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Com destaque para alegorias, Tubarão de Mesquita faz alerta sobre o futuro da água

Com bom canto do seu chão, a escola da Baixada mostrou a importância de preservar para prosperar

No segundo dia de desfiles da Série Prata do carnaval carioca a Tubarão de Mesquita foi a primeira escola a desfilar na Intendente Magalhães apresentando o enredo “A Água de Nossos Rios Deságua Num Rio maior”. Fazendo uma viagem aos rios da Baixada Fluminense até a chegada a capital carioca. A escola fez um desfile que transbordou toda sabedoria em relação às aguas, desde a lágrima do choro, seja ele de alegria, ou de tristeza até a chuva que lava a alma na vida e na avenida durante o carnaval. Com destaque para o conjunto de fantasias e adereços, a escola passou com 850 componentes com tempo de 38 minutos.

Comissão de Frente

A comissão de frente, das coreógrafas Marcela Maciel e Monica Victorino, passou com 11 integrantes, com a fantasia que representou a água, que é a origem da vida, e também os rios da Baixada que dão de beber ao irmão maior, a cidade do Rio de janeiro. Com uma coreografia bem ensaiada e executada, levando elementos que faziam lembrar ondas do mar ao se movimentarem. Apresentando belos sorrisos no rosto todas as componentes fizeram uma linda apresentação.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeira casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thuan Matheus e Crislane Santos, usaram a fantasia chamada: água, a origem da vida, complementando a história iniciada pela comissão de frente. Utilizando bem a pista, eles bailaram e fizeram coreografias com força e pegada. Sempre segura, Crislane dançou com sutileza pela avenida. Thuan, com muito preparo, foi perfeito em todo seu bailar. Uma pequena falha aconteceu no primeiro módulo, Thuan não conseguiu pegar a bandeira para se despedir dos jurados, mas isso não atrapalhou em nenhum momento o desenvolvimento do casal, passando nos outros módulos perfeitamente bem.

Enredo

O enredo de criação do carnavalesco Sidiney Rocha contou a história dos rios da Baixada Fluminense até a chegada a cidade do Rio de Janeiro, mostrando a importância de cada um deles na formação da sociedade Fluminense. Além de terem abordado a forma prática da história, desde a criação de chafarizes, bacias d’agua e até a construção do mais famoso aqueduto carioca que hoje é mais conhecido como Arcos da Lapa. Abordando histórias de personagens importantes do sincretismo religioso como Iara e Oxum, que abriram os caminhos e abençoaram a escola pela sua trajetória na avenida.

Alegorias

Composta por três alegorias a escola se propôs a mostrar o nascimento das águas tanto quanto os ritos e mitos. No carro abre alas apresentou a origem de tudo, com uma ideia movimento, transformação e fertilidade espalhando bolhas de sabão pela avenida. O tripé representava um jarro fazendo alusão ao útero materno e também simbolizando a importância das águas nos cerimoniais das religiões de matrizes africanas. A terceira alegoria foi o destaque da escola com uma enorme cachoeira de led e o Cristo Redentor abençoando as águas, o carro estava muito bem finalizado e chamou muita atenção do público.

Fantasias

Muito bem feitas e finalizadas com detalhes brilhantes dando vida ao desfile. As cores, predominante em azul, com tons dourados davam um efeito com as luzes da avenida. A fantasia que se destacou foi a “preservar é preciso, poluir é proibido”, que representava a poluição, feita com trapos e um rato enorme nos ombros de seus componentes.

Harmonia

Comandada por Ito Melodia e seu carro de som, a escola não deixou o samba cair durante a passagem na avenida, todas as alas com a obra na ponta da língua e interagindo com o público. A harmonia foi um grande destaque na avenida. A ala coreografada fertilidade e beleza foi a que mais mais se destacou.

Samba-enredo

O samba,de composição de Sergio Fonseca e Ailton Moura, tem um entendimento claro e fácil de ser cantado, empolgou o público das arquibancadas. A letra é uma poesia que aborda as águas dos rios, das lágrimas e a falta dela que causa sofrimento para a população.

Evolução

A escola passou coesa e bem estruturada em quase todos os módulos. No último, em frente ao júri, antes do carro da cachoeira, abriu um pequeno espaço, que foi corrigido em pouco tempo, mas prejudicando um pouco a parte final da escola.

Outros Destaques

A bateria, do mestre Michel RP, que estava fantasiada de aguaceiros, passou pela avenida mostrando batidas intensas, com várias bossas e paradinhas. Fizeram uma parada no último módulo se apresentando por quase um minuto não só para os jurados, mas como para o público.

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