosidade foram destaques.

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Foto: Divulgação/Superliga

Harmonia

Um dos pontos positivos da agremiação. O carro de som, comandado pelos intérpretes Serginho do Porto e Dudah, mostrou garra e levantou os componentes. O canto da comunidade foi forte ao longo de todo o desfile e os torcedores que acompanharam nas arquibancadas também abraçaram o samba-enredo.

Samba-enredo

A obra é de autoria dos compositores Serginho do Porto, Serginho Castro, Diego Nascimento, Telmo Augusto, Orlando Ambrósio, Denis Moraes, Washington Motta, Marquinho Bombeiro, Rafael Gonçalves, Leo Berê, Júlio FreidSil, Filipe Zizou e Pedro Silva. O samba-enredo aparentava ser um apanhado de músicas da torcida vascaína, o que facilitou o bom rendimento ao longo da avenida. O ápice entre os componentes ocorria no refrão “Sou eu, sou eu, o Gigante da Colina”.

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Evolução

A escola também sofreu com o baixo quantitativo de componentes em algumas alas. No início do desfile, destaques atrasados só subiram quando a alegoria já estava na avenida. Apesar disso, a comunidade brincou carnaval e superou as adversidades com muita alegria. Os cronômetros foram encerrados aos 40 minutos.

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Outros destaques

Destaque para a bateria cruzmaltina, que superou, com muita cadência e sorriso no rosto, a falta de fantasias.

Renascer de Jacarepaguá faz desfile de alto nível plástico e mostra força dos quesitos

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A Renascer de Jacarepaguá foi a quinta agremiação a desfilar na noite desta sexta-feira, pela Série Prata. A agremiação levou para a avenida o enredo “Ubuntu – do berço ancestral, um ideal para mudar o mundo”, do carnavalesco Rodrigo Pacheco. A apresentação foi marcada pelo alto padrão plástico e pela ótima comissão de frente.

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Comissão de Frente

Brilhou. Comandada pelo coreógrafo Carlos Fontinelle, a comissão de frente da Renascer teve o objetivo de caracterizar o elo entre o divino e as raízes da humanidade. Com 11 componentes, o quesito contou com um tripé que representou baobá, uma árvore africana que, na cultura local, representa a vida e a ancestralidade. A escultura chamou a atenção do público pelo bom acabamento e pelos movimentos sincronizados com os bailarinos. A apresentação repleta de expressão e referências ao samba abrilhantaram ainda mais a ótima apresentação.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

A dupla formada por Luiz Felipe Russier e Juliana Lázaro uniu o bailado tradicional a pequenos passos coreografados em referência ao samba. Destaque para a ótima sincronia e conexão entre o casal. A indumentária, que representou a riqueza ancestral de Ubuntu, também chamava a atenção pela luxuosidade.

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Enredo

O enredo “Ubuntu – do berço ancestral, um ideal para mudar o mundo”, foi desenvolvido pelo carnavalesco Rodrigo Pacheco e Alex Santos. Ubuntu é uma palavra africana que sintetiza uma filosofia de respeito, igualdade, união e resistência. A proposta, segundo a escola, foi ressaltar que “o continente africano também pode e deve ser mostrado pelo seu conhecimento a respeito do papel dos seres humanos no conjunto de fatores que determinam a vida no Universo”. Uma obra atual e com uma importante mensagem pela construção de um mundo democrático, inclusivo e antirracista.

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Alegorias

A agremiação da Zona Oeste levou para a Intendente Magalhães três alegorias. O abre-alas, que representou “África, o ventre ancestral”, chamou a atenção pelo ótimo acabamento, além da riqueza de detalhes. O comprimento e altura dos carros alegóricos também impressionaram. A Renascer foi ousada no quesito e mostrou um trabalho espetacular.

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Fantasias

Acima do padrão da Intendente Magalhães. Bem acabadas, ricas em detalhes e luxuosas. A qualidade das alegorias e fantasias da agremiação foi surpreendente e realçou o bom desfile da escola. Destaque para a ala 13, que representou “A educação a chave para mudar o mundo”. Os componentes da ala desfilaram com as tradicionais becas de formatura.

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Harmonia

Destaque para o intérprete Leonardo Bessa, que comandou o carro de som da Renascer. No estilo puxador, o cantor foi fundamental para o sucesso do samba-enredo na avenida e levantou a comunidade. Os componentes apresentaram um canto regular, mas bom o suficiente para somar ainda mais ao belo desfile da agremiação de Jacarepaguá.

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Samba-enredo

A obra é de autoria dos compositores Arlindinho Cruz, Diogo Nogueira, Daniel Kattar, Fábio TRF, Igor Federal, Igor Leal, Inácio Rios, Leonardo Bessa, Marcelo Valencia, Marcio André, Marcio André Filho e Vaguinho. Um samba-enredo forte e que teve um grande rendimento na Intendente Magalhães. A letra contribuiu ainda mais para a fácil leitura do enredo. Entre a comunidade, o último verso do refrão final marcava um ápice: “Ninguém solta a mão de ninguém”. O verso “Racismo nunca mais” também era cantado a plenos pulmões pela comunidade.

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Evolução

Alegres, os componentes puderam brincar carnaval e evoluir sem pressa. O único problema ocorreu na terceira cabine de julgadores, quando o motorista do carro de som – que não é de responsabilidade da escola – demorou para acelerar e ocasionou um pequeno buraco. O desfile foi encerrado com calma, aos 38 minutos.

Outros destaques

Destaque para a bateria “Guerreira”, que deu um verdadeiro show na Intendente Magalhães. Os ritmistas, sob o comando do mestre Felipe D’Lélis, mostraram um grande entrosamento com o carro de som

Conjunto visual e comissão de frente são destaques no desfile da Vila Santa Tereza; falha no som afeta escola

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A Unidos de Vila Santa Tereza trouxe a história de Solange Cruz Bichara Rezende, presidente da Mocidade Alegre, tradicional escola de samba de São Paulo, recém bicampeã da folia paulistana. Com destaque para a comissão de frente e o conjunto visual, a escola teve um problema causado por um cabo que fez o funcionamento de caixas de som pararem, e evidenciou questões de harmonia em relação ao canto da escola. Com o enredo “Solange – da minha, da sua e da nossa morada do samba”, a escola foi a quarta a se apresentar na Intendente Magalhães no último dia da Série Prata.

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Comissão de Frente

Representando foliões preparados para saudar Solange, a comissão de frente da Vila Santa Tereza veio muito bem coreografada, com uma dança de pares, e passos firmes, que lembravam passos de flamenco. A fantasia veio bem trabalhada, tanto a roupa quanto a maquiagem dos componentes.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal formado por Matheus Soli e Giselly Assumpção dançou muito bem durante o desfile, com passos bem tradicionais, giros bem executados, e com muita leveza e alegria a cada apresentação, seja para o júri ou público. Ambos vieram de “Confetes e serprentinas”, que abrilhantaram os carnavais de salão antigamente.

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Enredo

“Solange – da minha, da sua e da nossa morada do samba” foi enredo desenvolvido pelo carnavalesco Caaio Araújo. Ele contou a trajetória, a fé e a gestão de Solange Bichara, presidente da escola de samba paulistana Mocidade Alegre. Iniciando com um cortejo carnavalesco, adentrou na vitoriosa gestão de vinte anos de Solange na Mocidade Alegre, e encerrou na fé da homenageada, tudo de forma bem estruturada e explicada.

Alegorias

O abre-alas da Vila Santa Tereza trouxe a homenageada Solange Cruz, num universo lúdico carnavalesco, representando uma grande celebração. Apenas ela vinha de componente humano no carro, cercada de estátuas de arlequins e pierrôs, uma escultura de colombina logo atrás, lembrando mais um universo infantil do que o proposto universo carnavalesco, inclusive pela presença da escultura de um soldadinho também no carro. Este mesmo carro teve alguns problemas de deslocamento ao longo do desfile, com pessoas tendobque ajudar no realocamento dele na pista. Os outros carros vieram bem acabados, com destaque para o último que trouxe a águia, símbolo da escola, mascarada para brincar o carnaval, belas esculturas em geral.

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Fantasias

Muito bem acabadas, as fantasias foram de fácil leitura para explicar a história de Solange. Em geral bem acabadas, transmitiram muito bem o enredo que estava sendo contado, como a ala 6, representando a Morada do Samba, com destaque para fantasia das baianas que vieram de “Encontro de pavilhões”, entre a Vila Santa Tereza e a Mocidade Alegre.

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Harmonia

Danilo Cézar foi o cantor que puxou o samba na Intendente, levando a missão muito bem. Ocorreu então, um problema com o sistema de som da intendente, em que as caixas pararam de funcionar quando a escola se aproximava do terceiro módulo de julgamento. Ali ficou evidenciado que a escola não estava cantando, com exceção da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Durante o tempo que seria o refrão principal havia tentativas não muito acertadas de cantá-lo.

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Samba-enredo

Muito bem interpretado, contou com o lema de Solange e da Morada na íntegra em sua letra: “A vitória vem da luta, a luta vem da força e a força da união”, um destaque da letra, junto do refrão da obra, e do falso refrão do meio da composição, sendo bem executado na passagem da escola.

Evolução

O início da escola veio bem na evolução. Mais para o fim do desfile a escola apertou o passo para não estourar o tempo, após a apresentação da comissão e do casal para o último módulo, passando muito rápido na pista.

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Outros Destaques

Solange Cruz, ao ser reconhecida, foi aplaudida pelo público, a quem retribuia com acenos e sorrisos. A presidente Patrícia Drummond veio à frente da escola com mais algumas mulheres, todas com um terço na mão fazendo referência a forma com que Solange geralmente está, com diversos terços na mão. Além disso, durante o problema com o carro de som, o público ficou incentivando o canto da escola, o giro das baianas e batendo palmas para transmitir força para a escola.

Abolição faz desfile correto e empolga público com comissão de frente

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A Acadêmicos da Abolição foi a terceira escola a desfilar na Intendente Magalhães no segundo e último dia de desfiles da Série Prata. Com um samba que casou muito com o enredo apresentado, e uma comissão com efeitos interessantes, a escola passou pela pista da Intendente com tranquilidade.

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Comissão de Frente

Ensaiada por Felipe Rodrigues, a comissão com o nome “A busca de Zazi nas matas. O ritual ancestral!”, trouxe onze dançarinos, com dez representando as árvores sagradas da floresta, enquanto um vinha trajado de Zazi em busca dos elementos para formar o elemento primordial. Com uma dança mais simples, porém condizente com o enredo e bem executada, a comissão trouxe lanterninhas de mão que acendiam em momentos específicos da coreografia, além de Zazi estar com um cajado de onde também saía um efeito logo nos primeiros momentos de apresentação para os jurados.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Raison Alves e Dandara Luiza formaram o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Abolição, e trouxeram um bailado tradicional, mostrando um bom entrosamento e confiança entre eles, com destaque para os momentos de cortejo dele para com ela. A fantasia de ambos representou as forças ancestrais que tiraram Zambi do seu banzo melancólico, que o faria parar com a criação do mundo.

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Enredo

O enredista Vladmir Rocha trouxe o enredo “Axé Ngoma! A festa do batuque ancestral”, que contou a história do tambor, tão ancestral quanto o homem, através de Zazi buscando alegrar Zambi e criando Ngoma o primeiro tambor para tirar o deus supremo do banzo que ele se encontrava, realizando a festa do batuque ancestral. Depois o enredo seguiu pela travessia atlântica dos escravizados e luta para não deixar o batuque morrer no Brasil, com formas que utilizaram o tambor ao longo da história e terminou numa homenagem à Estação Primeira de Mangueira. O enredo teve um bom desenvolvimento, com exceção do setor da travessia que teve um leitura um pouco mais difícil pelas fantasias.

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Alegorias

O abre-alas veio com uma escultura com movimentos, porém um dos destaques parecia escondido em meio a estrutura da árvore com rosto que se destacava na frente. A alegoria trazia árvores sagradas com rostos, representando os espíritos que originaram o Ngoma. O segundo e o último carro teve diversos surdos, tambores e caixas em verde-e-rosa, com duas árvores simbolizando mangueiras inclusive trazendo mangas “flutuantes”, na sua homenagem a Mangueira, onde eram movimentadas por fios conectados a um integrante que estava atrás do carro.

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Fantasias

Algumas fantasias estavam com bom acabamento, bem feitas e confeccionadas, em geral antes da bateria, ainda que bem simples. Já de algumas das alas que vieram depois pareciam não ter o mesmo trabalho de acabamento, como a ala 21, ä boa malandragem e batucada”, onde alguns adereços pareciam ter sido feitos em cima da hora. Os figurinos dos componentes dos carros estavam todos muito bem feitos. As baianas, em um figurino bem próximo ao tradicional, vieram de “Calmaria e tempestade”, representando a calmaria de Oxalá e a tempestade de Matamba. As passistas vieram de “A dança ancestral”, o ritmo do batuque vindo da África e proibido pelos sinhôs mas que deram origem a diversas danças Brasil afora.

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Harmonia

A voz de Digão Audaz conduziu bem o samba da agremiação, que teve uma abertura com muitos componentes cantando o samba, porém após o abre-alas uma boa parte cantou apenas o refrão. A situação voltou a um canto mais constante da bateria até o fim da escola.

Samba-enredo

Muito poético, o samba da Abolição traduziu muito bem o enredo proposto e ajudou a contar a história trazida pela escola na Intendente. O primeiro refrão foi o mais cantado pela escola que trouxe os versos: “Dobra O ‘rum que é pra saudar… NGOMA / Dobra O ‘rum no ritual de fé / No meu terreiro Alabê toca samba / Abolição é casa de bamba”.

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Evolução

A escola evoluiu bem tranquila, sem maiores preocupações, bem solta e leve ao longo da pista, terminando o desfile dentro do tempo regulamentar.

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Outros Destaques

A bateria cumpriu muito bem o papel ao longo do desfile. O professor Luiz Antonio Simas veio desfilando na escola novamente, já que um de seus textos foi a principal base para o enredo da escola neste ano.

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Independentes de Olaria faz bom desfile e comissão de frente é destaque

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A Independente de Olaria passou pela Intendente Magalhães contando a história do ritmo mais carioca do Brasil, o choro, com o enredo “Ao Som do Chorinho, Vou Sorrir Serei Feliz..Bem Feliz!”. O titulo faz alusão à música “Carinhoso”, de Pixinguinha, o personagem mais importante dessa história. A escola da Leopoldina fez um desfile animado, cantando bem o samba com disciplina pela avenida. Destaque para comissão de frente. O desfile teve duração de 39 minutos.

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Comissão de Frente

A comissão de frente, da coreógrafa Ranna Jalilahs, veio representando o som do chorinho, com onze componentes. Sete mulheres representando as notas musicais e regendo os quatros homens representando os cantores de choro. Cada um deles com um instrumento: cavaco, pandeiro, flauta e saxofone. A coreografia foi bem executada em todos os módulos, com leveza e entrosamento sem deixar brechas ou espaço durante sua apresentação.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal, Léo Chocolate e Laís Menzes, representou estrelas da noite. Fantasias luxuosas e de muito brilho. Bailaram lindamente pela pista. Laís com pegada firme na bandeira e vários giros durante sua coreografia, com um lindo sorriso que abrilhantou ainda mais sua apresentação. Com a mesma destreza, Léo Chocolate cortejou de forma perfeita sua dama, com olhar centrado, também com um sorriso no rosto, levantou o público.

Enredo

O enredo, de criação de André Bonatte e de criação do carnavalesco Bruno de Oliveira, contou a história da criação do choro no Rio de Janeiro pela visão póstuma de um dos seus maiores nomes, Alfredo Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha. Ritmo nascido no subúrbio da cidade carioca, tendo o Lundu, uma dança africana, como sua principal inspiração. A abordagem lúdica do tema foi o que mais chamou a atenção durante o desfile.

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A história que foi contada pelo personagem central com uma visão de fácil entendimento. Pontuou o surgimento do ritmo em uma época que o país buscava sua própria identidade após o fim da monarquia portuguesa, o escândalo da sociedade conservadora com a apresentação de outro ícone importante para o enredo, Chiquinha Gonzaga, até sua popularização com o advento do rádio.

Alegorias

A escola passou com duas alegorias, o abre alas representava as Raízes Africanas, retratando a ancestralidade da musica africana percussora do chorinho, o Lundu. O carro estava bem finalizado esteticamente, destaque para o símbolo da escola o Lobo Guardião. A segunda alegoria, “Nas entranhas do subúrbio, o trem ecoa o Chorinho de Pizindim”, foi apresentado em forma de um trem, que além de cortar o bairro, também é conhecido pelas manifestações culturais. O carro esteticamente estava com acabamento bem feito e muito brilhante, porém, uma falha na sua condução deixou a alegoria sem rumo por algumas vezes causando um pequeno espaço no último setor.

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Fantasias

As fantasias estavam esteticamente lindas, com belos acabamentos e muitos elementos que remetiam a ancestralidade e o surgimento do ritmo. Destaque para fantasia da alas das baianas, que representou Vovó Cambinda, em homenagem a avó do Pixinguinha, ela é cultuada na umbanda como a benzedeira e rezadeira.

Harmonia

Comandados pelo interprete Juan Briggs e seu carro de som, eles passaram cantando o samba de forma animada e bem divertida, levantando toda escola. Destaque para a ala de “Ogum guerreiro”, que além de suas coreografias, estava com o samba afiado e não perdeu o ritmo.

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Samba-enredo

O samba, de composição de Sergio Fonseca e Ailton Moura, tem um entendimento claro e fácil de ser cantado, empolgou o público das arquibancadas. De letra forte em ancestralidade, contou a história do choro e alguns fatos da vida do Pixinguinha, de forma lúdica que envolveu que estava acompanhando o desfile.

Evolução

A escola veio bem coesa, com as alas enfileiradas sem deixar espaços ou brechas durante quase todo o desfile. Infelizmente, teve um problema na última alegoria que causou um espaço considerável em frente a última cabine dos jurados.

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Outros Destaques

No esquenta antes de começar o desfile o carro de som cantou a música “Carinhoso”, deo Pixinguinha, fazendo toda a arquibancada cantar junto em um momento muito emocionante. A bateria, de mestre Marquinhos Swing, em vários momentos de sua apresentação fez várias bossas que remetiam ao choro, causando um impacto positivo para o público.

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Com destaque para alegorias, Tubarão de Mesquita faz alerta sobre o futuro da água

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No segundo dia de desfiles da Série Prata do carnaval carioca a Tubarão de Mesquita foi a primeira escola a desfilar na Intendente Magalhães apresentando o enredo “A Água de Nossos Rios Deságua Num Rio maior”. Fazendo uma viagem aos rios da Baixada Fluminense até a chegada a capital carioca. A escola fez um desfile que transbordou toda sabedoria em relação às aguas, desde a lágrima do choro, seja ele de alegria, ou de tristeza até a chuva que lava a alma na vida e na avenida durante o carnaval. Com destaque para o conjunto de fantasias e adereços, a escola passou com 850 componentes com tempo de 38 minutos.

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Comissão de Frente

A comissão de frente, das coreógrafas Marcela Maciel e Monica Victorino, passou com 11 integrantes, com a fantasia que representou a água, que é a origem da vida, e também os rios da Baixada que dão de beber ao irmão maior, a cidade do Rio de janeiro. Com uma coreografia bem ensaiada e executada, levando elementos que faziam lembrar ondas do mar ao se movimentarem. Apresentando belos sorrisos no rosto todas as componentes fizeram uma linda apresentação.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeira casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thuan Matheus e Crislane Santos, usaram a fantasia chamada: água, a origem da vida, complementando a história iniciada pela comissão de frente. Utilizando bem a pista, eles bailaram e fizeram coreografias com força e pegada. Sempre segura, Crislane dançou com sutileza pela avenida. Thuan, com muito preparo, foi perfeito em todo seu bailar. Uma pequena falha aconteceu no primeiro módulo, Thuan não conseguiu pegar a bandeira para se despedir dos jurados, mas isso não atrapalhou em nenhum momento o desenvolvimento do casal, passando nos outros módulos perfeitamente bem.

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Enredo

O enredo de criação do carnavalesco Sidiney Rocha contou a história dos rios da Baixada Fluminense até a chegada a cidade do Rio de Janeiro, mostrando a importância de cada um deles na formação da sociedade Fluminense. Além de terem abordado a forma prática da história, desde a criação de chafarizes, bacias d’agua e até a construção do mais famoso aqueduto carioca que hoje é mais conhecido como Arcos da Lapa. Abordando histórias de personagens importantes do sincretismo religioso como Iara e Oxum, que abriram os caminhos e abençoaram a escola pela sua trajetória na avenida.

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Alegorias

Composta por três alegorias a escola se propôs a mostrar o nascimento das águas tanto quanto os ritos e mitos. No carro abre alas apresentou a origem de tudo, com uma ideia movimento, transformação e fertilidade espalhando bolhas de sabão pela avenida. O tripé representava um jarro fazendo alusão ao útero materno e também simbolizando a importância das águas nos cerimoniais das religiões de matrizes africanas. A terceira alegoria foi o destaque da escola com uma enorme cachoeira de led e o Cristo Redentor abençoando as águas, o carro estava muito bem finalizado e chamou muita atenção do público.

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Fantasias

Muito bem feitas e finalizadas com detalhes brilhantes dando vida ao desfile. As cores, predominante em azul, com tons dourados davam um efeito com as luzes da avenida. A fantasia que se destacou foi a “preservar é preciso, poluir é proibido”, que representava a poluição, feita com trapos e um rato enorme nos ombros de seus componentes.

Harmonia

Comandada por Ito Melodia e seu carro de som, a escola não deixou o samba cair durante a passagem na avenida, todas as alas com a obra na ponta da língua e interagindo com o público. A harmonia foi um grande destaque na avenida. A ala coreografada fertilidade e beleza foi a que mais mais se destacou.

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Samba-enredo

O samba,de composição de Sergio Fonseca e Ailton Moura, tem um entendimento claro e fácil de ser cantado, empolgou o público das arquibancadas. A letra é uma poesia que aborda as águas dos rios, das lágrimas e a falta dela que causa sofrimento para a população.

Evolução

A escola passou coesa e bem estruturada em quase todos os módulos. No último, em frente ao júri, antes do carro da cachoeira, abriu um pequeno espaço, que foi corrigido em pouco tempo, mas prejudicando um pouco a parte final da escola.

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Outros Destaques

A bateria, do mestre Michel RP, que estava fantasiada de aguaceiros, passou pela avenida mostrando batidas intensas, com várias bossas e paradinhas. Fizeram uma parada no último módulo se apresentando por quase um minuto não só para os jurados, mas como para o público.

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