Alexandre Louzada fez sua estreia com o enredo “O Conto de Fados” na Unidos da Tijuca, neste domingo (11), no primeiro dia de desfile das escolas de samba do Grupo Especial. A amarelo e azul apresentou uma aventura por uma Portugal recheada de lendas e magia.

Segundo a comunidade da escola, o artista trouxe para a escola “glamour e requinte”. É o que defende o cabeleireiro Luciano Lachtim, de 42 anos, componente da escola e apaixonado pelo trabalho do carnavalesco.

“É o meu favorito. Faltava na Tijuca toda essa plástica, todo esse glamour, todo esse requinte, toda essa riqueza que o Alexandre sabe trazer como ninguém. Não é à toa que é o Carnavalesco com mais títulos, né?”, avaliou.

O “Fado” surge como figura central, simbolizando não apenas o estilo musical característico de Portugal, mas também conceitos de destino e criação de histórias. Essa interação cria um interessante jogo de palavras, transformando o tradicional “Conto de Fada” em um “Conto de Fado”, onde elementos lúdicos e fantásticos se fundem com relatos que são ao mesmo tempo contados, criados e reinterpretados

Os componentes reconheceram que a escola viveu resultados complicados nos últimos desfiles. O professor Jonas Sales, de 35 anos, desfila na Tijuca há 10 anos e comentou as percepções que teve ao ver a agremiação na concentração.

“A Tijuca esse ano vem inovar um pouco a estética, as cores são belíssimas, as alegorias estão com acabamento maravilhoso e as fantasias estão volumosas, com cores belíssimas”, disse.

Acabamento realmente é o que os tijucanos mais elogiaram no trabalho de Louzada. Segundo o professor de educação física Márcio Emilio, de 52 anos, o carnavalesco tem “carinho e capricho” pelo trabalho.

“É surpreendente o trabalho dele. Eu gosto muito do acabamento dele. O carinho que ele tem e o capricho é uma coisa difícil de ver em outras escolas”.

“O desfile dele está lindo. Sinto que a comunidade está super envolvida, acreditando e apoiando. A gente está animado com a garra que ele tem para ganhar o campeonato”, disse o tijucano Wagner, de 44 anos. Ele pegou o humor e o entusiasmo dos componentes e transformou isso num enredo maravilhoso em que ele pretende demonstrar isso pro público”, completou.

A história se desenrolou em um ambiente fascinante, onde se destacam histórias, segredos e folclores que contribuíram para moldar o país.

A cabeleireira Lúcia Soares desfila na escola há mais de 20 anos como baiana. A mãe do samba está acreditando no trabalho do carnavalesco e disse que o enredo deste ano é “mais fácil”.

“É melhor. Não é um enredo complicado e ele desenvolveu muito bem. Gostei muito do trabalho dele na Tijuca e achei as fantasias muito lindas”, avaliou.