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O dia da Vila Vintém vai chegar? Torcida da Unidos de Padre Miguel só pensa no título da Série Ouro no Carnaval 2023

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“A escola é onde aprendemos a amar o samba, todos os anos ela deveria ser campeã”, Assim, diz Evelyn Glória, torcedora apaixonada pela escola Unidos de Padre Miguel, ao ser questionada sobre o motivo de estar no último sábado acompanhando o ensaio da escola na Marquês de Sapucaí. Ela pulava e exalava a energia vibrante de estar ali, ansiosa, para ver sua escola desfilar no ensaio técnico. Ao ser questionada de onde viria esse amor pela escola, Evelyn abre um sorriso e diz: “Vêm daqui ó” apontando para o seu peito e completa fazendo uma referência ao samba-enredo: “Respeita o povo da Vila Vintém”.

Neste ano, disputando com foco na vaga para o Grupo Especial, a UPM (Unidos de Padre Miguel), traz em seu samba-enredo o tema “Baião de Mouros”. A escola pretende levar a influência da cultura Árabe na região do nordeste brasileiro, que está presente, por exemplo, nos símbolos como os leques, guarda-sóis, maquiagens, tapetes, azulejos e janelas da região.

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Evelyn Glória, torcedora da UPM

De acordo com seus torcedores, nos últimos anos a escola sempre ‘batia na trave’, ou seja, quase alcançando o tão sonhado momento de vencer o Grupo de Acesso. Porém, em 2022, a escola não ficou em 5º lugar. Em 2020 a escola acabou ficando em 2º lugar, mas não atingiu o tão sonhado ‘gol’.

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Jeferson Dias, torcedor da UPM

“Na nossa escola aprendemos o samba e lá, é samba raiz, nunca vai parar. Padre Miguel é a capital pois temos a Mocidade”, explica Jeferson Dias, torcedor da UPM que estava pertinho da avenida para ver sua escola passar.

A Unidos de Padre Miguel participou do ensaio técnico e trouxe a maior parte do público que estava presente na Sapucaí para assistir seu ensaio. Eram vários ônibus que estavam posicionados para esperar até o fim do desfile, que terminou por volta de 1h30 da manhã. Uma faixa posicionada na arquibancada do setor 3 tinha os dizeres “Nação Unida de Padre Miguel” lotada com os torcedores da Vermelha e Branca.

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Beatriz Lopes acompanhada com a mãe e sua avó

“A escola tem muita união. A comunidade tem muita uniã. A gente ama a Unidos”, comenta Beatriz Lopes, que estava acompanhada com a sua mãe e sua avó. Vestidas de vermelho e branco e com os bonés UPM, elas explicam que o segredo da escola ter tanto público é a união da comunidade e que a escola abraça a comunidade em sua volta. Sua avó, Tânia Lopes, explica que a escola realmente leva a sério o termo ‘unidos’ em seu nome.

A torcida tem um consenso sobre o motivo de não conseguir subir para o Grupo Especial: os jurados. Os torcedores não conseguem identificar nenhum erro dentro da escola e quando citam algo, se referem aos “juízes do carnaval” como injustos. “Eu acho que tem que acabar com a injustiça porque a escola vem lindíssima, batendo no placar há anos e precisa muito ser vencedora”, afirma Maria Eduarda, passista apaixonada pela escola.

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Maria Eduarda, integrante da UPM

Para o público, o carnaval de 2017 foi o melhor desfile da escola. Naquele ano, o tema do enredo da UPM foi “Ossain, o poder da cura”. “O ano de 2017 era o ano pra ela ganhar, tinha tudo pra ela ganhar e esse ano vai ganhar. Estou confiante do meu trabalho, do trabalho da escola e está incrível demais”, explica Maria Eduarda.

A escola vai desfilar no sábado de carnaval, dia 18 de fevereiro, e o seu desfile é um dos mais esperados no Grupo de Acesso e com muitas expectativas por parte dos fãs da Boi Vermelho. “Os julgadores precisam ver que somos uma escola que é pra subir. É uma escola que veio para ganhar carnaval”, garante Alexandre Campos.

Com desfile na Praça Tiradentes, Bloco Desliga da Justiça abre o fim de semana de folia na cidade

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Chapolin, Homem Aranha, Cinderela, Jasmine, Chapeuzinho Vermelho. Heróis de videogame, cinema, HQ e mangás, entre tantas outras personalidades do universo geek, tomaram conta do Centro do Rio na manhã deste sábado. Pela primeira vez na Praça Tiradentes, no Centro, o Bloco Desliga da Justiça abriu a segunda semana de pré-carnaval na cidade em grande estilo, com um desfile colorido, numa atmosfera democrática, cheia de figuras conhecidas deste e de outros carnavais. Num retorno triunfal após a pandemia, o clima era de felicidade genuína e o desfile do bloco, que tinha como tema “Descobri que te amo demais”, chegou para celebrar a vida e os seus 14 anos de história.

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Foto: Foto Fernando Maia/Riotur

“É muito bom estar de volta, na rua, com quem a gente ama. O carnaval deste ano traz de volta a liberdade da gente ser quem é, sem medo”, celebrou Felipe Seperuelo, diretor do Desliga.

Organizado pela Riotur, o Carnaval de Rua do Rio retoma suas atividades após dois anos de pandemia. Quem for curtir a folia vai encontrar o maior esquema operacional já produzido até hoje para a grande festa. O público estimado de foliões nas ruas da cidade para este ano é de cinco milhões de pessoas. Haverá oito postos médicos fixos, dois a mais que em 2020 e 220 ambulâncias à disposição do público, tudo isso para desafogar o sistema de saúde da cidade. O folião vai contar ainda com 34 mil estações sanitárias, entre banheiros químicos e mictórios, posicionados por onde passarão os blocos, sendo 10% exclusivos para pessoas com deficiência (PCDs). E para ajudar na limpeza da cidade, a Comlurb vai disponibilizar a maior estrutura já utilizada pela companhia durante o carnaval, com 2550 garis, carros-pipa, equipamentos de higienização de urina, varredeiras de grande, pequeno e médio porte e mil contentores de 240 litros.

Por toda a cidade, mais de 30 blocos de variados tamanhos e perfis já estão nas ruas desde o início da manhã. Além do Desliga da Justiça, desfilam neste sábado, os blocos CarnaEco (Barra da Tijuca); Cordão do Prata Preta (Gamboa); Imprensa Que Eu Gamo (Laranjeiras); e Spanta Neném (Lagoa), entre muitos outros.

Um casal fantasiado de Chiquinha e Quico, personagens do seriado mexicano “Chaves” chamava a atenção no Desliga da Justiça. Percussionistas do bloco, Camila Castro e Rodrigo Porto se conheceram no carnaval de 2016. Baiana, Camila destaca o que considera de melhor do carnaval carioca:

“É uma festa para todos”.

Mesmo com chuva e pista molhada, Tom Maior faz grande trabalho no seu segundo ensaio técnico

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Na noite desta sexta-feira, a Tom Maior realizou o seu segundo ensaio técnico visando o carnaval de 2023. O destaque principal vai para o casal de mestre-sala e porta-bandeira, que superou a chuva e a pista molhada e, também, para a comissão de frente, que mostrou um grande repertório de encenações e dança. A ala promete muito para o desfile oficial. Ainda não se sabe plasticamente o que tem por trás do elemento alegórico e dos adereços de mãos que os integrantes usaram, mas aparentemente deve ser o ponto-chave do desfile da escola, visto que sai do óbvio do que as comissões de frentes de São Paulo fazem. Destaque também para o canto dos componentes, bateria e ala musical. Foi um ensaio bastante proveitoso da comunidade do Sumaré. Só não foi grandioso porque a chuva e o vento atrapalharam certas situações.

Comissão de frente

Primeiramente teve um grande elemento alegórico em forma de escadas. Nada foi revelado ainda, mas foi usado para o treino. Sobre a dança, a ala contava com dois grupos atuando. No primeiro, todos formados por homens, que faziam uma dança inteiramente afro. No meio, havia uma mulher com vestimenta inteira preta, que aparenta ser a personagem principal, pois em determinado momento o grupo masculino citado, fazia uma espécie de louvação a ela no verso “Iya… Se hoje me coloco aos teus pés é porque também sou geledés… Em teus braços reconheço teu amor” Após, eles subiam e pegavam um grande adereço de mão, em forma de ‘espátulas’.

TomMaior et Comissao

Em outra parte, em cima do tripé, havia um grupo somente feminino executando danças específicas, que recebia a personagem principal. É uma comissão de frente com cenas diferentes e complexas, porém com grande riqueza. Sai do óbvio do que vemos hoje. Vale destacar que devido à pista molhada, um integrante escorregou e caiu em frente ao setor A. Felizmente o componente prontamente se levantou e continuou com a dança. Não houve lesões.

Harmonia

Desde o ensaio anterior o canto da escola era destaque, pois foi de extrema força. A expectativa era para ver se a comunidade do Sumaré conseguiria manter tal feito. E conseguiu. Desde a primeira até a última ala notou-se uma grande felicidade no rosto dos componentes ao entoarem o hino. Impressionante como a vermelho e amarelo abraçou o enredo e está colhendo bons frutos com isso. Vale destacar que o segundo e terceiro setores foram os de mais destaques no ensaio. As partes do samba mais cantadas foram os refrões e a segunda parte. Destaque principal para o os últimos versos, onde a comunidade realmente explodiu o hino.

TomMaior et InterpreteGilsinho

“O canto já virou slogan da escola. São ensaios específicos e locais. Agora a gente vai para a quadra dois dias lá no Peruche. A hora que o cara vestir a fantasia, é a magia para o show acontecer. Pode esperar uma Tom Maior brigando pelo título. Pode chover canivetes. Esse ano tem acontecido muita coisa, mas tem dado mais ânimo e vigor para gente, pode ter certeza”, disse Bruno Freitas, diretor de harmonia.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Analisando o casal Ruhanan Pontes e Ana Paula em diversos momentos da pista, notou-se que mostraram a gigante sincronia existente mais uma vez. Devido à chuva e a pista totalmente molhada, a dupla teve a estratégia de evoluir somente mostrando a coreografia do samba durante a pista. A evolução com certa intensidade foi deixada de lado. Interessante é que praticamente eles não se desgrudaram. Pegavam nas mãos um dos outros com muita força. Muitos sorrisos de ambos, que nitidamente estão se sentindo extremamente à vontade com o pavilhão da Tom Maior.

TomMaior et PrimeiroCasal

Entretanto, não dá para dizer que foi perfeito porque em frente ao setor A, a porta-bandeira foi atrapalhada pelo vento e o movimento do pavilhão acabou tendo um problema. “Eu acho que os pontos observados no primeiro ensaio não deram para corrigir devido à chuva, só fizemos isso no específico. A chuva em si dá muita insegurança, porque ela escorrega, vem com o vento e acaba deixando o pavilhão mais pesado. A frequência de giro fica menor, mas quando colocamos tudo na mesma sincronia, dá para trabalhar, assim como a gente fez hoje”, disse a porta-bandeira.

“Com a chuva e o vento a gente diminui a velocidade, mas apesar do vento e da chuva, esse foi muito melhor do que o outro”, completou o mestre-sala.

Evolução

A Tom Maior evoluiu de forma satisfatória. O recuo de bateria foi perfeitamente executado. No momento em que a bateria entrou, rapidamente uma ala de malandros preencheu o espaço, sem deixar um rastro sequer. Tudo feito muito rápido e prático. Dentro das alas também a evolução fluiu. Os componentes se movimentavam bastante e tinha uma coreografia específica em uma parte do samba, que fica localizado nos últimos versos. Neste momento, os componentes levantavam os braços e depois faziam um movimento de se curvar. Logo após, voltava para o refrão principal todos cantando e pulando. Vale destacar uma situação que ocorreu pouco antes do recuo de bateria entre espaço de comissão de frente, casal e primeira ala. Abriu um grande espaço. A comissão de frente com seu tripé avançou demais e o staff da Tom Maior não se atentou para isso. Não houve equilíbrio. Devido a isso, ficou a impressão de que o elogiado casal, ficou em um espaço totalmente solo.

TomMaior et Comunidade1

Porém, questionado pelo CARNAVALESCO, o diretor de harmonia Bruno Freitas disse que tal situação não configura para uma eventual penalização. “Não se julga espaçamento do primeiro casal. A gente vai olhar realmente. Estávamos com um drone filmando, acho que teve uma oscilação, foi comunicado no rádio, mas ali a gente não se importa desesperadamente para corrigir, mas não vamos deixar passar do limite”, disse.

O outro diretor, Gerson, também falou sobre. “É um espaço técnico. Esse tamanho pode oscilar, mas a gente percebeu que abriu um pouquinho, seguramos para fechar e já conversamos para diminuir esse espaço”, completou.

Samba-Enredo

Como dito anteriormente, é uma obra que caiu nas graças da comunidade, sendo cantada por Gilsinho, um dos mais renomados intérpretes do carnaval brasileiro. O cantor está conduzindo muito bem a comunidade e toda a sua ala musical. Está se mostrando muito adaptado à comunidade vermelha e amarela. Vale destacar que é uma obra de grande valor no carnaval paulistano e altamente apreciada. Segundo os leitores do CARNAVALESCO, é o melhor samba-enredo do ano, junto com a trilha do Império de Casa Verde. Apesar de a letra ser curta, as entonações de certas partes dão um belo contraste, como o refrão principal e a segunda parte do samba, pós refrão do meio.

TomMaior et Destaq

“Hoje eu gostei mais do que no primeiro ensaio. Apesar da chuva e ter menos gente, acho que a escola cantou com mais empenho e vontade. Eu vim pra cá com febre, estou quebrado, gripado demais, mas deu para fazer o trabalho contando com a minha ala musical que são meus irmãos. Deu tudo certo, mas para mim foi 100%. Um ensaio muito bom. A nossa bateria Tom 30 como sempre dando show. Parece que a chuva cai e a galera pula mais. A gente está super feliz com o que aconteceu hoje e vamos para o nosso desfile com força total”, declarou.

Outros destaques

A bateria ‘Tom 30’, regida pelo mestre Carlão, executou um ensaio seguro. Destaque para as fortes cuícas e as caixas. Esse último instrumento que guia a bateria. Dá o ‘balanço’ e a cadência que a batucada da comunidade do Sumaré tem como característica. A batida forte e a cadência citada, dá uma ambiguidade e coloca a ‘Tom 30’ como uma das baterias mais técnicas existentes.

“Por coincidência, no ensaio de bateria, choveu. O que eu falo para os ritmistas e todo mundo, é que tem que ensaiar sempre. Nas chuvas, noites bonitas, porque sempre acontece isso. Eu estou muito contente com o resultado da bateria. É o esperado e vamos para o desfile e, se Deus quiser, vamos executar tudo com excelência e fazer um grande desfile. Nosso diretor de marcação não parou um minuto hoje, porque na chuva ela cai e ele veio buscando para deixar como ela iniciou o desfile”, disse o mestre Carlão.

TomMaior et MestreCarlao

Interessante observar a ala das passistas, que foram vestidas em um vermelho brilhoso, cantando bastante e fazendo coreografia, o que é raro de ver. Como no primeiro ensaio, a Tom Maior levou para o Anhembi um grande elemento alegórico na figura de Oxalá com o nome da escola. Realmente, uma espécie de abre-alas. Houve homenagens e discurso do presidente Carlão para as vítimas do acidente ocorrido no barracão nesta última quinta-feira.

Colaboraram Fábio Martins, Lucas Sampaio e Will Ferreira

Em ensaio prejudicado pela chuva, Estrela do Terceiro Milênio fortalece comissão de frente e carro de som

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O terceiro e último ensaio técnico da Estrela do Terceiro Milênio no Anhembi visando o carnaval 2023 já seria mais agitado por natureza. A derradeira apresentação da Coruja antes da tão aguardada estreia no Grupo Especial teve um clima irregular – no céu e na passarela. Com chuva e garoa alternando com tempo seco, a agremiação da Zona Sul teve episódios que, até então, não tinham acontecido em apresentações da comunidade do Grajaú, que defenderá o enredo “Me Dê a Sua Tristeza Que Eu Transformo em Alegria”.

Comissão de frente

A derradeira apresentação da escola teve um início idêntico aos dois primeiros: um tripé coberto e uma comissão de frente com uma coreografia bastante curta, quase que basicamente executando danças de acordo com o verso do samba executado – as exceções se davam à frente das cabines de jurados (agora identificadas), em que alguns atos novos aconteciam.

Milenio et Comissao

Os destaques, portanto, seguem os mesmos. Com componentes bastante expressivos, chamando quem estava no corredor para interagir junto com eles, os componentes merecem ainda mais exaltação por conta das condições climáticas: alternando tempo seco com períodos de garoa e chuva mais intensa, não foram notados erros de execução em momento algum do bailado.

Samba-Enredo

Já conhecido do grande público e, sobretudo, dos componentes da escola, a canção teve condução bastante convincente do carro de som da Estrela do Terceiro Milênio, novamente capitaneado luxuosamente por Grazzi Brasil. Mais uma vez com destaque para o momento em que, no verso “sou o riso da criança”, ritmistas se abaixam e começam a tocar os respectivos instrumentos em volume menor tal qual os vocais do carro de som, não houve parcela de culpa dos integrantes de tal segmento em qualquer ocorrência relacionada a outro quesito.

Milenio et GrazziBrasil

No dia do desfile oficial, Grazzi teria a companhia de Bruno Ribas – que, mais uma vez, não participou do ensaio técnico por estar na Unidos de Padre Miguel. Ao elogiar o companheiro de microfone, ela também aproveitou para falar sobre representatividade: “Amo o Ribas. Ele não pôde estar hoje. Eu acho que uma mulher pode estar onde ela quiser, até mesmo em um carro de som. Mas ainda é um processo até conseguir de fato esse lugar. Eu sou uma pessoa que não tenho dificuldade nenhuma de dividir, até porque são todos meus amigos”, destacou.

Também é importante destacar a ótima condução do samba-enredo pela Pegada da Coruja. Comandados por Mestre Vitor, não faltaram bossas, convenções e atitudes do segmento para manter o ânimo dos ritmistas em alta. Foram registrados quatro apagões dos batuqueiros ao longo do ensaio técnico em duas partes do samba.

Milenio et Componente

Carlos Pires, o Carlão, diretor de carnaval da instituição, também mostrou-se bastante satisfeito com o desempenho da escola como um todo: “Gostei do nosso ensaio! O povo veio, fiquei bem contente. Temos algumas coisas pequenas para ajeitar, mas a escola cantou bem, dançou bem. Os quesitos que estavam em julgamento também foram bem. Estamos prontos para chegar no sábado e mostrar a força do Grajaú. Estamos bem contentes. A gente veio numa crescente, a escola aprendeu a disputar no Grupo Especial. Está pronta, hoje veio a escola que eu espero. Hoje foi o Grajaú e a Estrela do Terceiro Milênio. Hoje foi o nosso ensaio para brigar pelo campeonato, com respeito a todas. Hoje foi o que eu esperava da escola”, prometeu.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O tempo bastante irregular, evidentemente, prejudicou o casal da Estrela do Terceiro Milênio em aspectos técnicos. Daniel de Vitro e Edilaine Campos, entretanto, não deixaram de surpreender, alegrar e emocionar. As condições climáticas, por sinal, foram citadas por ele ao analisar o último ensaio técnico da agremiação do Grajaú. “É horrível lidar com esse vento todo. Se você não tomar cuidado com ele, ele vai te derrubar. Do meio da pista para cá o vento está muito forte. O segredo é girar no sentido anti-horário”, comentou Edilaine. “É difícil lidar com o quão escorregadia fica a pista por conta da água. Os nossos movimentos de perna podem levar à queda, tem que ir na pontinha do pé. Um passo que se fazia grande fica mais complicado. É ensaio: no dia do desfile, pode chover. Temos que estar preparados para essa adversidade”, resignou-se Daniel.

Milenio et PrimeiroCasal1

Fantasiados de Dona Hermínia e Paulo Gustavo, em homenagem ao humorista vítima de coronavírus em 2021, ambos chamaram atenção desde o primeiro momento em que foram vistos. Na Dispersão, por sinal, diversos foliões pediram fotos com o Casal.

Até o momento do “estrelato”, entretanto, foram momentos bastante desafiadores. Girando menos que nos dois primeiros ensaios por conta das condições climáticas, Daniel e Edilaine ainda tiveram que vencer as famosas rajadas de vento do Anhembi, que se fizeram presentes nos primeiro e segundo locais de julgamento. Sem girar muito, certamente se poupando para o dia do desfile oficial, eles buscaram um ensaio seguro e sem riscos. Daniel, entretanto, hesitou ao desfraldar o pavilhão na segunda cabine de jurados – o que não se repetiu nas duas seguintes.

Também vale destacar o cuidado de Edilaine, que optou por vir com um calçado sem salto – muito provavelmente por conta das dificuldades que o clima e a passarela úmida trouxeram.

Ambos, por sinal, aprovaram a exibição. “A visão da Dona Ermínia foi de que hoje foi perfeito. Fechamos o último ensaio com chave de ouro. Foi incrível. Preciso mudar o vocabulário, falei isso de novo”, brincou Edilaine. “O ensaio, para a gente, mesmo com a chuva, foi perfeito. Conseguimos cumprir todos os critérios de balizamento. Saímos tranquilos e leves, parece que hoje conseguimos cumprir bem a missão para chegar no dia zeradinho”, pontuou Daniel, que se autodeclarou mais autocrítico que a dupla.

Os dois também aproveitaram para exaltar a comunidade da escola. “A minha comunidade é o ponto forte, sempre. Sem eles eu não existiria. Sem eles você não estaria fazendo essa pergunta e nem teria ensaio técnico. Hoje, mais uma vez, eles foram além do além”, inspirou-se Edilaine. “Mesmo diante de tanta chuva, chegar na Concentração e ter a sua comunidade gritando por você, ver essa felicidade, tomando chuva… é sempre por eles e para eles. Essa comunidade é maravilhosa”, concordou Daniel.

O mestre-sala, por sinal, aproveitou para relembrar o ator que foi homenageado por ele na fantasia do ensaio técnico de hoje: “Levamos ao pé da letra que o enredo da nossa escola nesse ano nada mais é que um tributo ao riso. E, como Paulo Gustavo, de quem eu sou fã incondicional, dizia, rir é um ato de resistência. Precisamos rir, o riso lava a nossa alma”, finalizou.

Harmonia

A escola, que nos outros ensaios técnicos viu a comunidade cantar bem o samba, notou o reflexo da chuva também no canto dos componentes. O primeiro setor teve execução do samba bastante irregular até mesmo entre componentes da própria ala, por exemplo. A ala das baianas, logo no começou da instituição, chamou atenção pela condução da canção na passarela.

O começo de apresentação explosivo da bateria também ajudou no canto da escola, já que os componentes respondiam aos apagões, convenções e bossas propostas.

Mestre Vitor Velloso, comandante da Pegada da Coruja, evitou citar o termo “apagão”: “Hoje foi o mapa real do que vai acontecer no dia. Não tivemos apagões, é como falei na outra entrevista, o apagão maior serve para ver o canto da escola, como está, mas hoje não foi feito. Fizemos os apagões normais que serão feitos realmente no dia, curtinhos. Viemos bem, acertamos o que tinha para acertar. Resolver? Resolvemos. Temos mais quatro ensaios. Vamos pegar firme para chegar no dia 18 alinhadinho”, pontuou.

Milenio et Torcida

O ritmista-mor aproveitou, também, para elogiar a evolução dos batuqueiros: “Bossas, andamento, desenho… enfim. Limpamos algumas coisinhas, tiramos desenho daqui, dali, modificou uma coisa ali, aqui. Hoje foi legal, perfeito. Agora é esperar o dia. Podem esperar uma batucada muito valente, que é uma característica nossa. Várias paradinhas, não economizamos. A gente faz. E é uma bateria alegre, vamos que vamos”, ratificou.

Não foi apenas o canto, entretanto, que prejudicou o ensaio no quesito. O staff da escola pedia para que, além de cantar mais o samba, a ala logo depois do segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira prestasse mais atenção ao alinhamento de cada componente.

No geral, uma apresentação entre regular e boa do quesito – mas com pontos de melhoria. A escola ficou cerca de noventa segundos parada para que os ritmistas recuassem, e o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira, também precisa do evoluir, tiveram certa morosidade ao preencher o espaço.

Ao citar o canto da Coruja, Grazzi Brasil, intérprete da escola, destacou os componentes: “A energia a gente vê que está maravilhosa. O nosso processo no carro de som estamos nos entrosando, se dedicando. Espero que dê tudo certo no dia do desfile. Estou ansiosa, mas acho que foi bonito. Está demais essa cantoria. Tem um chão que pelo amor de Deus. É acreditar nesse projeto, ter garra e muita vontade de estar no Especial. Você olha no olho e é aquela energia. Eu cheguei ano passado e era a mesma coisa. Eu só posso agradecer essa comunidade maravilhosa. Realmente é mágico”, elogiou.

Evolução

A Estrela do Terceiro Milênio teve, ao longo do ensaio técnico, andamento inconstante. A agremiação pareceu ter um começo mais moroso – fruto das condições climáticas que prejudicavam segmentos que dependem da dança, como comissão de frente, casal de mestre-sala e porta bandeira e uma ala coreografada. Tanto que o segundo carro alegórico passou pelo final do Setor D com cerca de 46 minutos. Depois de tal minutagem, por alguns minutos, a agremiação apertou o passo. Cerca de seis minutos depois, entretanto, o staff pediu para que os componentes voltassem a “ir na boa”, como dito por uma Harmonia. No fim, o ensaio técnico foi encerrado em 63 minutos – dois antes do tempo máximo permitido pelo regulamento.

Milenio et MestreVitorVelloso

Outro ponto que chamou atenção ocorreu quando a ala das baianas e o espaço destinado ao carro abre-alas passava pelo Setor C. Um espaço bastante considerável se abriu, e o staff da escola demorou alguns minutos para preenchê-lo. Foi possível ver cobrança entre integrantes da Estrela do Terceiro Milênio naquele momento.

A entrada do recuo da bateria, por sinal, também teve pontos de melhoria – embora não tenha sido a pior execução nos ensaios técnicos do Anhembi.

Carlão concordou: “Corrigimos tudo que achávamos que poderia ser melhorado nos dois primeiros ensaios. E, hoje, encontramos alguns pequenos detalhezinhos para acertar”, relembrou.

Outros destaques

– Durante o ensaio técnico da Tom Maior, escola que se apresentou antes da Estrela do Terceiro Milênio no Anhembi, componentes de pelo menos três alas da agremiação ensaiavam coreografias e cantavam na parte coberta do primeiro anel da Arquibancada Monumental.

– Ainda sobre a chuva, Carlão preferiu acreditar na força da comunidade do Grajaú: “A chuva, para nós, não influi em nada. Tem que cantar e dançar do mesmo jeito. A gente vem do Grajaú pesado para cantar e dançar muito na chuva e na tempestade. Estamos querendo vir para cima. Não tem chuva que atrapalhe”, destacou.

– Boa parte dos apagões da bateria foram feitos nos primeiros 40 minutos do ensaio técnico.

Milenio et Baianas

– Pouco antes do abre-alas haviam cerca de cinco componentes fantasiados com temáticas de palhaço executando coreografias arriscadas para as condições climáticas do local. Nenhum erro foi observado.

– A ala 09, bastante extensa, tem um tripé no meio dos componentes. O espaço destinado a ela é similar ao de alguns carros de outras coirmãs.

– Ao contrário dos outros ensaios técnicos, a corte de bateria teve roupa única: um collant azul. A exceção era Carla Diaz, com fantasia predominantemente branca.

Colaboraram Fábio Martins, Gustavo Lima e Lucas Sampaio

Harmonia e evolução se destacam sob chuva no último ensaio técnico da Colorado do Brás

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A Colorado do Brás abriu a sexta-feira de ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi, em preparação para os desfiles do Carnaval 2023. Com destaque para o excelente desempenho do samba e dos quesitos técnicos, a chuva constante que caiu ao longo do treinamento comprometeu o andamento de outros quesitos no último ensaio da escola nessa temporada. A Vermelho e Branco será a sexta escola a se apresentar no dia 19 de fevereiro, pelo Grupo de Acesso, com o enredo “A Ópera de um Pierrot”.

Comissão de Frente

Não seria justo analisar com rigor o quesito devido às condições da Avenida. A pista parecia ensaboada de tão escorregadia, e como a Colorado vem com uma dança no estilo de ballet, passos simples se transformaram em movimentos perigosos demais. Muitos dançarinos escorregaram ou caíram ao longo de toda a apresentação, e os próprios coordenadores do quesito passaram a pedir a redução no ritmo dos atores. A coreografia já é conhecida dos outros dois ensaios, e sua beleza e qualidade já estão constatadas. Sábia decisão da direção para evitar lesões desnecessárias às vésperas do desfile oficial.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Outro quesito extremamente comprometido pela péssima condição climática e da pista. Como pedir para a Jéssica Veríssimo mostrar toda sua capacidade de dominar o pavilhão em meio a um duelo cruel contra o piso altamente escorregadio? E os giros ao longo de um movimento em arco feito pelo Brunno Mathias? Novamente, é um casal o qual no segundo ensaio mostrou habilidade e competência, e não pode fazer o mesmo nesta sexta-feira.

ColoradoDoBras et PrimeiroCasal

Harmonia

Se a chuva atrapalhou o bailar de quem performa, o mesmo não pode ser dito do canto da comunidade da Colorado. Foi o melhor desempenho entre os ensaios realizados pela escola neste temporada, o que pode ser ao menos um motivo de certa tranquilidade no dia do desfile oficial. Não houve perda de desempenho no canto ao longo de toda a passagem pela Avenida, e a escola do Canindé encerra sua participação nessa temporada de ensaios técnicos deixando uma boa impressão do quesito.

ColoradoDoBras et Comunidade

Evolução

Outro quesito que parecia em dia de Senna, a evolução da Colorado foi fluída do início ao fim, terminando o ensaio com seguros 58 minutos. Entrada segura da “Ritmo Responsa” no recuo, e sem perder muito tempo no processo. Expectativa alta para os 40 pontos em mais um quesito técnico.

ColoradoDoBras et AlaCoreografada

Samba-Enredo

O leve e melodioso samba da Colorado do Brás, mais uma vez, teve um bom desempenho no ensaio. Dentro da proposta do enredo, a obra foi novamente bem conduzida pelo time liderado pelo intérprete Léo do Cavaco, e encorajou a bateria a apostar em belas bossas e apagões pontuais, sempre bem respondidos pela comunidade da Vermelho e Branco.

ColoradoDoBras et Baiana

Outros destaques

A valentia dos ritmistas da bateria “Ritmo Responsa” foi um dos grandes destaques do ensaio. Não é fácil manter um alto nível de forma constante com condições tão desfavoráveis, mas é preciso ter consciência de que é um cenário que pode sim ocorrer no dia do desfile oficial. Que os valentes guerreiros liderados pelo mestre Allan Meira sirvam de exemplo para toda a comunidade da Vermelho e Branco.

ColoradoDoBras et ritmista

Se treino foi feito para testar várias situações diferentes, a Colorado não pode dizer que não está pronta para a apresentação do próximo dia 19. Dois dos três ensaios gerais foram realizados em condições adversas, há muito material para a direção da escola estudar antes de pisar na Avenida para a disputa do Grupo de Acesso. É preciso pensar seriamente em como lidar com a coreografia da comissão de frente caso o clima não ajude novamente.

Vale lembrar que a pista certamente terá recebido a nova pintura escolhida desde a metade de 2022 após testes com a presença de todas as escolas de samba. Uma tinta com características antiderrapantes que pode ajudar muito não só a Colorado do Brás, mas todas as escolas que competirão no maior espetáculo da Terra em 2023.

Bateria Furiosa da Barra dita o ritmo do terceiro ensaio do Camisa Verde e Branco

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Na chuvosa noite de sexta-feira, apenas o Camisa Verde e Branco foi abençoado com o tempo, sem grande chuva, entretanto o vento foi muito forte e atrapalhou o casal no Setor B. A agremiação da Barra Funda teve uma evolução bem compacta, e o grande destaque ficou mesmo para a Bateria Furiosa da Barra, que tirou onda nas bossas. Foi o terceiro e último ensaio técnico do Camisa, que retornará ao Anhembi para o desfile no dia 19 de fevereiro, é a terceira escola a desfilar e cantará ‘Invisíveis’.

Comissão de Frente

Comissão com camisa verde, touca branca que é habitualmente usada na esgrima, menos o principal personagem, uma criança, que sempre isolado do grupo. Este tentava participar, estava sempre procurando algo, entrosas com o restante, mas acabava excluído. Em um ato fechavam uma roda em cima dele, e depois todos apontavam o dedo para o mesmo, ele recolhido, ajoelhado. Na primeira cabine, apontaram dedo para os jurados. Outro momento, os componentes levantavam o destaque da comissão, e levavam com as mãos para frente. São alguns atos, que esse ator principal vai tentando se encaixar dentro do grupo, mas nunca consegue, e fica com caras, bocas, correndo ao redor da maioria. Um invisível procurando seu espaço?

CamisaVerde et Comissao

Pois vale ressaltar que a agremiação da Barra Funda teve mais uma troca em um quesito. Desta vez na comissão, saiu o coreógrafo Jonathan Paulino e entrou a Gabriela Goulart. Particularmente não senti grandes mudanças na coreografia, até por ser reta final já e a comissão ter tido dois ensaios técnicos no formato, sem contar os específicos, o trabalho será ajustar na questão do andamento, uma ou outra adaptação, e aguardamos o que virá no dia do desfile.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Jessika Barbosa e Alex Malbec ensaiou vestidos de faxineira e gari. Intensos nos giros, o vento era forte, a pista ainda molhada. Mas o casal foi ousado e buscou o ensaio com intensidade e passou bem no primeiro jurado. No setor B, o pavilhão deu mais trabalho, e em alguns momentos Jessika Barbosa teve problemas com o pavilhão, que em alguns momentos enrolou. Reduziram um pouco o ritmo e ajustando contra a adversidade. Vale destacar que na dança, os giros estavam bem conectados, o problema maior foi quando paravam e o vento batia forte. Vieram sem proteção de alegoria e apenas comissão e guardiões na frente, um verdadeiro corredor de ventos.

CamisaVerde et PrimeiroCasal

Mas o sorriso no rosto e seguiram apresentação, experientes, passaram bem nas últimas cabines, ou seja, ajustaram sem perder a intensidade. Um detalhe, o apresentador do casal veio vestido de Carteiro. E outra questão para contextualizar do vento, os outros casais da comunidade, que não contam para os jurados, mas ressalto que também sofreram com o clima, estava difícil para todos, vale a menção.

Harmonia

Ao longo dos três ensaios deu para sentir um Camisa melhorando em sua harmonia, componentes mais soltos, desfilando com tranquilidade e cantando o samba. Porém no primeiro setor foi menos intenso, destaco as baianas com a bandeira do Brasil que estavam bem empolgadas e seguidas pela ala das crianças, muito animadas. Tivemos algumas alas do segundo e terceiro setor que destacamos como Guerreiros do Trevo, que tinha passos marcados e cantou, logo à frente do último casal. Ala Guardiões do Trevo estava bem animada e solta na pista, foi uma a destacar. Ala Pérola do trevo estava bem caracterizada, com ‘perucas de carnaval’, bem interessante. Outro momento que o Camisa já trouxe no ensaio, foi que no primeiro carro teremos representantes do movimento LGBTQI+, e junto estará a velha guarda. Mas durante toda a escola dá para sentir que muitos ‘invisíveis’ da constituição aparecerão, como o MST está na última alegoria.

CamisaVerde et Comunidade

Evolução

A escola passou sem problemas, cerca de 58 minutos, vieram bem compactos, e evoluindo tranquilamente dentro da pista que já estava seca no centro. Ajudando a escola a ficar mais leve e progredindo na avenida. Nesta questão, o Camisa melhorou muito dentro dos seus ensaios, uma escola mais leve e compacta do primeiro para o terceiro ensaio, ajustes importantes foram feitos na composição das alas que ajudam neste aspecto.

CamisaVerde et Bailarina

Samba-Enredo

A estreia do Igor Vianna como intérprete principal do Camisa Verde e Branco. Já que no primeiro ensaio estava com Clóvis Pê, que acabou saindo. No segundo ensaio, ele estava no Rio de Janeiro, e desta vez o carro de som estava completo com toda a equipe. Sua potência da voz é nítida e faz o samba crescer no Anhembi. Claro que ainda precisam de alguns ajustes no desenvolvimento da melodia e samba, Igor entrou recentemente, conta com Armando Polêmico, Denny Gomes e toda equipe de som para afinar tudo até o dia do desfile. A comunidade tem sentido o samba fluir, e é importante pelo lado da ala musical que trabalha nesta questão.

CamisaVerde et InterpreteIgorViannaAlaMusical

Outros destaques

Bateria “Furiosa da Barra” cheia de bossas, sustentando o samba, sendo o grande destaque. Melhorou o ritmo dos outros ensaios. Teve um momento que levantou o público já no penúltimo retorno, que apenas um instrumento seguia marcando, baixo, e a bateria apagada. Mas foi retornando o ritmo, instrumento por instrumento, claro que a galera foi à loucura. Deu para sentir que neste quesito a escola ficou bem leve e cresceu nos ensaios, afinação, andamento, todos fluíram melhor em conjunto com o samba.

CamisaVerde et MestreBateria

A corte de bateria do Camisa sempre chama atenção, a rainha Sophia Ferro no look todo trabalhado no jeans, nas costas grafitado um trecho da música do Racionais MC: “Onde estiver, seja lá como for. Tenha fé, porque até no lixão nasce flor”, Hariadne Diaz também chamou atenção com sua roupa trabalhada no verde, preto e a pintura no rosto que remeteu a de tribos africanas. Mas destaque mesmo ficou com a bailarina Talita Guastelli, que por vezes ‘sambava’ com as pontas dos pés, haja equilíbrio.

Como relatado, o Camisa Verde e Branco terá diversos manifestos, trará muitos ‘invisíveis da constituição’, e no ensaio muitos momentos desses foram vistos dentro dos espaços de alegorias, alas, resta aguardar como virá com fantasias e tudo pronto. Mas nos ensaios deu para sentir um gostinho de tudo que estão trabalhando.

Exposição ‘O carnaval que ninguém vê: O encanto da arte fotográfica na Sapucaí’ promete emocionar o público

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Ao se apaixonar por fotografia na infância observando seu pai fazer alguns trabalhos o italiano Riccardo Giovanni, engenheiro de formação, se aprofundou na profissão de fotógrafo, estudando por conta própria, buscando sempre se aperfeiçoar cada vez mais no que realmente o deixava feliz. Ele nunca imaginaria que após 20 anos de sua chegada a capital fluminense, estaria fazendo uma exposição de fotografia relacionada ao maior espetáculo da Terra, o carnaval. O trabalho pode ser visto na sede da Biblioteca Parque Centro, que fica na Avenida Presidente Vargas, 1261, sempre de segunda a sexta, de 10h às 17h.

Foto: Cristiano Martins/Site CARNAVALESCO

Criador do site I Love Rio, Ricardo se apaixonou no primeiro dia que foi trabalhar na Sapucaí, ficou encantado com a beleza, movimentos, fantasias, cada detalhe o fez pensar que aquilo ali era preciso ser mostrado para o mundo, assim nasce a exposição, “O carnaval que ninguém vê: O encanto da arte fotográfica na Sapucaí”.

“A primeira vez que vi o carnaval daqui eu fiquei sem palavras, quando fui fotografar na avenida honestamente me senti despreparado, nunca tinha visto o carnaval de perto, daquela forma detalhes, todos os tipos de pessoas, movimentos a luz tudo era incrível e novo para mim”.

O fotógrafo Riccardo Giovanni

Pensando nestes aspectos Riccardo decidiu que iria retratar os desfiles de outra forma com outro tipo de olhar, para isso teria que tentar desenvolver técnicas para atribuir em seu trabalho. Como não era formado em jornalismo e nem tinha este olhar mais apurado para tal, decidiu dar um passo à frente e fazer algo a mais do que sua especialidade que era de captar os rostos e as impressões de cada pessoa que desfilava.

“Eu tive que me adaptar e tentar entender como eu faria essa minha ideia sair do papel e mostrar para todos o que meus olhos estavam vendo. Na minha experiencia pessoal, eu nunca tinha visto algo que detalhava e mostrava a parte da arte do carnaval. Quando falo arte, não é só a dança, as alegorias em si, mas os detalhes da costura, maquiagem e as próprias expressões. Se você for parar para ver uma foto são muitas informações de cores, detalhes que muita coisa passa despercebida. Nessa minha técnica eu simplifico as fotos, nunca mexo nas pessoas, eu nunca uso Photoshop. Elas são do mesmo jeito que aconteceram no momento, mas eu fotografo de uma forma que depois me permite tirar as cores que eu não quero e assim consigo detalhar cada parte da fantasia, as fotos têm uma tri dimensionalidade, o preto e branco realça cada modelo. Tudo tem que ser bem simplificado para cada detalhe aparecer. Como engenheiro costumo dizer se tem um problema muito grande, você divide eles em problemas menores, depois resolve cada um separadamente, no final estarão todos resolvidos, foi assim que fiz nas fotos, resolvi um de cada vez, está é minha técnica”.

Com um acervo de mais de 30 mil fotos ele já recebeu muitos convites para expor suas fotos fora do Brasil, porém seu desejo maior era fazer sua primeira exposição aqui no Rio de Janeiro e no Museu de Arte Moderna (MAM), pois para Riccardo suas fotos expressam a arte das costureiras, aderecistas e desenhista que constroem cada fantasia e dão seu toque de beleza e luxo para esses desfiles.

“Tive convites dos Estados Unidos, México, Alemanha, entre outros. Mas meu desejo era que a minha primeira exposição fosse aqui no Brasil, no Rio de Janeiro que é onde tudo aconteceu na minha vida. Em meus pensamentos tinha que ser em um museu de arte, não queria que fosse no Museu do Carnaval ou do samba, queria mostrar e enfatizar o máximo possível o lado artístico. Algumas fotos aqui são do carnaval, mas poderiam não ser, se fosse vista fora do contexto que está montado aqui, você me diria que foi feita em um estúdio com a modelo pousando para mim. Se chegarem aqui e verem nessas fotos o desenho, a maquiagem, essa costura independentemente do desfile, vai ter chegado no patamar onde as pessoas só irão ver a arte do carnaval, agora sim vou dizer que meu trabalho foi feito e posso fazer em qualquer lugar”.

A exposição ficou por quatro dias no MAM, porém foi um grande sucesso até maior que o esperado, ao receber o convite da secretária estadual de Cultura, Danielle Barros, para expor na Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio. Ele ficou surpreso e receoso, pois seu intuito era apenas mostrar essa visão diferente dos desfiles apesar de querer mostrar para todos, a repercussão positiva trouxe uma apreensão pelas reações das pessoas nesse novo lugar de exposição.

O maior desejo de Riccardo Giovanni é fazer o conjunto do trabalho dos maquiadores, costureiras, todas essas pessoas que fazem a arte acontecer serem reconhecidos, não apenas aqui no Rio no mundo do samba, mas que sejam referências e inspiração em escolas de artes e de moda por todo mundo. Pois este trabalho é feito pela maioria de pessoas de dentro da comunidade, muitas das vezes sem ter seu valor reconhecido pela sociedade, mas sem este trabalho e dedicação nada disso poderia ser feito. Para o fotógrafo, a beleza não pode apenas ficar escondida em uma semana de desfile.

“Cada consulado brasileiro deveria ter além das fotos do Cristo Redentor e do Presidente, algo que relacionasse a riqueza do Brasil, essas fotos, você não pode negar que retrata bem mais o brasileiro do que as outras expostas. Não existe fora do país fotos do carnaval, a não ser aquelas de mulheres seminuas, nada contra, mas não é assim que devemos ser vistos lá fora, o carnaval ‘muito mais que isso é a arte na mais pura expressão”.

Beija-Flor recebe Mangueira para ensaio de rua em Nilópolis no sábado

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O azul e o branco de Nilópolis vão encontrar o verde e rosa da Mangueira: no sábado, 4, a Beija-Flor vai receber a Estação Primeira para mais edição do “Encontro de Quilombos”, série de ensaios de rua com escolas de samba convidadas que vem realizando desde dezembro rumo ao Rio Carnaval 2023. O evento acontece na Avenida Mirandela, onde a “Deusa da Passarela” tradicionalmente promove seus treinos a céu aberto.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

A concentração do primeiro cortejo, o mangueirense, está marcada para às 18h. Em seguida, forma-se o nilopolitano, a partir de 20h. O público, como sempre, não paga nada para assistir ao espetáculo.

Batizado de “Encontro de Quilombos”, em referência às origens afro das comunidades das agremiações, o projeto já recebeu, nos últimos dois meses, Paraíso do Tuiuti, Império Serrano e Portela. A iniciativa antecedeu as reuniões das escolas no Sambódromo, elas estão participando de ensaios técnicos aos domingo, duas de uma vez (a Mangueira se apresentou por lá na semana passada e a Beija-Flor fará o mesmo em 12 de fevereiro, às 20h30m).

Este ano, a escola do município situado na Baixada Fluminense desfilará com o enredo “Brava Gente! O Grito dos Excluídos no Bicentenário da Independência”, dos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues, em referência às parcelas da população que foram deixadas à margem da Independência do Brasil em 1822. A Mangueira, por sua vez, vai de “As Áfricas que a Bahia canta”, de Annik Salmon e Gui Estevão.

Série ‘Barracões: Emocionante e alegre, União da Ilha vai comemorar os seus 70 anos e centenário da Portela

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Em 2023, o povo do samba comemora o centenário da Portela e os 70 anos de existência da União da Ilha do Governador. O vínculo de afilhada e madrinha foi o fio necessário para a insulana definir como enredo “O encontro das águias no Templo de Momo”, desenvolvido pelo carnavalesco Cahê Rodrigues. Segundo ele, a proposta é homenagear a maior campeã do carnaval carioca e contar a história da União, mas de uma forma lúdica e não necessariamente documental.

“Foi uma coincidência enorme do destino saber que seria um ano muito especial tanto para a Ilha quanto para a Portela. Convivendo com esses laços de amizade da União da Ilha com a Portela dentro da quadra e vendo o carinho do insulano com o portelense, que vem antes do batizado, eu me pensei por que não fazer um enredo em homenagem à madrinha centenária. E eu queria contar também um pouco da história da Ilha, um enredo que pudesse valorizar a história da União da Ilha, de falar dos seus sambistas, compositores e artistas. Assim nasceu ‘O encontro das águias no Templo de Momo’ que é justamente em homenagem aos 70 anos da Ilha e ao centenário da Portela”, contou Cahê.

Há três anos como carnavalesco da Ilha, Rodrigues sentia que era a hora de reavivar a alegria do componente que sentiu muito com o rebaixamento em 2020. O enredo foi muito bem recebido pelo presidente Ney Filardi e pelos insulanos. Para aproveitar essa empolgação, neste ano, a opção artística é usar bastante as cores da escola (vermelho, azul e branca) para firmar a identidade da comunidade.

“Quando divulgamos a sinopse e o título do enredo, o componente ficou feliz e a escola recebeu muitos elogios. Eu entendo que a escola estava muito carente de um enredo com a cara deles e esse encontro das águias caiu como uma luva nesse momento que a escola vem atravessando por todo esse processo de rebaixamento, tentando voltar para o Grupo Especial, sendo a Ilha uma escola do Especial e estamos só de passagem. Hoje ver a comunidade feliz, para mim, é a maior vitória! Independente de resultado, é saber que a gente está no caminho certo, saber que a escola vai voltar a vestir suas cores em uma proposta de Carnaval alegre para o componente brincar acima de tudo”, garantiu Cahê.

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Fotos: Matheus Vinícius/Site CARNAVALESCO

O desfile da Ilha promete ser emocionante do início ao fim. Além de falar das aniversariantes homenageadas, a agremiação está fazendo uma grande homenagem ao carnaval, aos bailes, aos blocos e aos cortejos. Cahê Rodrigues acredita que o impacto que o Palácio das Águias, na abertura, e a grande homenagem à Portela, no fim, será capaz de provocar emoção a todos os sambistas.

Com a ideia de representar uma estética de carnaval mais antigo, o carnavalesco optou por materiais e estilos de fantasia que poderiam estar sumindo da construção dos desfiles contemporâneos.

“A Ilha está bem diferente dos últimos anos. Ela está bem vestida e, ao mesmo tempo, leve. É uma escola com fantasias de carnaval como a gente já não vê há algum tempo. Existem fantasias com materiais bem alternativos que já eram usados em carnavais antigos, como tule, filó de armação, fita metalóide, apostamos em acetato, paetês, espelhinho, chicote de ráfia, para relembrar esses carnavais. E tudo com muito brilho, a escola está com materiais muito metálicos para dar o impacto visual bacana nos setores”, explicou o carnavalesco.

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Um encontro de águias não poderia ser feito sem boas aparições do símbolo de ambas. O público pode esperar várias representações do animal ao longo do desfile. Dentre elas, Cahê Rodrigues pretende levar para a Avenida a representação de uma curiosidade de como a águia guerreira parar no escudo da União da Ilha.

“Esse encontro de geração, de amizades e de águias guerreiras, cada uma com a sua história, vai tar pousando em vários momentos de vários setores da história, seja na abertura ou no brasão da escola, que é uma das alas que conta a história da construção desse brasão. Tem uma versão de que diz que foi Natal que pediu para que a águia pousasse no brasão insulano e depois tem a história que o brasão foi criado pelo carnavalesco em 1970. Toda essa amizade que envolve os insulanos com os portelenses parecia que estava escrito que em algum momento esse enredo fosse acontecer na Ilha”.

Ilustres portelenses

A União da Ilha irá abrir as homenagens aos 100 anos da Portela. A expectativa é de um desfile alegre e emocionante também para a comunidade portelense. As histórias de ambas se cruzam para além do batizado e demonstram, realmente, um afeto entre as agremiações.

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“Eu já sabia desse carinho e dos laços de amizade entre Ilha e Portela, mas quando você começa a conversar com as pessoas, tanto insulanos quanto portelenses, vai descobrindo histórias hilárias. Eu lembro que, quando eu entrevistei o Noca, teve um momento na entrevista que ele diz que se ele não fosse Noca da Portela, ele com certeza seria Noca da Ilha, por conta das amizades e da frequência que ele frequentava Ilha na época”, contou Cahê. “O Almir da Ilha, compositor, contou histórias emocionantes com a ala de compositores da Portela. A própria Wilma Nascimento conta da passagem dela pela União da Ilha, como ela foi tratada com carinho, a emoção de desfilar pela Ilha, a alegria que ela realmente viveu na Avenida e ela entendeu porque essa escola carrega essa marca da alegria. Quando você percebe esses laços de amizade tão profundos que até hoje são lembrados com muito carinho, o enredo vai quando força. Não é um enredo de ficção, é um enredo de pura realidade”.

A homenagem aos portelenses vai entremear todo desfile, mas foi reservado o último setor para uma homenagem exclusiva em que a comunidade azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira poderá se ver representada. As fantasias e a terceira alegoria vão causar nostalgia de outros Carnavais e reverenciar os baluartes.

“O carro traz um misto de nostalgia dos grandes carnavais da Portela, vai ser a alegoria que vai estar os portelenses, não muitos porque o carro não comporta, mas vão estar alguns portelenses ilustres, e muitas homenagens com imagens. A última ala traz o estandarte com vários portelenses e isso vai se estender para a alegoria final”, explicou o carnavalesco.

Responsabilidade

Cahê Rodrigues está no terceiro carnaval defendendo as cores da União da Ilha e já fez desfiles para a Portela em 2007 e 2008. Conhecer a homenageada por dentro é de grande ajuda para o artista. Ele diz que ainda é muito bem recebido pelos portelenses na quadra, em Madureira, e esse carinho se torna alimento para fazer um trabalho à altura.

“Não tem como passar pela Portela e não levar a Portela no coração. Poder homenagear a Portela dentro da Ilha, não há dinheiro que pague essa emoção. Eu estou fazendo com muito amor e carinho essa homenagem. Eu quero que o portelense se sinta abraçado, homenageado”, disse o carnavalesco.

Quando Cahê fala sobre provocar nostalgia no público que vai assistir o desfile da Ilha, ele fala também das referências que são sua base para o Carnaval. Entre os carnavalescos que o inspiram está Chico Spinoza e Maria Augusta, artistas muito importantes da história da insulana.

“Eu tenho alguns artistas que eu admiro muito que passaram na União da Ilha: um deles é o Chico Spinoza, que fez grandes carnavais, e a Maria Augusta, que foi a responsável por transformar a história da União da Ilha. Eu fui revisitar esses carnavais antigos para poder beber na fonte de alguns deles que marcaram a história da União. Claro que hoje a gente tem um evento com um nível de comparação e de exigência plástica bem diferente do passado. Procurei me inspirar e não copiar, meu enredo não tem essa ideia de releitura. Sem dúvida, as pessoas vão conseguir reconhecer algumas referências a artistas que tiveram passagens marcantes pela Ilha”, explicou Rodrigues.

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Da escolha do enredo até a animação dos componentes, a União da Ilha luta para ser a escola que vai subir para o Grupo Especial. Na Série Ouro há dois carnavais, a nação insulana não vê a hora de chegar à elite onde ficou entre 2010 e 2020. Cahê Rodrigues defende que a Ilha é uma escola de Grupo Especial e esse é o objetivo deste desfile.

“Fazer carnaval na Série Ouro é sempre um desafio muito grande. Falta dinheiro, falta estrutura. O dinheiro chegou muito em cima, está todo mundo correndo contra o tempo. Só o fato de conseguir levar esse Carnaval para a Avenida já vai ser uma grande vitória. O resultado é claro que está atrelado a outras questões, ao conjunto da obra, de como a escola vai se comportar na Avenida. Mas o projeto que foi criado foi para ser campeão. A gente sai do barracão e vai para a Sapucaí para ser campeã do Carnaval. É o espírito que a Ilha carrega, é o nosso pensamento diário. Estamos trabalhando para isso. Não queremos mais ver a Ilha na Série Ouro, ela tem que voltar para o lugar dela que é o Grupo Especial”, afirmou Cahê.

Entenda o desfile:

A comunidade insulana vai ser a sexta a entrar na Avenida na noite de sábado. A escola virá com 2200 componentes, três alegorias, 23 alas, um tripé dividindo o segundo setor do terceiro e a comissão de frente tem um elemento cênico. O carnavalesco Cahê Rodrigues detalhou o desfile para o site CARNAVALESCO.

Setor 1: “O 1º setor é o grande baile, o Bal Masqué. O Rei Momo, que é o dono da festa, fica encantado e feliz com esse Encontro de Águias e resolve enfeitar a casa dele, o Sambódromo, para receber essas duas águias guerreiras. Ele faz uma grande festa, enfeita os salões do palácio para receber as duas convidadas especiais e promove um grande baile. É uma visão meio lúdica dessa festa carnavalesca na abertura da escola”.

Setor 2: “O 2º setor recebeu o título de ‘Ela é carioca’. É um resumo da história da construção da União da Ilha, desde a sua fundação até o primeiro título no Grupo 2, e a marca que ela carrega da alegria, o porquê ela ficou com essa marca e o porquê ela está no coração de todos os sambistas. O 2º setor mostra um pouco da riqueza de detalhes da história da União da Ilha: os seus sambas, os compositores, os artistas que ajudaram a construir a história da escola”.

Setor 3: “O 3º setor é um setor totalmente carnavalesco que é chamado de ‘O cortejo de Momo’. Momo fica muito feliz com essa homenagem que a Ilha está fazendo à Portela. Ele dá o baile no 1º setor e, no 3º setor, ele convoca todos os espíritos carnavalescos, todas as manifestações carnavalescas: os corsos, os blocos, os cordões, os grandes bailes, todo o glamour do Carnaval que, hoje, muitos desses já não existem mais. Essas grandes manifestações vêm participar dessa festa por conta do encontro, o aniversário de 70 anos da Ilha e os 100 anos da Portela. É um setor bem colorido, traz personagens muito marcantes da história do Carnaval (movimentos, blocos, bandas, bailes) que ajudaram a construir a riqueza da história do Carnaval brasileiro”.

Setor 4: “Depois dessa grande festa carnavalesca e esse encontro de foliões, a gente vai para o último setor, que é a ‘Barca do Infinito’. É homenagem diretamente à madrinha. É um setor que traz alas referentes à Portela, ele é praticamente todo azul e branco. A alegoria final é a ‘Bênção, Dindinha’, uma homenagem à madrinha centenária que vai emocionar e impactar, principalmente, o portelense por toda representatividade, pelo cuidado na escolha de imagens. O carro, esteticamente, diz, em termos de formas e de lembranças, que o portelense vai viver e recordar os grandes carnavais da Portela. É uma alegoria nostálgica, mas que eu tenho certeza que vai ser impactante por ter se inspirado em grandes carnavais, mas com um conceito atual de plástica e estética. Ela é bacana porque também tem uma traseira que acaba dando continuidade à história. Ao mesmo tempo que o carro faz homenagem à Portela, a traseira sugere um novo amanhã: uma nova bênção que essa madrinha deixa para os próximos anos de União da Ilha”.

Ludmilla esbanja talento e beleza em ensaio na quadra da Beija-Flor, vestida com as cores da escola

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Lud na Beija
Foto: Eduardo Hollanda

O samba-enredo está na ponta da língua: Ludmilla, que vai desfilar com o time de cantores da Beija-Flor de Nilópolis este ano, esteve na quadra da escola nesta quinta, 2, e mostrou que está afiada para a sua primeira performance vocal na Marquês de Sapucaí. A cantora foi uma das estrelas do treino semanal que a azul e branco realizou em sua sede, focada na conquista do 15º título por meio do enredo “Brava gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência”, dos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues.

Lud chegou por volta das 23h30m para participar do evento e, sem grande cerimônia, foi direto para o palco cantar ao lado de Neguinho da Beija-Flor — o veterano foi o autor do convite para a cantora, que “já é de casa”, passasse a auxiliá-lo a embalar a escola pela Avenida. Do camarote, a artista foi assistida pela amada, Brunna Gonçalves, que foi recebida na área VIP por Gabriel David, Diretor de Marketing do Rio Carnaval.

Ao longo da noite, além do preparo para o desfile, que acontece em 20 de fevereiro, Ludmilla posou para fotos com componentes (e fãs, é claro) e com segmentos da Beija-Flor: os coreógrafos da comissão de frente, Saulo Finelon e Jorge Teixeira, estão entre os que aproveitaram a ocasião para curtir de pertinho a presença de Lud.

Os ensaios da Beija-Flor acontecem todas as quintas, às 21h, com ingressos a partir de R$ 20 (o camarote custa R$ 2 mil para 15 pessoas, com R$ 500 de consumação). No sábado, 4, a “Deusa da Passarela” recebe a Mangueira para um ensaio de rua na Avenida Mirandela, em Nilópolis, a partir de 18h30m. O projeto, chamado de “Encontro de Quilombos”, é gratuito.