O Salgueiro apresentou ao mundo do samba o aguardado clipe oficial de seu samba-enredo para o Carnaval 2025. A data não poderia ser mais simbólica: um verdadeiro presente aos macumbeiros e mandingueiros da Academia do Samba, uma forma de celebrar a ancestralidade e o orgulho da comunidade salgueirense. O produto foi feito pela produtora ImaginaRio.
O lançamento aconteceu apenas um dia após um dos compositores do samba e “salgueirense da cabeça aos pés”, o cantor Xande de Pilares, ser premiado com o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Samba/Pagode, pelo disco “Xande Canta Caetano”. Um feito que fortalece ainda mais os laços entre o artista, a escola e a cultura popular brasileira. Além de Xande, a obra também é assinada por Pedrinho da Flor, Betinho de Pilares, Renato Galante, Miguel Dibo, Leonardo Gallo, Jorginho Via 13, Jefferson Oliveira, Jassa e W.Correa.
Gravado em dois dias, e dividido em duas partes, o clipe exalta a força da comunidade e a conexão com as raízes salgueirenses. Na primeira parte, uma grande roda de samba tomou conta da quadra da escola na Silva Teles, com Xande de Pilares, Igor Sorriso, Charles Silva e o Quintal da Furiosa à frente, reunindo a paixão e a energia dos integrantes da comunidade.
Já a segunda parte do clipe é uma verdadeira homenagem à raiz salgueirense, levando o espectador à quadra do Raízes da Tijuca, no Morro do Salgueiro, berço da história e das tradições da Vermelho e Branco, a primeira quadra da Academia do Samba, que contou com a presença maciça dos moradores.
Foto: Anderson Borde/Divulgação Salgueiro
Para o presidente da agremiação, André Vaz, não haveria lugar melhor para retratar o hino escolhido para 2025, pois, o Morro do Salgueiro é o lugar onde a essência da escola foi moldada.
“A quadra do Raízes é o lugar onde tudo começou. Tudo o que o Salgueiro é, surgiu ali. Todas as cenas gravadas naquele local celebram a resistência, a cultura e o samba que fizeram do Salgueiro uma das mais importantes agremiações do Carnaval carioca”, destacou.
Além de Xande de Pilares, o clipe conta com participações especiais de musas como Ana Flávia Barcelos, Cacau Protássio, Tati Barbieri e a icônica Viviane Araújo, a eterna Rainha das Rainhas. A carnavalesca Maria Augusta Rodrigues, homenageada pela escola mirim Aprendizes dos Acadêmicos do Salgueiro em 2025, também marcou presença.
A Unidos de Padre Miguel, campeã da Série Ouro em 2024, recebeu na festa de aniversário de 67 anos um “grande abraço” de todas escolas de samba do Grupo Especial, na noite da última quinta-feira, na Vila Vintém, Zona Oeste do Rio. Pela primera vez, todas 11 agremiações estiveram juntos na quadra do Boi Vermelho, que há 52 anos participou dos desfiles na na elite do carnaval carioca, mas que no modelo administrado pela Liesa, estreará no ano que vem. A escola abre os desfiles, no domingo de carnaval, e levará para a Marquês de Sapucaí o enredo Egbé Iyá Nassô, de autoria dos carnavalescos Alexandre Lousada e Lucas Milato. O enredo promete uma viagem pela história e tradição afro-brasileira, ao destacar o legado de Iyá Nassô e o papel fundamental do Ilê Axé Iyá Nassô Oká, considerado o mais antigo templo afro-brasileiro ainda em funcionamento.
Ao CARNAVALESCO, a diretora de carnaval, Lara Mara, única mulher no cargo no Grupo Especial, disse ter realizado um sonho ao receber todas agremiações na quadra da escola.
Mari Mola, que foi rainha do Carnaval 2023 e era musa do Tuiuti, é apresentada como destaque performático. Fotos: Fausto Ferreira/Divulgação S1 Comunicação
“Essa festa é uma realização de um sonho. Festa de sambista feita para sambista. Achamos uma forma de celebrar nossos 67 anos e também todo carinho e recepção que as coirmãs do Grupo Especial tiveram com a gente. O samba é união. Fico muito feliz de poder viver esse momento com a minha comunidade. Nós merecemos muito o que estamos vivendo. Eu acho que estamos empreendendo e fazendo um belo trabalho”, disse Lara Mara, que apresentou Mariana Ribeiro, a Mari Mola, que foi rainha do Carnaval 2023 e era musa do Tuiuti, como destaque performático para o desfile de 2025.
Ao lado da filha Lara Mara, Cícero Costa comanda a direção de carnaval da Unidos de Padre Miguel. Ao CARNAVALESCO, ele falou do trabalho para o desfile do ano que vem.
“Podem esperar uma escola aguerrida, valente, sem medo de ser feliz. A gente está trabalhando para que possamos abrir os desfiles jogando sarrafo lá no alto. Temos um samba valente. Podem esperar alegorias imponentes e alegorias bem acabadas. O pilar da Unidos de Padre Miguel é a sua comunidade”, disse o diretor.
A UPM, como é carinhosamente chamada pelos sambistas, fez um grande show, que durou 1 hora. Participaram todos os segmentos, no fim da festa, um grande bolo foi servido para comunidade. Em suas apresentações na festa, as demais escolas do Grupo Especial cantaram sambas exaltação, obras inesquecíveis, e, claro, os sambas-enredo oficiais para o Carnaval 2025.
Muito emocionado, mestre Dinho destacou a união da escola e da comunidade nesse retorno ao Grupo Especial. “Eu tenho muitos anos dentro da escola. Na verdade, eu me criei dentro da Unidos. Hoje, a gente a sensação de estar no Especial é maravilhosa. Como diz no slogan: ‘aqui, se aprende a amar o samba’. Essa é a verdade. É uma escola de sambistas”, afirmou o comandante da bateria “Guerreiros”.
O experiente intérprete Bruno Ribas, ressaltou a emoção de viver todo o processo de produção do Carnaval 2025 da Unidos de padre Miguel no Grupo Especial.
“Estou orgulhoso. Não estou agora na UPM, desde 2001 que dou muita contribuição para escola. É satisfação total desfilarmos no Grupo Especial em 2025”.
Com a responsabilidade de dançar no Grupo Especial, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da UPM, Vinícius e Jéssica (já dançou no grupo pela Renascer de Jacarepaguá), está trabalhando a todo vapor, com muito foco em apresentar a dança tradicional do quesito, que é tão pedida pelos julgadores. “Esse sentimento é muito bom ter. É novo. Algo que a gente se emociona. A essência a gente não pode perder. Ela é a mesma. Mas, é um sonho realizado poder estar no Grupo Especial com a nossa escola”, comentou a porta-bandeira.
“Todo evento que tem aqui, eu não sei decifrar.A gente batalhou muito por esse momento. Qualquer coisa que eu vá dizer não é o suficiente perante a tudo que eu estou vivendo. É a minha escola. O que a gente pode mudar para o Grupo Especial é dançar mais, treinar mais”, completou o mestre-sala.
Responsáveis pelo desfile de 2025 da UPM, os carnavalescos Alexandre Louzada e Lucas Milato, explicaram o momento vivido por eles na escola e a importância da recepção carinhosa de todas agremiações do Grupo Especial.
“Por incrível que pareça me lembro muito da primeira e única passagem da UPM no Grupo Especial há mais de 50 anos. Sei que o nosso caminho é árduo, mas considero um presente. Pela relação com a comunicação e por ter conhecido o Lucas Milato. É um parceiro. Somos amigos e temos pensamento parecidos. Toda minha carreira, talvez, seja uma das melhores experiências que estou vivendo em termos de construção. Aqui, tem uma questão mais humana. A escola é grande. Estão seguindo os moldes de organização de barracão e cada vez mais estão incluídos no grupo de quem faz carnaval com seriedade e muito trabalho”, afirmou Louzada, que possui seis títulos na elite do carnaval carioca.
Há dois anos na escola, o jovem artista, Lucas Milato, contou o que representa para ele ver a UPM no Especial e o que está sendo preparado para o desfile do ano que vem. “Quando cheguei na escola já tinha dimensão da estutura dela e sua importãncia para o carnaval. Ela é muito amada. Hoje, eu sinto muita gratidão e felicidade de estar na escola, que é muito estruturada, escuta os profissionais, e arrisco falar que é a que mais oferece liberdade artística para seus profissionais. Torço que continue nesse caminho de vitórias e evolução. A Unidos é uma escola de afeto. Ela distribui muito amor e carinho. Nunca tinha visto uma comunidade como essa. É muito apaixoada, oferece muita força para o nosso trabalho. Sem dúvida, é um dos grandes pilares”, garantiu Milato.
A equipe do CARNAVALESCO quer saber sua opinião. Quem é favorita para vencer o concurso de Rainha do Carnaval 2025? Vote abaixo. Vamos divulgar o resultado na quinta-feira. A final está marcada para 22 de novembro, e a premiação varia entre R$ 32,5 mil e R$ 45,5 mil. Todas as etapas do concurso têm início às 19h e tem entrada gratuita.
Os primeiros finalistas para o posto de Rainha e Muso do Carnaval carioca 2025 foram anunciados pela Riotur durante a primeira noite de semifinal do concurso da Corte Real. A semifinal teve 29 candidatas a Rainha e 15 candidatos a Muso se apresentaram para dez jurados, especializados em diferentes áreas, mas com alguma relação com o samba. Ao som do grupo Samba Show e do cantor Gustavo Lins, o público da Cidade do Samba foi ao delírio.
“É com muito orgulho que abro a noite da semifinal que vai definir a Corte Real para o Carnaval 2025, escolhida para representar a cidade do Rio de Janeiro. Todos os sete integrantes serão responsáveis por apresentar a nossa cultura em eventos nacionais e internacionais ajudando na promoção e captação turística”, destaca o Presidente da Riotur, Patrick Corrêa.
Nesta sexta-feira, mais 39 candidatos seguem na disputa por uma vaga na Corte Real de 2025, incluindo postulantes ao título de Rei Momo. A banda Rio Samba Show e o grupo Os Mulekes prometem embalar a performance, conduzida pelos apresentadores Wilson Neto e Bianca Monteiro.
O concurso recebeu 116 inscrições para a composição real da folia. A final está marcada para 22 de novembro, e a premiação varia entre R$ 32,5 mil e R$ 45,5 mil. Todas as etapas do concurso têm início às 19h e tem entrada gratuita.
Lista das candidatas a Rainha do Carnaval classificadas para a final
Fotos: Fernando Maia/Divulgação Riotur
Rhuanda Monteiro Risso
Idade: 27 Anos
Profissão: Professora Infantil e Enfermeira
Escola de Samba: Mangueira, Império Serrano e Beija Flor
Time de Coração: Botafogo
Ingrid dos Santos
Idade: 24 Anos
Profissão: Universitária
Escola De Samba: Imperatriz Leopoldinense
Time De Coração: Brasil
Larissa Melo dos Santos
Idade: 25 Anos
Profissão: Advogada
Escola De Samba: Rosa De Ouro
Time De Coração: Flamengo
Monalyza dos Santos Freire
Idade: 20 Anos
Profissão: Professora
Escola de Samba: Unidos De Padre Miguel
Time de Coração: Flamengo
Jessica Costa de Almeida
Idade: 33 Anos
Profissão: Advogada
Escola de Samba: GRES Força Jovem Vasco
Time De Coração: Vasco
Thuane de Oliveira Rosário Werneck Maria Ribeiro
Idade: 27 anos
Profissão: Tec. de Enfermagem
Escola de Samba: Unidos de Vila Isabel
Time de coração: Flamengo
Sheryland Odessa Pecola Nea
Idade: 41 anos
Profissão: Artista
Escola de Samba: Porto da Pedra
Time de coração: Atlanta USA
Maryane Hipolito da Costa
Idade: 26 anos
Profissão Dentista
Escola de Samba: Acadêmicos do Salgueiro
Time de coração: Flamengo
Samara dos Santos Alves
Idade: 31 anos
Profissão: Tec. em Radiologia
Escola de Samba: GRES União da Ilha
Time de Coração: Flamengo
Caroline Cristina Xavier da Silva
Idade: 26 anos
Profissão Mulata Show
Escola de Samba: Portela
Time de coração: Flamengo
Lista dos candidatos a Muso do Carnaval classificadas para a final
Marcos Bandeira
Pablo Francisco Lopes
Amadeu Degues de Jesus Neto
Luis Otavio Antonio dos Santos
Raphael Phillipe Lins Ferreira
A Tijuca vem de carnavais difíceis, abaixo da história que ela construiu anos atrás. Desde o acidente numa de suas alegorias em 2018, deixou de disputar o título e tem frequentado a parte baixa da tabela. Também tem mostrado dificuldade para encontrar uma nova identidade após a “Era Paulo Barros”. Por isso é preciso recomeçar, como diz a letra do seu samba para 2025. Será que esse recomeço vai se dar com o enredo “Logun-Edé, santo menino que velho respeita”, de Edson Pereira?
Depois da tentativa de voltar aos anos noventa com o enredo sobre Portugal do ano passado, a escola do Borel pegou o caminho dos temas ligados à afro-religiosidade ao contar a história de um Orixá esquecido pelos enredos até aqui. E não poderia ser mais apropriado, pois Logun Edé tem as mesmas cores que Tijuca (azul e amarelo) e um dos seus símbolos é o pavão. Um match perfeito!
Foto: Jaqueline Gomes/Divulgação Unidos da Tijuca
A grande novidade é a presença da popstar Anitta, uma artista de sucesso internacional, também filha de Logun-Edé. Ela á uma das autoras do samba e vai potencializar a visibilidade da agremiação nesta tentativa de recomeço. A cantora não esteve sozinha nesta empreitada. Os renomados compositores de samba-enredo Gusttavo Clarão, Fred Camacho e Diego Nicolau formam a base da parceria, que conta também o cantor Feyjão, o cineasta Estevão Ciavatta e o arquiteto Miguel PG. Tudo isso com a participação do professor e compositor Luiz Antonio Simas. Um timaço!
Eles fizeram um samba simples, bonito e agradável. Uma obra que flui facilmente e apresenta com clareza a história e a personalidade de Logun-Edé. Fugindo de formas e melodias já muito usadas no gênero este samba tem passagens melódicas que lembram sambas de roda e a leveza de obras da MPB. Tem tudo para “furar a bolha”.
Os primeiros versos já contam a história do nascimento do homenageado, filho de Oxum e Oxossi. “Reflete o espelho, Orisun / Nas águas de Oxum / À luz de Orunmilá / Magia que desaguou na ribeira / E fez o caçador se encantar / Sou eu, sou eu / Príncipe nascido desse grande amor”.
Na sequência a poesia descreve as características do Orixá de forma direta e concisa. “Herdeiro da bravura e da beleza / É a minha natureza a dualidade e o fulgor / De tudo que aprendi, o todo que reuni / Fez imbatível a força do meu axé / Com brilho imenso, desafio o consenso, inquieto e intenso / Sou Logun-Edé”.
No refrão do meio os autores abordam a vinda de Logun-Edé, já encantado (morreu ainda jovem), para o Brasil através da fé dos escravizados. E aproveita para incluir um dos seus símbolos, o cavalo-marinho, na travessia em que saúda Iemanjá e aproveita para falar do povo de sua cidade, Ilexá ou Ijexá, como escrito na letra. “Oakofaê, Odoyá / Oakofaê, desbravei o mar / Não ando sozinho montei no cavalo-marinho / Abri caminho pro povo de Ijexá”.
Com melodia suave o samba segue, agora falando sobre a criação do culto ao Orixá em terras brasileiras, citando o terreiro de Kalé Bokum. “E no rufar dos Ilus, meu tambor / A fé no Kale Bokum assentou / A proteção de meus pais, ofás e abebés / Sou a Tijuca e seus candomblés”.
No trecho seguinte vem a referência às coincidência das cores e símbolo entre ele e a escola. “Um lindo leque se abriu, ori do meu pavilhão / Amarelo ouro e azul pavão”.
E a preparação para a explosão final traz o subtítulo do enredo e a mensagem do recomeço, de que falamos no início desta nossa prosa. “Orixá menino que velho respeita / Recebi sentença de pai Oxalá / Eu não descanso depois da missão cumprida / A minha sina é recomeçar”.
Quando chega o refrão principal, o samba tem uma mudança de narrador. Até aqui o próprio Logun-Edé se apresentava, mas neste trecho final é a “juventude do Borel” quem o exalta com o nome e seus chamados para anunciar que o está louvando. “Logun-Edé / Logum arô! / Logun Edé losi losi / Eru awô / A juventude do Borel / Desce o morro pra cantar em seu louvor”. Uma melodia que proporciona um canto alto e fácil e que ao mesmo tempo é suave.
Um samba que parece ter captado a essência de seu homenageado e que propõe uma mudança no estilo de desfile da Tijuca, com uma pegada mais poética e uma musicalidade diferente. Resta agora à escola entender este novo estilo e se adaptar a ele. Pode sim, ser um recomeço. Mas terá que se provar na avenida.
A Caprichosos de Pilares anunciou que o intérprete Jackson Martins é o enredo para o Carnaval 2025. O cantor, que faleceu em agosto de 2004, comandou o microfone principal da escola de 1997 a 2004. Veja abaixo o texto da escola e o logo do enredo.
“A Caprichosos de Pilares orgulhosamente apresenta o seu enredo para o carnaval de 2025… Jackson Martins, a estrela que não se apagou! O jovem que brilhou em nossa agremiação de 1997 a 2004, e por muitos considerado “a cara da escola”, grande estrela da Sapucaí e de Pilares”.
A Caprichosos de Pilares será a nona agremiação a desfilar pela Série Bronze, no sábado, 8 de março de 2025, na Intendente Magalhães.
O Camisa Verde e Branco é uma das agremiações conhecidas como ‘Matriarcas do Samba’, completou 71 anos de história no dia 4 de setembro. O Trevo, como é conhecido, vive um momento de reorganização e em 2024 retornou para o Grupo Especial após onze anos. Um pavilhão tão tradicional, viveu tempos longes da elite do carnaval paulistano, lutando no disputado Grupo de Acesso em São Paulo. Em 2023 com o tema ‘Invisíveis’ foi vice-campeão do grupo e subiu junto com outra tradicional, o Vai-Vai.
Sobre o peso do Camisa no carnaval de São Paulo pouco precisa dizer, mas a presidente Erica Ferro quando perguntado sobre a importância da escola, disse: “Não desmerecendo as coirmãs, é a mais querida. É uma escola que quando ela entra, ela sacode, sou suspeita de falar do Camisa”.
Os 71 anos de Camisa Verde e Branco
Orgulho de ostentar o pavilhão da verde e branco, a presidente da agremiação ressaltou a marcante história: “São 71 anos de Camisa, aí tem história para contar. Eu nasci dentro desse celeiro de Bamba. Então me sinto muito honrada de estar no Camisa, de poder tocar no Camisa, de ser a presidente do camisa. Eu estou muito feliz”.
O diretor de carnaval e vice-presidente do Camisa Verde e Branco, João Ferro, foi breve ao falar sobre a história da agremiação: “São 71 anos de história, de luta e perseverança. Com certeza vão vir mais 100, mais 170 anos”.
Fase do Camisa Verde e as renovações
Foi sob a gestão Erica Ferro que o Camisa Verde retornou para o Grupo Especial e permaneceu em 2024 após uma disputa acirrada, a escola com o enredo “Adenla – O Imperador nas terras do Rei”, terminou na 12ª colocação e seguiu no grupo.
A agremiação fez trocas na equipe, chegaram para a equipe, o carnavalesco Cahê Rodrigues, o casal Everson e Lysandra, enquanto o intérprete Igor Vianna e o mestre de bateria Jeyson renovaram. A presidente Erica falou brevemente sobre a equipe: “Estamos com o Cahê, baita carnavalesco, continuamos com o Jeyson mestre de bateria e graças a Deus, estamos andando, vai dar tudo certo”.
Sucesso do evento e resgate do Trevo
O Camisa Verde e Branco vai buscando o seu espaço de volta no cenário do carnaval paulista, e não somente no desfile, em estar no Grupo Especial, mas sim em ações sociais, eventos realizados, como a escola era bem conhecida nos anos 80 e 90.
A presidente Erica comemorou bastante a final do samba-enredo e aniversário de 71 anos da escola que contou com escolas como Águia de Ouro e Mocidade Alegre. Assim como anteriormente realizou o anúncio do enredo, também na Fábrica do Samba, entre convidados estavam Rosas de Ouro
“Fiquei muito feliz, tem eliminatória em outras escolas, tem evento e outras escolas e todo mundo hoje estava presente aqui no Camisa, isso é muito bacana. Estávamos sentindo falta disso no Camisa. O evento não foi feito na quadra, mas hoje na Fábrica do Samba tinha muita gente do carnaval de São Paulo, então para o Camisa isso é muito importante. O Camisa era uma escola que ela estava esquecida praticamente então agora com a volta ao especial, o Camisa renasceu”.
Enquanto o diretor da agremiação também mostrou felicidade no evento e ressaltou a ação social realizada na final do samba-enredo: “Fiquei feliz para caramba, primeiro por conta da ação social que a gente se dispôs a fazer. A escola conseguiu aí quase três toneladas de alimento, isso daí para nós é uma grande satisfação. Um sábado positivo pra caramba e é nessas pequenas ações que entendemos que a escola está se organizando. Voltando a se ver como uma escola grande, como uma escola potente, que é o Camisa Verde. Estamos trabalhando. Barracão já começou, os ateliês já começaram e agora é jogar. O jogo está aberto para todo mundo e aquele que souber ser mais estrategista e conseguir se sobressair, vai levar o carnaval”.
O Camisa Verde e Branco vai ser a última escola a desfilar na sexta-feira de carnaval, com o enredo em homenagem ao cantor e compositor Cazuza: “O Tempo Não Para! Cazuza – O Poeta Vive” e com presença bem ativa da mãe dele, Lucinha Araújo, no enredo desenvolvido pelo carnavalesco Cahê Rodrigues.
Quase dois meses após anunciar o samba-enredo composto por Moacyr Luz e por Fred Camacho, a União do Parque Acari gravou oficialmente a faixa para o disco da Liga-RJ. Com o enredo “Cordão de Prata – O retrato musical do Povo”, desenvolvido pelo artista Guilherme Estevão, os intérpretes Leozinho Nunes e Tainara Martins conversaram com a equipe do CARNAVALESCO.
Os cantores irão repetir a parceria de sucesso, iniciada no último carnaval, no próximo desfile. Desse modo, Tainara Martins teceu elogios ao seu companheiro de canto. “O Leozinho é mais do que um parceiro de canto, é um irmão. Ele é um cara sensacional que me ensina muito e, com certeza, com as poucas que eu sei, também o ensino”, disse.
A escola é uma das poucas agremiações, no Rio de Janeiro, que possui uma mulher no comando do carro de som. Sobre isso, Tainara avaliou a responsabilidade em ser uma referência. “É uma eterna emoção, porque eu, como mulher, posso representar tantas outras que não têm a oportunidade que tenho. É sempre motivo de muito alegria estar cantando, seja no ensaio técnico, ou seja, no estúdio, pois é algo que amo. É uma responsabilidade enorme, mas com todo o empenho e vontade que tenho em mostrar o meu trabalho, acaba sendo maravilhoso”.
Leozinho Nunes ressaltou a potência do samba-enredo sobre o violão. A ideia para o desfile de 2025 é mostrar o caminho do instrumento musical desde uma ferramente das elites até se tornar objeto fundamental na cultural popular, compartilhada por diversos povos.
“Eu tenho a maior alegria em cantar esse samba, porque tenho certeza que será um dos maiores da nação acariense. É uma grande responsabilidade nossa em cantar um samba que fala sobre o violão”.
Diretora confiante no trabalho do carnavalesco
A diretora de carnaval Cida Lima esteve presente no estúdio em Marechal Hermes. Presença forte na comunidade do Acari, ela nos fala sobre o que podemos da escola para o desfile em 2025.
“Nós estamos com um projeto legal do carnavalesco Guilherme Estevão. Ele é fera no trabalho, então impressionar muito mais do que o último carnaval. Como foi a primeira vez, todo mundo achou que a Acari poderia vir abaixo, mas o nosso desfile foi bom e os nossos carros estavam bacanas. Acredito que iremos surpreender ainda mais”.
Mestres focados
A escola também aposta em outra parceria para conquistar o acesso ao Grupo Especial, desta vez, focado nos mestres de bateria Daniel Silva e Erik Castro. Os dois dividem o comando da bateria “Fora de Série” que, em 2024, conquistou duas notas 10 e um 9,9. Para o próximo desfile, Erik falou quais foram os pontos fortes usados na faixa. “Fizemos uma bossa, mas temos surpresas guardadas. Nós utilizamos o andamento 142, que é tanto confortável para a bateria quanto para os cantores”.
Além disso, ele revelou quais os sentimentos em estar com o mestre Macaco Branco, produtor do álbum, no segundo ano de gravação para a Liga-RJ. “É para agradecer o carinho e a paciência que todos os envolvidos têm com a gente. Mais um ano com o mestre Macaco Branco no comando, o que fica ainda mais confortável”.
Daniel Silva ecoou as palavras do parceiro no término da gravação. “A sensação é de dever cumprido. Agora é trabalhar bastante para chegar no ensaio técnico e no desfile firmes. É ensaiar bastante para fazer o melhor trabalho”.
Em 2025, a União do Parque Acari irá se apresentar no sábado de carnaval, segundo dia de desfiles da Série Ouro, sendo a segunda escola a cruzar a Marquês de Sapucaí.
Brunna Gonçalves esteve no barracão da Beija-Flor de Nilópolis nesta quinta-feira para conhecer o croqui da fantasia que usará no próximo desfile. A mais nova mamãe do pedaço recebeu o figurino das mãos do carnavalesco João Vitor Araújo e adiantou que a fantasia tem tudo a ver com ela.
“Finalmente, chegou o dia de pegar o croqui da minha fantasia. Tem tudo a ver comigo, com a minha profissão e com o que eu mais amo fazer. Tenho certeza que vocês irão amar. As cores estão lindas! Esse ano eu representei, minha fantasia ficou um escândalo e ano que vem não será diferente. Vou arrasar. Podem aguardar e criar muita expectativa”, afirmou.