Foi com uma grande festa na quadra que Rose Nascimento foi coroada como a nova rainha de bateria da União do Parque Acari. A empresária reinará à frente dos ritmistas da “Fora de Série”, comandada pelos mestres Erick Castro e Daniel Silva. Para a ocasião especial, a beldade utilizou dois looks para a recepção dos seus convidados e o momento da coroação.
Fotos: Diego Mendes/Divulgação
Rose recebeu amigos e familiares no evento e ainda posou com o “Vovô” Antônio Carlos, fundador do bloco Ilê Aiyê, que será o enredo da agremiação no carnaval de 2024, na Marquês de Sapucaí. A nova rainha recebeu a faixa das mãos de Fabiana Oliveira, sua professora de samba e foi coroada pelos amigos Léo e João Torres, do “Rainhas e Reis”
“Foi uma noite que ficará marcada em minha vida. Pude receber o carinho da comunidade, da diretoria e dos amigos e familiares. Será o começo de uma bela história com a Acari. Agradeço ao Presidente Dudu e toda a diretoria pela confiança. Aos meus mestres, darei o meu melhor para irmos em busca do campeonato e a vaga no Grupo Especial”, revelou Rose.
A beldade será a primeira rainha de bateria a pisar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no dia 09 de fevereiro. A União do Parque Acari abre os desfiles da Série Ouro, comandados pela Liga RJ no carnaval de 2024.
A Colorado do Brás definiu na noite de domingo o samba-enredo que irá embalar o seu Carnaval 2024. É sabido que em todas as finais, sempre há aquela tensão e ansiedade, mas nesta, especificamente, notou-se um clima leve e de amizade entre compositores e torcidas. As quatro obras finalistas fizeram questão de fazer jus à importância de uma disputa com público. Após as quatro apresentações, houve uma certa demora na reunião entre a comissão julgadora e diretoria. Depois disso, houve discurso do presidente até o anúncio do samba-enredo na voz do intérprete do Léo do Cavaco. O samba 1 foi o grande campeão e o primeiro a se apresentar na noite. A obra, que foi defendida pelo intérprete Celsinho Mody, é fruto de uma ponte aérea entre São Paulo e Rio de Janeiro. Os compositores são: Lico Monteiro, Richard Valença, Leandro Thomaz, João Perigo, Lucas Macedo, Jefferson Oliveira, Telmo Augusto, Felipe Zizou e Mingauzinho. * OUÇA AQUI O SAMBA CAMPEÃO
Parceria campeã na Colorado. Fotos de Fábio Martins/CARNAVALESCO
Escolha difícil e confiança para 2024
Foi uma final bastante acirrada. Cada samba tinha a sua característica, mas todos levaram torcidas que empolgaram. Isso se confirma pelo fato do diretor de carnaval, Jairo Roizen, que faz parte da escola desde 2015, revelar que tal disputa foi a mais complicada de se resolver e entrar em um consenso durante esses anos. Além disso, o diretor também falou sobre os critérios adotados junto da comissão julgadora.
“Essa foi a decisão mais difícil desde 2015. Foi uma disputa muito acirrada. A gente tinha seis sambas que em um primeiro momento a gente achou que poderia ir para a avenida. Nas nossas finais nós sempre levamos três sambas, mas neste ano tivemos que levar quatro. Vários amigos me perguntavam qual iria ganhar e realmente eu não sabia. Tenho que falar que quando eu cheguei ali na sala, me surpreendi com o resultado. A final aqui foi decisiva com a reação da bateria, componentes e desempenho no palco. Colorado é assim. É uma escola que vai na paixão. O critério foi esse. Todos os sambas teriam que mexer em alguma coisa, o que é normal. Mas a gente identificou que para esse projeto o samba 1 é perfeito. É assim que a gente vai para a avenida querendo subir para o Grupo Especial”, declarou.
A hora da consagração da parceria campeã
O Colorado do Brás teve todo um processo de escolha com audições de faixas internas até chegar aos finalistas. Porém, Jairo ressaltou a importância de ter o calor do público para tomar uma decisão com mais afinco.
“Eu sou um entusiasta de disputa de samba-enredo. Eu acho que ela é o começo de tudo. O samba que foi escolhido hoje vai fazer com que a gente mude o nosso projeto também. A gente vai adaptar. Para mim a disputa de samba-enredo é fundamental. Têm escolas que preferem fazer por encomenda, outras no CD ou na quadra. Nós, por estarmos no Grupo de Acesso, preferimos fazer só a final. Nós fizemos uma semifinal também, mas só com o nosso cantor, mas a gente faz questão de fazer a final. Não dá para fazer mais semanas porque no Acesso o investimento e a verba são menores, apesar de que vamos dar 3 mil reais ao samba vencedor deste ano. Talvez em uma disputa no CD a gente poderia errar ou não. Mas na disputa de samba-enredo a gente consegue formar sambistas, compositores e pessoas que comecem a se interessar pelo carnaval”, disse.
Jairo Rozen, diretor de carnaval da Colorado
Para os próximos passos, o diretor revelou que em breve os ensaios com a comunidade já vão começar visando o Carnaval de 2024. Os componentes devem se preparar entre agosto e setembro. “Agora a gente vai se reunir com os compositores para ver se o samba precisa de ajustes, depois de 10 a 15 dias nós vamos para o estúdio gravar e, a partir disso, nós vamos definir as datas, mas provavelmente nós vamos começar os ensaios no final de agosto e começo de setembro, sendo aqui na Rua Itaquí ou na Portuguesa Canindé”, contou.
Estratégia de desfile e o encaixe com a obra
O presidente Antônio Ka, seguiu a mesma linha do diretor de carnaval e disse que foi a escolha mais difícil dos últimos anos. Em meio às discussões de critérios de julgamento, o mandatário tocou em um ponto muito importante, dizendo que irá desfilar com o regulamento a seu favor. Entrando em uma análise rápida, isso pode pesar para um lado favorável ou não, pois nada se sabe do que pode acontecer nessas mudanças em um primeiro ano. Entretanto, deu para notar que a escola quer estar pronta de qualquer forma.
Presidente Antônio Ka
“Na verdade, foi muito difícil, falei no microfone, não sei se gravaram, mas assim, eu como presidente, todos esses anos, foi o mais difícil. Mas dividido a diretoria, bateria, foi o mais difícil de todos, então foi muito louco. Fomos no critério mesmo do regulamento, para tentar vir com o regulamento debaixo do braço. E hoje assim, vamos trabalhar muito para não errar, fazer um carnaval diferente, mudamos o conceito de mudança de samba. Fomos para um lado diferente que vínhamos. Tinha um samba nosso já meio característico da escola, e optamos por um lado diferente, não ficar na mesmice, a gente vem renovando algumas coisas, alguns setores, e agora é pedir para Deus. Estamos trabalhando muito, e vamos pedir para que dê tudo certo, que a gente consiga alcançar nosso objetivo maior que é voltar para o Especial”, contou.
Direção da Colorado do Brás
Ka também revelou que, apesar da disputa acirrada, tiveram dois que a comissão julgadora ficou mais dividida. “A gente sabe que o samba 5 e o samba 1, foram os mais funcionais dentro da comunidade. Os dois que mais ficamos divididos realmente. Mas os quatro sambas escolhemos a dedo mesmo, tinham treze sambas, e falamos qualquer um dos quatro sambas tem condições totais de ir para a avenida. Então assim, fomos por detalhes, realmente, qual samba que tinha que mexer menos, qual samba que ia estar em uma crescente, o samba mais funcional e chegou no consenso no final, depois de muito tempo, você acompanhou, que era o samba 1 neste momento, o melhor para a escola”, completou.
A obra e a chegada na escola
O intérprete Léo do Cavaco, que está indo para o seu segundo Carnaval pela escola, também falou da dificuldade de escolher, mas enalteceu a obra, dizendo que é a essência da Colorado, com uma característica alegre.
“Foi um processo tranquilo e complicado ao mesmo tempo. Tranquilo pelo fato que tivemos grandes sambas, acredito que isso influenciou na qualidade da disputa. Conversando entre nós mesmos chegamos em um consenso que foi a escolha mais difícil que tivemos na escola, até em ano que eu não estava ainda. Mas o samba 1 tem muito a cara da escola, a cara da Colorado alegre, para frente, um samba valente. Os outros sambas também eram muito bons, então foi muito difícil escolher. Mas acredito que escolhemos o melhor, e se Deus quiser vai dar tudo certo”, disse.
Intérprete Léo do Cavaco
O cantor disse que a agremiação o recebeu muito e contou sobre as questões técnicas, visto que o carro de som será julgado a partir do próximo ano. “Muito boa, feliz, fui muito bem recebido no ano passado, depois de uma saída complicada da X-9. Em um momento que estava até pensando em parar de cantar, não esperava vir para o Colorado naquele momento e apareceu. Parecia que eu já cantava aqui há uns vinte anos. A escola me abraçou muito e eu também. E agora é isso, esse ano carro de som vai ser julgado em samba-enredo, então o trabalho aumenta, temos muita responsabilidade em garantir a nota do samba, fazer uma boa execução, interpretação. Então é isso, começar ensaiar com time de canto, ensaios no estúdio, quadra, de bateria, agora até o carnaval ninguém dorme mais”, declarou.
Acerola de Angola, mestre de bateria estreante na agremiação, está empolgado com o que está por vir. O profissional, que estava no Peruche, opinou sobre o samba e disse que venceu o seu favorito.
“Na minha opinião é o samba mais completo. Os quatro da final dava para chegar na avenida, mas na votação lá em cima a gente escolheu o melhor para a escola. Eu até tinha um diretor de bateria que gostava de outro samba. Mas assim, o samba não é para ele, para mim, presidente, diretor de harmonia e sim para a escola”, disse.
Acerola de Angola, mestre de bateria estreante na agremiação
O mestre falou sobre as disputas junto à comunidade. Foi na contramão das outras personalidades e revelou que é muito mais difícil fazer isso no dia do evento. “Eu costumo dizer que é mais difícil. Eu sou compositor e passo por isso também, porque nem sempre o que o samba ganha é o que o povo quer. Às vezes vence a vontade do povo, mas nem sempre é o melhor no decorrer do projeto, a escola sofre com dificuldades. Não é fácil”, opinou.
Após a escolha, sempre há a empolgação e o desejo de saber como a bateria irá se adaptar ao samba, ainda mais recente, que as bossas, apagões e paradinhas são tão corriqueiros no Carnaval paulistano, até pelas notas a serem atingidas.
Apresentação da parceria vencedora na Colorado
“O procedimento agora é estudar ele. É um enredo muito característico, tem um forró. Para quem não percebeu, tem uma parte que é do candomblé. Dá para fazer duas coisas no mesmo samba e isso nos dá liberdade de criar. Mas o processo é longo e normalmente a gente faz uma parte para o CD e depois vamos trabalhando com mais cuidado, dentro de um regulamento e avenida. A gente tem uma escola para carregar. Lá para outubro e novembro, as bossas estão prontas e vamos ensaiando até o dia do desfile”, contou Acerola.
O diretor de bateria aproveitou para agradecer a agremiação e mostrou ambição. Sente que o Colorado pode buscar o campeonato do Grupo de Acesso. “Eu gostaria de agradecer todo mundo. O presidente fala e eu concordo, pois realmente é uma escola de família. Tive apenas alguns contatos, apesar de estar ensaiando com a bateria. É muito bom estar aqui, a escola está com garra, quer subir e eu falei para o presidente que quero ser campeão e não apenas conquistar o acesso”, declarou.
Sentimento da vitória
É sempre importante ouvir o que os donos da obra têm a dizer. Afinal, eles são os responsáveis por toda a cantoria que as escolas promovem na avenida. É o hino que também irá inspirar fantasias e alegorias. Um dos compositores, Leandro Thomaz, falou sobre o sentimento de vencer a disputa no Colorado do Brás.
Dois compositores que fazem parte da parceria campeã na Colorado
“O que a gente viu aqui foi uma grande festa. A gente ficou muito honrado de alguma forma a ser coroado com nosso samba. Estamos encantados e parece que não caiu a nossa ficha. Depois que acabou a disputa dos quatro sambas, fiquei ali no meu canto preparado para tudo. Até porque a gente não sabe o que se passa na cabeça da diretoria. O samba é 70 ou 80% do desfile. São muitos fatores que passam pela cabeça de um júri que representa a comunidade. Quando essa comunidade acredita no nosso trabalho, não tem maior emoção. A gente pensou em um samba para envolver a comunidade e a arquibancada”, contou.
Leandro explicou detalhes técnicos do samba. Há de se observar, principalmente, a parte em que se cita o Nordeste. “A gente tentou juntar os elementos do enredo, do nordeste. Tentamos fazer uma melodia mais balanceada, que eu acredito que a gente tenta fazer em nossos sambas. Eu acho que a expressão é o ‘Arraiá do Brás’. A gente também usa o carinho, quando se fala da parte ‘Minha escola, Meu xodó’. Talvez tenha sido isso que tenha gerado essa identificação e alegria. Agradeço a todos os nossos parceiros e desejo parabéns aos nossos concorrentes pela grande disputa. Vai ter arraiá em fevereiro e eu estou muito feliz por isso”, explanou.
Leandro explicou detalhes técnicos do samba na Colorado
O compositor explicou a importância de ter uma final apresentada com samba ao vivo, pois para ele é onde tudo acontece, sendo uma simulação de ensaio. “Aqui foi a primeira vez em que o samba foi apresentado ao vivo. Do estúdio até a quadra aconteceu muita coisa. A gente já viu grandes sambas aclamados na internet que foram derrubados na quadra. É aqui que a magia acontece. A simulação do dia da avenida. Temos a bateria e cantores. A ansiedade nos acompanhou, mas que bom que fomos escolhidos. Acima de tudo vamos brincar, não tem coisa mais gostosa do que um arraiá, influência de ritmos e isso já deu samba”, completou.
A Colorado do Brás será a quinta agremiação a desfilar no domingo de Carnaval pelo Grupo de Acesso I. O enredo da escola para 2024 é intitulado como “Os encantos da raiz do Mancadaru”.
O Império Serrano apresentou neste sábado o enredo que vai apresentar em 2024: “Ilú-ọba Ọ̀yọ́: a gira dos ancestrais”. De autoria do carnavalesco Alex de Souza, o Reizinho de Madureira vai buscar o título da Série Ouro fazendo uma grande louvação aos orixás em forma de xirê.
Ilú-ọba Ọ̀yọ́ era o nome de um grande império que ocupava os locais onde hoje estão situados Nigéria, Togo e Benin, na África Ocidental. No período da diáspora, os filhos daquela terra transferiram seus cultos para o Brasil, onde recriaram suas tradições através de uma forma de religião, ao qual deram o nome de candomblé, na Bahia. Ele se popularizou e ganhou uma nova forma de rito com a união de todas as divindades no xirê, denominado no enredo como “gira dos ancestrais”.
Segundo o carnavalesco Alex de Souza, o tema vai mostrar a importância de cada orixá para determinada localização de Ilú-ọba Ọ̀yọ́. O artista destaca que o enredo será um grande encontro entre o Império Serrano e este Império Africano, que teve e tem grande influência na cultura e religiosidade do povo brasileiro.
“Esse enredo já é especial porque será a primeira vez que o Império Serrano vai abordar 100% um tema sobre a religiosidade africana e o culto aos orixás. Iremos levar à Sapucaí este Império Africano, onde cada divindade é embaixador de um certo local. Com a diáspora, o candomblé foi criado, cresceu e ganhou algumas particularidades em seus ritos, como o xirê, que é a gira em que todos os esses deuses estão unidos. E será essa ordem que iremos apresentar na Avenida, indo de Ogum à Oxalã, pedindo antes licença a Exu para que os caminhos sejam abertos. Veremos uma união entre Impérios de pele preta, retinta e cheios de fundamentos”, afirmou Alex de Souza.
Em 2024, o Império Serrano será a oitava escola a desfilar no sábado de carnaval, dia 10 de fevereiro, na Marquês de Sapucaí, visando o retorno ao Grupo Especial.
A Superliga Carnavalesca do Brasil iniciou na última sexta-feira uma série de visitas ao barracão alegorias das escolas de samba das séries Prata, Bronze e Avaliação, bem como as instalações do galpão onde elas ficam estacionadas. Estiveram presentes o presidente Pedro Silva e o diretor de operações, Helio Jose. Pedro comentou sobre sua impressão ao visitar o local.
Foto: Divulgação
“Cumprindo nossa agenda, conduzi, em companhia de nosso Diretor de Operações, uma visita técnica minuciosa para avaliar as instalações e infraestrutura do barracão de alegorias, um local crucial que, atualmente, atende cerca de 90% das escolas de samba que desfilam na Passarela do Povo. Estabelecemos um diálogo próximo com os profissionais que trabalham ali, ouvindo atentamente suas perspectivas e experiências, para compreender as necessidades, dificuldades, possíveis problemas e soluções envolvidas na operação. Essas informações serão essenciais para o planejamento não apenas da elaboração das alegorias dos desfiles, mas também para aperfeiçoar as ações relacionadas ao movimento dos carros antes e depois dos desfiles”.
A ação de hoje está prevista para acontecer mais vezes ao longo do ano, para que as escolas possam desenvolver seu carnaval com maior tranquilidade, minimizando os possíveis problemas com manutenção dos chassis, carpintaria, pintura e adereçamento, elevando, assim, a qualidade do espetáculo.
A Colorado do Brás teve uma reestruturação e voltou ao Grupo Especial em 2019, onde permaneceu até 2022, e o sentimento é que ficariam caso não fosse a punição recebida de 0,5 pontos por ‘merchandising’. Pois a agremiação recalcula rota e busca o retorno ao Grupo Especial que não foi possível em 2023, quando ficou na 5ª colocação do Acesso I. Neste domingo, a escola escolhe seu samba-enredo para o desfile de 2024.
Foto: Fábio Martins/CARNAVALESCO
O presidente Ka, conversou com o site CARNAVALESCO e fez uma breve avaliação sobre como a agremiação da região do Brás, região central de São Paulo, está sendo preparada para o carnaval de 2024.
“Na verdade, a gente vem de renovações, o Anselmo (carnavalesco) veio ano passado no meio do carnaval, não conseguiu fazer o projeto inteiro dele. Esse ano está pegando desde o começo, desde o enredo, escolhemos juntos o enredo. E também o Acerola que vem para renovar a bateria, o Allan ficou seis anos como mestre, teve uma passagem muito legal, significativa para a escola, mas acho que acabou o ciclo. E estamos em um projeto legal, o enredo é muito legal, esperar renovações, o jeito de ser julgado diferente, mas o carnaval está desse jeito, estamos trabalhando”.
A Colorado do Brás fez troca na Ritmo Responsa, saiu o mestre Allan Meira e entrou o Acerola de Angola, que estava na Unidos do Peruche. Assim como João Daniel assumiu a diretoria de harmonia, desta vez sem trabalho conjunto como vinha sendo feito. Foram as principais mudanças no time da agremiação e o presidente comentou sobre.
“O João (diretor de harmonia) já vinha junto com harmonia, ele fez com Ulisses, Diego, Jennifer e fez com a Jussara, acho que é o momento dele, vamos dizer assim, ter um lugar ao sol, tem que provar para nós que ele é capaz de fazer sozinho, no Acesso, é o momento dele. E o Acerola mesma coisa, muitas pessoas me procuraram, mas achei que o momento é do Acerola, conheço ele do carnaval, sei da competência dele. Realmente demos umas renovadas”.
Para 2024, a Colorado vai trazer o enredo “Os encantos da raiz do mandacaru” e já está em processo avançado de escolha do samba, com disputa aberta na agremiação. Na próxima semana, já acontecerá a final do samba.
“Estamos trabalhando já, desenhamos os carros, baianas, recebemos treze sambas que é um número bastante significativo, no acesso principalmente. Estamos felizes com o momento da escola. Chateados e um pouco frustrados com o resultado, lógico, não trabalhamos para isso. Mas vamos trabalhar de novo, já estamos trabalhando, e vamos em busca do nosso sonho que é voltar onde achamos que não merecíamos ter saído”.
O desfile da Colorado do Brás está marcado para o dia 11 de fevereiro, domingo de carnaval, sendo a quinta agremiação a entrar no Grupo de Acesso I, por volta de 1h da manhã.
Por Augusto Werneck e Raphael Lacerda. Fotos: Nelson Malfacini
O site CARNAVALESCO começa a apresentar as candidatas do concurso de Rainha do Carnaval 2024. As três primeiras são representantes do Engenho da Rainha, Acadêmicos de Jacarepaguá e Unidos de Lucas. Todas citaram estiveram presentes no sorteio para eliminatórias que aconteceu na última quarta-feira, no Sambódromo. A disputa começa em agosto na Cidade do Samba.
Evelin de Souza Ivo (@souzaevelin_): Engenho da Rainha – Série Prata
O que representa ser sambista? “Muito gratificante. É onde eu me sinto bem”.
Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Ser comunicativa, ter presença, dicção e representar o sonho de quem quer ocupar o cargo”.
Vitória Beatriz (@biaaa__marques) – Acadêmicos de Jacarepaguá – Série Prata
O que representa para ser sambista? “Tudo na minha vida”.
Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Caráter e não perder a essência”.
Thais Caroline (@Bombom_lyu) – Unidos de Lucas – Série Prata
O que representa ser sambista? “A nossa expressão, liberdade, diversão e felicidade”.
Quais os atributos que uma rainha do carnaval precisa ter? “Samba no pé, carisma e ser simpática”.
A União da Ilha faz neste sábado, a partir das 13h, a edição mensal da sua feijoada. A entrada é gratuita. A mesa é R$ 30 e a feijoada sai por R$ 30.
Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
A escola apresentará os sambas concorrentes para o Carnaval 2024. A Vila Isabel fará show como convidada. Além da própria Ilha, do Grupo Segue Aí, Dupla do Samba e muito mais.
Informações: 21 98009-8449 (venda de mesas) ou na secretaria da quadra, que fica na Estrada do Galeão 322, Cacuia, Ilha do Governador.
A União de Maricá vai lançar o seu enredo na próxima segunda-feira, a partir das 19h30, em sua quadra, no litoral fluminense. Preparando-se para desfilar pela Série Ouro, a escola produziu um curta-metragem de ficção para o anúncio do tema que irá apresentar em sua estreia na Marquês de Sapucaí, com direção do carnavalesco André Rodrigues e de Luciano Xavier.
Fotos: Divulgação
Com 60 profissionais sob a direção de Luciano e André, o filme é algo inédito no meio carnavalesco. Xavier leva ao set a experiência acumulada em projetos como o filme “Dona Flor e seus dois maridos” e novelas como “Império” e “Além do Tempo”, da TV Globo. Para ele, o curta será ainda mais especial para os poetas maricaenses:
“É um projeto inovador. Queremos fazer com que os compositores se inspirem através do filme que produzimos. Ele nada mais é do que uma fonte de inspiração. O nosso desejo é que eles mergulhem no universo que estamos mostrando no vídeo”, destacou Luciano, que completou:
“Podem esperar muita emoção neste filme. Emoção para os compositores, para a escola e para todos aqueles que assistirem. Espero que cada pessoa se sinta naquele lugar. É esse o tom que queremos dar, com um sentimento de carinho pelo samba”, afirmou.
Um dos integrantes do elenco do curta, o ator Fábio França também participou da idealização do projeto a convite de André Rodrigues. O artista frisou a importância do filme para cada um que esteve no projeto, atuando ou produzindo.
“Não foi um convite do nosso carnavalesco André, mas sim uma convocação. Me senti honrado. Conjugamos o verbo “Esperançar” em nosso set de filmagem. Pudemos refletir sobre vivências e perspectivas únicas da vida, dando voz às questões sociais, políticas e culturais enfrentadas pelos negros e moradores de áreas periféricas. Teremos um filme sensível, necessário e com um retoque rebuscado da nossa direção”, comentou Fábio.
O filme levará o nome do enredo que será divulgado na segunda-feira, às 19h30, na quadra da escola, na Rodovia Amaral Peixoto, nº 29024, em Maricá. A exibição será aberta ao público e contará também com a explanação do carnavalesco André Rodrigues.