Após ser eliminada do Big Brother Brasil 22, da TV Globo, na noite desta terça-feira, a mineira Natália recebeu a bandeira da Beija-Flor e recebeu oficialmente o convite para desfilar na escola de Nilópolis.
“Você foi convidada para desfilar na Beija-Flor representando o BBB em uma situação super especial”, revelou o apresentador Tadeu Schmidt.
Com 83,43% dos votos, Natália deixou a casa, mas mostrou muita emoção com o convite para desfilar na Beija-Flor. “Meu Deus. Estou arrepiada e muito honrada”, disse.
O Acadêmicos do Sossego realizou o último grande teste antes do desfile da próxima semana. Nesta segunda-feira, a escola de Niterói fez um trabalho específico de bateria no setor 11 do Sambódromo. Com direito a duas coreografias, a Swing da Batalha fez bom ensaio, e mestre Laion, que vai para o terceiro ano no comando da bateria, comentou sobre a importância do treino na Marquês de Sapucaí.
“É gratificante demais estar aqui. Foram dois anos nessa saudade muito grande. Para nós sambistas, isso aqui é nossa maior paixão. Foi muito difícil todo esse tempo de pandemia, perdemos muitos amigos. Ainda ocorreu esse adiamento, e a preparação que já estava rolando ficou incerta. Atrapalhou um pouco o planejamento, a logística, porque tem muita gente que vem de fora também. Mas agora não tem mais isso, faltam poucos dias para o nosso Carnaval. É otimismo total para o desfile”, disse Laion, antes de completar:
“Hoje foi só acertar pequenos detalhes, o trabalho está pronto. No nosso ensaio técnico vimos algumas coisas que precisávamos consertar. No ensaio de rua também oscila muito o número de ritmistas, então é muito importante fazer esse ensaio aqui. Conseguimos colocar aqui hoje todo o time de chocalho, de cuíca, ala de marcação. Aqui a galera dá uma importância maior também, é como se fosse um ensaio técnico 2. Agora vamos chegar para o desfile semana que vem com total confiança”, emendou o mestre da Sossego.
Desde 2017 na Série Ouro, o Acadêmicos do Sossego fez a melhor apresentação na história em 2020, quando ficou na oitava colocação. Neste ano, a escola levará para a Avenida o enredo ‘Visões Xamânicas’. A Swing da Batalha levará 230 ritmistas para o desfile no dia 20, com três bossas planejadas e uma subida na cabeça do samba. Mestre Laion projetou o desfile da agremiação e demonstrou otimismo na apresentação do Sossego.
“O projeto de Carnaval da Sossego eu acho que é o maior que a escola já fez até hoje. Tenho certeza que vai brigar pelo título. Com relação a bateria, estamos vindo em uma crescente de bons resultados. O primeiro ano foi de bons resultados, o segundo melhor ainda, e agora o objetivo são os 40 pontos. As ideias estão bem elaboradas e ousadas, que fazem parte da minha linha. Nós vamos fechar o primeiro dia dos desfiles com chave de ouro”, finalizou o mestre.
Quem também esteve presente no ensaio foi a equipe do carro de som, comandada por Nino do Milênio. Em conversa com o CARNAVALESCO, o intérprete falou sobre o retorno do Carnaval após a pandemia do coronavírus e também demonstrou otimismo pelo desfile do Sossego.
“Nos últimos meses, o Carnaval ficou numa situação muito indefinida que chegava até doer o coração da gente que é apaixonado por isso aqui. Muitos vivem disso aqui e eu também. No dia do ensaio técnico foi como se tivesse acontecido pela primeira vez, parecia que eu tinha desaprendido. Foi uma situação muito difícil para o mundo todo, mas ainda bem que está se normalizando. E ainda tinha muita hipocrisia, porque várias coisas podiam ocorrer, mas o nosso Carnaval não. Mas está tudo caminhando bem agora”, comemorou Nino, antes de finalizar:
“Todo ensaio é muito importante. Além desse aqui hoje, ainda teremos mais um na quarta-feira, que será o último antes do nosso desfile. Hoje acertamos algumas coisas que mestre Laion pediu, e eu também com a minha equipe do carro de som. Estou muito feliz com a repercussão do samba, com os elogios e com o barracão da escola também. Vocês podem esperar um Acadêmicos do Sossego maravilhoso. Como dizia nosso samba em 2020, ‘Pra Sossego fazer história’. Então esse ano, vamos fazer história”, completou o intérprete.
A Liga-RJ começa nesta quarta-feira, dia 13 de abril, a partir das 10h até 16h, a venda das arquibancadas para os desfiles da Série Ouro. Os ingressos para os setores 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 custam R$ 25. O ingresso para o setor 9 está R$ 50. O pagamento tem que ser feito em espécie sem limitação de quantidade/pessoa.
Os interessados podem adquirir no stand de atendimento localizado na passarela do samba, atrás do setor 11, de segunda a sexta-feira, de 10h às 16h. Rua Salvador de Sá (embaixo da Elevada de São Sebastião)
O Departamento Cultural da Unidos de Vila inovou em mais um grande projeto. Após o sucesso do documentário “Kizomba – 30 anos de um grito negro na Sapucaí”, em homenagem ao desfile campeão de 1988, com o enredo “Kizomba – A festa da raça”, a equipe oficializou o lançamento do Vila Cultural Podcast.
A iniciativa reúne os nomes mais marcantes da trajetória da Azul e Branco para debates com foco total nos grandes carnavais da agremiação. Nos primeiros episódios, o compositor André Diniz, o carnavalesco Edson Pereira e o diretor de Carnaval Moisés Carvalho foram os convidados para o bate-papo.
“O Vila Cultural, como é conhecido o nosso departamento, é responsável por produzir, valorizar e preservar a memória da Unidos de Vila Isabel, bem como facilitar o acesso dos torcedores e demais interessados à essa memória, além de promover os aspectos culturais da escola”, explica Nathalia Sarro, diretora cultural da agremiação.
“É mais um projeto que nos enche de orgulho e seguiremos trabalhando muito para exaltar a nossa cultura e, principalmente, o nosso pavilhão”, comentou Tathiane Queiroz, integrante do departamento.
O conteúdo é exclusivo e disponibilizado no canal da equipe no YouTube e nas principais plataformas de streaming. Conheça os canais do Vila Cultural:
O Paraíso do Tuiuti realizou seu último ensaio de rua antes do desfile oficial e depois de longos meses de trabalho, de preparação para o grande dia na Passarela do Samba, a comunidade não demonstrou cansaço, cantou o elogiado samba da agremiação de São Cristóvão que valoriza a negritude, empurrada por uma grande atuação da SuperSom de mestre Marcão e do carro de som comandado pelos intérpretes oficiais Celsinho Mody e Grazzi Brasil. O carnavalesco Paulo Barros prestigiou o treino acompanhando a evolução à frente da escola, assim como o presidente Renato Thor. A comissão de frente da coreógrafa Cláudia Mota mostrou um pouco do que vai levar para a Avenida. O Tuiuti caprichou na preparação e o treino, que teve seu encerramento na porta da quadra da agremiação, durou cerca de duas horas.
“Foi um belíssimo ensaio, foi uma noite maravilhosa, quero agradecer a toda comunidade, a todas as alas coreografadas. Hoje eu tive representantes dos carros. A ansiedade está muita, a gente não vê a hora desse desfile. Não só o Tuiuti, mas todos estão muito ansiosos para o dia. Mas, o Tuiuti tem feito um trabalho muito grande, muito especial e vamos sim tentar alcançar aquele décimo que a gente perdeu lá em 2018. Vamos chegar com tudo na Avenida, com garra, com força, com chão, gritando muito Ogunhê que abra nossos caminhos”, diz André Gonçalves, diretor de carnaval do Tuiuti.
Harmonia e Samba
O samba já vem funcionando há algum tempo com a comunidade. Os componentes cantam bastante principalmente os dois refrãos. Em diversas vezes, quando mestre Marcão fazia uma bossa em que apenas os surdos sustentam o ritmo, o canto do refrão principal pelo povo acabava se sobressaindo, o que demonstrava o quão forte os desfilantes se comprometeram com a harmonia.
Outros trechos como “Nas veias do povo preto do meu Tuiuti”, ou “Para vencer a opressão, com a força da melanina”, que chamam à valorização da negritude, o samba era gritado pela comunidade de forma valente, sempre acompanhado de gestos de orgulho como o punho erguido ou a mão tocando a própria pele.
Importante destacar o experiente carro de som que além de contar com os intérpretes oficiais Celsinho Mody e Grazzi Brasil, que já contava com Ciganerey e Hudson no apoio, agora também tem Alessandro Tinganá, intérprete da Camisa Verde e Branco em São Paulo, e agora voltando a participar dos desfiles no Rio de Janeiro depois do convite da diretoria do Tuiuti.
“Eu estou ainda em êxtase, uma felicidade tremenda, já queria voltar para cá, então surgiu essa oportunidade do Tuiuti, a diretoria resolveu me dar essa oportunidade e eu estou voltando para fazer o meu melhor, matar a saudade de casa, e tirar onda e se divertir. “Estou em um momento muito complicado, onde eu tenho duas casas para levantar do zero, a casa da minha mãe, a casa dos meus filhos, mas Papai do Céu vai ajudar, meus orixás também vão ajudar. E aí para a gente manter a felicidade é cantando, extravasar. Cantando a gente consegue ficar mais feliz, aí volta para casa e resolve tudo”, afirmou Tiganá ao site CARNAVALESCO.
Mestre-sala e Porta-bandeira
O casal Raphael e Dandara estava vestido em um amarelo bastante vibrante, ele com um terno de gala e ela com um vestido que reluzia principalmente o dourado da parte de cima. Na dança, o experiente casal mais uma vez não se poupou, mesmo faltando poucos dias para o desfile, e mais uma vez o que se destacou na apresentação foi uma presença de alguns elementos de dança de religiões de matriz africana principalmente no momento do refrão do meio a partir do “Ê Dandara”, mas isso não tirou a leveza e a sincronia dos movimentos tradicionais, nas giradas e no contato sempre buscado pelo casal. A dupla era sempre aplaudida incessantemente pelo público nas calçadas depois de cada apresentação que levava em média dois minutos e meio.
“A expectativa é gigante! Todo sambista está muito emocionado, a gente quer mostrar a força da nossa cultura, a força do samba, a resistência que nós somos.
Então, estamos todos empenhados em cumprir essa missão com muita alegria, com muito sorriso, que é o que a gente sabe fazer de melhor. A principal mensagem da Tuiuti hoje é essa: vamos exaltar os nossos com muito sorriso e com muita alegria que a gente conquista”, comentou a porta-bandeira.
“Vai ser um espetáculo maravilhoso! É o que a Dandara falou, a gente está muito emocionado, a gente está nervoso por voltar, querendo voltar logo à Sapucaí, depois desse tempo todo, depois desses dois anos parados. Porque a gente é isso, a gente é o carnaval, a gente é o samba, a nossa vida gira em torno disso, o Rio de Janeiro gira em torno disso, está todo mundo ansioso, é uma ansiedade tamanha e se Deus quiser nós iremos
fazer um bom trabalho”, completou o mestre-sala.
Bateria
Mestre Marcão está muito à vontade no comando da SuperSom e a bateria tem a sua cara, com bom ritmo e realizando muitas bossas, convenções e até coreografia. Em uma das bossas no refrão principal do samba, na primeira vez os surdos sustentavam o ritmo para o apogeu do canto dos componentes se sobressair, voltando o restante dos instrumentos no bis. Essa bossa no refrão principal revezava neste mesmo momento da obra com uma pegada de batida mais ancestral. Já no trecho na primeira do samba que vai a partir do “Sou Alabé gungunando o tambor” até quase no final da estrofe “Inundou um oceano até a Pedra do Sal”, os ritmistas faziam bossas e convenções marcando e valorizando de acordo com a métrica do samba neste pedaço da música. A parte de coreografia muitas vezes ia seguindo o balanço das convenções e se intensificava na ala de chocalhos com passo mais marcado.
A frente da SuperSom de mestre Marcão, estava a princesa da bateria, Mayara Lima, que além de muito samba no pé, esbanjou muita simpatia e foi “tietada” pela comunidade antes e depois do ensaio com muitos pedidos de fotos. A bela estava vestida toda de dourado, valorizando o amarelo do Tuiuti.
“Hoje, como é o último ensaio, essa semana nós já entregaremos as fantasias dos componentes, dá uma sensação de dever cumprido. Ainda não acabamos de cumpri-lo, que temos que passar na avenida ainda, mas, 89,9% já está tudo resolvido”, afirmou mestre Marcão.
Evolução
A escola evoluiu bem. Mais uma vez chamou a atenção a presença de dança um pouco mais coreografada em diversas alas, mas que não fez a escola perder a espontaneidade, pois os movimentos estavam bastante de acordo com o enredo, trazendo para a evolução uma ginga bem africana, sendo realizado em alguns momentos chaves do samba e do ensaio, não tirando a alegria e a liberdade dos componentes para brincar durante o desfile. O principal foi perceber que os passos eram realizados de forma natural, apesar de bem sincronizados. O único ponto de atenção que a escola deve ter é no final da apresentação da comissão de frente para dar início à apresentação do casal. Neste último ensaio, houve um rápido momento em que se gerou um espaço logo no início da escola, entre os dois quesitos, mas a equipe de harmonia agiu de forma veloz e não chegou a ser um buraco. No início da apresentação, em outros momentos, em algumas alas se viu algum espaçamento um pouquinho maior no início, mas rapidamente corrigido ao longo do caminho sem gerar maiores problemas.
Outros destaques
Celsinho Mody, antes de iniciar a arrancada do samba-enredo do Tuiuti 2022, apresentou ao público a chegada de Alessandro Tingana. No esquenta, mais uma vez foi cantado o samba em honra ao padroeiro São Sebastião e a obra de 2018, desfile que inspira a escola a alçar voos mais altos e tentar superar sua melhor marca. O último ensaio da agremiação contou com a presença de um grande público. Antes do desfile, a equipe de harmonia teve que pedir para que as pessoas liberassem a pista para que o desfile pudesse se iniciar. A comissão de frente trouxe um elenco com mais de 15 componentes, que dançaram com uma pegada de dança ancestral, realizando a apresentação para quem estava na calçada. A comissão também chamou a atenção cantando com bastante vibração o hino do Tuiuti para 2022. Os passistas desfilaram bem elegantes, todos de branco, homens e mulheres, com camisa social e chapéu de sambista.
Com o enredo “Ka ríba tí ÿe – Que nossos caminhos se abram” , o Tuiuti abre a segunda noite de desfiles do Grupo Especial no sábado, dia 23 de abril, feriado de São Jorge.
A União da Ilha realizou uma coletiva de imprensa no seu barracão na Cidade do Samba. Na coletiva estiveram presentes o carnavalesco Cahê Rodrigues e o diretor de carnaval Dudu Azevedo. Após longo período de portas fechadas, a escola convidou a imprensa para um bate-papo a respeito de como foi a preparação para o desfile de 2022, passando pela escolha do enredo, adaptação do barracão sem a presença do carnavalesco Severo Luzardo e expectativas para o carnaval de 2022. Também foram levantados temas como a evolução da escola nesta reta final para o desfile. Para Dudu Azevedo, mesmo que pudesse haver desconfiança a respeito de como a União da Ilha estaria para o carnaval, internamente a equipe estava confiante sobre o projeto.
“A escola vinha recebendo críticas, mas internamente nós não tínhamos dúvidas sobre o trabalho. Depois do que foi apresentado no ensaio técnico o que mudou é que mudaram a forma de ver a escola, mas nós nos planejamos e ensaiamos muito o samba. Até porque tivemos momentos de dúvida, teve momento do auge da covid que existiam alas com menos da metade de componentes e isso assustava a gente. De uma semana para outras mais de 150 pessoas vieram informar que estavam desistindo de desfilar, mas ainda acreditávamos no planejamento, só faltavam as pessoas para realizar o desfile, até que depois de um tempo elas foram surgindo. Já no ensaio de rua antes de irmos para a Sapucaí, nós percebemos que a escola estava cantando forte, evoluindo bem e com boas nuances”, disse Dudu Azevedo.
Dudu também afirmou que a escola não sofreu grandes impactos com o adiamento do carnaval, porque na verdade a Ilha já estava pronta para desfilar em fevereiro. Sendo assim, a diferença ocasionada foi o amadurecimento do chão da escola e discussões saudáveis com o carnavalesco Cahê Rodrigues que teve dificuldades em fazer novas ideias pararem de surgir ao longo dos dois meses de adiamento. O diretor de carnaval também comentou sobre como a escola encara o favoritismo do Império Serrano.
“É lógico que todo ano vão cotar o Império, assim como vão cotar a Estácio, mas quanto ao Império, se formos fazer uma comparação será que deixamos a desejar? Deixamos a desejar em equipe? Eu acredito que não. Deixamos a desejar em escola? Também não, nós somos grandes como o Império. Agora é avenida, tem que entrar para saber quem vai ganhar”.
Outro tema que merece destaque na coletiva foi a adaptação do cotidiano no barracão da Ilha após o falecimento do carnavalesco Severo Luzardo que fazia dupla com Cahê Rodrigues. “Todo processo criativo foi feito por nós dois. Hoje, com a ausência dele, toda a minha luta dentro do barracão é para a gente preservar a memória dele e suas ideias iniciais. É claro que aconteceram modificações, porque a partir do momento que se tem duas pessoas e uma delas não está mais, nós passamos a ter que tomar algumas decisões, mas nada que mudasse a ideia, roteiro e rumo do desfile. Não era muito uma questão de criar, era questão de enfeite e finalização de projeto”, disse Cahê.
A pouco mais de uma semana para o desfile, a Vigário Geral realizou mais um ensaio, desta vez, no setor 11 da Marquês de Sapucaí. Com trabalho específico de bateria, a escola ajustou os últimos detalhes antes de entrar no Sambódromo no dia 21. Mestre da Swing Puro, Luygui Silva comentou a importância do treino da última segunda-feira.
“Esse ano o planejamento foi um pouco diferente do que em 2020, quando nós não tivemos o ensaio técnico. Em 2022 a gente preferiu fazer esse trabalho no setor 11 depois do ensaio técnico. A gente veio ajustar os últimos detalhes antes do desfile. Fizemos um grande ensaio técnico, mas não foi 100%”, disse Luygui, antes de complementar:
“São duas bossas, e tem uma que eu gosto muito, que é a do refrão principal, onde eu paro a bateria e fica o timbal tocando, me arrepia. A expectativa não só minha, mas como de toda escola é muito grande. Estamos trabalhando quietos, na humildade, mas muito fortes. Vamos mostrar na prática. Temos certeza que faremos um grande desfile”, emendou.
Além da bateria, que terá 220 ritmistas, a Vigário Geral também levou outros segmentos para o ensaio no setor 11, como comissão de frente, casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e alas coreografadas. Décima primeira colocada em 2020, a agremiação busca lugar mais alto na tabela neste ano com enredo ‘Pequena África: da Escravidão ao Pertencimento – Camadas de Memórias entre o Mar e o Morro’. O intérprete Tem Tem Jr falou sobre o tempo longe do Carnaval por conta da pandemia e projetou o desfile da escola.
“Parece que foram mais de dois anos, né? A espera foi muito grande, a ansiedade e expectativa só aumentaram. A escola já fez o ensaio técnico e a gente vem insistindo em aprimorar com mais ensaios. Além desse de hoje, teremos mais um no sábado, na comunidade, que será o último antes do nosso desfile. A gente passou por aqui no ensaio técnico com dificuldades por conta das chuvas lá na baixada, quatro alas não puderam vir. Mas pode esperar um grande desfile da Vigário, estamos preparados”, comentou Tem Tem Jr, antes de encerrar:
“O pensamento é positivo de todos os segmentos, tanto aqueles que contam pontos, como os que não. Somos uma família muito unida. Nosso barracão está lindo e nossas fantasias prontas. A Vigário neste momento não tem dificuldade nenhuma de apresentar seu Carnaval. Vocês podem esperar uma escola digna, forte e vamos passar rasgando a Avenida matando a saudade porque esse tempo todo longe sufocou a gente”, finalizou o intérprete.
Após anos realizando desfiles incondizentes com a sua história, a Portela voltou a frequentar as primeiras colocações do Grupo Especial desde 2014. Nos últimos sete desfiles, a agremiação voltou entre as campeãs seis vezes, e de maneira consecutiva, um recorde na história da águia altaneira.
A série ‘De olho nos quesitos’ vem buscando apontar aqueles que são os melhores e piores quesitos das 12 escolas do Grupo Especial nos últimos cinco anos. Como dez entre dez portelenses devem imaginar, comissão de frente tem sido o calcanhar de aquilhes da escola, que corresponde por 40% do total de 29 décimos perdidos a partir de 2016. Como mostraremos a seguir, enredo, evolução, harmonia e samba-enredo são os melhores desempenhos da escola.
Confira o desempenho da Portela quesito a quesito:
Alegorias e Adereços
Desde a reformulação pela qual passou a escola, há quase dez anos, o quesito passou a ser um dos mais fortes. Apenas em 2018 e 2019 a azul e branca não gabaritou o quesito, totalizando apenas dois décimos perdidos em cinco anos. Com direito a imagens históricas imaginadas por nomes como Paulo Barros, Rosa Magalhães e Renato Lage.
Bateria
Não fosse a acidentada apresentação de 2019, a histórica Tabajara do Samba não teria perdido um único décimo nos últimos carnavais. Em 2019 entretanto metre Nilo Sérgio sofreu uma penalização de dois décimos, o que tirou a invencibilidade dos ritmistas de Oswaldo Cruz e Madureira. Foi a única vez nos últimos cinco anos onde a Portela não tirou os 30 pontos em bateria.
Comissão de Frente
Problema crônico até nas melhores apresentações da Portela. A Majestade do Samba não consegue acertar no quesito. A média de perdas em comissão de frente é de 0,2 ponto por ano, totalizando 12 décimos de desconto, 40% da perda total em cinco anos, considerando todos os quesitos. Até mesmo no título de 2017 o quesito não obteve a nota máxima, sendo o único a deixar décimos. Nos últimos três anos a situação se agravou e foram 10 décimos de penalização. A Portela perdeu 24% dos décimos distribuídos em comissão de frente entre 2016 e 2020.
Enredo
Um dos quatro quesitos onde a Portela obteve a perda mínima possível. Apenas em 2016 a águia não deixou uma apuração com os 30 pontos possíveis, considerando sempre que o regulamento descarta a menor nota e desde 2020 a maior e a menor.
Evolução
Considerada uma das evoluções mais competentes dos últimos anos, a Portela comprova tais elogios com resultados. Evolução também só perdeu um décimo nos últimos cinco anos, no carnaval de 2019. Nas demais desfiles analisados pela reportagem do site CARNAVALESCO foram 30 pontos.
Fantasias
Diferente de alegorias, este é um quesito do aspecto plástico do desfile onde a Portela tem um desempenho mais irregular. A perda total de quatro décimos foi potencializada pelo pesado julgamento de 2020, que puniu os carnavalescos Márcia e Renato Lage em três décimos. Anteriormente Rosa Magalhães havia perdido um décimo em 2018 e nos demais desfiles a Portela alcançou os 30 pontos.
Harmonia
Um dos quatro quesitos onde a Portela beirou a excelência. O décimo perdido em harmonia no desfile de 2020 foi o primeiro dos últimos cinco carnavais da Portela. Atualmente a agremiação pode ser colocada entre as três de canto mais forte do Grupo Especial, o que talvez explique a perda mínima no principal quesito de pista de um desfile de escola de samba.
Mestre-Sala e Porta-Bandeira
A atuação de Marlon Lamar e Lucinha Nobre em 2020 acaba contaminando a análise se não houver atenção. Excetuando-se o desfile citado, apenas em 2016 o casal portelense perdeu décimos, em virtude da polêmica pista molhada pela comissão de frente na ocasião. Mas os quatro décimos perdidos em 2020 vira 0,5 ponto se somado com a punição de 2016, tornando o quesito o de segundo pior desempenho da Portela, apesar dos 30 pontos em 2017, 2018 e 2019.
Samba-Enredo
Considerada precursora da retomada do quesito samba-enredo a partir de 2012, a Portela perdeu apenas um décimo no quesito nos últimos nove carnavais, justamente a obra apresentada no carnaval em 2018. É disparado o quesito mais forte da escola não apenas nos últimos cinco anos, mas na década.