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Tucuruvi define samba-enredo 2027 neste sábado com presença da Mocidade Alegre

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Foto: Renato Cipriano/Tucuruvi

A Acadêmicos do Tucuruvi promoverá uma grande festa em sua quadra neste sábado, 1º de agosto. A agremiação definirá o samba-enredo do carnaval de 2027 em uma final que reunirá quatro obras finalistas que buscam se tornar o hino oficial do enredo “Ogbódirin, Ògbóni”, do carnavalesco Nicolas Gonçalves. A noite promete muito samba e diversão para toda comunidade e amigos da escola.

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Além da apresentação dos sambas finalistas, a escola prepara um grande show com os seus segmentos, embalados pela Bateria do Zaca ao comando do Mestre Serginho e o Intérprete Hudson Luiz, relembrando vários sambas clássicos da agremiação. Além de toda essa festa, a escola receberá a coirmã Mocidade Alegre, atual campeã do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

Quatro parcerias estão na grande final. São elas:
Samba 03 – Fábio Jelleya, Maurício Pito, Felipe Mendonça, Newtinho e Matheus Nassar
Samba 07 – Thiago Meiners, Thiago Morganti, Claudio Mattos, Sukata, Wilson Mineiro, André Valencio, Ítalo Pires, André Aranha, Serjão Português, Thiago Piccirillo, Don Souza, Daniel e Rafael Tubino
Samba 08 – Marcelo Casa Nossa, Rafa Cria, Thiago SP, Bruno Oliveira e P. Medeiros
Samba 18 – Ronny Potolski, Maradona, Marcio André, Daniel Katar, Nando do Cavaco, André Filosofia, Dr. Edson, Cauê Ricci, Caio Ricci, Tomageski, Edson Liz, Jair Tapajós e Alcides Junior.

Serviço
Grande Final de Samba-Enredo da Tucuruvi
Dia: 1º de agosto de 2026
Horário: A partir das 20h
Entrada: R$ 10,00 ou um kilo de alimento não perecível, e integrantes com a carteirinha do último carnaval não paga.
Endereço: Rua Manuel Gaya, 206, Vila Nova Mazzei – São Paulo

Do ‘Orun salgueirense’ para a Sapucaí: Salgueiro revive Xica da Silva no Carnaval 2027

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Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Depois de celebrar a professora Rosa Magalhães, responsável por carnavais de glória no Salgueiro noventista, é hora de saudar Xica da Silva. A história da personagem será contada novamente em 2027 com o enredo “Laroyê, Xica da Silva: a história por trás da história”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira e o enredista Leonardo Antan. Durante a leitura da sinopse, o carnavalesco definiu Xica da Silva como um dos personagens do ‘Orun salgueirense’, como Zumbi dos Palmares (1960), Malandro Batuqueiro (2016), que guiam a identidade da escola. Para ele, a continuidade da narrativa que se aprofunda na essência da agremiação ainda é uma busca por conexão e valorização da história da escola.

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“Desde o primeiro carnaval, lá em 2025, a nossa comissão de frente já trazia uma representação desse panteão de personagens. A Chica já estava lá na comissão de frente em 2025. É uma decisão do grupo de valorização da história da escola. Quem tem história pode contar, e o Salgueiro tem história. E como tem. O Salgueiro é uma escola fundamental no desenvolvimento da estrutura do carnaval brasileiro. Acho que falar desses personagens é louvar a ancestralidade dessa escola. A gente só vai para frente reconhecendo quem nos antecedeu e olhando para trás. Todo o nosso trabalho tem sempre esse olhar e esse valor fundamental de conexão. Todos nós temos memória com as escolas de samba pelas memórias que elas construíram a partir dessas histórias conosco”, afirmou.

Para além da comissão de frente do desfile de 2025, Xica já se fazia presente muito antes, na carreira do carnavalesco. Ter Xica mais uma vez em um enredo está em pauta desde que Jorge conheceu o enredista Leonardo Antan, autor do livro ‘Laroyê, Xica da Silva’, em que o enredo se baseia. O livro foi sua dissertação de Mestrado em História da Arte, onde aborda a Revolução Salgueirense e traz um novo olhar sobre Xica da Silva ao classificá-la como uma Pomba-Gira, um espírito ancestral feminino cultuado em religiões de matriz africana.

Mas como Antan define, tanto em entrevista quanto em seu livro, foi Xica quem determinou o momento de acontecer.
“Acho que os trabalhos que vieram antes prepararam um terreno para que a Chica pudesse chegar. A gente chega agora em um momento de maior maturidade intelectual, plástica e organizacional. A gente vai conseguir fazer um Salgueiro cada vez mais eficiente e, se Deus quiser, mais competitivo. O personagem já estava rodeando o nosso universo, mas, como o Léo diz na pesquisa, é a Xica que manda. Ela escolheu que 2027 é o ano dela e vamos trabalhar. É o ano 7 do Salgueiro desfilando em uma segunda-feira. Vem coisa boa aí”, declarou Jorge.

O pesquisador Leonardo Antan conta que já vivia Xica antes mesmo de ser enredista e não imaginava a possibilidade de que um dia sua dissertação se tornasse enredo de escola de samba.

“Foi graças ao convite do Jorge que pude me inserir no carnaval, primeiro em São Paulo e depois aqui no Rio. O destino, ou a Xica, nos trouxe para o Salgueiro muito providencialmente. Como a gente disse, era uma possibilidade desde o primeiro ano. É uma energia de poder reverenciar quem nos trouxe até aqui e a emoção de poder contar uma nova versão. Desde aquele momento da pesquisa eu percebi coisas que as pessoas não falavam. Por exemplo, a importância do desfile do Salgueiro para a construção desse imaginário da Xica. A novela, o filme, só vieram depois do desfile. Quando a gente vê pesquisas sobre a Xica que não falam sobre o desfile ou não falam da importância que ele teve, percebe o papel da escola de samba de criar imagens, criar repertório e contar histórias que a gente não conhece, algo que o Salgueiro fez tão bem ao longo da sua história”, destacou.

Xica da Silva (1963) se sagrou na história do carnaval e da agremiação como primeiro título que Salgueiro conquistou sozinho. O desfile caracteriza o auge da Revolução Salgueirense, movimento de transformação estética e narrativa encabeçado por Fernando Pamplona que dá destaque a personagens negros e marginalizados sob viés vitorioso, olhar discrepante do contexto racial do Brasil naquele momento. A importância de revisitar essa história vem também pela necessidade de atualizar a memória de um desfile com poucos registros.

“É maravilhoso porque é um desfile que tem poucas imagens fotográficas e eu tenho a possibilidade de recriar imagens e recriar uma memória. A gente vai criar para a eternidade um documento atualizado dessa memória. Também é papel da escola de samba louvar essa memória”, afirmou Jorge.

O desfile de 1963 foi inovador, mas também chocou o público. A ala do minueto é considerada uma das partes mais marcantes. Foi a primeira vez de um grupo de passo marcado no carnaval, criado pela bailarina Mercedes Baptista. A coreografia de origem francesa, dançada em ritmo de samba, gerou debates acerca da descaracterização do gênero musical. Por outro lado, foi aclamada pelo nível de elaboração artística. E para 2027, um dos grandes trunfos que caracterizou aquele momento histórico também terá seu lugar de destaque.

“Eu acho que vou ser apedrejado na rua se não tiver o minueto. Com toda certeza a gente vai recriar isso. Em cada recorte do enredo tem um momento da Xica e tem um momento grande para essa representação de 1963. A gente chegou, inclusive, ao requinte de desenhar os figurinos, pintá-los, a massa humana toda de preto, como o Arlindo fazia. É algo que ninguém vai ver no desfile, mas que, para mim, é uma forma de pedir permissão a ele para fazer esse trabalho, simbolicamente. É muito carinho, muito cuidado, porque a Xica é muito sagrada, muito especial. Todo mundo que tocou nela, ou foi tocado por ela, teve a vida transformada. Estou esperando a minha vez”, declarou o carnavalesco.

O enredo dá a oportunidade de saudar não só a memória da própria escola, como também o legado do carnavalesco Arlindo Rodrigues. E mais uma vez, Jorge se vê na missão de honrar a memória de um grande artista.

“Eu só arrumo sarna para me coçar porque, no passado, foi a Rosa no meu cangote, agora é o Arlindo. Esses personagens estão sempre rodeando. Mas que bom que eles estão por perto porque a gente ama muito o trabalho deles e, de alguma forma, é uma continuidade da existência desses artistas no mundo por meio do legado deles. A Xica, como a gente conhece, é fruto dessa intervenção do Arlindo e que bom revisitar isso”, ressaltou.

Mesmo que uma releitura do desfile, Leonardo Antan destaca que a proposta para 2027 é um novo olhar, sob a leitura artística de Jorge e equipe. Neste ano, a escola saudará Xica como entidade, relembrará as interpretações da personagem na cultura brasileira e abordará Francisca da Silva de forma histórica, se aproximando dos fatos e olhando também para seu testamento, que foi disponibilizado em 2025 e soma a narrativa dessa figura tão discutida.

“O Jorge é um outro artista, o carnaval é um outro carnaval. Tanto na Rosa quanto agora, a gente reverencia esses personagens, mas traz a nossa leitura, o nosso desejo e a nossa vontade de que novas gerações conheçam essa personagem e conheçam o Salgueiro, que é essa pedra fundamental da história do carnaval também”, completou.

Para o enredista, é um trabalho diferente traduzir a linguagem acadêmica de seu livro para a Avenida, e acessibilizá-la para as pessoas de forma que entendam as diversas camadas do enredo. Mesmo desenvolvendo o papel de pesquisador há alguns anos, a escrita do enredo de 2027 chega de forma diferente em sua carreira, em comparação aos anos anteriores, como 2026.

“A Rosa foi um sonho que eu nem sabia que era possível sonhar. Ela surgiu de uma maneira muito espontânea para a gente. Foram cinco enredos desenvolvidos antes dela. A Rosa foi quase um chamado. Esse ano a Xica já é diferente. Desde que o Jorge me ligou. Eu fui a primeira pessoa para quem ele ligou depois que foi contratado pelo Salgueiro, literalmente. Quando ele me ligou, eu olhei para um desenho da Xica que ele tinha feito para mim na época da dissertação. Hoje ele está no barracão, mas antes ficava na minha casa. Eu olhei para a Chica imediatamente e pensei: “obrigado por ter me dado isso”. Agora é a chance de devolver para ela toda essa oportunidade que nos fez chegar até aqui”, relembrou.

Pensar em Xica, também é pensar em Zezé Motta e Taís Araújo, que foram “cavalos” de Xica na cultura brasileira, e responsáveis pela imagética contemporânea da personagem. Quando o enredo foi lançado, Taís Araújo prontamente comemorou a escolha da escola através das redes sociais. A ideia é que o desfile também seja uma homenagem às “Xicas”, Isabel Valença, Zezé e Taís.

“É óbvio que é um desejo que elas estejam, porque estamos homenageando elas. Não estamos só homenageando a Xica. Estamos homenageando Isabel Valença, Zezé Motta, Taís Araújo e as várias outras mulheres que nos trouxeram a Chica. É muito mais do que trazer a Zezé para representar a personagem. É uma homenagem a essa mulher que, com mais de 80 anos, segue produtiva, ativa e é um pilar fundamental da arte negra no Brasil. Ter a Thaís, ter a Zezé – a Isabel infelizmente não está mais entre nós, mas queremos trazer familiares, pessoas do próprio Salgueiro que viveram aquele desfile. É homenagear todo esse universo que compõe a Xica e trazer a força dessas mulheres para o desfile”, concluiu.

Expectativas para o samba-enredo de 2027

Para Leonardo Antan, o samba de 2027 deve fazer jus ao sucesso do samba de 1963, segundo contam os historiadores, que não há registro oficial da época, apesar de regravado posteriormente. Além da força natural que a vermelho e branco do Andaraí carrega, e a ‘temperatura quente’ da agremiação.

“É uma escola que tem uma cor quente, uma temperatura ‘exusíaca’, digamos assim. Para evocar aquela ancestralidade, a gente precisa dessa força de um ‘Malandro Batuqueiro’, dessa força de uma ‘Candaces’, desses sambas que se tornaram hinos do Salgueiro. Que a gente possa, mais uma vez, trazer essa temperatura e fazer um desfile com a energia forte do Salgueiro e que o samba traduza essa personagem de maneira tão brilhante”, explicou.

Em concordância com Leonardo, Jorge afirma que é fundamental ter a energia do Salgueiro, além da elegância de Xica. “O Salgueiro é uma escola que gosta de se ver com garbo, com elegância, com sofisticação. Não seja o melhor ou o pior, mas diferente. Seja luxuoso, requintado. Esse elemento também faz parte do universo do desfile. É uma personagem com tantas camadas. Acho que é um desafio enorme para o compositor, que tem muita coisa para dar conta em um samba só. Desejo a eles boa sorte e tenho esperança de que virá, porque, se a Xica fez tanta coisa para virar enredo novamente, eu não tenho dúvida de que ela vai mandar um sambão para a gente”, avaliou.

Modelo de eliminatória de samba-enredo da Estrela do Terceiro Milênio é elogiado por diretores e compositores

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Toda escola de samba tem uma forma única de escolher os sambas-enredo com os quais desfilarão no ano seguinte. Excetuando as agremiações que preferem encomendas ou reedições, as que optam pelas tradicionalíssimas eliminatórias possuem as mais diversas maneiras para realizar tal seleção. As particularidades da Estrela do Terceiro Milênio, por exemplo, envolvem uma execução das obras candidatas na semana anterior à final. A reportagem do CARNAVALESCO esteve presente na etapa e conversou com compositores que estavam nas parcerias finalistas do concurso de samba-enredo da Estrela do Terceiro Milênio para 2027 e nomes importantes da agremiação a respeito do processo. * VEJA AQUI COMO FOI A FINAL

Para entender mais da eliminatória, a reportagem conversou com Wilson Costa, popularmente conhecido como Japa, diretor de carnaval e de harmonia da agremiação: “Já tem mais ou menos uns três anos que a gente faz eliminatórias dessa maneira: a gente recebe os sambas via CD e elimina alguns sambas pelo próprio CD. Normalmente, os sambas finalistas a gente primeiro faz um laboratório com a comunidade e a bateria para a gente poder sentir da nossa comunidade o canto da comunidade junto com o ritmo da bateria. Hoje, especificamente, foi a apresentação oficial de cada time com a sua ala musical porque a gente também precisa sentir a nossa bateria junto com a ala musical. A gente procura fazer um trabalho em que a gente consiga ouvir a comunidade, consiga ouvir o samba com a ala musical e também com a nossa bateria. São esses os pontos nos quais um samba enredo se torna vitorioso: a bateria, a comunidade cantando, a aula musical cantando. Cada samba a gente consegue ver se ele está numa constância legal e, através disso, a gente consegue estruturar um pouco melhor o nosso trabalho. Nisso a gente consegue escolher o que é melhor para a nossa escola”, explicou.

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Wilson Costa, popularmente conhecido como Japa, diretor de carnaval e de harmonia da agremiação

Motivo

Japa também comentou o motivo pelo qual a agremiação utiliza tal forma para escolher o próprio samba-enredo: “Quando nós conversamos sobre esse tipo de formato, a gente tem um pouco de dificuldade de trazer os compositores para o Grajaú: eles falam que é muito longe. Quanto mais eles vêm, mais eles têm gastos com tudo. A nossa opção foi por tentar trazer mais compositores de uma forma com que eles venham menos vezes e a gente consiga tirar o melhor de cada um. Por isso que a gente teve essa ideia de fazer no CD, depois com a nossa comunidade (sem necessariamente os compositores) e esses dois finais de semana, cada parceria junto com a sua ala musical. A gente teve um grande ganho com os compositores vindo aqui só duas vezes, junto com a sua torcida e com toda a sua ala musical. Os compositores com quem a gente tem conversando falam muito bem do que nós fizemos e eu acredito que eles estão gostando de como a gente está conduzindo esse processo”, destacou.

Visão dos poetas

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Os três finalistas da eliminatória do samba-enredo da Estrela do Terceiro Milênio para 2027 veem muitos pontos positivos em tal fórmula de escolha. André Ricardo, compositor da parceria do Samba 1000 (juntamente com Jorge Diego, Rafa Cria, Ayr Júnior, Rapha Moreira, Willian Tadeu, Mário Presidente, Rubens Gordinho, Rodolfo Minuetto e Rodrigo Minuetto), valorizou a troca com a comunidade: “O ponto positivo desse formato de eliminatória da Milênio é ver a obra ser cantada pela escola, porque, geralmente, nas eliminatórias, as torcidas vêm e cantam o samba na quadra. E na Milênio é diferente, os setores cantam o samba, todos os setores estão cantando o samba”, comemorou.

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Fredy Vianna, compositor do Samba 99, juntamente com Rodrigo Shumacker, Thiago Meiners, Pitty de Menezes, Claudio Mattos, Morganti Tubino, Ítalo Pires, Herval Neto, Wilson Mineiro, Daniel e Anderson Lemos, foi na mesma linha do concorrente: “O compositor se beneficia com esse formato porque a comunidade já sabe o samba, a comunidade já escuta o samba antes dele vir para a quadra. Isso é muito importante até mesmo para cada um escolher para si próprio o samba que quiser. Isso é legal diretamente para a escola e, para o compositor, a gente gosta desse maremoto, essa coisa de torcida, o povo cantando junto. Mesmo que seja alguma coisa artificial, a gente gosta de ouvir o samba como um termômetro pela torcida. O esquema aqui pode ser diferente, mas, ao mesmo tempo, eu gostei porque isso aconteceu no ano passado e deu certo para a gente – e pode ser que aconteça de novo”, afirmou.

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Integrante da parceria do Samba 01, Márcio Biju foi mais específico ao falar sobre o formato: “Eu acho legal você ter duas passadas podendo cantar junto o samba sem bateria e três com bateria depois. Às vezes eu sou o cara que estou escolhendo samba, onde eu faço Direção Musical. Cada escola tem o seu formato de trabalho e a obra tem que ser sempre, o que vai prevalecer. É lógico que a torcida conta para a gente sentir se o samba vai ter corpo, se vai aguentar. Mas, no final das contas, é bom ouvido e letra bem feita. Tem escola que faz a eliminatória no CD e escolhe bem para caramba. Tem escola que faz aqui como a Milênio e que escolhe bem para caramba. É muito de jeito ao escolher – mas, no final das contas, é quem vota; e quem vota vai ouvir a semana inteira no carro, vai ouvir, vai pensar, que mudaria algo aqui ou faria de outro jeito. A escola tem o seu jeito de pensar, a gente respeita e constrói. Não tem um formato que é o certo, porque tem ano que ganha um baita samba que foi escolhido no CD e tem ano que ganha um samba que foi escolhido com a final”, refletiu.

Presidência focada

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Miriângela Moura, vice-presidente da Estrela do Terceiro Milênio, utilizou a eliminatória de samba-enredo de 2027 para falar sobre o processo já tradicional da agremiação do Grajaú como um todo: “A gente leva em consideração vários critérios. A gente tem que pensar na proposta, no projeto em si, se o samba vem de acordo com o projeto. A gente queria um samba que fosse muito positivo, embora o começo do enredo do processo traga uma mensagem que parece negativa; mas o enredo traz uma visão de melhora para o mundo e para a sociedade. Teria que ser um samba positivo do começo ao fim. A gente pensa em letras que tenham envolvimento com a comunidade, na potência de música que a gente tem. A gente também pensa nos nossos cantores. São vários setores que levam a gente a pensar em determinados sambas que são os ‘mais ideais’, digamos assim. A gente pensa naquele que se enquadra mais dentro do perfil da nossa comunidade e dentro do nosso projeto”, disse.

Exceção

O processo para escolha do samba-enredo da Estrela do Terceiro Milênio em 2026 teve uma etapa diferente em relação ao que normalmente é feito no Extremo Sul graças ao enredo da agremiação, no caso, o compositor Paulo César Pinheiro. Japa explica: “No ano passado a gente fez algo diferente: a gente fez uma roda de samba no meio da quadra e os sambas foram cantados como se fosse um samba de mesa mesmo, um pagodinho, um samba de roda. E, nesse ano, a gente decidiu voltar nesse formato em que a gente consegue, de uma certa forma, ouvir a nossa comunidade cantando melhor. No ano passado a gente fez semifinal e final, nesse ano a gente fez só a apresentação dos finalistas para a gente poder entender o samba. Acredito que a gente conseguiu fazer um trabalho legal junto com a comunidade, com as alas musicais e com a nossa bateria. Tenho certeza que a gente vai fazer a melhor escolha aí. Foi muito satisfatório a gente poder ouvir cada samba na voz dos seus intérpretes, com a nossa bateria. Foi de grande evolução”, finalizou.

Victor Alves é o novo diretor musical da União de Maricá para o Carnaval 2027

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Foto: Diego Mendes/União de Maricá

A União de Maricá segue reforçando sua equipe para a estreia no Grupo Especial. A escola anunciou, nesta quarta-feira (30), a chegada de Victor Alves como novo diretor musical para o Carnaval 2027. O músico, de 43 anos, já fazia parte do carro de som da agremiação e agora assume a nova função, caminhando para o seu nono desfile na carreira ao lado do intérprete Zé Paulo Sierra. Com uma trajetória consolidada no carnaval, Victor Alves soma 240 desfiles como músico. Sua história começou na escola mirim Ainda Existem Crianças na Vila Kennedy, onde deu os primeiros passos antes de construir uma carreira de destaque no segmento musical das escolas de samba.

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Entre as principais conquistas estão os títulos conquistados pela Unidos da Tijuca, em 2010, pela Vila Isabel, em 2013, além do tricampeonato da Mocidade Alegre, de São Paulo, nos carnavais de 2012, 2013 e 2014. Como diretor musical, também acumulou experiências à frente da Inocentes de Belford Roxo e, mais recentemente, da Acadêmicos de Niterói.

Para Victor Alves, assumir o comando musical da União de Maricá representa a continuidade de uma história construída dentro da escola e a oportunidade de fortalecer uma parceria já consolidada com Zé Paulo Sierra.

“É uma felicidade enorme receber essa confiança da União de Maricá. Já conheço a escola, sei da seriedade do trabalho que vem sendo desenvolvido e isso torna esse desafio ainda mais especial. Ter a oportunidade de seguir ao lado do Zé, com quem construí uma parceria ao longo dos últimos anos, é motivo de muita alegria. Vamos trabalhar para apresentar um desfile à altura desse momento histórico da escola no Grupo Especial”, afirmou.

No Carnaval 2027, a União de Maricá levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Utopia Brasil: Darcy Ribeiro” e abrirá os desfiles do Grupo Especial no dia 7 de fevereiro.

Venda de ingressos para os desfiles do Grupo Especial do Rio no Carnaval 2027 recomeça em agosto

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Foto: Adriano Fontes/Rio Carnaval

Ingressos de arquibancadas especiais e cadeiras individuais da Marquês de Sapucaí para o Rio Carnaval 2027 vão ser vendidos no início de agosto pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), via Ticketmaster. Foliões interessados vão poder aproveitar, entre 7 e 9 de agosto, a oportunidade de adquirir as entradas em pré-venda exclusiva, graças à parceria entre a liga e o banco digital Mercado Pago. A venda geral acontecerá no dia 10.

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Este ano, os ingressos serão disponibilizados pelo valor fixo de R$250 por noite, tanto para as arquibancadas especiais (Setores 2 a 11 — com exceção do 9) quanto para as cadeiras individuais numeradas (Setor 12). A meia-entrada sairá por R$125. Cada comprador poderá adquirir um par de ingressos na pré-venda. Na venda geral, o total é de quatro tickets. Assim como no último ano, em ambas ocasiões, será permitida somente uma meia por CPF.

Para adquirir o ingresso, clientes do Mercado Pago devem acessar o ambiente de vendas no dia 7, a partir das 19h, pelo site https://www.ticketmaster.com.br/event/riocarnaval e escolher o setor desejado. Quem ainda não for cliente poderá abrir uma conta gratuitamente para garantir a sua vaga antecipada. A marca é o banco digital oficial do espetáculo, concentrando as operações de compra e venda de alimentos e bebidas em todos os eventos oficiais.

Na mesma data de abertura da pré-venda, a Liesa realiza na Cidade do Samba, na Zona Portuária do Rio, a tradicional “Noite dos Enredos”: uma apresentação imersiva dos temas que as 12 escolas do Grupo Especial vão levar para a Avenida no ano que vem.

A ocasião antecede a venda geral, marcada para o dia 10, também às 19h, pela mesma plataforma. Será a terceira etapa de vendas para a temporada de 2027. Já foram disponibilizadas a modalidade Passaporte Rio Carnaval (para os três dias de desfiles competitivos) e Ingresso Sambista (compra seguida da escolha do dia). Adiante, novas janelas de oportunidade vão incluir frisas e arquibancadas populares (Setores 12 e 13).

Em 2027, o Rio Carnaval acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de fevereiro, com as seis melhores colocadas retornando para o Sábado das Campeãs no dia 13.

Como solicitar o cartão de crédito Mercado Pago

Baixe o app do Mercado Pago na loja de aplicativos do celular. Em seguida, faça o cadastro com seus dados pessoais e confirme a identidade com um documento (RG ou CNH em mãos). Com a conta criada, já é possível solicitar o cartão de crédito Mercado Pago. Após a análise e aprovação, o cliente poderá começar a usar o cartão digital imediatamente.

Serviço
Venda de ingressos Rio Carnaval 2027
Pré-venda Mercado Pago: 7 a 9 de agosto
Público em geral: 10 de agosto
A partir das 19h, em ambas as ocasiões
Arquibancadas especiais (Setores 2 a 11, exceto o 9)
Cadeiras individuais (Setor 12)
Preço: R$125 (meia) e R$250 (inteira)
Acesse: https://www.ticketmaster.com.br/event/riocarnaval

Semifinal da Estácio: análise mostra os pontos fortes dos seis sambas classificados para penúltima etapa

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A Estácio de Sá realizou, na última sexta-feira, mais um corte das eliminatórias para a escolha do samba-enredo para o Carnaval 2027. Oito parcerias se apresentaram em uma boa noite de exibições, e seis seguem para a semifinal. Os sambas de Gabriel Machado e J. Batista foram eliminados. Segue a análise do CARNAVALESCO sobre as apresentações dos sambas classificados.

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Parceria de Claudinho Raiz: o samba de Claudinho Raiz, Fernandão, Niquinho Azevedo, Nego Wando, Sérgio das Mercês, Cecília das Mercês, Emanuel Apoteose, Berg Responsa, Irani Montenegro, Guarda Kuhn, Crenilda de Castro, Gabriel Amaral, Marvel Balassiano, Claudinho do Pagode e Anderson Benson teve Ito Melodia e Wic Tavares como intérpretes. A empolgação começou com as belas duas primeiras passagens e contagiou bastante no refrão central do samba: “Quem vem lá? É a Estácio de Sá. Deixa falar, a inspiração. Sou raiz, comunidade, tenho um leão tatuado em meu coração. Berço do samba embala a minha emoção”. Na melodia, mostrou pouca variação na segunda parte, apesar de a primeira se sustentar muito bem com versos como “as damas da noite enamorei à luz da lua, encontrei novas moradas e o batuque continua”. No final, o samba empolgou a ponto de Ito descer do palco, ir para a torcida e cantar o desfecho da obra. O samba passou bem do início ao fim.

Parceria de Alexandre Naval: o samba de Alexandre Naval, Daniel Gonzaga, Marlene Povão, Clairton Fonseca, Marquinho Paloma, Ricardo Construção, Hugo Fiscal, André Alho, Jeferson do Estácio, Guga Martins e Ailson Picanço teve, no início de sua apresentação, problemas no microfone de seu intérprete, Pitty de Menezes, mas que foram resolvidos rapidamente, permitindo a continuidade da apresentação. A primeira parte da obra mostrou boa qualidade, com variações melódicas, como no trecho “um ponto firmado, cantado, pra um orixá… samba de sambar, um preto vencendo no asfalto não dá pra parar… deixa falar”. A segunda parte se mostrou bem mais curta do que a primeira, mas conseguiu combinar a melodia com a poética que precisava apresentar, como no trecho “pedi ao céu pra colorir, estrelas vermelhas brilhando no alto do morro”. O refrão central empolgou com uma letra aguerrida e de muita força: “Nasci pra vencer demanda nesse chão que me criou, celeiro de bambas, meu grande amor. Oh, São Jorge padroeiro, vem trazendo todo orun, chegou o berço do samba, não é qualquer um”.

Parceria de Diego Nogueira: o samba de Diego Nogueira, Batista Coqueiral, Júlio Page, Luciano Fogaça, Cecília Cruz, Osmar Fernandes, Juninho do Estácio, Cláudio Altamirano, Rian Rodrigues, Argentina Caetano, Paulinho ZC, Max Toledo, Gilsinho da Vila, Vânia Moraes, Rafael Almada, Leandro Netto e Danielzinho teve excelente atuação de seu intérprete, Dowglas Diniz, que mostrou empolgação do começo ao fim da obra. A composição apresentou melodias bastante funcionais e também convencionais, além de momentos bastante interessantes, como, por exemplo, na subida para o refrão central: “Quem vem lá, quem vem lá? Um pavão tão lindo e a Estação Primeira vem de lá, vem de lá, Paulo da Portela e a vizinha faladeira”. A letra conseguiu mostrar características mais descritivas do que poéticas, como nos trechos “olha a Estácio chegando, deixa explodir a emoção, canta estaciano, de Bicho Novo a Marlene Pavão”. O refrão principal, “sou Estácio de Sá, do santo guerreiro, cria do São Carlos, cria de terreiro, quilombo maior, igual ninguém viu, primeira escola do nosso Brasil”, passou bem do início ao fim.

Parceria de Claudio Russo: o samba de Claudio Russo, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Thiago Daniel, Magrão do Estácio, Adolpho Konder, Laura Romero, Binho Teixeira, Juliana Madi, Tinga, Hugo Bruno e Marquinhos Beija-Flor foi defendido pelos intérpretes Tinga e Wandinho Pires, que demonstraram pujança e empolgação durante as passadas. O refrão principal, “deixa falar quem quiser, deixa falar ancestral, sou a primeira, acabou, ponto final, é centenário o maior dos sentimentos, eu sou Estácio antes do meu nascimento”, conseguiu unir uma letra de fácil assimilação com uma melodia que impulsiona a obra. A primeira parte relata o surgimento da escola e apresenta excelente fluência melódica. Já a segunda parte também é muito consistente, com versos bem construídos, como “a voz de um pássaro cantor e um Bicho Novo bailando sutil”, que faz referência ao célebre mestre-sala e um dos fundadores da então Unidos de São Carlos.

Parceria de Samir Trindade: a obra de Samir Trindade, Jeiffer, Deiny, Deco, Victor Rangel, JP Figueira, Ricardo Castanheira e Gabriel Aganett teve como puxadores Marquinhos Art Samba e Tiganá. A obra se mostrou bastante eficiente em termos de rendimento, impulsionada por uma letra bastante narrativa na primeira parte, culminando em seu excelente refrão central: “mãe baiana iluminada, hoje eu sou o teu espelho, quem tem capa encarnada tem sangue branco e vermelho”. A segunda parte é mais emotiva, funcionando como uma declaração de amor à centenária agremiação. A melodia apresentou lirismo e conseguiu embalar perfeitamente o samba, sem perder a força durante a apresentação, tendo como destaque os versos “me perdoe se eu chorar, te amo tanto, me coloco aos seus pés, sigo teu manto”. Foi uma boa apresentação de um samba muito bonito.

Parceria de China do Estácio: a obra de China do Estácio, Filipe Medrado, Cláudio Mattos, Oliveira, Jonathan Tenório, Herval Neto, Kaê Destri, Marcelo Maguila e Grassano teve como intérpretes Vitor Cunha e Wantuir. É um samba construído em um tom maior, apesar de apresentar algumas variações melódicas. Com uma bela letra, sustentada por um refrão principal poético, a obra passou muito bem durante a apresentação, com os versos “quem deixa falar a voz do coração, faz do samba procissão no axé do terreiro, se for matar-me de amor, deve lembrar que eu sou Estácio, filho de Jorge Guerreiro”. A poesia está presente em grande parte da composição, contribuindo para a narrativa. Já a segunda parte se mostrou um pouco menos criativa, mas isso não comprometeu o bom desempenho da obra durante a apresentação.

Mocidade 2027: samba da parceria de Tim Maia Daflon

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Compositores: TIM MAIA DAFLON, WALTINHO XAVIER, LÉO LOPES, ÍTALO DE BANGU, DARLEM MORAIS, LAURO SENA

AO SOM DO TAMBOR, EM PADRE MIGUEL
VEM VILA VINTÉM
FESTEJAR NOSSA AMÉRICA
A MINHA ESCOLA, PATRIMÔNIO CULTURAL
NINGUÉM VAI MANDAR, NO NOSSO QUINTAL

GINGA INDEPENDENTE, É FORÇA E RESISTÊNCIA VEM COMIGO BAILAR E FAZER MANDINGA (bis)

NOS CAMINHOS DE OXÓSSI
VOU COM MEU ZIRIGUIDUM
PRA VENCER DEMANDA PATAKORI OGUM
BANHO DE ERVA O ANCESTRAL ME ENSINOU
LATINAMENTE A MOCIDADE CHEGOU

RELUZ EM TERRAS DISTANTES O OURO LEVADO DAQUI, MEMÓRIAS
DAS VEIAS ABERTAS RESSURGE, JURUPARI
COM A NOSSA GLÓRIA

INVERTE O RUMO AQUI, O VENTO JÁ MUDOU
O SUL QUE VIROU NORTE, O MAPA SULEOU
E QUEM MANDAVA NELE, PERDEU O SEU LUGAR
SOU FORÇA E LIBERDADE POPULAR

A GANÂNCIA DIVIDIU, AS TERRAS
A COBIÇA FOI SEMENTE, DAS GUERRAS
PACHAMAMA ENSINOU
NO MATRIARCADO
QUE A VERDE E BRANCO RETOMOU O SEU REINADO

NOSSOS HERÓIS,
NA VANGUARDA DA EVOLUÇÃO
FIZERAM DA LUTA A TRANSFORMAÇÃO
GUARDIÕES DO SEU POVO

A DANÇA É FLECHA CONTRA O MAL
FLORESTA É CURA, NÃO É CAPITAL
SABERES MILENARES SÃO HERANÇAS CULTURAIS
E CORES QUE INSPIRAM CARNAVAIS

DA DOR HERDEI SUPERAÇÃO
NO IMPROVISO ACHO A SOLUÇÃO
MEU MANIFESTO É CELEBRAR
VOU TE DESNORTEAR

Mocidade 2027: samba da parceria de Franco Cava

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Compositores: Franco Cava, Juca, Nito de Souza, Marcinho.Com, Anderson Migão e Gulle Machado

DALE!
DESPERTA AMÉRICA LATINA
QUEM INVADIU FEZ A CHACINA,
JUNTOS VAMOS REVIDAR!
OKÊ ARÔ! OXÓSSI APONTA O CAMINHO
INVERTO O MAPA DO DESTINO
UMA FLECHA NO OLHAR
VOU SULEAR, EXPULSAR OS INVASORES
DEVORAR BISPOS E TORRES
O SUL É O NORTE SOB NOVA DIREÇÃO
MEU COCAR É REALEZA
DEVOLVA A RIQUEZA DESSE CHÃO!

EVOCO OS DONOS DA MATA
JURUPARI É QUEM MANDA
ENQUANTO O BRANCO DESMATA
TUPANA VENCE DEMANDA
O SOL DE MAIO NA PELE MARROM
GUANTANAMERA! É REVOLUÇÃO!

MÃE TERRA, TEU VENTRE DIVINO EMANA
A FORÇA DE PACHAMAMA, SAGRADA ENERGIA
OGUM É O AÇO, O PROGRESSO CERTEIRO
FAISCA, VANGUARDA, TERREIRO
AFROTECNOLOGIA
SABERES DE FOLHA E RAIZ
CORDILHEIRAS DE GUERRA E DE PAZ
GAMBIARRA DE ESTRELAS QUE ACENDEM
O CRUZEIRO DO SUL
CANTO PRA FESTEJAR SEM ESQUECER
BATE NO MEU PEITO SOBERANO
O CORAÇÃO LATINO-AMERICANO

DE PUNHOS CERRADOS PRO CÉU
NA BOINA, A ESTRELA DE PADRE MIGUEL
ALMA LATINA DE QUEM NÃO SE RENDE
AVANTE, MOCIDADE INDEPENDENTE

Mocidade 2027: samba da parceria de Valdecir Moreno

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Compositores: Valdecir Moreno e Jorge Luiz Job

O tambor da floresta me chama,
É a convocação de pachamama.
Para preservar as riquezas do
nosso lugar.

Conduzidos por Oxossi,
Juntos com os guerreiros de
Tupy.

Vamos erguer à bandeira,
Essa terra ninguém vai invadir.

Forjados e armados com a lança
de Ogum, Índios guaranis,
Negros Yorubás.

Meu canto ninguém vai calar,
Essa divindade milenar.

Bis
Caça, caça no kanindé,
Bulaiê, bulaiô.

Oxossi é quem nós guia,
Guerreiro e protetor.

Oxossi é o rei das matas,
É nosso caçador.

O europeu atravessou o oceano,
Cheio de fé e ambição.

Chegando na terra sagrada,
Onde o índio era o senhor.

Os Caetés revoltados,
Se alimentaram do opressor.
E no vira virou o sabor da revolta
o bispo provou.

Troquei o Norte pelo Sul,
Criei um mapa diferente.

Sapucaí vem Sulear,
Latinamente Mocidade
Independente