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Confira como foi a primeira noite de mini desfiles do carnaval de Vitória

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Tamborins aquecidos! Na última sexta-feira, aconteceu a primeira noite do mini desfile das escolas de damba do Grupo Especial de Vitória. O evento inédito em solo capixaba foi realizado no Parque Tancredão, espaço próximo ao Sambão do Povo, local onde os desfiles oficiais são feitos. Novo Império, Boa Vista e MUG, do Grupo Especial, e a agremiação convidada, Andaraí, do Grupo de Acesso A, agitaram o público com os sambas-enredo de 2024.

Apesar do desfile não ser competitivo, as escolas mostraram que não estavam para brincadeira. Fantasias luxuosas, comissões de frente muito bem coreografadas e inovações durante o desfile foram o ponto alto da noite. Poucos erros cometidos deram um toque a mais de sofisticação. Se as escolas continuarem nessa linha no carnaval de 2024, grandes espetáculos estarão por vir. Confira o desempenho de cada agremiação por ordem de apresentação.

Andaraí

Primeira escola a pisar na avenida, a Andaraí, presidida por Thiago Bandeira, trouxe o enredo “Histórias que a vovó contava”, uma reedição do enredo de mesmo nome que a agremiação utilizou em 1991. Na releitura, o carnavalesco Marcelo Braga buscou algo qualificado e que mantivesse a característica da Venenosa. O samba-enredo também foi atualizado para que pareça mais moderno. Querendo o seu lugar no Grupo Especial de volta, a Andaraí apostou no brilho e no luxo durante todo o mini desfile.

As fantasias dos dois casais de mestre-sala e porta-bandeira chamaram a atenção com as enormes plumas e penas verde, rosa e laranja. Outro ponto interessante no desfile da venenosa foram as alas vestidas de elementos de histórias infantis, como bruxas e palhaços. Não podia faltar, é claro, a ala das crianças. Todas de verde, mostraram que desde cedo já têm samba no pé. Para finalizar, a agremiação levou para a pista a banda de congo Panela de Barro, de Goiabeiras/Vitória, grande símbolo da cultura capixaba.

Novo Império

Homenageando o município de Barra de São Francisco, localizado no noroeste do Espírito Santo, a Novo Império busca a oitava estrela com o enredo “Espírito guerreiro ancestral. Barra de São Francisco: a sentinela capixaba”. Presidida por Vlamir Oliveira e contando com Márcio Puluker como carnavalesco, a família imperiana agitou o Parque Tancredão desde a concentração com sua bateria inconfundível.

Segunda escola a entrar na avenida, Novo Império pediu passagem com um carro simples, contendo os símbolos da cidade homenageada, como o milho e o café. A comissão de frente sincronizada, que utilizou passos de balé durante a coreografia, prendeu a atenção do público. Sem muito luxo, tirando os destaques, toda a agremiação estava vestida com as cores da escola (branco, rosa e azul). As alas coreografadas da comunidade foram pontos de destaque, juntamente com a bateria, que fazia paradinhas para que o público pudesse bater palmas.

Boa Vista

Carregando a bandeira de Viana, cidade homenageada no enredo “Viana divinamente brasileira”, a Boa Vista foi a terceira escola a pisar na avenida. Presidida por Emerson Xumbrega, a escola de Cariacica renovou o contrato com o carnavalesco Robson Goulart e pretende ganhar a sétima estrela contando a história da cidade vizinha. Um dos destaques no desfile da Águia Furiosa foi a estreia da rainha de bateria Wenny Isa.

Utilizando fantasias do último carnaval, a comissão de frente abriu o desfile com muita animação e sincronicidade. O 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira, Bruno Simpatia e Vanessa Benitez, estavam vestidos luxuosamente de Jesus e Maria, captando a atenção de todos que estavam assistindo. A ala das baianas foi a mais animada de todas da noite. No início, a Boa Vista apresentou problemas ao empurrar o carro pede passagem, deixando-o em diagonal, porém, mesmo com alguns erros de evolução, a escola pode ser uma das favoritas para o Carnaval 2024.

MUG

Atual campeã do carnaval de Vitória, a Mocidade Unida da Glória trouxe novidades para o minidesfile, deixando o público boquiaberto. Com o enredo “Massena: um olhar em aquarela”, idealizado pelo carnavalesco Petterson Alves, a agremiação, presidida por Robertinho da MUG, pintou a avenida em aquarela e deixou claro que quer levar mais um título pra casa em 2024. Um dos destaques no desfile do Leão da Glória também foi a estreia da nova rainha de bateria Layla Bastos.

Desde a concentração, a energia da escola contagiou os foliões, que se surpreenderam ao ver a bateria abrir o desfile, ao invés da comissão de frente. Todos os componentes da bateria utilizavam fantasias de soldadinhos de chumbo. A comissão de frente, regida pelo carioca Marcelo Lages, também foi um dos destaques pela coreografia dinâmica e divertida, que trouxe a figura de Homero Massena para passear na avenida. O 1º casal de mestre-sala e porta=bandeira, Klaura Costa e Hudson Maia, esbanjou glamour nas fantasias elaboradas, repletas de penas, plumas e brilho. Porém, o 2º e 3º casal de M.S e P.B não utilizaram a mesma técnica e finalizaram o desfile da MUG com simplicidade.

Acompanhe o nosso esquenta com análises e entrevistas para final de samba da Porto da Pedra para o Carnaval 2024

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CARNAVALESCO visita Beija-Flor e analisa sambas concorrentes para o Carnaval 2024

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A equipe do site CARNAVALESCO esteve na quadra da Beija-Flor e acompanhou a primeira eliminatória com corte de samba, após a gravação das 10 parcerias na voz do intérprete Neguinho da Beija-Flor. Estaremos em todas etapas até a final no dia 05 de outubro, como faremos nas demais escolas do Grupo Especial. Abaixo, você confere os vídeos das apresentações da última quinta-feira. Nove seguem na disputa. A parceria de Picolé foi eliminada.

No próximo ano, a Beija-Flor será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, com o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor. * OUÇA AQUI OS SAMBAS DE 2024

Parceria de Nurynho Almawi: A primeira parceria da noite foi composta por Nurynho Almawi, João Fernandes, Marcio Oliveira, Professora Tania, Gylnei Bueno e Professora Marli Jane. A parceria contou com um número reduzido de torcedores, porém empolgados. Levaram uma faixa grande com dizeres da obra. O samba foi bem condizido por Dowglas Diniz, intérprete da Mangueira. Apesar da condução segura e potente dos cantores junto ao Dowglas Diniz, o samba não animou. O início do refrão de cabeça “Sou comunidade não dá pra negar” até jogava um pouco a galera para cima, mas logo depois caia. Um ponto alto do samba na apresentação foi a variação melódica na primeira parte “Quando em barcas distantes, um certo errante sente a maresia” se tornando prazeroso de ouvir. O samba não teve adesão dos segmentos da escola. Era possível ver um ou outro cantando o samba.

Parceria de Serginho Sumaré: O segundo samba da noite foi composto por Serginho Sumaré, Xande Ribeiro, Neilson Oliveira, André do Cavaco, Filipe Zizou e Ali Gringojabr. Apesar do número reduzido de torcedores, os que estavam lá estavam com o samba na ponta da língua e fizeram bonito. Evandro Malandro e Nino do Milênio formaram a dupla de intérpretes e fizeram bonito. O samba passou com o refrão principal bem e o segundo refrão que é fácil de cantar também muito bem. Porém, a obra caia tanto na primeira parte dele e também na segunda parte especialmente na quebra melódica em “na tribo de judá”. A parte “A corte Nilopolitana, chega exaltando” levantava a galera. Foi possivel notar alguns segmentos cantanto algumas partes do samba.

Parceria de Junior PQD: O terceiro samba da noite foi composto por Junior PQD, Rodrigo Tinta, Márcio França, Nando Souza, Robinho Donozo e JC Saraiva. A torcida começou dando um show trazendo Rás Gomguila e até fogo. Foi uma grande apresentação e encenação. O samba foi conduzido por Ronaldo, que pertence ao carro de som da Beija-Flor, e ele mostrou que tem muito talento, pois teve uma atuação bem segura e potente. O refrão principal animou os torcedores e algumas pessoas que estavam assistindo. Em compensação o segundo refrão não funcionou como o primeiro, talvez, pelo fato dele ser um pouco longo nos dois últimos versos. Um outro destaque na apresentação foi a cabeça do samba “Benedito nasceu destinado” até “ouviu memórias da cultura africana”. Alguns segmentos como as baianas, por exemplo, esboçavam alguma reação na apresentação do samba.

Parceria de Alencar de Oliveira: Chegou a vez do quarto samba que foi composto por Alencar de Oliveira, Léo de Oliveira, Serginho do Porto e Andre Fullgaz. A torcida do samba estava em um número reduzido, porém animada e cantando os refrãos da obra. Serginho do Porto conduziu de forma correta e pulsante e contou com o apoio de luxo de Lissandra. O ponto alto do samba foi sem dúvida o refrão do meio, embalado pela boa melodia. A primeira parte do samba caia e arrastava. A segunda parte do samba tinha uma melodia que facilitou o canto e foi bem superior a primeira. O samba não teve muita adesão dos segmentos e dos torcedores de fora da parceria.

Parceria de Moisés Silva: A gente parceria a se apresentar foi composto por Moises Silva, Eliezer Setton, Kadinho da Ilha, Almir Sereno, Marcelo 100 e Leo Berê. O samba contou com pouquissimos torcedores e foi condizido de forma bem e correta por Leonardo Bessa. A apresentação não pegou e foi morna. Apesas de excessivas repetições de “quem será” no refrão principal foi uma das partes mais cantadas por alguns integrantes da harmonia da escola. O ápise da apresentação foi sem dúvida o segundo refrão que contava com uma pegada maos divertida. Foi possivel notar alguns integrantes da harmonia cantarolando o samba.

Parceria de Junior Trindade: A sétima parceria a se apresentar foi composta por Junior Trindade, Rômulo Presidente, Gilberto Oliveira, Samir Trindade, Robinho, Thiago Portela. O samba contou uma imensa e apaixonada torcida e que fez muito barulho e empurrou a obra a todo momento. Wander Pires, Marquinho Art samba e Tiganá deram o recado e não deixaram cair o samba em nenhum momento. A cabeça da obra foi um dos principais destaques na apresentação. Outro grande destaque foi na variação melódica na segunda parte do samba no verso “Protegido por meu pai, pra xangô eu vou rezar” era notório a raça de todos cantando essa parte. O refrão principal, sem dúvida, foi de grande impacto, pois todos cantavam bastante. Outro ponto importante foi a chamada para o refrão de cabeça que foi uma avalanche na quadra “Não é delírio algum, a minha escola campeã de novo”. Foi possível notar alguns ssgmentos cantando o samba, como bateria, harmonia e baianas.

Parceria de Léo do Piso: Oitavo a se apresentar na noite dessa quinta foi composto por Léo do Piso, Diego Oliveira, Diogo Rosa, Julio Assis, Manolo e Wilson Tatá. A torcida da parceria foi avassaladora e empurrou demais o samba, contando com muitas crianças também. Tinga e Pitty mandaram bem demais e ainda contavam apoios fortes de TemTem Jr e Rafael Tinguinha. A apresentação começou muito forte e se manteve assim até o final. Contou com efeitos especiais em cada virada da obra. Os primeiros versos passaram muita força. Após a cabeça do samba tem uma virada melódica gostosa que ajudou para manter o excelente desempenho: “Vida é fieira, quem pode gongar”. Assim como na apresentação anterior, a parceria contava com o trunfo da chamada para o refrão principal “quem nasceu pra vencer não escolhe a missão, tem na veia a coragem e axé no coração”. O refrão principal foi excelente e muito cantado por todos ao redor. Foi possível notar alguns integrantes da bateria cantando bastante, além de algumas baianas e muitos diretores de harmonia.

Parceria de Sidney de Pilares: Penúltimo samba que se apresentou, a parceria foi composta por Sidney de Pilares, Jorginho Moreira, Orlando Ambrósio, Lico Monteiro, Claudio Gladiador e Ailson Picanço. A torcida também foi grande para a parcerka 39. Zé Paulo foi muito bem na condução do samba, contando com um time de apoios de respeito, como Thiago Acacio, intérprete do Arranco. O samba foi potente do início ao fim, empolgando os torcedores. Os compositores tiveram a sacada de trazer “Ê pajuçara! Ê pajuçara” duas vezes e deu certo na quadra, pois foi um dos pontos fortes da apresentação. O refrão de cabeça foi vibrante e passou bem demais na quadra. Foi possível notar alguns diretores de harmonia cantando o samba da parceria.

Parceria de Kirraizinho: Último samba da noite de quinta foi composto por Kirraizinho, Lucas Gringo, Wilsinho Paz, Venir Vieira, Marquinhos Beija-Flor e Dr Rogerio. A torcida também deu um show de animação, com algumas coreografias voltadas para o enredo. A animação não ficou só com a torcida, pois Emerson Dias, Igor Vianna e Charles Silva mandaram bem demais na condução do palco. A obra não tinha uma melodia tão fácil na primeira parte do samba e exigiu dos intérpretes que eles segurassem e foi o que aconteceu. O segundo refrão era muito bom e levantava a galera, pois era muito fácil de ser cantado. Na saída do segundo refrão tem um verso que não cabe na métrica “Gira-mundo feito pião que gonguila do jeito”. Mas isso não apagou a apresentação da parceria que foi boa. Vale citar a frase de efeito que embala o início do refrão de cabeça “Aqui é Beija-Flor doa a quem doer”. Alguns diretores de harmonia cantavam o samba mesmo que de forma tímida, mas cantavam.

Orádia Porciúncula representa em arte safra de sambas da Mangueira e Salgueiro

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A safra de sambas-enredo da Mangueira e do Salgueiro está no ar. Os lançamentos foram na semana passada. A ilustadora Orádia Porciúncula preparou uma arte especial para a ocasião.

Alcione, além de cantora e compositora divina, é trompetista. Esse instrumento bem como suas vestes se misturam com o manifesto Yanomami, entre folhas e símbolos. Mangueira exata sua raiz e Salgueiro ecoa a voz da pele vermelha“, disse Orádia Porciúncula.

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Ouça todos os sambas concorrentes da Mangueira para o Carnaval 2024

Ouça os sambas concorrentes do Salgueiro para o Carnaval 2024

Carros alegóricos podem ser obrigados a ter sirenes para sinalizar manobras e evitar acidentes

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em primeira discussão, nesta quinta-feira, o Projeto de Lei 5.845/22, do deputado Carlos Macedo (REP), que obriga a instalação de sinalizadores sonoros e visuais para alerta em 360º de carros alegóricos das escolas de samba de carnaval. O texto ainda precisa ser votado em segunda discussão pela Casa.

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Foto: Vitor Melo/Divulgação Rio Carnaval

A obrigatoriedade vale para carros que tenham mais de 50 m² de área ou motorizados. A sinalização deverá ser operada por profissionais capacitados, que deverão dispor de equipamentos de proteção. Os sinalizadores deverão ser utilizados durante as manobras no trânsito, exceto durante o desfile.

No momento da concentração e da dispersão, os carros deverão ser escoltados por profissionais de segurança, para que impeçam a aproximação de pessoas que não estejam envolvidas na locomoção dos veículos. Caso o carro não tenha a sirene, ele não poderá participar do desfile. A proposta, caso sancionada, precisa da regulamentação do Executivo.

O projeto foi proposto após o acidente com carro alegórico que matou Raquel Antunes da Silva, uma menina de 11 anos, na dispersão do Sambódromo no Carnaval de 2022. “No momento da manobra, não havia sinalização de alerta ou segurança adequada para que fosse evitado o acidente”, comentou Macedo.

Ouça o samba-enredo da Tom Maior para o Carnaval 2024

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Enredo: Aysú: Uma História de Amor
Compositores: Gui Cruz, Turko, Portuga, Rafa do Cavaco, Imperial, Fabio Souza, Anderson, William Tadeu e Vitor Gabriel
Intérpretes: Keilla Regina e Igor Sorriso

Lá pelas matas juremá
São caminhos de Rudá, divino senhor
É flecha certeira no peito
Anahi, um sentimento que Monã me entregou
Ressoa em mim, supremo dom em cada alvorecer
O som da paz compõe o meu viver
No coração da aldeia, sonha um curumim
Guaracy iluminou lendas que o tempo ensinou
O erro e a dor são o destino
De quem foge do amor

NUMIÁ… ARAPIÁ
A SEDE DO PODER QUE CEGA O OLHAR
OH DEUS TUPÃ, EM SEU AFÃ
VÊ NAS SETE DEUSAS, TODA FORMA DE AMAR

Quando a luz do dia no Yby se apagou
A Noite, um mistério de Guarandirô
Boiuna lança a jovem pro abismo da saudade
Abaeté, meu nome é coragem
Levado em um sopro de esperança
Desafio a solidão da eternidade
No meu silêncio vejo o caos, destruição
Os Karaíbas sangrando esse chão
Mas do meu pranto renasce o amanhã
Despertando nos braços de cunhã

ECOA NA ALDEIA, UM CANTO PARAJÁ
EM TOM MAIOR, BATE O MEU MANGARÁ
É AYSU QUANDO VEJO O SEU SORRISO
YBIMARÃ, MEU SONHADO PARAÍSO

Marcus Ferreira garante entrega total na Mocidade e diz que enredo para o Carnaval 2024 é sensorial, alegre e leve

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Um enredo sensorial, alegre, leve e que retrata a tropicalidade brasileira. Assim o carnavalesco Marcus Ferreira definiu a proposta da Mocidade Independente de Padre Miguel em levar o “Pede caju que dou…Pé de caju que dá” para a Passarela do Samba no próximo carnaval. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, durante a primeira feijoada da escola de Padre Miguel, que ocorreu no último domingo, ele explicou a mensagem que o enredo planeja transmitir e falou sobre a expectativa para 2024. Segundo o artista, a proposta da Mocidade é iniciar a segunda-feira de carnaval com uma mensagem de alegria.

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Carnavalesco Marcus Ferreira com a comissão da Mocidade. Foto: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

“Acredito que no ano passado a escola não se motivou muito na Avenida. Vamos desfilar numa posição quente, que é abrir a segunda-feira. E eu adoro. Primeira vez que um dos meus trabalhos vai passar na segunda-feira. A alegria não pode deixar de fazer parte do nosso convívio. Olhar para o que realmente é nosso, o que realmente faz parte da nossa terra”, explicou Marcus.

“O caju é uma fruta tipicamente brasileira e foi um dos primeiros tesouros levados pela caravela de Cabral para frutificar aí pelo mundo. É uma fruta que é muito a imagem do que é ser brasileiro. Ela é voluptuosa, promove várias sensações. A gente vai ter um enredo muito sensorial, de paladares, cores e que é muito pertinente na trajetória e na história da Mocidade”, completou.

Marcus Ferreira contou que a proposta do enredo surgiu durante as férias, quando pesquisava sobre uma outra ideia. Segundo o carnavalesco, a agremiação tinha o desejo de abrir a segunda-feira de carnaval com um tema leve.

“Surgiu na praia. Eu estava lendo uma outra proposta que a gente tinha e levei alguns artigos pra ler durante as minhas férias. Daí eu passei a enxergar o caju no nosso cotidiano. De imediato eu peguei o celular e fui ver o que essa fruta daria como enredo, como identidade da escola – a Mocidade tem esse perfil tropicalista e de brasilidade. E também é um pouco atrelado com enredos que eu já desenvolvi no Carnaval na minha trajetória. A gente sentiu a necessidade de trazer um tema leve e jovial para a gente abrir muito bem essa segunda-feira de carnaval”, detalhou.

Questionado sobre o que pode prometer para o torcedor independente, o carnavalesco enfatizou que dará o seu melhor pelo carnaval da Mocidade. Marcus disse que ficou feliz com a receptividade que a comunidade teve com o enredo.

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“Bom, a minha entrega total. Eu acho que esse enredo foi pensado justamente para o momento atual do Carnaval da escola. A gente queria transmitir um pouco dessa alegria, dessa leveza que o Carnaval carioca tanto necessita e às vezes a gente fica muito preso à questão do julgamento. É claro, a gente tem que pensar no técnico, mas eu acho que o fator principal é a alegria que não pode faltar. A gente está muito feliz com a recepção que o nosso enredo teve por parte do público do Carnaval. Eu acho que já é o início que está motivando bastante a escola para esse projeto”, disse o carnavalesco da Mocidade.

Confiante para o carnaval de 2024, Marcus contou que a confiança e o carinho que recebeu da Mocidade Indenpendente de Padre Miguel fizeram com que ele permanecesse no comando do carnaval da agremiação.

“O carinho como eu fui tratado. Acho que a Mocidade entendeu, também, que eu tenho muito a acrescentar na história da escola e acreditam no meu potencial carnavalesco. Isso me fez ficar. É isso: é a gente fazer o balanço do que não deu certo. Para este ano eu estou com uma perspectiva muito positiva sobre esse início de projeto. A gente, em tudo, tem conversado muito. Acho que a Mocidade precisou acordar assim para que a gente conseguisse fazer agora um Carnaval a altura da escola”, revelou Marcus.

Balanço de 2023

O carnavalesco fez um balanço do último carnaval da agremiação de Padre Miguel. Um senso comum na comunidade independente, para ele, agora é olhar para frente e pensar em fazer um bom desfile em 2024.

“Um carnaval que a gente sabe que a Mocidade não foi bem. Aceitei como profissional e dei o meu melhor pela escola para que ela desfilasse dignamente. Agora é retomar essa chama neste carnaval para que a Mocidade venha forte para disputar as primeiras colocações”, pontuou Marcus.

Com o enredo “Pede caju que dou…Pé de caju que dá”, a Mocidade Independente de Padre Miguel vai abrir a segunda-feira de carnaval carioca em 2024.

Milton Cunha faz no domingo a oitava edição do Baile Glam

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O pré-carnaval carioca terá mais um grande evento no fim de semana rendendo homenagens a grandes figuras da maior festa popular a céu aberto do país. A oitava edição do Baile Glam, festa realizada por Milton Cunha, no domingo, na quadra da Vila Isabel, resgata a atmosfera do luxo e do glamour dos antigos concursos de fantasia, através do desfile dos principais destaques de luxo do carnaval, que exibirão seus trajes na quadra da com entrada franca a partir das 17h.

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Além de manter viva a atmosfera de requinte que envolve estes personagens, Milton aproveita para celebrar a existência de grandes nomes que fizeram a história dos desfiles ultrapassar as fronteiras nacionais através do belíssimo trabalho desempenhado por nomes como Haroldo Costa e Rosa Magalhães, eleitos rei e rainha do baile desta edição.

A presença maciça de destaques, reis, rainhas de bateria, musos e musas da folia, além da Corte do Carnaval, está confirmada no evento que tem patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, com apoio da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e da Rio Carnaval.

Como já é tradição do Baile Glam, a cada edição, uma personalidade do segmento dá nome à celebração e, este ano, a homenageada é Iracema Pinto, que escreveu seu nome na galeria de destaques dos Acadêmicos do Salgueiro por quase meio século.

Nascida em 1941, Iracema Pinto deixou sua marca no mundo do samba ao fazer sua estreia triunfante na vermelha e branca em 1973. Sua primeira aparição foi na Ala dos Estudantes, a mais antiga e tradicional da escola onde demonstrou sua paixão contagiante pelo Carnaval e por seu Torrão Amado.

Já em 1974, desfilou como destaque de ala, atraindo os olhares admirados dos espectadores e dos colegas foliões. No Carnaval de 1975, Iracema ganhou ainda mais destaque ao integrar a ala de Max Lopes, o célebre carnavalesco que também presidia uma das alas da escola. Sua chegada ao grupo de destaques aconteceu neste mesmo ano quando desempenhou o papel de uma das mulheres que compunham a corte do Rei Salomão, uma interpretação magistral trazida à vida pelo icônico Jésus Henrique. Essa atuação singular marcou a estreia de Iracema como destaque, coincidindo com a conquista do bicampeonato da escola.

Em 1996, ela desfilou pela última vez como destaque, deixando uma trajetória brilhante nas passarelas do Carnaval. Com a mesma dedicação e comprometimento que exerceu ao longo de sua trajetória como destaque de luxo assumiu a presidência dos Destaques do Salgueiro, uma posição de honra que ela ocupou com orgulho e devoção até seu falecimento em 2019.

Sua história é um testemunho vivo do amor apaixonado pelo Carnaval, da dedicação à cultura brasileira e do papel fundamental que os destaques desempenham na criação de memórias inesquecíveis no carnaval das escolas de samba.

A festa terá apresentação do trio formado por Milton Cunha, Laiza Bastos e Meime dos Brilhos e o show ficará por conta do GRUPO SER, levando o que há de melhor nos sambas de enredo que marcaram a história do Carnaval

Serviço: VIII Baile Glam
Data: 27 de agosto
Horário: a partir das 17h
Local: Quadra da Unidos de Vila Isabel
Entrada Franca
Classificação Livre
Atrações: desfiles dos destaques e grupo SER

Império da Tijuca inicia eliminatórias de samba-enredo nesta sexta na quadra da Unidos da Tijuca

A quadra da Unidos da Tijuca será palco do concurso de samba-enredo do Império da Tijuca. A agremiação da comunidade da Formiga, realizará a partir desta sexta-feira, 25 de agosto, as eliminatórias de samba-enredo para o Carnaval 2024 na quadra da escola do Borel, sua comunidade vizinha. A disputa acontece na quadra da coirmã, localizada no Sant Cristo com entrada franca até às 22h.

Com um calendário enxuto, a escola definirá o samba que levará para a Marquês de Sapucaí em apenas três datas. A apresentação dos sambas concorrentes acontece dia 25 de agosto, a semifinal será realizada dia 1º de setembro e a grande final acontecerá na véspera do feriado da Independência do Brasil, como tradição. Todas as três etapas serão realizadas a partir das 21h.

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Cinco parcerias de compositores estão no concurso que elegerá a trilha sonora que embalará o enredo “Sou Lia de Itamaracá curando a vida na beira do mar” de autoria e desenvolvimento do carnavalesco Junior Pernambucano. Cada parceria se apresentará em 2 passadas sem bateria e 6 passadas acompanhados da bateria Sinfonia Imperial de mestre Jordan.

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Além das musas que já compõem o desfile da escola, uma representante da comunidade será a Musa Imperial e brilhará em lugar de destaque no próximo desfile. A seleção acontecerá juntamente com as eliminatórias de samba-enredo. A grande final será no dia 6 de setembro.

A quadra da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. A entrada é gratuita até as 22h30. Após, R$ 15,00.

Serviço:
Concurso de Samba-Enredo e Musa Imperial – Carnaval 2024
Dia: 25 de agosto (sexta)
Horário: A partir das 21h
Local: Quadra da Unidos da Tijuca – Avenida Francisco Bicalho n° 47 – Santo Cristo.
Valor da entrada: Franca até 22h30 e R$ 15 (após 22h30)
Mesa para 4 pessoas: R$ 80,00 (vendas: 98195-6363)

Conheça Thuane Werneck, finalista do concurso de Rainha do Carnaval

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A técnica de enfermagem e mediadora escolar Thuane de Oliveira Rozario Werneck Maria Ribeiro, de 26 anos, está entre as dez finalistas do concurso que irá eleger a Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Representante do Império da Tijuca na competição, a beldade é oriunda do projeto social Rio H2k Viaduto de Madureira, que traz a mistura do samba com as danças urbanas, e começou sua trajetória na folia na Herdeiros da Vila. Há dois anos, ingressou na verde e branca da Tijuca, onde realizou o sonho de ser passista. Após garantir uma vaga na decisão pela coroa na Corte momesca, a candidata conversou com o site CARNAVALESCO e respondeu uma bateria de perguntas.

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Fotos: Luciola Villela/Riotur

A grande final do concurso para Rainha do Carnaval irá acontecer no dia 01º de setembro, na Cidade do Samba, e assim como nas outras etapas o evento terá entrada totalmente gratuita. A vencedora, além do título e da coroa, levará para casa um prêmio de R$ 45 mil. Já a segunda e terceira colocadas escolhidas pelo júri e por meio do voto popular serão nomeadas Princesas e irão faturar a quantia de R$ 32.500 cada. Confira abaixo a entrevista completa.

CARNAVALESCO: O que representa para você estar na final do concurso?

Thuane Werneck: “Representa muita luta. Na semifinal, eu fiquei com vontade de desistir, porque só a gente que está dentro do concurso sabe o que passamos, o que sentimos e as dificuldades que enfrentamos para estar naquele palco. Então, para mim, chegar na final é fruto de determinação, muito trabalho, muito estudo e muita correria também”.

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CARNAVALESCO: Já tem uma ideia de como será sua fantasia para final?

Thuane Werneck: “Tudo é muito novo na minha vida, é um mundo que ainda estou conhecendo. Quanto a minha fantasia da final, isso está sendo decidido esta semana, então é surpresa até para mim ainda. Noção eu tenho, um pouco da ideia de como vai ser e deve ficar, mas a gente deixa aquele arzinho de suspense, de segredo”.

CARNAVALESCO: Qual foi o melhor momento da disputa até agora e o mais difícil?

Thuane Werneck: “Positivamente, o que mais me marcou foi a união que eu encontrei aqui. Eu achei que seria um clima diferente e me surpreendeu muito a irmandade entre as meninas, a humildade delas e o trabalho em conjunto que a gente conseguiu desenvolver. Já negativamente, é mais a questão de horário mesmo, porque a gente tem uma vida corrida, adulto funcional, então isso tudo acaba mexendo um pouco com a rotina. A gente não consegue ficar com a família, mas tudo é em busca da coroa maior, portanto está valendo a pena”.

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CARNAVALESCO: Como conseguiu conciliar a rotina do concurso com a vida normal?

Thuane Werneck: “Ter uma agenda, um planejamento é fundamental. A gente vai tentando encaixar o que é mais importante, fazendo escala do maior para o menor e vai tentando dar conta de tudo. Enfim, mulher brasileira, né? A gente consegue com um certo jeitinho dar conta do recado”.

CARNAVALESCO: O que pretende fazer de preparação até a final?

Thuane Werneck: “Então, existe toda essa questão estética e corporal, que a gente já trabalha até fora do concurso mesmo. O que pesa na preparação é o estudo para estar aqui. Para final, pretendo trabalhar bastante o espiritual, energia, fazer uma meditação, para conseguir chegar no dia 01º de setembro e entregar um trabalho bem bonito, bem bacana”.

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CARNAVALESCO: Qual sua opinião sobre os comentários de internet que criticam algumas candidatas que fazem passos marcados e sambam no estilo “tiktok”?

Thuane Werneck: “O samba, ao longo do tempo, veio se modificando. Antigamente, a gente tinha aquele modelo padrão de samba, só que hoje em dia, se você for parar para analisar, uma ala de passista vai ver que isso não existe mais. Assim, são vários corpos diferentes, várias vivências e histórias distintas, então não tem como a gente padronizar uma coisa que não é igual, não tem como ser. A beleza do samba no pé está realmente nisso de não ser igual, ter a essência de cada uma. Eu mesmo misturo muito o samba com as danças urbanas, porque eu vim do samba desde nova, mas em uma parte da vida eu mesclei com outros ritmos e essa é a essência que eu carrego no meu samba. Me orgulho muito disso”.

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CARNAVALESCO: Se ganhar, o que fará com o prêmio de R$ 45 mil?

Thuane Werneck: “Com certeza esse dinheiro já tem destino e o primeiro deles é pagar contas. Mas quero dar ênfase também nessa parte de estudo. Quero entrar na faculdade e realizar meu sonho. Hoje em dia, eu trabalho, mas infelizmente ainda não tenho um salário que eu consiga arcar com uma faculdade. Principalmente, uma do curso que eu desejo, que é Medicina. Porém, sigo acreditando que eu vou conseguir”.