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Bateria da Imperatriz desfila dando o ritmo da leitura do testamento da cigana Esmeralda

Com um macacão azul, cheio de adornos dourados, os ritmistas de Imperatriz entraram confortável na Sapucaí

No desfile da Imperatriz Leopoldinense, a bateria estava inclusa no momento em que as linhas da palma da mão são o tema para a narrativa carnavalesca no desfile da Imperatriz e, por serem os responsáveis por aquilo que possibilita o pulsar vital da escola em desfile, o ritmo, a bateria é correlacionada de forma poética à linha da vida.

Trajando um opulento macacão azulado, todo adornado com dourado, seja em estampa, moedas penduradas, os ritmistas da bateria do mestre Lôlo, atravessaram a Sapucaí, pulsando e dando, literalmente, o ritmo para o andamento da caravana do testamento da cigana Esmeralda, pela Imperatriz Leopoldinense.

Para o advogado João Carlos, de 47 anos, a fantasia tem tudo a ver com o enredo da escola:

“Além da fantasia, estar muito linda e confortável para a gente tocar, ela veio representando os ciganos, representando os ciganos da vida da Esmeralda”, disse o advogado.

Segundo o próprio testamento da cigana Esmeralda, a linha da vida começa no indicador e desce pela palma, em busca do coração até a munheca. Essa linha é o mais importante traço físico para a leitura do destino de um indivíduo. Por conta disso, demonstrando capricho e inclusão total ao enredo, os instrumentos da bateria foram estampados com uma arte gráfica especialmente produzida para reforçar a ideia de que o grupo está enquadrado no que une o povo cigano e a prática da quiromancia, a prática de ler mãos para saber o destino das pessoas.

Para a estadunidense, Courtney Danley, de 49, tocadora de caixa na bateria da escola de Ramos, a fantasia conversa muito com as vestimentas do povo cigano.

“Eu achei lindo esse azul com detalhes de ouro, essa roupa conversa muito com a cultura cigana. É linda, está confortável para tocar, todo mundo está feliz com essa roupa”.

“A fantasia está bem bonita, está bem preparada e confortável. O Leandro caprichou, vir representando o povo cigano e bem vestido assim é muito gratificante, além do conforto para nós tocarmos. Essa fantasia não é pesada, não tem ferro e nem costeiro, está uma beleza”, disse o auxiliar de manutenção e tocador de cuíca, Márcio Andrade.

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