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Samba comentado: Salgueiro 2024

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Excelente iniciativa! Pré-estreia de documentário da Liga-SP conta com personalidades do carnaval e conteúdo de alto nível

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A Liga-SP realizou na noite da última segunda-feira, no Itaú Cinemas, a pré-estreia de seu documentário, “Os Bastidores do Carnaval de São Paulo”, com direção de Jairo Roizen e Guma Sena. Foram convidados personalidades de escolas de samba e imprensa especializada do carnaval, que compareceram para prestigiar o filme. O documentário conta tudo o que está por trás do trabalho realizado pela Liga-SP. Foi todo montado pela empresa de áudio e vídeo, Sala 22, captando imagens do Carnaval 2023. Dali foi mostrado os vídeos de infraestrutura, projetos, funcionários, sonorização e entre outras coisas que a entidade faz acontecer para tudo ocorrer corretamente no dia do espetáculo. Além disso, mostraram como são alguns problemas na concentração, a cronometragem e a locução de voz para o Anhembi. O lançamento para o público geral acontece nesta terça, no canal da Liga, no YouTube.

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Sidnei Carrioulo, presidente da Liga, dá depoimentos e conta sua história dentro da entidade. Fala sobre as ideias que teve para melhorar algumas questões, principalmente a questão do som do Anhembi, como o ponto cego.

Jairo Roizen, gerente de comunicação da Liga-SP e diretor do longa-metragem, resume tudo o que o documentário irá contar. “A ideia era nós termos um documentário para mostrar algumas situações. Mostraremos muita coisa, mas é muito pouco perto do que acontece no sambódromo. Coisas que as pessoas nem imaginam esse documentário mostrará. Primeiro, vamos mostrar para o nosso público, que já nos conhece, como funciona o som da avenida, o carro de som e o que está envolvido nos bastidores. Mas também queremos levar o documentário para plataformas de streaming para que as pessoas entendam que o carnaval não são apenas cinco dias de folia que tem um monte de gente que se fantasia. O carnaval gera empregos, é tocado por pessoas responsáveis e sérias. Em São Paulo, são 33 grandes empresas, com orçamentos maiores que muitas multinacionais – e todo esse trabalho é gerido com muita seriedade, dedicação e, principalmente, muito amor. É esse sentimento que move as escolas de samba e o carnaval de São Paulo”, explicou.

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O presidente da entidade, Sidnei Carrioulo, conversou com o CARNAVALESCO e falou da importância que é ter um material como esse que a Liga-SP proporcionou. “Foi uma coisa legal. Tem várias vertentes e maneiras de ver isso. Uma de esclarecimento, porque as pessoas acham que acontecem em um passe de mágico. É importante ver a geração de emprego… E a outra é a ótica do sambista. Tudo aquilo que antecede o espetáculo que eles assistem na avenida. Esse filme vai esclarecer muitas coisas, dúvidas e acredito muito que as pessoas depois de ver o filme, vão ter uma outra ótica de tudo aquilo que eles veem pronto. A gente fica muito feliz. Esse é o primeiro de muitos que a gente quer fazer. Queremos muito mostrar os bastidores internos das escolas. Desde a escolha dos sambas, ensaios, transporte de alegoria. A gente vai dar continuidade e fazer alguma coisa nesse sentido”, disse.

Direção do documentário

Diretor do projeto, Guma Sena conta sua ótica do filme. “Nesse documentário, estamos mostrando uma parte do carnaval que as pessoas não conhecem, que são os bastidores – justamente o título do documentário. Nele, a gente retrata como é o dia a dia da Liga-SP, como funciona e, em uma narrativa do Jairo, ele fala que as pessoas acham que a Liga-SP é um monstro ou algo intocável – e não é isso. A Liga-SP nada mais é do que a junção de todos os presidentes de todas as escolas de samba. Tudo isso é decidido em comum acordo – e, a partir disso, nasce a instituição. No documentário, retratamos um pouco da Concentração, a correria que é (e as pessoas não tem noção do que é isso), a parte operacional, a logística para montar o Anhembi (já que a empresa entrega a estrutura e quem faz isso é a Liga-SP, e administrar tudo isso durante o carnaval é um trabalho muito grande. É isso que o filme retrata”, declarou.

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De acordo com Guma, foi um aprendizado para a vida dele. “O documentário é importante para que as pessoas saibam, principalmente que já consome o carnaval e o samba – e, quem não gosta, também. É importante mostrar a estrutura como um todo. Tive a felicidade de participar de tudo isso, do dia a dia… eu, como sambista, que nasceu no carnaval, também aprendi muita coisa nesse período de gravação. Estamos sempre aprendendo, vendo alguma novidade. É o que o documentário vai retratar. É importante que todos conheçam isso, todos vão ver com um olhar um pouco diferente, além da pista e do espetáculo”, afirmou.

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A presidente da Mocidade Alegre, Solange Cruz, esteve presente. No filme, teve momentos emocionantes envolvendo a sua escola, como participação no desfile e o título do Carnaval 2023, e ela se disse emocionada, pois foi pega de surpresa. “Eu achei incrível, até porque tinha coisas que nem eu sabia. Isso é muito legal, as pessoas acham que a gente vive 24 horas por dia dentro da Liga-SP, e não é isso. Vamos para algumas reuniões, apenas. Tem muitas coisas que acontecem nos bastidores do evento e do projeto carnaval que até a gente desconhece. Tinham pessoas na sala falando que nunca viram tal pessoa ou que não sabiam que tal pessoa tinha tal função ou vice-versa. Isso foi muito legal, já que não vivemos esses bastidores diariamente. Quem vive foi quem realmente falou, colocou para fora e mostrou tudo isso. Eu, por exemplo, trouxe duas destaques minhas e elas ficaram impressionadas – e eu também, já que eu também não sabia. Isso foi muito legal, acho que vai ser bacana. Muita coisa que a gente também não sabia, ou até mesmo sabia e não sabia que era tão grandioso. Foi incrível”, comentou.

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Solange também exaltou o trabalho do diretor Guma. “O Guma faz um trabalho excelente, não só no documentário como em tudo que ele faz. Isso é muito bacana, porque ele é uma pessoa que não tem mais uma agremiação. Ele faz isso pelo carnaval, em nome do samba, que ele é um defensor. Isso é muito bacana: ver pessoas que trabalham em prol do samba e que não gere desconfiança. Vi o Pimentel falar, o Jairo, a Letícia falou super bem e colocou à frente o que ela representa nessa máquina, essa engrenagem que é o carnaval”, completou.

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Alberto João diz o que espera da Mocidade no Carnaval 2024

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Majestosa, a águia da Portela agora tem nome, fantasia e uma identidade misteriosa

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A Portela agora tem um mascote para chamar de seu, idealizado pelo vice-presidente, Júnior Escafura, a mais nova componente da Portela fez sua estreia e se apresentou com a escola no ensaio técnico. O primeiro elemento que remete à Portela é a águia, símbolo mor e marca registrada da escola. Que desde sempre traz a ave em seu abre-alas, deixando todos os seus torcedores ansiosos para saber como ela irá vir no próximo carnaval.

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Fotos: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

Após diversas águias icônicas, como a águia redentora de 2015, a águia que segurava o pavilhão pelas garras em 2017 e a águia folia de 1995, a Portela apresenta a águia em forma de mascote. A ideia partiu do vice-presidente da escola, que visou atender uma demanda dos portelenses apaixonados.

“A Portela, tem uma legião de apaixonados, nada mais justo que a nossa águia, que é o nosso símbolo do carnaval, ser representado no mascote”, conta Escafura.

O mascote da Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira se junta ao time seleto de mascotes icônicos do carnaval, formado pelo Castorzinho, da Mocidade Independente, pelo Sabiá, do Salgueiro, o Reizinho, do Império Serrano, e o Tigrão da Porto da Pedra. Além de personificarem um símbolo da escola, esses mascotes são ativos nas ações e nas redes das agremiações, encantando e divertindo todas as gerações.

“É muito bacana, o carnaval precisa disso. Precisa dessa interação, as escolas cada vez fazendo mais ações juntas. Isso é ótimo, agrega muito ao carnaval”, comenta o vice-presidente da Portela e idealizador do mascote.

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O mascote da Portela não é o primeiro, mas é a primeira, pois é a primeira mascote feminina das escolas de samba. A agremiação que traz, esse ano, um enredo sobre o matriarcado e a potência feminina, sempre apresentou nas redes o projeto de uma mascote feminina, diversos nomes foram propostos, como, Portelinha, Telinha, Dedé, Dodôzinha, Pepê, Tetela, Suriquinha, Altaneira, Vilminha e Monarca, a grande maioria deles fazendo referência a mulheres importantes para a escola. No entanto, Majestosa foi o nome escolhido pelos torcedores.

“A escolha do nome foi por votação, o público que escolheu, e aí ficou Majestosa. Um nome que eu acho maravilhoso, a Portela é isso, a Portela gosta de ter alcunha de majestade, então está aí a nossa majestosa”, revela Escafura.

A Majestosa encantou a todos quando passou pela Sapucaí com a Portela no ensaio técnico, porém, não teve a identidade revelada. Será que a identidade da Majestosa será um mistério eterno, assim como é a próxima águia do abre-alas da Portela?

Alberto João diz o que espera da Porto da Pedra no Carnaval 2024

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Cadenciadíssima, Camisa 12 faz ensaio técnico com muito Sol no Anhembi

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Por Will Ferreira e Fábio Martins

No domingo, último dia de ensaios técnicos no ciclo carnavalesco paulistano para 2024, uma escola estreou no Anhembi. Trata-se da Camisa 12, que defenderá o enredo “Meu Black é de Rei, Minha Coroa é de Chico. Chico Rei Entre Nós”, idealizado pelo carnavalesco Gleuson Pinheiro, contando um pouco mais sobre a história e o legado do histórico personagem em solo brasileiro. Sendo a sétima escola a desfilar no Grupo de Acesso II (ou seja, no dia 03 de fevereiro), a agremiação teve uma Evolução bastante adequada para a escola.

Evolução

Nos últimos anos, a Camisa 12 não costuma trazer tantos componentes para os desfiles. O estilo mais compacto da Pantera pode dar a impressão para muitos de que o ensaio técnico seria bastante rápido, mas não foi isso que aconteceu. Utilizando muito bem todo o staff, a agremiação encerrou o evento com 54m35s – dentro do limite para o Grupo de Acesso II, que tem 55 minutos como prazo para cada apresentação. E, para chegar a tal cronometragem, a agremiação, basicamente, liberou os componentes para passarem bastante soltos pelo Anhembi. Isso era nítido na grande liberdade que todos os desfilantes possuíam na passarela, algo raro no carnaval de hoje. E eles corresponderam, se movimentando e interagindo bastante. Como toda a agremiação teve andamento bastante cadenciado, o recuo da bateria, feito com uma dinâmica simples e que durou cerca de 120 segundos, esteve dentro de tudo que foi proposto pela instituição.

Samba-enredo

A safra do Acesso II de 2024 é bastante elogiada por muitos, e a canção da Camisa 12 está inserida em tal comentário. A obra, que trata de um assunto denso de maneira bastante leve, foi muito bem executada por Tim Cardoso e Clóvis Pê, intérpretes da agremiação. E, seguindo o ensaio técnico como um todo, a obra teve uma cadência especial da Ritmo 12, bateria da escola, comandada por Mestre Lipe. Com toda a ala musical no mesmo ritmo, todo o andamento foi bastante satisfatório.

Comissão de frente

Com um personagem destacado (que, muito provavelmente, é o próprio Chico Rei), o segmento tinha uma série de integrantes que participam de uma espécie de corte do personagem central do enredo – além de algumas pessoas empurrando um trono onde, por vezes, o protagonista sentava; sendo que tal trono, por sinal, era o único elemento alegórico existente. Em determinado momento, os comandados da gabaritadíssima Yáskara Manzini abrem uma espécie de cartaz – que não tinha nada escrito no ensaio, mas que atiçou a curiosidade para saber o que virá no desfile oficial.

Camisa12 et Comissao

Mestre-sala e Porta-bandeira

Com um dia de muito calor e Sol incomodando, chamou atenção a escolha de Luã Camargo e Estefany Righetti para ensaiar: uma roupa inteira preta, que fazia com que ambos, coreografados por Laís Moreira (de grande escola na coirmã Unidos de Vila Maria), sentissem ainda mais calor. Tal figurino, certamente, colaborou para que a exibição da dupla não tivesse qualquer tipo de ousadia, focando na segurança para cumprir todos os balizamentos obrigatórios pelo regulamento – e, em tal empreitada, eles foram muito bem. Também vale pontuar que, ao longo da passarela, Estefany trocou de calçado: ela iniciou com um salto e acabou com um antiderrapante; e que, no quarto módulo, é bem verdade, ambos, mais seguros, arriscaram um pouco mais.

Camisa12 et 15

Harmonia

A cabeça da escola, é bem verdade, cantou em bom som o samba-enredo – e, aqui, vale o destaque, já que o início de uma escola apresenta menos componentes que o restante da mesma. Após a alegoria que veio representando o abre-alas (algo que engrandeceu o ensaio técnico, por sinal), entretanto, os desfilantes não conseguiram sustentar o volume. O forte Sol que fazia na Zona Norte de São Paulo é a principal explicação para quem tal situação acontecesse, deixando todos na passarela cansados – inclusive a reportagem. Vale destacar positivamente a ala à frente do último carro, que ajudou bastante no canto da comunidade

Outros destaques

A corte da Ritmo 12 teve a rainha de bateria da agremiação, Vanessa Aggio.

Mocidade Unida da Mooca realiza segundo ensaio técnico com destaques para comissão de frente e harmonia

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Por Gustavo Lima e fotos de Fábio Martins

Um ensaio técnico recheado de emoções foi realizado pela Mocidade Unida da Mooca neste último domingo. Isso porque a homenageada, Helena Theodoro, esteve presente e discursou para a comunidade antes do início. Foi um grande combustível para os componentes pisarem ainda com mais força no Anhembi. “Todo mundo tem uma Helena dentro de si”, dizia a escritora.

O canto da comunidade e a comissão de frente foram destaques. E também há de se destacar a total seriedade que a agremiação leva os seus ensaios técnicos. Fazem questão de levar tripés ao sambódromo para realmente demarcar os espaços de evolução.

Comissão de frente

Uma bela comissão foi apresentada no Anhembi pela MUM. Havia duas personagens principais, sendo uma delas a Helena Theodoro criança e a outra a orixá Iansã, que é mãe da homenageada na religião umbanda. O que se via na comissão, aparentemente, era uma interagindo com a outra e resumidamente a entidade passava bênçãos para Helena, que conseguia obter o seu dom de escritora. Dá para supor isso, pois logo depois da interação, a menina sobe no tripé e começa a escrever e movimentar o livro, como se tivesse jogando palavras para o público e arquibancada. Criativa apresentação da ala, que é comandada por Nilson Jaffer.

MUM et Comissao 2

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Jefferson Gomes e Karina Zamparolli, executaram um ensaio agradável. A dupla já mostra estar à vontade com o pavilhão da Mocidade Unida da Mooca. Deu para notar um ensaio estratégico, com giros horários e anti-horários somente nos momentos que se pede, que são os módulos. Nas demais partes, a dupla optou por se preservar e bailar estendendo o pavilhão, tendo como prioridade colocar a intensidade nos locais de julgamento.

MUM et PrimeiroCasal1

Harmonia

É o ponto forte da escola e não é de hoje. A MUM tem uma comunidade engajada desde quando subiu e sempre compram todos os projetos de carnaval, que são liderados pelo presidente Rafael Falanga – O mesmo diz que “escola que canta, ganha”. E acabou virando um lema. Sendo assim, o samba foi aceito logo de cara, muito bem trabalhado nos ensaios de quadra e, posteriormente, levado ao Anhembi para concluir o objetivo. Uma melodia forte e para cima, especialmente nos refrões, facilitando o canto da comunidade.

A parte mais cantada pela comunidade é o refrão principal, com destaque para a frase: Axé Helena! Mojubá! Elegbará!”.

Evolução

A escola tem uma evolução um tanto criativa. Há muitos movimentos, giros, coreografias, corpos balançando para frente e para trás. Os componentes são instruídos a incorporarem a letra do samba. Com bexigões em vermelho e verde, nas cores da agremiação, dava um tom bacana na pista. A comunidade estava solta e compacta. Mesmo com os vários tripés, a evolução dos componentes não foi comprometida.

Samba-enredo

Grande atuação dos intérpretes Gui Cruz, Clayton Reis e a nova cara do time musical, Bico Doce. Vale destacar que nas caixas de som, percebeu-se a voz do recém-contratado mais forte que a dos dois jovens da casa. Entretanto, o fato é que todo o carro de som conseguiu o feito de potencializar a música, o que está a altura de uma homenagem para Helena.

Outros destaques

A bateria “Chapa Quente”, do mestre Dennys Silva soltou bossas e fez o que o samba pede: andamento acelerado para um samba que tem uma melodia para frente.

MUM et RainhaValeska

A rainha de bateria Valeska Reis teve toda uma coreografia somente para ela. Bailarinos faziam bela coreografia em volta da dançarina enquanto sambava. Uma apresentação diferente no que se diz respeito a uma rainha de bateria.

A ala das baianas foi inteiramente vestida com um belo saiote com estampas marrom e em desenhos de borboleta. Diferente vestimenta para as mães do samba. Vários tripés foram junto do ensaio, o que quer dizer que a MUM quer marcar o espaço corretamente.

Encontro com o artista: Leandro Vieira, carnavalesco da Imperatriz

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Reserva de ingressos populares para o Rio Carnaval 2024 acontece nesta quarta-feira

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O público que deseja garantir um lugar nas arquibancadas dos setores 12 e 13 do Sambódromo carioca para acompanhar de perto o Rio Carnaval 2024 já pode marcar na agenda a data para realizar a reserva. Os ingressos começam a ser vendidos nesta quarta-feira (31), a partir das 9h.

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur

Os interessados em comprar as entradas populares para os desfiles do Grupo Especial devem acessar o site oficial da Liesa – www.liesa.com.br e seguir os passos descritos até as 11h. Aqueles que forem contemplados deverão, então, comparecer ao estande da Central de Vendas, montado atrás do setor 11 da Passarela do Samba, na Rua Salvador de Sá, no dia 3 de fevereiro, entre 9h e 15h, para realizar o pagamento em dinheiro, cujos preços custarão a partir de R$ 5 (meia-entrada). Cada pessoa poderá comprar um ingresso de meia-entrada e/ou quatro ingressos para cada dia. Será necessário levar a senha recebida no momento da reserva e um documento de identidade.

Já os foliões que buscam outros tipos de ingressos, como camarotes, podem seguir realizando a compra normalmente pela plataforma da Ticketmaster. Também há poucas vagas para arquibancadas especiais – apenas para o Sábado das Campeãs -, com os detalhes podendo ser obtidos em www.riocarnaval.com.br/ingressos.

Os desfiles do Grupo Especial deste ano acontecem nos dias 11 e 12 de fevereiro, com as seis melhores colocadas fechando o Rio Carnaval no dia 17.

Série Barracões: Abertura promete impacto no desfile da Estácio no Carnaval 2024

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Marcus Paulo, carnavalesco da Estácio de Sá, recebeu o site CARNAVALESCO no barracão da agremiação, no bairro do Estácio para entrevista especial. Durante o bate-papo, o artista revelou o que o primeiro casal virá representando, contou a cronologia da escola, a origem do enredo e os problemas sofridos com o barracão de uma escola de samba que está na Série Ouro. O enredo da Estácio de Sá “Chão de Devoção: Orgulho Ancestral”, tem a ideia de trazer para a Sapucaí o povo preto que disseminou sua cultura e transformou a diáspora africana em solo brasileiro. Marcus Paulo comenta que não foi ele que propôs o enredo. Foi uma ideia da própria direção, principalmente, do presidente Marinho. E que a história tem relação com a herança e costumes da agremiação.

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Fotos: Giovanna Garcia/CARNAVALESCO

“A Estácio é muito devota de pretos velhos desde a fundação dela. A Estácio de Sá, quando foi fundada, tinha uma preta velha chamada Cambinda, que instruiu a eles de como fundar essa escola, benzendo e rezando. Nos dias atuais, eles cultuam essas entidades no fundo da quadra da Estácio, onde tem um terreiro, que essas duas pretas velhas, Vovó Cambinda e a Maria Conga, dão consulta pros Estacianos. Eu tinha outros enredos, e aí me propuseram esse enredo. No incio, eu fui um pouco reticente, porque eu tava com outras coisas na cabeça. Mas quando eu fui sentindo essa devoção da escola, por essa ancestralidade, por essa religiosidade. Eu entendi que para a Estácio de Sá – que inventou o samba de sambar, que criou a escola de samba – samba e macumba são a mesma coisa. Foi aí que eu tomei como ponto de partida buscar quem eram essas duas mulheres, de onde elas vieram, como elas chegaram aqui no país e o que levou elas a se tornarem entidades. Eu busquei a região, a mancha geográfica de onde vieram as duas, que é de uma região que era única, o Congo Angola. Era um reino só do Congo e as duas foram escravizadas ainda meninas, é uma história muito parecida. Uma tinha por volta de 7 anos e a outra, por volta de 9 anos, e mesmo assim, tão meninas, ainda chegaram aqui com o povo da diáspora africana e criaram essa consciência de lutar pelo seu povo e pela sua cultura. Cresceram com isso. O foco do enredo é isso, eu busquei elas ainda em vida, para mostrar essa cultura delas, esse colorido, o gingado, a dança, a culinária. Tudo ainda em África, para depois passar para essa parte que nós temos conhecimento aqui no Brasil. A gente conhece a partir dos tumbeiros, a partir do navio negreiro, o antes a gente não tem conhecimento, até porque é muito raro ter essas histórias do povo preto. Eu descobri também que a mancha geográfica desse local, o solo é muIto vermelho, é aquela argila bem vermelhona, por isso que eles têm muito artesanato. O que combina muito com a Estácio de Sá, sem contar o leão, que é um dos símbolos africanos e que é o símbolo da escola. Aí eu falei, realmente é um grande enredo e é esse enredo que eu vou desenvolver”.

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Diante de um enredo e uma história tão forte e tão relacionada a Estácio de Sá, a primeira escola de samba, Marcus confessa que algumas questões o deixaram mais envolto na história.

“Descobrir efetivamente essa ligação da escola com essa ancestralidade foi um ponto. O meu título era outro que não tinha nada haver. E quando eu fui lendo, pesquisando, escrevendo o meu enredo, eu vi que a Estácio cultua a ancestralidade ali no seu chão, desde o início. Então, por isso que o título é “Chão de Devoção e Orgulho Ancestral”, que ela além de cultuar, ela tem muito orgulho dessa religião africana, ela tem muito orgulho de tudo que vem do preto. E também a Estácio fez pouquíssimos enredos africanos, apesar dela ter esse orgulho. Então, a parte que eu mais gosto do enredo é essa ligação, esse fio de ligação com essas entidades, desde a fundação até os dias atuais. Isso é o que me encanta no enredo”.

Para além do profissional, ele vê que o mais interessante não é enredo, não é a história em si, mas as descobertas que pode fazer durante a pesquisa. O ponto que pegou no coração do carnavalesco foi personificar essas mulheres para além do nome do rebatismo de quando chegavam ao Brasil. Afinal, naquela época o nome era imposto pela região que havia vindo da África.

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“Foi quando eu descobri esses possíveis nomes dessas mulheres que a gente não conhece, só conhece o rebatismo. Cambinda e Maria Conga que chegam ao Brasil como mercadoria. Vem do Congo, então vai ser Maria Conga. Então a gente não sabe quem são essas pessoas, a gente não imagina como elas viviam. E descobrir ali esses possíveis nomes dentro da cultura delas. Descobrir que uma, na região da Cambinda, eles tinham os rituais que batizavam seus filhos com o nome de seres poderosos, para eles terem sorte. Descobrir que na região da Maria Conga eles batizavam seus filhos apresentando para a Lua, a luz da Lua, e a Lua soprava o nome no ouvido de seu pai, e se não soprasse ele tinha que voltar outra vez, e outra vez até soprar esse nome. Eu não sei o nome que soprou, mas por isso a gente deu o nome dessa menina de Mwana Ya Sanza, que é filha da lua, filha da luz da lua. Então, descobrir esses nomes, materializar essas meninas antes do navio negreiro, assim é o que me encanta”, confessa o artista.

A abordagem no enredo não é o que costuma aparecer na Avenida. Marcus quer dar novos olhares para África, aos negros e aos africanos. O foco do enredo é trazer a arte, a cultura e o colorido especial.

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“A escola é apaixonada e eu estou contando essa história, eu estou pontuando muito que a Estácio. Nesse ano, eu como artista negro, a gente não vai se recolocar naquele lugar de chicoteado, de escravizado, de maltratado, de assassinado. A Estácio não trará os universais escravocratas. O que são esses universais? Correntes, grilhões, mordaças, chicoteamentos, que eu acho que eu particularmente já cansei desse lugar, de ver essa imagem, de recarregar essa imagem colonialista, do negro sofrido. Eu acho que já deu e dizem que é para que não aconteça de novo. Tá, mas eu acho que já deu. Vamos lançar um novo olhar. O foco da Estácio é nas estratégias que essas meninas e o seu povo tiveram para disseminar a cultura e não apresentando esses universais escravocratas que não são obras de artes. Não são peças para estar expostas, são vestígios de crime, é para ser investigado e não apresentado. Então, esse é o foco, o colorido, a cultura e as estratégias. O sofrimento não vai passar na avenida”, diz o carnavalesco.

O berço do samba, logo na cabeça do desfile, vai mostrar seu impacto. As cores da escola vão se diferenciar do que costumam representar como África.

“O vermelho, porque aqui é o solo do Congo Angola dessa região, que é um vermelho muito forte e a cor da nossa bandeira. Vai ser um choque muito grande esse cruzamento da cor da região africana com a bandeira da escola. Trazer essas cores, porque eu mesmo em outros enredos afro, na Unidos da Tijuca, na Acadêmicos da Rocinha, tinha esse vício que o carnaval tem de fazer a África em tons terrosos, dos marrons, que é o tom da terra, o tom da pele do negro, que vem sem nada. Ele vem só com pano amarrado na cintura, nem roupa ele vem. É a cor do tumbeiro, que é aquele tom da madeira, então a gente sempre coloca a África nesses tons. E ela é tão colorida. Tão magnífica, então isso me encantou, trazer essa cor para um enredo matiz da escola vai ser muito bonito”.

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No entanto, transformar o desfile, as fantasias e alegorias em um espetáculo magnífico não é facil diante de tantas dificuldades na Série Ouro. A Estácio de Sá, que caiu do Grupo Especial em 2020, enfrenta os desafios de estar no Grupo de Acesso, sobretudo, com a ausência de uma Cidade do Samba e infraestruturas dignas.

“A precarização do barracão é muito caro para a gente, faz com que a gente atrase muito o trabalho. Por exemplo, agora a gente conseguiu uma lona na frente, porque a gente tem os avances das alegorias que não dão aqui embaixo do teto. Foi a semana inteira de chuva e não conseguimos mexer em nada lá na frente, nem pintar, nem decorar. Esse barracão, a Estácio conseguiu tem dois anos, só esse ano a gente conseguiu fazer uma cobertura, que nem coberto era. Conseguimos fazer um banheiro, porque o pessoal usava o banheiro do posto de gasolina da frente. As escolas que não estão no grupo especial, não que lá não mereça, tem que ser assim mesmo, eu acho. O espetáculo é tão grande que eu acho que a estrutura que está na Cidade do Samba ainda é pouca, tem que ser melhor. Mas tem que se olhar melhor para as outras escolas. Porque a gente é obrigado pela competitividade a fazer um carnaval equiparado com o do Grupo Especial, com uma verba que não se equipara e com os barracões que não tem nada a ver com o do Grupo Especial. Prejudica muito o trabalho. Se chover forte, já era, a gente tenta colocar a lona, mas o vento é tão forte que arrebenta as lonas, derruba as lonas”.

E as perdas são muitas, a partir delas são criados “truques” para sobreviver e se reinventar: “A decoração a gente teve que refazer. Tem que refazer lá na frente os avançes, a gente está refazendo porque a chuva não parou. Esses dias parou e a gente conseguiu montar uma lona. Agora, a gente vai ter que refazer a pintura e a decoração. Por exemplo, tem dois tripés que a gente já preparou e já não está mais aqui pela falta de cobertura, mas que vão voltar porque ainda faltam alguns detalhes. O tripé está no barracão da AESM Rio, que é o barracão das escolas Mirins e é um pouco mais coberto. A gente conseguiu uma parceria que eles deixaram a gente guardar lá enquanto estava temporal na cidade, e agora a gente vai pegar de volta. Lona o tempo inteiro, porque as laterais são abertas. A chuva de vento vai tudo em cima da alegoria, mas é muito precário mesmo. Todas as escolas de Samba merecem um local digno, seja no Especial, no Acesso, ou nas outras séries”.

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Mesmo diante de tudo, o amor e o prazer de fazer carnaval não se modificam. Eles se transformam, se unem para alcançar o melhor resultado e fazer um desfile lindo. Afinal, se trata de resistência.

“É prazeroso, mas é doloroso pra caramba também. Ainda mais que eu venho de seis carnavais na Unidos da Tijuca, na Comissão de Carnaval, como carnavalesco. A gente tinha lá uma Cidade do Samba. Que tem toda a estrutura, as equipes vão à sua procura, são as melhores. Melhores equipes, você consegue oferecer condições melhores de trabalho para as equipes que vão trabalhar com você. O Grupo de Acesso não são tão boas. De ambiente de trabalho e de qualidade, você tem que estar do lado das pessoas o tempo todo mostrando, ‘Olha, a gente está na dificuldade, mas eu estou aqui junto com você, eu também estou passando por isso’, para que o descaso seja um pouquinho menor. Para a gente sentir o que o outro está sentindo também, para que o outro sinta que eu também estou sentindo que ele está na dificuldade, que ele não está sozinho. Mas é bem, é prazeroso sim, depois que a gente vê o trabalho terminado, que é com um sacrifício terrível, e depende da nossa mão mesmo. Aqui o carnavalesco tem que botar a mão efetivamente, ele tem que ser peça da treinagem para funcionar. Dá um prazer no final. Tem dia que bate aquele desespero, bate aquela tristeza e desespero mas esse amor pelo carnaval faz a gente retornar e pensar que no final vai ficar bonito e sentir prazer”.

Além do barracão que trabalha com uma média de 32 pessoas, o ateliê produz as fantasias, localizado na rua de trás da quadra, que funciona com 42 pessoas.

“O ateliê está a todo vapor, estão bem adiantados e vem funcionando há bastante tempo. A escola investiu bem a verba que tinha em fantasia e está bem antecipada. A estrutura é bem melhor. É um espaço alugado e são dois andares e é bem grande, o ateliê é bem confortável, oferece mais conforto para as pessoas que trabalham”.

Marcus Paulo se emocionou ao ver a roupa do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, o casal Feliciano Junior e Thais Romi, que brilhou no ensaio técnico na Sapucaí. Ele diz que é um dos destaques do seu desfile.

“Eu fui pra prova de roupa do meu primeiro casal, que já tá pronto. Chorei, a lágrima caiu, porque eu achei magnífico. O ateliê aquarela carioca, o Léozinho e o Pedrão arrasaram na roupa, fizeram com muito carinho. Eles são tão encantadores. Eles representam os rituais em liberdade, o som que embala a dança. O africano é muito musical, ele tem a ginga no corpo. Ele traz isso consigo, ele tem o ritmo. Apesar de eu ter o pezinho lá, eu sou horrível de ritmo, nós trazemos essa ginga na alma. Eles representam isso e a indumentária ficou magnífica e a dança deles, me encantaram, me fizeram chorar mesmo. Eu vi alí o locus, o que eles representam no enredo, o que eu escrevi e eu vi se materializando. Fiquei muito feliz”.

Além disso, ele diz que tem outro trunfo no desfile de 2024, que costuma sempre trazer como diferente nas escolas que passa.

“Eu sempre tenho um carro, seja na Unidos da Tijuca, seja na Rocinha, que eu faço com material completamente alternativo, que não tem a ver com carnaval. Esse ano é o meu tumbeiro, o navio. É um trançado que dá aquela sensação de cláusula, de prisão, mas é um transado com um material que não se usa no carnaval. Não é usual e eu acho que esse é o meu trunfo, que vai chamar atenção. É o meu queridinho do barracão”.

Na Estácio de Sá não falta comunidade, irá desfilar com 2200 componentes, um elemento cenográfico na comissão de frente, três alegorias e dois tripés.

“A escola virá bem grande, ela é, de fato, uma escola grande. A comunidade desce mesmo, né? Até porque todo mundo costuma dizer que a Estácio está jogando em casa. Eles têm uma descida do Morro do São Carlos que é dentro da Sapucaí. De componente ela não tem problema. A escola é bem grande”.

Marcus Paulo fala também um pouco sobre como a agremiação irá desfilar tão esperado. Em 2024, o Berço do Samba será a quinta escola a se apresentar na sexta-feira de carnaval.

Conheça como será o desfile

Setor 1: “Então, a abertura do enredo é ainda em África. Apresentando essas duas meninas, os rituais e as culturas e como elas viviam ainda numa África livre. Livre, totalmente livre, ainda sem esse horror da escravização”.

Setor 2: “O segundo setor é a parte da escravatura, quando o povo da diáspora é agredido. Tem essa agressão terrível da escravização e a chegada aqui no Brasil. Tratamos em que condições chegaram, de que forma chegaram e quais as estratégias que eles usaram para suportar tanto sofrimento até chegar aqui. Eu toco muito que essas estratégias são a força religiosa, a espiritualidade. E até no batismo de uma das meninas, que era um ser que protegia, uma Kianda. Na cultura deles é um ser também místico do mar, porque é em região costeira, então, eles têm muita crença no mar, a riqueza vinha do mar”.

Setor 3: “Quais as estratégias foram criadas para essa cultura ser espalhada aqui no nosso país. Mesmo proibidos, ameaçados de ser assassinados e castigados, não podendo fazer, praticar a cultura e a religiosidade, eles arrumavam jeitos às madrugadas, nas senzalas, no chão da senzala, que criavam rodas, de dança, de batuque”.

Setor 4: “O quarto setor é efetivamente a Estácio de sol olhando para o mar. Ela para essa crença e ancestralidade dela, que é o chão de devoção. Na verdade, mostra essas meninas já adultas e a passagem delas para o plano espiritual, quando elas se tornam espírito de luz e são batizadas por Oxalá e Zambi. Se tornam pretas velhas para continuar cuidando do seu povo e da gente até hoje. E aí essa parte, mostra que elas são as mães de todo Estanciano. Desde o início elas tiveram junto com a escola, estão até hoje protegendo e continuam protegendo no desfile. Então, esse último setor fala realmente dessa devoção da Estácio de Sá pela ancestralidade”.