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Com 43 anos de Águia de Ouro, mestre Juca diz não viver sem a escola

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Uma das histórias mais antigas do carnaval de São Paulo é entre o mestre Juca e a Águia de Ouro, um casamento, que logo vira ‘Bodas de Ouro’. São 43 carnavais juntos com a escola da Pompeia e inúmeras funções dentro da comunidade, até chegar no comando da “Batucada da Pompeia” no fim de 1992. Sempre receptivo, Juca é a cara da Pompeia, e contou sua trajetória na escola para o site CARNAVALESCO.

Mestre Juca
Foto: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“Cheguei na escola em 1979, comecei ensaiar para o carnaval de 1980. Sai na bateria até 88, em 89 a gente teve a felicidade de ganhar o samba, e sai na ala de compositores, 90 também na ala de compositores. Em 91 e 92 eu saí como apoio de canto, cantando com o Douglinhas na avenida. Daí em setembro de 92, eu assumi a bateria da Águia e estou até hoje. Esse aqui vai ser o meu 31ª desfile como mestre de bateria”.

Título conquistado, mas foco principal é a comunidade

Campeã do carnaval em 2020, a Águia de Ouro conseguiu o que tanto sonhou, a vitória no Grupo Especial. Antes conquistou três títulos do Grupo de Acesso I, 1998, 2009, 2018, todos com Juca na bateria. O mestre ressaltou sua principal missão frente a “Batucada da Pompeia”.

“A comunidade da Águia tem uma bateria que toca para eles. A gente não toca para jurado, diretor, para ninguém. Tocamos para a comunidade, e isso tem dado resultado”.

Projeto de formação e estilo da batucada

Mestre Juca reforçou em diversos momentos sobre a escola ser muito receptiva e contou como funciona para integrar os jovens da Zona Oeste de São Paulo, e claro, a todos interessados em participar da agremiação azul e branco.

“É o lance de ser receptivo, os moleques a gente fala que são os pivetes infernais da Pompeia, tem até um samba exaltação sobre isso. A molecada se integra, pois é um trabalho diferente com eles, não vem só para o ensaio, por exemplo hoje a molecada está com a gente desde tarde. Passam o dia na quadra, fazemos um trabalho legal”.

Criação da batucada feminina

Seguindo o ritmo da receptividade, mestre Juca trata um tema em especial no qual participou no fim dos anos 1990 e quase início dos anos 2000, que foi a criação da ‘Batucada Feminina’, a primeira do Brasil, e consequentemente do mundo.

“As mulheres sempre tiveram na bateria da Águia, desde 1999 já saíram mulheres. Tanto que montamos a primeira bateria feminina do mundo, a gente achava que era do Brasil, no fim fomos atrás e oriunda foi a primeira escola de samba do mundo. É um trabalho legal, todo mundo respeita, as meninas são respeitadas, é mais fácil de trabalhar com elas”.

Vivendo e aprendendo com a ‘Águia sempre altaneira’

Quando falamos em Águia de Ouro e Batucada da Pompeia, claramente, mestre Juca é um símbolo da comunidade. Tantos carnavais e anos com a escola, e nem por isso, fica parado em uma só ideologia, ou projeto. Ele contou para o site CARNAVALESCO que tem mudanças para 2023.

“Esse ano aqui para a gente que é da bateria da Águia de Ouro é um trabalho novo, é tudo novidade, pois a gente mudou a levada de caixa. A gente tinha uma levada de caixa desde a fundação da escola e esse ano a gente resolveu mudar, mais por causa do andamento. A gente tinha uma levada de caixa mais ralentada, na verdade, a diretoria que foi formada para o carnaval de 2023 está sendo uma diretoria muito atuante dentro da bateria, e o trabalho está fluindo normalmente. Muita gente que tinha vontade de sair na bateria da Águia de Ouro está chegando esse ano também. O trabalho está fluindo bacana, a ala musical não temos problemas, só fera cantando ali, então a gente está feliz com o que está acontecendo esse ano”.

Trio Interprete

Claro, toda bateria precisa de entrosamento com os intérpretes e na Águia de Ouro tem um trio, uma novidade para 2023 é o Chitão. Mas mestre Juca mostrou tranquilidade em relação ao entrosamento.

“São feras, o Chitão canta muito, o Serginho do Porto já era da casa, Douglinhas preciso nem falar, falar nada, está todo mundo alinhado. Estamos fazendo alguns ensaios específicos, e o trabalho está fluindo”.

‘Águia de Ouro lá vem ela reluzir’, o ritmo do lindo samba de 2005

Para fechar, fica o recado do símbolo da escola, mestre Juca resumiu o seu sentimento: “Minha vida. Aqui eu passei a minha infância, juventude, agora a minha velhice e estou aqui. Só que não vivo sem a Águia de Ouro”.

Para 2023, a Águia de Ouro cantará “Um Pedaço do Céu” e será a sexta escola a desfilar no sábado, dia 18 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi.

Novo presidente da Riotur promete avanço por Cidade do Samba 2 e ‘revolução’ na estrutura dos desfiles na Intendente

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Anunciado em novembro como novo presidente da Riotur pelo prefeito Eduardo Paes, Ronnie Aguiar Costa presidiu o corpo de jurados que escolheram Djeferson Mendes como Rei Momo, Mariana Ribeiro, a Mari Mola, como Rainha do Carnaval, e Monalisa Lúcia e Rhuanda Monteiro como primeira e segunda princesas respectivamente. Em conversa exclusiva com a reportagem do site CARNAVALESCO durante o evento, ele falou sobre a escolha da corte, o planejamento para o Carnaval 2023 e o próximo Réveillon, além de atualizar a situação da busca pela construção da Cidade do Samba para escolas da Série Ouro e melhoria em geral para a estrutura dos desfiles e para as agremiações que se apresentam na Estrada Intendente Magalhães. Confira abaixo a entrevista completa.

ronnie riotur
Foto: Alexandre Macieira | Riotur

Qual é o tamanho da sua missão no comando da Riotur?

“Para mim não é uma missão. É um orgulho e uma honra muito grande estar à frente da Riotur da prefeitura do Rio. Agradeço imensamente ao prefeito Eduardo Paes pela confiança. Já fiz outras funções para ele a vida inteira, mas ele sabe do meu carinho e do meu amor pelo samba, pelas festas, pelo Réveillon, para mim é uma honra muito grande fazer parte dessa festa”.

O que o presidente da Riotur pode falar do resultado da Corte do Carnaval 2023?

“O concurso da corte para mim sempre foi muito importante, porque acho que a corte representa o que o carioca mais faz no mundo que é viver, ser feliz, e a gente entrega e não é à toa a chave da cidade para a corte, para o Rei Momo cuidar da cidade no período do carnaval. O evento foi maravilhoso, agradecemos muito as pessoas que participaram, que ajudaram a gente a fazer essa linda festa e a gente entregou para o carnaval carioca, a melhor corte possível para esse ano”.

A subvenção do Grupo Especial foi recorde. O que esperar para Série Ouro e Intendente? Na Intendente, o que é possível melhorar na estrutura da pista e entorno?

“A gente tem uma parceria incrível, eu pessoalmente, independente da instituição Riotur, o Ronnie pessoa física sempre teve uma relação maravilhosa com a Liesa, com as escolas de samba, e a gente não está pensando neste carnaval em melhorar só as escolas do Grupo Especial, a gente vai fazer a mesma coisa com o Grupo de Acesso, Série Ouro e também Intendente Magalhães, lá vamos ver a revolução maior. A gente está cheio de surpresas para poder fazer o carnaval da Intendente Magalhães com dignidade, que as escolas ali merecem, com a população que também vai lá prestigiar as escolas que são bairristas, que levam realmente as comunidades para esse desfile. Nós vamos dar dignidade. E semana passada o prefeito anunciou o compromisso dele de fazer a Cidade do Samba 2, é um compromisso antigo. Tiveram alguns problemas no terreno que havia sido escolhido. A gente está com as negociações bem avançadas para o terreno na Zona Portuária, São Cristóvão, que vai beneficiar e ajudar muita as escolas do Grupo de Acesso”

O Sambódromo terá alguma novidade para 2023? A Iluminação cênica e os telões em cima das arquibancadas estão confirmados? 

“Na Sapucaí, o prefeito conseguiu duplicar o tamanho dela, conseguiu fazer a obra que a transformou no projeto original do nosso querido Oscar Niemeyer, e podem ter certeza que terão muitas surpresas, com a luz cênica. A gente fez recentemente uma grande reforma na Sapucaí, atualizando as coisas de segurança pública, os extintores de incêndio, retiramos cabos que passavam pelo meio da Avenida, construímos internamente passagens para esses cabos. A Sapucaí, a gente precisa melhorar muito mais sempre, mas a Sapucaí esse ano vai estar melhor que os outros anos, pode ter certeza”.

Em relação ao Réveillon, o que promete para os cariocas e turistas? Teremos escolas de samba no Réveillon?

“O réveillon é uma das maiores festas abertas do mundo, junto com o carnaval, então o Rio de Janeiro tem as duas maiores festas do mundo a céu aberto. Vamos fazer um réveillon incrível, cheio de novidades, com artistas de renome internacional, com as escolas de samba que vão estar em todos os palcos, e o mais legal é que a gente vai democratizar todas festas da virada. É uma confraternização que a gente vai poder voltar a se abraçar e a gente vai fazer um réveillon espalhado por toda cidade, na Zona Oeste, Zona Norte, Paquetá, Ilha do Governador. A gente democratiza essa festa para todos os cariocas e aqueles que não tem oportunidade de se deslocar para Copacabana”.

O que sonha fazer com as escolas nos próximos anos da sua gestão?

“Apesar do pouco tempo como presidente da Riotur, eu milito no carnaval há muito tempo e todos esses anos que o prefeito Eduardo Paes já é prefeito, eu sempre estive o tempo todo ao lado dele cuidando um pouquinho de cada coisa. E o carnaval, além de ser uma das coisas que ele cuida, eu tenho muito carinho por esse evento. O prefeito Eduardo Paes é o maior incentivador desta festa porque isso não é só um carnaval. Isso movimenta toda a cidade, movimenta a economia do Rio de Janeiro inteiro, bares, restaurantes, hotelaria, indústria. O investimento, na verdade, o apoio cultural, não é mais subvenção, o apoio cultural que a prefeitura dá para esse evento através das escolas de samba que fazem o evento, mas é um investimento que a prefeitura recebe mil vezes mais do que investe por conta dos impostos que arrecada, movimenta a economia, gera empregos. A ajuda que a prefeitura faz para esse evento que é o carnaval é insignificante se comparada com o retorno financeiro e visibilidade que é gerada para a cidade do Rio de Janeiro”.

Por dentro dos ritmos: Saiba detalhes sobre a bateria da Grande Rio

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Mestre Fafá comandou durante anos a bateria da escola mirim Pimpolhos da Grande Rio. Durante essa trajetória acompanhou o trabalho de muitos mestres na agremiação. Sempre cultivando a vontade de vencer o carnaval, como torcedor fervoroso da escola de Caxias. O sonho de comandar a bateria da Grande Rio veio junto com três anos de notas dez, premiações, além do tão almejado e desejado primeiro campeonato. A conquista tem sabor especial em meio a uma diretoria jovem, que assumiu de forma desacreditada, mas hoje colhe os louros de um processo bem sucedido e vitorioso. A chegada do pai, Du Gás (ex diretor de confiança e braço direito de mestre Odilon), foi seguida da abertura de um clarão na quadra no dia da comemoração do título. O respeito, o carinho e a catarse de um momento inesquecível seguem vivas nas memórias de Fafá. O peso das expectativas é encarado com um misto de pressão e alívio. O título inédito tira certa carga, deixando o ambiente mais leve, ao mesmo tempo em que a briga por um bicampeonato também carrega uma responsabilidade extra no que será apresentado para o próximo carnaval.

Junto do diretor social Mozart da Lua, mestre Fafá foi idealizador do “Festival Guardiões da Favela”, que recebeu todas as baterias do Grupo Especial, além de União da Ilha do Governador, Mancha Verde e Mocidade Alegre. Em sua avaliação existe a plena ciência que houve muitas falhas. O atraso além do previsto também alongou muito a duração do evento. Mas o feedback no geral foi positivo. Um evento de sambista para sambista. Sabendo dos erros ocorridos, o intuito é corrigir para fortalecer progressivamente os vínculos entre ritmistas e agremiações. A segunda edição está garantida e o mestre promete surpresas, a serem anunciadas semanas após os desfiles oficiais.

A identidade musical da bateria da Grande Rio, resgatada por mestre Fafá, foi consolidada durante a passagem de mestre Odilon. Seus pilares fundamentais são cadência, educação musical e boa equalização. Esse conjunto também recebe o impacto de um naipe de caixas consistente (tocando mais leve na primeira do samba e com volume maior durante a segunda), além de surdos de terceira que se aproveitam das nuances melódicas para fazer desenhos. O lema “É proibido correr” já estampou até blusa, deixando clara a preferência pelo andamento cadenciado. A preocupação com educação musical é tanta que o mestre ao fim do ensaio vai se despedindo naipe a naipe até só sobrarem os surdos, que ouvem cobranças para que os marcadores sempre cantem o samba. Fafá é o único mestre de bateria do Grupo Especial que no momento possui um mapa de desfile, indicando o lugar exato onde cada ritmista irá desfilar. A organização musical considerável contribui na equalização de todo o ritmo, influenciando de forma positiva na sonoridade.

Uma característica bem específica que mostra sua marca, seguindo uma linha distinta de mestre Odilon são os agogôs, tanto desenhando o samba, como contribuindo na musicalidade das paradinhas. Todos os agogôs são padronizados, comprados no mesmo fornecedor, o que facilita na unidade sonora, dando um notório impacto musical à bateria da Grande Rio. Mestre Fafá revela certo incômodo com o apelido “Invocada”, por não achar que representa de forma orgânica as peculiaridades musicais de sua bateria. Não chega a corrigir quem chama desse jeito, mas confessa não curtir e a tendência é cair em desuso. Há a preferência pelo nome puro e simples, bateria da Grande Rio.

Através da filosofia do “menos é mais” as paradinhas são concebidas. Sempre com respeito à métrica do samba, sem serem longas e se aproveitando da funcionalidade. Para o Carnaval 2023, pretende levar quatro bossas para a Avenida. No momento a bateria já está ensaiando duas, inclusive antes do ensaio começar, Fafá comandou o exercício de repetição com microfone passando as coordenadas e buscando correções. O grau de complexidade superior ao do carnaval passado comprova a evolução do ritmo em Caxias. Para homenagear Zeca Pagodinho (enredo do próximo carnaval) algo está sendo pensado para realçar os “Realejos”, tão presentes principalmente nas introduções de suas canções. Na gravação da escola no álbum oficial, a presença de um belo arranjo com gaita fez essa alusão musical com muito bom gosto. Existe uma busca, portanto, de alternativas musicais que driblem o regulamento, que impede instrumentos de sopro.

Mestre Fafá credita 50% do sucesso da bateria da Grande Rio ao intérprete oficial Evandro Malandro. Evandro comprou e bancou a ideia da filosofia musical baseada em cadência. A relação de sintonia fina entre mestre de bateria e intérprete fica evidente a cada treino, à medida que ambos vão se comunicando e alinhando em prol da melhor musicalidade possível para a escola. Evandro e Fabrício se mostraram verdadeiros trunfos musicais depois de uma atuação durante o ensaio que explicita o entrosamento de ambos na condução do samba enredo. Major é o apelido que Evandro colocou em Fafá e já está enraizado dentro da cultura da agremiação. Diz respeito ao aspecto praticamente onipresente do Major Fafá conferindo, incentivando e dando opiniões nos trabalhos dos mais diversos segmentos. Um autêntico torcedor da Grande Rio que não só comanda a bateria, como ajuda onde pode.

Milton Cunha reúne 1.500 passistas em encontro nacional no Parque Madureira em janeiro

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Dia 08 de janeiro os passistas de todo país têm um encontro marcado: a partir das 17h, acontecerá no Parque Madureira Mestre Monarco, o II Encontro Nacional de Passistas e a IV edição do Baile de Passistas. O evento é idealizado e apresentado pelo comentarista de carnaval, pós-doutor em Narrativas de Cultura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Milton Cunha.

milton cunha
Foto: Divulgação

O Baile dos Passistas surgiu em 2017 sempre trazendo um homenageado anual para que as novas gerações celebrem a ancestralidade. O escolhido para 2023 será o grande baluarte do ziriguidum, Careca. O Baile dos Passistas ajudou a fundar a APASB, Associação dos Passistas de Samba no Pé do Brasil / Ciro do Agogô, que aproveita a data do Baile para realizar Encontros Nacionais de suas sucursais, espalhadas pelos estados brasileiros.

Como não poderia deixar de ser, o evento é aberto ao público e terá transmissão on-line pela Fita Amarela. Dentre as 57 alas de passistas das Escolas de Samba de todos os grupos, que apresentarão toda a criatividade na passarela criada exclusivamente para o evento, podemos destacar a participação da Corte Sênior (rei, rainha, príncipe e princesa com mais de 60 anos), a Ala Plus e a passista com nanismo, que desconstroem os arquétipos de que há um corpo ideal para ser passista, o que colabora com a inclusão nas alas espalhadas pelo Brasil.

O Baile não é competitivo, nem comparativo. Cada edição mais histórico com elevada importância cultural, terá patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Secretaria Municipal de Cultura, através do prefeito Eduardo Paes.

SERVIÇO:
ll ENCONTRO NACIONAL DA APASB (Associação dos Passistas de Samba no Pé do Brasil – Ciro do Agogô) E lV BAILE DOS PASSISTAS DO CARNAVAL BRASILEIRO
Data: 07/01/2023
Horário: 17h
Local: Parque Madureira Mestre Monarco
Endereço: Rua Soares Caldeira, 115 – Madureira – Rio de Janeiro – RJ

Unidos de Padre Miguel anuncia nova musa da comunidade

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A Unidos de Padre Miguel anunciou que a passista Luanda Araújo, de 32 anos, será a mais nova musa da agremiação. O convite para o posto de “Musa da Comunidade” foi feito pela direção da escola, na última sexta-feira, durante o primeiro ensaio de rua da agremiação, na Vila Vintém.

Luanda Araujo Musa da Comunidade 2
Foto: Divulgação/Unidos de Padre Miguel

Cria da escola, Luanda está na UPM há 14 anos. Já fez parte da comissão de frente, e, durante 10 anos, integrou a ala de passistas do Boi Vermelho.

“Receber o convite da escola foi uma grande surpresa pra mim. A sensação é mágica. Tive alguns problemas pessoais e cheguei a pensar em me afastar do samba, mas o convite da Unidos veio de certa forma para me reerguer e não me deixar desistir do carnaval. Sei que é uma grande responsabilidade e o sonho de muitas meninas. Estou muito feliz e muito grata”, disse a mais nova musa.

No carnaval de 2023, a Unidos de Padre Miguel levará para a Marquês de Sapucaí o enredo Baião de Mouros, dos carnavalescos Edson Pereira e Wagner Gonçalves. A escola será a quinta a se apresentar na sexta-feira de carnaval, pela Série Ouro.

Com enredo homenageando Salgueiro, Primeira da Cidade Líder faz público sambar na Fábrica do Samba

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No sábado (10) foi a vez da Primeira da Cidade Líder marcar sua apresentação na exposição do Bicentenário na Fábrica do Samba. A escola fundada em 1993, está indo para seu quarto ano desfilando no Grupo de Acesso II, ou seja, no Sambódromo do Anhembi, e mostrou muita interatividade e organização na sua apresentação. Um dos diretores de harmonia, Elias Aracati, visitou a exposição antes da apresentação junto com membros da comunidade, e elogiou o evento.

Casal 4
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“Nós passamos uma vivência maravilhosa em nossa história, a Independência do Brasil, Dom Pedro foi uma figura importante, Tiradentes, como todos os outros. E o caminho é esse, não deixar a cultura morrer. O único jeito de nós conseguirmos levar nossa história é não deixar a cultura morrer. Só agradecimento, o espaço está maravilhoso e o evento de hoje foi maravilhoso. Nossa harmonia parabéns, Murilo, Márcio, diretoria da escola, casais, ala musical, foi tudo bom. Deixamos nosso recado hoje”.

A apresentação atraiu público para dançar

Com constantes resultados importantes no Grupo de Acesso II, mesmo em pouco tempo, a agremiação tem mostrado suas cartas com muita organização. E no evento da exposição do Bicentenário não foi diferente, a bateria do Mestre Alexandre, Batucada de Primeira ditou o ritmo e fez o público se movimentar. Outro diretor de harmonia, Murilo Labonia comentou como foi a preparação da escola.

“A gente segue um padrão de nós quatro, o Flávio não está hoje, mas combinamos mais ou menos o que vamos fazer lá na hora. Como somos uma comissão de diretores de harmonia, a gente traça um plano, um padrão. Chega na hora, olhamos o espaço e depois decidimos o que será feito. Já tinha vindo aqui e visto mais ou menos como era, mas é assim que trabalhamos, decisão dos quatro. A exposição, vi pela segunda vez hoje, parabenizar a Liga e agradecer por manter nossa cultura viva”.

Rainha Amanda

A escola de samba da Zona Leste de samba, é forte em sua comunidade, mas demonstrou força em atrair o público. Thiago Melodiah agitava o público e puxou sambas históricos, como ‘Aquarela do Brasil’, que foi cantado pelo público presente e também pela escola. A rainha Amanda Martins e o rei Robson Sambista mostravam muita simpatia e samba no pé.

Com o enredo em homenagem ao Salgueiro, os dois casais presentes chamaram atenção com o pavilhão que ostentavam as cores e o emblema da escola carioca. O segundo casal da escola ostentava o pavilhão vermelho salgueirense, enquanto o casal mirim, tinha um lado com o pavilhão da Primeira da Cidade Líder e o outro lado era do Salgueiro, muito bonito o efeito.

Bateria Rei Robson e Rainha Amanda

Para fechar a apresentação, colocou o público presente para sambar em ritmo da bateria que se posicionou em forma de corredor, agitando o público. Ainda desfilou até a porta da exposição, com a batucada conduzindo o ritmo do público que seguia atrás para acompanhar.

Sobre a escola e enredo ‘Made in Rio de Janeiro’

Com o quarto lugar em 2019 e repetido em 2022, a escola ficou próxima do tão sonhado acesso ao Grupo Especial. O diretor da escola, Elias Aracati contou um pouco sobre o projeto e como funciona o atual momento e a busca pela conquista.

“A Cidade Líder nesta nova gestão, assumimos em 2016, e estamos com um feito maravilhoso, é uma escola de comunidade mesmo. Em 2019 chegamos no Sambódromo, esse é o nosso quarto ano no Anhembi e neste ano ficamos com dois décimos do título, empataria com a Nenê, e ganhava no critério de desempate que seria o samba enredo. Esse ano de 2023, próximo carnaval, Cidade Líder vem para brigar pelo título, me perdoa as outras coirmãs, mas nós estamos vindo para brigar pelo título, uma egrégora maravilhosa, uma junção de energias, a escola está toda feliz. Deu para ver um pedacinho da escola e vimos a energia, a alegria do pessoal”.

Interprete 2

Outro diretor, Marcio Restuccia contou sobre o enredo que chamou atenção desde o Lançamento do CD e foi reforçado nesta apresentação que é uma homenagem para a tradicional escola carioca: Acadêmicos do Salgueiro.

Marcio: “O enredo 2023 foi elaborado pelos gêmeos, pela direção de carnaval da escola, e foi uma coisa bem bacana. Foram até o Salgueiro pedir a benção para que esse samba pudesse ser cantado na avenida, é uma coisa bem legal, o Salgueiro aprovou e talvez venha alguém do Salgueiro para representá-lo na avenida neste ano de 2023. Esse ano as coirmãs terão uma grande surpresa tanto no samba quanto nas fantasias, alegorias, e a pista vai nos dizer tudo”.

Com bateria atrativa, Torcida Jovem dá suas cartas em apresentação no Bicentenário

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A Torcida Jovem do Santos fez sua apresentação no último domingo (11) e veio com seu segundo casal de mestre sala e porta bandeira, ala musical, e destaque para a bateria comandada por Marcelo Caverna. O diretor geral de harmonia, Giba, que que por muitos anos comandou a Acadêmicos do Tatuapé, deixou sua opinião sobre o espaço do barracão aproveitado culturalmente.

Foto Geral
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“Na verdade fomos comunicados, tem uma sequência, todas as escolas estão se apresentando e criamos uma apresentação e viemos para cá. Já vi algumas fotos, imagens, e é um negócio maravilhoso. Um espaço que na verdade, o barracão está sendo muito bem aproveitado”.

A apresentação chamou atenção pela bateria

Com a Bateria Firmeza Total comandada por Marcelo Caverna, foi um show a parte, até pelo fato do Mestre sempre participar da apresentação com algum instrumento, e não foi diferente, ditou o ritmo com um atabaque. Outro destaque fica com o comandante da ala musical, Adeilton.

Para o site CARNAVALESCO, o diretor Giba falou da importância do evento para as escolas estarem em conjunto com o espaço da Fábrica do Samba: “O Grupo Acesso II já faz parte da Liga, é uma grande mudança, e a grande maioria não conhece a Fábrica. A última apresentação do Lançamento do CD, e apresentação como essa do Bicentenário, agrega muito para nós. Até pelo fato de ser uma curiosidade de alguns que não conhecem o espaço, é muito interessante”.

Bateria 1

O segundo casal da escola esbanjou simpatia em sua dança, com o pavilhão bonito em azul estampado Iemanjá, o enredo da escola para 2023, colocou o público para acompanhar o ritmo e bailado com trocas de olhares e toques na mão.

Para 2023

A Torcida Jovem já disputou o Grupo de Acesso I, mas foi somente em 2011. Desde então, busca o retorno e bate na trave no acesso com boas colocações, desde vice-campeonato e terceiro lugar.

Casal 3

Em 2023, a escola aposta no tema: “Torcida Jovem está presente e canta nas águas de Mãe Iemanjá”, e o experiente diretor Giba, tem a missão de levar a escola bem, como fez um trabalho importante na Acadêmicos do Tatuapé nos últimos anos e quer repetir no novo desafio.

“O plano é sempre o melhor, a proposta é fazer o melhor desfile que a Torcida Jovem já fez até hoje. O importante que falo para eles é fechar o portão com a sensação de dever cumprido, se andou no seu limite e não deu, paciência, você andou no seu limite. As notas estarão dentro do envelope e saberemos depois”.

Com escola em peso, Morro da Casa Verde mostra garra em apresentação na Fábrica do Samba

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Com a comunidade em peso e o canto forte, o Morro da Casa Verde agitou a tarde de domingo na Fábrica do Samba. A escola verde, rosa e branco mostrou suas credenciais e levou bem a sério a apresentação na exposição do Bicentenário, usou como um pequeno ensaio e isso no dia seguinte do seu ensaio. A diretora de harmonia Ana André comentou sobre o espaço.

Casal 2
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“É importante para divulgar a Fábrica, tem muita gente que é do samba e não conhece a Fábrica, é um evento legal, evento de família, trazer seu filho, neto, brincar, e isso é importante, falta no mundo do carnaval. Então até então só tínhamos o sambódromo e agora temos a Fábrica que também é a nossa casa, então é uma divulgação legal”.

O presidente Emerson deu um panorama sobre as pessoas ainda estarem com receio pós-pandemia: “Para a cultura do Brasil, eu vim na exposição, trouxe um pessoal, tem gente que não conhece. O pessoal dá uma explicação, como foi desde a época antiga e atual. E é bom que as pessoas saem para se apresentar. Pois parece que a pandemia ainda está no carnaval, as pessoas não estão aparecendo no ensaio. Então a apresentação aqui, as pessoas voltam a aparecer, que o carnaval é bom, a cultura. Você está com problema, vai no carnaval que esquece de tudo, é muito bom esse espaço, a apresentação, gostaria que tivesse mais espaço, mais apresentação para as escolas de samba não ficarem tão esquecidas”.

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Apresentação com muita garra da comunidade

Com os setores envolvidos na apresentação, o Morro da Casa Verde veio forte, a bateria estava em grande número e a frente sua rainha Paula Santos com muito samba. Assim como as passistas, comissão de frente, diretores e membros da comunidade que cantaram bastante. O presidente Emerson Campos falou sobre a importância deste momento para a escola.

“A gente vem preparando isso faz tempo, é um pré-desfile para nós. Como se fosse um carnavalzinho, pequeninho, para mostrar o que a gente vai fazer na avenida. Então para nós essas apresentações são muito importantes para afinar a bateria, o canto, e a comissão de frente. Em geral, tudo”.

Bateria

O casal Leonardo Silva e Júlia também marcaram presença, assim como a presidente de honra Dona Guga que deu o seu tom muito animado na apresentação. Com 76 anos, é a primeira presidente mulher de uma escola de samba, e é sempre uma presença marcante em qualquer evento. A diretora Aninha comandava a escola durante a apresentação e explicou como foi a programação da escola.

“É tudo um plano B né. Foi organizado há algumas semanas, com vários setores, veio um pouquinho de cada setor…. Estamos levando isso muito a sério, e estamos utilizando esses eventos, tudo que chamam a gente para fazer realmente como se fosse um ensaio. Então o pessoal está preparado para ensaiar, se chamar a gente para a rua agora, nós vamos ensaiar. Tudo é como um ensaio”.

Para 2023

A escola vai cantar “Dynasteia. História, Poder e Nobreza”, comandado por Danilo Dantas, que inclusive também esteve na apresentação. Enquanto Aninha reforçou que a escola vai vir com muita luta para 2023.

Dona Guga

“Muita garra, muita luta, vamos vir com força e fé, que iremos fazer um belo carnaval. Estamos trabalhando para isso, conversando muito com os setores, estamos unidos para que isso aconteça. Para apresentar lá no carnaval”.

Com aula de canto, Beija-Flor ensaia em Nilópolis e precisa festejar seus acertos

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No primeiro dia do “Encontro de Quilombos”, a Beija-Flor ensaiou na avenida Mirandela, em Nilópolis, após o treino do Paraíso do Tuitui. Penúltima a desfilar na segunda-feira de carnaval, a azul e branca viveu noite memorável: o projeto de convidar uma co-irmã para ensaiar na rua é uma dádiva, o quesito harmonia é perfeito e o samba será o impulso que a escola precisa para brigar pelo topo. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Para completar a noite, choveu. A água do céu caiu para testar se alguém diria que a Beija-Flor lavou a alma. Clássico clichê do carnaval, em Nilópolis, o “derreter das nuvens” não tem esse papel. Mais ainda, o fenômeno da natureza parece combustível para que cada componente cante mais. É como se molhados, o volume aumentasse e tudo vira um grande “cantando na chuva”.

“A gente vem ensaiando toda quinta-feira na quadra. Este é o segundo ensaio na rua e a gente está pensando muito na evolução e no canto. Fico muito satisfeito com esses dois pontos da escola. Daqui até o carnaval, a gente chega no ápice”, contou Dudu Azevedo, o diretor de carnaval.

E, no cantar, a Beija-Flor não vai precisar de chuva, mas de volume para seu enredo. “Brava Gente! O grito dos excluídos no bicentenário da Independência”, de autoria dos carnavalescos Alexandre Louzada e André Rodrigues e do pesquisador Mauro Cordeiro, será o tema do desfile no Carnaval 2023. A ideia é fazer uma convocação para reinvindicar a verdadeira independência do povo brasileiro. E nada mais justo que o samba ser entoado alto e forte.

Harmonia

Quesito que não gera problemas para a escola, mais uma vez, uma grande exibição da comunidade. A bateria parou algumas vezes, por uma passada inteira, para deixar o canto com os componentes, segundo Dudu Azevedo. E eles corresponderam como sempre.

Mestre-sala e porta-bandeira

Ainda que seja um ensaio para reforçar o canto, e mesmo que chova, Claudinho e Selminha Sorriso sabem ser protagonistas. Donos da pista, enquanto ela doma a bandeira molhada, ele confia na experiência de quem pode bailar sem pensar em derrapar. Apresentação segura do casal ícone do carnaval que, como sempre, recebeu bastante aplausos do público.

Samba-enredo

Samba com o DNA nilopolitano não tem outra: sucesso entre as alas. A obra, que tem cacos no meio e pontos de explosão, rendeu um ensaio forte e ajuda o componente a se engajar mais no desfile.

Evolução

Zero problema. Das alas coreografadas ao alinhamento dos passistas. Compacta, a Beija-Flor fez um ensaio organizado e tranquilo. A noite deste sábado foi mais que um ensaio. No discurso de abertura, ao pegar o microfone e desejar feliz natal, o presidente Almir, com os olhos brilhando, disse: “hoje, nós fazemos história”. Se referindo ao presidente Renato Thor e a presença do Tuiuti na Mirandela. Ideia do próprio Almir, o “Encontro de Quilombos” é um dos grandes acertos da Beija-flor. Traz uma ideia nova de como as escolas podem se relacionar, que podem se apresentar juntas além da quadra e que é possível deixar a competição um pouco de lado.

“O Almir fala da união das escolas e da gente fazer o carnaval o ano inteiro, de estar unido. Os desfiles das escolas de samba é um espetáculo que finda um ano de trabalho e, por isso, tende haver união. E ele convidou a gente para estar aqui, porque a Mirandela tem o tamanho da avenida. Não dá para convidar todas, mas para a gente é maior prazer. Essa festa do povo é muito importante para a gente”, falou Dudu Azevedo.

Bateria

Mestre Rodney tem a bateria que pediu em suas orações. Fica claro que, no bom sentido, ele tem os ritmistas na mão. O clima é o melhor possível e fica claro que eles não gostam muito quando o ensaio acaba; até a hora de devolver os instrumentos ao caminhão, eles vão batucando. Nem o público gosta quando acaba, porque precisará esperar pelo próximo ensaio para ouvir o agradável balanço da bateria soberana.

Agora, o “Encontro de Quilombos” terá mais duas datas: 7 e 21 de janeiro, com Império Serrano e Portela.

Tuiuti faz ensaio em Nilópolis e dá show com destaque para bateria e o casal

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Na estreia do Encontro de Quilombos 2022, evento promovido pela Beija-Flor, o Paraíso do Tuiuti se apresentou na Avenida Mirandela, em Nilópolis. Escola que abrirá os desfiles da segunda de carnaval, a agremiação levou o clima de São Cristóvão para a Baixada e contou com interações e respostas positivas do público, principalmente, durante as apresentações do casal de mestre-sala e porta-bandeira e da bateria. * VEJA AQUI A GALERIA DE FOTOS

Em 2023, o Tuiuti levará para a avenida o enredo “Mocangueiro da Cara Preta”, de autoria da dupla Rosa Magalhães e João Vitor Araújo. No samba, diz que o Tuiuti não tem medo de careta e, aparentemente, também não tem medo de jogar fora de casa. Esse seria o termo, caso o assunto fosse futebol. Ainda a respeito dos gramados, sob analogia, era como se o Paraíso fosse o time visitante em um amistoso longe da pegada de competição.

Claro que eles não saíram de São Cristóvão até Nilópolis para fazer qualquer coisa. O Tuiuti foi um belo visitante com 15 ônibus, cerca de 1.500 pessoas e muita vontade de sambar. O público viu uma escola com astral lá no alto, canto afiado e desfilando rainhas pela avenida Mirandela, já que, além da badalada majestade da bateria Mayara Lima, a recém-coroada Rainha do Carnaval 2023, Mari Mola, também veste as cores do Tuiuti.

“Eu acho que todas as co-irmãs deveriam promover evento como esses. Foi maravilhoso para o Tuiuti (estar aqui). Nós viemos fazer um ensaio com a grande Beija-flor de Nilópolis”, disse André Gonçalves, diretor de carnaval do Tuitui, comemorando o desempenho da escola.

Harmonia

Cantando o samba de ponta a ponta, o Tuiuti não teve aquele apoio do público, que está acostumado ver quando ensaia em casa. Mas, os componentes fizeram questão de tentar ensinar para quem estava assistindo. De tanto que essa escola canta, difícil não motivar o pessoal da grade a pular e cantar, pelo menos, o refrão.

Quando não tinha gente cantando, aparecia logo um harmonia para chamar a atenção. A vontade era tanta que, até durante as apresentações da comissão da frente, uma bailarina gritava “vamos cantar, gente”. Isso que é vontade de ganhar 10 no quesito.

Comissão de frente

Os bailarinos liderados pelos coreógrafos Lucas Maciel e Karina Dias estão com a sincronia em dia. O ato foi apresentado com bastante vigor, mostrando que energia e preparo não faltará ao quesito no desfile. A marcação dos passos foi tão precisa, que assistir foi uma tarefa satisfatória e confortável. Belo número.

Mestre-sala e porta-bandeira

Raphael, rei da Mirandela, por onde passava, tinha um grupo que o tietava. Dandara, inspirada, recebeu um “como ela gira certinha”, da jovem que a assistia bailar com a leveza de sempre. Se tem uma coisa que não faltou ao casal, foi simpatia aos nilopolitanos. Tudo bem que não faltou nada, mas o carisma merece destaque.

Quanto a danca, vem o melhor: Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane, despistam e juram que vêm mudando as coreografias conforme os ensaios acontecem e a oficial ainda não está tão definia. Na noite deste sábado, tiveram dancinhas com as mãos, movimentos com a cabeça, meio carimbó meio dança indiana. Um surto. Tudo muito bem marcado e uma coreografia incrível. Tão legal, que deveriam pensar em levar para o desfile.

Samba-enredo

A melodia ajuda no andamento do samba. Bom de cantar, fica fácil do componente não parar nenhum minuto. Mais ainda, algumas partes favorecem que o componente evolua com coreografia, nada muito ensaiado, mas que ajuda a tirar do conforto de apenas balançar enquanto canta.

Evolução

Com continente reduzido, em relação ao que apresentam em São Cristóvão, a escola não encontrou dificuldades para evoluir na Mirandela. Bom trabalho da equipe, que pôde se divertir junto com os componentes.

Bateria

A bateria do mestre Marcão não mediu esforços para levantar o público. Entre paradinhas e bossas, eles arrumaram um paradão; foi uma passada deixando apenas o canto da escola, que correspondeu a missão dada. Um verdadeiro show em plena sintonia com o carro de som, liderado por Wander Pires.

Outros destaques

Primeiro, o registro de que se Wander Pires está feliz, o carnaval está feliz. Grande apresentação do cantor, que conduz um samba feito sobre medida para sua consagrada voz.

Segundo, as rainhas em estado de graça. Mayara Lima é um fenômeno e, se ela não sabia, descobriu que tem fãs em Nilópolis. Influenciadora, carismática e plena no que faz. E Mariana Ribeiro, a Mari Mola, que esteve no meio da escola com a faixa de rainha do carnaval, foi de um lado para o outro saudando o público e convidando todo mundo para cair no samba com o Tuiuti.

Diferente do que o carnaval está acostumado a ver, o “Encontro de Quilombos” vai além de convidar uma escola para se apresentar na quadra e cantar alguns sambas. O evento criado pela Beija-Flor é formoso por natureza. Não é uma competição de quem ensaia melhor, mas sai da caixa, ao chamar outra escola para ensaiar na rua, junto de seu povo. A prova disso, foram os 15 ônibus do Tuiuti e uma pista lotada de gente para ver o pessoal de São Cristóvão dar um show.