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Com baianas à la cigana, Imperatriz une a sabedoria das mães do samba ao poder das ciganas

Imperatriz Leopoldinense traz o poder de adivinhação das ciganas, no traje das tradicionais baianas da Verde e Branca de Ramos

As baianas leopoldinenses se vestiram à moda cigana para dar contorno carnavalesco à cigana que tudo sabe e tudo pode enxergar. As ciganas, conhecidas por ler a mão das pessoas e adivinhar o futuro, vieram representadas pela ala das baianas. Que no tradicional pano da costa baiano estava um grande olho, simbolizando o nome da fantasia “A cigana que tudo pode enxergar”, além de elementos característicos do icônico traje de baiana com aspectos da típica indumentária cigana.

Sob a cabeça, um lenço com moedas douradas penduradas é acompanhado de flores, um leque e uma moldura formada por um conjunto de penas tingidas na tonalidade da pedra verde que batiza a cigana fictícia que deixa seu testamento como um manual de sabedoria, que é o tema do enredo da escola. No pescoço, os colares dourados remetem ao gosto cigano pela extravagância do ouro. A saia é preenchida por uma variedade de cortes de lenços em godê.

“Hoje somos a cigana Esmeralda e ela já nos contagiou desde o início das disputas de samba, e eu já estava encantada, então quando o samba veio, e foi um samba que a gente não estava esperando, que foram dois sambas em um, foi uma surpresa para a gente. Mas o samba entrou, casou, e a gente dança, a gente brinca, e a gente estava numa expectativa muito grande. Como será a nossa roupa, e a gente vêm de cigana, muito colorido, muito bonito, leve, e realmente é isso, superou as expectativas, o Leandro, como sempre, maravilhoso, a Dona Cátia, também tem muito carinho por nós”, contou a assistente social, Maria das Graças, de 54 anos.

Com uma fantasia opulenta, volumosa e riquíssima em detalhes, as baianas da Imperatriz atravessaram a Sapucaí. Engana-se quem pensou que a fantasia delas era pesada, conforme elas disseram ao site CARNAVALESCO, o figurino era levíssimo e confortável.

“Nossa fantasia é a cigana esmeralda, vem misturando um pouco da sabedoria da cigana com a sabedoria das mães baianas. E eu amei a fantasia, está leve, dá para a gente dançar bastante, dá para a gente brincar, rodar a baiana no testamento da cigana Esmeralda”, disse Cleide Silva, 50 anos, doméstica.

Para a advogada, Cleide da Cruz, de 47 anos, que há duas décadas vem como baiana na Imperatriz, a fantasia foi a mais leve que ela já usou.

“A nossa fantasia vem representando a cigana Esmeralda, que deixou no seu testamento um manual e a gente seguiu o manual dela para esse desfile. Esse olho imenso da fantasia significa a visão de tudo que a cigana tem, de sempre adivinhar o que vai acontecer. E eu achei a fantasia muito linda, confortável e leve. Saio há 20 anos de baiana e é a primeira vez na história das baianas que a fantasia vem levinha”, afirmou a advogada.

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