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Imperatriz: fotos do desfile no Carnaval 2024

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Sob comando de Fafá, bateria da Grande Rio representou ‘O rugido das onças’

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grande rio desfile24 057A bateria da Grande Rio desfilou com uma fantasia que representou “O som do rugido das onças”, e incorporou o poderoso rugido da onça e celebrou os povos originários – homens e mulheres onças. Segundo o mestre os ritmistas da agremiação, a roupa foi destacada pela leveza e a luxuosidade.

Ao todo, a Tricolor de Duque de Caxias levou 270 ritmistas para a Passarela do Samba. A apresentação foi dividida em quatro bossas: na “cabeça” do samba, no meio, uma antes do refrão final e, por último, no final. Comandante da bateria da escola desde 2019, foi a primeira vez que o mestre de bateria desfilou sem a presença do pai, Dú Gás, que também foi mestre da Grande Rio. “É um sentimento diferente e totalmente novo para mim, porque é a primeira vez que o meu pai não veio ao meu lado – o meu ídolo”.

grande rio desfile24 056O segmento garantiu os 30 pontos para a Tricolor da Baixada nos últimos três carnavais. Para Fafá, o segredo está no intenso trabalho, além da união e da humildade. Segundo ele, o único pedido feito aos ritmistas foi que eles se divertissem.

“Estar à frente dessa galera é algo muito fantástico. Entendemos o quanto difícil é ensaiar por conta de fatores como a rotina e a violência, mas eles não abandonam. O ensaio esteve lotado todas as semanas. Hoje o meu único pedido foi para eles se divertirem, porque só tenho que agradecer. A união e a humildade são os segredos da bateria da Grande Rio – conseguimos reconhecer quando erramos, e quando acertamos, isso não sobre à cabeça. Acredito que o segredo para o sucesso está na humildade, no silêncio e no trabalho”, disse Fafá.

Com o enredo “Nosso destino é ser onça”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, a Grande Rio foi a quarta agremiação a desfilar neste domingo de carnaval.

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Com baianas à la cigana, Imperatriz une a sabedoria das mães do samba ao poder das ciganas

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Imperatriz Esp02 002As baianas leopoldinenses se vestiram à moda cigana para dar contorno carnavalesco à cigana que tudo sabe e tudo pode enxergar. As ciganas, conhecidas por ler a mão das pessoas e adivinhar o futuro, vieram representadas pela ala das baianas. Que no tradicional pano da costa baiano estava um grande olho, simbolizando o nome da fantasia “A cigana que tudo pode enxergar”, além de elementos característicos do icônico traje de baiana com aspectos da típica indumentária cigana.

Sob a cabeça, um lenço com moedas douradas penduradas é acompanhado de flores, um leque e uma moldura formada por um conjunto de penas tingidas na tonalidade da pedra verde que batiza a cigana fictícia que deixa seu testamento como um manual de sabedoria, que é o tema do enredo da escola. No pescoço, os colares dourados remetem ao gosto cigano pela extravagância do ouro. A saia é preenchida por uma variedade de cortes de lenços em godê.

Imperatriz Esp02 005“Hoje somos a cigana Esmeralda e ela já nos contagiou desde o início das disputas de samba, e eu já estava encantada, então quando o samba veio, e foi um samba que a gente não estava esperando, que foram dois sambas em um, foi uma surpresa para a gente. Mas o samba entrou, casou, e a gente dança, a gente brinca, e a gente estava numa expectativa muito grande. Como será a nossa roupa, e a gente vêm de cigana, muito colorido, muito bonito, leve, e realmente é isso, superou as expectativas, o Leandro, como sempre, maravilhoso, a Dona Cátia, também tem muito carinho por nós”, contou a assistente social, Maria das Graças, de 54 anos.

Com uma fantasia opulenta, volumosa e riquíssima em detalhes, as baianas da Imperatriz atravessaram a Sapucaí. Engana-se quem pensou que a fantasia delas era pesada, conforme elas disseram ao site CARNAVALESCO, o figurino era levíssimo e confortável.

Imperatriz Esp02 004“Nossa fantasia é a cigana esmeralda, vem misturando um pouco da sabedoria da cigana com a sabedoria das mães baianas. E eu amei a fantasia, está leve, dá para a gente dançar bastante, dá para a gente brincar, rodar a baiana no testamento da cigana Esmeralda”, disse Cleide Silva, 50 anos, doméstica.

Para a advogada, Cleide da Cruz, de 47 anos, que há duas décadas vem como baiana na Imperatriz, a fantasia foi a mais leve que ela já usou.

“A nossa fantasia vem representando a cigana Esmeralda, que deixou no seu testamento um manual e a gente seguiu o manual dela para esse desfile. Esse olho imenso da fantasia significa a visão de tudo que a cigana tem, de sempre adivinhar o que vai acontecer. E eu achei a fantasia muito linda, confortável e leve. Saio há 20 anos de baiana e é a primeira vez na história das baianas que a fantasia vem levinha”, afirmou a advogada.

Bateria da Imperatriz desfila dando o ritmo da leitura do testamento da cigana Esmeralda

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Imperatriz Esp01 003No desfile da Imperatriz Leopoldinense, a bateria estava inclusa no momento em que as linhas da palma da mão são o tema para a narrativa carnavalesca no desfile da Imperatriz e, por serem os responsáveis por aquilo que possibilita o pulsar vital da escola em desfile, o ritmo, a bateria é correlacionada de forma poética à linha da vida.

Trajando um opulento macacão azulado, todo adornado com dourado, seja em estampa, moedas penduradas, os ritmistas da bateria do mestre Lôlo, atravessaram a Sapucaí, pulsando e dando, literalmente, o ritmo para o andamento da caravana do testamento da cigana Esmeralda, pela Imperatriz Leopoldinense.

Imperatriz Esp01 009Para o advogado João Carlos, de 47 anos, a fantasia tem tudo a ver com o enredo da escola:

“Além da fantasia, estar muito linda e confortável para a gente tocar, ela veio representando os ciganos, representando os ciganos da vida da Esmeralda”, disse o advogado.

Segundo o próprio testamento da cigana Esmeralda, a linha da vida começa no indicador e desce pela palma, em busca do coração até a munheca. Essa linha é o mais importante traço físico para a leitura do destino de um indivíduo. Por conta disso, demonstrando capricho e inclusão total ao enredo, os instrumentos da bateria foram estampados com uma arte gráfica especialmente produzida para reforçar a ideia de que o grupo está enquadrado no que une o povo cigano e a prática da quiromancia, a prática de ler mãos para saber o destino das pessoas.

Imperatriz Esp01 001Para a estadunidense, Courtney Danley, de 49, tocadora de caixa na bateria da escola de Ramos, a fantasia conversa muito com as vestimentas do povo cigano.

“Eu achei lindo esse azul com detalhes de ouro, essa roupa conversa muito com a cultura cigana. É linda, está confortável para tocar, todo mundo está feliz com essa roupa”.

“A fantasia está bem bonita, está bem preparada e confortável. O Leandro caprichou, vir representando o povo cigano e bem vestido assim é muito gratificante, além do conforto para nós tocarmos. Essa fantasia não é pesada, não tem ferro e nem costeiro, está uma beleza”, disse o auxiliar de manutenção e tocador de cuíca, Márcio Andrade.

Louzada estreia na Tijuca com o carinho da comunidade

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Tijuca Esp04 004Alexandre Louzada fez sua estreia com o enredo “O Conto de Fados” na Unidos da Tijuca, neste domingo (11), no primeiro dia de desfile das escolas de samba do Grupo Especial. A amarelo e azul apresentou uma aventura por uma Portugal recheada de lendas e magia.

Segundo a comunidade da escola, o artista trouxe para a escola “glamour e requinte”. É o que defende o cabeleireiro Luciano Lachtim, de 42 anos, componente da escola e apaixonado pelo trabalho do carnavalesco.

“É o meu favorito. Faltava na Tijuca toda essa plástica, todo esse glamour, todo esse requinte, toda essa riqueza que o Alexandre sabe trazer como ninguém. Não é à toa que é o Carnavalesco com mais títulos, né?”, avaliou.

Tijuca Esp04 003O “Fado” surge como figura central, simbolizando não apenas o estilo musical característico de Portugal, mas também conceitos de destino e criação de histórias. Essa interação cria um interessante jogo de palavras, transformando o tradicional “Conto de Fada” em um “Conto de Fado”, onde elementos lúdicos e fantásticos se fundem com relatos que são ao mesmo tempo contados, criados e reinterpretados

Os componentes reconheceram que a escola viveu resultados complicados nos últimos desfiles. O professor Jonas Sales, de 35 anos, desfila na Tijuca há 10 anos e comentou as percepções que teve ao ver a agremiação na concentração.

Tijuca Esp04 002“A Tijuca esse ano vem inovar um pouco a estética, as cores são belíssimas, as alegorias estão com acabamento maravilhoso e as fantasias estão volumosas, com cores belíssimas”, disse.

Acabamento realmente é o que os tijucanos mais elogiaram no trabalho de Louzada. Segundo o professor de educação física Márcio Emilio, de 52 anos, o carnavalesco tem “carinho e capricho” pelo trabalho.

“É surpreendente o trabalho dele. Eu gosto muito do acabamento dele. O carinho que ele tem e o capricho é uma coisa difícil de ver em outras escolas”.

Tijuca Esp04 001“O desfile dele está lindo. Sinto que a comunidade está super envolvida, acreditando e apoiando. A gente está animado com a garra que ele tem para ganhar o campeonato”, disse o tijucano Wagner, de 44 anos. Ele pegou o humor e o entusiasmo dos componentes e transformou isso num enredo maravilhoso em que ele pretende demonstrar isso pro público”, completou.

A história se desenrolou em um ambiente fascinante, onde se destacam histórias, segredos e folclores que contribuíram para moldar o país.

A cabeleireira Lúcia Soares desfila na escola há mais de 20 anos como baiana. A mãe do samba está acreditando no trabalho do carnavalesco e disse que o enredo deste ano é “mais fácil”.

“É melhor. Não é um enredo complicado e ele desenvolveu muito bem. Gostei muito do trabalho dele na Tijuca e achei as fantasias muito lindas”, avaliou.

Abre-alas da Tijuca carrega pavão dourado, símbolo da escola

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Tijuca Esp03 001As lendas e os segredos de Offir foram retratados no abre alas da Unidos da Tijuca, penúltima escola a se apresentar, neste domingo (11), no primeiro dia de desfiles do Grupo Especial do Carnaval carioca. A alegoria com um pavão dourado recontou as lendas que os fenícios, ao percorrerem o Mediterrânio, aportaram nas terras que se tornaram Portugal.

“Esse carro vem trazendo o conto de fados e um pavão, representando a Tijuca. Vem imponente, vem clássico, bem a cara do Alexandre Lousada”, explicou o cabeleireiro Luciano Lachtim, de 42 anos, componente da alegoria. “Todo mundo acha que fados é simplesmente dança, e não é. Fados tem todo um contexto, fados é desejo e a gente vem mostrar isso”, disse com os olhos brilhantes ao ser questionado sobre o carro.

Tijuca Esp03 002O abre-alas é azul e dourado. Um pavão gigante e dourado, colocado acima de cavalos na cor azul, enfeitam o navio. A segunda parte do abre alas retrata Salomão, afim de mostrar o lado judeu de portugal, com a figura do rei em frente a uma estrela de Davi.

“Eu tenho as raízes judaicas e estar em um carro maravilhoso como esse, representando o lado judeu dos portugueses, é maravilhoso”, explicou a programadora Sara Lima, uma francesa de 39 anos apaixonada pela escola. “Está muito perfeito, os detalhes, as fantasias, o carro. Tudo é lindo, dourado, com ouro. É uma escola de grupo especial”, expressou emocionada por desfilar pelo segundo ano consecutivo na agremiação.

No Carnaval de 2024, a escola apresentou um desfile temático que nos leva a uma versão encantada e misteriosa de Portugal, onde lendas e mitos desempenham um papel central na construção da identidade da nação.

Tijuca Esp03 003“Temos muito apreço à nação portuguesa, que tanto fez por esse país, que faz parte da nossa vida e do nosso cotidiano”, defendeu a componente Gabriela Nazato. A gestora pública, de 45 anos, desfila pela primeira vez na amarelo e azul da Tijuca.

“Poder homenagear um lugar que diz tanto sobre nós, e que tem tantas pessoas como os brasileiros: trabalhadores, pessoas que criam coisas, que vencem suas batalhas, que correm atrás daquilo que precisam. É muito gratificante falar de Portugal, porque quando falamos de Portugal, falamos um pouco de Brasil”, completou a tijucana.

O fado, emblemático da cultura portuguesa, não apenas como estilo musical mas também simbolizando o conceito de destino e narrativa, será um elemento chave. Esta abordagem transforma a tradicional narrativa de “Contos de Fadas” em “Contos de Fado”, mesclando o real com o fantástico e o mítico, criando uma história que reimagina e dá nova vida às lendas e mistérios de Portugal.

“Faltava na Tijuca toda essa plástica, todo esse glamour, todo esse requinte, toda essa riqueza que o Alexandre sabe trazer como ninguém”, avaliou Luciano.

Tijuca: fotos do desfile no Carnaval 2024

Bateria da Unidos da Tijuca levou para Avenida a arte da azulejaria, um legado mouro repleto de histórias

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Tijuca Esp02 001A Unidos da Tijuca embarcou em uma viagem a uma Portugal mítica e mística, repleta de fábulas. Seu enredo contou, em clima de encantamento, fatos, mistérios e lendas populares sobre a formação dessa nação. Nessa narrativa, um dos protagonistas foi o “Fado”, que em seus múltiplos significados, além de representar o gênero musical típico lusitano, traz consigo a ideia de destino e fabulação. Nesse jogo de palavras, o “Conto de Fada” se tornou “Conto de Fado”, onde o lúdico e o imaginário interagiram com as histórias narradas, inventadas e repaginadas.

A Bateria da Unidos da Tijuca trouxe, em sua fantasia, um legado mouro repleto de histórias: a arte da azulejaria. Os azulejos mouriscos, caracterizados, a princípio, por utilizar elementos decorativos geométricos e florais, foram introduzidos na Península Ibérica, durante a ocupação moura. Muito utilizado na arte islâmica, para decorar mesquitas e palácios, na Península Ibérica, a técnica passou a ser utilizada também para revestir paredes e para ornamentar, mais tarde, igrejas, mosteiros e palácios reais.

Tijuca Esp02 003Luiz de 42 anos deixou sua opinião sobre a fantasia da bateria e o que esperar do resultado desse desfile: “Essa fantasia é muito bonita, não é muito pesada, que é uma demanda sempre do ritmista, porque como a gente toca e garante o show, então é leve, mas é muito, muito bonita, muito caprichada. Eu acho que está em linha mais ou menos com o padrão da escola desse ano, que foi muito alto. A gente tem ótimas expectativas e vamos que vamos, pelo visto, o trabalho desse ano foi feito muito bem. As fantasias são boas, alegoria também. Então a gente tem sempre a expectativa de voltar, pelo menos nas campeões, mas agora, depende, o carnaval é nesses 800 metros. Falar antes não adianta muito, mas a gente está muito confiante e bem positivo”.

“A fantasia está ótima, ela está bem confortável, só que como está muito calor, qualquer coisa que você coloque de manga muito comprida, no caso aqui nós, sempre sofre um pouquinho, mas a fantasia está linda, minhas expectativas para esse resultado são as melhores possíveis, estamos aí com garra, desfilamos com sangue nos olhos e vamos em frente”, pontuou José Mauro Sampaio de 72 anos.

Tijuca Esp02 002Mais do que uma simples decoração, a peça passou, como um livro de cerâmica, a contar histórias das invasões e da reconquista. A cor azul – a mais comum nos azulejos – era usada por ser mais fácil e barata de produzir, bastava adicionar óxido de cobalto à mistura de argila usada para fazer os azulejos.

“O figurinho da bateria é muito bonito, é muito bem acabado, muito detalhista. As minhas expectativas para esse desfile é que a bateria consiga a nota 40, de preferência. A Bateria vai dar o nome”, comentou Jose Souza e Silva de 40 anos.

Compositores da Grande Rio vem com cavaco de onça para a Sapucaí

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GR Esp03 002Os compositores da Grande Rio vieram fantasiados de cancioneiros populares pantaneiros que contam e, principalmente, cantam os causos e histórias sobre as onças, revelando assim os “cruzos culturais” afro-ameríndios. Com o nome “Ponteio caipira e causos cantados”, pescadores, cordelistas, violeiros e repentistas são alguns dos cancioneiros representados pela indumentária.

De cavaco estampado de onça, os compositores vieram com uma capa verde e estampada por dentro, com algumas flores amarelas por fora, com camisas laranja, colares, um colete e calças verdes, evocando essa figura cancioneira que mora no interior do Brasil.

O presidente da ala, Licinho Jr., falou sobre essa representação da figura dos pescadores da floresta que contam causos, dentro do enredo, estando bem posicionados como esses pescadores: “A nossa figura está bem destacado dentro do enredo, como diz, a gente sabe que é uma história mística”.

Sobre a fantasia ele comentou: “É uma fantasia leve, que tem como a gente fazer um grande desfile, e toda contextualizada dentro do enredo”. Ele ainda citou o compositor Paulo Onça, integrante da ala, que por questões de saúde não pôde comparecer ao desfile deste ano: “Ele teria uma boa história sobre onças para contar”.

GR Esp03 001A diretora Lúcia estava muito animada com a preparação da ala, e destacou o que mais chamou atenção da fantasia: “Adorei o chapéu, adorei esses colares aqui maravilhosos. O nosso cavaco vem grandemente representando quem realmente somos”, falou citando o instrumento que veio como adereço de mão da roupa.

Já duas compositoras, Cecília, de sessenta e um, e Mary, de sessenta e nove, que desfilaram, acharam a fantasia quente e com muito volume e tecidos: “O colete poderia ser costurado na camisa, e não precisava das costas assim. Sei disso pois sou costureira também”, comentou Cecília, que continuou: “É uma fantasia grande e pesada, atrapalha a evolução da gente, a capa pesa, então pra gente cantar e evoluir é difícil”.

Mary, integrante da ala há quinze anos, citou a quantidade de roupa e o calor do verão como complicadores para o desfile: “É veludo com terê, com esse verão, botar essa roupa para quem é velho de idade. Vai passar mal na avenida”.

Freddy Ferreira analisa a bateria do Salgueiro no desfile

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Um desfile excelente da bateria “Furiosa” do Salgueiro. Uma conjunção sonora de qualidade foi produzida. Contando com impacto sonoro por causa da pressão do peso dos surdos e com bossas bem casadas com o grande samba-enredo da Academia, mestres Guilherme e Gustavo provaram estar a altura do desafio.

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Uma bateria “Furiosa” com sua afinação característica de surdos foi percebida, bem pesada. Surdos de primeira e segunda foram firmes, mas eficientes pulsando. Os surdos de terceira fizeram um trabalho irretocável, contribuindo com balanço tanto em ritmo, quanto nos arranjos musicais. Repiques coesos tocaram integrados a um bom naipe de taróis e uma ala de caixas de guerra ressonantes.

Na cabeça da bateria do Salgueiro, uma ala de showcalhos se exibiu com virtude técnica junto de um naipe de tamborins de bastante qualidade. Cuícas seguras também auxiliaram no preenchimento da sonoridade da parte da frente do ritmo da branca e encarnada da Tijuca.

Bossas altamente conectadas a melodia do belo samba salgueirense e com forte impacto sonoro foram realizadas. A maioria se aproveita da pressão provocada pelo peso das marcações, sem contar o luxuoso auxílio dos surdos de terceira nas paradinhas. Destaque para a bossa do refrão principal que prossegue no início da primeira do samba, dando um swing diferenciado, que embalou a dança dos componentes.

A apresentação na primeira cabine (módulo duplo) foi muito boa. Julgadores receberam a “Furiosa” com aplausos após uma exibição limpa e cativante. Já na segunda cabine, mais uma exibição potente e firme foi realizada. No último módulo de julgador, com o tempo limite próximo do fim, somente uma bossa foi apresentada, mas feita com precisão e segurança para coroar o grande desfile da “Furiosa” do Salgueiro, dirigida pelos mestres Guilherme e Gustavo.