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Ilha define seu enredo para o Carnaval 2022; leia a sinopse

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Enredo: ‘O vendedor de orações’

O mundo parou, tanta coisa mudou, e cada um de nós teve que olhar para o seu interior. É tempo de reconstruir e transformar. O silêncio é prece, e prece é oração. É a forma pura e divina de nos conectar com o universo para ouvir e compreender.

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Romaria de fé, amor e esperança. Nestes tempos difíceis e estranhos, é hora de juntar as mãos e, com humildade no coração, agradecer. O brasileiro é um povo de fé! E a União da Ilha traz no seu pavilhão, o manto poderoso de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira. A Mãe do Ouro, a Mãe Negra do Brasil!

Quando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, foi vista pela primeira vez no Brasil, o povo sofria com a escravidão, clamando dia e noite pela libertação. Os negros vindos de além-mar agonizavam nas mãos dos senhores feudais, eram chicoteados pelo capataz e castigados pelo capitão do mato. A santa encontrada tinha a cor escura como a noite. Tinha a cor da pele dos negros e esta dentificação, transmitiu satisfação e alegria para os negros que cantaram: “É negra a cor da noite, é forte a minha dor. É negra a cor da Santa, é santo o meu amor” (1).

Os escravos acreditaram que a imagem veio, de fato, com o intuito de transformação no pensamento e atitudes da época, almejando a abolição, livrando o povo negro do castigo e da escravidão.

Entre tantos milagres, Nossa Senhora, a Mãe Negra do Brasil, trouxe com a sua generosidade, uma lição de vida e de amor ao próximo. Escolheu o escravo Zacarias, – que havia fugido de uma fazenda do Paraná e era caçado por todos os cantos – para ser seu fiel discípulo e mensageiro. Deu a Zacarias, a nobre missão de levar o nome de Nossa Senhora, a todos os corações necessitados de amparo. De tanta perseguição, um dia Zacarias foi capturado, surrado e acorrentado nos pulsos e nos pés.

No caminho de volta, o escravo e o capataz passaram próximo à capela que havia sido construída para a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Foi então que o escravo pediu permissão ao seu caçador para rezar diante da imagem. A fé de Zacarias foi tamanha que milagrosamente as correntes se romperam, deixando-o livre. Diante do milagre, o caçador acabou por libertá-lo. Em agradecimento, Zacarias fez uma promessa: levar a imagem de Nossa Senhora ao povo brasileiro de todos os cantos. Transformou-se num cavaleiro da fé, um romeiro fiel, um vendedor de orações, propagando o amor de Nossa Senhora Aparecida em todos os corações.

Assim começou sua contribuição para a popularização da devoção à santa negra e aceitação da sua imagem ao longo do tempo, e também sua importância como representatividade. Ferreiro, Zacarias dedicou-se com afinco ao ofício de recriar em medalhas, terços, crucifixos, escapulários a imagem de Nossa Senhora Aparecida com a oração.

Reproduziu a coroa de ouro, cravejada de diamantes e rubis, presente da Princesa Isabel. Em terracota, a imagem de Nossa Senhora reflete uma imensidão de milagres, estampa suor e lágrimas de um povo de fé que não é mais escravo, mas revive através da imagem espalhada por todo o País, a fé na santa, impressa na arte, na religião, na música, na história, na memória do povo brasileiro.

Pregando a igualdade entre os povos, independente da religião, o escravo Zacarias levou a imagem de Nossa Senhora até nos terreiros de Candomblé e Umbanda. De branco, com turbantes e pano da costa, os filhos de santos ostentavam o rosário de Nossa Senhora pendurado no peito, entrelaçado com as guias e firmas de seus Orixás de cabeça. O povo do santo sabe que no sincretismo religioso, Nossa Senhora Aparecida é Oxum, orixá do ouro, do amor, da beleza, das águas das cachoeiras. As duas são mulheres. São negras como a maioria do nosso povo. São mães. Sensíveis, se comovem com o sofrimento dos seus filhos. Se compadecem de vossas dores. São generosas como os rios e as cachoeiras.

Guiam para a fartura e a vida. E como gratidão, o romeiro Zacarias continuava o seu propósito de propagar Nossa Senhora Aparecida aos diferentes povos que encontrava.

Ela era a Santa do impossível. E tal qual um protetor de Nossa Senhora, Zacarias viu os milagres de Aparecida acontecerem. No milagre das velas, em que duas velas acesas no seu altar, se apagaram e acenderam novamente, lá estava Zacarias, com a imagem de Nossa Senhora. Passando por Aparecida e vendo a fé dos romeiros, um Cavaleiro ateu zombou da fé dos religiosos e tentou entrar na Igreja a cavalo para alcançar a imagem de Nossa Senhora e destruir o local. Porém, as patas do animal ficaram presas em uma pedra. A partir daí, o homem passou a acreditar. Era mais um sinal de Nossa Senhora e lá estava Zacarias que deixou com o homem, uma medalha com a oração de Aparecida.

Foi numa visita à Basílica de Nossa Senhora, que uma menina cega se curou ao entrar com sua mãe. A mãe mal pode acreditar quando a menina cega desde que nasceu, disse: “Mãe, como essa Igreja é bonita”, curando-se da cegueira, milagrosamente.

O coração barroco de Zacarias reproduziu a imagem de Nossa Senhora com fidelidade. A imagem de terracota encontrada pelos pescadores no Rio Paraíba em 1717 tem uma característica peculiar que a define como Nossa Senhora da Conceição: a meia lua debaixo dos pés. Contam que o escravo Zacarias contava os mistérios através de dois significados profundos: o primeiro é que a lua não brilha por si mesma, mas reflete a luz do sol. Na religião cristã, o sol é Jesus Cristo. A luz sob os pés de Maria significa que sua luz vem de Jesus. E o segundo é que a lua brilha no meio da escuridão da noite. A escuridão simboliza a humanidade pecadora e a lua simboliza a pureza e a luz.

Nossa Senhora, me dê a mão, cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino… (2)”

É a Ilha quem vem, coberta pelo manto azul de Nossa Senhora Aparecida, gritar que é a nossa hora! É tempo de fé e resistência. É tempo de celebrar a negritude do nosso povo e de nossa padroeira! É a Ilha que vem, unida e aguerrida, com toda a força de seu povo e as cores do seu pavilhão. No coração azul, vermelho e branco, Nossa Senhora cobre a União da Ilha com o seu manto. E a comunidade insulana com os braços abertos aos céus, se rende ao amor de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil.

Com a fé em Nossa Senhora Aparecida, a Ilha vai para a avenida celebrar a fé na vida. A fé na Santa padroeira, derramando samba e religião com o seu canto.

O canto de um povo de fé, um povo de união. O povo que vem da Ilha do Governador!

União da Ilha
1 – Música do filme “O Milagre das águas” de Ronaldo Pelaquim.
2 – Música “Nossa Senhora” de Roberto Carlos

Carnavalescos: Cahê Rodrigues e Severo Luzardo

Maria Rita revela história que viveu no desfile do Vai-Vai em 2015

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Quem vê close não vê perrengue! No programa “Que história é essa, Porchat”, que foi ao ar nessa terça-feira, a cantora Maria Rita falou de uma situação um tanto quanto constrangedora, durante desfile do Vai-Vai, em 2015, quando sofreu para manter a fantasia no lugar!

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Foto: Divulgação

Na ocasião, a escola de samba de São Paulo fez uma homenagem a Elis Regina, mãe de Maria Rita. A agremiação convidou a cantora para vir à frente da comissão, apresentando a escola. A participação da artista foi emocionante e deu sorte! O Vai-Vai levou o campeonato daquele ano chegando ao seu 15º título.

O que ninguém sabia, até hoje, era o sufoco que MR passou no Anhembi! A cantora contou no programa de Fábio Porchat que a calça que usava estava caindo e lembrou o desespero que foi.

“Passei torre de jurados um, passei torre de jurados dois, passando a três já indo pra quatro, eu já estava no desespero! Sentia o cavalo da calça lá embaixo! Coreografia, figurino louco e todos os coreógrafos a minha volta e o enredo! Eu tinha que dar oi pra lado de lá e para o lado de cá da arquibancada e a calça caindo”, disse a cantora durante o programa.

Confira o relato na íntegra no vídeo abaixo.

Presidente de honra da Grande Rio aprova escolha dos sambas na TV Globo e fala do Carnaval 2022: ‘Começamos nosso sonho’

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Helinho de Oliveira, presidente de honra da Grande Rio, vice-campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro, revelou para o site CARNAVALESCO que o retorno dos sambas nas quadras e a liberação da Cidade do Samba chega no momento em que o sambista pode sonhar com os desfiles no ano que vem.

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Foto: Magaiver Fernandes/site CARNAVALESCO

“Todo mundo sonha, não custa nada. Estamos iniciando nosso carnaval, o sonho de todos. Estamos nos dando a oportunidade de sonhar com um grande carnaval. Sabemos que para esse sonho acontecer toda população tem que estar imunizada e temos que ter recursos financeiros”, afirmou.

O dirigente caxiense aprovou o formato de escolha dos sambas-enredo para o Carnaval de 2022 em transmissão pela TV Globo.

“Já imaginou todo o país assistir como se escolhe um samba-enredo? É uma iniciativa maravilhosa projeto. É um produto novo. Pode ser uma receita nova. Vejo com bons olhos. As escolas possuem grandes produtos e a TV Globo é uma grande emissora. Não tem como dar errado essa parceria. Estamos na correria, como tudo será assim neste ano, e vamos iniciar no dia 18 de agosto nossa eliminatória de sambas. Vamos entregar os três sambas finalistas até o fim de agosto. O samba-enredo é mais de 40% dos sucesso de um carnaval”, explicou o presidente de honra da Grande Rio.

Presidente da Liesa celebra parceria com a TV Globo e sucesso na procura pelos camarotes para o Carnaval 2022

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O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Perlingeiro, conversou com o site CARNAVALESCO sobre a assinatura de contrato com a TV Globo que terá duração até 2025, as finais de samba, além da imensa procura por camarotes no Sambódromo para os desfiles do Carnaval 2022.

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Foto: Henrique Matos/Liesa

“As finais de sambas-enredo para o Carnaval 2022 são uma realização da TV Globo junto com a Liga. Vão ser cinco programas. Os quatro primeiros com três escolas cada e com as três obras por agremiação. No quinto programa já teremos todos os sambas escolhidos e apresentados. O corpo de jurados será de cada escola e a Globo faz a produção. O resultado de cada escolha será dado em cada um desses programas. Os programas vão ser exibidos a partir do início de outubro”.

Perlingeiro citou o grande interesse pelos camarotes para o Carnaval de 2022 e falou também da entrada de receita para todas escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Com valores a partir de R$ 48 mil (veja tabela completa de camarotes abaixo), a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro recebe nesta quinta-feira os pedidos de pré-reserva de Camarotes para os desfiles do carnaval Rio 2022. As escolas do Grupo Especial estarão se apresentando no Sambódromo no domingo de carnaval, 27/02/2022; na segunda-Feira, 28/02/2022 e no sábado das campeãs, 05/03/2022.

“Ninguém abriu mão de não renovar. É impressionante, um grande sucesso. Temos dois ou três pretendes por cada camarote. Me refiro aos grandes camarotes, os pequenos teremos lugares ainda. É muito difícil atender todo mundo com os camarotes corporativos. Estamos lançando esse ano um manual para o comprador de camarote. Isso é para facilitar na montagem e de organização da Avenida para que a gente possa fazer um trabalho sério e fique cada vez mais bonito e eficiente. Sobre a entrada de receita para nossas escolas vamos começar com os valores da TV Globo para esse mês, além de uma parte dos valores dos camarotes. Essa é a novidade, a pré-reserva é feita agora (dia 12), no dia 18 de agosto anunciamos os contemplados com os camarotes e entre 22 e 25 é preciso pagar 20% do valor (restante será dividido em mais quatro parcelas, com vencimentos para 30, 60, 90 e 120 dias após)”.

O presidente da Liga também comentou sobre o encontro com o prefeito Eduardo Paes agendado para semana que vem na Cidade do Samba.

“Acertamos o encontro com o prefeito para o dia 19 de agosto, na nossa sede na Cidade do Samba, e ele vai anunciar a participação da Prefeitura do Rio com nossas escolas de samba. O prefeito nos deu autorização para termos ativações na Cidade Samba, inclusive, para usarmos publicidade como contrapartidas para os nossos patrocinadores. Precisamos fazer aquele local funcionar também como polo turístico. Já estamos preparando, com autorização do governador e prefeito, uma instalação do Corpo de Bombeiros”.

Escolas de samba do Grupo Especial do Rio assinam o contrato com a TV Globo

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Os representantes da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e das 12 escolas de samba do Grupo Especial estiveram reunidos na sede da Liga, no Centro do Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira, e assinaram o contrato com a TV Globo para transmissão dos desfiles do Carnaval de 2022.

Diretor de marketing da Liesa, Gabriel David, celebrou o acordo com a emissora. “Muito feliz na continuidade da nossa parceria! Juntos faremos um grande Carnaval, O MAIOR DE TODOS OS TEMPOS”.

No encontro com os dirigentes das escolas de samba, Jorge Perlingeiro, presidente da Liga, anunciou que na semana que vem haverá o esperado encontro com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, na Cidade do Samba.

Os representantes das agremiações também receberam a promessa que até o fim de agosto será depositada a primeira receita das escolas de samba para os desfiles do ano que vem.

Sobre os programas na TV Globo para escolhas dos sambas-enredo, a Liesa ainda acerta os últimos detalhes com a emissora. O certo é que vão acontecer nas noites de sábado, antes do “Altas Horas”, cada agremiação poderá levar seu cantor principal e mais dois apoios. A comissão julgadora de cada deve ser composta por até cinco pessoas.

O brilho no olhar voltou! Componentes da Viradouro celebram o retorno do samba na quadra

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A Viradouro, atual campeã do carnaval, segue realizando suas etapas classificatórias de samba-enredo e para os segmentos o momento é de reencontro. O site CARNAVALESCO ouviu apaixonados pela vermelho e branco que retornaram após mais de um ano e meio afastados do convívio com amigos e membros da comunidade.

zelia harmonia

Zélia Maria, componente da harmonia da Viradouro, expressou o sentimento de voltar a pisar na quadra. “É um sentimento de alegria explodindo no meu peito. Pensar que o carnaval está próximo e vamos superar a pandemia, com todos nós vacinados”.

luana bandeira

Musa da Viradouro, Luana Bandeira, falou da retomada do samba e a volta na quadra. “Felicidade imensa mesmo a gente sabendo que a quadra não pode estar cheia. Rever os amigos, sentir um pouco da energia desse chão, é muito importante. A gente precisa da energia do carnaval. A vacinação está andando e acho que vai dar tudo certo. Ainda sou 90% mãe e 10% musa, estou voltando com atividades, montei espaço de dança na minha casa e é um lugar para eu poder sambar e a ideia é multiplicar o samba e levar alegria para todo mundo”.

viviane componente

Viviane Dias, desfila há 17 anos na Viradouro, e afirmou que o retorno do samba é poder estar em casa novamente. “É amor, paixão, minha segunda casa. Tenho muito, muito, muito amor por essa escola. São 17 anos lutando pela Viradouro e pela comunidade. Acredito na realização do carnaval em 2022 e vamos ser bicampeões”.

ritmista viradouro

Ritmista da Viradouro, Wagner Rodrigues, também expressou o sentimento de voltar. “É totalmente diferente da quarta-feira de cinzas que estávamos aqui comemorando a vitória. Hoje, o sentimento é de alívio, a mesma intensidade, mas diferente. A gente foi obrigado a ficar sem pela pandemia e agora estamos vendo a vacinação e só depende do povo ir tomar a segunda dose.

jorge jeronimo

Jorge Jerônimo, que está na Viradouro desde os 15 anos de idade, desfilando desde 2004, ressaltou a importância da escola na sua vida. “A Viradouro evoluiu muito. Está tudo excepcional. Hoje, quando pisei na quadra veio uma emoção muito grande. É minha segunda família, minha única diversão é isso aqui. Muito bom rever os amigos”.

Catia Drumond segue na presidência da Imperatriz até 2024

Em eleição na noite de segunda-feira, em sua quadra de ensaios, a Imperatriz Leopoldinense aclamou a chapa de Catia Drumond para o triênio 2021-2024. Ela falou sobre a missão na verde e branco.

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Foto: Divulgação

“Gostaria de iniciar minha fala agradecendo a toda a minha família, a toda minha equipe e a todos aqueles que fazem parte desta comunidade incansável e apaixonada. A partir de hoje, dia 09 de agosto de 2021, fica oficializada a chapa que conduzirá nossa querida Escola de Samba até o próximo pleito. Como Presidente Executiva dessa nação, reafirmo meu compromisso com os valores plantados e cultivados por meu Pai, nosso eterno presidente Luiz Pacheco Drumond, e também o meu compromisso com vocês, que estiveram ao nosso lado durante todo este tempo. Seguiremos em frente com o nosso grandioso projeto de carnaval, e também com os projetos sociais e culturais que se tornaram uma marca desta gestão. Junto ao meu irmão, Vinicius – nosso vice-presidente – e meu filho João, nosso diretor executivo, desejo muita força, muito comprometimento e muita garra para que alcancemos a vitória tão sonhada por todos”.

Para o carnaval de 2022, a Imperatriz Leopoldinense levará o enredo: “Menino eu vivi… onde canta o sabiá, onde cantam Dalva e Lamartine”, de autoria da carnavalesca Rosa Magalhães.

Veja abaixo a diretoria da Imperatriz

Presidente Executivo: Catia Drumond
Vice-Presidente Executivo: Vinicius Drumond
Vice-presidente Admnistrativo: Wilson Ribeiro
Vice-presidente Social: João Felipe
Vice-presidente de Carnaval: Erler Schall
Vice-presidente Jurídico: Jorge Xavier
Vice-presidente de Esportes: Iago Drumond
Vice-Presidente de Relações Públicas: Robson Lourenço
Vice-presidente Cultural: André Bonatte
Vice-presidente de Patrimônio: Oscar de Paula

Império Serrano abre sua quadra e acolhe pessoas em situação de rua

O Império Serrano, cumprindo a função social de uma escola de samba, abriu sua quadra para acolher até 12 pessoas em situação de rua. Elas ficam abrigadas nos camarotes. A alimentação fica a cargo das baianas do Reizinho de Madureira, enquanto os educadores da rede municipal de assistência social dão todo apoio aos moradores.

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Foto: Divulgação

“O papel social é um dos pilares da administração do Império Serrano. Madureira, infelizmente, tem inúmeras pessoas em situação de rua e não poderíamos ficar sem fazer nada diante deste inverno tão rigoroso que estamos vivendo. Abrimos as portas para acolher essas pessoas durante a noite, dando o máximo de assistência possível e carinho. O Império é um amigo do bairro e sempre vai estar disposto a ajudar”, disse o presidente da escola, Sandro Avelar.

A secretária municipal de Assistência Social, Laura Carneiro, destacou a iniciativa do Império Serrano.

“O Império Serrano Acolhedor é mais uma hiper iniciativa da sociedade civil para ajudar nesse momento tão grave de frio na cidade, que não estamos acostumados, cariocas que somos. Estou muito feliz por essa colaboração na perspectiva de que isso é um trabalho coletivo. A Prefeitura sozinha não vai resolver um problema tão complexo, como é a população em situação de rua”, afirmou Laura Carneiro.

Academia do Samba voltou! Salgueirenses contam o que sentiram quando pisaram novamente na quadra

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O Salgueiro retornou no sábado sua disputa de samba-enredo para o Carnaval de 2022. O site CARNAVALESCO ouviu personagens de segmentos salgueirenses sobre a volta e o que esperar do futuro sobre os desfiles em 2022.

Para a passista Thay Barbosa, de 22 anos, que desfila como passista do Salgueiro há três anos, a entrada na quadra trouxe uma sensação inesquecível.

thay passista

“Quando entrei na quadra me deu uma sensação de nostalgia. Fiquei arrepiada. Não via a quadra com movimento há muito tempo. Foi um baque para quem é amante do samba. Hoje, a sensação é de esperança que as coisas vão melhorar. Acredito bastante que vai ter carnaval em 2022. É importante para cultura, para economia e para todos nós. Tudo vai dar certo com todo mundo vacinado. O samba proporciona muitas coisas boas no nosso dia a dia. É uma relação única na minha vida”, disse.

tuninho ritmista

Com mais de 28 anos no Salgueiro, Antonio Miranda, Tuninho Professor, de 57 anos, ritmista salgueirense, explicou o que sentiu com a volta para escola de coração. “Sabe a criança quando ganha aquele brinquedo novo e fica com o olho brilhando? Estou encantado. O coração bateu mais forte. Mesmo com a quadra mais vazia, respeitando o distanciamento, é importante voltar para quadra. Temos que aprender a conviver com isso. Se vacinar todo mundo como estão propondo acredito e torço que tenha o carnaval”.

tia taninha

Tia Taninha, de 73 anos, integrante da Velha-Guarda, não escondeu a emoção de voltar para quadra com a volta da disputa de samba-enredo. “Desfilo no Salgueiro desde os dois anos de idade. Vi de perto a fundação da escola. É meu amor! Agradeço a Deus, em primeiro lugar, por voltar para quadra. Não sei se teremos carnaval em 2022, vai depender da vacinação. Já tomei a vacina e sigo sempre os protocolos”.

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Sônia Beatriz, baiana salgueirense, aniversariante do dia, também falou sobre o retorno para quadra. “Tenho 34 anos como baiana do Salgueiro. É o meu presente. Estou aqui com minhas amigas. Amo isso aqui. Amo o Salgueiro! Acredito plenamente que teremos carnaval em 2022. Tudo que passamos na pandemia foi muito ruim e triste. Entrar na Avenida, após tanto tempo, não terá emoção que pague. Lá, nós somos os artistas principais”.

Gabriel David: ‘Meu objetivo é criar diversas oportunidades de interlocução do carnaval com o público’

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O site CARNAVALESCO publica a segunda parte da entrevista com o diretor de marketing da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David. Ele faz um balanço do trabalho, das dificuldades internas, das conquistas e revela que a pesquisa feita pela Liga recebeu mais de 10 mil respostas. * LEIA AQUI A PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA: Gabriel David revela detalhes das finais de samba na TV Globo

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Foto: Reynaldo Néo

Qual é o seu balanço nos quase cinco meses na Liesa?

Gabriel David: “Divido em três partes o meu balanço: comercial com avanços gigantescos, a Liga tem um potencial de entrega para o carnaval de 2022 infinitamente maior do que teve em sua história. Tenho certeza que o povo vai ver isso na Avenida. As marcas que estão entrando agora vão fazer parte da reconstrução e restruturação do carnaval. Na área de comunicação, a Liga não tem verba para nada e confesso que nada me agrada do que foi feito até agora. É aquém da minha expectativa e do que tinha que ser feito, mas é 100% questão de verba, a comunicação precisa de verba, nunca existiu na Liga, mas vai existir. Tenho certeza que depois de 16 meses, a Liga terá entrada de dinheiro ainda em agosto. Vamos conseguir começar essas mudanças na comunicação, ainda não são ideias, mas necessárias, colocamos escala de prioridades. Basicamente, é a entrada mais eficaz no âmbito digital. Por fim, a área de vendas que é a mais delicada. Querendo ou não, sendo bem feita ou não, já fui um grande crítico, mas elas dão resultado, tem receita certa anualmente. No momento de mais dificuldade da casa, entendo a decisão 100% do presidente de não mexer, e, concordo plenamente de não mexer no primeiro ano diante das dificuldades. Não estamos dispostos no momento a entrarmos numa escala de risco”.

Como está o dia a dia de trabalho na Liesa?

Gabriel David: “O presidente fala que não chega do 0 ao 100, sem passar pelo 50. Essa passagem no primeiro ano já vem com mudanças e melhorias para quem gosta e vive de carnaval. A gente encontrou um cenário muito pior do que imaginei. Confesso que se pudesse escolher, gostaria que fosse em um momento mais oportuno do que esse. Encontrei barreiras internas de mudanças nesses quase cinco meses de gestão. Gostaria de ter feito mais mudanças, mas não consegui. Sei que faz parte. Tenho muito prazer de fazer parte da Liga e das mudanças que a Liga se propôs em fazer na gestão do Jorge Perlingeiro. A gente conseguiu mudanças muito contundentes do ponto de vista comercial, o retorno de mercado tem sido muito positivo. Nós todos estamos aprendendo ainda aqui dentro. O processo de transição não foi fácil, muitas informações estão sendo alcançadas ao longo do caminho. Propôs muitas coisas na Liga e foram acatadas. Por isso, eu não posso reclamar”.

O que falar para quem for assistir aos desfiles na Avenida?

Gabriel David: “O público terá outra experiência. O público na arquibancada não necessariamente tem que levantar do seu assento para comprar algo, terá vendedor ambulante pela Sapucaí inteira, a cerveja parceira (ainda não posso falar qual é) terá entrega mais práticas. O mais importante é a facilidade que as pessoas vão ter e querer mais oportunidade de consumir. Estamos estudando várias possibilidades de alimentos e temos muitas conversas avançadas. Sobre ativações de marcas no Sambódromo, muita coisa a gente poderá ativar. A mudança de relação com a TV Globo é fundamental nisso, porque poderemos ativar as mesmas marcas e em espaços que não podíamos ativar antes. Vamos ter patrocinadores em comum. Antes, a gente tinha muito conflito de marca. Todas eram diferentes. Estamos caminhando e também vamos conseguir usar melhor espaços obsoletos, como os intervalos entre uma escola e outra. Vamos ter os telões novamente em cima das arquibancadas”.

Como será o processo de divulgação dos sambas?

Gabriel David: “Não vamos ter mais CDs, aliás, teremos mais em um número menor (uma tiragem básica para os colecionadores), mas não vou divulgar e comprar propaganda na TV Globo para falar que tem CD vendendo, quero fazer isso de uma forma mais criativa e eficiente. Estará em todas plataformas digitais. A imagem da capa dos sambas, espero agradar (risos). Penso também em um aplicativo para o carnaval, mas é questão de verba para ser feito, algo que quero muito, está incluso em diversas ativações que estão na rua, acredito que deva ter no primeiro ano, mas não posso dar 100% de certeza”.

Os ensaios das escolas comerciais não estão ultrapassados?

Gabriel David: “Vou ser sincero. Todo mundo que eu levava na Beija-Flor adorava. Não faltou bebida, serviço e nem atração. Chamava as pessoas em 2017 e 2018, mas 2019 e 2020 a gente fazia lista de espera para semana seguinte. Acho que tem ensaios e ensaios. Sabemos precisamos massificar os quesitos técnicos, mas o comercial tem que ter formato mais atual e dialogar com o público”.

Qual o conselho que você ouviu do seu pai quando decidiu mergulhar de cabeça no carnaval?

Gabriel David: “O momento mais tenso foi um almoço com meu pai e minha mãe e ele disse que eu não podia mais falar mais mal da Liga. Ele questionou e me coloquei a disposição para fazer. Faz muito tempo. Tenho certeza que ele não botou fé que eu continuaria insistindo. Nós conversamos muito e o carnaval é um assunto muito mais prazeroso para ele. Sei que ele gosta de ouvir. Sei que minha presença na Liga é diferente. Meu pai ajudou a criar o carnaval moderno e me preparou para ser uma pessoa mais capacitada do que ele. De certa forma, a minha obrigação aumenta. Tive oportunidades que outros jovens não tiveram, talvez, apenas o Luiz Guimarães (vice-presidente da Vila Isabel e filho do Capitão Guimarães), mas se ninguém gritasse naquele momento sobre a Liga, como fizemos, não teria repercussão. Meu objetivo não é gritar, mas ver o carnaval grande de novo. Sei que posso contar com meu pai e dúvidas tiro com ele e o tio Guimarães o tempo todo. O maior conselho que me deu é que eu precisando ele estará pronto”.

Qual foi o resultado da pesquisa que a Liga fez com o público?

Gabriel David: “Ela tinha dois objetivos: criação de marca e prioridades das melhorias de experiência para atacar no primeiro ano. Tivemos mais de 10 mil respostas na pesquisa. Foi bem eficiente, mas só vou confirmar tudo quando tiver a marca na minha mão. A marca do carnaval deve chegar ainda este mês. Vai estar pronta até o lançamento de arquibancadas e frisas. A relação de marcas com o carnaval nos fez ativar conversas que ficaram perdidas no passado. O ponto de vista de experiência foi muito clichê, o que muitas pessoas já falam tem bastante tempo”.

Você não mexe na área de desfile, ou seja, nos quesitos, mas quando haverá alguém para mudar isso?

“Não sei. Acho que será uma coisa natural. Você aproximando o público novo, estimulando o carnaval e sua economia, você vai obrigar a Liga e os diretores a se posicionarem. A abertura de diálogo que o Perlingeiro deu dentro da Liga para os presidentes e diretores de carnaval vai permitir isso. Como falei lá atrás vou receber os segmentos do carnaval. Não é só um desejo meu, é também do Elmo. As mudanças dos quesitos de desfile tem muito menos barreiras internas do que várias outras que proponho no meu departamento”.

Quais foram as mudanças da relação Liga e TV Globo?

Gabriel David: “Acho que a Globo não mudou nada. Ela só teve mais oportunidades de fala dentro da Liga. Não era questão de imposição, era falta de resposta da Liga. Não havia diálogo da Liga. A Globo percebeu que mudamos, que teria mais possibilidades, e as portas foram abertas. Sinto um prazer muito grande da Globo de falar em carnaval. A gente teve que se adaptar no momento do país. Apresentei a mudança da iluminação do Sambódromo para o Boninho, ele fez suas ressalvas e disse o que precisa adaptar para o seu produto televisivo. Isso estimula o trabalho deles e vai gerar um produto mais eficaz. Tenho certeza que o quanto mais eu posso entregar para eles será melhor. Enquanto Liga temos que fornecer melhores informações e o espetáculo, as escolas apresentam grandes desfiles, mas a interlocução e o preparo era muito mais da Globo com as escolas. A Liga quase se omitia. Ter portas abertas facilita nosso trabalho para divulgar os sambas, desfiles e informações das escolas. Falamos até dos desfiles campeãs, mas nem tudo está definido ainda. Estamos conversando. As mudanças pertinentes sobre a parte televisa prefiro que a TV Globo fale com vocês. Tenho certeza que todo mundo vai estar mais estimulado para trabalhar com o carnaval. Vocês falavam o tempo inteiro que estavam quase desistindo”.