Com a comunidade em peso e o canto forte, o Morro da Casa Verde agitou a tarde de domingo na Fábrica do Samba. A escola verde, rosa e branco mostrou suas credenciais e levou bem a sério a apresentação na exposição do Bicentenário, usou como um pequeno ensaio e isso no dia seguinte do seu ensaio. A diretora de harmonia Ana André comentou sobre o espaço.

Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“É importante para divulgar a Fábrica, tem muita gente que é do samba e não conhece a Fábrica, é um evento legal, evento de família, trazer seu filho, neto, brincar, e isso é importante, falta no mundo do carnaval. Então até então só tínhamos o sambódromo e agora temos a Fábrica que também é a nossa casa, então é uma divulgação legal”.

O presidente Emerson deu um panorama sobre as pessoas ainda estarem com receio pós-pandemia: “Para a cultura do Brasil, eu vim na exposição, trouxe um pessoal, tem gente que não conhece. O pessoal dá uma explicação, como foi desde a época antiga e atual. E é bom que as pessoas saem para se apresentar. Pois parece que a pandemia ainda está no carnaval, as pessoas não estão aparecendo no ensaio. Então a apresentação aqui, as pessoas voltam a aparecer, que o carnaval é bom, a cultura. Você está com problema, vai no carnaval que esquece de tudo, é muito bom esse espaço, a apresentação, gostaria que tivesse mais espaço, mais apresentação para as escolas de samba não ficarem tão esquecidas”.

Apresentação com muita garra da comunidade

Com os setores envolvidos na apresentação, o Morro da Casa Verde veio forte, a bateria estava em grande número e a frente sua rainha Paula Santos com muito samba. Assim como as passistas, comissão de frente, diretores e membros da comunidade que cantaram bastante. O presidente Emerson Campos falou sobre a importância deste momento para a escola.

“A gente vem preparando isso faz tempo, é um pré-desfile para nós. Como se fosse um carnavalzinho, pequeninho, para mostrar o que a gente vai fazer na avenida. Então para nós essas apresentações são muito importantes para afinar a bateria, o canto, e a comissão de frente. Em geral, tudo”.

O casal Leonardo Silva e Júlia também marcaram presença, assim como a presidente de honra Dona Guga que deu o seu tom muito animado na apresentação. Com 76 anos, é a primeira presidente mulher de uma escola de samba, e é sempre uma presença marcante em qualquer evento. A diretora Aninha comandava a escola durante a apresentação e explicou como foi a programação da escola.

“É tudo um plano B né. Foi organizado há algumas semanas, com vários setores, veio um pouquinho de cada setor…. Estamos levando isso muito a sério, e estamos utilizando esses eventos, tudo que chamam a gente para fazer realmente como se fosse um ensaio. Então o pessoal está preparado para ensaiar, se chamar a gente para a rua agora, nós vamos ensaiar. Tudo é como um ensaio”.

Para 2023

A escola vai cantar “Dynasteia. História, Poder e Nobreza”, comandado por Danilo Dantas, que inclusive também esteve na apresentação. Enquanto Aninha reforçou que a escola vai vir com muita luta para 2023.

“Muita garra, muita luta, vamos vir com força e fé, que iremos fazer um belo carnaval. Estamos trabalhando para isso, conversando muito com os setores, estamos unidos para que isso aconteça. Para apresentar lá no carnaval”.