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Paraíso do Tuiuti abre inscrições para quem quer desfilar no próximo carnaval

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O Paraíso do Tuiuti inicia no dia 4 de setembro as inscrições para os interessados em desfilar nas alas da escola. O cadastramento será feito sempre às segundas, a partir das 19h, na quadra da agremiação. Os primeiros 500 inscritos irão pagar apenas R$ 50 na taxa de matrícula, já com direito a camisa do enredo e carteirinha. Os interessados devem levar documentos básicos, como RG, CPF, e uma foto 3×4.

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

Logo após o cadastro, a partir das 21h, a agremiação realiza os ensaios de canto com o samba do Carnaval 2024. Os tradicionais ensaios de rua da azul e amarela começam em outubro.

No próximo ano, o Tuiuti vai desfilar com enredo “Glória ao Almirante Negro!”, uma homenagem ao João Cândido, marinheiro brasileiro que atuou na liderança da Revolta da Chibata. A escola será a quinta a desfilar na segunda-feira de Carnaval.

A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33, no bairro de São Cristóvão.

Viradouro recebe Grande Rio no próximo domingo

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A próxima edição da Feijoada da Viradouro, no domingo que vem, 3 de setembro, terá como convidada a Acadêmicos do Grande Rio. O encontro das agremiações na quadra da Vermelha e Branca, em Niterói, terá shows das duas escolas com seus principais segmentos, entre eles as baterias dos mestres Ciça e Fafá, e os intérpretes Wander Pires e Evandro Malandro. Na programação musical, estão incluídos também DJ Natinho Negrada e o grupo Remandiola.

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Foto: Divulgação

O evento começa às 14h e a entrada é franca. O prato de feijoada, servido até as 17h, custa R$ 25. Informações sobre reservas de mesas e camarotes podem ser obtidas através do telefone (21) 2828-0658. A quadra da Viradouro fica na Avenida do Contorno, 16, no Barreto. A classificação etária é 6 anos, com menores acompanhados por responsáveis.

Feijoada da Viradouro com presença da Grande Rio
Data: 03/09
Horário: 14h
Endereço: Avenida do Contorno, 16, Barreto, Niterói
Entrada franca
Prato de feijoada (servido até 17h): R$25
Informações e reservas de mesas e camarotes – (21) 2828-0658
Classificação etária: 06 anos, com menores acompanhados por responsáveis.

Com protótipos prontos, Alex de Souza promete o Império Serrano multicolorido em 2024

O Império Serrano finalizou mais uma etapa fundamental no processo de construção do Carnaval 2024, quando vai buscar o título da Série Ouro e o retorno ao Grupo Especial. Sob o comando do carnavalesco Alex de Souza, a escola concluiu a confecção dos protótipos do enredo “Ilú-ọba Ọ̀yọ́: a gira dos ancestrais” e vai seguir para a reprodução das fantasias. O artista, que assina pelo segundo o desfile do Reizinho de Madureira, garantiu que o projeto cromático será completamente diferente do que já foi visto na escola.

Foto: Emerson Pereira/Divulgação Império Serrano

“Terminamos mais uma etapa do carnaval de 2024, encerrando os protótipos. Ano passado, disse que nós teríamos mil tons de verde. Desta vez, por causa do enredo, naturalmente, o Império virá muito colorido, com cada cor representando uma entidade, um orixá. A gente vai ver uma escola totalmente diferente, não só do ano passado, como da história mais recente. Vai ser um desfile de muita energia, vibração e muito colorido porque a gente pretende encerrar a Série Ouro com chave de ouro”, garantiu Alex.

O diretor de carnaval Jeferson Carlos frisou que as fantasias do Império Serrano serão leves, destacando que todo o trabalho vem sendo realizado dentro do planejamento estipulado pela escola.

“O protótipo é um processo muito importante na confecção do nosso Carnaval. Conseguimos fazer tudo dentro do prazo estabelecido e tenho certeza que os imperianos irão adorar as nossas fantasias, que estão leves e coloridas. Acho que o nosso desfile promete bastante e vamos seguir o passo a passo, com tudo dentro do cronograma”, ressaltou o diretor.

Em 2024, o Império Serrano será a 8ª escola a desfilar no segundo dia de desfiles da Série Ouro, em 10 de fevereiro, sábado, na Marquês de Sapucaí, fazendo uma grande louvação aos orixás em forma de xirê.

Confira como foi a segunda noite de mini desfiles do carnaval de Vitória

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Foi realizado no último sábado a segunda e última noite do mini desfile das escolas de samba do Grupo Especial de Vitória. As agremiações Pega No Samba, Chegou O Que Faltava, Unidos da Piedade e Jucutuquara desfilaram debaixo de chuva, que mudou de intensidade várias vezes ao longo da noite. Porém, o pé d’água não desanimou os foliões que vibravam a cada nova escola na avenida.

Mais uma vez as agremiações mostraram que não estavam para brincadeira. Levaram o mini desfile a sério e trouxeram para a pista fantasias luxuosas, coreografias sofisticadas e ideias inovadoras. Erros de evolução foram notados em grande parte das apresentações, mas isso não alterou a percepção positiva do público. Confira o desempenho de cada agremiação por ordem de apresentação.

Pega No Samba

A Locomotiva, presidida por Dannilo Amon, abriu a segunda noite de mini desfiles de um jeito diferente: a bateria. A agremiação conta com o trabalho do carnavalesco Orlando Júnior e apresentou o enredo “Pérolas do deserto”. Pela ironia do destino, a escola trouxe chuva para a avenida. Investindo em alas coreografadas bem definidas e sincronizadas, a Pega No Samba mostrou porque merece estar no Grupo Especial e que veio para ficar.

A comissão de frente, do coreógrafo Mauro Marques, fez uma performance dinâmica e de passos complexos. Chamou a atenção do público. O 1º casal de mestre sala e porta bandeira, Max Dutra e Grasielly Cardoso, desfilaram em grande estilo. A ala das baianas estavam com fantasias simples, mas apostaram na animação para deixar o espetáculo ainda mais bonito. Os destaques luxuosos da Locomotiva também se tornaram pontos altos no desfile.

Chegou O Que Faltava

A escola de Goiabeiras mostrou que vai brigar firmemente pelo título em 2024. Presidida por Rafael Cavalieri, a Chegou O Que Faltava apresentou o enredo “Bravo! Abram-se as cortinas. O Glória em cena” que homenageia o Centro Cultural Sesc Glória, símbolo da cultura capixaba. Apostando em fantasias luxuosas, a agremiação levou para a avenida todas as alas fantasiadas e, quase todas elas, coreografadas.

A comissão de frente do coreógrafo e carnavalesco Jorge Mayko trouxe passos sofisticados e dinâmicos. O carro pede passagem continha uma coroa dourada, símbolo da escola, em movimento. O 1º casal de mestre sala e porta bandeira, Kleyson Faria e Amanda Ribeiro, cativou o público. As baianas mais animadas da noite foram da Chegou, que não escondiam a satisfação de estarem de volta na avenida. A Rainha de Bateria Jamila Alvarenga esbanjou carisma vestida de azul pastel da cabeça aos pés. Para finalizar, a escola trouxe a banda de congo Panela de Barro, de Goiabeiras/Vitória, comunidade da agremiação.

Unidos da Piedade

A Mais Querida, presidida por Jocelino Junior, abriu o desfile com um espetáculo da bateria que deixou todos no Tancredão boquiabertos. Por meio das ideias do carnavalesco Wagner Gonçalves, a Unidos da Piedade apresentou o enredo “Quilombo Piedade”, que resgata a história dos ancestrais dos moradores da comunidade. Um dos pontos fortes notados no desfile foi as fantasias e coreografias características da cultura afro.

Outro destaque importante foi a presença de Maísa Mariene, filha do presidente da agremiação, que com apenas 8 anos de idade esbanjou carisma, muito samba no pé e chamou a atenção de todos presentes. A comissão de frente do coreógrafo George Falcão deu um show na avenida, ocupando todo o espaço com movimentos cheios de expressividade e significados. Alguns problemas na evolução puderam ser notados, causando buracos na pista. A Piedade também fez um movimento diferente durante o desfile. Após o recuo da bateria, a escola trouxe os ritmistas de volta à avenida antes da última ala passar.

Jucutuquara

Última escola a se apresentar no mini desfile, a Jucutuquara, presidida por Rogério Sarmento, trouxe o enredo “Gassho caminhos de sabedoria”. Contando com o trabalho do carnavalesco Osvaldo Garcia, a agremiação abriu a apresentação com o mascote oficial e símbolo do pavilhão: a coruja. O samba-enredo de refrão fácil caiu nas graças do público, que no meio do desfile, já sabia cantar “Naquela montanha emana a paz / Tão bem que me faz, caminho de luz / Jucutuquara és o bem querer / Razão do meu viver”.

A comissão de frente do coreógrafo Patrick Alochio surpreendeu a todos com tamanha excelência. Passos sincronizados, dinâmicos e interessantes tomaram conta da avenida. A Rainha de Bateria Schyrley Moura, vestida de laranja, se aproximou do público e fez a galera vibrar. No 1º casal de mestre sala e porta bandeira, Weskley Blank e Alana Marques, houve estreia. Pela primeira vez, o casal desfilou pela Jucutuquara. As fantasias em geral foram simples, mas a animação dos sambistas em estar de volta na avenida gerou boas energias durante todo o desfile.

Dragões da Real surpreende e anuncia junção de samba-enredo para 2024

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Por Gustavo Lima e Fábio Martins

A Dragões da Real realizou na noite do úlitmo sábado o evento de final de samba-enredo para escolher o hino que irá embalar a escola no Carnaval 2024. Entretanto, não houve nenhuma definição entre as duas obras que estavam na disputa. O presidente Renato Remondini (Tomate), fez vários agradecimentos e, quando o intérprete Renê Sobral soltou o grito de guerra, o microfone novamente foi passado ao mandatário, que enfim anunciou uma junção entre os sambas 2 e 3. Porém, a agremiação ainda não tem um hino certo. Destas duas obras, se fará um novo samba que será divulgado em breve. Foi uma disputa bastante intensa na “Caverna do Dragão”. Ambas as parcerias levaram muitos torcedores, bandeiras e bexigas. Há de se ressaltar a apresentação do samba 3, que foi bastante ousada. Houve encenações de personagens sambistas com coroas, uma ‘baiana rainha’ sentada em um trono no meio da quadra e um dançarino simbolizando Exú, que executava danças típicas do continente africano. Os compositores do Samba 2 são: Igor Federal, Vaguinho, Mike Cândido, Afonsinho BV, Luizinho Ramos e Hélber Medeiros. A parceria do Samba 3 é composta por: Thiago SP, Renne Campos, Rodrigo Atração, Darlan Alves, Jairo Cruz, Marcelo Adnet e Tigrão.

Empate entre jurados e decisão conjunta ao presidente

O presidente Renato Remondini (Tomate), falou que foi uma eliminatória complicada desde o início e que foi muito difícil eliminar os sambas durante as semanas. Além disso, houve um empate na comissão julgadora e, segundo o próprio, não quis dar o voto de minerva, e sim achou o justo optar pela junção. “Foi como a Dragões sempre cuida de tudo na sua trajetória, com respeito e muito carinho, compromisso. Compromisso com a nossa escola, foi uma eliminatória difícil, deixar cinco sambas já foi difícil, eliminar três na semana passada foi terrível. E hoje quando fomos para a sala, recebi os votos de todos, vi que deu empate e não achei justo desempatar. Ia ser desrespeitoso com a minha comissão de julgadores, e por que não juntar? A gente teve a campeã ano passado que teve junção. A Mocidade Alegre foi campeã do carnaval com junção de samba. E a gente ouve o pessoal falando tanto do refrão de um, do outro, parte de um e do outro. Então assim, neste momento, graças a Deus temos um maestro dentro da escola que é o Jorge Freitas, tem um mestre de bateria absurdo que é o Klemen e um intérprete, Renê é um cantor. Perguntei na hora, e agora, o que eu faço? E todas as pessoas da questão de melodia, da ala musical, enredo, Rogério, Jorge, René, Klemen e Márcio Santana começaram a se pronunciar, e o René logo de cara falou ‘vamos juntar e vamos ter o maior samba da nossa história’. E aí os outros também foram a favor, falei vamos embora e Deus sabe o que faz”, contou.

Não é a primeira vez que a escola opta por juntar. No ano de 2010 também houve essa escolha. Entretanto, para o presidente, desta vez será diferente. Tomate deu um pequeno spoiler, dizendo que a obra será composta pela metade dos sambas. “A outra foi em 2010, mas a outra, tinham dois sambas muito bons, só que um tinha o refrão absurdo de maravilhoso, e o outro era um samba totalmente completo dentro do enredo. Acabamos juntando, só que da outra vez foi uma parte bem grande de um samba, e uma parte pequena de um outro. Mas funcionou, ficamos empatados em segundo lugar neste ano, não subimos para o Grupo Especial, pois perdemos no critério desempate. Então acho que cada história é uma história, estamos preparados, a ideia já dando o spoiler para vocês, é ter uma junção de samba meio a meio mesmo. Vai ser o refrão de cabeça e a primeira de um samba, refrão do meio e a segunda do outro samba. E aí vamos ajustar só a questão para ter esse casamento perfeito, mas com Jorge, Klemen e Renê vamos tirar isso de letra”, completou.

Sentimento de vencer

O compositor do samba 2, Hélber Medeiros, falou sobre o sentimento de colocar o nome da parceria na história da Dragões da Real. “Primeiramente tenho que falar que é uma satisfação grande do samba 2, da nossa parceria, fazer parte desta grande final da Dragões da Real. Nós cravamos nosso nome aqui, não pela primeira vez, pois já estivemos aqui. Outros sambas lá atrás, depois de muitos anos, é uma satisfação enorme fazer parte desta grande festa. E desta junção dos dois grandes sambas, quem tem a ganhar é a Dragões da Real, fazendo essa grande festa na avenida e pode contar com a gente aí, fazendo essa grande ‘África de mamaê’, de ‘kizomba’, vai ser coroado e com certeza a Dragões será coroada”, declarou.

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Hélber contou uma história que teve com o compositor parceiro Vaguinho, onde quase foi para o lixo a letra foi para o lixo e, então, se juntaram com outros dois amigos para sacramentar a obra. “Tem uma história legal deste samba 2. Esse samba começou pelo Vaguinho, nosso parceiro, ele simplesmente, tinha uma parceria e acabamos mudando essa parceria, e o Vaguinho saiu da parceria. Ele disse: ‘Helber, tenho outro samba e não vou entrar’. Ele ia jogar simplesmente esse samba no lixo. E falei assim ‘não Vaguinho, vou acreditar em você e vou chamar dois amigos meu’, que era o Mike e o Luizinho, ele chamou Afonsinho, colocamos a caneta, coisa de quinze dias antes de entregar o samba, conversamos, sentamos e falamos ‘vamos pensar na África, vamos ver a África’. Fizemos o samba simplesmente pensando em diversos dizeres da África, essa negritude, essa África guerreira, começamos e terminamos o samba em praticamente um dia. Mas tudo isso veio partindo do Vaguinho e ele queria jogar no lixo, não deixamos, pelo amor de Deus, não joga isso no lixo, e concretizamos o sonho de ser campeão”, completou.

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O compositor citado acima, também conversou com o CARNAVALESCO e enalteceu a junção. O escritor elogiou a obra que estava em disputa e afirmou que sairá um grande samba. “Surpresa foi para todos ver a reação do público. Já aconteceu em 1990 na Unidos da Tijuca e foi uma grata junção. Eu acredito que aqui vai acontecer a mesma coisa. Ninguém esperava, ninguém sabia. Foi merecida para os dois lados. A gente estava comentando que o samba do Thiago SP era uma grande obra e a escola resolveu premiar os dois. Isso é bacana. Quando o presidente disse que houve respeito para com os dois e eu estou imensamente feliz. É o segundo samba que eu venço na Dragões. O primeiro foi praticamente há 20 anos atrás. Eu me considero vencedor por unir com uma grande obra e quem sabe trazer o caneco para a escola”, contou.

Vaguinho ainda deu detalhes de como funcionou a composição da letra. O compositor disse que se tornará um samba ainda melhor. “Quando a gente pegou a sinopse e deu uma lida, eu adoro África. Comecei a fazer a cabeça do samba e mostrei para o Igor Federal. Ele disse ‘samba maravilhoso, arrepiou’. Mas havia essa situação de uma parceria estar chegando, os meninos já haviam chegado há alguns anos, eles dominam a situação musical e é legal isso. Eu estava precisando de uma parceria coesa. Já tinha o Igor, que é um letrista fantástico e a hora que eu mostrei, olhou a primeira e nem precisou mexer. Fiquei lisonjeado. Ele pegou a segunda parte que foi feita pelo Hélber, Luizinho, Afonsinho e transformou em um samba maravilhoso. Eu não sei como vai funcionar essa junção, mas tenho certeza que esse samba já era bom e agora vai se tornar fantástico”, finalizou.

Obra da comunidade

Jairo Cruz, compositor do samba 3, disse ao CARNAVALESCO que o fruto da junção pode acarretar no melhor samba do Carnaval de São Paulo. “São duas obras muito boas onde a comunidade abraçou. Eu acredito que vai sair um grande samba. Eu já falava que seria o samba do Carnaval de São Paulo e vamos em frente. Com certeza, nós que amamos a Dragões, vamos fazer isso acontecer”, declarou.

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Como dito anteriormente, foi uma apresentação muito forte da parceria. De acordo com Jairo, isso foi feito devido ao fato de ser o primeiro enredo afro da história da Dragões da Real, e que serve também para mostrar que a escola pode fazer tudo o que quiser. “A ideia é mostrar que a Dragões sabe tratar tudo com respeito. A ideia do Exú era realmente para pedir a bênção e licença que é o tema que nós dominamos. Já a ideia da rainha, muita gente não sabe, mas ela é uma babalorixá. Também queríamos uma bênção dela para levar em frente essa grande obra dessa obra que conquistou a comunidade”, contou.

O time venceu o ano de 2023, onde a escola homenageou João Pessoa. Aquela vitória foi unânime. Além de ter sido campeões em outras oportunidades. Jairo contou o sentimento de como é ganhar duas vezes seguidas. “Ganhar o samba na sua escola é indescritível. Estou muito honrado de a galera ter abraçado e a diretoria ter entendido que é uma ótima obra e espero nos próximos anos a gente possa ganhar mais e mais”, completou.

Complemento entre as obras

O diretor de carnaval da agremiação, Márcio Santana, contou um detalhe importante. Ele disse que ouviu de um integrante da comunidade que uma obra era popular dos componentes e a outra era técnica e, por isso, segundo o profissional, ambas se complementam. “A junção de dois sambas tem que ser vista como complemento. Eu ouvi algo hoje de um membro da comunidade que me disse que a gente tem duas grandes obras, onde uma caminha pela emoção da comunidade e a outra pela técnica, mas as duas já se mostravam complementarem ao enredo. Quando você tem duas preciosidades como essa, nada mais justo do que juntar e tirar o melhor das duas composições. A gente sempre estudou muito as duas obras que vão para final, mas de verdade, a Dragões é uma escola muito franca e sincera com a sua comunidade. A escolha aqui se dá de maneira muito franca e sincera até para nós. Houve efetivamente um empate e o presidente tem o voto de minerva. Ele tem esse voto ou pode jogar para a parte técnica para avaliação. Dentro da avaliação técnica, o melhor foi a junção e fazer uma obra muito grande com a ajuda dos compositores”, explicou.

Dragoes et MarcioJorgeRogerioDiretoria

O fato é que todos vão ansiosos para a final de samba-enredo com a ansiedade de saber o resultado final e sair com a trilha-sonora na ponta da língua. Porém, Márcio disse que será tudo feito com calma e ainda é muito cedo para definir uma previsão de data para colocar a nova obra em prática. “É precipitado a gente falar que vai usar isso ou aquilo. É muito bom a gente ver duas parcerias felizes como a gente viu no palco. Nós precisamos da unidade das duas parcerias para finalizar uma composição maravilhosa para 2024”, completou.

Samba é música

O carnavalesco da Dragões da Real, Jorge Freitas, partiu de outro princípio e já falou sobre a linha melódica. De acordo com o artista, todos os nove sambas apresentados no decorrer das eliminatórias estavam dentro do enredo, mas a música é que cativou a comissão julgadora para fazer tal escolha. “Todas as nove obras que foram apresentadas estavam dentro do nosso enredo. A parte melódica é que estava sendo diferenciada. O samba é música e as duas músicas cativaram a comissão julgadora. Mas a gente tem que lembrar que nós vamos escolher uma obra que vai ser avaliada dentro de um concurso onde pessoas estarão nos julgando. Temos que analisar isso também. A Dragões sempre vem com sambas bons, que sempre cativam o público e a comunidade. É isso que a gente quer e propõe para essa junção. É uma obra em que o componente vai fazer o melhor desfile de sua história”, disse.

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Em toda a sua carreira como carnavalesco, é a primeira junção de sambas que Jorge Freitas participa. Porém, o profissional exaltou a seriedade da agremiação. “Nunca aconteceu comigo, mas a Dragões da Real é uma escola muito correta e muito séria. Então quando optou-se por isso, é que houve um respeito muito grande com todas as obras que passaram. Eu faço essa avaliação de que esse vai ser o melhor caminho para um desfile muito forte da Dragões da Real”, comentou.

Novidade de trabalho

O intérprete oficial, Renê Sobral, falou que vai ajudar da melhor maneira possível como intérprete na forma de pegar as partes de um e de outro samba. “Então, gostei muito dos dois sambas que a escola deixou para a final. Realmente estava balançado e a comunidade também vi que o povo cantou bem um e o outro. Eram dois bons sambas e a minha parte agora junto com a escola, vamos sentar e vou colaborar para trabalhar o que nós vamos juntar. O que está bom de um, o que está está mais ou menos, o que foi bom do outro que fez que a escola votasse e empatou.vam Nós vamos pegar as duas partes boas e fazer um só. Agora é sentar, ver a parte de interpretação, o que na junção para ficar bonito, um samba legal para a comunidade poder cantar na avenida”, contou.

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Renê exaltou a forma como a Dragões lida com as eliminatórias, dizendo que é diferente das outras escolas em que passou. “Aqui é uma escola que nunca vi assim, a imparcialidade na votação, disputa, é bem legal, isso deixa muito feliz, que você no final, o pessoal aceitando o resultado e todo mundo bem, feliz, não tem briga ou confusão. Então assim, é uma disputa muito legal, e cada com sua obra, se apresenta de uma forma que comece a receber o samba, olha, esse samba aqui, tal, e neste caso, nós recebemos os dois sambas finalistas, tivemos várias obras muito boas. Para escolher os dois foi um pouco difícil. Mas recebemos os dois finalistas e deu essa junção que foi uma surpresa para a escola, pois a Dragões só juntou um samba. Desde que estou aqui nunca juntou samba, sempre dá um samba. Sempre arruma alguma coisinha que dá para limpar, mas estou pegando pela primeira vez. Em outras escolas já trabalhei com junções”, disse.

Estudo aperfeiçoado na bateria

O diretor de bateria da ‘Ritmo que Incendeia’, mestre Klemen, disse que o resultado foi o melhor possível e agora o objetivo é deixar a obra com a cara da escola. “Foi o melhor resultado que a gente poderia ter. Eu acho que os dois sambas seriam bons, mas teria que mudar algumas coisinhas. Optamos por ajudar para ficar perfeito e deixar com a nossa cara. Dragões da Real, ‘lugar de gente feliz’ e vamos trabalhar’”.

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O mestre contou que já vem estudando bastante devido ao enredo. “Eu já estou estudando bastante. É uma África realeza. Com essa junção temos partes afros. Palavras como ‘laroyê’ e tudo mais. Agora é dar tempo ao tempo, deixar a escola fluir naturalmente para eu ver o que está pedindo. Eu nunca vou fazer uma coisa a parte na bateria, jogar e ficar uma coisa ‘frankstyle’. Agora é ver o que vai dar, juntar com os meus diretores de bateria para criar bossas, arranjos e passagens”, explicou.

Representaram a arte do povo! Ritmistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira participam de ‘Show do Século, do DJ Alok, em Copacabana

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A maior festa popular do planeta esteve presente no “Show do Século”, do DJ Alok, que conseguiu reunir o samba e a música eletrônica durante a apresentação que ocorreu na noite do último sábado, na praia de Copacabana. Com a parceria de Pretinho da Serrinha e das baterias das 12 escolas do Grupo Especial do carnaval carioca, o artista levou para o palco cerca de 120 ritmistas, além dos casais de mestre-sala e porta-bandeira. O evento celebrou o centenário do Hotel Copacabana Palace. Com um palco 360° em formato de pirâmide, o show teve cerca de um milhão de pessoas presentes – segundo os organizadores.

A música “Drum Machine”, que uniu a música eletrônica com a percussão, abriu a apresentação dos 120 ritmistas do Grupo Especial. Em seguida, uma adaptação de “É Hoje”, samba-enredo da União da Ilha do Governador em 1982, caiu nas graças do público. Nela, os 12 casais de mestre-sala e porta-bandeira do Grupo Especial, além do casal da Ilha – Thiaguinho Mendonça e Amanda Poblete – se apresentaram por cerca de dois minutos. Mesmo com a chuva intensa durante a apresentação, o samba no pé e a alegria típica dos carnavalescos ganharam destaque.

“Quando eu fui convidado para fazer esse show, queria de alguma forma encontrar um caminho para me conectar culturalmente com o Rio de Janeiro. E a melhor forma de fazer isso é através da música. Me uni ao Pretinho da Serrinha e as 12 escolas de samba do Grupo Especial. Hoje a gente tem aqui 120 ritmistas na base da pirâmide e fizemos duas colaborações juntos”, disse Alok no início da apresentação dos sambistas.

Um dos mestres de bateria presentes no evento, Fafá, da Acadêmicos do Grande Rio, contou como foi a preparação do grupo para o show e disse que Alok soube entender o papel de representatividade do samba. Ele também destacou a importância de ter o carnaval presente no show de um dos artistas mais ouvidos do mundo.

“A gente trabalhou em conjunto no estúdio, gravamos – até para poder ficar mais fácil para a aprendizagem da galera. A gente teve contato com ele (Alok) no estúdio. É uma pessoa extremamente simples e que soube entender o que é o samba e sua representatividade. Buscou trabalhar em conjunto com a gente. Estar e dividir palco com um artista do quilate dele só engrandece, cada vez mais, o nosso carnaval. Mostra que nós somos resistência e que a nossa cultura é algo que vai abrilhantar o ritmo que for – eletrônica, pop, reggae. Foi uma experiência incrível. Acredito que só engrandece o currículo do carnaval carioca e o currículo das escolas de samba e baterias – quem imaginou poder ter 12 mestres trabalhando juntos para um cara só. Foi gratificante”, disse mestre Fafá.

O mestre de bateria comentou o que achou da apresentação e enfatizou a importância de Pretinho da Serrinha no projeto e do diretor do evento, o produtor Abel Gomes.

“Acredito que antes de falar do Alok, temos que falar do Abel, que foi o responsável por montar toda essa estrutura. Não podemos esquecer do Pretinho da Serrinha, que trabalhou, junto com os mestres de bateria, as duas músicas. É uma honra poder estar em um espetáculo tão gigante como esse. A apresentação foi algo incrível e teve uma energia surreal. Estar ali com 11 companheiros de trabalho e de luta foi uma emoção muito grande. Poder ajudar a produzir um espetáculo dessa magnitude, para milhares de pessoas, foi muito gratificante”, disse o mestre de bateria da Acadêmicos do Grande Rio.

Público aprova o carnaval na festa em Copacabana

Junção aprovada até mesmo pelos turistas. Lucas Bortolazzi, DJ e estudante de 23 anos, percorreu de ônibus, com nove familiares, quase 500 km para chegar ao Rio. Eles vieram de Simonésia, em Minas Gerais, somente para acompanhar o show. Para ele, a parceria entre o samba e a música eletrônica deu muito certo.

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Lucas Bortolazzi, DJ e estudante de 23 anos, percorreu de ônibus, com nove familiares, quase 500 km para chegar ao Rio. Eles vieram de Simonésia, em Minas Gerais, somente para acompanhar o show. Para ele, a parceria entre o samba e a música eletrônica deu muito certo

“Por ser especialmente no Rio de Janeiro achei que combinou demais. É difícil achar um DJ que combine as duas, mas o Alok conseguiu – ainda mais porque se juntou com mais de 120 integrantes das escolas de samba. Ele conseguiu fazer a junção muito bem. O palco me surpreendeu, não achei que seria isso tudo. É o primeiro show do Alok que venho. Saí de Minas só para assistir”, afirmou Lucas.

Lucas contou que a cidade de Simonésia também tem desfiles de carnaval. Tradição local há 30 anos, o evento arrasta multidões todos os anos. O mineiro comentou a importância de valorizar a cultura regional em um show tão grande como o do Alok.

“Lá na minha cidade tem carnaval e, apesar de ser menor, é referência na região inteira. Acredito que é 100% importante (valorização), porque o Brasil vem do samba – principalmente em uma cidade como o Rio, que já foi capital do país”, comentou.

Nascido em São Paulo, mas morador do Rio de Janeiro desde 2009, Lucas Chacon, 34 anos, professor de educação física, disse que a parceria feita pelos sambistas e Alok une a cultura brasileira com a música eletrônica. Segundo ele, a proposta apresentada pelo artista vai deixar as pessoas com sede de conhecimento.

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Nascido em São Paulo, mas morador do Rio de Janeiro desde 2009, Lucas Chacon, 34 anos, professor de educação física, disse que a parceria feita pelos sambistas e Alok une a cultura brasileira com a música eletrônica

“O show foi fantástico, ainda mais com ele trazendo o carnaval e o samba, que são a cara do Rio de Janeiro. Isso tudo gera uma empatia do público. Foi fantástico, ainda mais por esse momento com chuva que ninguém esperava. A junção com o samba foi muito boa, porque só aproximou ainda mais o lado brasileiro e carioca com a música eletrônica. Dá uma proximidade e desmistifica o que é o eletrônico e o samba – que são muita coisa. O palco foi fantástico, a pirâmide é algo genial. O que ele trouxe vai deixar muita gente curiosa e com sede de conhecimento. Isso que ele está fazendo é trazer cultura através da música”, declarou Chacon.

Corinthiano desde pequeno, Chacon acompanhava os desfiles da Gaviões da Fiel em São Paulo. Quando chegou ao Rio, se identificou com a Beija-Flor de Nilópolis e virou torcedor. Para ele, não há uma identidade mais forte para o Rio de Janeiro que não seja o carnaval.

“Já vi em São Paulo e no Rio de Janeiro, acompanhei alguns ensaios da Vila Isabel e Grande Rio e fui em algumas escolas. Nunca desfilei, mas é uma meta. Eu achei muito legal, principalmente porque ele vem falando que o futuro é ancestral. Ele havia falado que estava tentando encontrar uma forma de se aproximar do público carioca. E não teve nada melhor do que isso. O samba é a cara do Rio”, afirmou.

Quem é sambista raiz também aproveitou o show. Eli Candido, 46 anos, professora e portelense, disse que colocar o carnaval em um evento como o show do Alok é importante para levar a cultura do samba às novas gerações.

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Eli Candido, 46 anos, professora e portelense, disse que colocar o carnaval em um evento como o show do Alok é importante para levar a cultura do samba às novas gerações

“A apresentação foi muito legal. Nota mil para o Alok e para a organização. É muito importante. No último dia 22, por exemplo, comemoramos o Dia do Folclore. A gente vê que cada vez mais essas culturas de músicas, das danças e festas estão ficando esquecidas. Acho que as novas gerações não estão acompanhando tanto. É bom trazer para as novas gerações. A iniciativa foi muito boa”, comentou Eli.

Fotos: final de samba da Porto da Pedra para o Carnaval 2024

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Tigre completa o Lunário! Parceria de Guga Martins vence disputa de samba da Porto da Pedra para o Carnaval 2024

Por Diogo Sampaio e Allan Duffes

A Unidos do Porto da Pedra abriu as portas da sua quadra, ainda na noite de sábado, para realizar a final do concurso de samba-enredo para o Carnaval de 2024. De volta ao Grupo Especial do Rio após mais de uma década, o Tigre de São Gonçalo promoveu uma grande festa, que contou com o show dos segmentos e presença massiva da comunidade. Mais do que uma decisão da disputa, o evento serviu para celebrar à volta da escola ao seu devido lugar e mostrou as credenciais de quem busca ir além da mera briga para permanecer na elite da folia carioca.

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Fotos de Allan Duffes/CARNAVALESCO

O ápice de toda essa celebração foi justamente o anúncio do samba escolhido, que ocorreu já com o dia claro, na manhã deste domingo. A obra composta pela parceria de Guga Martins, Passos Júnior, Gustavo Clarão, Lucas Macedo, Leandro Gaúcho, Clairton Fonseca, Richard Valença, Gigi da Estiva, Abílio Jr., Marquinho Paloma, Cristiano Teles e Ailson Picanço foi a escolhida e irá embalar na Marquês de Sapucaí o enredo “O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular”, de autoria do enredista Diego Araújo e do carnavalesco Mauro Quintães. O tema tem como proposta celebrar o saber popular, além de narrar a história do almanaque escrito na Espanha e que veio parar no Brasil depois de 200 anos, se tornando o livro mais lido pelo povo nordestino. A vermelha e branca de São Gonçalo irá abrir os desfiles no domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro, sonhando em quebrar os estigmas e fazer história.

‘Sarrafo é alto, mas vai ser a partir da gente’, promete presidente de honra

“Quero agradecer a toda a comunidade que proporcionou a gente voltar para o Grupo Especial. Estou há 11 anos aqui e o prefeito anterior quase acabou com a escola, então se hoje estamos no topo temos que agradecer muito a esse homem conhecido como Capitão Nelson (prefeito de São Gonçalo), que vestiu a camisa da Porto da Pedra. Aliás, essa história de que a Porto da Pedra está brigando para não descer, esquece. A gente vai brigar para voltar no sábado das campeãs, podem acreditar nisso. Segunda-feira, vocês vão ver os protótipos na quadra e constatar que não estamos de brincadeira. O sarrafo é alto, mas vai ser a partir da gente. Vamos botar para ferver na Marquês de Sapucaí. Iremos abrir o Carnaval e fazer o maior desfile da história da Porto da Pedra”, disse Fábio Montibelo, presidente de honra da Porto da Pedra.

Compositores emocionados

“Essa vitória representa um sonho. Só tenho que agradecer a minha comunidade. Somos campeões pela segunda vez, a primeira foi com o enredo sobre Mãe Stella de Oxóssi e agora, nessa volta da minha escola para o Grupo Especial, a gente conseguiu emplacar mais uma obra. Espero que tenha outras vitórias no futuro, mas sinceramente não contava nem com uma na minha vida e já é a segunda. Agradeço muito ao presidente de honra, Fábio Montebelo, que é um cara que muita gente fala coisa, porque não conhece. O Fábio Montibelo, quando fala, cumpre. É uma pessoa de palavra. Ele nunca me prometeu nada, mas prometeu para escola e a colocou novamente onde deveria estar. Muito orgulho de ter essa conquista neste momento. A palavra é agradecer. A única coisa que tenho a dizer é obrigado, para todo mundo”, disse o compositor Guga Martins.

“Essa escola me abraçou, me recebeu como um filho. Eu já havia ganhado o samba de 2022 e, agora, com a escola voltando ao Grupo Especial, eu volto a ganhar. Então, é uma alegria indescritível. Gosto do refrão do meio: só porque eu escolhi navegar por esse mar! A viola perguntou para o santo do lugar: responda, meu sinhô, será que é amor? Meu povo vai passar”, revelou o compositor Leandro Gaúcho.

“Essa é a voz de uma comunidade que quer vir desfilar e ficar no Grupo Especial. Portanto, a nossa vitória, neste contexto, não tem endereço. Chegar e ouvir essa comunidade cantando o nosso samba, ver esse povo todo emocionado, confiante, é algo indescritível. Já ganhei uma disputa no ano sobre Mãe Stella, mas hoje é diferente. É um outro momento da escola, que está ciente, que quer ficar, quer disputar, e vamos mostrar isso na Sapucaí. E como diz o nosso samba, ‘tanta gente esperou por esse dia'”, completou o compositor Ailson Picanço.

Ensaios de rua em dezembro

O diretor de Carnaval da vermelha e branca de São Gonçalo, Aluízio Mendonça, conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO e comentou sobre a importância de antecipar a escolha do hino oficial. A partir dessa definição, de acordo com ele, os ensaios de quadra já terão início na próxima semana, enquanto os treinos na rua deverão começar em dezembro.

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“Ter o samba definido desde o mês de agosto é muito positivo, porque nós já vamos sair na frente e começar a ensaiar mais cedo que as outras escolas. E como o nosso ensaio técnico na Sapucaí é dia 07 de janeiro, então nós já teríamos que antecipar os trabalhos, não tinha jeito. Então, iniciamos o ensaio de quadra na quinta-feira que vem, já o de rua vai ser no início de dezembro. Nós ainda estamos vendo com a Prefeitura de São Gonçalo de liberar a Rua Doutor Feliciano Sodré para gente ensaiar. A ideia é fazer ali partir do número 100, em frente a sede da Prefeitura, no Rodo”, afirmou o diretor.

Aluízio Mendonça também falou sobre o retorno do intérprete Wantuir para agremiação. Além de rasgar elogios, o diretor de Carnaval relembrou a primeira passagem marcante do cantor pela escola, quando defendeu o microfone oficial entre os carnavais de 1995 e 1998.

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“Trabalhar com o Wantuir é fácil, o difícil é trabalhar com a gente. Brincadeiras à parte, é um cara muito tranquilo, faz o que a gente precisa, colabora, está sempre junto com a gente e não coloca empecilho em nada. Não dá problema nenhum. E o retorno dele agora foi muito interessante, até porque em 1996, na primeira vez que estivemos no Especial, desfilou junto com a gente, assim como o Mauro [Quintães, carnavalesco]. Então, é muito importante, muito simbólico, resgatar esse pessoal lá de trás, de quando nós começamos”, pontuou.

Análise das apresentações na final

Parceria de Guga Martins: O primeiro samba a se apresentar foi o da parceria de Guga Martins, Passos Júnior, Gustavo Clarão, Lucas Macedo, Leandro Gaúcho, Clairton Fonseca, Richard Valença, Gigi da Estiva, Abílio Jr., Marquinho Paloma, Cristiano Teles e Ailson Picanço. Com a condução do intérprete Pitty de Menezes, a obra teve uma alta performance na final da disputa promovida pelo Tigre de São Gonçalo. A torcida se mostrou bastante animada e realizou diversas coreografias. Eles estavam ornamentados com pequenas lanternas nas mãos, que utilizaram para fazer alguns efeitos com as luzes, além de bandeiras nas cores vermelha e branca. A parceria também fez uso de fogos de artifício no palco e um dos pontos altos ocorreu quando Pitty de Menezes foi para o meio da galera. O intérprete não deixou o canto cair e brincou com os torcedores, chegando até mesmo a fazer um trenzinho. Em relação ao canto, se observou maior força nos refrões, em especial o refrão principal. Outro destaque nessa parte musical é que os compositores trouxeram um sanfoneiro. O instrumento deu uma pitada tipicamente nordestina para a apresentação e casou bem com a obra.

Parceria de Rafael Raçudo: Dando prosseguimento nas apresentações, a parceria de Rafael Raçudo, Junior Fionda, Lequinho, Cláudio Mattos, Júlio Alves, Márcio Rangel, Jedir Brisa, R.Gemeo, Sílvio Mesquita, Anderson Lemos, Jorge Arthur e Fernando Macaco foi a segunda a ocupar o palco na final da disputa realizada pela Porto da Pedra. Com o intérprete Wander Pires no microfone principal, o samba melodioso teve como destaque o refrão principal, além do trecho de subida para ele com os versos “Ô cirandê! Ô cirandá!/Sou Antônio repentista do Lunário Popular”. Com bandeirinhas da escola, a torcida pulou e fez coreografias durante os 20 minutos de apresentação. Em dois momentos, um enorme bandeirão foi aberto em cima da galera. A parceria trouxe ainda um mascote para animar o pessoal presente na quadra, no caso um tigre laranja com luzes pisca-pisca enroladas pelo corpo da fantasia. Assim como na primeira parceria, houve o uso de fogos de artifício no palco. Apesar do espetáculo promovido pelos compositores, a quadra demonstrou uma reação tímida ao samba, com poucas pessoas entoando a obra fora da torcida.

Parceria de Paulinho Poeta: A obra assinada por Paulinho Poeta, André Aleixo, Muca, Barreirinha, Marquinhus do Banjo, Gugu das Candongas e Cabelinho foi a terceira a se apresentar na decisão. O intérprete Ito Melodia foi o responsável por conduzir o samba e levantou a galera presente. Apesar de não utilizar da mesma pirotecnia das duas parcerias anteriores, os torcedores não fizeram feio e vieram com balões e bandeiras nas cores da escola, além de bastões de luzes coloridas. Eles vibraram e cantaram durante toda a apresentação, sendo que os momentos de maior explosão ocorreram no refrão principal, com os versos “De São Gonçalo vem toda magia/A poesia hoje sai do cordel/Com muita garra cheguei pra ficar/Há ‘esperançar'”. Um ponto alto aconteceu quando, assim como Pitty de Menezes, Ito Melodia desceu do palco e foi para o meio da galera. Todavia, mesmo com esse show promovido pelo intérprete e pela torcida, a maior parte da quadra apenas assistiu a apresentação.

Parceria de Vadinho: A parceria de Vadinho, Arlindinho Cruz, Diogo Nogueira, Zé Alex, Marcão, Robinho Porto, Denil, Claudio SG, Thierry Alves, Carlos de Solza, Fabio LS e Isaías Demócrito foi quem encerrou as apresentações na final da disputa promovida pela Porto da Pedra. O intérprete Tinga foi o responsável por conduzir o samba, tendo o reforço luxuoso do também intérprete Chitão Martins, vindo diretamente do Carnaval paulistano, mais exatamente da Independente Tricolor. O samba melódico não se arrastou em nenhum momento e teve um desempenho linear ao longo dos 20 minutos. O destaque ficou com o refrão principal, dos versos “Brilha o sol e gira a lua, deixa girar/A ciranda se mistura à profecia popular/Meu padim São Gonçalo/Olhai por nós/O meu tigre é ascendente, brincante e ferroz”. Quanto à torcida, com bandeiras estilizadas da escola, eles demonstraram grande empolgação, entoando o samba durante toda a apresentação. Houve a utilização de canhões de luzes coloridas, que deram um toque especial.

Em noite especial, Riotur define ordem das apresentações para final do concurso da Corte Real do Carnaval 2024

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Em uma noite mais do que especial, a Riotur definiu, por meio de um sorteio, a ordem de apresentações dos finalistas do Concurso da Corte Real para o Carnaval 2024. Ao todo, dez musas disputam o título de Rainha e Princesas; e cinco candidatos pela coroa de Rei Momo.

O evento, na casa de shows Rio Scenarium, na Lapa, foi transmitido em tempo real pelo canal oficial da Riotur no Youtube, na noite desta sexta-feira, sob o comando do apresentador e carnavalesco Milton Cunha, o público pôde conhecer não só a ordem, como uma pequena apresentação de cada um dos finalistas. Mais de 15 mil pessoas assistiram a transmissão via internet. Durante as várias fases do concurso, uma média de 20 mil pessoas assistiram a disputa ao vivo, a cada etapa. Quem não viu, pode ainda conferir a festa na página da Riotur.

Já que estava na casa de shows curtindo a noite teve a chance de ver os candidatos ao vivo, acompanhar o sorteio, que contou também com a dupla de apresentadores Wilson Neto e Bianca Monteiro, e saudar os sambistas que deram um charme a mais na noite já movimentada da Lapa.

Final com Diogo Nogueira

A grande final acontece na próxima sexta-feira, na Cidade do Samba, que sediou as fases eliminatórias do Concurso – o maior já organizado pela Riotur, que contou com 106 inscrições para o posto de Rainha e Princesas; e 25 para o cargo de Rei Momo e Único. Todas as etapas contaram com uma multidão de torcedores que foram prestigiar seus representantes.

Para abrilhantar a Grande Final, o público terá um show do cantor Diogo Nogueira, um motivo a mais para acompanhar a festa na Cidade do Samba. E o melhor, entrada gratuita. Você não pode perder!

SERVIÇO:
Grande Final do Concurso para Rainha, Princesas e Rei Momo – Carnaval 2024
Data: 01/9
Horário: 18 horas
Endereço: Rua Rivadávia Correia, 60 – Cidade do Samba
Show Especial: Diogo Nogueira
Entrada Franca

CONFIRA A ORDEM DE APRESENTAÇÃO DAS FINALISTAS DE RAINHA

tatia Rosa

Tatiana de Souza Pereira Rosa
Idade: 29 anos
Profissão: Dançarina e Coordenadora Ala de Passistas
GRES: Imperatriz Leopoldinense

ana carolina

Ana Carolina de Souza
Idade: 33 anos
PROFISSÃO: Esteticista
GRES: Unidos de Bangu

santinha

Luciene Tavares Rodrigues Pastor
Idade: 39 anos
Profissão: Produtora de Eventos
GRES: Acadêmicos do Grande Rio

patricia miranda

Patrícia Miranda Terra
Idade: 31 anos
Profissão: Passista Show / Vendedora
GRES: Acadêmicos do Salgueiro

gabriela mendes

Gabriela Mendes Medeiros
Idade: 20 anos
Profissão: Microempreendedor (ramo alimentício) e Passista Show
GRES: Mocidade Independente de Padre Miguel

victoria

Victória de Campos Peixoto
Idade: 24 anos
Profissão: Acadêmica em Nutrição e Mulata show
GRES: Portela

dede

Andressa Regina Silva Marinho
Idade: 21 anos
Profissão: Dançarina e Professora de samba
GRES: Unidos de Padre Miguel

samara

Samara Trindade Monteiro Barbosa
Idade: 19 anos
Profissão: Atriz
GRES: Acadêmicos da Rocinha

thuane

Thuane de Oliveira Werneck
Idade: 26 anos
Profissão: Técnica de Enfermagem
GRES: Império da Tijuca

bruna

Bruna dos Santos Gomes de Menezes
Idade: 18 anos
Profissão: Dançarina e Passista Show
GRES: Estação Primeira de Mangueira

CONFIRA A LISTA DOS FINALISTAS PARA O CONCURSO DE REI MOMO

candidatos momo

Caio César Dutra
Idade: 26 anos
Profissão: Comerciante
GRES: Mangueira

João Vitor Tavares Araújo
Idade: 33 anos
Profissão: Ator autônomo
GRES: Imperatriz Leopoldinense

Danylo Vieira Ribeiro
Idade: 27 anos
Profissão: Livreiro
GRES: Salgueiro

Djeferson Mendes da Silva
Idade: 35 anos
Profissão: Artista Circense
GRES: Estácio de Sá

Diogo Edson da Silva
Idade: 36 anos
Profissão: Produtor/ Modelo/ Bailarino e Ator
GRES: Beija Flor de Nilópolis

Leitores do CARNAVALESCO apontam parceria de Rafael Raçudo favorita para vencer disputa de samba na Porto da Pedra

A Rafael Raçudo, Júnior Fionda, Lequinho, Cláudio Matos, Júlio Alves, Bira, Marcio Rangel, Jedir Brisa, Renan Gêmeo, Anderson Lemos e Fernando Macaco foi apontada por 44,2% dos leitores do site CARNAVALESCO como favorita para vencer a disputa de samba-enredo da Porto da Pedra para o Carnaval 2024. A final acontece neste sábado em São Gonçalo.

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A parceria de Guga Martins, Passos Júnior, Gustavo Clarão,Lucas Macedo, Leandro Gaúcho, Clairton Fonseca, Richard Valença, Gigi da Estiva, Abílio JR, Marquinho Paloma, Cristiano Telles e Alison Picanço recebeu 38,9% dos votos.

A parceria de Vadinho, Arlindinho, Diogo Nogueira, Zé Alex, Marcão, Robinho Porto, Denil, Cláudio SO, Thierry Alves, Carlos de Souza, Fábio LS, Isaias Demócrito ganhou 10,3% e a parceria de Paulinho Poeta, André Aleixo, Muca, Barreirinha, Marquinhus do Banjo, Gugu das Candongas e Cabelinho ficou com 6,6%.

No Carnaval de 2024, a Unidos do Porto da Pedra, levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes e pelo enredista Diego Araújo. A escola será a primeira a desfilar na Marquês de Sapucaí, no domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro.