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Consolidado no Império de Casa Verde, mestre Zoinho fala de suas experiências e trabalho para o próximo carnaval

Robson Zoinho, mais conhecido como mestre Zoinho, comanda a bateria ‘Barcelona do Samba’, do Império de Casa Verde, desde o ano de 2004. Logo no seu primeiro carnaval, em 2005, o mestre deu sorte para a escola, pois o ‘Tigre Guerreiro’ conseguiu o seu primeiro campeonato. O trabalho de Zoinho é louvável e totalmente satisfatório. A bateria é consolidada e considerada uma das melhores de São Paulo. Além de vencer vários prêmios da mídia especializada de carnaval, ajudou bastante o Império nas apurações. Para o próximo ano, a bateria já está a todo vapor. O trabalho está sendo feito, várias bossas executadas e o ritmo de sempre, dentro do samba, aplicado. Um samba-enredo que permite a batucada brincar e, segundo Zoinho, é o melhor desde que ele chegou na agremiação.

Fotos: Magaiver Fernandes/Site CARNAVALESCO

Mestre Zoinho falou de sua chegada na Casa Verde. “A minha trajetória começa em março de 2004. Eu fazia parte da bateria dos Gaviões da Fiel. Eu estava lá como diretor de bateria. Participei dos últimos dois títulos da escola lá em 2002 e 2003 e, logo após o resultado do carnaval de 2004, que os Gaviões teve uma queda, eu fui convidado a ser diretor de bateria aqui no Império de Casa Verde. Eu aceitei o convite e começamos a fazer o trabalho pro carnaval de 2005. Logo no primeiro ano a gente teve muito êxito e fomos campeões. Em 2005, 2006 e 2016 também; São três títulos na escola e nosso trabalho contribuiu para que isso acontecesse”, contou.

O diretor falou brevemente de suas vivências dentro da bateria, dificuldades, mudanças e estilo de desfile. “Eu não tive muita dificuldade aqui. No primeiro ano eu fui campeão e no segundo ano conquistamos o bicampeonato. No início as coisas facilitaram bastante. O que teve, foi uma mudança de rumo, de trabalho e de direção. A gente teve que segurar um pouco o ego da galera. Não é qualquer um que chega e já é bicampeão, mas as coisas entraram no eixo. Teve uma época que a gente tinha um estilo de bateria e depois a gente teve que mudar. Arriscava mais, fazia mais bossas e depois tivemos que jogar com o regulamento. Então teve fases e fases. Várias estratégias de carnaval. O ritmo que a bateria imprime hoje, acho que vem desde 2015 pra cá. O Jorge Freitas passou por aqui, deixou uma coisa boa, um outro estilo de desfile, a gente acabou aderindo e estamos aí até hoje”, disse.

Outras baterias

Zoinho também participou de várias baterias como ritmista. Tanto em São Paulo, como no Rio de Janeiro e, contou, as experiências e suas referências que leva até hoje para seu ritmo. “Eu participei de várias baterias em São Paulo e no Rio também. Eu comecei como ritmista muito cedo e tenho várias referências. Não só como mestre de bateria e sim ritmistas, Por exemplo, passei por Vai-Vai com o mestre Tadeu, estava começando a tocar, então ele é uma grande referência. Depois veio a época do mestre Neno do Camisa Verde e Branco, onde eu aprendi bastante. Meus mestres lá no Rio foram legais. Desfilei muito tempo na bateria do Odilon na Grande Rio de 1998 até 2009 que foi o último ano dele. O meu grande amigo, saudoso mestre Mug da Vila Isabel também é uma grande referência. Essas foram as principais referências no samba. Também ouvi muito mestre André, mestre Marçal. É uma coisa desde criança que serviu como inspiração. Então quando eu peguei a bateria aqui, tentei colocar tudo que eu aprendi ao longo da minha trajetória”, declarou.

Evolução e julgamento das baterias

Segundo mestre Zoinho, houve uma grande evolução das baterias de São Paulo nos últimos anos. E também opinou sobre o regulamento que avalia as notas. “As baterias daqui estão evoluindo bastante. O regulamento foi mudado agora e as baterias tem que apresentar um número de compassos, de bossas e de paradinhas. As baterias estão mais criativas agora. Essa mudança foi legal. O regulamento tinha que explorar a criatividade que eu sou a favor. Tem uma ‘molecada’ muito boa, uma renovação nos mestres de bateria, principalmente nos grupos de baixo. Tem muita gente boa chegando e a tendência é evoluir cada vez mais. Tem uma galera estudando bastante também. O nível está crescendo cada vez mais”, explicou.

Chegada de um novo intérprete na agremiação

Durante todo esse tempo, o mestre trabalhou praticamente em todos os anos com o intérprete Carlos Jr. Agora, teve a chegada do intérprete Tinga. Zoinho avaliou a chegada do cantor e disse que o samba-enredo para o próximo carnaval, é o melhor que ele está trabalhando na escola. “Acho que pra bateria do Império não tem diferença (a chegada do Tinga). A gente fez um trabalho com o Carlos Jr por muitos e muitos anos. Foi nosso parceiro. O Tinga agora está aí também e eu já estou acostumado com ele. Já desfilo na Vila Isabel há muito tempo. Já sei como ele canta na hora das bossas, o andamento que ele gosta e a gente está adaptado. Temos um bom entendimento, nos conhecemos há muito tempo e não vamos ter problema para adaptação. Logo de primeira já casou legal. Pegamos um samba muito bom, um enredo que fala de ritmo e influências africanas e acho que é o melhor samba do Império desde que eu vou trabalhar. Está sendo prazeroso”, afirmou.

O próximo desfile

Enfim, para 2022, Zoinho promete muito trabalho. O diretor irá para seu décimo sétimo desfile e a expectativa é fazer um grande carnaval. “A nossa expectativa é fazer um bom carnaval. Já estamos trabalhando. O enredo é bom, a comunidade abraçou logo de cara, está sendo bem falado por aí e como eu falei, é o melhor que eu estou trabalhando desde que eu cheguei. Agora é trabalhar. O lance do título é uma coisa muito complicada. As outras escolas estão se preparando bastante. Escolas fortes. A gente está trabalhando. Espero que a gente possa representar muito bem e ter uma grande sorte no carnaval”, completou.

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