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Freddy Ferreira analisa a bateria do Salgueiro no desfile

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Um desfile excelente da bateria “Furiosa” do Salgueiro. Uma conjunção sonora de qualidade foi produzida. Contando com impacto sonoro por causa da pressão do peso dos surdos e com bossas bem casadas com o grande samba-enredo da Academia, mestres Guilherme e Gustavo provaram estar a altura do desafio.

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Uma bateria “Furiosa” com sua afinação característica de surdos foi percebida, bem pesada. Surdos de primeira e segunda foram firmes, mas eficientes pulsando. Os surdos de terceira fizeram um trabalho irretocável, contribuindo com balanço tanto em ritmo, quanto nos arranjos musicais. Repiques coesos tocaram integrados a um bom naipe de taróis e uma ala de caixas de guerra ressonantes.

Na cabeça da bateria do Salgueiro, uma ala de showcalhos se exibiu com virtude técnica junto de um naipe de tamborins de bastante qualidade. Cuícas seguras também auxiliaram no preenchimento da sonoridade da parte da frente do ritmo da branca e encarnada da Tijuca.

Bossas altamente conectadas a melodia do belo samba salgueirense e com forte impacto sonoro foram realizadas. A maioria se aproveita da pressão provocada pelo peso das marcações, sem contar o luxuoso auxílio dos surdos de terceira nas paradinhas. Destaque para a bossa do refrão principal que prossegue no início da primeira do samba, dando um swing diferenciado, que embalou a dança dos componentes.

A apresentação na primeira cabine (módulo duplo) foi muito boa. Julgadores receberam a “Furiosa” com aplausos após uma exibição limpa e cativante. Já na segunda cabine, mais uma exibição potente e firme foi realizada. No último módulo de julgador, com o tempo limite próximo do fim, somente uma bossa foi apresentada, mas feita com precisão e segurança para coroar o grande desfile da “Furiosa” do Salgueiro, dirigida pelos mestres Guilherme e Gustavo.

Salgueiro faz desfile de ótima harmonia, excelente casal, mas a parte estética não facilita a leitura do enredo

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Por Rafael Soares e fotos de Nelson Malfacini

O Salgueiro foi a terceira escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí neste domingo de carnaval do Grupo Especial. A agremiação entrou com bastante força na avenida, com o público cantando forte o grande samba-enredo. A comissão de frente fez uma bela apresentação, com movimentos firmes, transformação de elementos e um ápice de emocionar, que traduziu muito bem o enredo. O casal de mestre-sala e porta-bandeira mostrou um número fabuloso, como já era esperado. Um bailado limpo, bonito e impactante. Mas logo depois, o carro abre-alas apresentou um problema de locomoção, gerando um buraco na frente da primeira cabine de jurados. As alegorias da escola apostaram muito nas cores verde, amarelo e vermelho, além da iluminação forte. Porém, o nível estético não alcançou o mais alto nível, com pequenas falhas de acabamento e repetição de elementos. As fantasias tinham um nível geral melhor, com uso mais detalhado das cores, e utilização de materiais alternativos e diferenciados. Entretanto, o enredo não se leu com clareza nelas, também pela semelhança nos símbolos e motivos. A parte musical da escola se apresentou muito bem, com ótima atuação do carro de som, comandado pelo intérprete Emerson Dias, além de uma cadência muito boa imposta pela bateria dos mestres Gustavo e Guilherme. A harmonia do Salgueiro foi muito boa, com a maior parte dos desfilantes entoando o samba com força. A vermelho e branco levou o enredo “Hutukara” para a avenida, em defesa dos povos originários., terminando em 1h08.

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Comissão de Frente

Com o nome de “Ya Nomaimi! Ya Temi Xoa!”, a comissão de frente assinada pelo coreógrafo Patrick Carvalho trouxe um grupo de 15 componentes, com a maioria deles usando fantasias de indígenas, bem coloridas. Eles vinham dentro de elementos disfarçados de mata. Em determinados momentos, esses elementos eram fechados pelos componentes, se transformando em conchas e depois em animais. O pivô da comissão era um integrante que representava um yanomami. Eles se encontravam e dançavam com bastante firmeza e sincronia. O tripé em formato de grande árvore se aproximava e nele surgia uma criança yanomami. O indígena adulto interagia com ela e a protegia dos dois componentes que representavam agentes do desmatamento. Eles traziam armas de brinquedo nas mãos, que soltavam fogos frios. O tripé se abria em seu centro, e o indígena adulto escalava uma cápsula que protegia uma família yanomami. O enredo foi muito bem traduzido na comissão de frente.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidcley Santos e Marcella Alves, veio com uma fantasia de nome “Yakoana”, representando o pó alucinógeno utilizado nos rituais cotidianos dos xamãs na terra indígena Yanomami. A partir de sua inalação, os indígenas conseguem ver os xapiris, espíritos de luz protetores da floresta, que transmitem as mensagens de Omama através de cantos, colhidos das “árvores sábias” das partes mais remotas da Hutukara. A apresentação do casal foi de excelência. A fantasia toda em vermelho era muito bonita e bem acabada. A dança mostrou movimentos fortes, limpos e bem sincronizados. As interações entre os dois eram de muita beleza e cumplicidade, com sorrisos, troca de olhares e confiança. O número mesclou elementos mais tradicionais, com passos coreografados em alguns momentos do samba-enredo.

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Samba-Enredo

O samba do Salgueiro tem uma letra muito forte e inspirada que descreve o enredo com excelência, um grande manifesto em defesa dos yanomamis e dos povos originários, com momentos de maior doçura na apresentação das crianças que conduzem o enredo. A melodia, também muito bonita e valente, traz várias nuances que valorizam o samba e ajudam a impulsionar o canto. Composto por Pedrinho da Flor, Marcelo Motta, Arlindinho Cruz, Renato Galante, Dudu Nobre, Leonardo Gallo, Ramon Via13 e Ralfe Ribeiro, a obra musical teve ótimo rendimento na avenida. O intérprete Emerson Dias mostrou um belo desempenho ao cantar o samba, com força e empolgação, embalado pela bateria dos mestres Gustavo e Guilherme.

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Harmonia

A comunidade do Salgueiro teve um canto de alto nível em seu desfile. O principal trecho entoado pelos componentes foram os refrãos da obra. Mas toda a extensão do samba era bem cantando por todos. A imensa maioria das alas mostrou grande volume no canto. E isso se manteve do início ao fim do desfile. Merecem destaque as alas “Waka, o Tatu-Canastra”, “Colheita da Banana” e “Yoasi, o Criador da Escuridão”. A grande qualidade da obra musical foi fundamental para esse desempenho. No carro de som, Emerson Dias teve uma exibição de alto nível, conseguindo aliar sua conhecida empolgação com a potência necessária para a condução. Os cantores de apoio deram ótima sustentação ao canto.

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Evolução

A evolução da escola foi de bom ritmo durante a passagem pela Sapucaí, fluido, sem lentidão ou correrias. Os desfilantes mostraram muita força e empolgação para cantar o samba e brincar o carnaval. Entretanto, logo na primeira cabine de jurados, que é um módulo duplo, o carro abre-alas apresentou um problema para se locomover, o que ocasionou um buraco considerável. Isso foi corrigido pouco tempo depois, mas o erro foi notório. O restante do desfile transcorreu de forma tranquila. A agremiação encerrou o desfile em 68 minutos.

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Enredo

O Acadêmicos do Salgueiro apresentou o enredo “Hutukara”, um grande manifesto em defesa da terra e dos povos originários, seguindo a ótica cosmológica da etnia Yanomami. Para eles, Hutukara (o céu original a partir do qual se formou a terra) é que mantém todo ser humano vivo, juntamente com os rios e a floresta. Os Yanomami têm profundo conhecimento da floresta tropical em que vivem, das espécies vegetais nela existentes e das formas como podem ser aproveitadas.

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A partir da abertura de canteiros de obras no período da ditadura militar, e a posterior invasão de garimpeiros, um grande choque epidemiológico foi gerado, resultando em muitas perdas através da malária e de infecções respiratórias, além da destruição dos leitos dos rios e poluição de suas águas. Em meio à tragédia, o Salgueiro se coloca como meio para identificação da beleza e da cultura desse povo, ressaltando suas particularidades, a fim de valorizar a história do Brasil.

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O quesito se mostrou um dos problemas da escola, pois a leitura do enredo não foi facilitada pelas alegorias e fantasias no cortejo. A repetição de elementos, símbolos e cores fez com que a história contada parecesse não evoluir durante o desfile. No fim, a escola ainda colocou a ala de pessoas que fecha o desfile à frente da bateria. Gastou-se muitos setores para a ambientação do povo yanomami, e a defesa desse povo contra os males do homem branco que a escola propunha não se percebeu com tanta intensidade.

Fantasias

O conjunto de fantasias do Salgueiro foi de bom nível, com uso mais variado das cores em comparação às alegorias. Além disso, a utilização de materiais alternativos se fez bem presente, gerando boas e criativas soluções. Na maioria, eram fantasias volumosas e detalhadas. De forma geral, o acabamento era bom, com leves falhas em poucas alas, nada que preocupe a agremiação. Porém, a leitura do enredo não foi facilitada, por conta da repetitividade já mencionada. Na beleza, destaque para as alas “Pesca”, “Oscar Yanomami” e “Guarani Kaiowá”. Na originalidade, destaque para a fantasia dos passistas, que fez uso de pedaços de garrafas plásticas, proporcionando belo efeito.

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Alegorias

O conjunto alegórico da escola foi marcado pelo acabamento correto, salvo algumas exceções. Porém, a repetitividade nas cores e principalmente nos elementos prejudicou o quesito. O carro abre-alas, intitulado “Hutukara: A Nova Floresta”, apresentou o universo cosmológico do povo Yanomami sobre a criação da terraonde vivem. Na sequência do desfile, a segunda alegoria do Salgueiro, de nome “Amoa Hi: A Árvore dos Cantos”, simbolizando a visão Yanomami de que durante o transe xamânico, os xapiris se comunicam através de cantos, buscados na árvore dos cantos.

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O terceiro carro da agremiação, intitulado “A Aldeia Watoriki”, retratava a maior aldeia do território Yanomami, que se situa no extremo nordeste do estado do Amazonas, perto do seu limite com o estado de Roraima. O tripé intitulado “Comedor de Terra” representava uma retroescavadeira estilizada como um animal e uma grande boca. A quarta alegoria da escola, de nome “A Tragédia Yanomami”, simbolizava a exploração do garimpo ilegal, iniciada durante os governos militares, que trouxe malefícios para o povo Yanomami.

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O quinto carro alegórico da agremiação, intitulado “A Beleza Yanomami”, retratava a beleza e a força desse povo, que nada contra a correnteza da destruição. A sexta e última alegoria do Salgueiro, nomeada “Por um Brasil Cocar”, representava um grito de exaltação ao Brasil originário, através da arte indígena. Quase todas se apresentavam nas cores verde, amarelo e vermelho. O acabamento era apenas correto na maioria dos carros, mas algumas falhas foram vistas, como um rasgo em uma escultura do abre-alas e parte de um braço de outra escultura quebrado no quarto carro. A solução estética da quinta alegoria, ao representar um rio em um telão de led, não fez muito sentido.

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Outros destaques

A bateria do Salgueiro, comandada pelos mestres Gustavo e Guilherme, teve um ótimo desempenho. O andamento adotado se mostrou perfeito para embalar o samba enredo. Bossas e convenções bastante adequadas e bem encaixadas ao samba, injetando muita energia nos componentes, que conseguiram cantar e brincar com bastante força e alegria.

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Com estética diferenciada, abre-alas da Grande Rio impressiona com o mito da criação do mundo

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GR Esp02 013Batizado de “Mundo inaugural, misterioso e obscuro”, o abre-alas da Grande Rio representou a visão mágica para a criação do mundo pela visão Tupinambá. A alegoria levou para a Avenida uma estética diferenciada, grande marca da trajetória dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. Com tons pretos, ele foi feito em fibra cristal e era realçado pela iluminação.

Segundo Haddad, o carro alegórico teve como proposta fazer com que o público se sentisse no caos da criação do mundo. O abre-alas foi dividido em dois chassis – cada um com um significado -, e os destaques representaram morcegos e corujas.

GR Esp02 015“É um carro que representa a escuridão, já que o próprio velho que cria a humanidade se cria a partir da batida das asas dos morcegos e das corujas. A partir dessa escuridão, a gente vê a criação da terra – que é a primeira parte do chassi -, e a criação dos homens – que é representada na segunda parte da alegoria. Todas as esculturas dele acendiam por dentro. Conseguimos dar a cor que queríamos, mas mantendo a nossa base preta. A proposta foi que as pessoas se sentissem neste caos que foi a criação do mundo Tudo isso não quer dizer que não havia luz. Por isso tivemos a escuridão com luz. Essa foi a abertura da Grande Rio”, explicou o carnavalesco.

Um dos destaques do carro, o assessor de imprensa Wander Fernandes, 38 anos, representou um morcego. Em seu terceiro desfile pela Grande Rio, mas na primeira vez como destaque, ele contou que ficou encantado com a estética do abre-alas. Para ele, a alegoria falou por si só e conseguiu tocar o sentimento do público.

GR Esp02 008“Quando cheguei no barracão e vi o carro, fiquei impactado pela força. Eu não esperava tudo isso logo no meu primeiro ano saindo em um carro. Vir representando a força que o início do enredo trouxe, em um carro com essas nuances de cores muito fortes foi incrível. Acredito que ele deu um grande impacto em todo mundo. Ninguém esperava por isso”, afirmou Wander.

O sentimento de algo nunca visto também marcou os destaques do carro. É o exemplo de Anderson Trigueiro, consultor, 42 anos. Apaixonado pelo espetáculo do carnaval, ele afirma que nunca viu um abre-alas com uma estética como a que foi apresentada pela escola de Caxias.

GR Esp02 005“Esse abre-alas é um dos carros mais bonitos que eu vi na minha vida e teve um efeito sensacional com a luz. Saber que fiz parte desse espetáculo foi indescritível. A minha fantasia representou o morcego que veio no carro das trevas. Trovejamos e escurecemos a Sapucaí”, comentou Anderson.

Com o rugido da onça, a Tricolor da Baixada Fluminense foi a quarta agremiação a desfilar neste domingo de carnaval. O enredo “Nosso destino é ser onça” foi desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.

Elegância e tradição marcam a velha-guarda da Unidos da Tijuca

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Tijuca01eA Unidos da Tijuca mergulhou no miticismo em seu desfile com o enredo “O conto de fados”, contando a história de Portugal por meio das lendas portuguesas. A velha-guarda surgiu no início do desfile como os guardiões das histórias e tradições tijucanas, prestando homenagem ao mito grego, uma lenda fundadora que inspira todo o enredo.

“A nossa expectativa é para uma nota dez, nós viemos com o coração aberto, dispostos a levar esse título com esse enredo maravilhoso e com a escola preparada. Eu tenho 67 anos e quero mais uma vitória para a minha escola, o meu desfile inesquecível é do Ayrton Senna e eu ou baluarte da escola, sou cantor, compositor, estilista e destaque de outras escolas, mas a minha escola de coração é a Unidos da Tijuca”, contou Wander Germano.

Tijuca01dAs fantasias mostraram toda a elegância e beleza da velha-guarda da escola, as senhoras com um vestido branco, lenço azul claro brilhoso e um broche com fitas carregando o nome da galeria da velha-guarda, enquanto os senhores passaram com toda a elegância de branco.

“Nós fomos guardiões do nosso pavilhão, então muito orgulho que a gente teve de cuidar da Lucinha e do Mateus, a gente veio cuidando da nossa bandeira na nossa escola, que a gente ama de paixão, eu tenho 30 anos de Tijuca, é muito amor. E a gente vai ser campeã, com certeza”, comentou Angela Maria Marques da Silveira de 67 anos.

Tijuca01cJosé Carlos Gonçalves de 72 anos, desfila na Tijuca há 50 anos e contou como essa história começou lá no passado com o seu pai e esse amor foi seguindo como tradição na família: “A gente vem para ganhar, quando a gente coloca o pé na avenida é para ganhar. E foi um enredo que mostrou que não é só no Brasil, tem em Portugal um cara de história também. Eu saio na escola há 50 anos, eu tenho 72 anos, meu pai foi um dos que tinha a ala na escola, na Tijuca. E depois passou para a gente, ficou eu, minha irmã, meu irmão. Eu só saio na Tijuca, não saio em outra escola.”

“Eu represento muita coisa na velha guarda, eu saio na Unidos da Tijuca desde pequenininha e hoje eu vou fazer 67 anos e estou aqui na minha escola e na velha guarda. Para mim, todos os desfiles são marcantes, mas o ‘É segredo, não conto para ninguém, sou Tijuca e vou além’ me marcou muito”, pontuou Rosineia de Assis Mendes.

Grande Rio: fotos do desfile no Carnaval 2024

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Salgueiro: fotos do desfile no Carnaval 2024

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Baianas da Grande Rio encantam Sapucaí com manto Tupinambá

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GR Esp01 002As baianas da Grande Rio, quarta escola da noite, desfilaram de “Açoiaba Manto Tupinambá”, numa fantasia que representou, em forma de denúncia, o roubo de peças fundamentais para a compreensão da nossa história. A fantasia foi influenciada pela artista Célia Tupinambá, que acompanha o processo de negociação e retorno de mantos roubados do Brasil por viajantes europeus. Esses mantos eram utilizados pelos tupinambás desde tempos imemoriais em diversos rituais.

Muito colorida, a fantasia contava com colares em formato de presa, sob o manto. A parte frontal vinha com uma flor feita com penas falsas, tal qual o costeiro, e a saia com diversas cores. As costas em tons de vermelho, vinham como plumas diversas. Todas as baianas da Grande Rio vieram também com uma máscara de onça, de madeira, muito leve, além de um pequeno papagaio em cima do ombro esquerdo. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, algumas baianas conversaram sobre a fantasia com que desfilaram no enredo “Nosso destino é ser onça”.

GR Esp01 004Lenise Miranda, baiana de quarenta e cinco anos, adorou as cores vivas da fantasia, e em especial a saia: “Eu achei maravilhosa, coloridíssima e muito viva. Adorei, adorei mesmo. A saia está muito bonita esse ano, muito bonita mesmo. Todos os anos sempre está! A Grande Rio sempre arrebenta nas fantasias”, comentou ela, que vem pelo terceiro ano como baiana da escola, destacando a leveza da saia e da fantasia como um todo: “Esse ano a saia está com um diferencial muito confortável, e eu até pensei que esse ano ia vir bem pesada a fantasia, mas está bem tranquila. Até o chapéu também veio bem confortável. Está tudo ok”. Lenise continuou contando os detalhes que chamaram a atenção para ela: “Gostei dessas ombreiras e desses detalhes coloridos da saia, que está bem colorida, bem detalhada mesmo”.

Sandra Helena, de sessenta e um anos, baiana desde 2016, amou o carinho dado à confecção da fantasia: “Quem fez a fantasia, idealizou com muito carinho. É um carinho, uma mescla de cores, uma mescla de informação. Tá muito linda”. O que mais chamou a atenção dela na fantasia foram as costas: “Eu quase nem vejo, mas essas costas estão lindas. Está um manto. Eu diria que está a transformação da onça. Porque quando ela se camufla, você não vai ver essa frente. Ela se esconde atrás dessa capa”.

GR Esp01 003Janaína Helena, de quarenta anos, reforçou o amor das baianas pelo colorido da fantasia neste carnaval: “Eu achei um luxo, maravilhosa, representando muito a escola, colorida, feliz, alegria. É isso que representa, e eu gostei das cores, que eu acho que o colorido traz uma representatividade do carnaval”. Já o que mais chamou a atenção dela no conjunto foi a cabeça da fantasia, em com flores em tons vermelhos, além da representação dos tupinambás.

Silvânia do Nascimento veio pela primeira vez na ala das baianas da escola, e gostou da armação e da leveza da fantasia: “Linda, perfeita e impecável. A saia é perfeita, a armação dela não é tão pesada quanto eu imaginei que fosse, é bem confortávelzinha. Tem o seu peso, mas tá normal, eu achei que fosse mais pesada”. A nova baiana, de quarenta anos, gostou também da concepção e da perfeição da fantasia “Os designs arrasaram, ficou perfeito. A fantasia se encaixou perfeitamente dentro do enredo, dentro do que a escola vai mostrar pra vocês na avenida, todo mundo vai gostar. Nosso destino é ser onça hoje!”.

‘Razão do meu cantar feliz’: quarta alegoria da Beija-Flor levou a essência nilopolitana para a avenida

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Beija Esp04 004A quarta alegoria da Beija-Flor de Nilópolis foi batizada de “A razão do meu cantar feliz”, uma representação do povo nilopolitano com seus delirantes enredos rumo à Maceió, para coroar o Rás Alagoano. Repleto de beija-flores e adereços que faziam referência à história da escola, o carro alegórico trouxe membros da velha guarda, além de grandes nomes da história da agremiação, como Sônia Capeta, primeira rainha de bateria nilopolitana, e Cássio Dias. A baluarte Pinah – a destaque que sambou com o então príncipe Charles – foi representada por Renata Pérola, cria da escola.

Um dos maiores passistas do carnaval carioca, Cássio Dias representou o principal símbolo da Azul e Branco: o beija-flor. Há 35 anos na escola ele afirmou ser uma enorme felicidade ser um dos destaques do carro que representou a história da agremiação.

Beija Esp04 002“É a maior felicidade que eu poderia ter. Neste ano, completo 35 anos de Beija-Flor, e desfilar no carro que representa a soberania nilopolitana é um grande presente. Sou muito grato à minha comunidade e à presidência. A alegoria representa muito bem a história da escola. A minha fantasia representa o próprio beija-flor – o maior símbolo da escola. Foi um presente que o ‘seu’ Anísio mandou me entregar. Nunca perco aquele frio na barriga (risos). Agradeço a Deus e aos orixás por estar em mais um carnaval”, contou Cássio.

A velha guarda também foi reverenciada na alegoria. Grandes personalidades do mundo do samba e fundamentais para a concretização do que o espetáculo do carnaval se tornou, os baluartes ficaram emocionados com a alegoria. É o caso de Sueli Martins, aposentada de 68 anos, que desfila na agremiação há 47 anos.

Beija Esp04 001“Este carro não representa só a história da escola, ele me representa. Eu chorei muito quando peguei essa fantasia, porque ela está linda. A alegoria também está maravilhosa e mostra a história e a essência da nossa escola. A Beija-Flor representa tudo na minha vida: saúde, prazer e alegria. Não vivo sem ela e, se um dia eu parar, acho que morro”, disse Sueli, componente da velha guarda.

Pinah, a baluarte nilopolitana que em 1978 encantou o então príncipe Charles, da Inglaterra, também foi homenageada pela alegoria. Ela foi representada por Renata Pérola, 35 anos, cria da Azul e Branca. Na época com dez anos de idade, viu na Cinderela Negra uma inspiração.

Beija Esp04 007“Eu tinha apenas dez anos quando me encantei com essa mulher maravilhosa, que é a Pinah. A partir daí, eu sonhava em me tornar uma mulher igual a ela. Ela é esplêndida e tem muita representatividade na vida da nossa comunidade. A Beija-Flor me deu a oportunidade de ser uma Pinah em um desfile. O carnaval é a realização de sonhos. A Beija-Flor representa isso e é 80% da minha vida. Ela nos trás a representação da nossa raça e luta pela nossa igualdade”, contou Renata.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Beija-Flor no desfile

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Um ótimo desfile da bateria “Soberana” da Beija Flor de Nilópolis, sob comando dos mestres Rodney e Plínio. Uma conjunção sonora valiosa foi apresentada, pautada pelo equilíbrio e uma fluência plena entre todos os naipes, graças a uma equalização de timbres acima da média. Uma bateria da Beija com bossas dançantes e executando de modo frequente seus arranjos, ajudando a levantar a obra da escola para os componentes.

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Uma bateria da Beija Flor com uma afinação de surdos privilegiada foi percebida. Marcadores de primeira e de segunda foram precisos e educados durante todo o cortejo. Os surdos de terceira deram um balanço envolvente ao ritmo da azul e branca da Baixada. Repiques de alta qualidade técnica tocaram juntos de caixas de guerra consistentes, além de frigideiras que adicionaram um tom metálico a autêntica batucada nilopolitana.

Uma parte da frente do ritmo da “Soberana” a altura da cozinha da bateria foi exibida. Uma ala de cuícas segura foi notada. Um naipe de tamborins equilibrado e ressonante tocou de modo entrelaçado com uma ala de chocalhos de alto nível técnico. É possível dizer que o casamento musical entre tamborins e chocalhos foi um dos pontos altos do trabalho envolvendo as peças leves.

Bossas intimamente ligadas a melodia do samba foram percebidas. Arranjos musicais que se aproveitaram das variações melódicas da obra da Beija foram realizadas com segurança. Destaque para o swing envolvente e boa sonoridade produzida na paradinha do refrão do meio, que ajudou a impulsionar o samba da escola, além de permitir uma interação dançante eficiente para os componentes. Algumas nuances rítmicas em forma de breques também fizeram parte da musicalidade apresentada, evidenciando boa versatilidade rítmica.

A apresentação na primeira cabine (módulo duplo) foi bastante eficiente e segura. Todas as bossas foram feitas com firmeza. Uma exibição ainda melhor foi realizada na segunda cabine, com os mestres soltando o leque de bossas duas vezes consecutivas, tamanha era a segurança no ritmo nilopolitano. No último julgador mais uma exibição de qualidade foi realizada, coroando o grande desfile da bateria “Soberana” da Beija Flor, comandada pelos mestres Rodney e Plínio.

Beija-Flor se reencontra com sua identidade visual em desfile com alegorias e fantasias exuberantes, mas erro de evolução compromete busca pelo campeonato

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Por Luan Costa e fotos de Nelson Malfacini

A Beija-Flor de Nilópolis foi a segunda escola a pisar na avenida na primeira noite de desfiles do Grupo Especial. Apesar de estar em uma posição de desfile inédita para a agremiação e considerada ingrata para muitos sambistas, a escola entrou na avenida com a habitual garra da comunidade. O desfile desta noite marcou o reencontro da azul e branca com a sua identidade visual que marcou história no carnaval, o conjunto de alegorias e fantasias teve gigantismo, luxo e acabamento de primeira marcaram todo o desfile. A passagem Nilopolitana pela avenida começou de forma marcante, a comissão de frente apostou no uso de pequenos elementos cenográficos e causou uma boa impressão junto ao público, assim como a apresentação encantadora de Claudinho e Selminha Sorriso. Porém, nem tudo foi perfeito, a evolução, apesar de correta em boa parte do percurso, teve um grande deslize justamente em frente ao módulo duplo de julgamento, a quinta alegoria travou pouco depois de entrar na avenida, as alas da frente seguiram e um grande buraco foi deixado.

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Apresentando o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, que fez sua estreia na azul e branca de Nilópolis de forma extremamente positiva, a escola homenageou a cidade de Maceió por meio do personagem Rás Gonguila, um filho de escravizados que acreditava ser descendente da realeza etíope. A agremiação terminou sua apresentação com 68 minutos.

Comissão de Frente

A comissão de frente coreografada pela dupla Jorge Teixeira e Saulo Finelon foi intitulada “Gira, mundo, feito o pião do menino!” e costurou os retalhos da memória mais remota de Benedito e refez, na Marquês de Sapucaí, os caminhos percorridos pelo engraxate que se encantou pelos Carnavais de Maceió. Em sua proposta, a comissão abriu mão de um tripé grande e apostou em pequenos elementos cenográficos que faziam sentido dentro da narrativa apresentada.

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A cadeira, que antes era do engraxate, se transformou em carruagem, além dessa parte, outros momentos se destacaram, o primeiro deles foi quando o grupo de bailarinos formou um peão com os próprios corpos. No final, as luzes da Sapucaí se apagaram e aconteceu a coroação de Benedito, um grande manto colorido se destacou. O objetivo foi entregue e a comissão passou pelos júris sem apresentar nenhuma falha.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Claudinho e Selminha Sorriso são verdadeiras entidades da Beija-Flor e do carnaval carioca, já são mais de 30 anos de uma parceria vitoriosa e encantadora, em mais uma prova de que o tempo parece não passar para ambos, o pavilhão da azul e branca de Nilópolis foi defendido com enorme brilhantismo. Durante as três apresentações nos módulos de julgamento, a dupla mostrou enorme confiança, garra e bailado incomparáveis. A dança clássica teve total destaque, porém, em alguns momentos do samba, houve uma pitada de coreografia.

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Na noite deste domingo, eles representaram Zumbi e Dandara, casal que lutou contra a escravidão e foi resistência, no desfile da Beija-Flor, os dois personagens receberam o tratamento digno em suas indumentárias. A roupa mesclou o marrom com o azul da escola, além de detalhes pratas e muito brilho, o cuidado da fantasia evidenciou ainda mais o bailado da dupla, que passou pela avenida esbanjando simpatia e claro, o contagiante sorriso no rosto.

Enredo

O carnavalesco João Vitor Araújo fez sua estreia à frente da Beija-Flor, coube a ele desenvolver o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, nele, a escola enredou-se pelos devaneios de Benedito dos Santos, o Rás Gonguila, e embarcou numa jornada encantada de reis negros e folguedos afro-brasileiros, com as nobrezas de Maceió, de Nilópolis e da Etiópia.

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João optou por dividir a narrativa em seis setores, sendo eles: “O quilombo do menino Benedito”, “Meu destino é ser brincante”, “Quando encontro a corte africana”, “É ela, maravilhosa e soberana”, “A soberania popular me traz”, e por último, “Tem Pajuçara no mar da Mirandela”. Apesar da proposta delirante, o enredo foi contado de maneira clara na avenida, ainda que a imaginação precisasse voar, nenhuma ponta ficou solta e o entendimento foi imediato.

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Em sua justificativa, o enredo da Beija-Flor para 2024 apostou em um delírio baseado na realidade, um desafio ao tempo e ao espaço. Quase nada nele foi literal ou linear. A passagem da escola foi como uma festa mágica, sob a luz dos encantados, com as cores, os ritmos e os pisados dos folguedos de Alagoas. Um encontro entre personagens reais, alguns dos quais viveram na mesma época, mas que nunca se viram.

Alegorias e Adereços

O conjunto alegórico da Beija-Flor relembrou os velhos tempos da escola: opulento, luxuoso, com esmero nos detalhes e extremamente impactante. No total, foram seis alegorias, todas com o gigantismo e acabamento que fizeram a azul e branca se tornar referência no quesito em décadas passadas. O carnavalesco João Vitor Araújo merece todos os aplausos, em sua chegada na escola, ele conseguiu captar o sentimento do nilopolitano e entregou todo o seu talento.

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O carro abre-alas, denominado “Palmares de luta, Palmares de festa”, apresentou o quilombo de Palmares imaginado por Benedito: lugar de luta e de festa, de conquista e ancestralidade, foram três chassis de extremo bom gosto e facilidade de leitura, o Beija-Flor, símbolo da escola, permeou todo o carro.

A segunda alegoria, “Olha o Carnaval de Maceió aí, gente!”, levou o carnaval das ruas e praças de Maceió, na época da consagração do Rás como o maior brincante da capital alagoana, inúmeras esculturas estavam presentes no carro, todas com muito cuidado no acabamento.

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Na sequência, a escola seguiu com enorme esmero em suas alegorias, como na alegoria “O último Leão de Judá”, que mostrou a coroação de Haile Selassie, que no delírio de Rás era seu parente. No quarto carro, “Razão do meu cantar feliz”, a velha guarda teve posição de destaque, o único senão ficou por conta de uma das esculturas que não girou. O penúltimo carro, “O relicário da cultura alagoana” representou as festas e a cultura de Maceió. Para finalizar, o carro “À beira-mar, nasce um rei!”, mostrou o encontro das realezas à beira mar e finalizou o desfile com chave de ouro, bolinhas de nitrogênio transportaram o público para o fundo mar.

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Fantasias

Assim como no conjunto alegórico, o talento de João Vitor se fez presente também nas fantasias da azul e branca da baixada, do início ao fim as fantasias impressionaram pelo bom gosto, uso de materiais de primeira qualidade, acabamento cuidado e volume. No total foram 33 alas, os figurinos tomavam conta de toda a avenida, os costeiros eram enormes e alguns chegaram a “bater” nas frisas, como na segunda ala, “Guerreiros Jagas-Ingambalas”, ala cinco, “Borboletas, primeiro amor de Benedito”, e 29, “É Carnaval nas praias de Maceió – Brincantes do Pontal da Barra”. A paleta de cores da escola também se mostrou um acerto, João levou para avenida uma Beija-Flor extremamente colorida, tudo fez sentido de acordo com a narrativa contada no enredo, por exemplo, no setor que trouxe a nobreza nilopolitana, as fantasias eram predominantemente nas cores da agremiação.

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Harmonia

Se o ano passado marcou o reencontro da Beija-Flor com a sua comunidade, o desfile desta noite deu continuidade, o componente nilopolitano entrou na avenida acima de tudo felizes, talvez por terem se reconhecido nas fantasias e alegorias, ou por conta do samba, que apesar de não figurar entre os melhores da história da escola, passou pela avenida de forma satisfatória. Além da garra habitual apresentada pela comunidade, foi possível observar uma escola mais solta e brincante.

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O conjunto harmônico da escola foi de extremo cuidado, a bateria comandada pelos mestres Rodney e Plínio foram fundamentais para que o samba crescesse durante a passagem pela avenida, o mesmo vale para Neguinho da Beija-Flor, a voz da escola passou novamente em grande estilo.

Samba-Enredo

O samba de autoria de Kirraizinho, Lucas Gringo, Wilsinho Paz, Venir Vieira, Marquinhos Beija-Flor e Dr. Rogério foi interpretado com o brilhantismo de sempre de Neguinho da Beija-Flor. A obra fugiu da linha de sambas densos que a escola apresentou nos últimos carnavais, o samba deste ano apostou na leveza e simplicidade, o encontro foi feliz e o samba passou pela avenida com extrema facilidade, sendo cantando inclusive pelo público presente nas arquibancadas.

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O refrão principal possui características que mexe com o brio do nilopolitano, o “doa a quem doer” fez com que a comunidade explodisse a cada passada, porém, alguns momentos do samba possuem difícil compreensão, o que diminuiu o brilho em comparação com os refrões, os versos versos “Gira, mundo, feito pião que Gonguila do jeito, que me eterniza o bendito dos plebeus” e “Um coco, um pouco de samba de roda”, exemplificam essa afirmação.

Evolução

A evolução foi o quesito que destoou do ótimo desfile apresentado pela agremiação, apesar de fluido durante boa parte do percurso, a Beija-Flor cometeu um grande deslize em frente ao módulo duplo de julgamento presente no setor três, a quinta alegoria entrou na avenida de forma lenta e travou, as alas que estavam na frente seguiram o cortejo e um grande buraco foi deixado, apesar de não ter demorado muito para contornar, foi exatamente no campo de visão dos jurados. Apesar desse erro, todo o restante do desfile foi sem sustos, os componentes evoluíram de forma uniforme e não foram observados descompassos.

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Outros Destaques

A Beija-Flor passou pela avenida com algumas personalidades da mídia presentes, como a atriz Giovanna Lancellotti, a bailarina Brunna Gonçalves e o ator Samuel de Assis, que representou Rás Gonguila na última alegoria da escola. A rainha de bateria Lorena Raíssa brilhou pelo segundo ano à frente dos ritmistas da azul e branca. O desfile realizado pela escola a credencia para disputar as primeiras colocações na quarta-feira de cinzas.

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