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Nosso Camarote confirma Anitta em seu line-up para o Carnaval 2023 na Sapucaí

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O Nosso Camarote, um dos principais camarotes da Sapucaí, anuncia a última atração do seu line-up: a poderosa Anitta. Apostando na diversidade de ritmos, vão passar pelo espaço os artistas mais badalados do país, como Gloria Groove, Thiaguinho, Ludmilla, Luísa Sonza e L7NNON.

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Foto: Divulgação

Além dos artistas, o evento receberá o mais famoso baile funk do Rio de Janeiro, o Baile da Favorita, com apresentações de Pocah e Mc Marcinho. Pedro Sampaio, Digão (Raimundos), Pedro Sampaio, Thiago Martins e Xamã completam o line-up do camarote ao longo dos dias de desfiles.

As pistas serão comandadas por grandes nomes do cenário eletrônico como Dubdogz, Dudu Linhares, Camila Brunetta, Ralk e Lucas Borchardt. E seguindo a tradição de edições anteriores, Felipe Mar assume o posto de DJ residente do camarote em todos os dias de festa.

Nosso Camarote

Datas:
17\02 – Thiaguinho e Dudu Linhares
18\02 – Luísa Sonza, Pocah e MC Marcinho
19\02 – Gloria Groove, Matuê, Digão (Raimundos) e Ralk
20\02 – Xamã, L7NNON, Thiago Martins, Lucas Borchardt e Camila Brunetta
22\02 – Ludmilla e Dubdogz
25\02 – Anitta, Pedro Sampaio e Bloco da Favorita

Local: Setor 10 – Sambódromo da Marquês de Sapucaí;

Vendas: https://www.ingresse.com/nosso-camarote-bradesco-2023

Harmonia, samba-enredo e melhora do casal de mestre-sala e porta-bandeira marcam segundo ensaio técnico do Vai-Vai

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O Vai-Vai realizou na noite de sábado o seu segundo ensaio técnico visando a preparação para o carnaval de 2023. O destaque fica para a harmonia e o samba-enredo da escola. São dois quesitos que prometem fazer a diferença para a comunidade do Bixiga. O chão do Vai-Vai novamente vem forte com a reedição do enredo “Eu também sou Imortal”. Vale ressaltar também a mudança que o casal de mestre-sala e porta-bandeira tiveram de um treino para o outro. No dia 07 de janeiro, Fabíola e Renato sofreram situações adversas no Anhembi em relação ao tempo. Porém, neste teste, a dupla se deu bem e conseguiu fazer uma apresentação satisfatória e, aparentemente, perto do esperado para o desfile da Saracura. O enredo que o Vai-Vai irá levar para a avenida se chama “Eu também sou imortal”, uma reedição do carnaval de 2005.

Comissão de frente

A ala foi inteiramente vestida com roupas brancas e pretas cobrindo o corpo todo, deixando apenas olhos e nariz de fora. A comissão de frente mostrou uma coreografia simples, porém diferente do que fizeram em 2005. Desta vez, optaram por mostrar muito samba no pé e interagir com o público, ocupando bastante espaço da pista. O preto e o branco predominante em um início de ensaio, literalmente embalou a escola para o resto da avenida.

VaiVai et Comissao
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Harmonia

O Vai-Vai é conhecido por ter um ótimo chão. Para esse ano, somado ao fato de a escola ter um samba extremamente conhecido e famoso no carnaval paulistano, é esperado que a harmonia funcione dentro dos conformes. Hoje não foi diferente. Do começo ao fim da montagem, a comunidade entoou o seu hino com força. Destaque também para o entrosamento em que as alas fizeram esse trabalho. Todos sincronizados e sem atravessar o outro.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Diferente do ensaio anterior, o casal Renato e Fabiola conseguiram um desempenho mais satisfatório, pois outrora a dupla havia enfrentado um forte vento. Em análise frente ao setor B, neste treino o casal mostrou sincronia adequada e não teve problemas com o pavilhão. Destaque para Renato, que mostrou o pavilhão com muita energia e garra. A dupla também executou a coreografia. É simples, porém o samba não pede tanta encenação. Além disso, fizeram os protocolares giros horários e anti-horários.

VaiVai et PrimeiroCasal

Evolução

A evolução dentro das alas do Vai-Vai foi de grande sucesso. O ritmo acelerado que a escola imprime fornece ao componente uma grande liberdade de cantar e evoluir com mais felicidade e euforia. Entretanto, isso pode atrapalhar no andamento da escola. Houve momentos do treino em que a agremiação da Saracura estava correndo demais. O próprio departamento de harmonia sinalizava uns com os outros e instruíam os componentes a dar uma ‘segurada’. É um grande ponto a se atentar, pois esse quesito não dá para reduzir consideravelmente a evolução de seu desfile. O ponto perdido é certo. Dentro do samba-enredo, não há tanta coreografia. O que se destaca é o momento em que os componentes batem palmas no verso “o povo todo aplaudiu, estremeceu, sacudiu… Sou Vai-Vai, sou imortal. Tal parte se localiza no refrão principal”.

VaiVai et Baiana

Samba-Enredo

Vale sempre ressaltar que é uma reedição de enredo. O samba para o carnaval de 2023, vem de 2005 e é de grande sucesso na comunidade do Bixiga e no carnaval paulistano. É uma obra que pegou e promete fazer sucesso novamente no dia do desfile. A ala musical, comandada pelo intérprete Luiz Felipe, tem dado conta do recado e vem colocando os componentes para cima. Esse quesito talvez seja a principal carta na manga que a Saracura pode usar a seu favor. As partes mais cantadas são os refrões e os últimos versos. O tradicional “Vai Vai Vai Vai”, também chega com muita explosão.

VaiVai et InterpreteLuizFelipe

Outros destaques

A bateria ‘Pegada de Macaco, regida pelos mestres Tadeu e Beto, como sempre vieram naquele ritmo acelerado com vários batimentos por minuto. Dentro da batucada, pudemos ver Beto cada vez mais atuante regendo, enquanto o longevo e experiente Tadeu dá as dicas e passa suas dicas aos componentes. A ‘Pegada de Macaco’ não é uma bateria de ficar fazendo bossas o tempo todo, porém a que se destaca é o ‘breque’ que começa no refrão do meio e termina nos primeiros versos da segunda parte do samba.

VaiVai et MestreTadeu

Por isso os diretores optaram por fazer algumas vezes comparado às outras escolas. Dava para ouvir um volume muito alto dos pratos, que é instrumento não muito comum nas baterias paulistanas.

Destaque para as alas coreografadas da escola, principalmente a dos homens que estava inteiramente uniformizados de pretos e outra das entidades de matriz africana.

Nenê de Vila Matilde traz o carnaval baiano para o Anhembi em ensaio arrebatador

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A Nenê de Vila Matilde encerrou o sábado de ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi, em preparação para o desfile do Grupo de Acesso. O alto astral da comunidade conduzida pela bateria coroaram o treinamento de alto nível realizado pela comunidade do Lado Leste, que será a primeira escola a desfilar no dia 19 de fevereiro com o enredo “Faraó-Bahia”.

Comissão de Frente

A Nenê aposta em uma comissão de frente que mistura o gingado africano de um protagonista acompanhado de um grupo amplo de dançarinos coreografando com referências egípcias, reunidos no Pelourinho para essa mistura que forma o Faraó-Bahia.

Uma dança que dura uma única passagem do samba, mas realizada com grande sincronia de movimentos por componentes sorridentes e cantando o samba. Excelente apresentação.

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Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal da Nenê, formado por Cley Ferreira e Thayla Trentin tem como destaque a dança rica em movimentos do Mestre-Sala, com olhar penetrante e constante para a Porta-Bandeira. Sincronia bem afiada em uma apresentação animada e com boa velocidade. Outro quesito com bom rendimento no ensaio da escola.

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Harmonia

A comunidade compareceu em peso para este primeiro ensaio, o que favoreceu em muito o andamento da harmonia da escola. Os componentes desfilaram soltos ao ritmo da Bateria de Bamba, com destaque especial para a ala das crianças que mesmo no último horário cantou o samba como gente grande.

Evolução

A Nenê desfilou com um grande contingente, e mesmo assim conseguiu realizar uma evolução fluída e sem se preocupar com o tempo, terminando o ensaio aos 55 minutos. Ver uma escola tradicional retornando a um grupo superior com tamanha técnica agrada a qualquer sambista.

Samba-Enredo

Um samba com a cara da Nenê. A obra, fruto de uma junção de finalistas, foi abraçada pela comunidade que cantou com empolgação. O carro de som liderado por Agnaldo Amaral se apresentou muito bem, com o samba recebendo muitas bossas criativas durante o treinamento.

Outros destaques

Não dá para encerrar esta análise sem citar a Bateria de Bamba. A mistura de samba com o ritmo do Olodum era explícita, principalmente nas bossas. A Nenê trouxe um pouco da essência do bom Carnaval baiano, e fez uma apresentação digna do nome gigante que possui na história da folia paulistana.

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É gratificante ver uma escola como a Nenê voltando a fazer grandes carnavais. Pode ter sido apenas o primeiro ensaio técnico, mas a comunidade do Lado Leste mostrou que não está para brincadeira. O título do Grupo de Acesso 2 parece que não foi o suficiente para sanar a sede de glórias que vem dos lados da Vila Matilde.

Com tripé e parte de alegoria, Tom Maior engrandece ensaio técnico no Anhembi

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Com um dos sambas mais elogiados da grande safra do carnaval paulistano em 2023, a Tom Maior fez o primeiro ensaio técnico da escola visando os desfiles da temporada neste sábado. Mostrando bastante organização e com ao menos dois componentes alegóricos na avenida, a agremiação mostrou bastante eficiência em quesitos nos quais depositava-se muita confiança na instituição. A apresentação da vermelho-e-amarelo da Zona Oeste apresentará o enredo “Um Culto às Mães Pretas Ancestrais”.

Samba-Enredo

O enredo foi abraçado de cara pela escola e elogiado desde o início pela comunidade do samba paulistano. Ao ser escolhido, a canção, mais uma vez, ganhou comentários bastante elogiosos. No primeiro ensaio técnico, a potente canção teve desempenho bastante satisfatório. Gilsinho sequer precisou fazer muitos cacos: ocupou-se em sustentar o samba com o brilhantismo conhecido e fez grande tabelinha tanto com o restante do carro de som quanto com a Tom 30, comandada por mestre (e, agora, presidente da agremiação) Carlão.

Sobretudo os dois refrãos eram cantados com força pelos integrantes da escola, que crescia quando a bateria fazia alguma convenção. Por diversas vezes a arquibancada ajudou no canto, reconhecendo a qualidade da obra.

Cartão avaliou positivamente o ensaio técnico, sem deixar de destacar que sempre é possível ter evolução. “Senti a escola bem e a bateria bem, tal qual nos dois últimos ensaios de rua. Isso é trabalho. Sempre tem coisas a se melhorar e vamos continuar trabalhando até o dia do desfile. Mas nada preocupou, é que a apresentação é momento. Temos que ensaiar, são exercícios de repetição. Temos que executar com excelência no dia do desfile”, pontuou.

A referência da Tom 30 também destacou que a potente exibição dos ritmistas no primeiro ensaio técnico será a base da escola daqui até o dia da folia oficial. “Nós fizemos aqui hoje o que vamos fazer no dia do desfile. Não tem essa de esconder nada, não. Vamos para cima, vamos fazer um grande desfile. A Tom Maior está preparada, é grande, competitiva e é dos quatro cantos da cidade e adjacências”, destacou.

Na visão do intérprete, o samba foi muito bem defendido pela equipe responsável. “Nosso carro de som e ala musical se comportou muito bem. Senti um pouco de falta de mais pressão do equipamento, mas, como é assim para todo mundo, não tenho muito do que reclamar. O desempenho foi muito bom, a gente fez exatamente o que queríamos, todo mundo cantando, afinação perfeita, não teve sobra nem ninguém passando por cima do outro. Todo mundo estava junto e coeso em relação a mim e a eles próprios. Os músicos foram sensacionais! Não tenho do que reclamar, foi só elogio. Tenho escutado muita gente falando que foi muito bom, então eu posso acreditar nisso”, destacou.

Comissão de Frente

A Tom Maior foi a primeira escola a levar elementos além dos componentes para o Anhembi em ensaios técnicos. Se outras escolas marcavam o espaço para tripés com fitas, cordas ou com espaços predeterminados, a vermelho-e-amarelo trouxe um tripé para simular a evolução dos componentes no dia do desfile – e, claro, empolgou os presentes.

TomMaior et Comissao
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Na coreografia, que pareceu ser mais curta que o de outras escolas, muita expressão e garra foi vista, com uma componente de destaque (provavelmente emulando uma das mães pretas ancestrais citadas no enredo) sempre em pose de superioridade ante alguns homens. A dança também tinha outras mulheres, em grupo, que interagiam com os demais componentes.

Na roupa, muitos detalhes em amarelo e algumas texturas zebradas – que remetem à África. Sobretudo as mulheres possuíam adereços, como palha e espelhos cenográficos.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

No primeiro ano na agremiação, Ruhanan e Ana Paula mostraram-se bastante à vontade ao longo de toda a apresentação. Com vento menos forte que em outras noites de ensaio técnico, o casal pode focar na dança sem se preocupar ao desfraldar o pavilhão para as arquibancadas e para as cabines de jurados – e, ambos, com bastante graça e sorrisos largos.

TomMaior et Casal

Chamou atenção a quantidade de passos dados por Ruhanan ao fazer o bailado, bastante rápido e dançando no limite, aparentemente – Ana Paula aproveitava para girar de forma mais acelerada, mostrando sincronia com o parceiro. Certamente uma das grandes atenções de casais de mestre-sala e porta-bandeira em ensaios técnicos até aqui.

Com bastante bom humor, Ruhanan revelou um segredo dos bastidores entre a dupla: “Um ensaio muito quente. Ana Paula me fez vir com uma roupa de moletom, gente. Essa é a primeira observação que eu tenho. Estou preparado para desfilar de fantasia, porque eu vou te falar, essa garota… mas um ensaio com muita energia gostosa. Muita energia gostosa aqui nessa Tom Maior. Você que não sentiu, venha aqui sentir. Vem ver a Tom Maior”. Citada, Ana Paula se “defendeu: “Mas isso é preparação para a fantasia mesmo! Ele dançou de verdade, o ensaio todo. Foi por isso que ele esquentou, entendeu? Foi um ensaio valendo. Teríamos trazido a nota aí”, divertiu-se. Logo depois, eles deixaram escapar que a roupa a ser utilizada é quente, mas não é do mesmo tecido.

TomMaior et PrimeiroCasal

O mestre-sala foi extremamente sincero ao falar da exibição: “Ah, sempre tem coisa a melhorar. Sendo bem franco, tivemos um probleminha na terceira cabine. Sendo bem honesto, porque não gostamos de ser hipócritas, é algo muito simples que a gente resolve quando estiver com a fantasia. Porque a gente sem roupa a gente fica em outra vibe. A gente muda o ritmo, os dois se empolgam, e de fantasia vai dar certinho. A gente ensaia aqui com muito peso. A Ana Paula vai sair no Anhembi no desfile com 17 quilos. Hoje, sem quilo nenhum, claro que ela vai vir num gás”, pontuou.

Ambos destacaram a energia que sentiram na passarela. “Na concentração eu estava um pouquinho nervosa, mas quando passei a faixa amarela eu gostei de tudo”, pontuou Ana Paula. Ruhanan buscou recordar outros ensaios técnicos: “Eu acho que foi um dos ensaios técnicos que a gente mais se divertiu dançando. Estava muito gostoso”, finalizou.

Evolução

Com poucas alas coreografadas, a Tom Maior teve Evolução destacada por conta da alegria dos componentes com o samba levado à avenida e, também, pela utilização de adereços, sobretudo de balões de festa nas cores da escola. O dinamismo criado trouxe vida à agremiação. Nas alas coreografadas, destaque para a que veio antes do último carro, que veio trazendo cordas e com componentes bailando com movimentos bastante valentes. Em determinados momentos do samba, porém, a escola inteira executa alguns passos.

TomMaior et DestaqueCarro

O quesito, porém, teve um deslize considerável no recuo da bateria. Os ritmistas entraram rapidamente, mas alguns permaneceram ainda na passarela, como se impedissem a passagem da ala subsequente – aparentemente, de maneira premeditada. Antes de toda a bateria se colocar na área recuada, alguns integrantes vestidos com roupa social passaram a interagir com as destaques da bateria. A criativa entrada, porém, teve comentários advindos da ala da frente, que seguia evoluindo – ainda que em passo mais contido. Uma pessoa do staff da escola foi flagrada pela reportagem falando “Isso não pode acontecer” para um dos responsáveis pela Harmonia da ala à frente.

Harmonia

Como dito anteriormente, o samba da escola é bastante forte, dolente e elogiado pelo universo do carnaval. No Anhembi, entretanto, os componentes não interagiram com ele na totalidade. Os refrãos eram cantados com força, e os presentes cresciam em outras partes da canção apenas quando a bateria executava alguma bossa/convenção/paradinha. Em uma delas, feita apenas com atabaques, tanto os desfilantes quanto o público cantavam de maneira bastante forte.

TomMaior et AlaMusical

Bruno Freitas, um dos diretores de Harmonia da Tom Maior, comemorou o resultado do primeiro ensaio técnico: “Nós temos alas com componentes de todos os cantos da cidade e de gente que vem do Brasil inteiro. São poucas as oportunidades que a gente tem de unir os mais de dois mil componentes da Tom Maior que entram na avenida. Quando isso acontece e dá certo como deu, e você ver que o trabalho picado que a gente teve, ensaiando até em outras escolas e cidades, está dando resultado, é satisfatório. Tudo que estava bom aqui vai ser melhorado e tudo que erramos vai ser consertado”, pontuou. Gerson Silverstone, que faz a dupla com Bruno, concordou: “Entregamos um bom desfile e um bom ensaio. Sabemos que precisamos melhorar um pouco em algumas partes, mas também sabemos que fizemos um bom trabalho. Podem esperar uma Tom Maior muito forte no dia do desfile. É um sentimento gratificante pelo trabalho que a gente vem fazendo, que é árduo. Não é fácil ensaiar e fazer a coreografia toda inteira da escola. Dias e dias, noites e noites. Quando a gente chega no final de um bom desfile como foi esse, a emoção é gratificante”.

Gerson aproveitou para citar Yves Alexeiv, que começou o trabalho para o carnaval 2023 mas não permaneceu na escola. “O nosso parceiro e amigo fez muita falta para nós hoje. Não é fácil trabalhar tanto tempo junto com o Yves e, hoje, eu e o Bruno conduzirmos uma escola só nós dois”.

TomMaior et Destaque

Por fim, ao revelar que se reuniu com Gerson até mesmo no dia 25 de dezembro, Bruno destacou que mais surpresas podem vir no dia do desfile. “Quando treinávamos coreografia na rua, a gente sabia que a explosão viria depois, talvez esse fosse o grande objetivo: explodir ainda mais o pessoal. Hoje, com uma arquibancada já um tanto cheia, e o pessoal vindo de volta e indo junto na hora do apagão… vai ter coreografia e vai ser muito lindo”, imaginou.

Intérprete da agremiação da Zona Oeste, Gilsinho pontuou que os componentes ainda passam por um trabalho de reflexão sobre a importância do canto para um desfile de sucesso: “É um trabalho de conscientização que a gente tem feito. Estamos conversando bastante com os componentes e com a comunidade para termos uma escola mais feliz, com mais satisfação de cantar o samba. Sem dúvida alguma, temos que dar todo mérito ao samba, que é um sambaço. Um bom samba ajuda demais a escola a cantar e evoluir bem, fazer tudo o que tem que fazer com mais energia e vigor. Vem sendo um trabalho de formiguinha, ano passado já trabalhamos isso, a escola já teve uma mudança bem significativa no ano passado. E, agora, estamos mostrando que estamos vindo cada vez mais fortes. Para os próximos anos, queremos vir com mais força, energia e determinação”

Outros destaques

– A parte dianteira do carro da Tom Maior de 2022 (aparentemente) também veio para a avenida, tal qual o tripé da comissão de frente.

– O último carro da escola terá a presença da ala das crianças e da Velha Guarda. Um desfecho interessante para um enredo que fala sobre mães ancestrais.

TomMaior et MestreCarlao

– Falando de questões mais administrativas da escola, assumidas por ele após a renúncia de Luciana Silva, Carlão preferiu focar na qualidade da equipe concentrada na agremiação. “Antes, eu já ocupava algumas funções. Lógico que agora ficou mais puxado, mas eu tenho uma diretoria muito boa, uma equipe e Harmonia muito boas. Todos são bons, altamente competitivos e responsáveis. Isso facilita pra caramba o nosso trabalho”, finalizou.

TomMaior et Gilsinho

– Gilsinho queixou-se sobre a potência de carro de som disponibilizado para as escolas no Anhembi – ele é padrão e nada tem a ver com a Tom Maior: “Vejo uma necessidade de termos um som com mais pressão, mais forte. Mas, como é algo comum a todas as escolas, a gente não pode exigir mais para a gente e não exigir para os outros. Mas eu sinto que um caminhão de som com mais pressão iríamos pressionar ainda mais, fazendo escolas e componentes cantando mais”.

Unidos da Ponte erra em evolução em ensaio técnico com destaque positivo para casal de mestre-sala e porta-bandeira

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A Unidos da Ponte foi a terceira escola a pisar na Sapucaí no último sábado, segundo dia de ensaios técnicos da Liga-RJ. A agremiação de São João de Meriti cometeu alguns erros de evolução que prejudicaram o conjunto do ensaio, ao menos três buracos foram observados na altura do primeiro módulo de julgamento. O destaque positivo foi o desempenho do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Emanuel Lima e Thainara Mathias. O treino oficial da agremiação teve duração de cerca de 43 minutos. Com o enredo “Liberte nosso sagrado: o legado ancestral de Mãe meninazinha de Oxum” que está sendo desenvolvido pelos carnavalescos Rodrigo Marques e Guilherme Diniz, a azul e branca de São João de Meriti quer passar uma mensagem de respeito e ir contra a intolerância religiosa neste carnaval. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“Nós fizemos poucos ensaios, apenas um ensaio na nossa avenida lá em São João de Meriti. Nosso canto vai ser mais intensificado, isso aí temos que melhorar e com certeza no carnaval vamos vir berrando o nosso samba”, disse o diretor Mauro Tito.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Emanuel Lima e Thainara Mathias, foram o destaque positivo da escola no ensaio desta noite, ambos demonstraram muita sintonia e entrega, a dança deles foi firme, os giros tiveram muita precisão e a sincronia dos dois foi nítida. Thainara manteve sempre o pavilhão bem esticado e Emanuel encantou pelos passos bem marcados, os dois estavam com uma dourada, com destaque para o vestido da porta-bandeira, apesar de jovens e do pouco tempo juntos, eles demonstraram ter muita confiança um no outro.

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Fotos: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Desde que pisei estava uma energia muito gostosa, todas as pessoas que vieram do nosso lado adicionaram essa energia, a gente veio brincando, foi muito gostoso. Sempre tem o que melhorar, a gente conseguiu ver o posicionamento na primeira cabine de jurados e não foi como a gente desejava, mas foi a única coisa nesse momento que sentimos, depois vamos ver os vídeos para ver outros defeitos, porque a gente nunca acha que está bom sempre vemos defeitos e é isso mesmo a gente sempre tem que querer melhorar, não pode ficar na zona de conforto”, disse a porta-bandeira.

“Uma energia muito boa. Esse aqui é o verdadeiro termômetro para o desfile e a gente ficou muito feliz com o resultado”, completou o mestre-sala.

Comissão de Frente

A comissão liderada pela coreógrafa Alessandra Oliveira se apresentou apenas com mulheres no elenco, todas elas com saias brancas e pintura corporal. A correta atraiu olhares do público presente e gerou uma boa expectativa para o desfile oficial.

Evolução

A escola meritiense enfrentou grandes problemas nesse quesito e vai precisar dar uma grande atenção para que os erros observados não ocorram no desfile oficial. Ao menos 3 grandes buracos foram abertos ao longo do ensaio, o que gerou apreensão e certo nervosismo por parte dos diretores da escola. No ínicio do ensaio houve um grande espaço entre a musa e o elemento que simbolizava o carros abre-alas, logo depois, durante a saída da bateria do primeiro recuo de bateria, os componentes seguiram e mais um grande espaço se formou, nem mesmo a ala de passistas conseguiu contornar a situação, após esses imprevistos, não foi observados novos buracos, porém, a evolução se manteve inconstante, algumas alas não conseguiam se manter alinhadas e alguns clarões surgiram. No final, um fato curioso, a bateria não entrou no segundo recuo e o ensaio da escola terminou com 43 minutos.

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Samba-Enredo

O samba dos compositores Junior Fionda, Tião Pinheiro, Tem-tem Jr, Marcelo Adnet, Léo Freire, Marcelinho Santos, Carlos Kind, Bruno Castro e Vitor Hugo tem sido bastante elogiado nesse pré-carnaval, porém, foi observado muitos componentes passando sem cantar o samba, vale destacar a parte “Que Oxossi atire a flecha e atinja os corações… Pra que haja mais respeito entre as religiões”, versos que antecedem o refrão principal. Fazendo sua estreia no carnaval carioca, o intérprete Kleber Simpatia conduziu bem o carro de som da escola, o cantor atualmente também é intérprete oficial da Novo Império e demonstrou bastante sintonia com a bateria do mestre Branco Ribeiro.

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Harmonia

Apesar do bom desempenho do carro de som, a harmonia foi um outro quesito com alguns problemas para a escola, apesar do bom samba, o canto da escola se manteve irregular durante todo o ensaio, a maioria dos componentes cantava apenas os refrões, o que levantou a dúvida de que muitos não conheciam o samba por completo. As alas com melhor desempenho foram que estavam próximas a bateria.

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“Para mim foi um ótimo ensaio. Da minha parte, da bateria e da energia proposta para ser colocada, foi maravilhoso. A escola passou cantando. Agora, sempre tem um detalhe para ser corrigido, e aqui é o lugar para ensaiar. Às vezes, o pessoal acha que é desfile, e não é. Aqui é o momento de acertar, corrigir alguns erros. Creio eu que a minha escola fez exatamente isso aqui”, disse o intérprete Kléber Simpatia.

Outros Destaques

A bateria do mestre Branco Ribeiro realizou bossas que mexeram com o público, em uma delas, os ritmistas faziam uma coreografia arrojada onde trocavam de posição, nesse momento, o público presente nas frisas e arquibancadas aplaudiam muito.

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“Ensaio é tentativa, é erro. A gente veio proposto a isso mesmo: testar as nossas ideias, testar o nosso projeto e ver o que realmente podemos investir, já que a temporada para nós é mais curta até o carnaval. No meu ponto de vista a gente ainda tem que melhorar um pouco a questão da limpeza dos arranjos que estão sendo executados, muito pela questão da bateria da Unidos da Ponte não ter uma bateria base, de ter componentes que fazem parte de outras agremiações. É um trabalho de tijolinho em tijolinho, mas a gente aos poucos vai tentar agregar e tentar limpar para chegar da melhor forma possível. Nós temos que trabalhar dentro da questão do samba enredo. Nós trouxemos uma paradinha que é o ‘Alujá’ no refrão do meio, que faz uma referência a questão afro do enredo. E mais duas paradinhas: uma na cabeça do samba que é um pouco mais ousada, e uma na parte de baixo que está mais ligada a melodia e a métrica do samba”, comentou o mestre, que levará 220 ritmistas para Avenida e revelou ser opção da escola não entrar no recuo.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins e Raphael Lacerda

‘Ê kabecile kaô’: Bangu se destaca pelas performances da comissão de frente e do casal, referências diretas ao orixá Xangô

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Com o objetivo de trazer o orixá Xangô Aganjú para a Avenida, a Unidos de Bangu foi a segunda escola a fazer o seu ensaio técnico na Série Ouro, na noite de sábado. A vermelho e branco da Zona Oeste entrou com a promessa do presidente Leandro Augusto de que seria o ensaio de uma agremiação que vai brigar pelo título. Os principais destaques de Bangu foram a comissão de frente, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira e a bateria do mestre Laion. A comunidade mostrou conexão com o enredo ‘Aganjú: a visão do fogo, a voz do trovão no reino de Oyó’, cantando alto partes marcantes do samba. O engajamento demonstrado hoje é o que deve ser levado para a Passarela, podendo ainda ser aprimorado até o dia 18 de fevereiro, quando será a terceira escola a desfilar. * VEJA FOTOS DO ENSAIO 

“Realizamos um ótimo ensaio. A Unidos de Bangu vem numa evolução e isso foi bem nítido
na pista. A comunidade está feliz, temos um dos melhores sambas do ano e a gente vem
com bastante força para este carnaval. Saio daqui bem satisfeito com o rendimento da
escola. Trouxemos cerca de 1100 componentes, que cantaram e evoluíram bem. Teremos
os últimos ensaios em Bangu para melhorar ainda mais em busca de um grande desfile”, disse Marcelo do Rap, diretor de carnaval.

Comissão de frente

A comissão de frente trouxe todos os seus integrantes com uma pintura corporal vermelha com purpurina dourada e uma saia que lembrava os tons das chamas, isso tudo em referência à qualidade do orixá homenageado. Em uma apresentação que durava cerca de dois minutos, os bailarinos faziam movimentos firmes e combativos, enquanto alguns gritos em uníssono marcavam a potência da dança. Claramente, não faltaram passos que lembravam movimentos característicos de terreiro.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Mestre-sala e Porta-bandeira

Anderson Abreu e Eliza Xavier tinham em sua coreografia muitos traços da originalidade do casal, contrastando e complementando o bailado clássico. A performance, assim como a comissão de frente, foi marcada pelos gestos de terreiro e movimentos mais rígidos que lembram poses mais combativas. O casal também se encarava entre si e encarava o público, como se não quisessem perder contato visual com ninguém. Um destaque para Eliza que adaptou para si bandeiradas que Lucinha Nobre costuma fazer na Portela.

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“O samba já ajuda no andamento, o samba é maravilhoso. A bateria do mestre Laion foi maravilhosa, incrível, nos fez vibrar o tempo inteiro e deu um andamento muito bom. O balanço já está na essência da comunidade de Bangu, juntou com essa bateria maravilhosa, um samba maravilhoso… Foi incrível hoje. A gente sempre dá uma atenção especial para o andamento. Toda escola entra focada nessa coisa de não atrasar, de não vir correndo. A gente sempre pode melhorar. Não correr, mas também não ficar muito parado. Nosso foco agora é esse: o andamento. As fantasias já estão bem encaminhadas, coreografia, comissão de frente, está tudo ótimo. Agora é focar no andamento”, disse o mestre-sala.

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“Energia pura, muita força, muito fogo. Bangu é quente, é caldeirão, tem tudo a ver. Enredo maravilhoso e uma energia incrível. A gente sempre pode melhorar. Dedicação até o final, e muito ensaio. Ela (Lucinha Nobre) é a inspiração, ela é a precursora desse movimento. Eu treinei bastante, porque não é fácil, e ela faz plenamente. Não sei se eu chego a altura do movimento dela, mas eu consegui colocar o meu jeitinho também. Com certeza ela é a inspiração total desse movimento”, completou a porta-bandeira.

Harmonia

A Unidos de Bangu está com um samba com passagens marcantes que se fixaram bem na cabeça dos componentes e quase toda cantou junto. Faz-se importante que a agremiação busque aprimorar o canto, para que ele seja ouvido em sua integralidade pelos desfilantes. A ala de compositores veio próxima ao final e mostrou empolgação com o ensaio técnico.

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“Tudo positivo. O ensaio técnico é para isso: acertar o que está errado. Um negócio ou outro, mas, com certeza, no desfile vai estar tudo nos conformes. Tudo de boa. Eu e o mestre Laion falamos a mesma língua. Temos uma química muito boa um com outro”, disse Pixulé.

Evolução

A vermelho e branco da Zona Oeste fluiu bem na Marquês de Sapucaí. Não houve lentidão. A bateria não parou no segundo recuo e seguiu direto até a Apoteose, mas isso não significa que houve correria para fechar o desfile. Interessante notar que a escola trouxe algumas alas coreografadas apoiadas por adereços como fitas, lenços, balões e a representação do machado de Xangô.

Samba-Enredo

Pixulé prova que comanda muito bem o carro de som. O samba-enredo da Bangu traz versos que são fáceis de serem decorados o que ajuda no seu desenvolvimento pela Avenida. Trechos como os refrões “Ê, kabecilè, caô/ A maldade vira cinzas/ Na fogueira de Xangô” e “Quem quer paz, não faz a guerra/ Não atiça o meu Xangô” conquistaram o público e levavam a escola a cantar alto.

Outros destaques

A bateria Caldeirão da Zona Oeste foi um ponto alto do ensaio da Unidos de Bangu. A maior ousadia foi a paradinha com o ritmo de música de festas juninas, para referenciar o sincretismo religioso que conecta o orixá Xangô com santos católicos juninos. Além disso, mestre Laion arriscou um efeito pirotécnico, em que faíscas saíam do meio da bateria. À frente da bateria, estava a rainha Wenny Isa.

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“Para mim que não fiz ensaio no setor 11 e fiz apenas dois ensaios de rua, estou muito satisfeito. Hoje aqui foi um jogo treino para mim, sei que o trabalho ainda está em construção para o grande dia, mas a bateria teve um desempenho muito bom, acredito se hoje fosse o dia do desfile a bateria sairia daqui com as quatro notas 10 e até o carnaval vai ter muita coisa para acontecer nessa bateria ‘Caldeirão da Zona Oeste’. Ainda tem muita coisa para melhorar, vamos conversar ver o que foi bom e ruim, e ajeitar isso e com certeza, com mais ensaios a bateria vai chegar além da perfeição. Hoje aqui apresentamos duas, temos mais uma e uma coreografia que vamos realizar junto com a nossa rainha Wenny Isa. Acho que a galera vai surpreender vou deixar logo aqui: Teremos um tripé para nossa rainha e uma verdadeira festa junina. Juntando a ala de passista e a bateria e animando bastante as pessoas”, revelou mestre Laion.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins e Raphael Lacerda

Noite memorável! Beija-Flor, Portela e Império Serrano se encontram em Nilópolis

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Mais um sábado de “Encontro de Quilombos” aconteceu em Nilópolis. Beija-Flor, Império Serrano e Portela se encontraram na Avenida Mirandela, tradicional local de ensaios de rua da Deusa da Passarela. A calçada, mais que sempre, ficou lotada para ver três empolgados ensaios, onde o marco principal foi o canto e a alegria de cada comunidade. A verde e branca de Madureira, remarcada do dia 14 por causa da chuva, abriu o evento. A águia foi a segunda a se apresentar e a dona da festa encerrou o dia. * VEJA FOTOS

O Reizinho, a Majestade e a Soberana. Ali, na Mirandela, estavam reunidos 45 títulos do carnaval do Rio de Janeiro. Um encontro de três cortes que só não foram capazes de reinar mais do que aqueles que tiveram a plena de sorte de vê-las passar. Quem estaria mais no topo, senão as pessoas que tiveram o luxo de estar na pista nesta noite? Qual Rainha ou musa brilharia mais que a mãe de família que pôde reunir os seus no portão de casa, à bordo de confortáveis cadeiras de praia e apreciar, de seu próprio lar, baterias com poderes de esquentar os mais frios corações?

A verdade é que, enquanto para a escola, um ensaio de rua é um treino técnico, onde está em jogo a organização de um desfile, para cada espectador, esse evento é uma oportunidade de estar junto de sua amada bandeira ou agitar a noite, ainda que da janela do apartamento. Gente que vai “sabadar” no ensaio com a programação completa do que fazer no “after”, que talvez não seja tão after assim, uma vez que pode se esticar até de manhã.

Só que hoje, o público que garante o estrelato a ele mesmo soube, gentilmente, dividir a cena com com os pavilhões que, teoricamente, atuavam sem pressão. Portela e Império Serrano se jogaram no público. Enquanto Ito Melodia foi reverenciado e cumprimentou a todos na grade, Bianca Monteiro fazia a alegria de crianças que ficavam radiantes por conseguirem sambar com ela, à frente da bateria. O Encontro de Quilombos, então, provavelmente ultrapassou as expectativas de seu organizador, o presidente da Beija-Flor, Almir Reis. Talvez no evento ou nas convidadas, o capítulo desta noite foi para a galeria de dias a nunca se esquecer.

“Esse evento é uma confraternização entre sambistas. Então viemos fazer um grande espetáculo em Nilópolis, confraternizando com a Beija-Flor e com o Império Serrano. Acho muito importante mostrar essa amizade e carinho que temos entre escolas também. Uma honra para nós estarmos aqui”, disse Fábio Pavão, presidente da Portela, completando que ainda é uma oportunidade de fazer um teste com a escola.

As duas agremiações de Madureira, longe do parque e da da Carolina Machado, não estavam totalmente em outra casa. Parecia mais espetáculos que ensaios. Com a rua lotada, houve espaço para amar as três escolas. O Império Serrano passou pra cima, vibrante e sacudiu o público. Já águia altaneira, voou forte. Como tinha portelense ou simpatizante para assistir. Por uma hora, Nilópolis virou Madureira. Aplaudida do início ao fim, a matriarca, no auge de seus 100 anos, sabe muito bem apaixonar quem a assiste. Pesada, a Portela foi o que se espera: fascinante.

E, por último, veio ela. A Beija-flor não estava apenas visitando ou curtindo. Por mais que o Encontro de Quilombos, como dito no primeiro dia com o Tuiuti, é uma celebração e afasta um pouco a competição da Sapucaí, para a dona do pedaço não funciona assim. É um ensaio de rua, sério, valendo a preparação para a busca do décimo quinto título. Ela, vice-campeã em 2022, dispensa apresentações e fez mais uma bela exibição. E os que não estavam lá, bem que poderiam colocar na agenda: ir ao ensaio de rua em Nilópolis uma vez ao ano.

E todo mundo sabe que a beija potencializa a sua performance quando alguém vai visitá-la. Não por medo de ser superada, mas pra mostrar quem ainda dá as cartas em Nilópolis. Em um ensaio de tirar o fôlego, a Deus da Passarela deu uma bela carteirada nas co-irmãs. Competição? Que nada. Era presente para quem foi assistir. Neguinho diria que foi pedrada e que o couro estava comendo.

“A escola pulsa e troca energia cada vez mais. Tudo aqui é muito firme e estamos confiantes que disputaremos o título”, avaliou o diretor de carnaval, Dudu Azevedo.

Harmonia

Tem gente sem voz.

O imperiano está feliz e cantante. O quesito harmonia deve ser um dos pontos fortes do Império. Sambando para Arlindo Cruz, a comunidade se sente obrigada, por pura gratidão, a cantar forte do início ao fim.

Na Portela, eles que se fazem ouvir de longe, berraram na Mirandela. Mesmo sem Gilsinho no carro de som, a escola deu conta do recado. Era um coro um procissão.

Quando a Beija-Flor, uma festa. Era componente e povo cantando junto. A hora que a bateria parou para jogar o canto para a escola, provavelmente acordou a cidade toda.

Comissão de frente

A Verde e Branca, comandada por Júnior Scapin, levou a mesma coreografia do ensaio técnico, que se baseia na religiosidade de Arlindo. Sincronizados e vigorosos, foi uma bela exibição dos bailarinos que foram muito aplaudidos, quando exibiram a faixa “Arlindo Cruz, o Império te ama”.

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

A Portela levou uma coreografia montada sob o samba. Os bailarinos coordenados pela dupla Leo Senna e Kelly Siqueira, apresentam movimentos mais suaves e figurinos predominante brancos. A suavidade da dança deu um bom tom tradicional ao número.

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E a Beija-Flor, da dupla Jorge Teixeira e Saulo Finelon, representou uma coreografia que fazia referência a uma parada militar, com uma crítica nas entrelinhas. Marchando, o conjunto mostrou sincronismo até no bater nos pés. Seja na coreografia de movimento ou de jurados, o público aplaudiu bastante cada passo dado pelos bailarinos.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

Para apresentar seu pavilhão, o Império Serrano levou o segundo casal Matheus Machado e Maura Luiza. Os dois, que já dançam juntos a bastante tempo, mostraram entrosamento para arriscar a coreografia do samba, junto com a dança tradicional de casal. Maura, com a leveza costumeira e Matheus, que hoje deixou o lenço em casa mas com o talento de sempre, fizeram ótima apresentação.

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A sutileza tem vários nomes e dois deles é Marlon e Lucinha. Eles têm um movimento que parece estarem presos a um ímã. Tão delicado e bem feito que assistir é satisfatório. Ocupando todo espaço da pista, a vibrante apresentação foi mais um belo ato da fantástica exibição portelense. Mesmo tendo que desviar de um buraco na pista, durante a apresentação na segunda marcação de jurados, o casal mostrou que ainda tem muito 10 para tirar.

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Agora, se dispensa comentários para a ensurdecedora apresentação de Claudinho e Selminha Sorriso. O mestre-sala entrou nos módulos no seu melhor estilo, que é aqueles quiques girando, que já é sua marca registrada. A porta-bandeira emplacou uma bela sequência de giros. Girando, os dois sempre se encontram no final do movimento. E claro, muitos gritos de quem assiste. Muitos gritos, porque são bem amados.

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Samba-Enredo

O samba da Serrinha já caiu nas graças de seu povo, ainda mais com o show que só Ito Melodia sabe dar. Fica muito fácil convencer todo mundo a cantar. O ponto alto da obra é “firma na palma da mão”. É nesse momento que os componentes pulam e se mantém o rendimento na virada do samba.

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Pois bem. Se alguém torce o nariz para o samba da Portela, não frequenta a Rua Clara Nunes e não estava neste evento. O samba rende mais a cada dia e, em coro, mostra seu valor em um desfile. A comunidade canta com facilidade e ainda tem coreografia para “cavaco e viola” e “no linho, no pano, pescoço ocupado”.

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E depois teve a Beija-Flor com seu samba que, já dito por aqui em algum momento, com o DNA da escola. O ápice é justamente na hora do “deixa Nilópolis cantar”. O problema é que se deixar isso, não tem mais pra ninguém. Portando, aparentemente, samba não será risco para a soberana.

Evolução

Em resumo, foram três ensaios vibrantes, pulsantes e com a galera inspirada. Nenhum buraco visto, nenhuma ala parada. Sem problemas, o quesito evolução pode ser descrito como escolas que passaram reto, mas passaram bonito.

Bateria

Aqui temos um ponto: a sinfônica é mais sinfônica que nunca. Como gosta de um swing. De umas bossas pra balançar a escola. Bom é ouvir os ritmistas do mestre Vitinho, que colocou o público para sambar e, às vezes, dançar.

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Beija-Flor e Portela apresentaram o de sempre: potência. Nilo e Rodney têm, cada um, a sua receita de sacudir a arquibancada. Diferentes, porém com o mesmo efeito, é de lamentar quando param os instrumentos em um ensaio de rua.

Terminando o “Encontro de Quilombos”, a próxima reunião desses pavilhões juntos será na quarta-feira de cinzas, quando descobrirão o resultado do trabalho que vêm desempenhando. Das escolas, quem está na esquina da Edgard Romaro com o Portela, abrirá os desfiles com o enredo “Lugares de Arlindo”. O pessoal da Clara Nunes, desfilará o seu centenário na segunda posição da segunda-feira de carnaval com o enredo “o azul que vem do infinito”. Já os nilopolitanos, que ensaiam na Avenida Mirandela, serão os penúltimos a entrar na Sapucaí, com o enredo “Brava Gente! O grito dos excluídos no Bicentenário da Independência”.

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No fim, o evento que dá um fôlego às já comuns visitas de escolas a quadras de co-irmãs, se despede, deixando a expectativa de retorno na próxima temporada. Na noite que reuniu três, das 5 maiores campeãs do carnaval (22 títulos da Portela, 14 da Beija-Flor e 9 do Império Serrano), o grande vencedor foi aquele que esteve na Mirandela para assistir. No sábado, o qual essas 3 gigantes se encontraram, reinaram o carnaval, a cultura de cada uma e suas comunidades. Ao Reizinho, à Majestade e à Soberana, um salve pela noite deste 21 de janeiro de 2023.

Colaborou Luisa Alves

Fotos: ‘Encontro de Quilombos’ com Beija-Flor, Império Serrano e Portela

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Arranco volta para a Sapucaí em ensaio técnico com falhas em evolução e destaque positivo para samba e comissão de frente

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Marcando seu retorno à Marquês de Sapucaí, o Arranco do Engenho de Dentro ensaiou na noite deste sábado, segundo dia de ensaios técnicos da Liga-RJ, e deixou uma boa expectativa para o desfile oficial. A escola apresentou um bom contingente de componentes, porém, o canto irregular pode comprometer no desfile oficial, assim como a evolução, os destaques positivos foram o samba e a comissão de frente. Durante o esquenta da escola, a presidente Tatiana Santos agradeceu aos componentes e comemorou o retorno da escola após 10 anos longe da Sapucaí, ela também disse que o Arranco voltou para ficar e prezou a união. O treino oficial da agremiação teve duração de cerca de 56 minutos. Para o próximo carnaval a escola levará para a avenida o enredo “Zé Espinguela – Chão do meu terreiro”. O desfile será assinado por Antônio Gonzaga e irá passear pela fundação da escola, que completa 50 anos, e o nascimento dos desfiles das escolas de samba. A azul e branca terá a missão de abrir o primeiro dia de desfiles da Série Ouro. * VEJA AQUI A GALERIA DE FOTOS DO ENSAIO

Comissão de Frente

A comissão de frente coreografada Fábio Batista foi um dos pontos altos do treino da escola do Engenho de Dentro, completamente inserida no enredo, a comissão fez referência a Portela, a Estácio e a Mangueira, com componentes vestidos com as cores das escolas citadas como se estivessem em um terreiro. A dança marcante foi acompanhada atentamente por todos os presentes, durante um momento do samba em que a Mangueira é citada, surgia uma bandeira da escola, o que levantou o público.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Yuri Souzah e Gislaine Lira formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, ele chegou esse ano para fazer par com ela, que já estava na escola. Apesar de ser o primeiro ano juntos, a dança do casal mostrou bastante sincronia e harmonia, vestidos nas cores da escola, eles apresentaram um bailado firme e com giros bem executados. Vale destacar o momento final da coreografia deles, quando Gislaine fez uma bandeirada, foi um ponto muito bem executado e que arrancou aplausos do público presente.

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“O ensaio foi para nós sentirmos como, mais ou menos, vai ser o desfile. É a minha primeira vez como 1° porta-bandeira na Série Ouro. Foi para treinar e ver se há necessidade de se preparar um pouco mais. Foi importantíssimo para ver o quanto a gente pode produzir mais e melhorar. Hoje, foi uma prévia de todo esse cuidado. Em alguns detalhes, a gente vai precisar se preocupar. Daqui até o carnaval, é mais ensaio, mais dedicação. [No ensaio técnico] eu me senti nervosa e eu acredito que no dia seja desse jeito. É uma prévia dessa frio na barriga que está por vir. Foi bom sentir a energia vinda do público. É um palco, um palco diferente, um palco enorme, você precisa ter um preparo físico muito grande. [Esse ensaio] Foi para sentir o clima, a energia do que vai vir no dia 17, que será o nosso desfile. Foi muito importante e necessário e foi lindo ver meu Arranco cantar. Com garra, a escola mostrou a que veio”, disse a porta-bandeira.

“Hoje é um pré-carnaval, no qual a gente faz esse esquenta, mostra nossa coreografia. A gente tem que ver o que é bom e o que não é. O que dá para tirar e o que pode encaixar. Hoje é um dia para a gente se corrigir. E, graças a Deus, com acertos e com erros tivemos êxito. Agora, aguardamos o desfile. Não temos muito o que melhorar, não. Fizemos uma boa passada. Só uns poucos detalhes que precisamos massificar [o treinamento]. Perante isso, estamos bem. [Fazer o ensaio técnico] é uma experiência maravilhosa porque a gente se sente já no desfile. É uma energia maravilhosa! É quase a mesma coisa que o desfile. Só que no desfile tem mais público, a energia aflora mais, a gente fica mais tenso. Mas é maravilhoso””, completou o mestre-sala.

Samba-Enredo

Com passagens por várias escolas, o intérprete Diego Nicolau fará sua estreia no Arranco nesse carnaval, ele fará dupla com Pamela Falcão, a presença dela trouxe uma harmonia bem interessante para o canto, no geral o desempenho do carro de som inclusive foi fundamental para impulsionar o bom samba da escola, de autoria dos compositores Junior Fionda, Niltinho Tristeza, Antônio Carlos, Rafael Pereira, Marcelinho Santos, Alex Magno, Rogério Santa Cruz, Gigi da Estiva, Tem-Tem Jr, João Afonso, Vinicius Sarciá, Valtinho Botafogo e Diego Nicolau.

Ainda que o canto da escola possa melhorar para o desfile oficial, vale destacar que o refrão principal foi a parte mais cantada pelos componentes. O entrosamento do carro de som com a bateria dos mestres Cabide e Marley também contribuiu para que o samba se destacasse durante o ensaio.

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Harmonia

A escola enfrentou alguns problemas em harmonia, o principal deles foi a falta de canto por parte do componentes, a maioria só cantava quando chegava o refrão principal, vale destacar que escola estava bastante animada, com componentes levando adereços de mãos e causando bons efeitos, porém, ficou evidenciado que muitos não tinham conhecimento do samba da escola, o que gerou um canto irregular.

“O carro de som veio pesado e forte, até onde pude ver a escola veio bem, com chão forte e aguerrido, acho que conseguimos fazer um bom ensaio. A gente já vem trabalhando há um bom tempo nos ensaios, tanto de quadra como na rua, a gente casou bem já tínhamos feito um ensaio no setor 11, só viemos corroborar esse entrosamento”, afirmou Pamela Falcão.

“Foi um ensaio grandioso, cheio de alegria é que o carnaval precisa. A gente não consegue ver muito, mas o que podemos observar que o andamento foi maravilhoso o samba andou bem, na parte do canto a gente observou que a escola estava cantando forte. a gente vem rendendo bem, a equipe está unida”, disse Diego Nicolau.

Evolução

A escola levou para o ensaio técnico um bom número de componentes, porém, a evolução se mostrou arrastada em alguns momentos e a maioria das alas tiveram dificuldades para se manter alinhadas, não foi observado grandes espaços entre as alas, nem mesmo com a entrada bateria no segundo recuo, porém, as alas estavam espaçadas, em alguns momentos o quadrados não se formavam e os diretores precisavam ajustar ao longo do ensaio.

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O diretor de carnaval, Adriano Amaral, elogiou o desempenho da escola durante o ensaio e se mostrou surpreso com o números de componentes presentes, ele ainda pontuou o que precisará ser corrigido para o desfile oficial.

“Pela perspectiva dos ensaios anteriores que tivemos, hoje a nossa comunidade compareceu em peso, nem a gente esperava tanta gente, tamanha animação, acho que depois de 10 anos o Arranco quis pisar forte na avenida e foi um ensaio muito bom pra gente, muito acima do esperado. Temos alguns pontos a melhorar, tivemos um errinho na cabeça da escola que a gente vai corrigir e também o andamento da escola, por conta dos carros alegóricos que virão pesados”.

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Outros Destaques

A rainha de bateria não esteve presente e a madrinha Ana Morais brilhou à frente da bateria dos mestres Cabide e Marley. A escola levou para a avenida uma ala plus size e arrancou aplausos do público.

“É gratificante. O ensaio foi produtivo para caramba. Eu acho que hoje tem muita gente nova no carnaval, e eu e Cabide como um dos mestres mais novos, a cobrança é muito grande em cima da gente. É um peso do caramba, porque a gente sabe como é o staff do carnaval, como são os bastidores, e é uma cobrança direta em cima de nós por sermos novos. O que a gente mostrou é que independente de idade o trabalho está aí, comentou mestre Marley.

“Eu não tenho muito o que falar. Somente agradecer a todos presentes aqui hoje, agradecer a escola, os ritmistas… Eu não tenho palavras para descrever. O trabalho árduo, a gente que volta da Intendente tem dificuldade de montar uma bateria, ter mais de cem (ritmistas) em um ensaio. É complicado, mas a galera que veio abraçou a causa, foram aos ensaios e a gente conseguiu mostrar o trabalho hoje. Foi bem produtivo”, garantiu mestre Cabide.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins e Matheus Vínicius

Ilha faz ensaio técnico de excelência, com força em vários quesitos e com samba na boca dos componentes

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A União da Ilha do Governador encerrou a noite de ensaios técnicos da Liga-RJ no Sambódromo neste sábado e presenteou o público que ficou até o final com uma grande apresentação. O destaque principal ficou para o samba cantado pelo intérprete Igor Vianna que substituiu muito bem Ito Melodia e contou com a força do canto dos componentes e com a boa condução da “Baterilha”, deixando a obra de uma forma muito agradável para quem desfilava e para quem acompanhava das frisas e arquibancadas. Outros pontos fortes do desfile da Ilha foram o primeiro casal Thiaguinho e Amanda e a comissão de frente. O treino oficial da escola insulana teve duração de 50 minutos. No próximo carnaval a União da Ilha será a sexta escola a desfilar na segunda noite da Série Ouro e vai levar para a Sapucaí o enredo “O Encontro das Águias no Templo de Momo”, que está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Cahê Rodrigues. Neste desfile, a agremiação pretende exaltar a alegria da própria escola insulana, além de homenagear a Portela, sua escola madrinha. * VEJA AQUI GALERIA DE FOTOS DO ENSAIO

“Não dá pra gente ver tudo né, mas até onde eu pude perceber foi satisfatório é claro que é um ensaio, mas depois vamos analisar ver vídeos. Acredito que pelo público que estava assistindo, o rosto dos nossos integrantes eu acredito que nós chegamos a um resultado final bem bacana. Agora é ajustar algumas coisas rever o tempo, mas o principal que a gente passou foi, alegria, espontaneidade e o principal, a gente passou aqui com a cara da Ilha. “Nós temos espalhados pelo ensaio vários diretores, vamos sentar amanhã conversar, terça a gente faz uma reunião analisar cada ponto, mas eu acho que a gente chega faltando um pouco mais de um mês para o carnaval, bem perto do ideal que a gente espera pra disputar o título. Gostei muito da minha comissão de frente, meu casal esses dois quesitos foram muito bem, mas hoje eu vou dar mérito para o samba, para minha bateria e meu carro de som”, afirmou Dudu Falcão, diretor de carnaval.

Samba-Enredo

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Com a responsabilidade de substituir ninguém menos que Ito Melodia, o estreante Igor Vianna deu conta do recado ao lado do carro de som, apresentando condução correta do samba e o tempo todo inflamando a comunidade insulana a cantar. Não sentiu em nenhum momento a pressão por quem substituiu, completamente adaptado à nova agremiação. A obra de Noca da Portela e companhia teve por parte da “Baterilha” de mestre Marcelo Santos, uma condução de andamento bastante pertinente ao que está de acordo com o estilo e tradição da bateria insulana, sem deixar que um samba com bastante ênfase para a parte melódica ficasse arrastado, ao contrário, ficou bastante agradável para quem desfilava e para quem acompanhava o treino oficial da escola. Um dos trechos mais aclamados pelos desfilantes que cantavam com maior empolgação era o verso que dizia justamente o nome da Portela, escola madrinha e homenageada. É incrível citar que a parte mais cantada é o nome de outra escola, mas isso demonstra o quanto a comunidade aceitou e comprou a ideia do enredo.

Harmonia

Treinando todas as quartas-feiras na Estrada do Galeão, a escola se sentiu bastante à vontade na Sapucaí e mostrou que o samba 2023 está na boca do insulano.O desempenho do canto da União da Ilha no ensaio técnico foi intenso, correto e constante. Difícil encontrar nas alas alguém que não estivesse cantando. Das primeiras até às últimas alas do desfile. Para lembrar de algumas alas em especial, no início, importante destacar a “Guerreiros da Ilha” e a que vinha logo atrás. Mais para o meio as alas “Cacuia dois” e mais para o final a ala “Dona Dodô”. Além destas, é importante citar também o canto de segmentos como as baianas e os passistas. O refrão “Bença dindinha” era quase gritado pela comunidade. No trecho “Portela…” até o final da segunda do samba, em alguns momentos, o carro de som chegava a parar para deixar os componentes levarem sozinhos os versos. O elogio ao trabalho de Igor Viana já destacado, também pode-se estender aos outros integrantes do carro de som. Igo fez poucos cacos mas sempre que podia chamava o componente a cantar ainda mais forte o hino da Ilha para o carnaval 2023.

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“O balanço do ensaio é muito positivo. Se não fosse essa rapaziada no carro de som, sinceramente, eu estaria ferrado para caramba. Se o ensaio foi bom do jeito que estou achando que foi bom, do jeito que eu estou vendo que foi bom, eu devo tudo essa rapaziada. Minha parte do samba favorita é a que enaltece a nossa homenageada, justamente a parte que a bateria zera para o povo cantar ‘Portela, é hoje o dia de sonhar’. Melhor [que esse entrosamento com a bateria] impossível. Ao Mestre Marcelo e toda rapaziada dele, eu só tenho a agradecer. Só tenho o que agradecer ao jeito que essa bateria me recebeu. Depois, eu tenho ver a questão da harmonia com o pessoal da Harmonia. Quando eu estou no carro de som, eu só quero saber de carro de som e bateria. Claro que a gente tem muita coisa a melhorar, mas a gente está bem entrosado graças a Deus e aos orixás”, disse o intérpete da Ilha.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Os experientes Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete, que estão dançando juntos novamente, agora na União da Ilha, apresentaram para o público da Marquês de Sapucaí um bailado muito característico e tradicional. Mas com muita intensidade. Os passos que Thiaguinho realizava impressionaram por tamanha precisão, pela velocidade, mas, sobretudo, pela beleza e altivez, cortejando a porta-bandeira. O mestre-sala usava um leque que dava ainda mais singeleza e graça aos seus movimentos. O giro da dupla junto foi outro ponto alto, além dos momentos em que Amanda empunhava a bandeira no alto, rodando e realizando “bandeiradas”. Amanda também chamou a atenção por seu vestido em duas cores, de um lado o azul, e do outro o vermelho. Quando ela girava, as cores pareciam se misturar. O entrosamento da dupla era notável e não se observou nenhum erro, imprecisão ou qualquer coisa fora do tom. Tudo muito bem dentro de uma linha de apresentação impecável.

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“Eu não sou de falsa modéstia. Eu estou muito satisfeita com o resultado. Óbvio que nós somos muito fominhas, sempre vamos achar no que melhorar. Daqui até o carnaval tem bastante tempo para aprimorar tudo que talvez não tenha saído como ideal. Em um balanço, eu estou muito satisfeita e muito feliz com nosso ensaio. Nós conseguimos executar tudo aquilo que nos propusemos. Daqui, sempre buscar melhorar. É sempre muito bom poder ensaiar no palco. Eu acho que nós, os artistas do carnaval, somos privilegiados por ter esse palco disponível durante bastante tempo antes do desfile. A gente pode vir aqui para rir, para chorar, para errar e acertar durante bastante tempo. Nós gostamos de vir aqui sugar o máximo possível. E o ensaio técnico é plus porque a gente consegue ver, junto com a energia da escola, o andamento, o entrosamento com o público, sentir a energia dos espectadores também. O sambista por si só é privilegiado por ser sambista e por ter um palco tão disponível para ele”, disse a porta-bandeira.

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“Eu costumo dizer que ensaio técnico é para errar. Na visão, eu acho que a gente não teve erro. Depois vamos sentar para analisar direitinho, ver se erramos ou onde precisamos melhorar. Saio daqui satisfeito. Gostei que o público que assistiu retribuiu bastante, deu uma energia a mais para a gente desenvolver nosso trabalho. E agora é fazer melhor para o desfile. Eu acho que pisar aqui é ter a oportunidade de testar realmente tudo que a gente preparou com a escola, com o carro de som, com o andamento correto, com arquibancada vibrando. Nós conseguimos ir para casa hoje, e a gente não vai dormir nem tão cedo, e começar a conversar e saber o que seu certo e como melhorar. Estar na Avenida, nesse palco, é um grande teste”, completou o mestre-sala.

Comissão de Frente

Os integrantes, comandados por Márcio Moura, que retorna a agremiação para o carnaval 2023, apresentaram uma coreografia bastante divertida que trouxe frescor a um desfile que fala justamente da alegria e faz homenagens a duas escolas do carnaval carioca, a própria Ilha e a Portela. Os arlequins vestidos nas cores da Ilha, vermelho, azul e branco, com uma máscara dourada, pulavam, corriam, sorriam, dançavam hora de forma mais clássica e erudita, hora se esbaldando como “saltimbancos”. A indumentária ainda apresentava um brilho na parte de cima da roupa. O babado no pescoço dava mais volume e ajudava a realizar um efeito muito bonito quando o grupo se juntava e fazia os movimentos de uma forma homogênea como se fosse apenas um organismo. No final da apresentação uma bandeira enorme com as águias e os brasões das duas escolas presentes no enredo finalizou de forma arrebatadora a apresentação.

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Evolução

A União da Ilha evoluiu com bastante fluência, com os componentes brincando carnaval em um ritmo bastante casado com a cadência do samba. Ritmo que favoreceu também o canto da escola, não infligindo correrias aos componentes. Não se observou buracos ou grandes espaçamentos que pudessem ser significativos para a perda de ponto se fosse uma apresentação oficial. Mas é importante apenas citar que na chegada da bateria no primeiro módulo de julgamentos, um pequeno espaço foi deixado em relação a ala de passistas que vinha logo a frente, problema rapidamente resolvido.

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Outra situação que também demanda atenção é com a evolução das musas que em alguns momentos também deixavam um pequeno espaço até a ala da frente. Estes pontos não causaram maiores prejuízos a apresentação da Azul, Vermelha e Branca. De positivo, também pode-se destacar o volume da escola que veio com um grande contingente de componentes, a maioria dos desfilantes tinham adereços de mão, sejam sombrinhas, balões, varinhas luminosas, cada ala com sua característica. Algumas alas realizavam coreografias, como a primeira que vinha logo atrás do casal principal, com os componentes dançando em pares de forma muito doce e singela, remetendo a passos de valsa. No geral, nível muito alto de apresentação.

Outros destaques

A “Baterilha”, de mestre Marcelo Santos, agora em trabalho solo, fez uma apresentação de excelência com uma grande condução do samba e passando pela Sapucaí e deixando uma chuva de papéis picados sobre os ritmistas e o público em alguns momentos. A rainha Juliana Souza chamou a atenção exibindo muito samba no pé e simpatia.

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“Ensaio muito produtivo. Era o esperado pelo o que a gente tem feito na Estrada do Galeão. A bateria tem se mostrado muito confiante, muito preparada para esse primeiro teste que é o ensaio técnico. Não é bem um ensaio, é mais um teste para a gente ver o que pode se acertar ainda dentro da bateria. Hoje, se tivesse valendo, acho que a nossa nota seria dez. Desculpe pela pouca modéstia, mas a bateria hoje se apresentou muito bem. Conseguimos fazer o que nós queremos preparar para todas as bossas para os jurados e a surpresa que tínhamos preparado para homenagear a Portela. Acho que a homenagem surtiu muito efeito, emocionou a galera, e também acho que vai emocionar os jurados no dia do desfile. A gente virá com três paradinhas. Vai ter algumas coisas que a bateria da Portela faz, nós vamos homenagear a bateria do mestre Nilo, a Tabajara do Samba. O lance da cabeça do samba que vocês vão conseguir sacar que vai ter a virada tradicional da ilha, logo depois a da Portela. Depois da caída de segunda, a bateria vai prestar uma homenagem à águia centenária, a nossa madrinha Portela. Vai ser muito bonito no dia”, prometeu mestre Marcel, que levará 250 ritmistas para Avenida em 2023.

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No alusivo, a Ilha fez uma homenagem a Portela e o intérprete Igor Vianna cantou “Corri pra ver”, samba da velha guarda da Águia de Madureira. “Festa Profana” e “É hoje o dia” fizeram parte do repertório do esquenta que foi um dos que mais mexeu com o público. O presidente Ney Filardi também esteve presente bem ao seu estilo despojado, de bermuda e chinelo, totalmente à vontade, curtindo o desfile da Ilha e a todo momento inflamando e agradecendo os componentes. Mais para o final da escola, Cahê Rodrigues, carnavalesco da agremiação, distribuía simpatia, tirando fotos e mexendo com os componentes.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins e Matheus Vinícius