Em uma parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) e o projeto Sustenta Carnaval, a cidade de Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana, terá o primeiro carnaval sustentável do Rio. A ação envolve a reutilização de resíduos têxteis provenientes das fantasias coletadas no Carnaval 2022, durante os desfiles das Escolas de Samba das Séries Ouro e Especial, na área de dispersão da Marquês de Sapucaí.
Foto: Divulgação/Governo do Estado
“O Carnaval, para além da grande festa na avenida e nas ruas, é também uma forma de dar visibilidade a todas as causas e lutas. Aliar cultura e sustentabilidade para apoiar o carnaval no interior do estado é um golaço do governador Cláudio Castro, que tem enorme preocupação com todos os 92 municípios. Temos esse projeto piloto com Cachoeiras de Macacu e podemos pensar em caminhos para outras cidades”, destacou a Secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio, Danielle Barros.
Além do pioneirismo, Cachoeiras servirá de exemplo para inspirar novos municípios nas práticas e ações de economia circular, que garanta acesso à reutilização desses insumos em produções artísticas e /ou educacionais.
“O município que possui em seu território uma ampla cobertura vegetal, abrigando cerca de 60% da maior unidade de conservação do Estado, o Parque Estadual dos Três Picos, e que é responsável pelo abastecimento com água de qualidade para mais de 2,5 milhões de pessoas, precisa seguir investindo na sustentabilidade. A cidade detém o maior ICMS Verde do Estado e essa iniciativa contribui para nortear nosso trabalho. Além disso, temos um dos carnavais de rua mais tradicionais do Estado. Portanto, unir essas duas potencialidades da nossa terra é uma honra e grande alegria pra nós”, afirmou o prefeito de Cachoeiras de Macacu, Rafael Miranda.
Para Mariana Pinho, idealizadora do projeto Sustenta Carnaval, a conscientização ambiental no carnaval é uma pauta que precisa avançar nos próximos anos. Com a primeira doação, que reuniu mais de 100 quilos de material, serão neutralizados na bioesfera 4,5 mil quilos de CO²eq.
“Estamos fazendo um trabalho em parceria e diálogo com todo segmento da indústria criativa do Carnaval para que a sustentabilidade seja uma pauta para além do enredo, mas que envolva cada vez mais a cultura e todas as etapas da festa”, disse.
O projeto Sustenta Carnaval conta com o apoio da Federação da Indústria Criativa Cultural do Carnaval do Estado do Rio de Janeiro (FICCCERJ) e da Associação Recreativista Escola de Samba Vizinha Faladeira, que armazenou o material recolhido pelo projeto.
A partir deste fim de semana, o MetrôRio vai estender o horário de operação nas estações Central e Praça Onze aos domingos de ensaios técnicos das escolas de samba na Marquês de Sapucaí até meia-noite. O objetivo da concessionária é oferecer mais comodidade e facilidade aos clientes.
Foto: Divulgação/MetrôRio
As demais estações do sistema metroviário fecharão as portas normalmente, às 23h, como de praxe aos domingos, e depois desse horário, só funcionarão para desembarque.
Aos sábados de ensaios no Sambódromo, o funcionamento do sistema será mantido, das 5h à meia-noite.
Programação dos ensaios
Sábados: as escolas da Série Ouro iniciam as apresentações às 19h, com previsão de término às 23h30.
Domingos: as apresentações do Grupo Especial começam por volta das 20h, com término previsto para as 23h30.
Robson Zoinho, mais conhecido como mestre Zoinho, comanda a bateria ‘Barcelona do Samba’, do Império de Casa Verde, desde o ano de 2004. Logo no seu primeiro carnaval, em 2005, o mestre deu sorte para a escola, pois o ‘Tigre Guerreiro’ conseguiu o seu primeiro campeonato. O trabalho de Zoinho é louvável e totalmente satisfatório. A bateria é consolidada e considerada uma das melhores de São Paulo. Além de vencer vários prêmios da mídia especializada de carnaval, ajudou bastante o Império nas apurações. Para o próximo ano, a bateria já está a todo vapor. O trabalho está sendo feito, várias bossas executadas e o ritmo de sempre, dentro do samba, aplicado. Um samba-enredo que permite a batucada brincar e, segundo Zoinho, é o melhor desde que ele chegou na agremiação.
Fotos: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
Mestre Zoinho falou de sua chegada na Casa Verde. “A minha trajetória começa em março de 2004. Eu fazia parte da bateria dos Gaviões da Fiel. Eu estava lá como diretor de bateria. Participei dos últimos dois títulos da escola lá em 2002 e 2003 e, logo após o resultado do carnaval de 2004, que os Gaviões teve uma queda, eu fui convidado a ser diretor de bateria aqui no Império de Casa Verde. Eu aceitei o convite e começamos a fazer o trabalho pro carnaval de 2005. Logo no primeiro ano a gente teve muito êxito e fomos campeões. Em 2005, 2006 e 2016 também; São três títulos na escola e nosso trabalho contribuiu para que isso acontecesse”, contou.
O diretor falou brevemente de suas vivências dentro da bateria, dificuldades, mudanças e estilo de desfile. “Eu não tive muita dificuldade aqui. No primeiro ano eu fui campeão e no segundo ano conquistamos o bicampeonato. No início as coisas facilitaram bastante. O que teve, foi uma mudança de rumo, de trabalho e de direção. A gente teve que segurar um pouco o ego da galera. Não é qualquer um que chega e já é bicampeão, mas as coisas entraram no eixo. Teve uma época que a gente tinha um estilo de bateria e depois a gente teve que mudar. Arriscava mais, fazia mais bossas e depois tivemos que jogar com o regulamento. Então teve fases e fases. Várias estratégias de carnaval. O ritmo que a bateria imprime hoje, acho que vem desde 2015 pra cá. O Jorge Freitas passou por aqui, deixou uma coisa boa, um outro estilo de desfile, a gente acabou aderindo e estamos aí até hoje”, disse.
Outras baterias
Zoinho também participou de várias baterias como ritmista. Tanto em São Paulo, como no Rio de Janeiro e, contou, as experiências e suas referências que leva até hoje para seu ritmo. “Eu participei de várias baterias em São Paulo e no Rio também. Eu comecei como ritmista muito cedo e tenho várias referências. Não só como mestre de bateria e sim ritmistas, Por exemplo, passei por Vai-Vai com o mestre Tadeu, estava começando a tocar, então ele é uma grande referência. Depois veio a época do mestre Neno do Camisa Verde e Branco, onde eu aprendi bastante. Meus mestres lá no Rio foram legais. Desfilei muito tempo na bateria do Odilon na Grande Rio de 1998 até 2009 que foi o último ano dele. O meu grande amigo, saudoso mestre Mug da Vila Isabel também é uma grande referência. Essas foram as principais referências no samba. Também ouvi muito mestre André, mestre Marçal. É uma coisa desde criança que serviu como inspiração. Então quando eu peguei a bateria aqui, tentei colocar tudo que eu aprendi ao longo da minha trajetória”, declarou.
Evolução e julgamento das baterias
Segundo mestre Zoinho, houve uma grande evolução das baterias de São Paulo nos últimos anos. E também opinou sobre o regulamento que avalia as notas. “As baterias daqui estão evoluindo bastante. O regulamento foi mudado agora e as baterias tem que apresentar um número de compassos, de bossas e de paradinhas. As baterias estão mais criativas agora. Essa mudança foi legal. O regulamento tinha que explorar a criatividade que eu sou a favor. Tem uma ‘molecada’ muito boa, uma renovação nos mestres de bateria, principalmente nos grupos de baixo. Tem muita gente boa chegando e a tendência é evoluir cada vez mais. Tem uma galera estudando bastante também. O nível está crescendo cada vez mais”, explicou.
Chegada de um novo intérprete na agremiação
Durante todo esse tempo, o mestre trabalhou praticamente em todos os anos com o intérprete Carlos Jr. Agora, teve a chegada do intérprete Tinga. Zoinho avaliou a chegada do cantor e disse que o samba-enredo para o próximo carnaval, é o melhor que ele está trabalhando na escola. “Acho que pra bateria do Império não tem diferença (a chegada do Tinga). A gente fez um trabalho com o Carlos Jr por muitos e muitos anos. Foi nosso parceiro. O Tinga agora está aí também e eu já estou acostumado com ele. Já desfilo na Vila Isabel há muito tempo. Já sei como ele canta na hora das bossas, o andamento que ele gosta e a gente está adaptado. Temos um bom entendimento, nos conhecemos há muito tempo e não vamos ter problema para adaptação. Logo de primeira já casou legal. Pegamos um samba muito bom, um enredo que fala de ritmo e influências africanas e acho que é o melhor samba do Império desde que eu vou trabalhar. Está sendo prazeroso”, afirmou.
O próximo desfile
Enfim, para 2022, Zoinho promete muito trabalho. O diretor irá para seu décimo sétimo desfile e a expectativa é fazer um grande carnaval. “A nossa expectativa é fazer um bom carnaval. Já estamos trabalhando. O enredo é bom, a comunidade abraçou logo de cara, está sendo bem falado por aí e como eu falei, é o melhor que eu estou trabalhando desde que eu cheguei. Agora é trabalhar. O lance do título é uma coisa muito complicada. As outras escolas estão se preparando bastante. Escolas fortes. A gente está trabalhando. Espero que a gente possa representar muito bem e ter uma grande sorte no carnaval”, completou.
Uma das agremiações mais competentes no quesito comissão de frente, a Beija Flor para o carnaval de 2023 terá a dupla Jorge Teixeira e Saulo Finelon. Depois de sete carnavais muito elogiados pela crítica na Mocidade, os coreógrafos sentem novamente o nervosismo de uma estreia.
Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“É uma escola de referência, a dedicação é sempre muito grande. A diferença é que rola o frio na barriga da estreia, que ficamos tanto tempo sem sentir, mas está sendo tudo muito gostoso”, comentou Saulo.
Jorge confessou não só a responsabilidade, mas também revelou que coreografar a escola de Nilópolis já vinha sendo um sonho.
“A Beija-Flor sempre foi um sonho, está sendo prazeroso demais realizar. É uma responsabilidade imensa estar numa escola desse porte, mas nós sempre levamos o nosso trabalho muito a sério, então tudo o que fazemos em qualquer escola em que estamos, é sempre o nosso melhor”.
Na aposta por mais um tema crítico, a escola possui para o próximo carnaval um dos enredos mais intensos e expressivos da safra. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Jorge comentou sobre o assunto, afirmando ter se emocionado com o enredo.
“Esse enredo me tocou muito desde o início. É um tema que além de ser questionável, deve ser construído com muito cuidado. Tentamos fazer algo leve, embora o enredo tenha essa energia pesada” revelou. “O processo de pesquisa com toda a escola foi muito emocionante também. Cada passo vem sendo fundamental para o sucesso do nosso desfile”, completou o coreógrafo.
Embora na teoria sejam responsáveis por quesitos diferentes, o trabalho de um coreógrafo acaba sendo em conjunto com o do carnavalesco, onde acaba havendo uma troca artística de ideias, mas sem a perda da liberdade, garantiu Saulo.
“Essa troca vem sendo carregada de muita afinidade e aprendizado. Nós temos o Louzada, que é um parceiro nosso desde outras escolas, um carnavalesco que nós tanto adoramos e admiramos. Agora também temos o André, que tem uma cabeça mais jovem, cheia de ideias modernas e contemporâneas. Nós coreógrafos temos toda a liberdade de criar, mas sempre priorizamos essa comunicação com os carnavalescos, para chegarmos num bem comum em prol do sucesso da escola”.
A Beija-Flor será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval, dia 20 de fevereiro, com o enredo “Brava Gente! O grito dos excluídos no bicentenário da independência”. Quando questionados quanto ao que podemos esperar da comissão de frente, prometeram manter o alto padrão com um verdadeiro espetáculo.
“Vamos contar uma história muito interessante e com muitas surpresas”, afirmou Saulo. “Assim como todo ano, levaremos para a avenida muita coreografia, invenção tecnológica, maquiagem, figurino, cenografia, um verdadeiro show completo”, finalizou Jorge.
O primeiro ensaio do ano ocorreu na última quinta-feira, dia 5 de janeiro, na quadra da Rua Coronel Tamarindo. Com um bom quórum na bateria, o treino mostrou um ritmo consistente e equilibrado. Nem o frio e nem a chuva impediram os ritmistas de ensaiarem para procurar manter o grau de excelência da bateria da Mocidade.
A bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel possui um ritmo genuíno e peculiar. Um legado deixado por mestre André e trabalhado por mestre Coé (pai de Dudu), que demanda bastante responsabilidade quanto à preservação musical do atual mestre. É possível perceber uma afinação de surdos invertida em relação às demais baterias, já que na Mocidade o surdo de primeira tem timbre agudo, enquanto o surdo de segunda, timbre grave. No naipe de caixas de guerra, o toque característico possui uma acentuação específica inclusive no toque da “mão fraca”, que auxilia a produzir um molho diferenciado.
A bateria “Não Existe Mais Quente” foi a primeira a inserir o surdo de terceira em baterias, se aproveitando do swing propiciado por ele para dar balanço ao ritmo. Vale ressaltar também que o agogô foi incluído por Mestre André na bateria e pelas bandas de Padre Miguel os instrumentos possuem duas campanas (bocas). O toque extremamente refinado dos repiques da bateria “NEMQ” também merece menção musical. Sem contar o belo naipe de chocalhos, que além de primeira fila dançante, se destaca pela tradicional “subida cascavel” após as chamadas dos repiques solistas. Complementando as peças leves, um naipe historicamente forte de tamborins se encontra altamente vinculado às tradições do ritmo único produzido pela sempre aguardada bateria da Mocidade.
Mestre Dudu, além de buscar sempre manter a essência da bateria da Mocidade, também revelou que baseia seu trabalho na análise técnica das justificativas dos julgadores. A prioridade é garantir a evolução do ritmo e potencializar pontualmente tanto as virtudes musicais da bateria, quanto desenvolver os naipes que foram motivos de descontos. Para consolidar essa linha musical, Dudu tem preferência por buscar a limpeza rítmica através dos ensaios de naipes separados, garantindo assim evoluir os ritmistas individualmente, proporcionando melhor sincronia e coletividade. Segundo o mestre, o ensaio de naipe em dia distinto do da bateria completa faz com que ajustes técnicos sejam realizados mais facilmente, já que a sonoridade produzida somente por um único naipe acaba deixando evidente onde é possível melhorar.
O cuidado com o naipe de caixas de guerra embala musicalmente a bateria “Não Existe Mais Quente”. Mestre Dudu revelou que o crescimento passou a ser notado de forma geral após a mudança no diâmetro da caixa, alterando para 14 polegadas (por volta de 2016), além da acentuação utilizada na afinação do instrumento. Isso permitiu que o molho dado à bateria da Mocidade sobressaísse cada vez mais.
Dudu se mostra admirado com a resposta do bom samba-enredo da Mocidade, bem como com a linha melódica com variações que ajuda a consolidar o ritmo. A integração do trabalho musical com o intérprete Nino do Milênio tem deixado o mestre surpreso, com o cantor oficial da escola estando cada vez mais solto no comando do microfone principal. Se a missão de substituir o ícone Wander Pires é particularmente ingrata, Nino do Milênio tem se sentido gradualmente mais à vontade dentro da agremiação, segundo o mestre.
Para o Carnaval 2023, Dudu pretende levar um total de seis arranjos musicais, entre bossas e nuances que darão versatilidade rítmica à bateria “NEMQ”. O mestre acredita ser importante trabalhar o samba todo, se aproveitando da primeira, da segunda e dos refrões, dividindo a obra em quatro partes. Isso facilita a apresentação, pois em qualquer momento do samba-enredo que a bateria da Mocidade chegar próximo a cabine de julgadores terá soluções musicais a serem executadas disponíveis. Mestre Dudu, inclusive, aproveita para exaltar a qualidade técnica de assimilação de paradinhas por parte de seus ritmistas. Esse fato tem contribuído para que cada vez mais se apresente um leque amplo de bossas. Será possível identificar uma interação musical bem vasta na bateria da Mocidade, sendo notados os ritmos do Xote, do Maracatu e do Baião, fato que atrela cultura nordestina a sonoridade produzida.
A Sebastiana (Associação de Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro) anuncia a chegada de cinco novos blocos em 2023: Monobloco, Fogo & Paixão, Bloco 442, Superbacana e Tá Pirando, Pirado, Pirou! passam a integrar a associação, fundada em 2000 por blocos tradicionais do carnaval carioca. Outra novidade diz respeito a dois de seus fundadores, Ansiedade e Escravos da Mauá, que decidiram não desfilar mais a partir do carnaval de 2023. A partir de agora, a Sebastiana passa a responder por mais de 1 milhão de foliões do carnaval de rua do Rio de Janeiro.
Foto: Sérgio Araújo Pereira/Divulgação
“Após dois anos de pandemia, sem os blocos nas ruas e com inúmeras e dolorosas perdas, o momento é de retomada e de renovação, com a incorporação de ideias, novos ares e parcerias, abrindo novos canais de diálogo e amplificando a nossa ação. A chegada desses blocos a uma associação com nossa história, que se tornou referência no país, não é algo simples e nem rápido. Ao longo dos últimos meses, identificamos com muito carinho blocos que tinham sinergia com o nosso posicionamento e atuação, e que ao mesmo tempo podiam trazer novidades artísticas e de linguagens musicais”, explica Rita Fernandes, presidente da Sebastiana.
O entusiasmo é compartilhado pelos novos integrantes da Sebastiana. Para João Marcelo Oliveira, representante da Comissão de Comunicação do Fogo & Paixão, o bloco que anualmente leva 40 mil pessoas ao Largo São Francisco de Paula e é conhecido pelos clássicos do brega, o convite não poderia ter surgido em melhor hora.
“É uma honra para o Fogo & Paixão fazer parte da Sebastiana ao lado de tantos blocos que representam a história do carnaval de rua carioca. O convite veio num momento mais que feliz, pois estamos passando por transições internas importantes e isso nos deu um grande incentivo”, destaca João Marcelo Oliveira, representante do Fogo & Paixão.
Unindo os metais à batucada para levar o melhor da música POP ao Carnaval de rua, o Bloco 442 vai do pagode ao axé e, por mais um ano, vai exaltar em seu desfile as características da cultura carioca. “Como um bloco que nasceu das ruas, sabemos a importância de conservar e dar força ao movimento popular e democrático que é o Carnaval. Uma festa aberta, que leva alegria através da música e das fantasias. É com imensa alegria que integramos a Sebastiana, que é de extrema importância pela conservação e longevidade da cultura e do carnaval carioca”, ressalta Lucas Galantine, sócio-fundador do Bloco 442.
Ainda impactados pelas perdas de integrantes na pandemia, os integrantes do Tá Pirando, Pirado, Pirou! estão animados com a novidade. “É uma grande alegria fazer parte da Sebastiana e integrar ainda mais a nossa diferença à cultura do Carnaval de rua do Rio de Janeiro. No próximo Carnaval, desfilaremos na Avenida Pasteur com o enredo “Gurufim pra Recomeçar”, uma homenagem à memória dos encantados”, conta Alexandre Ribeiro, coordenador do Coletivo Carnavalesco Tá Pirando, Pirado, Pirou!
Conhecido como o bloco da Tropicália, o Superbacana leva às ruas o melhor dos repertórios de Gil, Caetano, Jorge Ben Jor, Os Mutantes, Tom Zé e Gal Costa que, infelizmente, nos deixou recentemente. “Estamos muito felizes porque conhecemos a trajetória da Sebastiana, ao longo desses mais de 20 anos, e sabemos da importância histórica dessa associação. É uma honra fazer parte de um novo e marcante momento e estar ao lado dos blocos tradicionais do Rio de Janeiro. Estamos muito empolgados e cheios de expectativa para o Carnaval 2023. Vai ser incrível! Vai ser Superbacana!”, afirma Dida Melo, idealizador e diretor geral do bloco.
A Sebastiana foi fundada em 2000 por 12 blocos: Ansiedade, Barbas, Bloco de Segunda, Carmelitas, Escravos da Mauá, Gigantes da Lira, Imprensa Que Eu Gamo, Meu Bem, Volto Já, Que Merda é Essa, Simpatia É Quase Amor, Suvaco do Cristo e Virtual. Primeira associação de blocos de rua do Rio, a Sebastiana foi criada por representantes de agremiações que surgiram a partir da abertura política nos anos de 1980, com a campanha das Diretas Já. A associação trabalha desde então pelo resgate e manutenção da tradição do Carnaval de rua do Rio de Janeiro, por uma política pública inclusiva e democrática para o carnaval de rua e pela manutenção das suas características originais e primordiais: liberdade de expressão, ocupação artística territorial descentralizada, democracia para todos os foliões, diversidade e pluralidade de linguagens, e valorização da cultura popular.
OS NOVOS INTEGRANTES
Fogo & Paixão
Muito mais que um estilo musical, o gênero brega ganhou, nos últimos anos, um novo status no carnaval do Rio de Janeiro com o Fogo & Paixão. O bloco que canta e exalta o amor, a irreverência e a alegria sem limites, leva cerca de 40 mil pessoas todos os anos, no domingo de pré-carnaval, ao Largo São Francisco de Paula. O repertório conta com músicas de Reginaldo Rossi a Roupa Nova, de Sidney Magal a Luiz Caldas, de Rosana a Xuxa, além das canções do eterno muso, Wando, que deu nome ao bloco. O bloco é formado por uma bateria com cerca de 100 ritmistas, a Bateria Sem Limites, que faz uma divertida releitura dos clássicos do brega com novos arranjos que misturam samba, xote, frevo e ciranda.
Bloco 442
O Bloco 442 surgiu no Carnaval de 2018, criado por músicos movidos pelo desejo de apresentar um repertório baseado no POP internacional, as músicas que todos amam e cantam. A formação segue a tradição das brass bands gringas (sopros e percussão) e os arranjos são compostos por ritmos brasileiros dançantes, criando assim uma sonoridade única e inovadora. Os metais cantam Shakira, Madonna, Rihanna, Beyoncé, Spice Girls e Britney Spears, enquanto a batucada suinga pelo pagode, baião, ijexá, axé e arrocha.
Superbacana
O Bloco Superbacana foi criado como uma homenagem à Tropicália, movimento cultural brasileiro revolucionário. O Superbacana apresenta um repertório repleto de clássicos da MPB com a roupagem e alegria do carnaval. As músicas de Gil, Caetano, Jorge Ben Jor, Os Mutantes, Tom Zé, Gal Costa, entre outros, são tocadas em ritmo de samba, funk, ijexá, maracatu, samba-reggae, baião, rock, entre outros. Misturando tudo isso nesse caldeirão usando, além das percussões de escola de samba, guitarras, teclado, baixo, eletrônica e o que mais estiver disponível. A representação da Tropicália vai além das músicas e chega aos figurinos, adereços e cenografia. Tá Pirando, Pirado, Pirou! O Coletivo Carnavalesco Tá Pirando, Pirado, Pirou! é um bloco formado por usuários e profissionais da rede pública de saúde mental do Rio de Janeiro e simpatizantes da causa de uma sociedade sem manicômios. Criado em 2004, em meio ao movimento de revitalização do carnaval de rua carioca, o coletivo completa, em dezembro, 18 anos de folia e saúde.
A Rodoviária do Rio e a Mangueira do Amanhã inauguram nesta quinta, às 16h, um espaço inédito no salão de embarque inferior do segundo maior terminal rodoviário da América Latina em movimentação de passageiros. Além de representantes da concessionária Rodoviária do Rio S/A e de Célia Domingues, presidente da Amebras – parceira do projeto e também diretora da escola mirim, estarão presentes o secretário municipal de Turismo, Antônio Mariano e a presidente da Mangueira do Amanhã, Evelyn Bastos, também rainha de bateria da Mangueira. Também está prevista uma apresentação de alguns integrantes da escola mirim da instituição.
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No local, os usuários e turistas poderão conhecer o artesanato produzido por famílias e jovens empreendedores da comunidade e comunidades vizinhas e ainda participar de oficinas que incluem atividades recreativas para crianças. O espaço funcionará de segunda a sexta e em alguns finais de semana com maior movimento, como as férias de janeiro e o feriado de Carnaval. A parceria inédita foi criada para difundir o trabalho realizado o ano inteiro pelos profissionais e artesãos do Carnaval carioca, um dos nossos maiores patrimônios e que gera emprego e renda para essas comunidades.
“Inauguramos esse espaço sociocultural e de inclusão para mostrarmos o nosso trabalho, mas com a perspectiva de capacitar e criar oportunidades para estas e outras famílias de comunidades carentes no Rio. A parceria com a Rodoviária do Rio S/A, importantíssima também pela sua representatividade no turismo nacional, possibilitará ainda que pessoas residentes em outras cidades e Estados possam conhecer a partir de uma vasta programação no espaço tudo que se produz culturalmente e no âmbito da economia criativa carnavalesca”, destaca Célia Domingues, coordenadora do projeto.
“Estamos muito felizes em abrigar essa importante e inédita iniciativa na Rodoviária do Rio, em parceria com o projeto Mangueira do Amanhã, primeiramente pela sua importância social, pela promoção do Carnaval carioca e para disponibilizar mais um serviço aos mais de 30 mil usuários que circulam diariamente em nossas instalações”, declara Roberta Faria, diretora geral da Rodoviária do Rio S/A.
A Mangueira do Amanhã mantém um projeto social para o atendimento de crianças, jovens e famílias da comunidade e de outras comunidades.
A Rodoviária do Rio é o segundo maior terminal rodoviário da América Latina movimentando mais de 40 mil pessoas diariamente em suas instalações. O único terminal rodoviário do país climatizado conta com inúmeros serviços aos turistas e passageiros e possui papel fundamental na retomada ao turismo interno, contando ainda com linhas internacionais.
A Unidos do Porto da Pedra terá jornada tripla de ensaios e samba no próximo final de semana. Abrindo os serviços, nesta quinta, a partir das 20h, o tigre de São Gonçalo realiza o seu ensaio geral, com todos os segmentos.
Na sexta, a agremiação receberá o Salgueiro e Cubango, a partir das 22h, com entrada gratuita. E, no sábado, encerrando a programação do final de semana, a vermelha e branca gonçalense realizará o seu primeiro ensaio de rua, com concentração marcada para às 19h, na Rua Doutor Feliciano Sodré, 100, Centro, em frente a Prefeitura de São Gonçalo.
“Como aconteceu no ano passado, a Unidos do Porto da Pedra, em parceria com a Prefeitura Municipal de São Gonçalo, o 7° Batalhão de Policia Militar e a Guarda Municipal de São Gonçalo, fará uma bela festa para a população de São Gonçalo”, contou Aluizio Mendonça, diretor de carnaval da Porto da Pedra.
Em 2023, a Unidos do Porto da Pedra levará para a avenida o enredo ” A Invenção da Amazônia: Um delírio Imaginário de Júlio Verne”, desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes e pelo enredista Diego Araújo.
A vermelha e branca de São Gonçalo será a quinta agremiação a desfilar no sábado de Carnaval, 18 de Fevereiro, pela Série Ouro do carnaval do Rio de Janeiro.
A Viradouro apresentou na noite de terça-feira, durante ensaio na quadra, as mulheres homenageadas no encerramento do desfile no Carnaval 2023. O carnavalesco Tarcísio Zanon prepara a ala “O Brasil de muitas Rosas”. Na linha do enredo “Rosa Maria Egipcíaca”, a ala exaltará mulheres negras com destaque em diversas profissões. Dentre as áreas de atuação estão a moda, a música, a dramaturgia, o carnaval e o direito.
Foto: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO
Em entrevista ao CARNAVALESCO, Tarcísio Zanon frisou a ligação das homenageadas com o enredo da escola. “A gente procurou chamar várias mulheres que representam essa herança da Rosa Maria Egipcíaca”.
A cantora e integrante do carro de som da Mocidade Independente de Padre Miguel, Débora Cruz, comentou sobre a honra de ter recebido o convite para compor a ala. “Foi uma honra ter recebido esse convite tanto do Tarcísio, como da Viradouro em si para fazer parte dessa história que ainda não está totalmente contada, muita gente não conhece. É uma forma de expressar um pouco mais a nossa negritude”.
A atriz Luana Xavier demonstrou enorme felicidade com o convite da Viradouro. “É aquele momento em que a gente consegue se reconhecer a cada olhar que encontramos. A gente sente que também a nossa existência depende de toda a mulher preta que participou da criação da história desse país. É uma honra absurda poder fazer parte disso”, abordou.
Interessados em adquirir frisas para os desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2023 agora contam somente com menos de 50 ingressos para o sábado das campeãs (25/02/2023).
Foto: Divulgação/Riotur
Essas frisas deverão ser adquiridas pelo telefone (21) 3190-2100 e o pagamento efetuado através de boleto bancário, que será enviado para o e-mail informado pelo interessado.
As frisas para os desfiles de Domingo e Segunda-Feira de Carnaval estão esgotadas