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III Seminário ‘Carnaval em Andamento’ reúne pesquisadores no Rio de Janeiro

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Pesquisadores sobre a festa carnavalesca em suas variadas abordagens vão estar reunidos no III Seminário Carnaval em Andamento, que acontecerá nos dias 16, 17 e 18 de novembro de 2022. O evento, aberto ao público em geral, terá apresentações de pesquisas realizadas por doutorandos e recém-doutores em diversas áreas do conhecimento, buscando divulgar os mais recentes estudos acadêmicos ligados ao Carnaval.

Além da abertura, que irá contar com a palestra do antropólogo e presidente da Portela, Fábio Pavão, o evento terá cinco mesas de apresentações, distribuídas ao longo dos três dias de encontro. Cada mesa contará com eixos temáticos que reúnem estudos sobre carnaval em diferentes abordagens. As apresentações acontecem das 10h às 17h, no auditório da Liga Independente das Escolas de Samba, localizado na avenida Rio Branco, 4, 17o andar, no Centro do Rio.

O III Carnaval em Andamento é organizado pelo Centro de Referência do Carnaval da Uerj, em conjunto com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA), com o apoio do Instituto de Artes da Uerj (e de seus Programas de Pós-graduação em Artes-PPGARTES e em História da Arte-PPGHA), Departamento Cultural da Liesa e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro.

Programação

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Fabricio Pires e Giovanna Justo defenderão o pavilhão do Acadêmicos de Niterói

O Acadêmicos de Niterói apresentou os defensores do seu pavilhão para o carnaval de 2023. Fabricio Pires e Giovanna Justo formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação em sua estreia na Série Ouro, na Marquês de Sapucaí. Giovanna já foi campeã no Grupo Especial quatro vezes. Duas pela Mangueira e duas pela Unidos da Tijuca. Fabrício Pires é experiente no mundo do carnaval e tem passagens pela Caprichosos, Tradição, Cabuçu, Portela, Mocidade, Porto da Pedra e São Clemente.

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Fotos: Divulgação

Ygor Silva e Luiz Martins assumem Direção de Carnaval

Para sua estreia na Série Ouro, o Acadêmicos de Niterói contará com uma dupla na Direção de Carnaval. Ygor Silva e Luiz Martins chegam na azul e branca da cidade sorriso.

Ygor Silva começou no carnaval na Viradouro e na Construindo um sonho, escola mirim da Viradouro. Se aprofundou no carnaval de Niterói, onde até hoje ajuda os amigos nas agremiações. Tem passagens como Diretor de Carnaval na Universo, Marimbondo, Sabiá, Bafo do Tigre e Acadêmicos do Sossego.

“A sensação de assumir a Direção de Carnaval da Niterói é de muita responsabilidade, pois falar de carnaval e ainda da cidade que leva o nome da nossa escola, contar essa história vai ser olhar para o passado e ver quanto o carnaval do nosso município está crescendo”, revelou Ygor.

direcao niteroi

Luiz Martins iniciou sua carreira na produção do carnaval com as escolas de samba há 16 anos atrás em São Paulo. Está há 7 anos na Unidos de Vila Isabel, onde atualmente exerce a função de Diretor de Barracão. No Carnaval do Rio será seu primeiro ano como Diretor de Carnaval.

“A felicidade de estar na Niterói não poderia ser maior, a equipe que a escola montou é quase um time dos sonhos, e poder compartilhar a direção de Carnaval junto com o Ygor é uma honra, com anos de experiência no Carnaval de Niterói vai ser uma troca e uma parceria de muito sucesso, vamos juntos”, finaliza Luiz.

Danilo Cézar é o intérprete

Danilo Cézar foi o nome escolhido pela Diretoria do Acadêmicos de Niterói para ser a voz oficial no carnaval de 2023. Danilo coleciona diversos prêmios no carnaval capixaba, onde atualmente também é intérprete oficial da Unidos de Jucutuquara. No Rio de Janeiro, fará sua estreia na Sapucaí junto da caçulinha da Série Ouro.

Danilo canta no carnaval do Espírito Santo desde 2010 e tem passagens pela Pega No Samba, Novo Império e Unidos da Piedade. “Quero agradecer ao Presidente Hugo e toda sua diretoria pela confiança no meu trabalho. Estar em 2023 na Marquês de Sapucaí é a realização de um sonho”, revelou Danilo.

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A caçulinha da Série Ouro será a 6ª escola a desfilar na sexta-feira de carnaval na Marquês de Sapucaí com o enredo “O Carnaval da Vitória”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues.

Porto da Pedra prepara desfile com emissão neutra de carbono

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Em 2023, São Gonçalo vai entrar para a história do carnaval do Rio de Janeiro com a Porto da Pedra. A agremiação gonçalense vai realizar o primeiro desfile neutro em emissões de gás carbônico, um marco para a maior festa popular da Terra e totalmente conectado com o enredo que a escola de samba vai apresentar na Marquês de Sapucaí: “Invenção da Amazônia: Um Delírio do Imaginário de Júlio Verne”.

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Foto: Site CARNAVALESCO

“Os alunos do Instituto Abraço do Tigre, em parceria com a Porto da Pedra e com a Prefeitura de São Gonçalo, através da Secretaria de Meio Ambiente, farão o plantio de 136 mudas nativas de Mata Atlântica na Área de Proteção Ambiental do Engenho Pequeno”, disse o secretário de Meio Ambiente, Carlos Afonso.

Com o plantio das mudas, a neutralização do carbono do desfile da agremiação gonçalense acontece de forma objetiva, compensando as emissões oriundas da queima do diesel para movimentar os carros alegóricos, dos ônibus utilizados no traslado dos integrantes para ensaios e o desfile, do combustível utilizado nos geradores e, até mesmo da energia consumida pelas máquinas de costura na confecção das fantasias.

A iniciativa nasce durante a realização da 27ª Conferência do Clima da ONU a “COP 27”, que teve início no dia 6 de novembro, no Egito, reunindo governos do mundo inteiro, diplomatas, cientistas, membros da sociedade civil e diversas entidades privadas, com o objetivo de debater e buscar soluções para a crise climática causada pelo homem. O encontro acontece como uma busca comum às nações, para estabilizar a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera e, assim, combater a ameaça humana ao sistema climático do Planeta Terra.

Para atingir esse objetivo, no dia 29 deste mês, 136 espécies endêmicas da Mata Atlântica serão plantadas na APA do Engenho Pequeno.

“Sendo o Carnaval conhecido como “o maior espetáculo da terra”, é inovadora a ideia de um desfile neutro em emissões de Co², uma vez que o evento, fazendo a sua neutralização de carbono, estará zerando seu impacto ambiental em termos de emissões desses gases que contribuem para o aquecimento do planeta. Após levantamento e estimativas chegamos a um total aproximado de mudas necessárias a serem plantadas para compensar a emissão de aproximadamente 2,12 Toneladas de CO2. Para neutralizar essas emissões em apenas um ano seria necessário o plantio de 136 mudas. Ressaltamos que as mudas plantadas continuarão sequestrando carbono da atmosfera por mais 19 anos”, destacou Glaucio Teixeira Brandão, biólogo e Subsecretário de Meio Ambiente / Áreas Verdes.

Já Karla M.F. Ribeiro, diretora do Instituto Abraço do Tigre, enfatiza que a responsabilidade social é fundamental para a reflexão do papel de cada cidadão na preservação do Meio Ambiente.

Objetivos para garantir o futuro – Considerando a emergência climática provocada pelo aumento da temperatura do planeta, o projeto de neutralização de carbono é uma proposta inovadora que visa, a partir de uma base de cálculos de emissão de carbonos na atmosfera, compensar as mesmas com o plantio de mudas, que tem como objetivo absorver esse carbono emitido fixando-o e trazendo equilíbrio ao ambiente. A prática consiste em reduzir os impactos causados ao meio ambiente, realizados pelas emissões de gases do efeito estufa (GEE), emitidos por atividades diversas. A execução do projeto consiste em escolhas que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade mais sustentável, alcançável através do desenvolvimento de um padrão de consumo mais consciente, sobretudo através de práticas que contribuam para a uma conduta ambientalmente responsável.

Thiago Brito canta o samba-enredo da Inocentes de Belford Roxo para o Carnaval 2023

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Compositores: Cláudio Russo, Junior Fionda, Fadico, Lequinho, Hugo Bruno, Leandro Thomaz e Altamiro
Intérprete: Thiago Brito

Eu preciso falar de um Brasil ôô ôô
Que aprendi a moldar com as mãos ôô
Que me deu matéria-prima
Pra compor além da rima
A senhora perfeição
Essa arte genuína
É herança feminina
Por talentos naturais
Tem o sopro de Tupã
Que conduz a artesã
Ao saber dos ancestrais

É no barreiro no Vale do Mulembá
Que a mão preta se encontra com o chão
Barro sagrado que veio de lá
Que ganha a forma da vida em transformação

É no fogo! É na fogueira!
Na panela ou na moringa
Que a velha paneleira
Vai batendo a muxinga
Face do conhecimento
Que partilha o saber
É feita de mãe para filha
Ensinar e aprender
Oh moça isso é coisa de família
A esperança na argila
Modelando este país
Meu pranto é um cortejo que desfila
Em cada canto, a minha raiz
Em fevereiro, ou janeiro ao sexto dia
Visto a suja fantasia
Pra erguer minha bandeira

Tambor de congo
Cantar de quilombo
A resistência é a voz da paneleira

É na renda! É na palha!
O retrato de um Brasil
Feminino, inocente
Que orgulho a mãe gentil

É na renda! É na palha
Que se veste uma nação
Pra ver a arte do barro ao barracão

Com ótima presença, Dom Bosco leva todos os setores em apresentação marcante na exposição Bicentenário

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A Dom Bosco chegou em peso para apresentação da exposição do Bicentenário na Fábrica do Samba. A escola de Itaquera, Zona Leste de São Paulo, contou com componentes da comunidade que marcaram presença e parecia até um ensaio da agremiação. O diretor da escola Dom Bosco, Ronny Potolski enalteceu a cobertura do CARNAVALESCO.

Escola presente

“Agradecer a Liga Independente das Escolas de Samba através da exposição do Bicentenário, toda parte cultural pela Lúcia. E também a cobertura de vocês em parceria com a Liga que é muito enriquecedor para quem curte o carnaval”.

Ricardo, diretor de harmonia da Dom Bosco, comentou sobre a experiência: “Para nós foi uma sensação maravilhosa, primeiro pela organização que a gente viu que a Liga está fazendo, da exposição, que achei fantástico para valorizar mais ainda o nosso carnaval. Quando falaram para nós, é com ‘ala show’ e tals, falei ‘vamos em peso’, com a comunidade, a Liga merece, o evento merece, então para nós, fantástico, não tem como descrever para você, o quanto para nós é importante estar aqui”.

Diretoria Dom Bosco

Ensaio na Fábrica do Samba, pode isso?

Claro que pode, e foi assim que a Dom Bosco de Itaquera levou esse clima de festa para as ruas da Fábrica do Samba, saiu do espaço de palco e fez um ensaio em plena Fábrica do Samba, agitando todos os presentes. Incluindo membros da Tom Maior que gravavam o programa “Seleção do Samba” da Globo.

Madrinha e Mestre

O diretor de carnaval Ronny frisou: “A proposta era fazer uma festa e fizemos, a comunidade da Dom Bosco a cada ano cresce, a gente veio com uma boa quantidade de pessoas, todos os setores presentes, e a gente fez nossa apresentação tradicional. Uma grande festa passando pelos principais sambas da escola. Fechando com essa apoteose do samba de 2023 com Villa Lobos, trazendo para a rua, as passarelas da Fábrica do Samba I. Foi muito legal, a escola se divertiu, pessoal que estavam aqui, visitantes, pessoal da exposição, de outras agremiações, dos barracões também fizeram parte da festa”.

A Dom Bosco não foi para uma simples apresentação, mas sim agitar a Fábrica, levou todos os setores, comissão de frente comandados por Luana Poletti, os três casais, ala plus size, baianas, ou seja, foi realmente um ensaio da escola pelo espaço.

Uma parte presente 1

Diretor de harmonia da escola, Ricardo revelou sobre a ousadia na Fábrica do Samba: “Conheço os barracões aqui. A Lúcia (curadora do projeto) deu uma deixa, falou ‘olha se quiser sair, não tem problema’, e eu falei que gosto dessas coisas, ela falou que estava liberado. Então vamos para a rua. A nossa comunidade é assim, estamos ensaiando na quadra e de repente vamos para a rua. ‘Ah, mas não combinou’, mas nós vamos para a rua hoje. E é um improviso, que o pessoal amou. Amaram a exposição da Lúcia e da Liga, foi fantástico, evento muito bom. Convido a todos a prestigiarem as próximas coirmãs e também conhecerem a exposição”.

Sobre a escola

Fundada em 2000, a Dom Bosco é uma escola em franca ascensão no carnaval paulistano, e tem tido uma regularidade dentro do Grupo de Acesso II, sempre brigando por acesso, mas ficando nos detalhes para subir.

De 2014 até 2020 alternou entre o terceiro e o quarto lugar na classificação. Somente em 2022 acabou tendo um resultado inferior, no 6ª lugar, mas a escola perdeu pontos por 0,5 ponto por ultrapassar o tempo máximo em 2 minutos. Com isso, ficou com 269,5, e a Nenê que subiu, terminou com 269,9, então não fosse o erro, grave obviamente, subiria.

O diretor de carnaval da escola, Ronny Potolski falou sobre a escola: “A Dom Bosco na verdade, a escola de samba é um projeto social da Obra Social Dom Bosco de Itaquera. É um pouco diferente neste sentido das outras escolas de samba. Então a gente é ligado a obra social, somos presididos pelo Padre Rosalvino, que todo mundo já conhece, personalidade do carnaval. Fazemos ensaios aos sábados lá em Itaquera, então todo sábado às 19 horas, entrada gratuita, tem fantasia à disposição… Quem quiser desfilar, sair em carro alegórico, as fantasias são gratuitas, a Dom Bosco nunca cobra suas fantasias”.

Como ir para a exposição

Aberta de quarta a domingo, das 10h até às 17 horas, a entrada e o estacionamento são gratuitos. A exposição irá até o dia 30 de dezembro. Além da exposição, ver como funciona a Fábrica do Samba, dimensão do Barracão, é uma experiência única para o visitante.

As apresentações das escolas de samba acontecem no período da tarde por escolas do Grupo de Acesso I e II no carnaval de São Paulo, fique atento na programação:

19/11, sábado
14h: Nenê de Vila Matilde

20/11, domingo
14h: Pérola Negra

26/11, sábado
14h: X-9 Paulistana

27/11, domingo
16h: Unidos do Peruche

10/12, sábado
14h: Primeira da Cidade Líder

11/12, domingo
14h: Torcida Jovem

17/12, sábado
14h: Imperador do Ipiranga

Na exposição do Bicentenário, Uirapuru da Mooca agita Fábrica do Samba em apresentação cheia de energia

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A Uirapuru da Mooca, que está no Grupo de Acesso II, fez sua apresentação na exposição do Bicentenário e trouxe bastante energia para a Fábrica do Samba. Depois de uma semana sem apresentação devido às eleições de 2022, o retorno foi interativo e animado para o público presente no novo reduto do samba paulistano.

Uma parte presente

A agremiação da Mooca, Zona Leste de São Paulo, levou seu pavilhão para a Fábrica do Samba. Sob comando do Mestre Murilo Borges, aproveitou para fazer uma graça ao deixar o espaço do palco onde as escolas se apresentam e seguiu para as ruas da Fábrica.

Em conversa com o site CARNAVALESCO, o mestre Murilo Borges revelou: “Foi muito especial pois foi minha primeira “apresentação” nesta jornada como mestre de bateria e fico muito feliz com essas iniciativas da Liga, precisamos de muito mais coisas assim em São Paulo o ano todo, para não deixar o povo desanimar durante o ano”.

Bateria rainha e madrinha na frente da

Com a rainha Acassia Amorim e a madrinha Tatiane Reis, a Moocadencia tirou onda, foi até a porta da exposição do Bicentenário e por lá ficou junto com membros da harmonia da escola. Fizeram uma roda, sambaram bastante, envolveram todo o público presente até retornaram para o local do palco.

Diretor de tamborim da Moocadencia, Kaique Oliveira contou com exclusividade sobre a apresentação: “A apresentação foi como reviver uma aventura pois se passaram dois anos sem ir a Fábrica do Samba e sentir essa energia vindo do lugar onde o Carnaval acontece é um privilégio; sem conta que estávamos com saudade de um Carnaval”.

Rainha Acasia

A escola através do intérprete André Ricardo, cantou seus sambas tradicionais, e claro o samba-enredo de 2023 da escola. Assim como também trouxe músicas populares como o ‘Samba de Arerê’ do Grupo Revelação, ‘Vou Festejar’ de Beth Carvalho, e também a música tema da Globeleza, colocando a escola e o público presente para dançar.

Sobre a Uirapuru

Fundada em 1976, a escola participou do carnaval entre 78 e 80, quando ficou um longo período sem desfilar oficialmente. Ressurgindo somente em 2001 e começando uma grande ascensão de lá para cá.

Chegou ao auge no Grupo de Acesso I em 2010 e ficou no sexto lugar, mas no ano seguinte, duas escolas foram rebaixadas e ficou no 7ª lugar, voltando para o Grupo de Acesso II, onde está desde então chegou ao vice-campeonato em 2013, mas não bastou para subir. Desde então a escola vai alternando colocações e no último carnaval terminou em 5ª lugar entre as 14 escolas do Grupo de Acesso II.

Interprete

Buscando o tão sonhado retorno ao Grupo de Acesso, a Uirapuru será a 6ª escola a desfilar e cantará “Amazônia: Terra do Uirapuru – Salve os donos da terra e suas lendas”, e claro, seu samba foi um dos apresentados na exposição.

Como ir na exposição

Aberta de quarta a domingo, das 10h às 17h, a entrada e o estacionamento são gratuitos. A exposição irá até o dia 30 de dezembro. Além da exposição, é muito legal ver como é a Fábrica do Samba, sua dimensão dentro do Barracão, algo marcante, e inédito para o público geral.

As apresentações das escolas de samba acontecem no período da tarde por agremiações do Grupo de Acesso I e II no carnaval de São Paulo, fique atento na programação:

19/11, sábado
14h: Nenê de Vila Matilde

20/11, domingo
14h: Pérola Negra

26/11, sábado
14h: X-9 Paulistana

27/11, domingo
16h: Unidos do Peruche

10/12, sábado
14h: Primeira da Cidade Líder

11/12, domingo
14h: Torcida Jovem

17/12, sábado
14h: Imperador do Ipiranga

Encontro de baterias leva sambistas para Caxias e enobrece o quesito

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A Grande Rio realizou em sua quadra, na noite de sábado e que só terminou na manhã de domingo, o primeiro encontro de baterias das escolas de samba. A festa, que recebeu o nome de Guardiões da Favela, estava lotada de um público empolgado e contou com a participação de 14 escolas convidadas mais a dona da casa. Um encontro para celebrar o quesito de baterias. Foi assim que mestre Fafá tratou o evento que contou com a participação das 12 escolas do Grupo Especial, mais a União da Ilha do Governador, da Série Ouro, e ainda duas escolas de São Paulo: Mocidade Alegre e Mancha Verde. As escolas se revezaram em quase 12h de festa, que nem o avançar da hora tirou a alegria de quem estava lá para ver a escola que admira e prestigiar as demais. Haviam sambistas locais e também muita gente que veio em caravana de outros estados para sambar em Caxias. * VEJA AQUI GALERIA DE FOTOS DO EVENTO

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

O anfitrião da festa, o mestre de bateria da Grande Rio, Fafá, contou que a ideia do evento partiu de um livro, que relatava a tradição do passado de se promover encontro de ritmistas. Estima-se que essa tradição acontecia a cerca de 60 anos atrás e, que ontem, começou a ser resgatada.

“A ideia surgiu junto com um irmão daqui, que é o Mozart da Lua, nosso diretor social, a partir de um livro que eu estava lendo. E eu falei que tinha vontade de fazer um evento de baterias, que não fosse competição. Queria que fosse uma confraternização entre os ritmistas. E ele embarcou comigo no projeto. E, felizmente, fomos prontamente atendidos pelas co-irmãs”, contou Fafá.

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A organização do evento por parte da Grande Rio, cuidou de detalhes para que as baterias se destacassem. Por isso, foram montados dois palcos, mais à frente em relação ao palco principal. Um de cada lado. Assim, os ritmistas tomaram certo protagonismo e se apresentam praticamente no meio do público. O clima de tradição resgatada também esteve presente nos nomes que cada palco recebeu e antigos mestres, que passaram pela tricolor de Caxias, foram homenageados. O palco principal, onde a bateria se apresenta sob a regência de Fafá, recebeu o nome de Du Gás. E os palcos laterais, Odilon e Maurício, grandes nomes da escola.

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O sucesso da festa e o abraço do público também passou pelo nome escolhido. Guardiões da Favela foi ideia conjunta entre Fafá e Da Lua, segundo o mestre. Que faz uma referência tanto ao consagrado samba para Exú, em 2022, quanto aos tantos ritmistas que moram nas comunidades do Rio.

Apresentações levantaram o público

Mesmo sendo um encontro de baterias com seus cantores, as escolas levaram segmentos para as apresentações, o que levou os presentes a interagirem ainda mais. A Grande Rio se apresentou duas vezes. A primeira para abrir o evento e dar as boas-vindas à Tijuca, primeira a se apresentar. E a segunda vez, após a apresentação da Mangueira, foi para levantar o povo com seus quesitos e sua badalada comissão de frente, que contou com a participação de Demerson D’Alvaro, o ator que interpretou Exú no desfile deste ano e, como sempre, arrancou aplausos e muitos gritos eufóricos do público.

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Quem também movimentou o palco Du Gás, durante a apresentação da tricolor, foi a rainha Paola Oliveira. A majestade da Invocada sambou, atendeu aos pedidos de fotos e interagiu bastante com os passistas. No final, uma merecida homenagem ao mestre Fafá, que desde que assumiu o posto, não sabe o que é perder um décimo.

E assim, as escolas foram se revezando durante a madrugada. Quando uma terminava sua apresentação, o cantor anunciava a outra. Não havia espaço para clima de competição, mas tiveram duas escolas que não perderam a viajem. Se era pra vir de São Paulo até Duque de Caxias, Mocidade Alegre e Mancha Verde não passariam discretas.

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Segmentos, com direito a baianas e carro de som completos, as escolas paulistanas deram um show e provaram que vale a pena pegar a Dutra para curtir um evento em suas quadras. A Morada do Samba, muito bem vestida, fez uma apresentação de fazer o público secar o suor depois de tanto sambar. Enquanto a Mancha, trouxe fantasias de desfiles em uma exibição digna da atual campeã de São Paulo.

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O sol já raiava, às 5h30, quando a Portela iniciou a sua apresentação. Depois, sobre raios cada vez mais fortes, Mocidade Independente e Viradouro subiram aos palcos. No fim, parecia meio-dia, mas ainda eram 8h da manhã, quando a Beija-flor encerrou em grande estilo e com bastante gente na quadra.

Força do evento prova qualidade do quesito

Nos dois últimos desfiles foram apenas duas notas 9,8 e uma 9,7, para baterias que não foram pra mesma escola. Prova de um quesito se fortalece a cada ano. Bateria, quesito tão aguardado pelo público leigo, agora conquista os ouvidos também dos técnicos. Para Fafá, o nível alto é resultado de um trabalho em conjunto, uma vez que, com baterias de alto nível, o carnaval só tem ganhar.

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“Temos muitas baterias boas. Hoje, é muito difícil você tirar algum ponto de alguma já que os mestres estão fazendo trabalhos belíssimos, cada uma com suas características. A galera começou a fazer um trabalho muito técnico e, isso tá se repercutindo na avenida. Nós, mestres, conversamos muito, sobre a questão do som, retorno, e outras questões. Então, é um trabalho em conjunto de todo mundo e vem dando dando. Espero que todos continuem tirando nota máxima. Quanto mais a gente melhora, só engrandece o carnaval”, contou o mestre da Grande Rio, em tom comemorativo.

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A tendência agora, é que em 2023 o nível seja ainda melhor, uma vez que os eventos e ensaios, parados por conta da pandemia voltaram a ser como antes ou até mais frequentes, em busca de excelência, tão importante em um quesito equilibrado.

A questão do evento da última noite é que ele precisa acontecer todos anos, pelo bem da Grande Rio, do carnaval e do público. Guardiões da Favela, deve destacar cada vez mais as baterias, muito além de palcos exclusivos, para que todo o público conheça e entenda a batida e as raízes de cada escola. Tendo como base o primeiro evento, a tricolor de Caxias já pode projetar a segunda edição. Todo mundo agradece.

Veja alguns vídeos:

Galeria de fotos: festa ‘Guardiões da Favela’ na Grande Rio

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O céu de Madureira é mais bonito! Saiba como foi a gravação do samba-enredo da Portela para o Carnaval 2023

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No próximo carnaval a Portela falará do seu centenário, através do enredo “O azul que vem do infinito”, do casal de carnavalescos Márcia e Renato Lage. A grandiosa história da Azul e Branca de Oswaldo Cruz e Madureira será retratada na avenida com um samba de autoria de Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Edmar Jr, Bira e Marcelão. O site CARNAVALESCO esteve presente na gravação da faixa e conta alguns bastidores.

Marca registrada da Portela, o intérprete Gilsinho foi considerado por muitos o responsável por elevar o samba da escola no último carnaval, na gravação e também na avenida seu desempenho foi extremamente elogiado. Gilsinho falou sobre a preparação para gravar a faixa que irá embalar o centenário da águia altaneira.

“Sempre tem uma preparação especial, a gente bebe bastante água, já vem sabendo o samba, já com todas as modificações e grava tudo com calma pra não ter erro, para não ter nenhum tipo de transtorno no decorrer da gravação. Na hora da gravação usa mais a técnica e deixa a emoção mais pra avenida, mais pra pro ao vivo. Nada de demorar na hora da gravação é usar só a técnica mesmo, deixar a emoção totalmente pro ao vivo mesmo, pra avenida”, disse Gilsinho.

Sobre as modificações ocorridas no samba, o cantor pontuou que foi uma decisão da diretoria e que serviram para enquadrar o samba ao enredo, ele aproveitou para dizer a parte que mais gosta na obra.

“As modificações partiram da diretoria, foram questões técnicas, mais questões do sobre o enredo mesmo do que sobre o samba. O samba é muito certinho, muito correto, tinham essas modificações pra fazer, mas são coisas que diz respeito ao enredo mesmo. A parte final é muito bonita, né? Ser Portela é tanto mais que nem cabe explicação, basta ver os baluartes pra chorar de Emoção. A parte mais legal do samba é essa, acho até que vai levantar mais ainda a galera”, pontuou Gilsinho.

O vice-presidente da Portela, Junior Escafura comentou sobre a gravação, disse confiar muito em Gilsinho e na bateria do mestre Nilo Sérgio, ele ainda falou sobre as mudanças ocorridas no samba.

“Na verdade, acho que o Gilsinho já tá dentro do samba, a bateria também, era o samba da preferência do segmento da escola, do Gilsinho, da bateria. Acho que tá todo mundo já bem afiado pra fazer uma grande gravação. Nós fizemos algumas mudanças, mas foi uma questão para o entendimento melhor do enredo. Só por isso só”, disse Escafura.

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Escafura prometeu uma grande gravação, a altura do que a Portela merece, ele ainda comentou e sobre a dosagem entre a emoção e técnica na hora de gravar a faixa.

“Na Portela é sempre difícil conter emoção. É emoção o tempo inteiro, mas o Gilsinho especificamente tem que se concentrar muito pra fazer uma grande gravação e ele é um cantor que grava muito bem. É muito afinado. Então ele é muito concentrado pra isso. E a emoção flui realmente mais na quadra com a comunidade e principalmente na Sapucaí”, finalizou Escafura.

Mestre Nilo promete reviver desenhos antigos na Tabajara do Samba

Mestre de bateria da Portela há muitos carnavais, Nilo Sérgio falou ao CARNAVALESCO sobre o que ele preparou de especial para agravação da faixa oficial da escola, segundo o mestre, desenhos antigos na terceira e nos tamborins estarão presentes, ele acredita que quem conhece um pouco o estilo da Portela irá identificar esses desenhos. Ele também falou qual o andamento colocou na Tabajara do Samba para a gravação.

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“A gravação está 142 BPM. No desenho de tamborim são os desenhos antigos da Portela e também tem coisa nova, estamos ensaiados e vamos colocar em prática, colocamos desenhos antigos pra poder dar ênfase no centenário, tem muita história aí. Fizemos algumas bossas para a gravação, tem uma bossa pro Madureira sobe o pelo, tem um negócio ali das terceiras, a gente tentando botar as terceiras antiga da Portela, fizemos uma um negócio junto com o tamborim e quem escutar, quem conhece a Portela um pouco no passado vai identificar a terceira da Portel. Os tamborins também, é isso que nós tentamos, na verdade estamos trazendo o máximo dos cem anos da Portela para dentro dessa gravação”, disse Nilo Sérgio.

Alceu Maia, um dos responsáveis pela produção da faixa, falou ao CARNAVALESCO, sobre a gravação da Portela, ele elogiou bastante o enredo, disse que a gravação é bem tradicional e que serão feitas algumas homenagens.

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“Samba é sempre samba, não tem muito mistério. Esse samba da Portela tem uma característica mais tradicional, é Portela falando dela, da sua velha-guarda e personalidades, um deles é o Osmar do Cavaco e vamos fazer uma homenagem a ele, o cavaquinho dele é algo muito singular, um cavaquinho velha-guarda, então vamos começar com dois cavaquinhos tocando nessa onda, durante o samba vai rolar o samba nessa levada. O enredo ajuda muito, o samba é a cara da Portela e o Nilo foi bem sagaz em tudo que se propôs”, disse Alceu.

Em 2023 a Portela será a segunda escola a desfilar na segunda noite de desfiles do
Grupo Especial.

Vermelha, paixão Salgueirense! Saiba como foi a gravação do samba-enredo do Salgueiro para o Carnaval 2023

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“No toque sublime de amor, o profeta pintou o paraíso, intenso vermelho que tinge a emoção, tá no meu coração Salgueiro”. Os primeiros versos da cabeça do hino do Salgueiro para o próximo carnaval dão um apanhado da intenção do enredo de valorizar a liberdade de expressão e de enaltecer o carnaval e o samba como grandes referências do imaginário do sambista como ideal de paraíso. O enredo “Delírios de um paraíso vermelho”, desenvolvido pelo estreante na Academia do Samba, o carnavalesco Edson Pereira, pretende mostrar que o paraíso é cada um que constrói o seu. Como o artista mesmo disse em entrevista na final do concurso de samba-enredo da agremiação o objetivo é retirar alguns preconceitos presentes no pensamento do certo e do errado. A partir do respeito, valorizar a liberdade de se expressar.

Por mais um ano à frente da Furiosa, os irmãos Guilherme e Gustavo, tiveram pouco tempo de descanso em relação à final e a semana de gravação. Mas garantiram uma grande apresentação dos ritmistas na faixa da Vermelha e Branca. Mestre Guilherme explicou o que foi preparado para a gravação.

“A gente preparou uma bossa nova, só que como o samba foi escolhido há poucos dias, feriado, não deu tempo de preparar muita coisa, mas a gente sentou, conversou, já tinha algumas coisas em mente que a gente acaba adaptando, mas vamos colocar e ficará boa a gravação, vai ter surpresa aí” , promete Guilherme.

Já o mestre Gustavo falou sobre o trabalho desenvolvido com os ritmistas para que a bateria chegue muito forte para o desfile do próximo carnaval.

“Esse ano a gente resolver diminuir um pouco a bateria, não abrimos vagas, quem teve que sair por conta de trabalho, ou por outros motivos, a gente não abriu vaga. A galera saiu, a gente deixou, e diminuímos a bateria. A gente está 100% com a bateria que desfilamos no carnaval passado. Começamos os ensaios no início de agosto, e a galera já tem um entrosamento muito grande. A gente também está fazendo o trabalho de pegar a galera da mirim. Fizemos um trabalho muito forte de renovação da ala de tarol, com a galera prata da casa mesmo. Os ensaios acontecem toda a quinta e galera tem comparecido desde antes da escolha do samba”, conta mestre Gustavo.

Com o desafio de comandar o microfone oficial do Salgueiro sozinho em 2023 devido aos problemas de saúde de Quinho, Emerson Dias revelou como foi a preparação para gravar a voz oficial no samba da Academia.

“Eu faço uma preparação especial, faço um trabalho de fono com a Bianca Paes, e a gente deixa a voz aquecida, hoje tradicionalmente a nebulização, o tubo, muito exercício vocal e muito sono, dormi bastante para poder deixar tudo bem tranquilo para poder botar a voz bem”, revela Emerson.

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Intérprete Emerson Dias, do Salgueiro. Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

O samba tem a autoria de Moisés Santiago, Líbero, Serginho do Porto, Celino Dias, Aldir Senna, Orlando Ambrósio, Gilmar L Silva e Marquinho Bombeiro. O intérprete Emerson Dias também comentou o desafio de equalizar emoção e técnica em uma faixa que representa o samba da escola não só para a torcida vermelha e branca, mas para um público que nem sempre acompanha o carnaval o ano inteiro.

“Eu acho que tem que ter os dois (técnica e emoção). No meu caso são os dois juntos. Quando a gente consegue alinhar essas duas questões, a equalização fica perfeita”, acredita o cantor.

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O arranjador da faixa, o maestro Jorge Cardoso explicou como desenvolveu o trabalho para a obra que vai embalar o carnaval do Salgueiro em 2023.

“O samba do Salgueiro é um samba de fácil condução, nele vão ser utilizados os instrumentos normais e tradicionais da escola, não vai ter nenhum instrumento especial para o arranjo, até porque é um samba fluído, ele deixa tocar, ele leva, um samba de fácil execução. Quando um samba é muito redondo, muito certo, é um samba que a gente não precisa exagerar em nada, não precisar colocar muitos comentários no arranjo, você tem que deixar o samba fluir. Eu acho que com esse samba o Salgueiro vai impor a marca, o jeito dele de desfilar. Está muito a cara da escola, a letra, tem muito a ver com a história deles, eu acho que vai ter um bom resultado na Avenida”, espera Jorge Cardoso.

Diretor musical Alemão do Cavaco fala sobre ajustes na obra

Estreante na academia para o trabalho do carnaval 2023, o diretor musical Alemão do Cavaco, também presente na gravação da escola, explicou sobre algumas pequenas mudanças que a escola fez no samba em relação a letra e melodia.

“Eu não votei na disputa do Salgueiro e eu não escolhi o samba. A diretoria escolheu o samba e deu na minha mão para que fossem feitos alguns ajustes. Foram uns pequenos ajustes, sempre pensando no melhor para a escola, na condição de você desfilar em seu máximo, adequando ao DNA, a cara da bateria, andamento, sempre me preocupo muito em relação a isso. Esses ajustes melhoraram alguma coisas e para que pudéssemos atingir o máximo de tudo, de melodia, de letra, tudo no contexto do enredo, a gente está bem feliz com o resultado. Ficou bem funcional para a gente”, entende o profissional.

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Alemão do Cavaco, diretor musical do Salgueiro

Alemão explicou que para a faixa, o arranjo é mais comercial, de estúdio, que facilita o entendimento de letra e melodia da obra. Para o desfile, a escola vai preparar outros artifícios e vai dar a roupagem mais adequada ao trabalho de Sapucaí.

“Como o disco é um disco padrão, os mestres fizeram algumas assinaturas de bossas, e coisas em cima disso. O arranjo é um arranjo da Liesa, não é o meu arranjo, é o arranjo do Jorge Cardoso, ficou um arranjo comercial, bacana, porque é um produto comercial que vai para a rua. O outro produto é o arranjo que eu vou fazer para a Avenida, é um outro impacto, são as surpresas, impacto com bateria, um arranjo de show que é totalmente diferente de disco”, esclarece Alemão.

Em 2023, o Salgueiro será a quinta escola a pisar na Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial.