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Mordida, Colorado do Brás apresenta Pierrot e pensa em título do Acesso I

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O rebaixamento para o Acesso I deixou a comunidade da Colorado do Brás bastante mexida. No primeiro ensaio técnico da agremiação, realizado no domingo, a escola deu vários indícios de que está trabalhando fortemente para retornar ao Grupo Especial. Com atuação impecável da ala musical e da comissão de frente, o samba rendeu bastante no Anhembi e a agremiação, como um todo, teve poucos deslizes. O enredo “A Ópera de Um Pierrot” deixou ótima impressão, com um pré-refrão marcante e com a impressão de que a escola da região central de São Paulo está em excelente fase.

Samba-Enredo

Na concentração, o presidente Antônio Carlos Borges destacou que a escola é conhecida por ser bastante alegre, leve e solta. Se o clima antes do ensaio começar indicava uma escola com “sangue nos olhos”, o que se viu na passarela foram componentes bastante felizes, o que incluía o canto de forma bastante espontânea e leve.

Se não “pegou” nas arquibancadas do Anhembi (com menos torcedores que no último sábado, por exemplo), a canção foi bem abraçada pelos desfilantes. Tanto foi assim que Léo do Cavaco, intérprete da escola, não precisou chamar os foliões, focando na condução da música – muito bem feita, por sinal.

O pré-refrão (“Se a lágrima rolar pelo meu rosto/É porque estou disposto/A retomar o meu lugar”) pareceu nortear boa parte do que a escola fazia na avenida. A reportagem interpretou que tal estrofe da canção é um recado de que o rebaixamento ao Grupo de Acesso foi um tanto quanto injusto – o que, obviamente, motiva todos. Ao tal trecho ser entoado, evoluções distintas acontecem, a bateria faz alguma bossa, a escola responde no canto.

Comissão de Frente

Cada um dos integrantes possuía um adereço, mas os principais destaques estão relacionados à dança. Com uma coreografia curta, quase que marcando o samba-enredo pari passu, é facilmente distinguível (até mesmo pelas roupas, distintas das demais) o componente que interpreta o Pierrot e a que interpreta a Colombina.

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Outro ponto que chamou atenção dos componentes, com fantasias bastante leves, foi a expressão. Em momentos tensos, todos franziam a testa e fechavam o rosto; em tristes, até mesmo as pálpebras ficam caídas; em alegres, todos sorriam tal qual uma criança ao ganhar um brinquedo.

Havia um tripé, em formato de coração, que se integrava aos componentes em determinado momento. Ele, ao menos neste ensaio técnico, não teve muito destaque – funcionando, até certo ponto, como uma espécie de pede-passagem, já que estava bem inserido no enredo. Todo o destaque da apresentação, entretanto, vai para os componentes e todos os envolvidos na grande exibição deles.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

No primeiro ano como primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Colorado do Brás, Brunno Mathias e Jéssica Veríssimo tiverem atuação bastante satisfatória. Até a Arquibancada Monumental, eles interagiam mais com o samba (como no verso “se a lágrima rolar pelo meu rosto”, em que faziam uma coreografia especial), com movimentos remetendo ao Pierrot e à Colombina. Após o espaço citado, ambos passaram a girar bem mais, em sentido horário. Cabe destacar a sincronia entre ambos, sendo possível observar até mesmo a uniformidade do movimento do pavilhão, da saia de Jéssica e dos pés sambando de Brunno.

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No começo do setor C, Brunno hesitou alguns momentos para desfraldar o pavilhão vermelho e branco por conta de uma rajada de vento – que, por sinal, estava bem mais forte no domingo que no sábado, por exemplo. Um deslize bastante discreto, mas que, como ocorreu pouco depois de uma cabine de jurados, dependendo do campo de visão do julgador do quesito, pode ter consequências negativas.

Por falar em cabine, vale destacar a extrema elegância e graciosidade do casal ao longo de toda a passarela, em especial em frente aos julgadores. Sempre sorrindo, sabem ser firmes e defender com simpatia as cores da escola.

A atuação foi bastante comemorada pela coreógrafa do casal, que sorriu e exaltou bastante ambos.

Evolução

As alas coreografadas do primeiro setor trouxeram bastante movimento e dinamismo para a escola, que já chegou ao Anhembi evoluindo bastante. Depois do carro abre-alas, entretanto, a escola teve poucos espaços com coreografia pré-definida – algumas partes do samba, entretanto, eram marcadas e feitas por boa parte da agremiação. Boa parte dos componentes, por sinal, utilizava algum adereço – sobretudo balões de gás.

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Hora sempre complicada para a escola, o recuo de bateria não teve problemas. Indo para o espaço por uma pequena fresta, a ala coreografada subsequente não demorou para tomar o lugar dos ritmistas. Um staff ficou no final da área recuada e fechou o punho, indicando que a escola deveria paralisar o andamento de componentes – e assim ficou por cerca de curtos dois ou três minutos. Ao fim desse tempo, ele fez sinal para a direita, pedindo para a agremiação voltar a evoluir.

Entre os setores C e D do Anhembi, chamou atenção o fato de uma staff sair da lateral do Anhembi para impedir que a segunda ala após o abre-alas embolasse com a primeira. Tão logo a situação foi controlada, ela retornou para o espaço.

Harmonia

O primeiro setor, com alas coreografadas e dando extrema importância para a dança na comissão de frente e no casal de mestre-sala e porta-bandeira, praticamente não cantou. Após a Arquibancada Monumental, entretanto, após o staff da escola alertar os componentes, o canto melhorou exponencialmente. Os componentes do setor souberam se recuperar.

colorado 12

Nos demais setores, o canto foi bastante uniforme e bom. Chamou atenção, por sinal, a tranquilidade dos staffs ao longo de toda a passarela, aparentemente satisfeitos. Mesmo no último setor do Anhembi, onde alguns componentes costumam cantar menos por conta do cansaço, os foliões corresponderam bastante positivamente.

Outros destaques

– No discurso antes do início do ensaio técnico, o presidente da Colorado, Antônio Carlos Borges, o Ká, afirmou que tem que se segurar para “falar algumas coisas que dá vontade”, além de deixar claro que a agremiação foi injustiçada momentos depois.

– No abre-alas, chamou atenção a presença de um elemento – parecia remeter ao desfile do ano anterior. As dimensões do espaço destinado a ele chamaram atenção: ao menos no ensaio técnico, pareceu ser grande e largo.

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– Com menos bossas que boa parte das demais escolas que se apresentaram no Anhembi até aqui, a Ritmo Responsa, comandada por Mestre Allan, teve resposta integral dos componentes às convenções propostas. Como boa parte da escola como um todo, o pré-refrão mereceu atenção especial, com paradinhas que empolgaram os foliões.

– Os ritmistas, por sinal, não encerraram o desfile, como acontece com frequência no carnaval paulistano. Ao voltar para a pista, ainda haviam alas de passistas e até mesmo um carro alegórico.

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– O ano de 2023 será o primeiro de Camila Prins como rainha da bateria da Colorado do Brás – antes, ela era a Rainha LGBTQIA+ da Ritmo Responsa. É a primeira transexual em tal posto no carnaval paulistano em toda a história.

– As tradicionalíssimas baianas estavam bastante sorridentes e girando bastante, com uma roupa bastante leve.

Casal e Batucada do Leão movem Leandro de Itaquera em ensaio técnico

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A Leandro de Itaquera foi a terceira escola a ensaiar no Sambódromo do Anhembi neste domingo. Recém rebaixado para o Grupo de Acesso II, a agremiação da Zona Leste de São Paulo vive seu momento mais conturbado na história desde a fundação. Pois deu para sentir um pouco da tensão nos diretores e componentes nesta volta ao palco. Ao mesmo tempo que podemos destacar o casal e a bateria que fizeram um ensaio positivo. A agremiação optou por uma reedição, trazendo de 1992: “Batuque, a Força de Uma Raça”, será a sétima escola a desfilar no dia 19 de fevereiro.

Comissão de Frente

Com um elemento circular, pequeno tripé, de referência acabou sendo o ponto alto da coreografia. Na parte do ‘Meu boi bumbá’ todos reverenciavam em um círculo, em uma apresentação bem característica com o tema do enredo. Depois o destaque subia no círculo um grupo reverenciava e outra parte fazia uma linha na frente deles. As cores das roupas dos componentes em geral eram variadas e mais para neon. Um destaque vestido com saia dourada, sem camisa, mas com glitters pelo corpo e uma bandana na cabeça, também dourada. O coreógrafo Marcelo Gomes era bem energético, pedindo canto, ativo durante toda a dança.

LeandroDeItaquera et Comissao

Mestre-sala e Porta-bandeira

O segundo casal veio a frente, em seguida a ala bem animada com passos coreografados. Pois o primeiro casal José Luis e Juliana veio após a bateria com seu pavilhão de lantejoulas, lindo, a moda antiga, única escola que mantém esse visual. Na apresentação mostraram sincronismo. Passando pelo recuo da bateria reverenciavam a Batucada do Leão. A dança foi segura, um entrosamento pela pista. Mesmo com o rebaixamento em 2022, o casal somou a nota 40, gabaritando junto com harmonia e evolução. Ou seja, manteve o mesmo ritmo na boa apresentação. O contraste na roupa foi legal, José Luis de branco como um malandro e Juliana toda de vermelho.

LeandroDeItaquera et PrimeiroCasal

Harmonia

No quesito tem pontos a serem ressaltados. Leandro de Itaquera é conhecido pela sua força do chão, uma escola que canta bastante. Mas senti os componentes um pouco tensos, assim como os diretores pareciam ter como principal objetivo passar sem grandes erros e assim foi, mas gerou um canto irregular. Teve momentos de explosão no canto e algumas alas como a Sorriso negro, que saiu à frente da bateria, estavam bem animados, cantando e com bexigas branca e vermelha. Passistas mostraram samba no pé e a roupa delas é linda com o emblema da agremiação na saia. As baianas bem animadas, vieram de branco com detalhes vermelhos, além da bexiga também na cor.

Evolução

Evolução fluiu bem em relação aos espaços, escola compacta. Completando o percurso sem nenhum problema. Mas as alas não vieram tão leves, seguiram a ideia de passar sem grandes problemas. Sendo assim um ensaio muito técnico. Não necessariamente pode ser um grande problema para quem quer voltar ao Grupo de Acesso I. Mas com maior leveza, pode ajudar no quesito de cima, harmonia, e também no que citaremos abaixo, samba. Deixando os componentes explorarem a força do Leão, que é o seu canto.

LeandroDeItaquera et Princesa

Samba-Enredo

Rodrigo Jacopetti e Tays Calhado fazem uma boa dupla, vozes acabam conectando bastante no time de canto. Jacopetti tem uma voz firme. Enquanto a Tays tem uma bela voz e leve, dando um lado digamos que mais melódico, tem sido uma grata surpresa. Senti um maior destaque na voz dela depois da saída do recuo. Reverenciando quando a mesma canta “Congada, Maracatu, Bumba-meu-Boi, meu Boi-Bumbá”, sintonizou muito bem e boa escolha de destacar sua voz. É um samba muito bonito, fácil e que a escola já cantou, portanto tem tudo para fluir no dia do desfile. Ao mesmo tempo que é necessário ajustes para trazer a comunidade mais para perto.

LeandroDeItaquera et Interpretes

Outros destaques

Chegando no setor B, a Batucada do Leão, comandada por Mestre Pelezinho deu um apagão, levantando comunidade, talvez tenha sido o melhor momento do ensaio. A batucada do Leão sempre muito forte no ritmo, trouxe bossas quase o ensaio inteiro. Tamborins e chocalhos variando, a entrada na parte ‘sou Leandro, sou feliz’ era bem interativa. Outro grande momento foi o apagão no ‘folclore brasileiro’ já com bateria no penúltimo setor do Anhembi, neste momento a escola mostrou o canto.

LeandroDeItaquera et MestrePele

A corte da bateria tem sua força, a rainha Kaluana Luene tem o samba no pé incrível, levanta o público, no Setor B foram a loucura. A rainha-mirim, Thais Dias foi um destaque a parte, a jovem tem o samba na raiz e vai muito bem – inclusive tem o vídeo nas nossas redes sociais– ainda chama atenção pelo seu sorriso simpático. A corte ainda tem sua princesa que sambou muito, foi destaque, show a parte. Um destaque que é pura simpatia, vestido todo de preto, interagia de um lado para o outro, seja imprensa e arquibancada. Por fim, uma rainha na melhor idade que é homenageada da escola, é pura simpatia.

LeandroDeItaquera et Passistas

Seo Leandro sempre desfilando e interagindo com componentes da escola, em um momento apareceu na ala, abraçou uma componente e cantava o samba. O presidente e fundador vermelho e branco quer resgatar sua escola. Outro detalhe é que Leandro costuma pendurar bandeiras da torcida em dois locais da pista, no meio e já na linha final.

Comissão de Frente é destaque em ensaio da Imperador do Ipiranga

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A Imperador do Ipiranga abriu o domingo de ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi, em preparação para os desfiles do Grupo de Acesso 2 do Carnaval 2023. A evolução fluída e a bela coreografia da comissão de frente foram os grandes destaques do treino da escola, que finalizou sua passagem pela Avenida com 55 minutos. A agremiação da Vila Carioca será a a quinta a desfilar no dia 11 de fevereiro, com o enredo “Gratidão, Fé e Amor… Vem! Sou Imperador”.

Comissão de frente

A comissão de frente realizou uma dança em dois atos, uma para cada passagem do samba. Utilizando de um elemento alegórico, no primeiro ato, os dançarinos representaram os pescadores que recolheram das águas do Rio Paraíba do Sul a imagem de Nossa Senhora Aparecida, enquanto no segundo ato foram encenadas representações da fé de diferentes etnias. A dança foi marcada pela expressividade dos componentes e pelo uso criativo de materiais para os símbolos religiosos.

ImperadorIpiranga et ComissaoF

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Será necessário mais empenho no treinamento do primeiro casal da Imperador, formado por Vitor Barbosa e Naiomy Pires. O ritmo da dupla estava muito lento, e a dançarina deixou o pavilhão enrolar em frente ao primeiro módulo de jurados durante uma simples saudação ao público. O guardião da flâmula demonstrou mais vigor em seus passos, mas como não houve grande melhora ao longo da apresentação, o conjunto geral do quesito precisará trabalhar muito até o dia do desfile oficial.

ImperadorIpiranga et PrimeiroCasal

Harmonia

O canto da comunidade da Imperador é outro elemento que precisará ser polido até o dia da apresentação definitiva. As primeiras alas apresentaram canto muito fraco nos primeiros módulos, com alguns componentes nem sequer abrindo a boca. Mas as referências para corrigir o quesito estão em dois agrupamentos que destoaram positivamente, que foram a oitava ala, que vem logo atrás da ala de passistas, e a Velha Guarda da escola, que foi a grande boa surpresa com seus baluartes cantando alto e felizes o samba.

Evolução

O quesito Evolução foi seguramente o mais certeiro da Imperador no ensaio. Apesar de fecharem a apresentação no limite máximo do tempo, a escola não abriu espaços em nenhum momento, e sequer aparentou acelerar o passo em algum momento. Os componentes puderam curtir o momento na Avenida tranquilamente e estavam soltos, com os diretores fazendo poucos apontamentos durante o desfile.

ImperadorIpiranga et Ciganas

Samba-Enredo

O samba possui refrões fortes, com os quais a bateria brincou em boas bossas durante o ensaio da Imperador. Há muitas referências à graças conquistas pela fé, que certamente muita gente que comparecer ao Anhembi poderá se identificar. Bem conduzido pelo time de canto, a obra da escola é mais um trunfo na manga da comunidade da Vila Carioca.

ImperadorIpiranga et Interprete

Outros destaques

A bateria “Só quem é” teve ótimo desempenho no ensaio, mas a Rainha Rhawane Izidoro tomou conta dos holofotes. Linda fantasia, esbanjando simpatia para todos presentes no ensaio, a monarca da Vila Carioca certamente roubou o coração de muitos presentes nas arquibancadas do Anhembi. Outra curiosidade foram as presenças de componentes de equipes de outras escolas durante o ensaio, como o Diretor de Carnaval da Mocidade Alegre, Junior Dentista, que acompanhou a Imperador pelo corredor lateral da Avenida.

ImperadorIpiranga et RainhaRhawane

Foi o único ensaio técnico agendado até o momento para a Imperador do Ipiranga no Sambódromo do Anhembi. A escola ainda precisa aperfeiçoar quesitos específicos até o dia do desfile oficial, e como uma agremiação tradicional, a expectativa para essas correções é positiva.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Unidos da Tijuca no ensaio técnico

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A bateria “Pura Cadência” da Unidos da Tijuca fez um ótimo ensaio, sob o comando do mestre Casagrande. Um ritmo pautado pelo equilíbrio, pela plena fluência entre naipes e por construções musicais simples, mas de altíssimo impacto musical. Vale ressaltar que a bateria “Pura Cadência” subiu à moda antiga e tradicional, com tapas que deram pressão para virar direto no ritmo, indo na contramão musical das cada vez mais padronizadas introduções.

Na cozinha da bateria, uma afinação de surdos extremamente caprichada deu brilho sonoro à parte de trás do ritmo. Os marcadores tijucanos aliaram equilíbrio a uma consciência musical privilegiada, tirando som dos surdos com firmeza, precisão e leveza. O balanço único propagado pelos surdos de terceiras foi notado. Tudo isso aliado a repiques coesos e um naipe de caixas de guerra absurdamente técnico. As caixas tijucanas deram base de sustentação sólida para todo o ritmo, propagando uma sonoridade de destaque e amparando com nítida qualidade todos os demais naipes da bateria da Tijuca.

Já na cabeça da bateria, o nível técnico se manteve elevado em simplesmente todos os naipes. Iniciando por ritmistas que tocavam timbal e adicionaram um molho envolvente ao ritmo tijucano, sem contar a participação na bossa do refrão do meio, onde entravam no corredor da bateria para executarem um toque destacado. Uma ala de cuícas de imenso valor sonoro foi notada, bem como um naipe de chocalhos exemplar, que adicionou qualidade ao ritmo. A ala de tamborins ajudou a preencher a musicalidade com eficácia, contando com um carreteiro que mescla as batidas de 2×1 e 3×1. Essa mistura impactou positivamente em todo o ritmo da Tijuca, além de auxiliar na projeção musical do sublime toque das caixas tijucanas.

A convenção escolhida para a cabeça do samba preencheu a musicalidade da “Pura Cadência” com pressão de tapas efetuados em conjunto, sendo iniciada após um corte seco no final do primeiro verso do samba-enredo da Unidos da Tijuca. Mesmo sendo de concepção mais simples que as demais, a bossa possibilitou um notório impacto sonoro, sem contar a plena fluência entre todas as peças após sua retomada.

Uma outra bossa no início da segunda do samba misturou pressão e um swing considerável com movimentos rítmicos que se aproveitavam da síncope do samba para consolidar o ritmo utilizando caixas de guerra, tamborins e os surdos. Uma convenção que ficou marcada pelo toque envolvente e dançante, que ajudou a contagiar o componente, numa bateria que reconhecidamente toca para a escola.

A bossa de maior destaque musical é a do final da segunda do samba. Uma convenção de alta complexidade, além de elevado grau de dificuldade. Onde ritmistas tocando timbal fizeram um solo, seguido do “ataque” bem orquestrado envolvendo todos os naipes da “Pura Cadência”. Logo após essa retomada, o ritmo une uma levada baiana e um balanço diferenciado envolvendo as marcações tijucanas. Esse toque extremamente desafiador e original dos surdos da Unidos da Tijuca provocou uma musicalidade destacada, numa convenção marcada pelo impacto sonoro, que deu nitidamente pressão à bateria da Tijuca.

Um ensaio que mostrou uma bateria da Tijuca já pronta para o desfile oficial, apresentando um ritmo admirável, além de uma conjunção sonora praticamente brilhante entre todas as peças. Uma integração musical plena. Com uma pitada de “dendê e pimenta”, como diz o samba-enredo da escola do Borel, atrelando sonoridade baiana à “Pura Cadência”. Um acerto cultural e musical de mestre Casão e todos os ritmistas tijucanos, no grande desempenho no encerramento da segunda semana de ensaios técnicos.

Banho de axé na Sapucaí! Bateria e Comissão de Frente se destacam e Tijuca mostra força de seus quesitos em ensaio técnico

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Segunda e última escola a desfilar na noite de ensaios técnicos do Grupo Especial no último domingo, a Unidos da Tijuca brindou o público com um excelente ensaio e mostrou a força de seus quesitos na Sapucaí. A ‘Pura Cadência’, de nestre Casagrande, e a comissão de frente, comandada por Sérgio Lobato, foram os principais destaques, acompanhadas de um forte canto da comunidade tijucana, uma excelente apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Denadir Garcia e Matheus André, e o forte desempenho do samba-wnredo. No próximo carnaval, a Unidos da Tijuca levará para avenida o enredo “É onda que vai… É onda que vem… Serei a Baía de Todos os Santos a se mirar no samba da minha terra”, do carnavalesco Jack Vasconcelos. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Logo em seu esquenta, a Amarela e Azul do Borel mostrou um forte entusiasmo e força ao entrar na Marquês de Sapucaí. O samba-enredo de 2022 da escola, “Waranã, a Reexistência Vermelha”, foi cantado a plenos pulmões pela comunidade tijucana e pelo público presente nos setores 2 e 3, principalmente. Em seu discurso à comunidade, mestre Casagrande prometeu que a escola colocaria a avenida para “tremer”.

“Para mim, que venho puxando a escola daqui da frente, fazer um balanço geral é meio difícil. Pelo o que eu vou falando no rádio, pelo o que eu vejo no final, os componentes cantando… Eu acho que foi bom. É o que a gente vem treinando. Dá para melhorar, ainda temos três ensaios. Até o dia do nosso desfile vai estar 100%. O que eu mais gostei foi o canto e evolução da escola”, disse Fernando Costa, diretor de carnaval.

Comissão de Frente

Comandada por Sérgio Lobato, que irá para o segundo carnaval consecutivo na escola do Borel, a comissão de frente da Unidos da Tijuca brindou o público presente na Sapucaí com uma excelente apresentação. Vestidos com roupas que remetem à cultura baiana, em tons de azul e branco e saias verdes, as bailarinas e bailarinos demonstraram bastante sincronia e garra na avenida. Durante a apresentação, os componentes dançavam de acordo com a letra do samba cantado pela escola, como na parte do “carnaval” na qual os bailarinos sambaram e também apresentavam elementos da cultura baiana, como nas referências à capoeira.

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Fotos de Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

O ponto alto da dança da comissão de frente da Unidos da Tijuca se dava no momento em que uma das bailarinas realizava uma troca de roupa virando o orixá Iemanjá, com uma longa saia na cor azul que era levantada pelos demais dançarinos. No ápice da apresentação, também era possível notar bolhas de sabão sobre a comissão. O momento provocou muitos aplausos no público presente na Sapucaí.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O ensaio técnico da Unidos da Tijuca na Marquês de Sapucaí comprovou a acertada decisão da escola ao apostar na junção da experiente porta-bandeira Denadir Garcia com o jovem talento do mestre-sala Matheus André, que não demonstrou nervosismo na estreia como primeiro na avenida. O casal realizou uma excelente apresentação e foi um dos destaques da escola. Vestidos com o amarelo-ouro da Tijuca, o casal apostou em uma dança bastante aguerrida, com Denadir realizando um forte giro na entrada e elementos da letra do samba, como nas referências aos orixás Oxum e Xangô e no trecho do “cadinho de pimenta”.

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“O ponto alto foi essa energia, esse axé que a Tijuca está, essa força que a escola mostrou no ensaio. Acho que foi tudo muito proveitoso. A gente ficou bastante feliz com o resultado de hoje. Aqui é o melhor lugar para ensaiar, aqui é o campo de batalha. agora é trabalhar em cima dessa energia, dessa força, que é o lado positivo da escola”, afirmou o mestre-sala.

“Achei que foi bem legal. O saldo do ensaio para gente hoje foi bem positivo. Alguns detalhes só para acertar. O ensaio técnico é muito bom, é maravilhoso. Eu me arrepio. A gente sente a energia, a gente sente o calor da escola, como a escola está sendo aceita pelo público. É muito bom”, completou a porta-bandeira.

Harmonia

Eleita a melhor harmonia do carnaval de 2022 pelo prêmio Estrela do Carnaval, oferecido pelo site CARNAVALESCO, a Unidos da Tijuca mostrou no ensaio técnico que segue muito forte no quesito para 2023. Durante a apresentação da escola, o canto da comunidade do Borel se mostrou alto, contínuo e regular na avenida, com todos os setores entoando a letra do samba-enredo. O carro de som da Azul e Amarelo, que pelo segundo ano consecutivo será comandado pela dupla Wantuir e Wic, sustentou com maestria o ritmo e a empolgação do canto tijucano. De destaque positivo em harmonia, pode-se citar a ala de baianas da Unidos da Tijuca, que vestidas com estampas diferentes adequadas ao enredo da escola, cantaram forte o samba tijucano.

Evolução

As alas da escola evoluíram de maneira fluida, animada e sem problemas pela avenida Marquês de Sapucaí. Diversas alas da escola, inclusive, apresentavam adereços, como bolas nas cores da escola, chapéus de palha, etc. A ala 23 da Unidos da Tijuca, que contava com bolas amarelas e azuis, foi um show à parte no quesito evolução, com bastante leveza e desenvoltura na avenida. O único detalhe para correção foi que a altura do setor 7, a comissão de fente da escola avançou e deixou um espaço maior na pista até a chegada do primeiro casal tijucano. A falha, porém, não comprometeu o andamento da evolução da Azul e Amarela ao longo do ensaio.

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Samba-Enredo

Composto por Tinga, Cláudio Russo e Júlio Alves, o samba da Unidos da Tijuca comprovou na avenida a força que já demonstrava durante todos os ensaios de pré-carnaval da escola. A obra impulsionou o forte desempenho da escola do Borel no ensaio técnico na Marquês de Sapucaí. Na pista, foi possível notar o perfeito casamento entre o samba-enredo da Tijuca e o carro de som da escola, comandado por Wantuir e Wic. O refrão principal da obra, sobretudo a parte do “Banho de Axé”, foi a parte mais cantada pela comunidade do Borel.

“[Esse ensaio foi] pimenta pura! Muita pimenta, muito axé! Muita euforia e alegria, mas com uma técnica muito apurada. Um samba maravilhoso, uma bateria sensacional e uma escola que canta de verdade. A família tijucana não é só um símbolo, é família mesmo! São 13 anos cantando com essa bateria. O entrosamento é maravilhoso. Não é à toa que ela é uma bateria, há muitos anos, nota máxima. É uma bateria que nos incentiva, dá o ritmo, dá o balanço, mas dá energia também para a gente cantar na Avenida. Acho que no desfile oficial nós temos que repetir com a beleza do carnaval que vai ser apresentado na Marquês de Sapucaí – um barracão maravilhoso de muita cor, sensacional. Adoro cantar ‘Ó, pai, ó! É Carnaval, onde a fantasia é eterna/ Com a Tijuca, a paz vence a guerra e viver será só festejar’. Adoro”, comentou Wantuir.

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“Eu achei um ensaio cheio de energia, cheio de axé, como diz o samba. Acho que a escola estava entrosada. O carro de som, entrosado. Bateria, sem palavras! Eu gostei muito do resultado, muito mesmo. Espero que seja daqui para melhor para o nosso desfile. Que a gente chegue com muito axé. Que a gente possa lavar a Sapucaí de muito axé e muita alegria. Que a Tijuca volte às campeãs. Ela já está prometendo há um tempo. Ela tem que voltar para o seu lugar, a Unidos da Tijuca. Eu só espero que o resultado venha dos melhores desde já. A gente não tem essa coisa de intérprete e carro de som, somos um coro só. A gente tem, graças a Deus, na nossa harmonia do carro de som, um entrosamento incrível. Nós somos uma família. O mais importante para dar certo é o respeito um com outro e eu caí de paraquedas no melhor carro de som, não só por cantar do lado do meu, mas por causa dos meus companheiros que estão com a gente. ‘Odoyá, mamãe sereia/ Orayeyô, mamãe do ouro’, quando fala das yabás, é a parte que mais me emociona. É a parte que mais me toca por eu ser uma mulher cantando samba. As yabás que me protegem na minha fé é a parte que mais me emociona”, citou Wic Tavares.

Outros Destaques

Sempre um show à parte, a bateria “Pura Cadência” comprovou na avenida porque é considerada uma das melhores baterias do carnaval carioca há muitos anos. A bateria sustentou o ritmo e conduziu com maestria todo o ensaio técnico da escola do Borel. A se destacar a presença de atabaques, totalmente de acordo com o enredo, na bateria. A principal bossa apresentada na pista se dava no início do samba-enredo da escola, “Oh! Mãe deste meu espelho d’água/ O mar interior tupinambá/ Kirimurê das ondas mansas…”. Lexa, a rainha da “Pura Cadência”, apostou em uma bela roupa brilhosa prateada e arrancou muitos aplausos do público.

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“Foi muito bom o ensaio. Já vínhamos fazendo grandes ensaios nas quartas-feiras na rua. Maravilhoso ver a escola cantando… um samba alegre, bateria ‘encaixadinha’. Tem umas coisinhas que a gente pode melhorar ainda como questões de canto, carro de som, bateria – aquela ‘métricazinha’ – mas a gente vai melhorando até lá. Foi excelente, quero agradecer, inclusive, a minha bateria. Essa semana eu ‘massacrei’ eles (risos). Teve ensaio na terça, quarta, quinta-feira, no sábado; hoje tivemos o resultado: foi excelente. A bateria está pronta, não tem nem mais o que dizer sobre ela. Aliás, sendo sincero, eu estou há 16 anos à frente da bateria, 40 na Tijuca e não sei aonde mais essa bateria pode chegar. Eu não estou desmerecendo nenhuma bateria, mas, a gente chegou em um grau de excelência muito grande, uma sonoridade muito limpa e isso ajuda a comissão da escola. Eu estou bem satisfeito. A gente tem três paradinhas: a bossa do timbau, que é a que a gente gosta mais, mas as outras duas também são bem legais, que é a bossa do refrão com o meio – casadinha, dentro da melodia do samba e do enredo. E tem a funcional, que é quando a gente volta para a ‘cabeça’ do samba, que é o que chamamos de ‘bossa de segurança’ e ela está legal. Inclusive, é a minha preferida. Eu gosto de bossa curta”, afirmou mestre Casagrande, que desfilará com 268 ritmistas, contando com seis timbales.

Outro destaque da noite foi o segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos da Tijuca, Rafael Gomes e Lohane Lemos. Os dois vestiam uma bela roupa de marinheiro e se apresentaram com muita elegância e simpatia na avenida.

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A Unidos da Tijuca será a quarta escola a se apresentar no Domingo de Carnaval, primeira noite do Grupo Especial. A Amarela e Azul do Borel levará para avenida o enredo “É onda que vai… É onda que vem… Serei a Baía de Todos os Santos a se mirar no samba da minha terra”, desenvolvido pelo carnavalesco Jack Vasconcelos.

Freddy Ferreira analisa a bateria da Imperatriz no ensaio técnico

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A bateria da Imperatriz Leopoldinense fez um ensaio técnico excelente, sob o comando de mestre Lolo. A “Swing da Leopoldina” exibiu uma musicalidade sublime, com traços de nordestinidade atrelados ao seu ritmo. Foi exibido um conjunto de bossas complexas e de alto grau de dificuldade, mas com execução acima da média. Vale ressaltar que o clima dentro do primeiro recuo da bateria da Imperatriz era nitidamente de euforia e emoção por parte dos ritmistas.

A cozinha da bateria foi amparada por uma afinação de surdos acima da média, garantindo um aspecto particularmente grave a “Swing da Leopoldina”. Isso aliado a marcadores firmes, que tiraram som do instrumento sem bater com força na peça, valorizando a musicalidade. Os surdos de terceiras simplesmente brilharam, totalmente integrados à sonoridade da parte de trás do ritmo, o que garantiu estabilidade e balanço às caixas de guerras que deram inegável valor sonoro à bateria da Imperatriz, junto de uma ala de repiques segura e coesa.

Já na cabeça da bateria, um desempenho de profundo destaque musical foi notado entre as peças leves. A ala de tamborins tocou de forma chapada, coesa e uníssona, realizando um desenho pautado pela simplicidade. Isso aliado a um privilegiado e integrado naipe de chocalhos, que exibiu uma sonoridade notável. Chocalhos e Tamborins se complementaram musicalmente de forma sublime durante todo o ensaio. A ala de cuícas ajudou a preencher a sonoridade de modo seguro. Vale ressaltar a utilização de instrumentos ligados à cultura musical nordestina, tais como zambumbas e triângulos, que desfilaram na parte da frente do ritmo da bateria da Imperatriz Leopoldinense.

Na primeira do samba, uma nuance rítmica propiciada pelo bom balanço dos surdos foi notada no trecho “Deus nos acuda, todo povo aperreado”. Acrescentou imenso valor à bateria da Imperatriz, permitindo a plena fluência entre todos os naipes.

No refrão do meio, um desenho envolvendo os surdos de terceira se mostrou musicalmente cativante, propagando um balanço repleto de nordestinidade, que era apresentado a cada passada do samba. Foi possível, inclusive, ver ritmistas de outros naipes mexendo o corpo embalados por esse toque genuíno e totalmente integrado à sonoridade produzida.

A bossa presente no refrão do meio aliou certo grau de complexidade, misturando pressão e ritmo. O impacto sonoro foi merecedor de menção e destaque, bem como a execução se deu de forma firme durante todo o ensaio. A paradinha se aproveitou de contratempos para concluir de forma sublime, fazendo alusão musical ao “estouro do pipoco”, estando plenamente inserido no que a obra solicitava.

Uma construção musical de grande qualidade foi notada no refrão que antecede o estribilho principal, quando a bateria “Swing da Leopoldina” tocou em ritmo de Xote e posteriormente de Xaxado. Uma bossa com aspecto dançante, que uniu o molho produzido pelos surdos a zabumba e triângulos, que inclusive fazem solo, dando ao samba-enredo da escola exatamente o que ele pede.

Trata-se de uma convenção desafiadora com um nível exemplar de detalhamento musical, sendo possível inclusive ouvir a participação preciosa do naipe de cuícas. Sem contar a subida dos repiques, que puxam a retomada adicionando swing após a subida, como se repetissem o movimento rítmico utilizado na chamada. Um acerto musical que atrela o enredo de vertente nordestina à sonoridade produzida pela bateria da Imperatriz.

Um ensaio técnico que mostrou inúmeras virtudes musicais e garantiu, em forma de sacode, que a bateria da Imperatriz Leopoldinense de mestre Lolo está no caminho certo para o desfile oficial. Tudo isso proporcionado por um andamento confortável, que auxiliou o samba-enredo envolvente da Rainha de Ramos interpretado de forma magistral pelo estreante Pitty de Menezes. Um casamento musical com imenso potencial para ser um dos pontos altos do próximo Carnaval.

Imperatriz faz ensaio sem erros, com irreverência, alegria da comunidade e bateria trazendo o nordeste para a Sapucaí

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Se a proposta da Imperatriz Leopoldinense para o desfile de 2023 é trazer um pouco do lúdico e da picardia, como já foi falado até pelo carnavalesco Leandro Vieira, o que se viu no ensaio técnico foi uma amostra deste nordeste bastante irreverente do enredo que visa contar a história de Lampião de forma mais fantasiosa e baseada em literatura de cordel. Abrindo a segunda noite de ensaios técnicos do Grupo Especial, a Verde e Branca de Ramos mostrou força nos quesitos, não errou, e teve como destaques a bateria de mestre Lolo que estava em plena sintonia com o carro de som comandado por Pitty de Menezes. Outros pontos altos foram sem dúvida o canto da comunidade e a evolução com boa fluência da agremiação. Casal e comissão de frente também passaram muito bem. O treino oficial da Rainha de Ramos teve duração de cerca de uma hora. Em 2023, a Imperatriz Leopoldinense será a quarta escola a pisar na Sapucaí na segunda noite de desfiles do principal Grupo do carnaval carioca com o enredo “O arrepeio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO DA IMPERATRIZ

“Acho superamos nossas expectativas, sempre fica a sensação de pequenos ajustes, mas vejo uma Imperatriz pronta para entrar na avenida no dia 20 de fevereiro. Acho que o que pode melhorar é termos o som oficial para todas as escolas. Gostei muito da interação carro de som e bateria, isso impulsionou o canto e a evolução da escola. Vamos desfilar com 3 mil componentes”, disse André Bonatte, da direção de carnaval.

Galeria de fotos: ensaio técnico da Unidos da Tijuca no Sambódromo

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Galeria de fotos: ensaio técnico da Imperatriz no Sambódromo

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Freddy Ferreira analisa as baterias da Imperatriz e Tijuca nos ensaios técnicos