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Musa da escola, Wenny Isa faz gravação especial de ‘Portela na Avenida’

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Wenny Isa, a irmã caçula de Lexa, rainha de bateria da Unidos de Bangu, no Rio, da Independente de Boa Vista, no Espírito Santo, e musa da Portela para o Carnaval 2024 fez uma gravação especial de “Portela na Avenida”. Veja abaixo a publicação feita nas redes sociais.

“Cantei “Portela na Avenida”, para homenagear a escola e a saudosa Clara Nunes. Coloquei minha voz, neste lindo samba, em uma linda tarde de sábado, e é exatamente em um sábado que serei enfaixada na quadra da Portela. Meu coração está no mais alto nível de alegria! Obrigada, Portela, por me receber e me fazer uma filha sua. convidamos à todos para amanhã, sábado, estarem na quadra vivendo com a gente esse lindo momento de alegria e muito amor ao samba”.

 

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Após o rebaixamento injusto em 2023, Império Serrano festeja fechar os desfiles da Série Ouro em 2024

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O Império Serrano fez uma apresentação espetacular em 2023, mas acabou injustamente rebaixado no Grupo Especial. Para o desfile do ano que vem, a escola de Serrinha terá a missão de fechar os desfiles da Série Ouro, no sábado de folia, na Marquês de Sapucaí. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Jeferson Carlos, diretor de carnaval, falou da opção por encerrar o espetáculo.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Acho que foi tudo positivo para o Império Serrano. A gente já se planejava para vir na posição par, até por questão logística de barracão, e graças a Deus a gente vai mais uma vez fechar o carnaval que era tudo que os imperianos queriam. Nosso presidente Flavinho está conseguindo fazer o dever de casa e o Império está seguindo dentro do seu planejamento”, garantiu.

Jeferson Carlos também comentou sobre o enredo (lançamento no dia 15 de julho) para o desfile do ano que vem e confirmou que a escola fará disputa de samba-enredo.

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Jeferson Carlos assumiu o cargo de diretor de carnaval. Foto: Pedro Siqueira/Divulgação

“A gente está trabalhando com quatro ou cinco possibilidades de enredo. A gente está analisando qual o melhor caminho. Estamos muito tranquilos com essa questão de enredo. Vai ser com disputa, tradicional, tudo que os imperianos gostam, a gente vai seguir mantendo”.

No retorno ao Grupo Especial, Porto da Pedra aposta na sabedoria popular brasileira para mostrar as garras na avenida

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Depois de garantir o tão sonhado retorno ao Grupo Especial com o aclamado desfile “A Invenção da Amazônia” em 2023, a Unidos do Porto da Pedra se prepara para pisar forte no Grupo Especial do carnaval carioca. Novamente, o desfile será desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes, renovado para o carnaval de 2024, a partir do texto e da pesquisa do enredista Diego Araújo. Na apresentação da sinopse do enredo “Lunário Perpétuo: A profética do saber popular”, que apostará na valorização da cultura e do saber popular brasileiro, a partir do livro homônimo de 1594, o Tigre de São Gonçalo apostou em uma novidade. Os compositores da escola receberam o texto que guiará a escola no próximo carnaval em um livro, representando o Lunário Perpétuo, do astrônomo e naturalista espanhol Jerónimo Cortés. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Mauro Quintaes abordou o surgimento da ideia do enredo, a partir de um programa de rádio.

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Fotos: Gabriel Gomes/Site CARNAVALESCO

“Depois do sucesso da Invenção da Amazônia, eu estava saindo da comemoração da quadra, na Ponte Rio-Niterói, ouvindo rádio e estava passando um especial do Elomar, que é um encantador nordestino com foco na música medieval. Aí, surgiu o nome do Antônio Nóbrega e ele me abriu um olhar para o seu trabalho de 2002, chamado Lunário Perpétuo. Quando cheguei em casa e fui pesquisar o Lunário, já liguei pro Diego Araújo e falei: ‘Já temos o enredo’ e mandei o texto do Lunário Perpétuo, a partir daí, a ideia foi se consolidando com a pesquisa dele. Quando eu mostrei pro presidente, ele na mesma hora aceitou, pois realmente, é um enredo muito pertinente, é bonito, é diferente, tem essa pegada nordestina, mas também fala de alquimia, agricultura, relações humanas. O Lunário foi um grande achado, esse livro que é importantíssimo para nós nesse momento. A presença do Antônio Nóbrega, esse personagem importante da cultura musical, teatral,
esse grande pesquisador, homem da cultura, dentro do nosso enredo, vai ser muito bom para escola e pro carnaval carioca”, explicou o carnavalesco da Porto da Pedra.

Apesar de se basear na obra “Lunário Perpétuo”, de 1594, engana-se quem pensa que o enredo da Porta da Pedra para 2024 será a mera narrativa da famosa e difundida obra dos tempos medievais. A partir dos saberes aglutinados na obra, o desfile da escola exaltará os saberes populares do Brasil, sobretudo, do nordeste brasileiro, local onde a obra teve enorme difusão.

“A mensagem é que os ensinamentos se perpetuam, da mesma maneira que a vida das pessoas vão se renovando, o próprio Lunário se ramificou em outros almanaques, em outras versões e a Porto da Pedra vai fazer a versão dela, isso é um compilado de vida, são centenas de anos que perpetuaram essa história. A cultura, o saber, o interagir, o ensinar não tem idade e a Porto vai levar isso, vai mostrar isso”, ressaltou o carnavalesco Mauro Quintaes.

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Novamente, o desfile será desenvolvido pelo carnavalesco Mauro Quintaes, renovado para o carnaval de 2024, a partir do texto e da pesquisa do enredista Diego Araújo

“O Lunário Perpétuo é uma celebração aos saberes populares do Brasil, é uma viagem de um livro medieval ao Brasil para dizer como a gente pode celebrar o que a gente tem de melhor do brasileiro que é o saber popular que emerge das pessoas. Como diz a sinopse de nosso enredo, a gente encontra ele nas fases, nas vozes e na singularidade do nosso país. Isso é o mais bacana, a gente faz um passeio por como o lunário se embrenhou entre as pessoas mais simples do Brasil, nordestinos, indigenas, negros. Em cada momentinho, a gente vai encontrar um pouquinho de saber por aí”, resumiu o enredista da escola, Diego Araújo.

Obras na quadra e disputa de samba

Em busca de maior estruturação rumo ao carnaval de 2024, a Unidos do Porto da Pedra iniciou uma série de obras, em sua quadra e no barracão na Cidade do Samba. Por conta disso, o calendário da disputa do samba do Tigre ainda não está definido, como explica o Diretor de Carnaval, Aluizio Mendonça.

“Nós estamos com a quadra em obra, nós estamos esperando a obra da quadra e do barracão, ficando impossível determinada data neste momento. Entregamos a sinopse sem data para os compositores devolverem por enquanto. A Porto da Pedra vem com tudo em 2024, nós vamos fazer um samba para superar o de 2023, nós estamos indo para Cidade do Samba para ficar, pode ter certez”, ressaltou Aluizio.

Em Cima da Hora prepara desfile para valorizar a luta dos operários

A escola de samba Em Cima da Hora vai levar para a Marquês de Sapucai no Carnaval 2024, o enredo “A Nossa Luta Continua”. Após divulgarem o tema e logo do trabalho que irão desenvolver, os carnavalescos Rodrigo Almeida e Ricardo Hessez falaram sobre essa grande homenagem que irão fazer para os operários do Brasil na segunda noite de desfiles da Série Ouro no próximo ano.

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Foto: Divulgação

“Será mais especificamente um enredo sobre operários do que sobre o trabalhador em sim. Uma classe extremamente desvalorizada, não só nas fábricas espalhadas pelo Brasil, mas também no carnaval. Vamos mostrar a luta dos operários, desde os que fazem o carnaval nos barracões, até os que levam os carros para a Sapucaí”, contou Ricardo Hessez num papo com a TV Mais Carnaval.

Rodrigo Almeida falou sobre o caminho que será percorrido durante o desenvolvimento do enredo, bem como a linguagem que pretendem utilizar. “Nossa missão é dar uma visão um pouco mais poetizada do trabalhismo, mas não no sentido de tornar isso romântico. A ideia é dar uma linguagem construtiva de carnaval mais interessante, mais palatável para o público”.

A Em Cima da Hora já se prepara para divulgar a sinopse de seu enredo, visando a sequência dos trabalhos para o próximo Carnaval. Em 2024 a Azul e Branco contará com os intérpretes Rafael Tinguinha e Lissandra Oliveira, os carnavalescos Rodrigo Almeida e Ricardo Hessez, o casal de mestre-sala e porta-bandeira Diego Falcão e Winnie Lopes, a coreógrafa da comissão de frente Luciana Yegros, além de outros nomes que chegaram para compor sua nova diretoria.

Sinopse do enredo do Salgueiro para o Carnaval 2024

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Para todo salgueirense.
Flecha para tocar o coração da sociedade não indígena.

Há mais de mil anos os Yanomami vivem na maior Terra Indígena (TI) do país, em um território ao norte do Brasil e sul da Venezuela, nos estados do Amazonas e Roraima, nas bacias do Rio Negro e do Rio Branco. Ou seja, quinhentos anos antes dessas duas nações existirem, eles já estavam lá. Viver na floresta é um ofício que requer uma sabedoria ancestral, não fabricada em laboratório, nem encontrada nas páginas dos livros do “povo da mercadoria”. Viver na floresta como Yanomami é ser parte dela. É conviver com seres humanos e não humanos, animais, plantas, vento, chuva e milhares de espíritos.

sinopse salgueiro2024

“Omama recriou a floresta, pois a que havia antes era frágil. Virava outra sem parar, até que, o céu desabou sobre ela. Por isso, Omama criou uma nova floresta, mais sólida, cujo nome é Hutukara”

Davi Kopenawa – A queda do céu

Entre em transe. Sonhe.

Sob o luar de um anoitecer, todos se deitam, em redes, e iluminam o breu, numa aldeia sem luz elétrica, com lanterninhas e pequenas fogueiras que vão ajudar a amenizar o ar gélido da madrugada amazônica. A nossa noite, porém, é o seu dia. Sob o efeito da yãkoana, pó alucinógeno feito das raspas de árvores que dá acesso aos espíritos, os xamãs da aldeia convocam os xapiris. Eles vêm com seus corpos translúcidos, sempre belamente adornados e brilhantes. Só quem os conhece pode vê-los porque são muito pequenos e brilham como a luz. Há muitos, muitos, milhares deles. Xapiri é luz que dança e canta.

Ãë, ãë, ãë, e, e, e, e, e, ãë, ãë, ãë, ãë!

Os cantos dos xapiris são tão numerosos que suas palavras são inesgotáveis. Eles aprendem tais melodias a partir das árvores de cantos. São árvores imensas, com troncos cobertos de lábios que se movem sem parar, uns em cima dos outros. Dessas bocas saem cantos belíssimos, tão abundantes quanto as estrelas do peito do céu. Todos os cantos dos espíritos provêm dessas árvores muito antigas. Esses espíritos ancestrais foram criados por Omama para que os Yanomami pudessem se vingar das doenças e se proteger da morte. Os xapiris são os protetores dos humanos e seus filhos, independentemente de quantos sejam, e da floresta. Eles garantem a todos nós, indígenas e não indígenas, a certeza de que o sol nascerá no dia de amanhã e que o céu não desabará sobre a nossa cabeça.

Vislumbramos o sol do alvorecer. Céu azul, corpos pintados de vermelho. Coberta de palha e folhas, com uma praça de terra batida ao ar livre, o povo da aldeia parte para a caça e a coleta da pupunha, ingrediente principal do seu “mingau”. Eles usam arcos e flechas. Elas pegam seus cestos, seus facões, seus bebês e seguem para a roça. Aventuram-se mata adentro, com corpos imitando animais, procurando alimentos, seguindo seus rastros. Abelhas comem no jatobá-roxo, jacarés passeiam pelas águas, a sumaúma impõe majestade, e os perfumes exalam do fundo da selva. Flecham os animais, pescam os peixes. Mais tarde, chegarão com tatus, mutuns, jabutis, antas… Convidam uns aos outros, de casas diferentes, para dançar durante suas grandes festas reahu.

Mas ouvem-se roncos. Estrondos. Militares estão raspando a pele da terra-mãe para a construção de estradas. A floresta é cortada em pedaços, feito retalho. Os garimpeiros, “comedores de terra”, chegaram. Para os Yanomami, as coisas que se extraem das profundezas da terra, como ouro e petróleo, são artifícios maléficos, perigosos, impregnados de tosse e febre. Omama escondeu o minério embaixo da terra para que seu irmão Yoasi,o criador da morte, não fizesse mal uso dele. Apesar da prudência de Omama, Yoasi fez com que os não indígenas soubessem desses metais, despertando a cobiça dos invasores.

O que fazem os brancos com todo esse ouro? Por acaso, eles o comem?

Enquanto reviram a terra para tirar de lá as lascas do céu, da lua, do sol, e das estrelas que caíram no primeiro tempo, a fumaça xawara da doença se espalha: a água fica barrenta; rios são destruídos; animais desaparecem… A terra é demarcada, mas nem por isso protegida. Nada será forte o suficiente para restituir o valor da floresta doente. Nenhum dinheiro poderá devolver aos espíritos o valor de seus pais mortos.

O ronco dos motores para ao anoitecer. É aí que se ouve um ruído muito pior: O DAS CRIANÇAS CHORANDO DE FOME!

Em meio à essa tragédia, precisamos admirar a beleza e a força deles. Para os inimigos dos povos indígenas, o extermínio dos Yanomami passa pela destruição dessa beleza, passa pelo esquecimento de quem são. Porque é reconhecendo a beleza, a cultura, a memória, a sua própria língua, que os Yanomami afirmam a sua humanidade no mundo. Apaixone- -mos por esse povo, por sua maneira particular de contar histórias. O respeito só pode nascer da admiração, não da pena. Afinal, o genocídio visto hoje mostra mais quem são os napë (não indígenas) do que sobre os Yanomami.

Assim como os sonhos Yanomami que surgem quando as flores da árvore dos sonhos desabrocham, sonhemos com um Brasil indígena. Os Yanomami não apenas pensam sobre seus sonhos, eles sonham aquilo que pensam, ampliando e moldando sua forma de conhecer e imaginar o mundo. De Norte a Sul, do Nordeste ao Sudeste, por toda a terra-floresta até os limites da Hutukara, os sonhos dos diversos povos originários continuarão desabrochando em nós e seguiremos sendo resistência. Antes do verde e amarelo, existia o Brasil do jenipapo e do vermelho. Antes da Coroa, existia (e ainda existe) o Brasil do cocar. Não conheceremos o Brasil antes de vislumbrar e respeitar a história indígena. Precisamos sonhar verdadeiramente a nossa terra.

YA NOMAIMI! YA TEMI XOA! (Eu não morro! Ainda estou vivo!).

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Texto: Igor Ricardo
Desenvolvimento: Edson Pereira e Igor Ricardo
Colaboração: Davi Kopenawa e Marcos Wesley (Instituto SocioAmbiental)

Setorização
• Abertura – A Terra-Floresta: Hutukara
• SETOR 02 – Por Dentro da Mata
• SETOR 03 – A Tragégia Yanomami
• SETOR 04 – Waitheri, Totihi e Peheti! – Coragem, Beleza e Verdade Yanomami
• SETOR 05 – O Sonho de um Brasil Indígena

Bibliografia:
• KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã Yanomami. 1ª edição.\ São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
• BALLESTER, Anne. A árvore dos cantos. 2ª edição. São Paulo: Editora Hedra, 2022.
• LIMULJA, Hanna. O desejo dos outros: uma etnografia dos sonhos Yanomami. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
• Nogueira, Thyago (org.), Claudia Andujar: A Luta Yanomami (Instituto Moreira Salles, 2018).
• PEDROSA, Adriano; RIBEIRO, David. Joseca Yanomami: nossa terra-floresta. São Paulo: MASP, 2022.
• GIMOVSKI, Fábio. Ancestrais da terra. Curitiba, PR: Editora Urukum, 2021.

Vila Isabel realiza campanha para contar histórias de quem desfilou em 1993

Prestes a reeditar o enredo “Gbalá – Viagem ao Templo da Criação” no Rio Carnaval 2024, a Unidos de Vila Isabel está em busca de registros fotográficos dos bastidores da apresentação original, de 1993. As pessoas que desfilaram naquele ano poderão enviar fotos da época por meio das redes sociais da agremiação, onde serão compartilhadas as principais experiências.

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“Como historiador e torcedor criado dentro da escola, sinto a responsabilidade não só de fazer o enredo junto com o carnavalesco, Paulo Barros, mas de pensá-lo de maneira que se conecte à história que a agremiação tem dentro do Carnaval carioca. A ideia de reeditar ‘Gbalá’ e resgatar o material fotográfico da época do desfile original está associada a esse projeto, que será apenas o início de diversas ações que vamos realizar para valorizar a comunidade”, destaca o pesquisador Vinícius Natal.

A iniciativa faz parte do trabalho de resgate da memória da agremiação e contará com uma série de atividades, que serão divulgadas em breve.

“Gbalá – Viagem ao Templo da Criação” foi criado em 1993 pelo carnavalesco Oswaldo Jardim, conquistando a nota máxima da época em quesitos como Enredo e Samba-enredo. No próximo ano, ele será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros.

Cidade do Samba sedia em julho festa julina com Lucy Alves, Falamansa, concurso de quadrilhas e desfile da Imperatriz

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A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) programou para os dias 21, 22 e 23 de julho, na Cidade do Samba, uma grande festa julina. O evento terá apresentações musiciais de Lucy Alves, Falamansa e Forroçacana.

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Foto: Henrique Matos/Divulgação

Campeã do Carnaval 2023 com o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com ‘má-querença’ e o santíssimo não deu guarida”, a Imperatriz Leopoldinense fará um grande desfile no local para celebrar o evento.

De acordo com o presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro haverá ainda um concurso de quadrilhas. “O Nordeste vai invadir a Cidade do Samba. A Imperatriz vai fechar o evento, com bateria e mais 250 pesoas com fantasias”, disse.

Inocentes prepara lançamento de enredo e segue sistema que deu certo de encomenda de samba

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Quarta escola a desfilar na sexta-feira de carnaval em 2024 (9 de fevereiro), a Inocentes de Belford Roxo ainda celebra o terceiro lugar este ano e projeta mais para o próximo desfile. A escola deve anunciar seu enredo em breve. Ao site CARNAVALESCO, o presidente Reginaldo Gomes falou sobre o assunto e revelou que vai manter o que vem dando certo que é a encomenda de samba-enredo.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Já temos duas ideias. São duas grandes opções de enredo, e estamos decidindo qual que vai sair, mas preparando os dois. Em julho (dia 9) temos a comemoração dos nossos 30 anos. Sobre o samba a ideia é manter a encomenda, mesmo sistema. Eu sei que não é fácil a questão com os compositores, mas tem dado certo e eu não vou mexer naquilo que está dando certo. Esse custo é muito menor e tem dado certo, temos ganhado prêmios, notas boas em samba e vamos manter o mesmo sistema”.

Sobre o dia do desfile, Reginaldo Gomes citou que o horário mais tarde para a apresentação da Inocentes ajuda na chegada dos componentes, que saem da Baixada Fluminense.

“Todo mundo prefere o dia de sábado. Você tem mais um dia e se você ter mais um dia no carnaval é muita coisa. A sexta-feira às vezes você tem algum problema com relação ao trânsito, a chegada dos desfilantes e para a gente já que ficou na sexta, a gente não tem muita essa preocupação se é de um lado ou do outro, no lado ímpar não tem o viaduto, e a gente tem feito os nossos últimos desfiles do lado de lá e tem dado certo. Vamos manter a tradição, fazer um desfile um pouquinho mais tarde para que o nosso pessoal chegue com mais tranquilidade e a gente vai superar esse obstáculo que é o viaduto”.

Sinopse do enredo da Mocidade Alegre para o Carnaval 2024

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Brasiléia Desvairada:
A busca de Mário de Andrade por um país
Um enredo de Jorge Silveira e Leonardo Antan

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Justificativa do enredo

Qual o Brasil que vivemos e queremos hoje?

Nosso país está em construção e disputa desde de seu surgimento. Se hoje estamos mergulhados numa crise de identidade, que permeia nossos símbolos e o que nos forma enquanto povo, essas dúvidas motivaram a obra e o pensamento de grandes intelectuais e estão presentes em cada cidadão brasileiro.

Afinal, isto aqui o que é? O que nos faz Brasil?

Um dos principais nomes da cultura brasileira, Mário de Andrade foi um dos pensadores a se debruçar sobre essas perguntas. Um dos autores mais celebrados e pesquisados, foi também um dos responsáveis pelo nosso modernismo e profundo curioso da cultura brasileira.

Há exatos cem anos, em 1924, ele escreveu em certa carta: “É no Brasil que me acontece viver e agora só no Brasil eu penso e por ele tudo sacrifiquei”.

Em um dos seus livros mais famosos, “Paulicéia Desvairada”, o poeta já começava a pensar tais questões. Mas antes de cruzar o nosso território, olhou para sua própria cidade. Descreveu em seus poemas as transformações e contradições de São Paulo nos anos de 1920.

Em 2024, a cidade celebra 470 anos da sua fundação, o que parece um momento oportuno para repensar a sua formação e um dos seus grandes pensadores. A metrópole é, afinal, síntese nossa.

Nas palavras e pensamentos do escritor estão a urgência de pesquisar o Brasil, entender e construir essa nação, saber sobre suas nuances e o que lhe define, para assim ser possível articular o passado que fomos, o presente que somos e o futuro que ainda podemos ser.

Essa busca incessante de Mário atravessou a sua obra em poemas, contos, romances, músicas, estudos, palestras e fotografias.

Se permanecesse apenas em seu escritório estudando e pensando, jamais conseguiria responder tais dúvidas. Por isso, precisou sentir e desbravar pessoalmente todos os quatro cantos que constituíam esse país. Dar nome, rosto e sentimento a quem era esse tal de “povo brasileiro”.

Quando uma escola de samba pisa na Avenida, ela também reconstrói o seu país e está em busca de quem somos. Afinal, uma agremiação é feita dessas pessoas, de múltiplas origens e sotaques.

Cada desfile é feito com encontros, da força coletiva que nos faz um só e do resgate das nossas múltiplas ancestralidades.

Construir mais uma vez um novo Brasil, rever a identidade brasileira e, ainda assim, festejar quem somos é o desejo e a missão da Mocidade Alegre para 2024. Uma escola que tem o povo e o compromisso de celebrar em seu próprio nome.

Carta de Mário de Andrade ao povo brasileiro

I
Fui paulistano por demais.
A terra que eu nasci foi a que me formou de maneira mais forte.
Não à toa, nunca deixei São Paulo. Uma cidade que enamorei, vi se transformar completamente, numa relação de profundo zelo e asco simultaneamente.
Ainda que rusgas tenham surgido, sempre foi uma comoção na minha vida, uma cidade Arlequinal. Afinal, ela é feita de múltiplos recortes, sobreposições, camadas e sobretudo, gente.
Quanta gente há nessa Paulicéia! Burgueses, operários, imigrantes, vadios. É uma cidade das multidões, que tomava as fábricas e suas chaminés, que enchiam os bondes e automóveis.
Quanta gente tomando as ruas! O cinza do concreto duro, a garoa que caia insistente.
Essa cidade sempre teve esse ritmo acelerado, insano e desvairado.
Minha Paulicéia Desvairada, assim a batizei.
Ainda que fosse fascinante em diversos aspectos, São Paulo ainda era um pedaço muito pequeno de Brasil. Afinal, o quanto de país havia para além daqui. Tanto a conhecer, tantos sabores a degustar, lugares a visitar, ritmos a ouvir, pessoas a conhecer.
Dar uma alma ao povo brasileiro, que eu não conhecia do meu gabinete de intelectual.
Obviamente, não foi uma missão só minha. Outros intelectuais, artistas, escritores, músicos também estavam imbuídos desse sentimento durante o modernismo.

II
Foi assim que decidimos, em 1924, desbravar essa imensidão com os nossos próprios olhos. Eu, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros amigos éramos um grupo de paulistas, curiosos de conhecer outros brasis. Após brincarmos o Carnaval no Rio de Janeiro, seguimos de trem para Minas Gerais. Chegamos em plena Semana Santa. Procissões por todos os lados, aquela gente simples com seus terços e orações se espalhando pelo chão de pedras.
As casas eram brancas e simples, se ouvia uma anedota a cada esquina.
A cada velha e preciosa igrejinha um assombro.
Naves douradas, fantasmas nos altares, peças escultóricas de tamanhos deslumbrantes.
Palácios, oratórios, casebres e mansões. Mariana, Ouro preto, São João Del Rei e Tiradentes.
Por mais que existam coisas monumentais, tudo é singelo em Minas.
Tarsila soube traduzir como ninguém as curvas das montanhas e as retas da arquitetura.
São lugares dum sublime pequenino, dum equilíbrio, duma pureza tão bem arranjadinha e sossegada, que são feitas pra querer bem ou pra acarinhar.
Dentre as riquezas dessa terra, estão ainda as obras de Aleijadinho, o arquiteto escultor.
Um gênio maior do nosso país com seus traços sinuosos e formas gloriosas.
Nas Gerais, reside o nosso passado esplendoroso e primordial, na ingenuidade de sua gente e nos traços de seus mestres barrocos.

III
Oswald de Andrade definiu essa viagem de 1924 como a de “descoberta do Brasil”.
Tudo havia sido tão proveitoso que planejamos repetir a experiência anos depois, mas agora indo mais ao norte. Por um infortúnio, Tarsila e Oswald não nos acompanharam, mas resolvi descer por todo o rio Amazonas ao lado de outros companheiros.
Foi aí que me tornei definitivamente um turista aprendiz.
Durante mais de três meses, fui sendo levado pela correnteza do rio-mar até dizer chega.
Tomei navios, embarquei em canoas, percorri trilhos de trem, subi em carroças.
A foz do Amazonas é uma dessas grandezas tão grandiosas que ultrapassam as percepções fisiológicas do homem. Tudo é tão vasto e encantador que nos coloca frente a nossa mortalidade.
Uma natureza pulsante, selvagem e voluptuosa. As belas vitórias-régias, o verde fortíssimo das folhagens, peixes saltando e o banzeiro dos rios.
A cada nova parada, refazia minha alegria, tomava nota, fotografava, experimentava novos sabores e recolhia histórias. Quantas histórias! Lendas e sabedorias daquele povo.
Pescadores, vendedores, artesãos, caciques e pajés, gente de todos os tipos.
Experimentei o açaí do mercado Ver-O-Peso, me deliciei com castanhas e peixes.
Uma enorme comoção senti em Marajó, verdadeiro paraíso com seus búfalos.
Mas de toda a gente que conheci, foi dos indígenas brasileiros que recolhi as melhores narrativas. Tanto que inventei minhas próprias tribos, com linguagens próprias e seus códigos.
Foi uma bonitíssima duma viagem. Por esse mundo das águas, vi as coisas bonitas que já enxergue.

IV
Obviamente, meu desejo de devorar o Brasil não parou por aí. Depois de tantos bons sabores, precisava saborear mais.
A bordo do Vapor Manaus explorei do litoral cearense ao sertão pernambucano.
Em Recife, me hospedei na fazenda do grande pintor e amigo Cícero Dias.
Depois do nosso passado e da nossa gente, descobri a capacidade do nosso povo de festejar.
Recolhi cocos, cantigas, repentes e temas de cheganças. Fui a ensaios de Maracatus.
Anotei, registrei, mas também me esbaldei. Nunca me esqueço de um Carnaval que passei em Recife. Cai no frevo por demais. Tomei um porre daqueles.
Além da festa, também rezei terços. Fechei um corpo num catimbó.
Quantos tambores formam nosso país? Seja nas umbigadas, pungas, frevos, macumbas e sambas.
Depois de cruzar o país, eu não queria mais parar de colecionar histórias, foi então que me embrenhei no interior de São Paulo. Lá encontrei as raízes do samba paulistano, no toque do bumbo na festa de Bom Jesus de Pirapora, que definiu as matrizes rítmicas deste gênero.

Nos Carnavais e nas batidas desses tambores, reencontrei uma mocidade alegre. Aquela mesma do Norte e do Nordeste, que são as múltiplas caras do nosso Brasil.
Não sei se até hoje encontrei o país que tanto procurei. Mas sei que nos batuques e nas festas, muitos países são formados, verdadeiras nações.
Em horas sentado numa rede, descrevi e imaginei com saudade de tudo aquilo que me tinha transformado. Pois agora, carregava comigo na bagagem novas crenças, afetos, macumbas, feitiçarias, crendices e tantas outras ciências.
A minha “Paulicéia” parecia pequena e provinciana, em um desvario meu seria mesmo uma verdadeira “Brasiléia”. Um mosaico arlequinal de tanta gente, tantas vozes, tantos saberes, que se somam e misturam.
Que nós, brasileiros, possamos sempre lutar e construir um novo país. Temos que dar uma alma a ele, isso é um sacrifício grandioso e sublime.

Criação e desenvolvimento do enredo: Jorge Silveira e Leonardo Antan
Texto: Leonardo Antan
Alguns trechos são adaptações dos escritos de Mário de Andrade em Turista Aprendiz.

Referências bibliográficas
ANDRADE, Mário de. Danças dramáticas do Brasil I. Belo Horizonte: Ed. Itatiaia, 1982
ANDRADE, Mário de. O turista aprendiz / edição por Telê Ancona Lopez, Tatiana Longo Figueiredo. Brasília, DF: Iphan, 2015.
ANDRADE, Mário de. O samba rural paulista. In: Aspectos da Música Brasileira. São Paulo: Martins, 1965.
ANDRADE, Mário de. Pauliceia desvairada. Barueri: Editora Novo Século, 2017.
ANDRADE, Mário de. Seleta erótica /org. Eliane Robert Moraes. São Paulo: Ubu Editora, 2022.
ANDRADE, Maristela. Oliveira de. A viagem de Mário de Andrade ao Nordeste: missão cultural e pesquisa etnográfica. In: Cadernos De Estudos Sociais, v. 5, n. 2, 25(2), 2011.
BOTELHO, André. A viagem de Mário de Andrade à Amazônia entre raízes e rotas. In: Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 57, p. 15-50, 2013.
DUARTE, Pedro. O Brasil e os brasis de Mário de Andrade: o fim do turista aprendiz?. In: Estudos Avançados, n. 36, 104 (fev. 2022), p. 35-52.
NATAL, Caion Meneguello. Mário de Andrade em Minas Gerais: Em busca das origens históricas e artísticas da nação. Artigo da História Social, (13), p. 193–207, 2011, Campinas.
SANTOS, Marcelo Burgos Pimentel dos.Viagens de Mário de Andrade: A construção cultural do Brasil. Tese de doutorado em Ciências Sociais apresentada PUC, São Paulo, 2012.
TÉRCIO, Jason. Em busca da alma brasileira: biografia de Mário de Andrade. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2019.

Decisão da Liesa em mudar modelo de negócios com os camarotes atrai nova receita para escolas e gera formação da base de dados sobre o público na Sapucaí

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O diretor de marketing da Liesa, Gabriel David, conversou com o site CARNAVALESCO, sobre o novo modelo de negócios da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) na relação com donos de camarotes para o Carnaval 2024. Ele ainda falou sobre a agenda das escolas para o programa “Seleção do Samba” e confirmou a realização, mais uma vez, dos mini-desfiles, na Cidade do Samba, para abertura do Rio Carnaval. Confira abaixo o papo.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Qual importância de ter o controle do público que estará nos camarotes no Carnaval 2024?

“Primeiro é a segurança. Saber quem são as pessoas que estão no Sambódromo. Como elas circulam, consomem e o que fazem. Segundo é a base de dados da Liesa e o conhecimento da Liga e das escolas de samba do seu público. Como eles se comportam, como estão prestigiando e manter um relacionamento mais próximo com o público, inclusive, para o espetáculo evoluir”.

Como será o definido valor de cada camarote para o público?

“O preço vai ser definido pelo produtor de cada camarote. A Liga não interfere em nada. Por parte da Liesa, não teve nenhum aumento do valor pago pelos camarotes para Liesa para o Carnaval 2024”.

Qual é a projeção do início de venda dos camarotes para 2024?

“A Liesa está mantendo datas muito semelhantes a do último ciclo de carnaval. As vendas devem ser feitas a partir de mês de julho para os produtores de camarotes e aí cada espaço apresenta sua data de abertura de venda. Quem está vendendo ingresso agora, está fazendo de forma ilegal, porque não tem garantia que vão ter aquele espaço. Após os contratos assinados e as confirmações dos espaços de cada camarotes, eles abrem vendas e desenvolvem suas estratégias”.

É possível projetar em aumentar a verba para as escolas de samba já em 2024?

“A gente projeta aumentar a verba das escolas de samba em 2024. É um dos maiores empenhos do grupo de trabalho da Liesa. Nos últimos dois anos, a direção liderada pelo Perlingeiro, já aumentou consideravelmente o repasse para escolas de samba. Com a mudança agora do modelo de negócio, projetamos o aumento considerável para esse ano e que ao longo prazo trazer ainda mais recursos para as escolas de samba terem cada vez mais recursos não só para fazerem grandes espetáculos, mas também para pagarem os sambistas da formam que merecem com o reconhecimento e importância da arte de fazer carnaval”.

Qual foi a intenção de vocês em decidir ter apenas uma marca de cerveja?

“É muito direta a intenção. Concentrar todo o consumo do carnaval. Mostrar para o mercado que as escolas de samba também reagem a falta de reconhecimento delas diante do carnaval. É muito dinheiro que as cervejarias vem gastando no carnaval e praticamente nada desse valor chegava para escolas e sambistas que fazem o carnaval acontecer. É mostrar importância e poder do espetáculo que fazemos e gera valor para empresas parceiros. É trazer esse dinheiro de patrocínio direto para escolas de samba”.

Vocês falaram em continuar a fiscalização do som e invasão de pista, mas o público reclamou também da água na pista vinda dos camarotes. Tem algum planejamento disso da Liesa, com a Riotur e o Estado?

“Vamos voltar a falar dos problemas estruturais do carnaval como um todo. O que posso garantir é que a Liesa, junto com Riotur, tem avançado consideravelmente também na parte de produção do carnaval. É uma parte que não está dentro dos meus afazeres dentro da Liga, mas que tenho conhecimento. São problemas novos que vem surgindo e temos que ir consertando e buscando melhor para o ano seguinte. Tem que ser resolvido para o próximo carnaval”.

Sorteio da ordem de desfile, o marketing da Liga projeta algo diferente?

“O marketing da Liga não interfere em nada do que é competitivo. A Liga tem o entendimento que o sorteio é uma questão de competitivo. Isso é tocado diretamente pelo presidente da Liga”.

As escolas estão definindo datas das eliminatórias, mas ainda como colocam como indeciso, ou seja, aguardando a Liesa, sobre o “Seleção do Samba”. Como está a programação?

“As escolas de samba tem total direito de marcarem suas agendas das finais. A gente sabe que a confirmação da programação da TV Globo demora a acontecer. As oportunidades e possibilidades serão expostas para escolas assim que a Liga tiver elas bem definidas, junto com a TV Globo, e as escolas vão tomar suas decisões, como sempre foi feito, de acordo com o que é melhor para cada uma delas. Espero que a gente possa sempre estar divulgando o carnaval e tudo que envolve, da forma mais ampla possível, as escolas tem colaborado muito para isso. As escolas são cada vez mais independentes, o que é interessante e importante para o futuro do carnaval, permite que muitas marquem eventos com antecedência e se preparem. É um ponto extremamente positivo para o carnaval atual, mostrar evolução muito grande das escolas e tomara que nossos parceiros possam acompanhar planejamento e evolução”.

E o mini-desfile para o Carnaval 2024 confirmado?

“Sim, provavelmente, vão marcar a abertura do Carnaval 2024. São uma parte fundamental e aguardada do calendário de todo o sambista. Esperamos anunciar datas em breve”.