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Dragões da Real leva homenagem a Reinaldo para palco histórico e faz samba ‘explodir’ em audiovisual

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Uma das casas de show que mais recebem shows de sambistas em São Paulo foi o palco de um evento muito especial na última quinta-feira. O Carioca Club, em Pinheiros, recebeu a gravação do audiovisual da Dragões Real, escola do Grupo Especial da cidade. Uma série de coincidências envolvendo o espaço e o homenageado pela agremiação tornaram a filmagem ainda mais especial. Quarta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, a Dragões da Real terá como enredo “Sob as bênçãos de Xangô; a coroação do príncipe Reinaldo”, assinado pelo carnavalesco Jorge Freitas. O samba-enredo da Dragões da Real para 2027 é assinado por Pedroca, Chanel, Ailson Picanço, Daniel e Santos.

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Gravação importante

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Renato Remondini, popularmente conhecido como Tomate, presidente da escola

Diversos nomes ligados à Dragões da Real destacaram quão relevante é fazer uma captação como a realizada pela escola. Renato Remondini, popularmente conhecido como Tomate, presidente da escola, por exemplo, trouxe algumas informações bastante interessantes para a conversa: “A gravação tem alguns itens que eu preciso falar. Primeiro, o local: o Reinaldo fez diversos shows aqui. Coincidência ou não, o Émerson Dias cantou na inauguração daqui, há alguns aninhos atrás. A gente optou em fazer aqui pela parceria com o pessoal do Carioca, que é muito parceiro e gente boa demais. Estamos fazendo uma grande roda de samba numa casa de samba. No ano passado, nós gravamos na nossa quadra com a imersão em uma floresta. E, nesse ano, optamos por fazer numa casa de samba tradicionalíssima da cidade de São Paulo. Reinaldo fez shows magníficos aqui, e, por essa razão, para a gente dar um clima de roda de samba, que tem tudo a ver com o nosso enredo e energia, fizemos nossa gravação aqui”, pontuou.

Diretor de carnaval da Dragões da Real, Márcio Santana foi na mesma linha: “Primeiramente, uma gravação como essa é importante para trazer o público para dentro de uma imersão. Nós poderíamos fazer a gravação de um audiovisual na nossa quadra, mas a escolha pela casa, pelo Carioca Club, se dá exatamente por ter sido um dos palcos onde o Reinaldo mais se apresentou. Mais do que a captação, é uma imersão. É trazer o nosso povo para dentro do enredo e explodir de alegria, curtir a possibilidade e fazer uma festa linda”, disse.

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Diretor de carnaval da Dragões da Real, Márcio Santana

Novo intérprete da Dragões da Real para 2027, Emerson Dias afirmou que realizar tal gravação poucas semanas depois da escolha da canção ajuda bastante no trabalho do cantor: “A gente não tem muito contato com o samba nas semanas depois que ele é escolhido. A gente vê o samba na disputa, pensa que queria algum samba e, de repente, o samba perdeu. Mas a gente, quando pega o samba, traz para a gente, vê a divisão, vê o que é melhor, uma notinha ou outra com adaptação… é como se fizesse uma bainha numa calça. Quanto mais contato a gente tiver com o produto que a gente vai levar para a avenida, melhor! É muito importante. Sem contar que valoriza o produto, valoriza o Carnaval, valoriza o segmento, valoriza a escola. Requer custo, requer investimento e requer comunidade, e isso a gente tem. É botar para quebrar e fazer um lindo audiovisual, porque o samba já está na boca do Brasil, como diria o Bertoldo Brecha. Nesse último evento que a gente fez no Rosas, o presidente Tomate postou um vídeo meu cantando e deu uma interação muito boa, foram mais de cem comentários. Vamos com tudo!”, garantiu.

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Novo intérprete da Dragões da Real para 2027, Emerson Dias

Alguns integrantes da escola aproveitaram para fazer uma diferenciação do audiovisual captado pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo (Liga-SP) e pela própria agremiação. Klemen Gioz, mestre da “Ritmo Que Incendeia”, bateria da Dragões da Real, foi um deles: “A gente fez um formato diferente do que a gente faz na Liga-SP. Por mais que também seja ao vivo, aqui é com a nossa cara. A gente consegue trazer o nosso povo para vir para cá. Na gravação da Liga-SP tem um número limitado de pessoas, por exemplo. É o nosso clipe, com a nossa cara. O da Liga-SP é importante por muitos importantes e o nosso é importante por outros. Todos são importantes, e o que importa é ver o nosso povo feliz. E o povo que não é o nosso povo, mas é o povo do samba, está feliz, também”, comparou.

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Klemen Gioz, mestre da “Ritmo Que Incendeia”, bateria da Dragões da Real

Diretor de Harmonia Dragões da Real, Rogério Félix citou tanto a instituição que organiza os três principais grupos do carnaval paulistano quanto o enredo escolhido pela agremiação: “A Liga-SP tem um padrão muito bem executado, muito bem feito, que é igual para todas as escolas. Mas esse audiovisual nosso tem a missão de fazer uma roda de samba. É algo diferente do audiovisual que a gente tem que fazer para a televisão, é todo um trabalho especial. Você viu que, hoje, o que valeu foi o sorriso, a alegria, aquela energia que fica em volta de uma roda de samba. O nosso audiovisual vem para trazer isso: para deixar claro para as pessoas que a nossa missão é fazer uma grande roda de samba no Anhembi e convidar todo mundo para vir pra sambar. Abre a roda, desce todo mundo da arquibancada e vamos sambar junto! Pena que não pode descer a turma junto; mas, quem sabe, no Desfile das Campeãs, a gente pode convidar todo mundo que está assistindo e desfilar junto com a gente”, vislumbrou.

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Diretor de Harmonia Dragões da Real, Rogério Félix

Guma Sena, ex-mestre de bateria de coirmãs como Acadêmicos do Tucuruvi, Morro da Casa Verde e Mancha Verde e Diretor de Audiovisual da Sala 22, que faz a cobertura audiovisual de diversos eventos ligados ao Carnaval de São Paulo, também deu a visão dele: “A importância de uma gravação como essa está no fato de ser um documento para a escola. O projeto da Liga-SP é um projeto mais comercial, para vender, angariar patrocínios, parcerias… é a venda do produto Carnaval. O audiovisual produzido pela escola de samba é um documento que você registra de uma maneira personalizada e que se eterniza com todas as características que você quer. Você faz com a cara da escola, o perfil que a escola está desenhando para o seu projeto de Carnaval e é um documento que fica eternizado”, refletiu.

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Guma Sena, ex-mestre de bateria de coirmãs como Acadêmicos do Tucuruvi, Morro da Casa Verde e Mancha Verde e Diretor de Audiovisual da Sala 22

Por fim, Jorge Freitas, carnavalesco da agremiação, preferiu focar em determinadas tradições que agremiações devem manter: “Não só a gravação do audiovisual, como ter eliminatória de samba-enredo é muito importante para a gente manter acesa essa essência das escolas de samba. E, é claro, fazer um audiovisual, ainda mais com um enredo tão maravilhoso como é o nosso, para homenagear o Reinaldo, numa casa de samba onde ele fazia inúmeros shows, se torna muito mais importante ainda. É a essência do samba retornando à casa do samba para homenagear um dos grandes sambistas do povo brasileiro”, destacou.

Canção valorizada

A gravação do audiovisual da Dragões foi realizada menos de duas semanas depois da final de samba-enredo da escola, tempo suficiente para que a comunidade já se empolgasse com a obra escolhida. Ao menos é o que garante Tomate: “A gente tinha uma dúvida muito grande em relação ao samba que seria escolhido. Tanto o campeão quanto o nível da final foram muito bons! Quando o Emerson foi para o estúdio de novo, a gente começou a pensar na explosão da quadra com ele e vimos na festa da Furacão Azul e Rosa, sem ensaiar, e aconteceu de uma forma absurda! Ontem (quarta) nós fizemos o nosso primeiro ensaio na quadra, com ala musical completa e bateria inteira, já com a largada oficial que fizemos. O negócio já está acontecendo!”, comemorou.

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Carnavalesco Jorge Freitas

Márcio foi outro componente a citar um evento de uma coirmã para confirmar o sucesso da canção: “A aceitação do samba não é uma surpresa porque a gente acreditava que era a melhor obra tecnicamente para a nossa comunidade. Tanto que, desde a nossa primeira apresentação pública do samba, sem ter um ensaio efetivamente, ele já demonstrou isso, na nossa visita à festa de aniversário da Torcida Furacão Azul e Rosa, da nossa coirmã Rosas de Ouro. Ali a gente coroou o samba. A gente está falando de um enredo tão nobre que coroamos o samba. Ali a gente viu que efetivamente acertamos. Tivemos que fazer duas correções somente no samba, mais por ordem de perfumaria do que necessariamente por deficiência técnica. E está aí, está na boca do povo. Com certeza a apresentação do Anhembi vai trazer bons frutos para a gente. Hoje vocês já vão ter surpresas”, comentou.

Emerson apelou para forças superiores ao falar da obra: “Eu até me arrepio, porque a gente não escolhe muito, a gente é escolhido. Eu fui escolhido por uma conspiração dos astros, de uma forma inimaginável e por muitas pessoas. Todos os santos ajudaram para que eu estivesse aqui, nesse momento, para cantar esse samba da forma que ele é construído. É um samba fácil, popular, para um enredo popularíssimo como é esse do Reinaldo. Quem chegar no Anhembi e não souber cantar o samba, com duas passadas estará cantando”, pontuou.

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Klemen foi mais sucinto, mas destacou que a música conseguiu unir a escola: “Ganhou o samba certo, deu o samba que a escola queria, deu o samba que a nossa diretoria também queria. O nosso povo está feliz, graças a Deus. Hoje vocês viram um pouquinho do quanto o povo gostou e do quanto vai dar certo na avenida”, disse.

Félix trouxe uma novidade para quem estava presente: “O samba só cresce, graças a Deus. Esse é o trabalho que a gente vem fazendo. Quem estava na final viu como foi difícil, cada um tinha uma opinião diferente de leitura. Nós queríamos um samba com a cara do novo intérprete, com a cara do Reinaldo, com a cara das rodas de samba, daquelas mais modestas possíveis, que tem um conjunto de pessoas alegre em volta e curtindo. Com certeza esse samba vai trazer isso. Hoje você vai conseguir sentir isso: ele está mais lapidado agora, mais encaixado. Vamos fazer, em primeira mão, a largada oficial que a gente vai fazer. Dá para sentir muito o quanto esse samba cresceu e o quanto a energia desse samba é uma energia gostosa. Vamos mostrar que, de fato, somos a escola de gente feliz”, comentou, utilizando o slogan da agremiação.

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Jorge preferiu focar no gosto da comunidade ao falar da canção: “Nós acertamos de uma tal forma que o mais importante para a gente, na verdade, é a nossa comunidade gostar do samba que vai embalar o nosso desfile. A nossa comunidade gostando é o mais importante. Agora, o mundo do samba em geral gostando se torna ainda mais importante, não só para a Dragões, mas para o carnaval de São Paulo, que está numa crescente tão grande. Nada é melhor que ter um sambaço como nós temos para homenagear um ícone do samba”, finalizou.

Lucas Milato revela como nasceu o enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2027

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Fotos: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

A escolha do enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2027 não surgiu por acaso. Antes mesmo de assumir o cargo de carnavalesco da escola do Morro do Borel, Lucas Milato já carregava consigo uma história que considerava pronta para ganhar a Marquês de Sapucaí. Inspirado no romance A Cabeça do Santo, da escritora cearense Socorro Acioli, o enredo nasceu a partir de uma descoberta feita durante pesquisas pessoais. Primeiro veio a curiosidade sobre a famosa estátua de Santo Antônio, em Caridade, no interior do Ceará, construída sem que a cabeça fosse colocada no corpo. Meses depois, ao conhecer a obra literária inspirada nesse fato real, Lucas percebeu que havia encontrado algo maior.

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“Eu conheci primeiro a história da estátua de Santo Antônio na cidade de Caridade. Depois, alguns meses mais tarde, li o livro da Socorro Acioli. Durante a leitura, percebi que já tinha visto aquela história em algum lugar. Foi quando entendi que a autora tinha se inspirado naquele caso real. Achei tudo tão inusitado, tão brasileiro, que pensei: isso merece virar enredo”, contou.

A ideia começou a ser amadurecida ainda antes do Carnaval de 2026. Na época, Lucas sequer imaginava que assumiria a Unidos da Tijuca, mas já havia iniciado contatos relacionados ao projeto. Quando o convite da escola chegou, a conexão pareceu natural.

“Quando cheguei à Tijuca, senti que era a oportunidade perfeita. É uma escola que dialoga muito com o realismo fantástico, com histórias oníricas, que misturam realidade e imaginação. Apresentamos a proposta e o presidente gostou de imediato. Está sendo um processo muito especial”.

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A sinopse apresentada pela agremiação transporta para a Avenida a trajetória de Samuel, personagem central do livro. Em meio a memórias, fé, encontros e descobertas, a narrativa propõe uma reflexão sobre destino, pertencimento, esperança e recomeço. Temas que, segundo a direção da escola, estarão no centro da mensagem que a Tijuca pretende transmitir no próximo desfile. O enredo também marca uma nova fase na trajetória profissional de Lucas Milato. Após experiências anteriores no carnaval, o artista acredita chegar ao Borel em um momento de maior maturidade criativa.

“Acho que sou um artista mais maduro. A cada ano a gente aprende um pouco mais. Carnaval é um aprendizado eterno, ninguém está totalmente pronto. Chego com muito mais vontade de fazer o melhor pela Tijuca e alcançar nosso objetivo maior, que é o campeonato”.

Em busca dessa riqueza de detalhes, a equipe responsável pelo enredo realizou uma pesquisa de campo em Caridade, cidade onde se passa a história que inspirou a obra. O objetivo foi mergulhar nos cenários, costumes e referências locais para construir um desfile fiel à atmosfera do sertão cearense e às camadas simbólicas presentes na narrativa. A recepção positiva do público desde o lançamento da sinopse reforçou a expectativa em torno do projeto. Em um momento de renovação da Unidos da Tijuca, que busca retomar o protagonismo entre as grandes campeãs do carnaval carioca, a aposta em uma história marcada pela fé, pelo imaginário popular e pela esperança surge como um caminho promissor.

Império Serrano resgata mestre Gilmar para o Carnaval de 2027: ‘Volto com muita garra’

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Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Responsável por um dos ciclos mais marcantes da “Sinfônica do Samba”, mestre Gilmar está de volta ao Império Serrano para o Carnaval 2027. À frente da bateria da escola entre 2010 e 2020, o diretor reassume o posto após seis anos afastado, no ano em que o Reizinho de Madureira celebrará seus 80 anos de história. De fortes raízes imperianas, Gilmar é cria da escola-mirim Império do Futuro, chegou ao Império Serrano aos 11 anos, tendo 33 anos de dedicação à escola até sua saída, em 2020. Nos 10 anos à frente da bateria, conquistou notas expressivas e premiações, e fez parte da equipe que garantiu o campeonato da Série Ouro de 2017 e conquistou o retorno da escola ao Grupo Especial. Ficou afastado da agremiação por seis anos, trilhando outros caminhos com menos assiduidade no carnaval, e revelou que foi pego de surpresa pelo convite.

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“Recebi um telefonema dizendo que queriam conversar. Não imaginei que fosse para isso. Quando fizeram o convite, eu perguntei: ‘Vocês têm certeza?’. Disseram que queriam resgatar o DNA imperiano. Não tinha como dar outra resposta. Volto muito feliz para o Império Serrano. Retorno com muita garra, muito orgulho, feliz pelo abraço caloroso dos imperianos. Vão encontrar um cara muito motivado, disposto a dar ainda mais do que dava antes, com mais maturidade e ainda mais paixão por essa escola”, afirmou.

O mestre conta que, ao ser anunciado, logo recebeu mensagens de ex-integrantes pedindo para voltar a integrar a bateria: “Foi automático. Quando saiu a postagem, muitos amigos antigos me ligaram dizendo que queriam voltar.”

Nos últimos anos, a bateria foi liderada por grandes mestres, como mestre Vitinho e mestre Felipe. E Gilmar tem como um dos objetivos reunir diferentes gerações de ritmistas e receber de volta outros que se afastaram durante o período, a fim de fortalecer novamente a identidade da Sinfônica do Samba.

“Quero colocar a minha identidade, mas também mesclar com a rapaziada que está hoje, que é muito boa, e com amigos que se afastaram por motivos que nem conheço. Quero voltar a ter aquela Sinfônica do meu jeito. Respeito a forma como o Victor trabalhava, mas agora voltou a era do Gilmar. Vou trabalhar da minha maneira, sem perder a identidade e as características da bateria do Império Serrano, que foi o que aprendi quando cheguei”, explicou.

Gilmar também adiantou o que a comunidade pode esperar da bateria para o próximo Carnaval e garantiu que a ousadia continuará sendo uma das marcas da Sinfônica do Samba.

“Sempre fui um mestre de bateria que gostou muito da ousadia. Sempre gostei de coreografias e vi que isso também esteve presente nesse período em que fiquei fora. O imperiano vai ver um cara muito feliz, realizado e um filho do Império pronto para dar o seu melhor”, declarou.

A escola teve o calendário atrasado devido ao processo de eleição da diretoria e agora, com presidência e enredo definidos, terá ritmo rápido até fevereiro de 2027.

“Estamos correndo contra o tempo. Perdemos um tempo importante, mas podem esperar uma bateria muito alegre e muito unida. É isso que espero para a bateria do Império Serrano”, contou.

Colorado do Brás vive nova fase com Arena Colorado e projeto de quadra própria

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A Colorado do Brás vive um momento importante em sua história e de grandes mudanças. Com a preparação para o Carnaval de 2027 em andamento, a escola passou a contar com a Arena Colorado, espaço localizado nas dependências da Associação Portuguesa de Desportos, no Canindé. A parceria, oficializada, ampliou a estrutura disponível para ensaios, eventos e atividades da agremiação. O local é muito mais que um espaço para receber a comunidade. O novo espaço já começa a modificar a rotina da agremiação. Ensaios de passistas, casais e bateria passaram a ser realizados no espaço, que também recebe eventos e confraternizações. Em conversa com o diretor de carnaval da Colorado do Brás, Jairo Roizen, ele contou que a mudança já pode ser percebida na relação entre a escola e seus componentes.

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“Essa nova quadra já tem mudado os rumos da escola. A gente consegue receber as pessoas com conforto, consegue ter cobertura, estacionamento e segurança. A Colorado respira agora uma comunidade”, disse Jairo.

Um espaço para chamar de casa

A Arena Colorado não é o espaço definitivo da escola, mas representa uma importante mudança na história da agremiação, pois antes do espaço sempre efetuava seus ensaios na rua. A Arena Colorado é um espaço importante nessa transição de ter um lugar para chamar de seu. Não é sua sede definitiva, mas representa uma importante etapa até a construção de sua quadra própria. Segundo Jairo, o espaço atual foi cedido pela Portuguesa, permitindo que a Colorado ampliasse suas atividades e oferecesse melhores condições para os componentes durante a preparação do carnaval.

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Presidente Ká, da Colorado. Fotos: Almir Aprígio/CARNAVALESCO

O presidente da escola, Antônio Carlos Borges, o Ká, também destacou a importância de sua comunidade ter o novo espaço onde possa se sentir parte da agremiação e fazer reuniões com os integrantes da Colorado.

“É ter um lugar onde você chega e pode chamar de casa: ‘Vou para a minha quadra’. Isso é muito legal. Muda toda a atmosfera, muda toda a energia”, concluiu Ká.

Próximo passo: a quadra definitiva

Enquanto a Arena Colorado se consolida como ponto de encontro entre a comunidade, a escola já trabalha para transformar esse projeto em realidade, iniciando o projeto de construção de uma sede própria. Em conversa com o presidente Antônio Carlos Borges, o Ká, ele revelou previsão de inauguração, como será a estrutura e outros detalhes que envolvem esse antigo sonho da comunidade: ter uma quadra própria.

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“A quadra que a gente ganhou do prefeito, todo mundo acompanhou, é uma quadra legal. É um espaço, aliás, não é uma quadra ainda, mas supre 100% da necessidade de uma escola de samba. São mais de 2 mil metros quadrados. Eu estou muito feliz, muito satisfeito e muito grato ao prefeito. Agora vem a segunda parte, que é a construção. Estamos em parceria com a Assembleia Legislativa. Se Deus quiser, a curto prazo vamos conseguir alguma emenda parlamentar para concretizar o nosso sonho, que é realmente construir a nossa quadra. Tenho dois anos e meio. Na verdade, a gente está só aguardando o último documento, que é da CGPAT. Não temos como perder mais, porque o prefeito assinou, graças a Deus”, disse Ká.

O diretor de carnaval também mostrou empolgação com a construção do novo espaço e agradeceu às autoridades que ajudaram a Colorado a ficar mais perto desse sonho antigo.

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Diretor de carnaval da Colorado do Brás, Jairo Roizen

“O terreno é bem grande. Dá para a gente fazer uma quadra do tamanho dessa. Dá para a gente ter uma área também de estacionamento. Quem sabe fazer uma quadra de futebol para a gente poder também trazer a comunidade para praticar um esporte. As pessoas voltam a acreditar no nosso trabalho, vendo a estrutura, a quadra. É um lugar legal, família. Quando a gente for para a nossa quadra definitiva, a gente vai conseguir cativar ainda mais e fazer a Colorado se firmar como uma grande escola do carnaval de São Paulo”, disse Jairo.

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A avaliação é compartilhada pelo presidente Ká, que acredita que um espaço próprio pode aumentar ainda mais o sentimento de pertencimento dos componentes.

“Ser receptivo nós sempre fomos. Mas você ter um espaço, se garoar ou chover, as pessoas chegam e se sentem acolhidas”, concluiu Ká.

Sambistas avaliam a onda de encomendas de samba-enredo para o Carnaval 2027

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Foto: Eduardo Hollanda/Rio Carnaval

Quando Pixulé saudou a Marquês de Sapucaí com “Iboru Iboya Ibosheshe” ainda no Setor 1, o público respondeu em alto e bom som: “Canta Tuiuti!”. O samba-enredo “Lonã Ifá Lukumi”, do Paraíso do Tuiuti, é o maior exemplo recente de que a encomenda de samba pode dar bons frutos tanto em termos da competição quanto do apelo popular. E parece ter impulsionado uma tendência entre as escolas de samba do Rio. Para o Carnaval 2027, agremiações conhecidas por suas tradicionais disputas de samba optaram pelo mesmo caminho da escola de São Cristóvão. A União da Ilha do Governador e a Unidos de Padre Miguel anunciaram que para o próximo ano seus sambas serão encomendados. Até o momento, 11 dos 29 sambas que passarão na Sapucaí já foram encomendados. Para entender o que pensam os sambistas sobre as encomendas de samba, o CARNAVALESCO ouviu segmentos de diferentes escolas. As opiniões divergem, mas apontam que o modelo é um caminho mais seguro.

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“É bom porque a escola consegue colocar tudo que ela quer dentro do samba que vai para a avenida, mas não tem aquela energia de disputa”, ponderou Ellen Belo, 24 anos, artista e passista do Salgueiro.

Já para Francine Rosa, 32, artista circense que desfila na ala de passistas da Vila Isabel, a identificação da comunidade com a encomenda pode demorar mais: “Quando existe uma disputa em que público participa, a gente se sente mais pertencente daquele samba escolhido”.

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Francine Rosa, 32, artista circense que desfila na ala de passistas da Vila Isabel. Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Anderson Guilherme, 41, jornalista e integrante da Beija-Flor, avalia que a questão não é se a encomenda de samba em si é boa ou ruim. “Eu não sou contra”, resumiu. Para ele, o que deve ser colocado é a capacidade de uma obra garantir o quesito no julgamento. “Quem encomenda samba tem uma suposta vantagem de receber uma obra dentro da expectativa do enredo. Pode ser uma vantagem, mas não é tão garantido assim”.

Quem concorda com essa visão tem muito tempo de Avenida. Olívia Galvão, 69, socióloga e baiana da Mangueira há mais de 20 anos, é direta: “Eu não tenho preconceito com samba encomendado”. Ela aponta, no entanto, que nem todo o samba acontece na Sapucaí. “Samba não é 2 + 2 = 4. Ou ele pega o componente, ou não pega”, afirmou. Para ela, a encomenda não muda essa lógica: “Não garante nada. Samba pega ou não pega, e isso a gente sente na quadra e nos ensaios de rua. Quando é encomenda, já pagou, e a gente tem que engolir”.

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Olívia Galvão, 69, socióloga e baiana da Mangueira há mais de 20 anos. Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Por outro lado, quando um samba acontece, a Sapucaí inteira canta junto. “O desfile do Tuiuti desse ano, nossa senhora, a avenida inteira cantava, porque teve tempo de aprender o samba e de entender tudo o que era falado”, pontuou Ellen Belo, lembrando que a obra de Cláudio Russo, Luiz Antonio Simas e Gustavo Clarão, encomendada pelo presidente Renato Thor, teve grande apelo popular e gabaritou o quesito em 2026.

Como fortalecer a ala de compositores das escolas?

Para Anderson Guilherme, a resposta passa por incentivo institucional. Ele lembra que a Beija-Flor é conhecida justamente por suas disputas de samba concorridas: “Todos os carnavais, as disputas de samba na Beija-Flor são muito quentes, com sambas sempre bons”. Entretanto, ele reconhece que nem toda escola tem uma ala nesse nível. “A estratégia é justamente incentivar: pedir emprestado para coirmã, convocar a comunidade, conversar, explicar a importância, incentivar financeiramente com premiação os compositores vencedores”, resumiu.

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Anderson Guilherme, 41, jornalista e integrante da Beija-Flor. Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Olívia Galvão discorda do diagnóstico. Para a baiana da Mangueira, o problema não é de estrutura, mas de dom. “O cara tem que ter talento. Não tem como; não tem um remédio, não tem um xarope”, afirmou. Segundo ela, formar compositor não é como formar profissional em outras áreas: “tem que ter uma espécie de iluminação diante da sinopse, para fazer verso e música que levantem a escola. Isso não tem receita”.

Um compositor, várias escolas

Outro ponto levantado pelo CARNAVALESCO foi a participação de um mesmo compositor em disputas de samba de diferentes escolas, prática cada vez mais comum no carnaval.

Para Ellen Belo, o compositor que roda de escola em escola perde o que mais importa: o pertencimento. “Não me ganha, só me perde. Compositor que escreve para todas as escolas; para qual ele torce, afinal?”, afirmou a artista, argumentando que quando um compositor escreve para a sua escola de coração, a caneta funciona melhor. “As pessoas têm que focar na escola que conhecem em vez de escrever para várias e ser ruim em todas”.

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Ellen Belo, 24 anos, artista e passista do Salgueiro. Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Francine Rosa discorda. A passista da Vila Isabel argumenta que o período de disputas de samba é o momento em que os compositores podem mostrar seus trabalhos. “É uma das maiores vitrines para quem é artista, acho importante que os compositores possam mostrar o trabalho deles em todas as escolas, inclusive quem está começando”.

Já Olívia Galvão vê a questão por outro prisma: não importa a quantidade de disputas que um compositor participa, e sim se o samba entrega. “É talento!”, disse, lembrando que nem todo samba que um compositor coloca nas escolas é campeão.

Segundo a baiana da Mangueira, escrever para várias escolas só é um problema quando vira estratégia de exposição, deixando a qualidade da obra em segundo plano. “Se for pra botar em todas as escolas, que mande samba bom em todas as escolas”, afirmou.

Anderson Guilherme faz uma leitura mais estrutural. Para o jornalista, o fenômeno é um sintoma. “Isso, para mim, é o resultado da escassez de compositores no carnaval”, declarou. Como nem toda escola tem uma ala forte o suficiente para sustentar sozinha suas disputas, ele explicou, “elas acabam buscando composições e parcerias das coirmãs”.

Por um lado, é bom para o compositor individualmente, mas revelador de um problema maior. “Se houvesse um número satisfatório de compositores, não haveria tanta rotatividade”, finalizou.

Carnaval 2027: um terço dos sambas encomendados para a Sapucaí

Levantamento do CARNAVALESCO mostra que, somando Grupo Especial e Série Outo, um terço das escolas que vão desfilar na Marquês de Sapucaí em 2027 vai levar samba encomendado para a avenida. Até o momento, dos 29 sambas que serão defendidos entre os dias 05 e 09 de fevereiro de 2027, 11 já foram encomendados.

No Grupo Especial, o Paraíso do Tuiuti é a única escola que optou pelo modelo. A obra, já apresentada ao público na Festa dos Enredos e lançada oficialmente em 31 de julho, vai embalar o enredo “Ciata: a mãe preta do samba”, uma homenagem à matriarca do samba Tia Ciata.

Na Série Ouro, a adesão é bem maior. Segundo apuração do CARNAVALESCO, vão encomendar samba para 2027: Botafogo Samba Clube, União do Parque Acari, Vigário Geral, Inocentes de Belford Roxo, Acadêmicos de Niterói, Jacarezinho, Unidos de Bangu, Unidos da Ponte, União da Ilha do Governador e Unidos de Padre Miguel.

Do outro lado, mantêm o formato tradicional de disputa de samba: Império Serrano, Arranco do Engenho de Dentro, Em cima da Hora, São Clemente e Porto da Pedra. A Estácio de Sá também optou pela disputa e definiu o samba do centenário no último dia 08 de agosto. Até o momento, apenas a Acadêmicos de Santa Cruz ainda não definiu o modelo de escolha de suas obras para 2027. A expectativa é que todos os sambas-enredo que passarão na Sapucaí sejam definidos até o fim de setembro.

Com três coirmãs cariocas, Mocidade Alegre revela escolas do 24 Horas de Samba de 2026

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Uma das mais tradicionais festas do ciclo carnavalesco na cidade de São Paulo terminou de revelar as escolas participantes da edição de 2026 nesta segunda-feira. A 24 Horas de Samba, organizada pela Mocidade Alegre para comemorar o aniversário da própria escola, convidou uma série de coirmãs para festejar. E, neste ano, com uma grande surpresa: se, habitualmente, a Morada do Samba chama duas agremiações cariocas, serão três nesta temporada. Pela ordem, confira todas as escolas convidadas pela Mocidade Alegre para o 24 Horas de Samba de 2026:

São Paulo:
Vai-Vai
Dragões da Real
Império de Casa Verde
Pérola Negra
Rosas de Ouro

Rio de Janeiro:
Acadêmicos do Salgueiro
Paraíso do Tuiuti
União de Maricá

Campeã do Grupo Especial de São Paulo em 2026, a Mocidade Alegre terá como enredo “Sete Anos de Mar, Sete Léguas de Encanto: A Nau que venceu o Diabo sob a benção do sagrado manto”, assinado pelo carnavalesco Caio Araújo, em 2027.

O samba-enredo de “Sete Anos de Mar, Sete Léguas de Encanto: A Nau que venceu o Diabo sob a benção do sagrado manto” é composto por Gui Cruz, Nikimba, Imperial, Rodrigo Minuetto, Rodolfo Minuetto, Portuga, Ratinho, Darlan Alves, Reinaldo, Luciano, Rapha Moreira, Ayr Júnior, Mala, Fal, Thiaguinho da Morada, Rafa Cria, Jorge Diego, Mario Presida, Marçal, Willian Tadeu e Vitor Gabriel.

Gaviões da Fiel faz festa para formar mestres-salas, porta-bandeiras, ritmistas e passistas

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Foto: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O final de semana prolongado terá um evento mais do que marcante envolvendo a vice-campeã do Grupo Especial de São Paulo em 2026. No dia 06 de setembro, os Gaviões da Fiel, em uma única data, farão a Festa de Encerramento de Projetos de três ações voltadas para a comunidade:

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– “Nos Passos da Fiel”, para revelar novos casais de mestre-sala e porta-bandeira
– “Escolinha Ritimão”, para formar novos ritmistas
– “Passistas da Fiel”, para revelar novas passistas

A festividade acontecerá a partir das 10h na Sede Mundial dos Gaviões da Fiel, situada na rua Cristina Tomás, 183, no Bom Retiro, Centro de São Paulo.

Em 2027, os Gaviões da Fiel terão como enredo “É Noite de Gira na Casa de Ogum”, assinado pelos carnavalescos Rayner Pereira e Julio Poloni.

A final de samba-enredo dos Gaviões da Fiel para 2027 fez a junção de duas obras, as canções de número 01 e 12 das eliminatórias. Dessa maneira, o samba-enredo dos Gaviões da Fiel de 2027 é assinado por Grandão, José Rifai, Luciano Costa, Sukata, Dentinho do Morro, Fadico, Marcelo Paschoal JB, Gabriel Lima, Alex Biro, Morganti, Oliveira, Neck, Andrezinho, Claudio Russo, Luiz Antônio Simas e Chico Poeta.

Vai-Vai classifica seis sambas para as quartas de final da escola

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A primeira fase do concurso de samba-enredo do Vai-Vai para o Carnaval 2027 está encerrada. A eliminatória, dividida em duas datas, classificou, ao todo, seis sambas para as quartas-de-final. A canção vencedora ganhará a honra de representar a Escola do Povo no desfile de “3 Obás de Xangô – A Mãe Bahia em Cantos, Cores e Memórias”, assinado pelos carnavalescos Alexandre Louzada e Victor Santos.

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Na primeira data da eliminatória, intitulada Chave Branca, realizada no dia 16 de agosto, cinco sambas se apresentaram e três avançaram:

Samba 08: Caio de Souza Santos, Dudu Nobre, Bruno Dallari, Rodrigo Jacopetti, Rodrigo Minuetto, Rodolfo Minuetto, Rafa Cria, Wallace Tchoa e Guto Melcher;
Samba 18: Rodrigo Peu, Gui Cruz, Rafa do Cavaco, Lico Monteiro, Leandro Thomaz Alves, William Tadeu, Fabio Souza e Tiago Rocha;
Samba 19: Naio Denay, Francis Gabriel, Anderson Neguinho e Danilo Alves

Já na Chave Preta, em eliminatória realizada no dia 23 de agosto, mais cinco sambas se apresentaram e mais três avançaram:

Samba 01: Danni Almeida, Vagner Almeida, Marcinho Z. Sul, Anderson Bueno, Zé Carlinhos, Samir Trindade, Mário Lúcio, Luciano Bicudo, Rogerinho Freitas, Luiz César e Tião;
Samba 05: Claytinho Dias, Loirinho, Tuca Maia, Rodrigo Atração, Xandinho Nocera, Édson Liz, Clayton Asca, Papum, Diego Nicolau, Tiago Mainers, Cláudio Mattos, Moisés Santiago, Wilson Mineiro, Alexandre Cabeça e Rodrigo Pio Papa;
Samba 09: Afonsinho BV, Zeca do Cavaco, Márcio Alexandre, Evaldo Rodrigues, Valter Camargo, Silas Augusto, Cláudio Russo, Estevão Cardoso, Isaac Mendonça e Érico Bras

A eliminatória segue no dia 30 de agosto, com as quartas-de-final. No dia 06 de setembro acontecerá a semifinal e a grande decisão terá espaço no dia 13 de setembro.

Cria do Salgueiro, Rihanna de Castro se torna coreógrafa de ala feminina

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Foto: Eric Souza @oeric.souza/Divulgação Salgueiro

O Salgueiro viu Rihanna Castro (@rih.castro) ainda criança. Viu seus primeiros passos na arte, acompanhou sua formação, sua descoberta, sua transição e a artista que ela se tornou. Agora, aos 38 anos, a mulher preta, trans e cria do Morro do Andaraí inicia um novo capítulo dessa história. No Carnaval de 2027, ela será responsável pela coreografia da primeira ala da escola, formada exclusivamente por mulheres. A novidade ganha ainda mais significado na semana do Dia da Igualdade da Mulher, celebrado nesta quarta-feira. Para Rihanna, ocupar esse espaço de criação dentro da escola onde cresceu é mais do que uma conquista profissional. É também sobre pertencimento. “Eu não escolhi fazer arte. A arte me escolheu. A arte me salvou de várias formas. Isso é muito gratificante para mim. Estou muito grata por essa oportunidade”.

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Rihanna chegou ao Salgueiro em 2001. Passou pelo Aprendizes do Salgueiro, escola mirim da Academia, integrou o Maculelê e tornou-se assistente de Carlinhos do Salgueiro, a quem chama de mestre e atribui parte importante de sua formação artística.

Foi dentro da escola também que viveu diferentes momentos da construção de quem é hoje. Ao revisitar essa história, ela se emociona. “O Salgueiro viu a minha transição toda. Me viu chegar aqui criança, me viu gay e hoje está me vendo como uma travesti à frente de uma ala coreografada. Isso é muito gratificante. Isso é muito importante”.

Em uma trajetória construída entre ensaios, espetáculos e carnavais, Rihanna viu muitos talentos nascerem dentro do Salgueiro. Também viu artistas precisarem sair de suas escolas para encontrar oportunidades em outros lugares. Por isso, poder dar um novo passo justamente na casa onde foi formada torna a conquista ainda mais especial. “Eu sempre falava: ‘Calma, a minha hora vai chegar’. Nunca perdi a fé. Fui muito resiliente. Via todo mundo crescendo e pensava: ‘A minha hora vai chegar’. E aqui estou hoje. Chegou”.

A nova função não representa sua estreia na criação. Rihanna já passou por comissões de frente, desenvolveu trabalhos coreográficos e atua há cerca de uma década como assistente de Carlinhos do Salgueiro. Mas ela admite que estar à frente de uma ala da Academia tem outro peso. “A pressão muda. O nível sobe. Vai ser uma experiência desafiadora, mas eu gosto de desafio. Estou muito feliz e muito ansiosa. Tenho um caminho longo no Carnaval e uma história aqui dentro”.

No Carnaval de 2027, essa história também encontrará a de Xica da Silva. Com o enredo “Laroyê Xica da Silva: a história por trás da história”, o Salgueiro levará para a Avenida uma narrativa atravessada pelo protagonismo de uma mulher negra. E Rihanna estará à frente de uma ala composta somente por mulheres.

Para quem chegou ainda criança e encontrou na escola espaço para aprender, criar e se reconhecer, o novo desafio carrega um significado que ela resume sem hesitar. “O Salgueiro me abraçou desde criança. Me deu confiança, apoio e força. Eu acredito que vai dar muito certo. Tem que dar muito certo, porque eu mereço”.

Sidnei Carrioulo acelera reconstrução do Águia de Ouro: ‘Entramos para brigar pelo campeonato’

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Foto: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

O presidente Sidnei Carriuolo tem arregaçado as mangas para conduzir o projeto do Águia de Ouro de maneira intensa. O baque do rebaixamento de uma escola de samba é forte, mas o dirigente tratou de erguer a cabeça rapidamente e transmitir essa mentalidade à comunidade. O principal discurso é de brigar pelo título, e não apenas pelo retorno ao Grupo Especial. Para isso, reforços foram contratados: Tiguês e Serginho, como diretores de harmonia. O carnavalesco Leandro Barboza juntamente ao enredista Tiago Freitas, além uma nova dupla de mestre-sala e porta-bandeira, formada por Alex Malbec e Nathalia Guimarães. O mestre Rodrigo Moleza foi mantido, único maestro a conquistar quatro notas 10 no quesito no Grupo Especial. Os intérpretes Douglinhas Aguiar e Serginho do Porto, com entrosamento máximo, também ficam para liderar o carro de som. O Águia de Ouro também abriu mão do processo de eliminatórias e encomendou o samba-enredo, que vem sendo elogiado. Todas essas movimentações estão alinhadas ao discurso de Sidnei Carriuolo de levar a escola novamente ao topo da tabela. O mandatário conversou com o CARNAVALESCO e abordou essas e outras questões.

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Projeto aprovado

Sidnei esbanjou felicidade ao falar do projeto, enaltecendo os protótipos apresentados e a melodia escolhida para o samba-enredo do Carnaval 2027. “Eu estou feliz, porque a plástica das fantasias ficou muito legal. O samba também empurra a escola para a frente, um samba que exige do componente. E, para mim, o mais importante é a reação da comunidade. Eles são o meu termômetro. Estão felizes tanto com as fantasias quanto com o samba. Isso nos dá tranquilidade e faz a gente acreditar em um bom desfile”, disse.

Samba encomendado

Nos últimos anos, o Águia de Ouro realizava eliminatórias internas e adequava a letra do samba-enredo junto à sua ala musical. Segundo Sidnei, o formato de encomenda chegou à Pompeia para que o samba-enredo ficasse de acordo com as características da escola. “A verdade é que samba não tem mistério: ou você acerta, ou não acerta. Quando não acerta, às vezes é melhor fazer outro do que ficar tentando consertar. A gente também tem uma preocupação muito grande de fazer um samba que tenha a cara da escola. Não adianta ser um samba bonito se, quando você ouve, parece que é de outra escola. Por isso a gente trabalha bastante em cima dele, até que fique com a nossa identidade. O enredo também ajudou muito. Quando você tem uma letra boa, a melodia flui com mais facilidade. Quando aparecem palavras muito difíceis ou pouco usuais, fica mais complicado construir uma melodia agradável. Acho que o enredo facilitou bastante o trabalho dos compositores”, explicou.

Nova cara para a escola

Mudanças e chegadas aconteceram na Pompeia para o Carnaval 2027, como as contratações de Tiguês e Serginho, do carnavalesco Leandro Barboza, do enredista Tiago Freitas e da porta-bandeira Nathalia Guimarães, além da manutenção do mestre Moleza, que foi o único mestre nota 40 do Grupo Especial. O presidente falou sobre os novos integrantes. “A gente vai avaliar as mudanças mesmo depois do desfile. Essa é a verdade. Mas, neste momento, estou muito satisfeito com o trabalho que começamos a fazer. As coisas estão seguindo um novo caminho, e a gente espera um resultado positivo. Às vezes, o carnaval é bonito, impressiona no papel, mas não encaixa na avenida. Essa é a verdade. Já tivemos carnavais maravilhosos que chegaram à avenida e não aconteceram. Também tivemos o contrário: carnavais que não pareciam tudo isso, mas chegaram à avenida e deram certo. O trabalho que está sendo feito pelo Leandro, pelo Tiago, que é o enredista, pelo Tiguês e pelo Serginho está seguindo um caminho muito legal. Está dando uma nova cara para a escola, sem perder as nossas tradições e o nosso jeito de ser. O trabalho está evoluindo muito bem”, comentou.

Trabalho forte

Em um carnaval mais cedo, como o de 2027, aumenta a dificuldade para confeccionar um desfile. Porém, para o dirigente, não há muitos empecilhos, pois o trabalho vem sendo realizado de forma intensa. “A gente, psicologicamente, ainda não acredita em um carnaval tão cedo. É muito louco. O carnaval acontece antes do habitual, e isso muda toda a percepção do calendário. Quando a gente percebe, já não é mais julho, é agosto. Esse é o grande desafio. Por isso estamos antecipando o trabalho. Quero que, até o Natal, as coisas já estejam praticamente dominadas. Graças a Deus, o Águia de Ouro é uma escola que tem crédito. Isso nos ajuda muito, porque conseguimos adquirir material para trabalhar. Em relação à mão de obra, vamos administrando um pouco para cada um, para que ninguém fique sem receber. Quando chega a verba pública, conseguimos quitar tudo, pagar todo mundo, e fica tudo certo”, declarou.

Briga pelo campeonato

Por fim, o mandatário do Águia de Ouro enfatizou a briga pelo título do Grupo de Acesso 1. “Se não for para disputar o título, nem faz sentido desfilar. A gente entra para brigar pelo campeonato. Sempre com o maior respeito, porque conhecemos as dificuldades e sabemos da qualidade das escolas que estarão na disputa. Todas nos preocupam, e isso é positivo. Essa preocupação faz com que a gente trabalhe ainda mais. É dessa forma que estamos conduzindo o nosso carnaval: conscientes de que teremos grandes adversários, todos com condições de conquistar o título. Isso nos obriga a redobrar a atenção, o cuidado e o trabalho em cada detalhe”, concluiu.