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Conjunto visual e comissão de frente são destaques no desfile da Vila Santa Tereza; falha no som afeta escola

A Unidos de Vila Santa Tereza trouxe a história de Solange Cruz Bichara Rezende, presidente da Mocidade Alegre, tradicional escola de samba de São Paulo, recém bicampeã da folia paulistana. Com destaque para a comissão de frente e o conjunto visual, a escola teve um problema causado por um cabo que fez o funcionamento de caixas de som pararem, e evidenciou questões de harmonia em relação ao canto da escola. Com o enredo “Solange – da minha, da sua e da nossa morada do samba”, a escola foi a quarta a se apresentar na Intendente Magalhães no último dia da Série Prata.

Comissão de Frente

Representando foliões preparados para saudar Solange, a comissão de frente da Vila Santa Tereza veio muito bem coreografada, com uma dança de pares, e passos firmes, que lembravam passos de flamenco. A fantasia veio bem trabalhada, tanto a roupa quanto a maquiagem dos componentes.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal formado por Matheus Soli e Giselly Assumpção dançou muito bem durante o desfile, com passos bem tradicionais, giros bem executados, e com muita leveza e alegria a cada apresentação, seja para o júri ou público. Ambos vieram de “Confetes e serprentinas”, que abrilhantaram os carnavais de salão antigamente.

Enredo

“Solange – da minha, da sua e da nossa morada do samba” foi enredo desenvolvido pelo carnavalesco Caaio Araújo. Ele contou a trajetória, a fé e a gestão de Solange Bichara, presidente da escola de samba paulistana Mocidade Alegre. Iniciando com um cortejo carnavalesco, adentrou na vitoriosa gestão de vinte anos de Solange na Mocidade Alegre, e encerrou na fé da homenageada, tudo de forma bem estruturada e explicada.

Alegorias

O abre-alas da Vila Santa Tereza trouxe a homenageada Solange Cruz, num universo lúdico carnavalesco, representando uma grande celebração. Apenas ela vinha de componente humano no carro, cercada de estátuas de arlequins e pierrôs, uma escultura de colombina logo atrás, lembrando mais um universo infantil do que o proposto universo carnavalesco, inclusive pela presença da escultura de um soldadinho também no carro. Este mesmo carro teve alguns problemas de deslocamento ao longo do desfile, com pessoas tendobque ajudar no realocamento dele na pista. Os outros carros vieram bem acabados, com destaque para o último que trouxe a águia, símbolo da escola, mascarada para brincar o carnaval, belas esculturas em geral.

Fantasias

Muito bem acabadas, as fantasias foram de fácil leitura para explicar a história de Solange. Em geral bem acabadas, transmitiram muito bem o enredo que estava sendo contado, como a ala 6, representando a Morada do Samba, com destaque para fantasia das baianas que vieram de “Encontro de pavilhões”, entre a Vila Santa Tereza e a Mocidade Alegre.

Harmonia

Danilo Cézar foi o cantor que puxou o samba na Intendente, levando a missão muito bem. Ocorreu então, um problema com o sistema de som da intendente, em que as caixas pararam de funcionar quando a escola se aproximava do terceiro módulo de julgamento. Ali ficou evidenciado que a escola não estava cantando, com exceção da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Durante o tempo que seria o refrão principal havia tentativas não muito acertadas de cantá-lo.

Samba-enredo

Muito bem interpretado, contou com o lema de Solange e da Morada na íntegra em sua letra: “A vitória vem da luta, a luta vem da força e a força da união”, um destaque da letra, junto do refrão da obra, e do falso refrão do meio da composição, sendo bem executado na passagem da escola.

Evolução

O início da escola veio bem na evolução. Mais para o fim do desfile a escola apertou o passo para não estourar o tempo, após a apresentação da comissão e do casal para o último módulo, passando muito rápido na pista.

Outros Destaques

Solange Cruz, ao ser reconhecida, foi aplaudida pelo público, a quem retribuia com acenos e sorrisos. A presidente Patrícia Drummond veio à frente da escola com mais algumas mulheres, todas com um terço na mão fazendo referência a forma com que Solange geralmente está, com diversos terços na mão. Além disso, durante o problema com o carro de som, o público ficou incentivando o canto da escola, o giro das baianas e batendo palmas para transmitir força para a escola.

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