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Ney Filardi promete União da Ilha forte em 2027: ‘Quem quiser ganhar o carnaval vai ter que ganhar da União da Ilha’

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Foto: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

A União da Ilha quer deixar para trás qualquer discussão sobre o resultado de 2026 e entrar no Carnaval 2027 com uma postura ambiciosa. Durante o lançamento do samba-enredo para o próximo desfile, realizado neste sábado, o presidente Ney Filardi avaliou como justa a colocação da escola no último carnaval e afirmou que a agremiação prepara um projeto capaz de colocá-la novamente na briga pelo título. Sem esconder a confiança, ela fez ao CARNAVALESCO uma declaração direta ao falar sobre o que o público pode esperar da União da Ilha em 2027.

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“Olha, eu achei que o resultado foi justo. Meus amigos ficaram felizes e eu espero que eles não se arrependam. Para 2027, podem esperar muito da Ilha. Com todo o respeito às coirmãs, quem quiser ganhar o carnaval vai ter que ganhar da União da Ilha”, afirmou o presidente ao CARNAVALESCO.

A declaração reforça o discurso de confiança da diretoria para o próximo desfile. A escola trabalha para montar uma estrutura competitiva e aposta na força de seu projeto para buscar uma posição de destaque no Grupo Especial.

Darlin chega como rainha de bateria

Outro assunto abordado por Ney Filardi foi a chegada de Darlin Ferrattrycomo nova rainha de bateria da União da Ilha. Segundo o presidente, a conversa para a contratação foi tranquila e não envolveu uma negociação tradicional.

“E a conversa com a rainha de bateria para assumir a Darlin foi muito tranquila. Não existe negociação. O que importa é o sucesso que ela vem trazer para cá como Darlin, ajudando a escola e se propondo a puxar toda a fantasia da bateria, o que nos permitiu tirar uma despesa enorme dessas coisas. Espero que ela nso traga sorte”, comentou.

A chegada de Darlin representa também uma parceria que, segundo o dirigente, vai além da presença à frente da bateria. A proposta envolve uma participação direta na estrutura da fantasia dos ritmistas, o que possibilitou à escola reduzir custos.

Samba-enredo encomendado

Ney também explicou ao CARNAVALESCO a decisão da União da Ilha de encomendar o samba-enredo para 2027. O presidente destacou que a escolha foi tomada em conjunto pela escola e defendeu a necessidade de respeitar a tradição musical da agremiação. A obra será assinada pelos compositores Gustavo Clarão, Luiz Antônio Simas, Claudio Russo, Carlinho Fuzil, Almir da Ilha e Felipe Mussili

“Sobre a decisão de encomendar o samba, foi uma decisão tomada em conjunto. Mas, com todo o respeito à nossa ala de compositores, eu seria leviano e maluco se não respeitasse a história musical da escola. Afinal de contas, a União da Ilha tem um repertório musical invejável, com toda a humildade”, afirmou.

A escolha pelo samba encomendado faz parte da estratégia da escola para construir a obra que conduzirá o desfile de 2027. Para Ney, a tradição musical da União da Ilha impõe uma responsabilidade especial na definição do samba que será levado para a Avenida.

Com um novo projeto, uma nova rainha de bateria e o samba já apresentado à comunidade, a União da Ilha inicia a caminhada para 2027 com a promessa de um carnaval competitivo. E Ney Filardi já deixou o recado: para conquistar o título, as coirmãs terão de passar pela escola insulana.

Sob as bênçãos de Santa Rita Pescadeira, Vila Isabel trama Torto Arado à própria história em show da final

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A noite da final começou com as bênçãos de Santa Rita Pescadeira, entidade do Jarê que vai narrar o desfile da escola em 2027. O show abriu com Santa Rita apresentando o pavilhão da agremiação e o primeiro casal, Raphael e Dandara.

Com as imagens das águas vermelhas da Chapada Diamantina, Tinga abriu cantando o samba-exaltação da escola com a presença dos três casais. Ao longo do espetáculo, a escola mesclou clássicos de sua discografia com imagens dos respectivos desfiles, a momentos que ambientaram bem o enredo.

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Uma sequência de sambas de roda foi apresentada pela dança de bailarinos vestidos de branco, seguida de um cordão que carnavalizava ao som do samba de 1994, com o clássico refrão: “Quem põe não tira, dessa ceia popular”.

Outros momentos marcaram o espetáculo, assinado pelo diretor artístico Fábio Costa, como o momento em que a escola puxou com força o samba “Angola”, com uma performance de dança afro de muito vigor. E o clássico “Kizomba, a Festa da Raça”, de 1988, primeiro campeonato da Vila Isabel, momento protagonizado pela ala de passistas, com muito samba no pé.

* Vai descer o morro todo! Vila Isabel une duas parcerias e define samba-enredo para o Carnaval 2027

Com “Festa no Arraiá”, samba do último campeonato da Vila Isabel, o show conseguiu fazer uma belíssima costura entre o passado e o enredo de 2027. Elementos cenográficos remetendo a palhas entraram no palco levados por bailarinos que representaram trabalhadores do campo. A quadra celebrou o momento cantando o samba de 2013 com os braços abertos.

Essa mescla de elementos do enredo de 2027 com a historiografia carnavalizada da escola faz uma fina trama que mostra ao público que Vila Isabel e Torto Arado se encontram como afirmações de identidade construídas pela festa.

Vai descer o morro todo! Vila Isabel une duas parcerias e define samba-enredo para o Carnaval 2027

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Foto: Reprodução de internet

Por Allan Duffes, Júnior Azevedo, Marcos Marinho e Matheus Morais

A Unidos de Vila Isabel definiu por volta das 5h deste sábado o samba-enredo que vai embalar o desfile da escola no Carnaval 2027 após a junção de duas parcerias finalistas. A obra que levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Torto Arado: Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, inspirado na obra de Itamar Vieira Junior, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, com pesquisa de Vinicius Natal, nasceu do encontro das obras das parcerias de Paulo César Feital, Gustavinho Oliveira, Thales Nunes, Danilo Garcia, Júlio Alves, Marcelo Martins e Gabriel Simões; e de Martinho da Vila, Evandro Bocão e André Diniz. A escola será a última a desfilar no domingo de carnaval.

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Declarações dos compositores

“A Vila é minha escola, cara. É a maior emoção do mundo, uma das maiores emoções da vida. E assim, a gente sabe o quanto é duro ganhar em uma escola que tem Martinho, que tem André (Diniz), e a gente poder participar e juntar com eles para a gente é uma felicidade. Agora é comemorar que a comunidade cante muito na rua, que a junção funcione, e vamos comemorar,. Esse é o segundo samba que ganho na Vila”, comemorou o compositor Gustavinho Oliveira ao CARNAVALESCO.

“Essa vitória representa muito. A Vila é uma escola movida pela paixão, e eu também sou um cara completamente movido por paixão. É um motivo de muita honra e de muito orgulho ganhar uma disputa aqui na Vila Isabel, ainda mais com um enredo tão bom e tão maravilhoso quanto este. Para completar, ter feito esse samba juntando minhas forças com os meus amigos, André Diniz e Bocão, no final deu tudo certo. Essa é a minha primeira vitória aqui na Vila Isabel. No ano passado, cheguei até a grande final, mas acabei perdendo. Mas este ano, graças a Deus, a gente ganhou”, citou o compositor PC Feital.

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Foto: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

“Eu sou cria dessa escola, essa é a minha oitava final na Vila Isabel. Nunca tinha ganho, era o sonho da minha vida e hoje eu consegui realizar. Foi uma junção, mas eu valorizo. Do outro lado tem grandes compositores, foi uma disputa que a gente deu o máximo da gente. Então valorizo muito, botar o meu nomezinho na história da escola. Um refrão que a comunidade gosta, e estou muito feliz mesmo, realizado. Realizei um sonho de vida, que venha mais, mas é o primeiro e estou muito feliz”, garantiu o compositor Thales Nunes.

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Compositor Thales Nunes. Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

“A gente entrou nessa disputa sabendo que ia disputar contra o grande Martinho da Vila. Já entramos sabendo que era uma responsabilidade muito grande, um desafio gigante e sair campeão dessa disputa mesmo com junção é algo grandioso. Eu estou muito feliz”, revelou o compositor Gabriel Simões.

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Compositor Gabriel Simões. Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

“A gente faz o samba pensando o melhor pra Vila Isabel. E se a Vila Isabel entendeu que o refrão era o que podia ajudar e era o que importava para o desfile, era como a gente podia somar com a escola. O importante é a gente estar contribuindo para um grande desfile da Vila Isabel. Tem trechos lindos no samba do Martinho e tem o nosso refrão que é lindo, que é forte, que vai explodir na avenida. É a segunda vez que ganho aqui, a primeira foi em 2017. Hoje é o segundo dia mais feliz da minha vida. É emoção não tem não tem palavras. Estou assimilando ainda”, disse o compositor Danilo Garcia.

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Compositor Danilo Garcia. Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

Como passaram os sambas na final

Parceria de Martinho da Vila: Vander Pires abriu a noite defendendo a parceria de Martinho da Vila, Evandro Bocão e André Diniz. A apresentação começou com segurança e encontrou nas soluções melódicas da obra um dos seus principais trunfos. Vander soube explorar bem essas características, conduzindo o samba com domínio e dando diferentes intensidades aos trechos ao longo da passagem. Mesmo sem recorrer a uma performance excessivamente explosiva, a parceria apresentou um trabalho consistente, valorizando as nuances da composição e mantendo o canto bem organizado durante a disputa. A apresentação confirmou a capacidade da obra de funcionar na quadra. Na abertura da final, o samba estabeleceu um bom nível de competitividade e mostrou que chegava à decisão sustentado principalmente por uma melodia que oferece recursos importantes para quem está à frente do carro de som.

Parceria de PC Feital: Se o primeiro samba estabeleceu o ritmo da noite, a parceria de PC Feital respondeu elevando a intensidade da quadra. Rafael Tinguinha e Juan Briggs fizeram uma apresentação vigorosa, com os dois intérpretes bastante seguros na condução do canto. O grande destaque esteve na interação com o público, especialmente nos momentos em que o refrão principal ganhou a quadra e produziu uma resposta forte e imediata. A dupla conseguiu imprimir dinâmica à passagem, alternando momentos de maior pressão vocal com outros em que deixou o samba respirar. O resultado foi uma apresentação que não dependeu exclusivamente da torcida organizada para ganhar força: o canto se espalhou e encontrou adesão também entre os demais presentes. A parceria sustentou um desempenho de alto nível durante todas as passadas e confirmou, na decisão, a força que vinha apresentando ao longo da disputa. Ao lado de Martinho da Vila, terminou como uma das campeãs da competição.

Parceria de Ricardo Mendonça: Fechando a disputa, a parceria de Ricardo Mendonça, Jarbas Bittencourt, Diego Nicolau, Diego Jorge, Aldir Senna, Antônio Pontes e Gigi da Estiva levou para a quadra uma apresentação de grande impacto, muito impulsionada por Evandro Malandro. O intérprete assumiu a condução com personalidade e encontrou nos trechos de maior apelo melódico os pontos ideais para crescer junto com o público. A sequência dos refrãos foi novamente um dos momentos mais fortes da passagem, mas o desempenho não ficou restrito ao setor da torcida organizada. O samba conseguiu ser cantado por diferentes grupos espalhados pela quadra, sinal de que havia comunicação para além do núcleo que acompanhou a parceria durante a disputa. A melodia também ofereceu bastante material para a interpretação, permitindo que Evandro trabalhasse variações de intensidade e conduzisse a obra com personalidade. Houve momentos em que a apresentação perdeu um pouco de pressão, principalmente em trechos menos expansivos, mas os picos foram suficientemente fortes para marcar a noite. Encerrando a decisão, a parceria entregou uma ótima apresentação e terminou a temporada entre as grandes forças da disputa.

Salgueiro define neste sábado o samba-enredo do Carnaval 2027 em grande final na quadra

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O Salgueiro realiza neste sábado, a partir das 20h30, a grande final de samba-enredo que definirá a obra oficial da escola para o Carnaval 2027. Em uma noite que promete reunir emoção, canto forte e muita expectativa na quadra da Academia do Samba, três obras disputam a honra de embalar o desfile vermelho e branco na Marquês de Sapucaí.

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Com o enredo “Laroyê Xica da Silva: A História por Trás da História”, o Salgueiro prepara uma programação especial para a decisão. Antes da apresentação dos sambas concorrentes, a escola realizará um show com a Academia do Samba, que ficará responsável por aquecer a quadra para a grande disputa.

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Foto: Thaynara Andrade/Divulgação Salgueiro

A expectativa é de uma noite marcada pela força da comunidade salgueirense e pela tradicional atmosfera das finais de samba-enredo. Após a apresentação das três obras, a escola anunciará o samba vencedor, que passará a representar oficialmente o Salgueiro no Carnaval 2027.

A escolha acontece na quadra do Salgueiro, com abertura da programação marcada para 20h30. Os ingressos estão à venda pelo Guichê Web.

Final de samba-enredo do Salgueiro
Data: 12 de setembro
Horário: 20h30
Local: Quadra do Salgueiro
Enredo: “Do Tijuco à Tijuca, Xica vira samba”
Disputa: três sambas finalistas
Ingressos: Guichê Web

Em disputa acirrada, Unidos da Tijuca escolhe samba-enredo para 2027 neste sábado

A Unidos da Tijuca vai definir na madrugada de sábado para domingo seu hino para o Carnaval 2027. A escola recebeu quinze composições em uma disputa de sambas diferenciada: sem torcida, sem gravação de videoclipes e com palco reduzido para tornar o concurso mais democrático a todos os compositores participantes. A grande final acontece na quadra da agremiação situada na Avenida Francisco Bicalho, no Santo Cristo, que receberá pela última vez uma festa de final de samba. A entrada é franca para segmentos, componentes inscritos e membros de outras escolas com carteirinha.

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A escola abrirá a sua quadra a partir das 21h. Antes do tradicional show da escola, DJ Lipe do Borel promete não deixar ninguém parado. Além da disputa de samba-enredo, a grande final tijucana será uma festa preparada para ficar na história da escola com muitas surpresas. Após 34 anos, a agremiação começa a se preparar para se despedir no início do próximo ano da atual quadra dos Portuários. Clima de nostalgia e de emoção promete invadir o evento que terá a tradicional queima de fogos garantida e um show inédito preparado pela diretora artística Flávia Leal.

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Foto: Divulgação/Unidos da Tijuca

A Unidos da Tijuca, que no último carnaval levou para a Avenida “Carolina Maria de Jesus” aposta novamente na parceria entre carnaval e literatura. Com um enredo autoral inspirado no livro “A Cabeça do Santo”, de Socorro Acioli, o carnavalesco Lucas Milato propõe uma nova narrativa para a saga do santo sem cabeça no próximo carnaval. Sucesso absoluto com o público e a crítica, o livro salta do andor das prateleiras para o asfalto mágico da avenida. A autora do best-seller que inspirou o enredo tijucano, a cearense Socorro Acioli é presença confirmada.

A disputa promete ser bastante acirrada, afinal de contas, três obras com compositores consagrados da escola e do carnaval estão no páreo juntamente com uma parceria inédita na disputa. Entre eles, Leandro Gaúcho que chega à sua sétima final de samba-enredo; Lico Monteiro, campeão da disputa do último carnaval, Diego Nicolau, vencedor em 2025 e Ian Ruas que estreia no concurso de sambas da Unidos da Tijuca já se tornando finalista.

E se o enredo da escola do Borel em 2027 fala sobre Santo Antônio, tem padre no samba. O padre cearense Felipe Calisto, de 34 anos, é um dos compositores finalistas. O clérigo de Caridade, onde fica a estátua de Santo Antônio que passou quase 40 anos sem cabeça, assina o samba com Leandro Gaúcho, Marcelo Moraes, Ricardo Construção e Ailson Picanço.

“Estamos muito felizes e honrados com o nosso processo de disputa do concurso de samba-enredo do Carnaval 2027. Os compositores foram fundamentais neste processo, pois musicalizaram talentosamente o nosso enredo. Traduziram com bom gosto, criatividade e emoção as ideias do tema. Nossos compositores foram livres para criar dentro da narrativa proposta e recebemos como retorno obras tão grandiosas que ficou difícil escolher qual seria o melhor samba da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2027. Sendo assim, decidimos inovar e levar quatro obras para a grande final” – explica o presidente Fernando Horta.

Para curtir a festa da final de samba da Unidos da Tijuca é melhor se apressar. As mesas e os camarotes estão esgotados. O ingresso para pista no valor antecipado custa R$ 40,00 e poderá ser adquirido através do Sympla https://www.sympla.com.br/evento/grande-final-de-samba-enredo-da-unidos-da-tijuca-carnaval-2027/3559098?algoliaID=d2b9b7d4b8b99cfc0b3f606dbe75c769. Quem preferir poderá adquirir diretamente na bilheteria da quadra, no horário do evento pelo valor de R$ 50,00 (na hora). O torcedor de fora do Rio de Janeiro que não puder comparecer, pode acompanhar tudo de casa. A festa será transmitida ao vivo pelo canal da RioCarnaval no Youtube a partir das 23h30. O endereço é www.youtube.com/@riocarnaval_oficial .

A ordem de apresentação de cada parceria será definida durante o evento. Cada uma terá 30 minutos de apresentação. Confira os sambas finalistas:

Samba 1 – Compositores: Leandro Gaúcho, Padre Felipe Calisto, Marcelo Moraes, Ricardo Construção e Ailson Picanço
Samba 7 – Compositores: Lico Monteiro, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo AG da Estiva, Juca Gomes
Samba 9 – Compositores: Ian Ruas, Caio Miranda e José Carlos
Samba 16 – Compositores: Arlindinho Cruz, Fred Camacho, Bruno Dallari, Igor Leal e Diego Nicolau

A quadra da escola fica situada à Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. Há estacionamento no local.

No Carnaval 2027 a Unidos da Tijuca será a segunda escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 8 de fevereiro na Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial.

Serviço
Grande Final de Samba-Enredo Unidos da Tijuca- Carnaval 2027
Data: 12/09/2026
Horário: A partir das 21h
Entrada: R$ 40,00 (antecipado)
Local: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Classificação Livre

Mocidade 2027: samba-enredo na voz de Evandro Malandro

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A Mocidade Independente de Padre Miguel reuniu seu time musical em uma maratona de mais de 12 horas de gravação para os últimos ajustes ao samba da escola no Carnaval 2027. A equipe trabalhou em detalhes de letra, arranjo e interpretação para chegar a uma versão final da composição que irá embalar o desfile de “Latinamente Independente”.

A gravação contou com a participação da direção de carnaval, do diretor musical, André Félix, do intérprete Evandro Malandro, do mestre de bateria Dudu, além de músicos e integrantes da equipe responsável pela construção musical do Carnaval da Estrela-Guia de Padre Miguel.

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“Depois de toda a emoção da disputa, chegou a hora de colocar a nossa identidade nessa obra e cuidar de cada detalhe. Foram mais de 12 horas de trabalho, muita música e muita troca até chegarmos nessa versão que está redonda. Agora queremos dividir esse resultado com a nossa torcida e preparar esse samba para ganhar a Avenida”, afirma Evandro Malandro, intérprete da Mocidade.

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Foto; Divulgação/Mocidade

A gravação acontece após uma disputa que mobilizou compositores e comunidade em uma verdadeira Libertadores da América, chegando à escolha da obra que representará a escola na Marquês de Sapucaí.

Agora, a Mocidade inicia uma nova etapa de construção do seu Carnaval, com o samba pronto para ganhar voz, ritmo e imagem. O primeiro ensaio de comunidade da estrela de Padre Miguel está previsto para acontecer dia 23 de setembro, às 20h30, na quadra da Vila Vintém.

Incorporada! Beija-Flor escolhe samba da parceria de Marquinhos Beija-Flor para o Carnaval 2027

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Por Marcos Marinho, Júnior Azevedo, Juliane Barbosa e Vanessa Vicente

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Pode se preparar que a Beija-Flor vai incorporar no Carnaval 2027. Por volta de 3h30 desta sexta-feira foi anunciado que a parceria de Marquinhos Beija-Flor, Claudio Russo, Chacal do Sax, Rômulo Massacesi, Júlio Alves e Léo Freire venceu o concurso de samba-enredo da escola de Nilópolis para o desfile do ano que vem. Segunda a desfilar no domingo de carnaval, ela apresentará o enredo é “Zeneida: O Sopro do Pó de Louro”, que será desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo.

“A Beija-Flor é uma escola de vida, uma escola de comunidade muito forte. E, desde que a gente lançou esse samba, esse samba ganhou o mundo. Tá todo mundo incorporando, incorporando, incorporando esse samba. Então, eu tenho certeza, pela reação da comunidade que vocês estão vendo agora, que a Beija-Flor vai fazer um desfile apoteótico e vai todo mundo incorporar com a boca na avenida. Esse é o meu nono ano do samba na Beija-Flor, mas é como se fosse o primeiro. A parte preferida é o refrão principal: “Ê, incorpora, Caboclo!”, comemorou o compositor Claudio Russo, em entrevista ao CARNAVALESCO.

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Compositor Claudio Russo. Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

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Compositor Rômulo Massacesi. Foto: Vanessa Vicente/CARNAVALESCO

“Ganhar na Beija-Flor é ganhar na minha escola, onde eu fui criado. É a escola que eu amo. Independentemente de vencer o concurso de samba-enredo ou não. É a terceira vez que eu sou campeão aqui. Eu ganhei a última vez o samba do Laíla (2025), que foi imortal, que deu o título. Nós vamos buscar o título de novo, porque esse samba tem a alma nilopolitana”, garantiu o compositor Rômulo Massacesi ao CARNAVALESCO.

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Compositor Chacal do Sax. Foto: Vanessa Vicente/CARNAVALESCO

“Estou muito feliz, porque é a terceira vez que eu venho na minha escola do coração. Incorpora, caboclo”, festejou o compositor Chacal do Sax, citando um verso do refrão principal do samba campeão.

Samba potente

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Almir Reis é presidente da Beija-Flor. Foto: Juliane Barbosa/CARNAVALESCO

Em entrevista ao CARNAVALESCO, o presidente Almir Reis citou a importãncia de levar para Avenida um samba potente.

“A Beija-Flor, se não tiver um samba valente, que faça parte da história e da essência da Beija-Flor, não vai. O samba é praticamente 50% do carnaval, e os outros 50% são os demais segmentos. Mas, se você acertar o samba, você tem praticamente uma fórmula perfeita”, afirmou o dirigente.

Mesmo diante do desafio de ser a segunda escola a desfilar no domingo de carnaval, o vice-presidente Thiago David afirma que a Beija-Flor chega ao Carnaval 2027 com confiança, união e um projeto preparado para recolocar a escola na briga pelo título. O dirigente também aposta no samba-enredo como peça fundamental para a comunidade ser um verdadeiro “rolo compressor” na Sapucaí.

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Thiago David é vice-presidente da Beija-Flor. Foto: Vanessa Vicente/CARNAVALESCO

“Eu confio muito nesse enredo. Eu acredito que a Beija-Flor já passou por desafios piores do que esse (ser a segunda a desfilar no domingo). E eu estou muito confiante de que a gente vai continuar e vai fazer um grande desfile. Confio muito nos mestres Rodney e Plínio, eles vão fazer um arranjo maravilhoso. A gente está com um projeto lindo. Nosso objetivo é ganhar o carnaval de 2027, mas sempre respeitando todas, sabendo que isso é uma grande competição”.

Grande show na final

O show da Beija-Flor na final de samba-enredo para o Carnaval 2027 abriu com a ritualística dos Caruanas, em uma exibição de impacto que contou com a guiança da voz de Dona Zeneida. Em seguida, o carimbó tomou conta da cena, reverenciando a cultura popular do Pará. É Dona Zeneida quem evoca a escola para celebrar sua história e seu pavilhão. Nesse momento, os principais segmentos da escola se reuniram no palco para cantar à capela o samba-exaltação da agremiação, com a presença de seu patrono, Anísio Abraão David. Claudinho e Selminha Sorriso dançarem exuberantes com o pavilhão azul e branco, enquanto imagens de Zeneida rezando o pavilhão eram exibidas no telão.

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Nino do Milênio e Jéssica Martin cantaram músicas em homenagem a Zeneida e ao Círio de Nazaré, intercaladas pela prece feita pelo ator Samuel de Assis. Com uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré, o presidente Almir Reis discursou, agradecendo a presença dos baluartes da escola e lembrando os ensinamentos do patrono: “O Beija-Flor é mais importante que todos nós”.

Se o enredo da Beija-Flor, ao homenagear Zeneida, evoca todo o território mágico da pajé, o show da escola na final de samba privilegiou evocar a força da natureza de Nilópolis através de seus segmentos e da discografia da escola.

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Análise dos sambas na final

Parceria da Escola de Samba Bole-Bole: Responsável por abrir os trabalhos na quadra, a obra paraense criada por Herivetto Martins e Silva (Vetinho), campeã da seletiva de Belém e semifinalista em Nilópolis, mostrou a força do samba-enredo além das fronteiras do Rio de Janeiro. Conduzida com maestria por Wantuir, a apresentação superou a desvantagem numérica da torcida visitante graças à energia contagiante dos paraenses presentes e ao apoio imediato dos simpatizantes locais. Musicalmente refinado, o samba se destacou pelo uso marcante da narrativa em primeira pessoa, dando voz à própria Zeneida para contar sua trajetória: da infância mágica na encantaria até a sua missão de vida como protetora da natureza e da cultura amazônica. A letra passeou com riqueza poética por elementos da pajelança, da ancestralidade e de manifestações como o carimbó e a devoção a Nossa Senhora de Nazaré, culminando na emblemática frase “plantei uma escola-floresta”. O clímax da exibição ficou por conta do refrão “Xerequê, Xerequê”, de fácil assimilação e força melódica contagiante, que ganhou a quadra e garantiu que o samba paraense deixasse sua marca registrada com muito respeito.

Parceria de Marquinhos Beija-Flor: Consagrada como a grande vencedora da disputa, a obra de Marquinhos Beija-Flor, Claudio Russo, Chacal do Sax, Ronaldo Massacesi, Júlio Alves e Léo Freire entregou uma performance histórica e avassaladora, movida pela simbiose perfeita entre palco e arquibancada. Liderados por um Pixulé inspirado e impecável, os intérpretes impuseram um ritmo firme e seguro, enquanto a harmonia e a comunidade abraçavam a obra com garra impressionante. O grande diferencial da noite foi o refrão mais “chiclete” do carnaval: antes mesmo de o som liberar os microfones, a quadra já ecoava o trecho ao som de atabaques. Mesmo com uma proposta cênica mais limpa e focada no tradicional pavilhão azul e branco, o canto à capela foi um verdadeiro terremoto de vozes. A transição para o refrão principal criou uma espiral de energia que transformou a quadra em um mar de euforia, reafirmando a obra como um hino de força incontestável e legitimando sua vitória categórica no pódio de Nilópolis.

Parceria de Diogo Rosa: A obra assinada por Diogo Rosa, Julio Assis, Kirraizinho, Manolo, Clay Ridolf e Dr. Luiz Claudio protagonizou uma passagem de alto nível, sustentada pela condução enérgica e irrepreensível de Tinga e seus cantores de apoio. A mobilização em Nilópolis começou muito antes da primeira passada oficial: a torcida organizada tomou a quadra com bateria própria, efeitos sonoros imitando cantos de pássaros e adereços que traduziam o ecossistema amazônico de Zeneida Lima. No palco, o carro de som funcionou como um relógio, mantendo o tom lá no alto e contando com a adesão em massa dos segmentos da azul e branco, o que aproximou o ensaio de um clima real de Sapucaí. No momento do canto do povo à capela, o samba cumpriu muito bem o seu papel; embora tenha sofrido uma leve queda de rendimento na segunda metade do trecho, a comunidade se reestruturou rapidamente para explodir na chegada do refrão principal, o ponto alto do número. A cenografia trabalhada, enriquecida por uma pequena alegoria móvel e pela figura marcante da pajé, entregou um espetáculo visualmente bonito e com forte apelo popular.

Parceria de Junior PQD: Encerrando muito bem a noite, o samba composto por Junior PQD, Ailson Picanço, Junior Billy Mandy, Geraldo, M. Felício, Marquinho Paloma e Marcelo Moraes fez uma exibição extremamente sólida sob a condução de Pitty de Menezes. O intérprete deu um show de técnica e sustentação, liderando o grupo vocal com segurança absoluta e garantindo que o samba não perdesse o tom em nenhum momento. Fora do palco, a torcida deu um show à parte de recursos visuais, trazendo tripé, caracterizações detalhadas de Zeneida e fantasias que enriqueceram a apresentação. No instante reservado ao canto da comunidade sem o apoio do som de apoio, o samba passou por um breve teste de resistência após o refrão do meio, mas a resposta do público foi rápida e estrondosa na preparação para o refrão principal. Esse pico de empolgação reafirmou a principal virtude da parceria: a capacidade de comunicação direta com a quadra e a facilidade de gerar uma reação coletiva emocionante nos seus momentos principais.

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Legado eternizado! Liga-SP homenageia Dona Guga, Seo Leandro e Seo Carlão em sua sede na Fábrica do Samba

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Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO

Uma noite de muita emoção aconteceu nesta quinta-feira, na sede da Liga-SP. Após a criação do departamento de Velha-Guarda e a nomeação de alamedas em homenagem a baluartes, iniciativas realizadas na gestão anterior, a entidade amplia esse reconhecimento na atual administração do presidente Tomate, batizando novas salas com nomes de importantes personalidades do carnaval de São Paulo. Anteriormente, Seo Jammil da Tucuruvi havia sido homenageado no espaço de finanças. Agora, Dona Guga do Morro da Casa Verde, Seo Leandro de Itaquera e Seo Carlão do Peruche, também receberam a homenagem em reconhecimento à trajetória e aos feitos realizados ao longo das décadas de 1970, 1980 e 1990 em diante. As iniciativas voltadas aos baluartes do carnaval de São Paulo têm ganhado repercussão positiva entre os sambistas paulistanos. Dessa forma, a Liga-SP dá continuidade ao trabalho de valorização daqueles que contribuíram para a construção e o fortalecimento da folia na cidade. Estiveram presentes o presidente da entidade, Tomate; Solange Cruz, da Mocidade Alegre; Angelina Basílio, da Rosas de Ouro; e Rodrigo DelDuque, da Acadêmicos do Tucuruvi. A equipe do CARNAVALESCO realizou a cobertura das celebrações e conversou com as personalidades envolvidas nas homenagens.

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Gratidão acima de tudo e novos projetos

O presidente Tomate demonstrou gratidão ao falar sobre as homenagens aos baluartes que foram agraciados. “A importância para a Liga-SP e, sobretudo, para o carnaval de São Paulo é reconhecer o papel que essas pessoas tiveram e a contribuição que deram para que pudéssemos estar aqui hoje fazendo carnaval. Estamos conduzindo a Liga junto com os demais presidentes e tentando fazer sempre o melhor possível para o sambista em geral. Mas, acima de tudo, a palavra é gratidão, reconhecimento e valorização daqueles que tanto fizeram pela nossa história”, declarou.

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Diante da quantidade de baluartes que fazem parte da história do carnaval de São Paulo, o dirigente foi questionado sobre os critérios para definir quem seria homenageado e explicou. “Nós temos centenas ou até milhares de nomes que merecem homenagens. Entre eles, foram sugeridos os nomes de Dona Guga, Seu Carlão e Seu Leandro. Para esta oportunidade, os três foram aprovados em plenária, por unanimidade, por todos os presidentes presentes”, contou.

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De acordo com o mandatário, as homenagens não vão parar por aí. A ideia da Liga-SP é ampliar o reconhecimento às pessoas que tanto contribuíram para o samba. “A ideia é ampliar e estender esse reconhecimento, principalmente com a criação da Academia Paulista do Samba, que terá 52 cadeiras nomeadas em homenagem a sambistas que estão vivos, que continuam contribuindo e que poderão nos ajudar a transmitir seus ensinamentos. Esse é o principal objetivo da academia: transmitir conhecimento. Também teremos, nas paredes do nosso auditório, referências a sambistas que já não estão entre nós, mas que serão imortalizados naquele espaço. Com o passar do tempo, vamos aproveitar todas as oportunidades para fazer referências e agradecer, da forma mais singela possível, a cada uma dessas pessoas que tanto fizeram. Como mencionei anteriormente, são centenas, talvez milhares de nomes, e talvez não consigamos contemplar todos. Mas a nossa intenção é tentar, de alguma forma, fazer com que todos sejam contemplados, valorizados e, sobretudo, lembrados, deixando registrada a nossa eterna gratidão”, revelou.

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Legado gigante

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Fundador da escola de samba Leandro de Itaquera, que teve grande destaque em décadas anteriores e formou diversos sambistas, Seo Leandro não escondeu a emoção ao falar sobre ter seu nome estampado na sala. “Acho que receber uma homenagem em vida tem muito mais validade. Estou muito feliz com isso, porque realmente trabalhei muito em prol da Liga-SP para que ela chegasse ao ponto em que está. Hoje, essa homenagem faz jus ao trabalho que fiz. Estou muito feliz por isso”, celebrou.

O ex-dirigente foi exaltado em discursos do presidente Tomate e da presidente Solange Cruz. De acordo com Leandro, seu principal legado é ter contribuído para o crescimento do carnaval de São Paulo. “O legado que deixo para o carnaval é a grandeza pela qual ele está passando. Lá atrás, quando estava crescendo, ficamos quase nas proporções do Rio de Janeiro. Hoje, está aí a nossa realidade. O legado que deixo é uma folia gigantesca, grandiosa, como é São Paulo. É o carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo”, afirmou.

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Por fim, Seo Leandro exaltou a gestão do presidente Tomate. “Eu parabenizo o presidente Tomate. Lá atrás, como ele disse aqui, eu falei que ele seria o presidente da Liga. Ele está fazendo um grande trabalho e vai fazer muito mais ainda”, completou.

Cardeal de resistência

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Wagner Caetano, funcionário público de 68 anos, é um dos filhos de Seo Carlão

Wagner Caetano, funcionário público de 68 anos, é um dos filhos de Seo Carlão. O cardeal do samba também teve sua sala revelada durante a noite, e o filho falou sobre o orgulho que o pai deixou no samba. “Como sambista, fico muito orgulhoso por ele receber essa homenagem. Ele foi o último dos cardeais, dos baluartes, a estar vivo. Perdemos meu pai há dois anos, uma perda que ainda dói muito, mas que também deixou um legado muito grande para o carnaval de São Paulo, em todos os sentidos. Graças a Deus, hoje a nossa cultura é vista de outra forma. O que eles viveram no passado, parte disso eu também vivi, e é totalmente diferente do que temos atualmente. Hoje, ele recebe essa homenagem dentro da instituição que administra e dirige o carnaval da cidade de São Paulo. É muito satisfatório e gratificante”, comemorou.

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De acordo com Wagner, a maior herança que Seo Carlão deixou para o carnaval de São Paulo foi a Unidos do Peruche. Seu pai morreu dias antes do desfile de 2025, quando a Filial do Samba teve o próprio fundador como tema. “O maior legado é o Peruche. Ele foi um dos fundadores da Federação das Escolas de Samba, da UESP e da Liga-SP, através da Unidos do Peruche. No passado, principalmente na época dele, enfrentava muito mais dificuldades do que hoje. Era muito difícil colocar uma escola na rua e fazer com que a nossa cultura fosse aceita, porque ela não era vista como cultura. Ele e muitos outros sambistas do passado passaram por muitas dificuldades para que chegássemos ao momento atual. Hoje, poder ter a nossa cultura reconhecida e o sambista ter orgulho de dizer que é sambista é algo muito importante. Antigamente, nós éramos vistos como maloqueiros, vagabundos ou pessoas que não queriam trabalhar. Hoje, graças a Deus, quando alguém diz que é sambista, isso é motivo de orgulho. Você pode estar desfilando em uma escola de samba ou participando do carnaval, e a nossa cultura é reconhecida”, afirmou.

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Wagner contou o que seu pai diria diante da homenagem. “Ele diria: ‘Ainda temos muito a fazer’. Sempre foi assim. Todos eles sempre mostravam para nós que ainda tínhamos muito a fazer. Está melhorando, está melhor, mas sempre temos muito a fazer”, finalizou.

Mulher que inspira a todos

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Diego Campos, neto de Dona Guga e presidente do Morro de Casa Verde, falou sobre a homenagem à avó. “Para nós, é muito importante vê-la sendo reconhecida dessa forma, por tudo o que ela lutou pelo samba e por tudo o que fez pela cultura popular brasileira. Para a nossa família, é algo muito importante. Ela é filha do seu Zezinho do Banjo, que constantemente sofre um apagamento histórico. Então, a Liga-SP trouxe essa surpresa e resgatou toda a história construída com muito suor por ela e pelo meu bisavô. Acho isso muito importante, tanto para o carnaval quanto para a preservação da história do nosso povo preto, para que ela não seja apagada e permaneça registrada enquanto existir a Liga Independente das Escolas de Samba”, comentou.

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A fundadora foi pega de surpresa com a homenagem e se emocionou. De acordo com Diego, tudo foi planejado para que a dirigente descobrisse a homenagem apenas no momento da revelação. “Ela realmente não sabia. Quando o Tiago Bombonatti entrou em contato comigo, pediu que a homenagem fosse uma surpresa. Eu respeitei o pedido e a convidei para um jantar na Liga-SP, dizendo que os antigos presidentes estariam reunidos. Ela veio e só descobriu na hora, quando puxamos a cordinha, embora eu ache que a altura dela não tenha permitido que a puxasse. Quando viu a homenagem, ela se emocionou. Foi muito bacana”, declarou.

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A homenageada, de 82 anos, arriscou algumas palavras após a revelação. “Eu não sabia da homenagem e agradeço a todos vocês, tudo o que estão fazendo por mim, e espero estar sempre junto. Enquanto eu estiver viva, estarei no carnaval. Sou Morro da Casa Verde, estou sempre lá com meus filhos e meus netos”, disse.