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Milton Cunha enaltece trabalho de Rosa Magalhães e diz que está incomodado com ausência da professora no Carnaval 2024

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Apresentador do prêmio Estrela do Carnaval 2023 do Grupo Especial, que aconteceu domingo, na quadra da Imperatriz Leopoldinense, Milton Cunha fez um discurso emocionante sobre o trabalho da carnavalesca Rosa Magalhães e lamentou que ela não esteja em nenhuma escola de samba para os desfiles do ano que vem. O comentarista da TV Globo frisou que a artista não pode ser vítima de etarismo (preconceito contra pessoas com base na sua idade).

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“Tem uma coisa que me incomoda para o Carnaval 2024 e quero dividir com você. A grande mestra, a fabulosa professora, que tanto tem ainda para contribuir, Rosa Magalhães não vai estar abrilhantando a Marquês de Sapucaí em 2024. Só que o carnaval precisa dizer ao Brasil e ao mundo que nós respeitamos os grandes mestres. Velhos podem muito contribuir ainda para a grandeza do nosso carnaval. Fica aqui o pedido para que o Carnaval 2024 homenageia, abra o espaço para que a grande dama, grande mestra não seja vítima de etarismo. Viva Rosa Magalhães! Pronto, falei! Exu mandou eu falar e vim e falei, enloquecido. Quero nem saber. Estavam cantando Exu e estava pensando nela”, disse.

Milton Cunha ainda elogiou a escola de samba Paraíso do Tuiuti por olhar para comunidade e descobrir grandes artistas.

“Da ala de passistas do Tuiuti saíram Mayara Lima (rainha de bateria) e Mari Mola (Rainha do Carnaval 2023). É a prova que sempre que a escola foca na comunidade a coisa vinga. Vira estrelato nacional”.

Veja como foi a festa de premiação do Estrela do Carnaval 2023 do Grupo Especial do Rio

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Sinopse do enredo da Dragões da Real para o Carnaval 2024

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Enredo: ÁFRICA, UMA CONSTELAÇÃO DE REIS E RAINHAS

O G.R.C.E.S. Dragões da Real, a fim de proporcionar um resgate de identidade histórica, vai buscar no continente africano, berço da humanidade, as mais fascinantes narrativas sobre Reis e Rainhas que marcaram o mundo como grandes exemplos de luta e coragem, tornando-se estrelas inspiradoras.

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Abertura: Mito da constelação real
O palco do maior espetáculo da terra, o carnaval paulistano, se prepara para receber uma constelação de reis e rainhas que, do berço da humanidade, surgiu para comandar com grandeza e valentia reinos cobiçados e de grande valor espiritual.

Entre os mitos do surgimento do homem, o continente que nos impulsiona a este enredo, conta que de uma cabaça partida ao meio, surgiu a terra e o céu. O céu, regido por espíritos de luz, sob a benção das matriarcas africanas, comandam a constelação real.
Dizem que quando olhamos o céu e vemos o brilho das estrelas, estamos diante daqueles que um dia já reinaram aqui na terra. São os nomes que ficaram escritos na história que nos inspiram nessa homenagem, sendo um verdadeiro tributo aos reis e rainhas africanos.

Setor 1: As Virtudes dos Reis e Rainhas
Ao longo da história africana vimos reis e rainhas que tiveram papéis fundamentais na vida do seu povo, cujas virtudes e valores marcaram seus reinados. Foi a generosidade de um rei que concedeu riqueza e poder ao seu reino, assim como a justiça foi a marca de outro que ouviu e acolheu seus súditos. A diplomacia, fruto da sabedoria, venceu batalhas e enfrentou diversos exércitos através da negociação. E a busca da paz só foi possível com um governo voltado para o bem-estar social. Do mesmo modo, é a inteligência, a coragem, a autoconfiança, a paciência e tenacidade encorpadas com um toque de sedução e poder persuasivo que enalteceram a rainha mais célebre da África e do mundo.

Setor 2: Reis e Rainhas Guerreiros
Valentia, coragem, força e determinação foram as qualidades que se destacaram na guerra, onde os reis e rainhas lutaram pela liberdade, pela expansão, pelo amor, pela paz e pela fé. A valentia foi sempre o escudo que protegeu os monarcas dos perigos e das armas do inimigo. A coragem fez com que eles lutassem sem medo e buscassem a vitória e a glória. Durante uma guerra, cada ação de força e determinação significa a diferença entre vencer ou perder.

Setor 3: Reis e Rainhas expansionistas
A expansão territorial foi um desejo que levou os reis e rainhas a expandirem seus territórios em tamanho, riqueza e poder. Em busca de novas terras houve o encontro com outros povos que passaram a formar uma nova cultura, um novo povo! Foi em nome do progresso que se formou grandes reinos alinhados à preservação da natureza e o respeito da cultura local.

Conhecer essas histórias nos traz o alvorecer da consciência sobre o passado de um território tão importante como o continente africano. Buscamos desmistificar a visão unilateral escravocrata e fazer um resgate histórico para que todos saibam que os reinos africanos foram grandiosos e seus reis e rainhas foram grandes administradores. Todas as vezes que olharmos para o céu saberemos que lá, também há uma grande constelação de estrelas de reis e rainhas africanas!

Jorge Freitas
Carnavalesco

Rafael Villares
Enredista

Sinopse do enredo da União da Ilha para o Carnaval 2024

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PRELÚDIO

Inspirado livremente no livro “Amoras”, do rapper Emicida, e em demais contos infantis do universo da Literatura Negra brasileira, a União da Ilha do Governador, em 2024, propõe uma viagem fantástica pelo olhar puro da infância com o enredo “Doum e Amora: crianças para transformar o mundo!”.

logo enredo ilha2024

Afinal, o mundo é bem mais belo quando visto pela verdade do coração das crianças, que têm muito a nos ensinar.

Doum e Amora, juntos em meio a doces e brincadeiras, percebem que a humanidade perdeu a inocência e o dom de enxergar a vida em tons mais coloridos. Resolvem ensinar inúmeras lições aos que se consideram sábios, dentre elas a tolerância e o amor ao próximo. Baseados em uma educação antirracista, apontam para uma realidade multicolorida em que o arco-íris não tem somente as sete cores que costumamos ver.

A atmosfera com aromas únicos que caracterizam a infância convida todas e todos a reaprender o bem querer e muito sobre a luta contra o racismo estruturado na nossa sociedade, que ainda acomete o crescer das crianças, que têm a força de transformar a partir do meio em que estão inseridas. Lembrando que a felicidade precisa ser regada e cuidada tal qual um pé de amora que balança com a ventania numa tarde ensolarada num desses quintais do Brasil. Doum e Amora são alegorias para todos os meninos e meninas negras desse país.

A União da Ilha entra na luta antirracista e contra a intolerância religiosa e lhe faz um convite para brincarmos de ser feliz!

SINOPSE

“Amoras penduradas a brilhar,
Quanto mais escuras,
Mais doces,
Pode acreditar!”
(Emicida)

Era uma vez um céu de vida, o Orun dos mistérios do Axé, onde meninas e meninos brincam felizes! Um mundo onde os Ibejis meninos gêmeos faziam travessuras, até que veio à luz um terceiro, a combinação da vida e da felicidade dos dois primeiros!

Doum, o menino que vira e desvira emoção, veio pra ensinar o beijo estalado do amor de todas as mães e o abraço apertado para acalmar os irmãos que sentem a dor da exclusão! Doum, que vive a sabedoria de se divertir com a fé e a sorte, ensina que, brincando, se é mais forte:

– “Pode olhar, lá tudo é puro e profundo que nem Obatalá, o orixá que criou o mundo!”.

Sabendo então que no Aiyê meninas e meninos pretos vivem o tormento da maldade e do preconceito, Doum sempre por aqui está, em todos os terreiros e altares, ensinando o respeito!

De repente, entre brincadeiras enquanto apagava medos com guaraná e plantava nuvens de algodão-doce, ouviu uma cantiga e sorriu, pois sabia que o encantamento estava prestes a acontecer!

***

Amora é uma menina linda que exala e vive alegria! Seu pai, sabendo dos puros sentimentos, lhe cobre de abraços no portão de casa, contando que com a fé e a força dos antepassados, tudo se pode alcançar.

A menina gira-gira, pula corda e pique-pega, distribuindo receitas de afeto pra mostrar a Mãe-África, os ancestrais e a força infinita do carrossel do Axé das crianças pretas que derrubam branquitudes com os cachinhos de seus cabelos!

Sentada no meio-fio com sua abayomi, brinca e sorri. Sorri a beleza das amoras da mesma cor pretinha que ela! Sorri a negra terra onde seu umbigo está enterrado desde antes que nasceu! Sorri aquelas savanas ali do lado, onde seu umbigo foi plantado por mamãe Iemanjá, tão enorme e feita d’água que num só passo chegou nas Áfricas da sua alma! Amora, levada da breca, sorri o brilho dos rios e das asas de borboletas azuis, vermelhas e brancas, sabendo que o mundo inteiro cabe dentro da sua boneca!

***

A princesinha preta canta palavras de criança sabida feita na ancestralidade e nas cantigas do terreiro de Tia Ciata. Canta pra encontrar o seu amiguinho, de quem sente tanta saudade:

“– Cosme e Damião,
Ô Damião, cadê Doum?
Doum tá passeando é no cavalo de Ogum!”

Amora sente a presença espiritual do menino! Ele é a cura do mundo, a criança médica das almas, aquele que faz cambalhotas com ela para espalhar a verdade da transformação!
E lá vem Doum, das beiradas da noite estrelada, montado num cavalo-marinho que brilha como os olhos de jabuticaba da menina, para encontrá-la!

Doum transforma seu cavalo-marinho em carrinho de rolimã com rodas de pirulito, põe Amora em cima e saem juntos para entregar ternuras pretas pelas favelas!

A alegria se espalha como coloridos doces de setembro! Doum e Amora, o Encantado e aquela que tem amor no nome, levam doçuras de força e resistência para que a vida amadureça sem discriminação pela pureza do olhar de todas as crianças negras, suas irmãs e seus irmãos!

Amora aprendeu com Doum que a água do mar do seu coração derramará verdades pra gente adulta! Aprendeu que com a sabedoria do amor das meninas pretas feitas de sonhos existirá igualdade, aquela que toda criança, como ela mesma, almeja e sabe. Amora aprendeu a derrubar preconceitos usando a sábia inocência dos seus olhos, que brilham a cor da sua pele, memória e herança de um continente inteiro!

Espalhando pretitudes nas cirandas de luta contra o racismo por toda parte, Doum e Amora brincam pra salpicar a vida com dignidade. Brincam a alegria dos Erês! Amora sorri e sabe que o mundo é lugar pra ser feliz. Doum ensina o encanto da vida de quem veio antes dela, daqueles que lhe deram a alma desde as Áfricas que cuidam do umbigo da princesinha naquela terra!

***

Doum e Amora querem transformar o Aiyê com sorrisos e os “mil tons” do arco-íris! A força de Amora é a alegria dos seus olhos de jabuticaba e a verdade de que ser criança é esperançar no lutar! Amora e Doum querem mostrar o quanto é importante brincar com bonecas pretas, pintar noites com lindos cabelos crespos, soprar igualdades como flores de agapanto e buscar a União pelo respeito!

Amora e Doum querem nos transformar num mundo sem lobos-maus, sem dor, nem palmada! Um mundo com coroa black power, raios de sol trançados da memória de rainhas e reis negros – Dandara e Zumbi, pra sempre presentes! Um mundo sem privilégios de branquitude, mas de pretos no topo, mostrando que a pureza do afeto da infância é uma sábia lição contra o preconceito que veste o povo!

Juntos, enfim, plantam um baobá pelas ruas, consciências e escolas! Lendo Lucinda, Conceição, Maria de Jesus e a dos Reis ao som de Pérolas Negras, semeiam um montão de livros de conhecimento pra distribuir sabedoria e ensinamentos, e pra lembrar sempre o dever de enraizarmos a luta antirracista!

Lançam pelo mundo sementes de Ubuntu e Marielles para saravá o amor dos Pretos Velhos e Ibejis! Pedem a benção e proteção a Mãe Menininha e mostram que a igualdade vem dos tambores e atabaques das aldeias dos antepassados, que criaram as crianças para serem fortes e gigantes contra qualquer branca maldade!

*

Já quase na hora de voltar, Doum desvira numa cambalhota e vai embora. Monta seu cavalo-marinho e parte pro Orun numa estrada cheia de balas e cocadas rosas! Beija a face de Amora, deixando-a com sua abayomi! Amora sorri enfim a doçura mais simples da verdade que há e cantarola:

“Deus abençoe as crianças,
As crianças do Brasil,
Pra que elas tragam ao mundo,
Um amor que jamais existiu!”.

Carnavalesco: Cahe Rodrigues
Enredistas: Victor Marques e Clark Mangabeira
Equipe Criativa: Cahe Rodrigues (@eucaherodrigues), Clark Mangabeira (@clarkmangabeira), Rayner Botelho (@raynerzito), Victor Marques (@euvictormarques).
Ilustrações: Orádia N.C Porciúncula

Créditos e referências:

1) As citações “Pode olhar, lá tudo é puro e profundo que nem Obatalá, o orixá que criou o mundo!”, “[…] amoras da mesma cor pretinha que ela!” e “olhos de jabuticaba”, bem como o nome “Amora”, são referências diretas retiradas do livro “Amoras” (2018, Cia. Das Letras), do rapper Emicida.
2) Agapanto é uma flor de origem africana, também conhecida como lírio-africano.
3) Abayomi é uma boneca de pano de origem iorubá.
4) O trecho “mil tons do arco-íris” é uma referência a Milton Nascimento e a seu álbum “Miltons”, de 1988.
5) O trecho “Lendo Lucinda, Conceição” é uma referência às escritoras Elisa Lucinda e Conceição Evaristo.
6) O trecho “Maria de Jesus e a dos Reis” é uma referência às escritoras Carolina Maria de Jesus e Maria Firmina dos Reis.
7) O trecho “ao som de Pérolas Negras” é uma referência a Jovelina Pérola Negra.
8) O trecho “Cosme e Damião […] Doum tá passeando é no cavalo de Ogum!” foi retirado diretamente de um Ponto de Umbanda, listado na internet, em homenagem aos Ibejis, Erês, e Cosme, Doum e Damião.
9) O trecho “Deus abençoe as crianças, […] Um amor que jamais existiu!” é uma citação direta da música “Deus abençoe as crianças”, de 1973, de Nelson Ned (Fonte: letras.mus.br/nelson-ned/1600526/), cantada como Ponto de Ibejada na Casa de Caridade Oxalá e Yemanjá, em Torres/RS (Fonte: pt.scribd.com/doc/7117277/Umbanda-Pontos-Letras-de-Pontos-de-Ibeijada-Casa-de-Caridade-Oxala-e-Yemanja).

Imperatriz recebe neste domingo feijoada de premiação do Estrela do Carnaval 2023 do Grupo Especial

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O dia chegou! Neste domingo, a partir das 13h, a quadra da Imperatriz Leoopoldinense é palco da 15ª edição da remiação do Estrela do Carnaval 2023 do Grupo Especial. Valores: Pista: R$ 20,00 (Primeiro lote) e Mesa (4 lugares): R$ 120,00 (Primeiro lote); Feijoada: Antecipado: R$ 30,00 e No dia: R$ 35,00; Reserva: (21) 98317-6137. A apresentação é de Milton Cunha. A festa de premiação do Estrela do Carnaval da Série Ouro 2023 será no dia 13 de maio, na quadra do Paraíso do Tuiuti.

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Quadra da Imperatriz recebe neste domingo o Estrela do Carnaval do Grupo Especial 2023. Foto: Nelson Malfacini

Para celebrar as 15 edições do prêmio haverá uma premiação especial. O público escolheu os melhores da história do prêmio nas categorias: “Desfile”, “Bateria”, “Intérprete”, “Samba-Enredo”, “Comissão de Frente” e “Mestre-Sala e Porta-Bandeira”. O resultado será divulgado na festa.

O Estrela do Carnaval do Grupo Especial 2023 contou com 16 categorias. O “Desfile do Ano” ficou com a Viradouro. A escola de Niterói ainda faturou mais dois prêmios: Tarcísio Zanon (melhor carnavalesco) e ala de baianas. A Imperatriz também conquistou três categorias: Bateria, Conjunto de Fantasias e Enredo.

A Vila Isabel ganhou em quatro categorias: Marcinho e Cris (melhor casal de mestre-sala e porta-bandeira), Conjunto de Alegorias, Tinga (melhor intérprete) e Originalidade para o carro de São Jorge.

O samba-erendo do ano ficou com a Estação Primeira de Mangueira. O intérprete Dowglas Diniz foi eleito a Revelação do Carnaval 2023. A Beija-Flor foi premiada em duas categorias: melhor Harmonia e Lorena Raissa (melhor Rainha de Bateria). O Paraíso do Tuiuti ganhou como melhor ala de passistas do Grupo Especial.

estrela do carnaval 2023 vencedores

Vencedores do Estrela do Carnaval 2023 – Especial Rio
Desfile do Ano: Viradouro
Comissão de Frente: Unidos da Tijuca
Bateria: Imperatriz Leopoldinense
Mestre-sala e Porta-bandeira: Marcinho e Cris (Vila Isabel)
Samba-Enredo: Mangueira
Intérprete: Tinga (Vila Isabel)
Baianas: Viradouro
Ala de Passistas: Paraíso do Tuiuti
Conjunto de Alegorias: Vila Isabel
Conjunto de Fantasias: Imperatriz
Harmonia: Beija-Flor de Nilópolis
Enredo: Imperatriz Leopoldinense
Carnavalesco: Tarcísio Zanon
Rainha: Lorena Raissa (Beija-Flor)
Originalidade: Alegoria São Jorge (Vila Isabel)
Revelação do Carnaval 2023: Dowglas Diniz, intérprete da Estação Primeira de Mangueira

Presidente do Tatuapé fala sobre quarta colocação em 2023 e novos critérios de julgamento: ‘Sou super favorável’

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Em 2023, a Acadêmicos do Tatuapé, mais uma vez, orgulhou toda a comunidade e a Zona Leste de São Paulo. Única agremiação da região mais populosa da cidade na divisão de elite da folia paulistana, a azul-e-branco ficou na quarta colocação do grupo com o enredo “Tatuapé Canta Paraty! Do caminho do ouro a economia azul. Patrimônio mundial, cultura e biodiversidade. Paraty, cidade criativa da gastronomia”.

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Foto: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Em entrevista exclusiva ao CARNAVALESCO, Eduardo Santos, um dos presidentes da escola, falou sobre o desfile desse ano e, também, sobre o futuro no dia 23 de abril, data em que a agremiação anunciou o enredo para 2024, intitulado “Uma Joia da Bahia – Símbolo de Preservação! Entre Contos e Tambores, Viva a Mata de São João!”, sobre o município da Costa dos Coqueiros, uma das regiões litorâneas do estado nordestino.

Quarta colocação

Em um primeiro momento, um dos cinco presidentes da Tatuapé foi perguntado se concordava com a colocação obtida pela escola. Eduardo foi além e falou sobre como enxerga os julgadores e os critérios de avaliação – sem deixar de fazer uma autocrítica em nome da agremiação.

“Foi por um décimo, infelizmente. As avaliações das nossas justificativas indicam duas coisas que ocorrem com muita frequência todos os anos do carnaval de todas as escolas: uma parte foi justo e tinha que ser tirado, mesmo, erramos onde não podia errar; e, em outra parte, o jurado errou porque não soube avaliar e interpretar o que o critério dizia que ele tinha que fazer. Como todo ano, isso sempre acontece. Às vezes mais para um lado, às vezes mais para o outro. Não cabe mais discutir, a gente tem que partir para o próximo e corrigir algumas coisas”, destacou.

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Para 2024, na visão de um dos presidentes da escola, um dos pilares do trabalho a ser realizado é a eliminação de deslizes.

“Vamos trabalhar dentro da nossa escola para que a gente erre menos a partir de agora. Não adianta só jogar tudo aquilo que você perdeu nas costas dos jurados. Aqui, a gente analisa com toda a sinceridade e vê onde eles estão certos e nós errados. É assim que funciona, é assim todo ano. Se o jurado vai errar ou não ano que vem eu não sei, mas nós vamos procurar, pelo menos esses anos que nós cometemos esse ano, não cometer mais”, comentou.

Novos critérios

Muito polêmico e centro de diversas discussões envolvendo os resultados e a preparação dos desfiles de escolas de samba em São Paulo, o regulamento passou a ser discutido pela Liga-SP após a folia de 2023, com chances de ter alterações já para o próximo ano. A informação, de conhecimento público, também foi abordada por Eduardo – que falou de justiça ao tratar do tema.

“A Liga-SP está em um processo de reanalisar os critérios de julgamento, o que eu acho saudável. Algumas coisas a gente poderia mudar até para fazer com que o resultado fosse o mais justo possível. Vamos esperar que isso aconteça e tenha frutos, que os jurados errem menos a partir de agora”, afirmou.

Os jurados seguiram como principal tema da resposta de Eduardo em um primeiro instante, mas palmilhado com o texto de justificativas que cada agremiação entrega para os julgadores. O presidente aproveitou para destacar que a prática também tem que ser valorizada, não apenas a parte teórica do que está escrito.

“E, também, para que a gente possa fazer com o jurado o treinamento que ele precisa. Ele precisa ter tempo para ser treinado e, também, para uma possível discussão, também. O texto, em si, ajuda, mas não define o jogo. O importante não é ter um texto bonito e achar que ele elimina os erros: o que elimina o erro dos jurados é muito mais o treinamento que o texto. Eles precisam ter um envolvimento maior com o desfile de escola de samba. Capacitados, não há dúvidas que eles são. Todos eles, em todos os quesitos. São especialistas em tudo que eles julgam. Mas julgar uma escola de samba não é matéria de faculdade, não é cadeira universitária. Julgar ele aprende julgando. Ele precisa ter mais contato com desfiles, com o Sambódromo, com escolas, com o texto. É isso que vai fazer o jurado ter mais qualidade de julgamento”, pontuou

Por fim, Eduardo aproveitou para destacar como está o desenvolvimento das discussões na Liga-SP. Ele também pontuou que vê com bons olhos mudanças no regulamento, sobretudo no período de definição de enredos para 2024 – ou seja, quando o trabalho visando os desfiles estão começando.

“O trabalho que está acontecendo lá é a reunião de representantes das escolas, especialistas em cada um dos quesitos, e colhendo o máximo possível de sugestões e avaliações para tentar incorporar no texto de um novo critério. É saudável demais, sou super favorável a isso, já era até em anos anteriores, e estamos fazendo isso agora porque é importante que tudo isso seja feito nesse momento no momento em que estamos, antes das escolas prepararem definitivamente os seus desfiles”, finalizou.

Enredo e sinopse dos Gaviões da Fiel para o Carnaval 2024

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Enredo: “Vou te levar pro infinito”

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Em noite de Carnaval, tudo é possível.
O chão toca o céu, poeira faz-se mundaréu,
O desvairado veste-se indefectível.
Cada sonho, um enredo;
Cada enredo, um delírio.
Por vezes brincante; por vezes, provocativo.
Por vezes militante, mas sempre político.
Sempre dançante, sempre bonito!
Abra sua mente, prepare o coração…
Porque desta vez eu VOU TE LEVAR PRO INFINITO!

Surge no horizonte, contornando as estrelas, uma imponente astronave.
A bordo, arlequins e colombinas de outra dimensão desembarcam na passarela
Convidando todo o público para uma fantástica viagem!
Subvertendo a lógica do tempo e rompendo os limites do espaço,
A nave mergulha na imensidão e chega ao estopim da vida.
A grande explosão se repete em plena avenida.
Passado e futuro se enlaçam numa trama infinita.

A luz das estrelas são pigmentos que compõem a infindável tela do firmamento.
A natureza é compositora e desenha o infinito através de seus quatro elementos.
Gotas d’água de um oceano, grãos de areia de um deserto…
O que cabe na palma da mão é tão infinito quanto o quadro completo!
No fogo que arde, no ar que não se vê…
O infinito é como um poema feito para se sentir, não para se entender.
Fauna, flora e toda sua beleza,
Eis o cenário relicário esculpido pela natureza!

Tal obra, tão sublime e perfeita, é digna de cuidado e esmero,
Para que o seu infinito seja também eterno.
É aí que se impõe um grande desafio:
O cuidador do jardim vive entre a sensatez e o desatino.
E nessa dualidade se espelha o nosso futuro.
Esgotaremos toda a Terra ou faremos dela um lugar seguro?
O homem ante o paradoxo de sua própria evolução:
O que será mais infinito, sua criatividade ou sua ambição?

Quando a criatividade prevalece, o dom germina a flor mais bela.
Utopia floresce das páginas de um livro ou das cores de uma tela.
Os sonhos ganham vida; os fatos, poesia…
O homem desagua o seu infinito em acorde e aquarela.

E se é possível criar um mundo novo pelo dom da inspiração,
Meu carnaval inaugura uma nova era,
O amor suplanta toda a escuridão.
Na aliança eterna, na amizade sincera, no poder da união…
Sentimento puro que não tem explicação.
Que explode no peito quando vê meu Gavião
Levando em suas garras o amor de uma nação!
Que se traduz na mais genuína expressão
Do infinito que habita o alvinegro coração.

E se toda viagem tem que ter o seu final,
Digo que esta é diferente, tem a licença do Carnaval!
Meu samba ecoando entre as constelações
Registra nas estrelas nossas sagradas tradições:
Incondicionalmente ser Corinthians,
Eternamente ser do Gaviões!

Lula sanciona Lei e reconhece escolas de samba como manifestação da cultura nacional

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 14.567, de 2023, que reconhece as escolas de samba como manifestação da cultura nacional. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur

A lei reconhece desfiles, música, práticas e tradições das escolas de samba como manifestação da cultura nacional. De acordo com o texto, é papel do poder público garantir a livre atividade das escolas de samba e a realização dos desfiles carnavalescos. A norma é resultado do projeto de lei (PL) 256/2019, da da deputada Maria do Rosário (PT-RS), aprovado em abril pelo Senado. A proposta foi relatada pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Ao relatar o projeto, Paulo Paim disse, na ocasião da aprovação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), que não há dúvidas de que as escolas de samba são manifestações de indiscutível importância cultural. Ele ressaltou ainda a efeito dos desfiles das escolas de samba para a economia, com os lucros que geram no Carnaval.

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“Como bem destaca a autora desse projeto, o Carnaval é um dos principais elementos que vêm à tona quando se indaga acerca dos símbolos constituintes de nossa cultura: os símbolos de ‘brasilidade’. As escolas de samba, nesse contexto, e os seus elementos  — música, samba, dança, coreografias, desfiles, fantasias e tradição — são componentes imprescindíveis e indissociáveis do que hoje se conhece como Carnaval brasileiro. As escolas de samba surgiram na primeira metade do século passado, na forma de agremiações ou associações culturais. Trata-se de manifestações genuinamente nacionais, fruto da releitura das festas carnavalescas de origem europeia, com a fusão de elementos tropicais, africanos e ameríndios, entre outras manifestações”, afirmou Paim.

As informações são da Agência Senado

Presidente da União de Maricá defende disputa de samba e diz que escola vai se preparar para fazer excelente carnaval

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A União de Maricá estreia na Série Ouro no Carnaval 2024. A agremiação contratou o carnavalesco André Rodrigues, o diretor de carnaval Wilsinho Alves, Junior cabeça para direção de harmonia, o coreógrafo Patrick Carvalho, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Fabrício Pires e Giovanna Justo e o intérprete Nino do Milênio, que vai dividir o microfone oficial com Matheus Gaúcho. Ao site CARNAVALESCO, o presidente Tadeu Marinho, popularmente conhecido como Tadeuzinho, prometeu se preparar para fazer um excelente carnaval no ano que vem. * VEJA AQUI A ORDEM DOS DESFILES

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Maricá está na Série Ouro em 2024. Foto: Site CARNAVALESCO

“Ainda sem a decisão sobre o enredo, estamos aguardando o carnavalesco. Talvez, daqui no máximo uns 10 dias, ele vai trazer essa proposta de enredo para que a diretoria avalie. Está em estudo ainda. O critério da Liga RJ é que estejamos na sexta-feira (será a sexta escola da noite). Vamos nos preparar para isso. O importante é que a comunidade, os segmentos, as nossas alas, a gente vai fazer os ensaios diretos na nossa quadra e nos prepararmos com nosso corpo técnico, que nós fortalecemos para esse ano e levar um excelente carnaval para a Avenida e quem sabe ser contemplado com uma boa colocação”, disse.

Tadeuzinho garantiu que fará disputa para escolher o samba-enredo da escola em 2024.

“Disputa de samba, sempre. Sou compositor e sou radicalmente contra o samba de encomenda, respeitando sempre as nossas coirmãs, mas nós da União de Maricá, vamos fazer disputa de samba e vai ganhar o melhor samba”.

Porta-bandeira da Em Cima da Hora sofre ataque racista

Primeira porta-bandeira da Em Cima da Hora, Winnie Lopes, denunciou que sofreu ataque racista, na tarde de quarta-feira, na rua Ajuratuba, no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo ela, um homem (ainda não identificado) reclamou que o carro de outra pessoa estava atrapalhando seu caminho e não satisfeito com a demora disse: ‘Tinha que ser preto mesmo, macaco’.

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Winnie Lopes é da Em Cima da Hora: Foto: reprodução/redes sociais

Em publicação nas redes sociais, Winnie Lopes falou: “Quando ele percebeu a besteira que tinha feito começou a andar de ré. Filmei o carro dele e vamos descobrir quem ele é. Ele não vai fazer com mais ninguém”.

A porta-bandeira fez o registro na delegacia. Ela filmou o carro do motorista. “Racismo é crime inafiançável. Não tenho que explicar para ninguém que não pode chamar de macaco. Vou agir dentro do rigor da lei. Espero que a Justiça faça alguma coisa. Não vou desistir. Tenho dois filhos pretos e amanhã são eles que vão sofrer racismo na rua”.