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Sinopse da Inocentes de Belford Roxo para o Carnaval 2024

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APRESENTACÃO

inocentes desfile 2023 31

“O carnaval é a construção de um sonho. A cada ano, um novo enredo e a materialização de algo que foi acalentado em nossas mentes para ser compartilhado com todos aqueles que se deixam envolver por essa festa. Uma brisa de magia que emana em forma de música, canto e dança. Uma aura de comunicação que integra todos nós em um só sentimento. Partilhar um sonho com o povo é a essência primordial do bem comum. Quando sonhamos juntos, sonhamos grandes e sonhar grande é algo muito poderoso, especialmente quando todos os dias, nossa escola trabalha para encurtar o espaço entre o desejo e a conquista a cada desfile de carnaval, ela traz no sorriso de seus componentes a perseverança da luta diária e no brilho dos olhares a esperança de alcançar a Vitória”.

A magia dos Búzios: protagonista internacional do Carnaval

“A mais famosa península do Brasil será eternizada pela inocente de Belford roxo, que fará uma viagem mágica pela história presente e futuro deste paraíso na terra abençoado pelos deuses das artes e do carnaval. Neste projeto inédito, A caçulinha da baixada quer ir muito além do carnaval, pois deseja dar palco aos atributos naturais e as diferenças de inovação e sustentabilidade dessa cidade que retoma seu lugar de destaque global. Transformando Búzios num grande ponto de oportunidade, criando um verdadeiro show room cenográfico do que a cidade pode oferecer e receber dos milhares de visitantes. Disputando a glória na avenida, mas também os investimentos e oportunidade para o seu povo, dentro e fora do Brasil!

Prepare a selfie, pois o passaporte da alegria é Belforroxense e vamos atracar o nossa embarcação mágica nesta armação dos Búzios nosso transatlântico cultural cabe todo mundo!

INTRODUCÃO

No começo do tempo e da história, encontrasse um lugar
Com mar azul turquesa e praias de encantar
Armação dos Búzios, terra de pescador
Que hoje é um polo turístico e encanta o mundo todo.
Os índios Tupinambás, os primeiros moradores
Pescavam em suas águas e preservavam o seu habitat natural
Mas com a chegada dos europeus tudo mudou
Aqui nasceu a cidade que tanto encantou.
Na época da escravidão, Búzios não se rendeu
A liberdade de seus negros é o que mais valeu
De lá para cá muita coisa aconteceu
E a cidade foi crescendo para quem quisesse ver.
A história da cidade encantada
Desde os tempos das antigas aldeias Tupinambás
São muitos os mistérios que envolvem a natureza
Das águas azuis a mata Atlântica em plena beleza
De Brigitte Bardot aos pescadores locais
A cidade ganha a vida com seu povo hospitaleiro e tão especial
Búzios, a cidade que encanta
Com sua biodiversidade preservada
Dos mares as montanhas, tudo em harmonia
Em meio a natureza exuberante que traz tanta magia

Das lendas Caiçaras belezas urbanas
Búzios é uma verdadeira joia rara
E a inocente de Belford roxo contará
A história da cidade que não cansa de nos encantar
Na batida do surdo e ao som da cuíca
Vamos exaltar cada canto desse paraíso
Que sem parar nos faz sonhar, viajar
E sentir o coração dessa cidade pulsar
Um enredo sobre o amor e preservação
De uma cidade que tanto simboliza a nossa nação
Búzios, cidade amada
Com toda sua natureza encantada
E assim, a inocente vem passar
A mensagem de fé no futuro com responsabilidade de preservação
E com alegria e poesia
vamos celebrar esse tesouro que
armação dos búzios sempre vai nos dar.

CARTA DE APRESENTACAO DO ENREDO

A escola de samba Inocentes de Belford roxo decidiu homenagear a cidade de Armação dos Búzios, localizado no estado do Rio de Janeiro, em seu próximo desfile. O enredo irá contar a história da cidade desde a antiguidade até os dias de hoje. A narrativa começa com a chegada dos povos indígenas a região e a fundação da aldeia dos tucuns. Os primeiros exploradores portugueses chegam ao local junto com corsários franceses em busca de pau-brasil e passam a colonizar a área.

Durante o período colonial, Búzios torna-se um importante centro comercial devido às suas águas cristalinas de grande riqueza marinha. Em meio do século XIX baleias eram comuns na orla carioca por conta disso instalasse a indústria de pesca e extração de óleo e carne de baleia influenciando assim a economia local. Surgindo o nome oficial da cidade que passou a ser chamada de Armação dos Búzios por conta de uma armação de madeira que ficava posicionada na praia onde foi instalada a indústria citada acima. A cidade ganha um novo impulso com a utilização do óleo da baleia misturado com cal se torna uma argamassa forte que foi muito utilizado na construção das primeiras casas de veraneio.

O desfile seguirá contando a história da cidade durante os anos 60, quando ganha fama mundial após a visita da atriz francesa Brigitte Bardot. A escola de samba irá recriar a atmosfera da época e homenagear Bardot que ajudou a divulgar beleza exuberante de Búzios. A partir dos anos 80, a cidade ganha ainda mais visibilidade com o turismo de luxo e a presença de personalidades internacionais.

O enredo irá destacar a importância da preservação da natureza e a busca pela sustentabilidade, mostrando como é possível conciliar o desenvolvimento turístico com a preservação do meio ambiente. O último setor do desfile irá destacar a atualidade da cidade, ressaltando a diversidade cultural e a importância do ecoturismo para a economia local. A escola de samba trará para avenida os principais pontos turísticos de Búzios, como as praias, os mirantes, a rua das Pedras e a praça Santos Dumont, além de enfatizar a riqueza histórica e cultural do lugar.

Com o enredo que promete emocionar e encantar o público, a Inocentes de Belford Roxo busca destacar a beleza e a importância de armação dos Búzios para o Estado do Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo. Será um desfile inesquecível que ficará na memória de todos os sambistas e turistas que acompanharem o grande desfile de carnaval da Caçulinha da Baixada, no Marquês de Sapucaí”.

Texto: Cristiano Bara

International Samba Congress chega ao fim e professores ressaltam a importância do intercâmbio anual

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Uma verdadeira imersão na cultura e nos ritmos brasileiros chegou ao fim deixando um gostinho de quero mais e reafirmando a força do samba mundialmente. O International Samba Congress 2023 aconteceu no último fim de semana reunindo no Mids Arts, renomado centro cultural da cidade, uma gama de professores brasileiros à serviço da cultura propagando internacionalmente traços que são parte do legado ancestral do povo brasileiro.

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Fotos: Divulgação

Ao longo de três dias, ritmos como o frevo, maracatu, o samba de gafieira, além da força dos tambores na dança afro e a ginga dos malandros e cabrochas tomaram conta do espaço por conta dos workshops ministrados por profissionais como Marcelo Chocolate, Fábio Batista, Karla Moreno, Dill Costa, Aurinha de Jesus, Pablo Guerreiro, entre outros.

No encontro de profissionais, diferentes gerações contemplaram os quase 200 inscritos com suas experiências teóricas e práticas na arte do movimento. Nilce Fran, que participa do projeto desde sua primeira realização em 2016, destacou a importância do evento como uma oportunidade de fomento e reconhecimento do samba como manifestação cultural referência para o Brasil.

“Estar ao lado de profissionais que, embora jovens, têm tanta experiência para agregar é maravilhoso. O International Samba Congress é muito mais do que um congresso, é um encontro, uma imersão profunda em nossa cultura e quem ganha não são só os alunos, mas os professores também”, diz a diretora de passistas da Portela.

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Atuando pela primeira vez no evento, Wallace Araújo, endossa as palavras de Nilce. “Foi uma espécie de encantamento que movia cada corpo que ali estava, três dias de muita entrega tanto dos professores quanto dos alunos. Parafraseando Caetano Veloso, ‘sem samba não dá’, afirmou.

Idealizadora do projeto, a psicóloga brasileira Ana Laidley já prospecta os próximos passos. De imediato, a empreendedora cultural reforça as aulas do subscription, modalidade online disponível na plataforma oficial do projeto na internet.

“O ISC surgiu com a proposta de mostrar a potência da nossa cultura através da dança e temos muito orgulho de conseguir alcançar os resultados que tivemos. Sabíamos desde o início que este seria um grande desafio por conta da retomada no formato presencial e foi muito além do que pretendíamos, tanto em resultado quanto em número de inscritos. Agora é respirar e já começar a pensar na edição 2024”, diz Aninha Malandro, como é conhecida no segmento do carnaval.

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Entre workshops de dança e percussão, palestras como as de Milton Cunha falando sobre a história do carnaval ganharam a atenção do público formado por profissionais da dança e amantes da cultura e dos ritmos brasileiros.

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“Foi um momento mágico do samba como estrela internacional dos ritmos. A quantidade de grandes professores, passistas, mestres, fez desse encontro intenso, cultural, proveitoso e que honra as raízes de Ciata porque é liderado por uma mulher, Aninha Malandro,é a Ciata de Hollywood”.

Beija-Flor define chaves para a próxima etapa do concurso de samba-enredo

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Depois de receber a inscrição de 22 sambas para o concurso que definirá o samba-enredo oficial do Carnaval 2024, a Beija-Flor de Nilópolis realizará a próxima etapa na quadra, com entrada franca, em duas datas: quinta-feira e segunda-feira. A TV Beija-Flor transmitirá todas as apresentações no YouTube, a partir das 20h30.

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Em reunião realizada com representantes das parcerias e das direções de Harmonia e Carnaval, ficou definido que quatro obras de cada dia serão eliminadas, seguindo 14 para a próxima fase. Aquelas que chegarem ao top 10 terão os sambas gravados pela agremiação na voz do intérprete Neguinho da Beija-Flor.

No próximo ano, a Beija-Flor levará para a Sapucaí o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”.

Confira a ordem de apresentação:

Quinta-feira (20/7)
Samba 201 – Guilherme Gonçalves
Samba 203 – Fernandinho Bilhalva (Cova da Onça), Oscar Favila e Thiago Andrade
Samba 03 – Zé Carlo do Cavaco, Valdir do Samba e Ademir Cipriano
Samba 20 – Moisés Silva, Eliezer Setton, Kadinho da Ilha, Almir Sereno, Marcelo 100 e Leo Berê
Samba 17 – João do Cazulo, Sereno do Cabral, Henrique Nova Cidade e Leo Barroso
Samba 12 – João Conga, Cesar Reis, Beto Bombeiro e Ademar Barbosa
Samba 01 – Leo do Piso, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Júlio Assis, Manolo e Wilson Tatá
Samba 02 – Junior PQD, Rodrigo Tinta, Marcio França, Nando Souza, Robinho Donozo e José Saraiva
Samba 30 – Robson Batalha, Carlinhos da Xerox, Marcelo Machado, Vinicius Pacífico, Breno Machado e Edinho da Saúde
Samba 05 – Junior Trindade, Romulo Presidente, Gilberto Oliveira, Samir Trindade, Robson Bastos e Thiago Portela
Samba 09 – Carlos 2C’s, Grazi Barbosa, MK Sullivan, Waldemar da Silva

Segunda-feira (24/07)
Samba 202 – Ivandro Luiz Asquidamini
Samba 204 – Serginho SP, Paulo das Neves, Ney Ortiz, MC Duda, Aloísio Dias e Péricles Daniel
Samba 06 – Adelson e Joel
Samba 25 – Alencar de Oliveira, Leo Oliveira, Serginho do Porto e André Fullgaz
Samba 300 – Nurynho Almawi, João Fernandes, Marcio Oliveira, Profª Tânia, Gylnei Bueno e Profª Marli Jane
Samba 54 – Serginho Sumaré, Xande Ribeiro, Neilson Oliveira, André do Cavaco, Filipe Zizou e Ali Gringo Jabr
Samba 23 – Kirazinho, Lucas Gringo, Wilsinho Paz, Venir Vieira, Marquinhos Beija-Flor e Dr. Rogério
Samba 10 – Ademir, Cleber e Alexandre Pipoca
Samba 39 – Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Orlando Ambrosio, Lico Monteiro, Claudio Gladiador e Ailson Picanço
Samba 51 – Picolé da Beija-Flor, Arnaldo Matheus, Ted Carvalho, Careca Z1 e Egildo de Nilópolis
Samba 15 – Gabriel Maia e Arlene Cortez

Artista do Grupo Especial explicam a relação entre materiais e as narrativas de enredo

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Em pouco mais de três horas de conversa com alunos do Instituto de Artes da Uerj e simpatizantes do assunto, os carnavalescos Leandro Vieira, Leonardo Bora e Jack Vasconcelos, entre outros temas, falaram sobre a sua relação com os enredos. O quesito de alguns anos para cá ganhou um peso muito maior em relação a toda a organização dos desfiles. O objetivo do Seminário Escritas do Carnaval é o de formar estudantes do Instituto de Artes da UERJ para realizar uma cobertura crítica e ensaística do Carnaval 2024 na Revista Caju.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

Na mesa, foi realizado o corte específico de 2018, considerado pelos organizadores do evento como um momento de guinada narrativa para os enredos. Ao falar da organização do desfile vice-campeão de 2018, Jack Vasconcelos contou um pouco de como conseguiu chegar a um entendimento de qual deveria ser o fio condutor do enredo “Meu Deus, Meu Deus.Está extinta a escravidão?”.

“A gente (a escola e o carnavalesco), anos antes daquele desfile, tinha chegado à conclusão de que íamos mudar o foco dos enredos. A ideia era fazer enredos que nos representassem, não ia rolar patrocínio neste grupo (na época na Série Ouro), vamos fazer o que a gente acredita então. Para todo carnavalesco isso é música. O que a gente quer é trabalhar em uma boa história. A gente quer passar o ano feliz. A gente queria trazer uma história bacana e uma história que botasse a gente para pensar. O processo de pesquisa desse enredo foi muito intenso para mim. Esse era um enredo que acabou me levando para um lado e para outro. Vinha muita coisa diferente. E já no final, mais ou menos uma semana para apresentar o enredo, eu me deparei com um livro chamado ‘Elite do Atraso’, e esse livro foi o que me fez costurar todo o raciocínio. Aí que eu pensei, ‘cara como eu sou burro’, a resposta estava na minha cara o tempo inteiro. E eu sei disso, porque eu sou uma pessoa pobre (risos). Você sabe que você faz parte desse jogo. Não há essa separação que eu estava dando na pesquisa. Eu estou dentro desse jogo. Eu senti que tinha perdido semanas tentando amarrar uma coisa que não ia encaixar. Meu olhar sobre a questão estava errada e isso me ajudou a crescer como pessoa. Tudo é uma relação de poder,tudo é uma relação de dinheiro”, entendeu o profissional.

Uma questão importante tratada também por Jack foi a relação intrínseca que o artista entendeu que precisava estabelecer entre a narrativa apresentada e os materiais e identidade visual que o desfile precisava ter.

“Para apresentar essa relação de submissão, aprisionamento eu criei nas fantasias braços sem cérebro, pensei em alimentar essa máquina. Trouxe equipamentos de aprisionamento, entendi que o enredo deveria ser metálico, porque o metal é o que aprisiona. Então ele que foi o condutor desse desfile, a parte visual.A ideia era trazer a sensação de aprisionamento. Não poderia usar nada confortável de se ver. Não queria que chegasse a um mau gosto, claro, mas queria que tivesse uma dureza clássica para quem estivesse assistindo”, explicou Jack.

Já o carnavalesco da Imperatriz Leopoldinense, Leandro Vieira também comentou um pouco sobre esta relação entre narrativa e identidade visual, frisando que tudo apresentado para um desfile pode ter significado.

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“Essa ideia de enredo eu sempre penso e sempre falo que o material conta enredo. O enredista é aquele que enreda, vem de rede e você precisa montar essa rede que transmite, que comunica. Sempre acho que tecido conta enredo, a linha escolhida conta enredo, ter paetê, não ter paetê conta enredo. Tudo conta enredo. O sapato conta enredo. O formato de uma cabeça conta enredo. Acho que o grande prazer de quem trabalha com a criação é de se entregar a isso, a esse caminho, que é cheio de subjetividade. A decisão da dureza ou delicadeza, o que transmite a delicadeza para um, o que transmite dureza para outros está na escolha dos signos e artigos”, avalia o profissional.

Leandro usou como exemplo o trabalho apresentado na Mangueira em 2018 com o enredo “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco” estabelecendo esta relação entre a escolha de materiais para o enredo utilizado.

“Sobre especificamente o carnaval de 2018, tinha muito essa ligação com o carnaval da rua e eu tinha um momento de fantasias que eu acho particularmente muito bonitas que era o momento de construção de fantasias feitas com artigos muito ordinários, de serem artigos que as pessoas vão usar para fazer uma fantasia para ir no bloco de carnaval, usam o que tem em casa. Nas fantasias da Mangueira deste ano tinham toalhas de banho, tecido de toalha de mesa, tnt, o tecido mais vagabundo que tem. E eu fiz isso com a vontade de juntar o retalho, o remendo. O enredo está muito atrelado ao material”, acredita o carnavalesco.

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Leonardo Bora lembrou de como a construção do enredo e sua parte visual nem sempre acontecem de forma linear como outros tipos de arte e de construção narrativas

Também apresentando sua visão sobre o trabalho nas escolas de samba, Leonardo Bora lembrou de como a construção do enredo e sua parte visual nem sempre acontecem de forma linear como outros tipos de arte e de construção narrativas.

“Somos narradores e a construção narrativa de um desfile de escola de samba que é uma obra de arte e também um ritual, um espetáculo, e é algo que deve ser julgado, esse processo de construção da narrativa é muito complexo. Não é um trabalho exato que fica restrito a uma sala de criação. A gente leva o enredo para todo lugar. No banho eu começo a pensar em ala, e fazer lista. Essa coisa da materialidade, dos materiais é fundamental. Texto também tem a ver com tecido”, entende o carnavalesco.

Leonardo lembra que em 2018 na Cubango, devido a escassez de dinheiro, o artista e sua dupla Gabriel Haddad, se utilizaram bastante das características do enredo e da obra do artista Bispo do Rosário para fazer um carnaval criativo, cheio de ressignificados como o enredo pedia.

“No caso deste carnaval de 2018 era fundamental, porque era o que a gente tinha. Tecido a gente tinha, ainda que os mais puídos das lojas. Agora, placa de acetato não tinha. Tinha só uma ala que eram anjos, os que conduziram o Bispo por Botafogo. Era o São Miguel da Igreja de Santo Inácio. Era uma coisa muito básica porque não tinha como fazer formas. Tinha que negociar com alguém que fazia para outras escolas. Dava uma dor de cabeça muito grande. Vários elementos que a gente utilizava nas roupas eram semi prontos como o Bispo fazia, e colocava na roupa, ou era costurado. E tinha uma coisa que era a questão do acabamento. E a gente tem um terminologia no julgamento do nosso trabalho se uma coisa está bem acabada, mal acabada. E nesse caso no trabalho do Bispo a gente discutia sobre isso o tempo todo. Tinham roupas que não tinha acabamento em parte porque não tinha dinheiro, em parte porque a gente não queria. Mesmo que pudesse ter”, conta o carnavalesco.

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Jack Vasconcelos contou um pouco de como conseguiu chegar a um entendimento de qual deveria ser o fio condutor do enredo “Meu Deus, Meu Deus.Está extinta a escravidão?”

Leonardo Bora, que é professor na UFRJ no Departamento de Ciência da Literatura da Faculdade de Letras, encerrou o debate também falando sobre a relação entre a academia e o samba e como ambos podem estabelecer uma relação importante no que tange a arte e a cultura.

“Acho que a contribuição começa com a participação, entendendo a importância de abrir esses espaços e quebrando visões pré concebidas. Visões preconceituosas com escolas de samba e também com esses espaços acadêmicos. As coisas são muito maiores e muito mais complexas do que pode parecer em um primeiro momento. Me incomoda bastante, às vezes uma tentativa de ou olhar escola de samba como algo exótico, primitivo, simples, que pode ser arte dependendo de quem está fazendo, que é uma visão racista, elitista, tudo de ruim. Da mesma forma que causa para mim um incômodo de simplesmente creditar o problema porque o carnaval hoje não tem uma transmissão televisiva de sucesso como nos anos 80. Ou a receita pelo academicismo dos enredos. Isso para mim não quer dizer nada. Se a comunidade da escola está pulsando , está com um grande samba, se o desfile aconteceu, se as fantasias são bonitas, deu certo. E aí se alguém quiser mergulhar em uma pesquisa um pouco mais elaborada no sentido acadêmico, beleza”, finaliza o artista.

Concurso Rainha do Carnaval 2024: conheça candidatas da ‘Bangu’, ‘CCBC Vai Barrar? Nunca!’ e ‘Bangay’

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Por Augusto Werneck, Raphael Lacerda e fotos de Nelson Malfacini

Ana Carolina de Souza (@carolindastrassy) – Unidos de Bangu

ana bangu

O que representa ser sambista? “Muito amor, a arte do samba é reconhecimento profissional que através do mesmo eu levo para todo mundo a maior festa cultural do país.

Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Simpatia, alegria e amor”.

Ana Cristina de Paula (@depaula2x) – CCBC Vai Barrar? Nunca!

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O que representa ser sambista? “Eu sou nascida e criada samba. Minha família é toda do samba. Representa o amor e o carinho.

Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Saber se impor, ter postura e boa fala”

Catiane Monsores (@catianemonsoresoficial) – Bangay – Série Bronze

catiane monsores

O que representa ser sambista? “Levar alegria e passar energia”.

Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Samba no pé e vivência no Carnaval”.

Arraiá da Cidade do Samba está com camarotes esgotados e ingressos promocionais a R$ 25 para pista

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Está chegando a hora de ver o Nordeste invadir a Cidade do Samba! A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) realizará uma Festa Julina inédita na Cidade do Samba nos dias 21, 22 e 23 de julho (sexta, sábado e domingo). O evento contará com shows de Lucy Alves, Falamansa e Forroçacana, além de comidas típicas e um concurso de quadrilhas juninas. A Imperatriz Leopoldinense, atual campeã do Grupo Especial com um enredo sobre o Rei do Cangaço, também irá desfilar no local, trazendo o clima do último Rio Carnaval. * COMPRE AQUI SEU INGRESSO arraia cds

Além dos shows de artistas consagrados no ritmo nordestino, o local estará equipado com food trucks, barracas de comidas típicas e brincadeiras, como o tradicional “touro mecânico”. Em todos os dias, haverá um concurso de quadrilhas juninas, com prêmios em dinheiro para as vencedoras em duas categorias: roça e salão.

Para encerrar o evento, o samba-enredo se misturará ao baião com direito a componentes fantasiados, bateria, casal de mestre-sala e porta-bandeira, além de outros segmentos que ajudaram a Imperatriz Leopoldinense a conquistar o Grupo Especial em 2023. A agremiação levou para a Sapucaí o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com ‘má-querença’ e o santíssimo não deu guarida”, contando uma história vivida pelo cangaceiro Lampião.

Os ingressos já estão à venda pela internet, no site https://totalacesso.com/events/arraiadosamba, ou na Cidade do Samba (segunda a sexta, entre 10h e 17h), e custam a partir de R$ 25 (meia-entrada) dentro do lote promocional, que está disponível por tempo limitado. Para mais informações, entre em contato pelo telefone (21) 99811-7953.

Arraiá da Cidade do Samba
Datas: 21, 22 e 23 de julho
Local: Cidade do Samba – Rua Rivadávia Corrêa, 60 – Gamboa
Horário: 19h (21 e 22) e 18h (23)
Preços: Lote promocional pista – R$50 (inteira); R$ 25 (meia)
Arquibancadas numeradas – R$150 (inteira) / R$ 75 (meia)
Passaporte pista promocional (3 dias) – R$100
Passaporte arquibancadas promocional (3 dias) – 300,00
Venda de ingressos e informações: (21) 99811-7953

Ouça o samba da Dom Bosco de Itaquera para o Carnaval 2024

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A Dom Bosco de Itaquera se antecipou à data de lançamento e apresentou o samba-enredo que vai levar para a avenida em 2024 através das mídias sociais. A obra divulgada no último sábado (15) é assinada por Turko, Maradona, Rafa do Cavaco, Fábio Souza e Diogo Souza. Acompanhe abaixo:

 

É VALENTE ESSE POVO DO NORDESTE
INDEPENDÊNCIA É VERDADE OU ILUSÃO?
DE PÉ DESCALÇO EU PERCORRO O MEU AGRESTE
QUE FAZ DO ARADO A RIQUEZA DO SEU CHÃO
O SOL QUE QUEIMA TRAZ A FORÇA E A CORAGEM
A FORTALEZA DESSE SOLO VARONIL
“MUIÉ RENDEIRA TU ME ENSINA FAZER RENDA”
É “ASA BRANCA” O HINO DE UM POVO GENTIL

E E E E CABRA DA PESTE SOU CANGACEIRO
SOB A LUZ DO MEU SERTÃO
FIZ DO CORDEL UM LINDO CONTO ARRETADO
SANFONEIRO DA ALEGRIA, PRESIDENTE É GONZAGÃO

IMAGINE MINHA GENTE
O MEU NORDESTE HOJE É UMA NAÇÃO
NOSSA IGUARIA SE TORNANDO COBIÇADA, PRODUTO TIPO EXPORTAÇÃO…
FEITO REPENTE ETERNIZO O MEU LEGADO
COM VITALINO FIZ DO BARRO A TRADIÇÃO
O MEU HERÓI VIRGULINO É QUESTIONADO
PRA MUITOS, ETERNO VILÃO
“Ô SEU MININO” VEM PRA CÁ FORROZEAR
SE TEM XAXADO, TAMBÉM TEM ARRASTA PÉ
GENTE FESTEIRA QUE NÃO PERDE A ESPERANÇA
OH “PADIM CIÇO” ILUMINA MINHA FÉ

DO MEU SONHO ACORDEI,
MINHA TERRA, MEU LUGAR, QUE NÃO PRECISA DO BRASIL SE SEPARAR
NESSE CORTEJO EU FESTEJO A NOITE INTEIRA
COM A DOM BOSCO… “PRA MODE” A GENTE PROSEAR

Independente Tricolor anuncia Graci Araujo como porta-bandeira oficial

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Graci Araujo será a nova parceira do mestre-sala Jeff Antony. Thais Paraguassu, ex-porta-bandeira da agremiação, anunciou gravidez nos últimos dias e, posteriormente, o desligamento para o próximo Carnaval. Graci estava na Mocidade Unida da Mooca em 2023. Agora, tem a missão de ostentar o pavilhão tricolor no próximo desfile.

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Foto: Divulgação

Veja a nota oficial da escola:

“Alô Família Tricolor, é com imenso prazer que apresentamos a vocês @graci.araujo_ que chega para somar conosco no carnaval 2024, ostentando o nosso pavilhão junto ao @jeffantonyms 🇾🇪🇾🇪🇾🇪

Com 20 anos de vivência no Carnaval, Graci iniciou em 2003 e seguiu até 2018 na GRES Nenê de Vila Matilde, desfilante em diversos departamentos, dentre eles alas, harmonia, comissão de frente e porta bandeira no desfile em homenagem à Portela.

Com experiências de jazz, ballet clássico, ballet contemporâneo e danças afro brasileiras, iniciou sua história como Porta Bandeira em 2018, onde após 11 desfiles como comissão de frente, decidiu dedicar-se a arte de MSPB devido à imensa admiração por toda a cultura de MSPB, tinha o grande desejo de ser a guardiã do bem maior de uma comunidade, o sagrado Pavilhão.

Iniciou como aluna da AMESPBESP e Academia de Casais, e segue sua trajetória com nota máxima em todos seus desfiles como 1ª Porta Bandeira, além dos prêmios “Melhor do Acesso II SP” em 2022 e “Melhor do Acesso I” em 2023.

Desde 2021 é a 1ª Porta Bandeira da GRCES União Imperial, e conta também com lindos desfiles na X9 Paulistana, Nenê de Vila Matilde, Mocidade Unida da Mooca, Tradição Albertinese e Imperatriz da Pauliceia.

VAMOS PRA CIMA! 🇾🇪

Seja muito bem vinda Graci!”

União de Maricá vai apresentar ‘O Esperançar do Poeta’ em sua estreia na Sapucaí em 2024

Preparando-se para estrear na Marquês de Sapucaí, a União de Maricá definiu o seu enredo para o Carnaval 2024. Com autoria do carnavalesco André Rodrigues, Igor Trindade, João Vitor Silveira e Kamila Maria, membros da equipe de pesquisa e desenvolvimento, a escola vai apresentar “O Esperançar do Poeta”, uma grande homenagem aos compositores que mudam vidas a partir de seus versos e melodias.

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O enredo terá como fio condutor o compositor Guaracy Sant’anna, o Guará, autor de sambas marcantes, como “Sorriso Aberto”, “Problema Social” e “Singelo Menestrel”. Ganhador de três Estandartes de Ouro, sendo um com a Em Cima da Hora, com histórico “33 – Destino Dom Pedro II” (1984 e reeditado em 2022), e dois com o Acadêmicos do Engenho da Rainha (1985 e 1986), ele faleceu em 1988 e deixou um grande legado para a música brasileira.

Para o carnavalesco André Rodrigues, o enredo visa mostrar a importância desses compositores que inspiram pessoas com suas músicas.

“O nosso enredo nasce quando paramos para pensar como compositores que dialogam tanto com o nosso mundo são, infelizmente, desconhecidos e não recebem os devidos louros. Quando analisamos o quanto essas letras falam com a gente, acabamos pensando no conceito do “esperançar”, do Paulo Freire, que diz sobre ter esperança a partir de uma ação ativa e não de espera. “O Esperançar do Poeta” vai pelo viés de como os compositores criam suas músicas e como as dinâmicas das letras são exemplos do “esperançar”, sendo também plano de fundo de instrumentos de mudanças de outras pessoas, que tornam essas letras inspiração para que possam transformar suas realidades”, disse André.

Um dos pesquisadores do enredo, João Vitor Silveira destacou que o carnaval é um meio de levar esperança para a camada mais pobre da sociedade, especialmente a partir de sambas que trazem em suas letras reflexões sobre o cotidiano difícil enfrentado pela grande massa.

“O enredo também vai mostrar as dinâmicas de realidade que acabam inspirando as composições, pensando nas dificuldades que a vida impôs numa camada majoritariamente preta e pobre da nossa população e que precisam ser superada todos os dias para construírem um amanhã melhor. Pensamos o que é a violência, a falta de acesso a estudo, trabalho e moradia para essas pessoas e trazemos como a música, destacando o samba-enredo, é um instrumento de construção de um amanhã melhor, onde transformamos essa população em reis e rainhas da nossa realidade no carnaval. São sambas que questionam, falam do povo preto, crianças e pessoas que passam por percalços e são exaltados na folia”, explicou o enredista.

Filme é lançado para a anunciar o enredo

A apresentação do enredo reuniu centenas de componentes e moradores de Maricá, em sua quadra, na noite desta segunda-feira. No evento de lançamento, foi exibido o curta-metragem “O Esperançar do Poeta”, que dá nome ao enredo. Com direção de André Rodrigues e Luciano Xavier, o filme tem 15 minutos e está disponível abaixo.

Rose Nascimento é coroada rainha de bateria da União do Parque Acari

Foi com uma grande festa na quadra que Rose Nascimento foi coroada como a nova rainha de bateria da União do Parque Acari. A empresária reinará à frente dos ritmistas da “Fora de Série”, comandada pelos mestres Erick Castro e Daniel Silva. Para a ocasião especial, a beldade utilizou dois looks para a recepção dos seus convidados e o momento da coroação.

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Fotos: Diego Mendes/Divulgação

Rose recebeu amigos e familiares no evento e ainda posou com o “Vovô” Antônio Carlos, fundador do bloco Ilê Aiyê, que será o enredo da agremiação no carnaval de 2024, na Marquês de Sapucaí. A nova rainha recebeu a faixa das mãos de Fabiana Oliveira, sua professora de samba e foi coroada pelos amigos Léo e João Torres, do “Rainhas e Reis”

“Foi uma noite que ficará marcada em minha vida. Pude receber o carinho da comunidade, da diretoria e dos amigos e familiares. Será o começo de uma bela história com a Acari. Agradeço ao Presidente Dudu e toda a diretoria pela confiança. Aos meus mestres, darei o meu melhor para irmos em busca do campeonato e a vaga no Grupo Especial”, revelou Rose.

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A beldade será a primeira rainha de bateria a pisar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no dia 09 de fevereiro. A União do Parque Acari abre os desfiles da Série Ouro, comandados pela Liga RJ no carnaval de 2024.