Os leitores do site CARNAVALESCO escolheram “… E o povo na rua cantando… É feito uma reza, um ritual…” (2012) como o melhor samba-enredo da história centenária da Portela. A obra é dos compositores Luiz Carlos Máximo, Naldo, Toninho Nascimento e Wanderley Monteiro. Em segundo lugar ficou o “Gosto que me enrosco” (1995) e em terceiro terminou “Das maravilhas do mar, fez-se o esplendor de uma noite” (1981).
Disputa de samba para 2024
Com foco total no Carnaval 2024, a Portela sai na frente e vem a público anunciar que já tem data para entrega dos sambas-enredo concorrentes e calendário completo do concurso. A entrega das obras será feita no dia 05 de julho (quarta-feira), das 16h às 22h, na quadra da escola (Rua Clara Nunes, 81 – Madureira).
Assim como ano passado, compositores de outras agremiações poderão participar, mesmo aqueles que já estejam disputando samba em outras coirmãs. A disputa está marcada para começar em 16 de julho (domingo), às 16h, também na quadra. A semifinal será no dia 01 de outubro. Já a grande final será anunciada em outra ocasião, porque a escola depende do calendário oficial da Liesa.
A Band anunciou nesta segunda-feira a renovação por dois anos a renovação do contrato com a Liga-RJ para transmissão dos desfiles da Série Ouro no Carnaval 2024. As 16 escolas se apresentam na sexta e sábado de folia na Marquês de Sapucaí. O sorteio da ordem dos desfiles acontecerá no dia 3 de maio. Além da transmissão na TV, a Rádio BandNews fará a cobertura dos desfiles.
“Essa renovação é maravilhosa. A transmissão da Band foi sucesso. Irretocável. As comunidades estão felizes com a renovação. Sucesso garantido”, comemorou Wallace Palhares, presidente da Liga-RJ.
Em 2023, posicionados em um ponto privilegiado dentro do Camarote Nº1, Glenda Kozlowski e Sergio Mauricio comandaram a transmissão. Os jornalistas Bruno Chateaubriand e Leonardo Bruno e da geógrafa, gestora pública e ex-passista da Mangueira Rafaela Bastos foram os comentaristas.
A Unidos de Bangu segue se preparando para fazer bonito no Carnaval 2024. Em busca do título da Série Ouro, a escola da Zona Oeste vai levar para a Marquês de Sapucaí o enredo “Jorge da Capadócia”, de autoria do carnavalesco Robson Goulart. Será apresentada a história de São Jorge, passando pela sua devoção e chegando em sua ligação com o povo brasileiro e de diversos continentes.
“É um enredo emocionante por tudo que envolve. Nós iremos contar a história deste jovem soldado, que chega ao posto de capitão da Capadócia, até o momento que ele enfrenta as batalhas por não aceitar as ordens do imperador Diocleciano e vira uma figura sagrada. No nosso carnaval, vamos mostrar um santo aclamado por diversos cantos do mundo, os países onde ele é padroeiro, além de trazer a força daquele que enfrenta o dragão”, explica Robson Goulart, que completa:
“São Jorge está presente na vida de todos nós. Há uma ligação muito forte do povo brasileiro com ele. Estaremos dando um grande salve a Jorge e saudando também a Ogum, orixá com quem ele é sincretizado”, explica o carnavalesco Robson Goulart.
Para 2024, a Unidos de Bangu realizou algumas reformulações em seus segmentos. Igor Vianna e Pipa Brasey vão conduzir o carro de som da escola, enquanto Verônica Lima e Jorge Vinicius formam o novo primeiro casal. Entre as renovações, além do carnavalesco Robson Goulart, seguem na escola o coreógrafo Fábio Costa e o mestre de bateria Laion.
No último carnaval, a Unidos de Bangu exaltou Aganjú, uma qualidade do orixá Xangô. A agremiação terminou na nona colocação da Série Ouro.
Após o décimo lugar no Carnaval 2023, com um desfile repleto de dificuldades, a Portela optou pela chegada da juventude para elaboração da apresentação do ano que vem. Os carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga foram contratados com a missão de um resultado diferente. Os artistas conversaram com a equipe do CARNAVALESCO. A dupla levará para Avenida em 2024 o enredo “Um Defeito de Cor”.
Fotos: Cristiano Martins/Site CARNAVALESCO
O que representa para vocês serem os carnavalescos da Portela?
Gonzaga “É uma alegria imensa. É uma honra poder estrear no Grupo Especial na Portela ao lado de um artista que eu admiro muito. A gente vai dar tudo que podemos para fazermos o portelense feliz. É um acolhimento muito bonito que estamos recebendo aqui e todo afeto que estamos recebendo da Portela, prometemos oferecer de volta com um grande carnaval”.
André “A ficha está caindo ainda, porque é diferente o acolhimento a forma como estamos sendo recebidos. Acho que agora que está começando a cair a ficha de verdade: ‘cara a gente está chegando na Portela’. E eu tenho muito orgulho de estar subindo ao palco ao lado de outro artista preto, da gente poder fazer, estar muito alinhado com todo sentimento da escola e retribuir todo esse carinho em forma de comprometimento como o Gonzaga falou. Trabalho e principalmente de afeto da nossa parte com o que a gente vai fazer, não existe só uma admiração mútua entre a gente, mas uma consciência na hora de fazer o trabalho e do lugar onde estamos, acho que isso é o mais importante”.
Como a juventude de vocês pode facilitar o trabalho em uma escola com tanta história?
André: “No nosso caso é enteder porque a gente tem a consciência de onde a gente está e o que estamos fazendo. Somos jovens, mas muito conscientes do que é a Portela. De quem são as pessoas da escola, acho que esse é o diferencial. Nós estamos chegando para colaborar com a história da Portela e isso é o mais importante para gente, temos noção do lugar que estamos pisando e do que siginificava isso, então, isso seja para mim um dos principais fatores”.
Gonzaga: “Eu acho que é um pouco sobre isso, a gente entender o chão que estamos pisando, onde podemos contribuir para escrever novos capítulos dessa história centenária e linda que a Portela tem. É a gente trabalhar em prol de um grande carnaval”.
O que vocês pretendem passar com discurso nesse enredo de 2024?
André: “Afeto, carinho, atenção acho que isso é o principal, amor e afeto é a mensagem principal desse enredo”.
Gonzaga: “As pessoas vão ver o enredo e vão se entender dentro dele, queremos que as pessoas se sintam abraçadas e acolhidas pela história que vamos contar e que de alguma forma se identifique e identifique pessoas que fizeram parte da história delas dentro da nossa história”.
Com a proposta de resumir o enredo de 2023, a comissão de frente da Imperatriz, coreografada por Marcelo Misailidis, apresentava, de forma circense, a jornada de Lampião do momento da sua morte até ele ser rejeitado no Inferno e expulso do Céu. O título era “Pelos cantos do sertão” e trazia um elemento alegórico com lençóis estampados com xilogravuras que eram puxados e revelavam novos cenários. Em sua estreia, Misailidis participou do time campeão da Imperatriz. Ele classificou essa vitória como histórica.
Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“É uma alegria enorme participar desse momento histórico junto com a Imperatriz Leopoldinense, chegar e já retomar esse título. Eu, que cheguei no carnaval para competir com a Imperatriz, hoje eu estou estreando e ajudando junto com todo esse time maravilhoso a colocar, novamente, a Imperatriz no estrelato”, declarou o coreógrafo.
A comissão conquistou dos jurados duas notas 10 e duas 9,9. Apesar da perda de um décimo, Marcelo avalia a comissão positivamente.
Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“[A minha avaliação] É a melhor possível! Independente de qualquer coisa, de pequeno resultado negativo aqui e acolá, as notas 10 foram fundamentais para manter o título. A gente não pode pensar no que perdeu. Tem que pensar no que ganhou. Tem que pensar no que dá certo. Temos que parar de pensar que tudo tem que ser exuberante em absoluto. Eu não tenho nada o que explicar, o meu trabalho se explica por si só”, argumentou.
Diante dos 9,9 tirados, o coreógrafo acredita que não guarda mágoa. Ele confia no trabalho que foi feito e acredita que o objetivo com a escola foi alcançado.
“Eu fiz o meu trabalho e a escola entendeu, todos entenderam. É uma nota muito subjetiva. Eu não quero guardar mágoa de nada e nem de ninguém. O jurado deve ter tentado fazer o seu melhor e deve ter considerado que esse meu trabalho de algum modo não antigiu os objetivos que ele ou ela esperava. O que interessa é que a comissão se comunicou com o enredo e com a escola e ajudou no todo. Carnaval é feito de coletivo, não de individual”, expôs Marcelo Misailidis.
O coreógrafo acredita que o título seja o resultado do reconhecimento do trabalho desenvolvido pela agremiação e renova votos com o carnavalesco Leandro Vieira.
“Um título é sempre um reconhecimento, é um incentivo. Embora as pessoas me considerem um veterano, ainda sou um veterano que propõe coisas interessantes para o Carnaval. Estou renovado na dupla com Leandro Vieira, que é um cara de um talento absoluto e super-jovem, e acho que a gente se completa”, refletiu Marcelo.
O Gaviões da Fiel foi o nono lugar do carnaval de São Paulo em 2023, um desempenho que agradou dentro das expectativas criadas pela escola. Mesmo que ainda sem voltar para o desfile das campeãs, brigou na parte de cima durante boa parte da apuração.
Foto: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
O intérprete Ernesto Teixeira é a cara dos Gaviões da Fiel, e junto com a comunidade, mostrou contentamento logo após o anúncio do resultado final. Mas reflete para a escola ter uma maior organização em 2024.
“Posso dizer que foi um grande carnaval, não saímos aqui com o resultado que queríamos, mas reconhecemos a estrutura, a maneira e seriedade que é feito e julgado. Cabe a nós, Gaviões nos organizarmos ainda mais, para fazer um carnaval mais competitivo no próximo ano”.
O Gaviões tem uma torcida imensa e claro, vem junto para dentro da pista, mas além disso, Ernesto Teixeira mira um desfile pensando mais nos jurados no próximo carnaval e comentou isso com o site CARNAVALESCO.
“Saímos satisfeitos neste carnaval, com a certeza que o nosso samba foi o mais cantado durante os dois dias de desfile, tanto pela arquibancada, quanto pelo componente. Isso trouxe um grande clima que a gente preza muito no carnaval, pela história dos Gaviões. Temos que fazer um carnaval para o povo, mas agora precisamos atentar para fazer um carnaval para os jurados”.
A Portela comemora na terça-feira 100 anos de fundação. O site CARNAVALESCO quer saber sua opinião. Qual é o melhor samba-enredo da história da escola. Selecionamos alguns. Vote abaixo. O resultado vamos divulgar na terça-feira.
Eleito pelo Estrela do Carnaval como melhor intérprete, Tinga, mais uma vez, foi fundamental para que o samba da Vila Isabel crescesse e fosse um grande artifício para impulsionar o grande desfile. Sobre as críticas que a obra recebeu no pré-carnaval, Tinga falou que o que vale mesmo é quando a escola entra na Sapucaí.
Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO
“Tem que esperar a hora certa, o momento certo. O samba no ensaio técnico já era o sucesso. A comunidade gostou do samba, isso que é o mais importante, pois são eles que desfilam e carregam a Vila Isabel. O ensaio técnico já mostrou que o samba era muito forte. E no desfile só foi a consagração desse trabalho maravilhoso. E as pessoas tem que esperar realmente o dia do desfile para poder julgar, falar do samba. Normalmente se quer julgar o samba antes do desfile. Nós mostramos para ele que não se pode julgar antes do desfile. Porque o samba acontece na Avenida e fica um alerta para os julgadores “, afirma o cantor, em entrevista no sábado das campeãs.
Sobre o décimo que foi retirado em harmonia, mas descartado, o cantor discordou e ressaltou que o canto da Vila foi um dos melhores do carnaval.
“Discordo muito, a escola estava cantando demais, do começo ao fim. Eu já assisti o desfile já umas trinta vezes. Do começo ao fim a escola estava feliz, cantando forte. Acho que junto com o do Mangueira foram os sambas mais cantados aqui na Avenida. Discordo totalmente desse 9.9”, entende Tinga.
Sobre as possibilidades abertas pelo próprio presidente da Vila, Luiz Guimarães, em apostar em uma reedição para 2024, talvez, “Gbala” ou “Raízes”, o intérprete apontou estar preparado em todas as possibilidades para ajudar a escola do bairro de Noel.
“O que vier da escola a gente está preparado para sempre ajudar a escola. Se for uma reedição a gente vai fazer com que ele fique lindo para os dias de hoje. Vamos ter que transformar só um pouquinho, porque hoje é um pouco mais acelerado, bateria toca mais para frente. São muito componentes para passar na Avenida, com muita alegria, para o samba ficar mais alegre. Se for mesmo uma reedição estamos preparados para fazer um grande desfile mais uma vez”, conclui o artista.
Um sétimo lugar na sua segunda vez no Grupo Especial, sendo que a outra passagem pelo grupo foi um rebaixamento em 2018, a Independente Tricolor tem motivos de sobra para comemorar o excelente desempenho logo após ter sido vice-campeão do Grupo de Acesso I.
Foto: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO
Normalmente, escolas do Grupo de Acesso I acabam sendo rebaixadas ou sofrem para permanecer no primeiro ano, com a Independente foi diferente, brigou por uma das vagas nas campeãs e pouco separou, como disse a diretora de carnaval Luciana logo após a apuração.
“O saldo termina positivo, fomos a escola que abriu o carnaval, então a gente meio que quebrou um paradigma. Geralmente, a escola que abre o carnaval é a mais cotada a descer, e conseguimos uma boa colocação, três décimos de diferença da campeã do carnaval. Então um sétimo lugar, claro que queremos competir, estar entre campeãs, mas é um resultado muito gratificante”.
Mirando o próximo carnaval, a diretora Luciana Moreira comentou com o site CARNAVALESCO: “O próximo ano é desfile das campeãs, não tem como ser menos que isso. Precisamos buscar sempre mais”.
Uma das grandes apostas da Em Cima da Hora para o Carnaval 2024 é a contratação da bailarina, professora de dança e coreógrafa Luciana Yegros, que vai coreografar a comissão de frente da escola no próximo carnaval. Campeã do grupo de acesso com a União da Ilha em 2009 e com a Viradouro em 2014, Luciana trabalhou com diversos carnavalescos em grandes agremiações no Rio de Janeiro e vai mostrar todo seu talento pela Azul e Branco de Cavalcanti na Marquês de Sapucaí.
Foto: Divulgação
Luciana Yegros desenvolve um processo de criação dos trabalhos coreográficos na correlação da teatralização das cenas com as pesquisas sobre o tema definido. No carnaval, trabalhou com carnavalescos como Jack Vasconcelos, Mauro Quintaes, Rosa Magalhães, Alexandre Louzada, Max Lopes, entre outros, em escolas como Acadêmicos do Salgueiro, Imperatriz Leopoldinense, Unidos do Viradouro, Mocidade Independente, Paraíso do Tuiuti, além de outras.
“Estou muito feliz com o convite da Em Cima da Hora para assumir a comissão de frente e farei o melhor para honrar esse missão de tamanha responsabilidade e importância. A comunidade, diretoria e componentes podem ter certeza que terão uma grande comissão no próximo ano”, contou Luciana.
Fora do Carnaval, Luciana escreve, dirige e ensaia espetáculos artísticos, além de trabalhos artesanais. Com uma nova diretoria, a Em Cima da Hora vem reformulando toda a sua equipe em busca de um grande desfile no próximo ano. A Azul e Branco de Cavalcanti anunciou esta semana os intérpretes Rafael Tinguinha e Lissandra Oliveira, além dos carnavalescos Rodrigo Almeida e Ricardo Hessez, do casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego Falcão e Winnie Lopes, e renovações essenciais para os trabalhos.