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Mocidade aproveita sucesso do samba de 2024, conquista fãs nas redes e coloca Castorzinho ensinando o passinho do caju

Em um clima especial após o anúncio do samba-enredo campeão para o Carnaval 2024 a Mocidade Independente de Padre Miguel vem trabalhando com perfeição a divulgação da obra sobre o enredo “Pede caju que dou… Pé de caju que dá!”, desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Ferreira. A obra dos compositores Diego Nicolau, Paulinho Mocidade, Marcelo Adnet, Richard Valença, Orlando Ambrosio, Gigi da Estiva, Lico Monteiro e Cabeça do Ajax, com as participações especiais de Márcio de Deus e W. Corrêa estimulou a equipe digital da Verde e Branco que atua ativamente nas redes sociais.

“O impacto é extremamente positivo porque o samba encaixa perfeitamente na nossa estratégia de comunicação. Nossa intenção é levar a energia do samba para todas as nossas ações até o desfile. Vai ser uma overdose saborosa de caju. A partir do momento que o samba foi escolhido, ainda na manhã de domingo, já começamos toda estratégia de divulgação. Começamos pelo vídeo do Adnet dançando que viralizou e todo dia de lá pra cá inserindo alguma ação que tenha link com nosso samba. Dentro do plano, nós vamos trabalhar ele massivamente até o carnaval. Acreditamos muito na força que ele tem para ‘furar a bolha’. E nos eventos de maior impacto seguir criando campanhas específicas, como o ensaio técnico, que aliás já temos um plano para o novo LollaMacoomba e PermamBahia. Os Independentes podem esperar uma farofa muito gostosa nas interações com eles durante esse período”, prometeu Bryan Clem, diretor de marketing.

Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Agora, a novidade fica por conta do Castorzinho, mascote da escola, dançando o passinho do samba de 2024 em ritmo de funk. O diretor de marketing da Mocidade explica a proposta. “A ideia surgiu ainda no after do anúncio. A nossa escola prepara uma festa pós samba e lá tocamos a versão com um funk improvisada. Agora é fomentar usando nosso personagem Castorzinho para aproximar ainda o público do samba. O Independente pode esperar que teremos todo mês uma novidade com a nossa obra. Vamos levar alegria através desta letra”.

Perguntado sobre a referência para o presidente Lula no samba, no verso para Luiz Inácio, o diretor da Mocidade fez mistério. “O samba tem diversas citações que usaremos em ações comerciais e institucionais até o carnaval. Não podemos dar spoilers por aqui, mas pode esperar que vamos tentar executar tudo que estamos planejando para esse e outros tópicos da nossa obra”.

Confira abaixo o papo com o intérprete Zé Paulo sobre o samba de 2024

De que forma esse apoio, mais uma vez, dos torcedores impacta em você na hora de conduzir o samba?

Zé Paulo: “Acho que o apoio, da comunidade, de qualquer escola de samba, é a engrenagem principal pra que as coisas caminhem da melhor forma possível. Estou muito feliz na Mocidade, parece que estou lá ha muito tempo. Foi um casamento perfeito, tanto para Mocidade, quanto pra mim, são viradas de chave, novos rumos, e eu estou muito feliz, com muita vontade. A escola também está com essa vontade, não está satisfeita com o que aconteceu no carnaval de 2023, sabe dos erros que cometeu e acho que esse é o primeiro passo para que conserte esses erros, entender, assumir e saber onde foi que errou. A comunidade é imprescindível em qualquer lugar que você esteja. E, na Mocidade, principalmente, por ter uma comunidade tão participativa, tão apaixonada, e que te carrega mesmo no colo. Me sinto hoje um independente, um louco de paixão, no sentido da palavra mesmo, e é por isso que as coisas estão fluindo bem e vão continuar fluindo, porque o meu jeito de trabalhar é esse, perto da comunidade, eu gosto de estar no meio deles, gosto de vê-los, de saber quais são as demandas deles, no que eu puder ajudar também estou para ajudar, e é assim que eu faço. Também posso ser um elo de comunicação da comunidade com a direção da escola, é uma coisa que eu gosto de fazer, de estar presente no dia a dia da escola, no barracão, dia a dia da comunidade, atendendo as pessoas da melhor maneira possível. Tenho certeza que isso aí é o principal ingrediente dessa receita”.

Você fala em trazer a alegria de volta ao carnaval, mas isso quer dizer que sambas mais densos e políticos morreram e agora pode ser um novo ciclo?

Zé Paulo: “Não quer dizer que o enredo mais leve não tenha profundidade, seriedade e o caju é a prova disso. É um enredo leve e que foi conduzido de forma leve pelo Marcus Ferreira e pelo Fabato, mas cheio de conteúdo saboroso, carnudo, como diz a propaganda do samba. E foi digerido glote a baixo pelos compositores, com muita maestria, principalmente, pelo samba vencedor que soube retirar desse grande enredo o puro suco do fruto do nosso amor que é o caju e a Mocidade, que é a cara do Brasil. Não quer dizer que os enredos densos não tenham popularidade e que os enredos sérios não sejam populares. Vide Beija-Flor 2018, Mangueira 2019, Grande Rio 2022 e tantos outros. Eu acho que a popularidade está na construção. A Mocidade, na minha opinião, fez um golaço na escolha do enredo, na forma que conduziu o enredo. Muitos até criticaram, duvidaram, mas a qualidade dos sambas provou que o enredo é muito bom. A gente tinha quatro sambas sambas com muita capacidade de escolha da Mocidade. O samba escolhido foi uma catarse na quadra. A gente tem que deixar isso bem frisado, que foi um verdadeiro abraço da comunidade. O mundo do samba também começou a abraçar o samb. Isso que falta para o carnaval e um pouco mais de divulgação dos sambas que a gente que está tentando, trabalhando muito para que isso aconteça, fazendo de várias formas, com várias ações. A Mocidade deu um passo gigantesco para que a gente possa ter samba com a cara do povo. Agora é trabalhar muito, muito, porque a gente já viu os sambas serem ovacionados, chegar no desfile e não renderem. A gente tem muito trabalho pela frente. Temos que fazer nossa parte, que é ensaiar bastante, fazer com que a comunidade cante cada vez mais. Acho que tudo é muito bom, tudo é muito positivo, desde que feito da melhor maneira possível. Temos espaço para todos, mas hoje eu sinto a falta desse samba popular. Acho que esse é o caminho, um caminho de resgate. Dentro do carnaval, hoje, os enredos com mais densidade, já estão fincados na história e também tem muita propriedade para fazer grandes desfiles e se tornarem premiados e campeões do carnaval”.

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