Neste final de semana, os foliões capixabas têm endereço certo para matar um pouco da saudade que estão sentindo do carnaval. Idealizado pelo presidente Edson Neto e sua diretoria, a ideia principal dos minidesfiles é fazer com que o pátio de alegorias, localizado no Tancredão, seja palco de uma grande confraternização entre os sambistas.
Apesar de não ter caráter competitivo os minidesfiles possuem regras estabelecidas previamente entre os presidentes das agremiações a direção da entidade. São elas:
– 30 minutos é o tempo máximo de apresentação
– Mínimo de 200 e máximo 350 componentes
– Obrigatório presença de baianas, casais de mestre-sala e porta-bandeira e elemento cenográfico para abrir o desfile (pede passagem)
Oito agremiações irão se apresentar durante duas noites na estrutura montada exclusivamente para o evento. A Andaraí, rebaixada no carnaval 2023, também se apresenta por ser filiada à Liesge. Confira a ficha técnica de cada escola, em ordem de apresentação.
SEXTA-FEIRA (início 21h)
Andaraí: “As histórias que vovó contava”
Presidente: Thiago Bandeira
Cores: Verde e rosa
Enredo: “Histórias que a vovó contava”
Carnavalesco: Marcelo Braga
Intérprete: Lauro Campos
Coreógrafo da comissão de frente: Mattheus Schirffimaan
Mestre de bateria: Kaio Amorim
Rainha de bateria: Stefani Adriano
1º Casal de MSPB: Marcos Paulo e Marina Zanchetta
Novo Império: “Espírito guerreiro ancestral – Barra de São Francisco a sentinela capixaba”
Presidente: Vlamir Oliveira
Cores: Azul, branco e rosa
Enredo: “Espírito guerreiro ancestral. Barra de São Francisco: a sentinela capixaba”
Carnavalesco: Márcio Puluker
Intérprete: Celso Jr. e Vinicius Moraes
Coreógrafo da comissão de frente: Sam Martins
Mestre de bateria: Gleidson Mariano
Rainha de bateria: Rayane Rosa
1º Casal de MSPB: Diego Benitez e Andressa Cadete
Boa Vista: “Viana Divinamente Brasileira”
Presidente: Emerson Xumbrega
Cores: Azul, vermelho e branco
Enredo: “Viana divinamente brasileira”
Carnavalesco: Robson Goulart
Intérprete: Emerson Xumbrega
Coreógrafo da comissão de frente: Márcia Cruz
Mestre de bateria: Gustavo Mascarenhas
Rainha de bateria: Wenny
1º Casal de MSPB: Bruno Simpatia e Vanessa Benitez
Mug: “Massena: um olhar em aquarela”
Presidente: Robertinho da Mug
Cores: Vermelho e branco
Enredo: “Massena um olhar em aquarela”
Carnavalesco: Petterson Alves
Intérprete: Ricardinho da Mug
Coreógrafo da comissão de frente: Marcelo Lages
Mestre de bateria: João Henrique Azevedo e Lucas Massariol
Rainha de bateria: Layla Bastos
1º Casal de MSPB: Klaura Costa e Hudson Maia
SÁBADO (início 20h)
Pega no Samba: “Pérolas do deserto”
Presidente: Dannilo Amon
Cores: Vermelho, azul e branco
Enredo: “Pérolas do deserto”
Carnavalesco: Orlando Júnior
Intérprete: Thiago Brito
Coreógrafo da comissão de frente: Mauro Marques
Mestre de bateria: Leandrinho e Neném
Rainha de bateria: Eduarda Lima
1º Casal de MSPB: Max Dutra e Grasielly Cardoso
Chegou o que Faltava: “Bravo! Abram-se as cortinas. O Glória em cena”
Presidente: Rafael Cavalieri
Cores: Azul, branco e rosa
Enredo: “Bravo! Abram-se as cortinas. O Gloria em cena”
Carnavalesco: Jorge e Wanderson
Intérprete: Marcinho Diola
Coreógrafo da comissão de frente: Jorge Mayko
Mestre de bateria: Jorginho e Alcino
Rainha de bateria: Jamila Alvarenga
1º Casal de MSPB: Kleyson Faria e Amanda Ribeiro
Piedade: “Quilombo Piedade”
Presidente: Jocelino Junior
Cores: Vermelho e verde
Enredo: “Quilombo Piedade”
Carnavalesco: Wagner Gonçalves
Intérprete: Luiz Felipe e Kleber Simpatia
Coreógrafo da comissão de frente: George Falcão
Mestre de bateria: Tereu e Juninho da Puxeta
1º Casal de MSPB: Vinicius Costa e Julia Mariano
Jucutuquara: “Gassho, Caminhos de Sabedoria”
Presidente: Rogério Sarmento
Cores: Vermelho, verde e branco
Enredo: “Gassho caminhos de sabedoria”
Carnavalesco: Osvaldo Garcia
Intérprete: Danilo Cezar
Coreógrafo da comissão de frente: Patrick Alochio
Mestre de bateria: Glaydson Santos
Rainha de bateria: Schyrley Moura
1º Casal de MSPB: Wesklei e Alana
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Para celebrar quase um século de existência e produção de uma das mais tradicionais escolas de samba do planeta, a exposição “Artesania ancestral nos 95 anos de Mangueira” foi aberta ao público, nesta terça-feira, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), na Praça Tiradentes. A mostra, totalmente gratuita, tem como proposta levar os visitantes em uma viagem pela história da verde e rosa, indo desde os trabalhos manuais realizados em fantasias e adereços nas décadas de 20 e 30 até as montagens de grandes peças de alegorias feitas atualmente para os desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A curada responsável pelo projeto, Célia Domingues, concedeu uma entrevista para reportagem do site CARNAVALESCO na qual destacou o simbolismo desta iniciativa.
Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO
“Esse é um trabalho que se tornou um processo. Há mais de 25 anos que eu sonho com esse momento, de mostrar as técnicas do Carnaval, o artesão, que isso tudo é uma jornada de um ano inteiro e não só um desfile. Essa parceria com o Sebrae, com o CRAB, foi fundamental para a gente mostrar essa realidade. Nós vamos ficar aqui por dez meses, exibindo toda a estrutura do artesanato do Carnaval, tudo que a Mangueira pode fazer. Mas é importante frisar que isso não é só da Mangueira, isso é do Carnaval. A Mangueira está apresentando essa exposição, mas com referência a todos os profissionais, de todas as escolas de samba do Rio de Janeiro e do Brasil inteiro. É um momento que a gente esperava muito e ele finalmente chegou. Então, eu acho que todo mundo está contemplado de certa forma, todas as agremiações tem que se sentir nesse espaço, afinal a exposição é um divisor de águas. É um tributo ao profissional do Carnaval, ao artista, ao artesão e as técnicas que todo ano promovem o maior espetáculo do mundo, não só na época do Carnaval, mas durante 365 dias”, declarou Célia Domingues.
Logo na entrada, a exposição busca trazer ao público um ambiente que remeta às origens da Estação Primeira de Mangueira. Para isso, um tradicional buteco do morro foi todo recriado no espaço, com diversos elementos que fazem referência para as rodas de samba, para as giras de candomblé e ao Bloco Arengueiros, de onde surgiu a escola de samba. Signos artesanais, que homenageiam aos compositores e fundadores da verde e rosa, também estão presentes no local. Em seguida, o visitante tem a oportunidade de conhecer como a comunidade se tornou um polo de artesãos, através da fábrica de chapéus ao lado da linha férrea, além de fazer um passeio pela arte plumária e pela arte afro-brasileira.
“Nós temos oito salas e cada uma delas mostra o que é um barracão, parte de um na verdade. Nelas, a gente tem retratado as técnicas, os materiais, a reciclagem, a proposta da criatividade dos artesãos, dos artistas, para o Carnaval. Então, são oito salas que nos movem muito e nos comovem demais, porque em cada uma existe um atrativo e uma informação, isso é muito importante. Ao longo desses dez meses em que nós vamos ficar com a exposição aberta ao público, iremos mexer nas salas que vão estar sempre renovadas. Cada vez que uma pessoa vier visitar, de dois em dois meses, vai ver elementos novos, produtos diferentes e umas salas totalmente atualizadas para o Carnaval, de ontem e de hoje”, contou a curadora.
Ao final da mostra, o público ainda pode conferir de perto uma maquete, toda feita à mão, que reproduz com riqueza de detalhes o desfile de uma escola de samba na Marquês de Sapucaí. Toda essa visita é embalada pelos sambas-enredo históricos da Mangueira, além de outras canções gravadas por Cartola e Jamelão, dois dos nomes mais marcantes da trajetória da agremiação.
“Importante dizer que as pessoas visitem a exposição com tempo, até para poder entender todo o processo da construção do Carnaval. No final, nós temos uma loja que tem todos os produtos dos artesãos, que são adereços, que são as baianas, onde eles aprendem a fazer o tamanho natural, depois a gente transforma em suvenir. Então, temos uma coleção de suvenir do Carnaval, no artesanato, para contemplar todos os amantes das escolas de samba e da festa”, pontuou Célia.
Personalidades do Carnaval e da Mangueira exaltam exposição
Antes da abertura para o grande público, a exposição foi inaugurada oficialmente em um evento fechado, apenas para convidados, realizado na última segunda-feira. O carnavalesco e comentarista Milton Cunha foi uma das figuras ilustres do mundo do samba que marcaram presença e fez questão de exaltar a importância do Carnaval e das escolas de samba estarem conseguindo ocupar espaços que até pouco tempo eram destinados quase que exclusivamente para a considerada cultura erudita.
“O bacana é que esse espaço é referência de artesanato. Muita gente fala do espetáculo, mas poucos falam do trabalho com as mãos que esses artistas de barracão tem. Essa exposição lança luz sobre o fazer, sobre o processo, da estampa, de como bate placa, de como prega búzio, de como escama a palha da costa. Então, é importante porque é mais uma fronteira vencida, avançada. Que bom que essas gente careta, de universidade, de instituições nacionais estão olhando o Carnaval, a escola de samba, como um produto a ser estudado, pesquisado, documentado. A exposição está belíssima, oito salas e chegamos lá na categoria artistas do artesanato brasileiro”, comemorou Milton.
Quem também prestigiou o evento de inauguração da exposição foi o ex-presidente mangueirense Elias Riche. Em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO, o baluarte enalteceu o trabalho realizado na mostra e garantiu que a exposição deve ser levada também para outras localidades fora da capital fluminense.
“Essa exposição é de vital importância. É mais uma forma de celebrar os 95 anos da maior escola que existe, que possui uma história muito grande, uma riqueza cultural gigantesca, e que sempre fez o Carnaval com muita garra, muita abnegação. Mas, além de ser importante para Mangueira, essa exposição é algo crucial para o samba de modo geral. É um projeto maravilhoso, do tipo da exposição internacional, para poder levar a bandeira do nosso Carnaval para qualquer lugar do mundo. É um divisor de águas, algo que nunca foi feito. Tanto que a gente quer levar para outros lugares, talvez não nessa dimensão com oito salas. Já estamos conversando, articulando sobre a possibilidade de levar para o interior do estado do Rio e se Deus quiser vamos conseguir ir com ela até o exterior”, assegurou Elias Riche.
Além de apresentar a exposição, o evento da última segunda-feira contou com uma apresentação especial da bateria “Tem Que Respeitar Meu Tamborim” e um show da velha guarda musical da verde e rosa. Uma das integrantes deste grupo, Guesinha é filha de Dona Neuma e neta de Saturnino Gonçalves, primeiro presidente da história da Mangueira. Ela falou com a reportagem do site CARNAVALESCO e se mostrou emocionada com as homenagens destinadas a agremiação.
“Achei a exposição maravilhosa, melhor impossível. Os fundadores da Mangueira nunca pensaram em vê-la chegar em um patamar tão alto. Hoje, nós somos respeitados como os reis do Carnaval, somos tratados como os donos do samba. Portanto, a gente tem obrigação no Carnaval de apresentar um excelente samba, um excelente desfile, tudo excelente, porque é isso que o público espera. Nós temos que respeitar esse público. Por isso, pedimos bastante forças a Deus para que sempre nossos caminhos estejam abertos, porque não tem não tem explicação a gente chegar em um patamar desse. É emocionante. A Mangueira só tem um problema para mim, eu não vejo defeito em nada. Tudo da Mangueira é maravilhoso e ai de quem falar o contrário, fico injuriada. A Mangueira é perfeita, se não existisse tinha que ser criada”, enalteceu Guesinha.
A exposição “Artesania Ancestral nos 95 anos de Mangueira” pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 10h às 17h, com entrada franca, mediante apenas a apresentação de um documento com foto. O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB) fica localizado na Praça Tiradentes, nos números 69/71, no Centro da cidade do Rio de Janeiro.
Sem medo de queimar a língua garanto que a Grande Rio vai fazer um desfile muito competitivo em 2024 e possui totais condições de buscar sua segunda conquista no Grupo Especial. Vou apresentar logo o motivo para fazer essa afirmação. A escola de Duque de Caxias segue com o time campeão de 2022. Essa galera sabe o caminho da glória. São grandes profissionais e que fizeram um dos maiores desfiles da história do Sambódromo da Sapucaí.
Gabriel Haddad e Leonardo Bora, da Grande Rio. Foto: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO
A comissão de frente, de Hélio e Beth Bejani, não acertou a mão em 2023. Porém, é inegável que a dupla tem no cartel de apresentações grandes momentos e que quase sempre carrega pontuação máxima para a agremiação que defende. Não ter acontecido em um ano faz parte do jogo. Quem está na disputa sabe que existem dias de lutas e de glórias. Acredito, sinceramente, que os coreógrafos buscarão em 2024 realizar uma apresentação deslumbrante. O nível de excelência profissional é gigantesco, um dos maiores do Especial.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Daniel e Taciana, está no hall dos melhores da Avenida. Sinergia, vibração na dança e muito entrosamento. Acho fascinante ver essa dupla dançar. São jovens e na pista parecem que estão brigando por notas no carnaval há mais de 30 anos. É um dos quesitos de segurança da escola de Duque de Caxias.
Aí chegamos na parte plástica. Neste ponto, eu não tenho preocupação nenhuma, pelo contrário, o trabalho da dupla Gabriel Haddad e Leonardo Bora é fundamental para o sucesso da Grande Rio desde 2020. Pra mim, eles foram os únicos que realmente conseguiram “rivalizar” com Leandro Vieira na excelência de um desfile. Falo isso no nível plástico, mas também no intelectual. Leio críticas que os artistas da agremiação de Caxias são acadêmicos e me pergunto por que esse preconceito? A Academia sempre dialogou com a escola de samba.
Acho a dupla Bora-Haddad muito mais “viva” no dia a dia do carnaval do que muitos que enchem o peito para gritarem palavras de ordem na folia. Por exemplo, tem roda de samba e eventos de carnaval, eles estão sempre presentes e curtindo muito. Fora isso, os desfiles apresentados são muitos carnavalizados.
Agora, não posso negar que muita gente ainda não conseguiu entender o enredo de 2024. Se isso aconteceu é obrigação da escola e da dupla explicar com mais detalhes e didaticamente. Tenho certeza que isso será feito. Como citei acima minha impressão é que vamos sair do desfile do ano que vem embasbacados com o show da Grande Rio. Bora-Haddad não acostumaram assim.
Antes de entrar na área musical da Grande Rio, essa parte do artigo é dedicada ao trabalho operacional da Tricolor da Baixada Fluminense. O diretor de carnaval, Thiago Monteiro, conseguiu o feito de dar um padrão de pista para escola que em anos anteriores “patinava” na Avenida. Era notório que a agremiação perdia títulos por falhas inadmissíveis para o poderio e estrutura que a direção fornecia. É muito bom ver que o trabalho sério e dedicado rendeu frutos.
Chegamos em mais um ponto de capacidade máxima da Grande Rio. A dupla Fafá e Evandro Malandro é tipo Bebeto-Romário na Copa do Mundo de 1994. Os dois se ajudam, não são marrentos no trabalho, dialogam sobre ritmo, samba e o trabalho que será levado para Avenida. O cantor está no grupo dos melhores do carnaval e mestre Fafá tem ditado o andamento do quesito “Bateria”. São realmente craques!
É impossível tirar a Grande Rio da briga pelo título, pelo contrário, ele está mais forte do que em 2023. Não sou das pessoas que reprovaram o desfile deste ano. Gostei, principalmente, de algumas alegorias. Não dava para o título, mas poderia estar de quarto até sexto e terminou na sexta colocação. Foi também um ano de comemoração pela histórica conquista em 2022. Ano que vem, a escola de Duque de Caxias será a quarta a desfilar no domigno de carnaval. Não tenho dúvida nenhuma que vai lutar demais para ser falada, no fim do primeiro dia de desfiles, que fez uma das melhores apresentações da noite. É esperar e entender que o time caxiense sabe o caminho da glória.
Um enredo com características diferentes da Dragões da Real é a grande aposta da escola para o Carnaval 2024. O presidente Renato Remondini, o Tomate, falou sobre a temática afro chegando na jovem Dragões.
Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO
“Primeiro que a Dragões gosta do diferente, gosta do novo, de inovar e de ousadia. Um enredo que quando eles trouxeram, a gente ficou realmente apaixonado. Pois é um resgate histórico, cultural, é uma forma de reparação, cada um fazendo sua parte, principalmente nós. Uma escola que não tem tradição alguma em fazer enredos nesta linha do afro, mas sempre fomos muito apaixonados por isso. Vínhamos pedindo essa linha de enredo anteriormente. Não calhou do ano passado por conta do enredo que veio, que era patrocinado. Mas só tem que agradecer, e tenho certeza que será um baita de um trabalho. Vocês viram a resposta da comunidade, em êxtase. É aquele enredo que conversamos lá atrás com o pessoal, falei ‘meu, quero ver alguém falar mal desse enredo, não tem como’. Então é uma grande responsabilidade para nós, mas gostamos desses grandes desafios para fazer um grande trabalho”.
Na época da explicação sobre o enredo, o carnavalesco Jorge Freitas indo para o segundo carnaval na Dragões, falou sobre o surgimento da ideia em conversa com o site CARNAVALESCO: “O enredo surgiu de diversas pessoas, pensando no que fazer de um tema forte para o carnaval de 2024. Nada melhor do que fazer um resgate histórico, de um tema que é tão forte, um tema histórico, que vai ser apresentado totalmente diferente das que vem sendo apresentada. Valorização de um continente, o africano, estamos falando de um continente e diversos países. Essa é a homenagem da Dragões para o carnaval de 2024. E a Simone Sampaio (madrinha da escola) vai desenrolar toda a história”.
Juntos na entrevista, Jorge Freitas fez questão de jogar a explicação para Simone Sampaio, que tem papel determinante no desenvolvimento do tema, e a ela já iniciou com uma resposta sobre o que muita gente questionava…
“O que você vai me fazer, a pergunta que todo mundo faz a respeito de uma escola que sua maioria branca falando da cultura ancestralidade negra. É esperado esse enredo de uma Vai-Vai, Nenê, Mocidade, e tantas outras que tem no seu berço, a grande maioria pessoas negras. A gente vai para a realidade, digo que sabemos a história irreal. Por que é irreal? Pois ela é contada uma parte, os quais meus ancestrais ficavam enrolados em saco de estopa, os meus escravizados, essa é a história da nossa colonização, a qual construiu-se esse racismo estrutural. Mas a história real é de cabeças coroadas, começa antes, e é isso que a Dragões da Real vai contar. A história que não é contada, ela vai revelar mas junto com sua comunidade, que é na sua maioria branca, vai dialogar, desconstruir, vai construir, sabe porquê? Pois só juntos, não dá para combater, o combate não é o homem branco com a mulher negra, ou o homem e a mulher vice-versa, é sobre o racismo, intolerância, o preconceito, a violência. E isso só vai ser combatido juntos, por isso é tão importante em uma escola que sua maioria branca ver como aliado, mas não contando a história que mesmo os que estão preparados, contam”.
Prosseguindo a explicação detalhada, Simone Sampaio complementou: “A história real, onde ela começou, onde seus reis foram escravizados e vendidos. Contar a história, mas não de escravos, de todos os seus reis e rainhas, essa história real entende? Descobri isso, não foi doutrinada, eu não aprendi com alguém que me contou. Costumo dizer que estava aqui ó (mostrando a pele), as pessoas perguntam para mim ‘mas eu sempre fui imponente’, converso com minha filha, meu bendito fruto que é hoje embaixadora da juventude da ONU, e empodera mulheres negras. Mas ela teve que aprender. Essa geração já conta a história real, mas muita gente não conhece, é preciso que a gente reconstrua. Mas tendo o branco como aliado, vivemos juntos, através da arte, da cultura, da música, da alegria, que somos a escola mais feliz do carnaval, por isso eu disse ‘vamos juntos’, é sobre isso. É óbvio que não haverá nenhuma história contada sobre nós, sem nós. Aqui não haverá, porém é digno, é justo, que a Dragões seja uma aliada nesta desconstrução”.
Prosseguindo o tema, Mahryan Sampaio, filha de Simone, que é uma voz forte em lutas raciais e de direito, ressaltou todo o trabalho na construção do tema para 2024.
“A Dragões traz essa história, não somente como enredo né, a gente tem certeza que vamos mergulhar em um ano com muito aprendizado e conhecimento, autoconhecimento, entregando isso para nossa comunidade. E para quem tiver em casa ou na avenida, assistindo o desfile também. É uma coisa muito bacana, a Dragões fala de África em um momento muito propicio para isso, e que a gente finalmente entende que o antirracismo não é feito só pelo movimento e pelo povo negro, mas também pelos aliados, por todos. Pelos guerreiros, aqueles que lutam, e que apoiam. É um ano muito grande, incrível, sabemos que tem muito trabalho para fazer, trabalho de conscientização muito grande, aprendizado que vai ser feito. E isso só me orgulha de maneira absurda”.
A Dragões vai contar a história da África de uma maneira que chamam de ‘a história real, ou seja, não através de escravidão e tudo mais, mas sim o antes de tudo isso. Sua filha, Mahryan reforçou o discurso em conversa com o site CARNAVALESCO.
“O verdadeiro antirracismo é realmente esse, como minha mãe disse, eu faço parte dessa geração que entrou em contato com a história de África dos meus ancestrais, entendendo que não sou filha e descendente de escravos, mas sim de pessoas que foram escravizados, maior crime que a humanidade já cometeu. Pois na verdade nós somos descendentes de reis, rainhas, grandes guerreiros, amazonas, locais como Daomé, então a gente saúda todos esses reis e rainhas. E vem contar essa história para o povo brasileiro, entendendo que o povo negro precisa resgatar sua identidade e sua verdadeira ancestralidade. Para alcançar e resgatar essa força e essa resistência”.
Carnavalesco Jorge Freitas explica o processo da escolha do enredo
Sobre a participação da Simone Sampaio dentro do enredo, e todo o desenvolvimento, Jorge Freitas explicou um pouco e falou com orgulho sobre a aprovação imediata.
“Na verdade foi um conjunto, acho que é o momento. É um momento de estar fazendo essa exaltação, a Simone é uma pessoa muito fundamental dentro do processo hoje na Dragões, e na verdade, conversando, Simone, filha, o pessoal que trabalha com enredo comigo, o Márcio (diretor de carnaval), chegamos a um consenso que fazer esse tema, essa exaltação, valorização e resgate histórico. Apresentamos para a escola e de imediato a escola comprou a ideia, e é isso, estamos no caminho certo”.
A dançarina e professora de samba Andressa Regina Silva Marinho, ou simplesmente Dedê Marinho, é uma das finalistas do concurso que irá eleger a Rainha do Carnaval de 2024. Representante da Unidos de Padre Miguel, a jovem de 21 anos desfila há mais de uma década pela vermelha e branca da Vila Vintém. Porém, a trajetória dela na folia teve início ainda antes disso, quando foi coroada rainha do carnaval mirim aos quatro anos. Após a classificação para a decisão, o site CARNAVALESCO conversou com a candidata que respondeu uma bateria de perguntas.
Fotos: Alexandre Macieira e Luciola Villela/Riotur
A grande final da competição irá acontecer no dia 01º de setembro, na Cidade do Samba, e assim como nas outras etapas o evento terá entrada totalmente gratuita. A vencedora, além do título e da coroa, levará para casa um prêmio de R$ 45 mil. Já a segunda e terceira colocadas escolhidas pelo júri e por meio do voto popular serão nomeadas Princesas e irão faturar a quantia de R$ 32.500 cada.
CARNAVALESCO: O que representa para você estar na final do concurso?
Dedê Marinho: “Representa um misto de de sentimentos. Em um primeiro momento, o que pesa muito é o estresse que a gente passa com a preparação, com o processo, a preocupação com cada desafio. Agora, sendo finalista desse concurso, os sentimentos são de realização e gratidão. E bola para frente me preparar para essa próxima e última fase”.
CARNAVALESCO: Já tem uma ideia de como será sua fantasia para final?
Dedê Marinho: “Ainda não sei como vai ser minha fantasia. Deixei para resolver isso agora, nessas duas semanas entre a semifinal e a final. Mas eu gostaria muito que a minha fantasia representasse a minha escola, o meu Boi Vermelho. A ideia é reinventar esse símbolo do Boi Vermelho da minha escola de alguma forma na fantasia”.
CARNAVALESCO: Qual foi o melhor momento da disputa até agora e o mais difícil?
Dedê Marinho: “Além da minha melhora no concurso, a experiência que ele está me proporcionando como um todo, as amizades, a visibilidade, são as coisas que mais me marcaram. O cuidado e a união que a gente tem aqui no camarim, nos bastidores, de uma candidata com a outra, com os candidatos a Rei Momo, com a diretoria, isso está sendo mais importante do que tudo, do que todo o restante. Esse carinho que a gente está tendo e o respeito mútuo está sendo realmente de grande valia”.
CARNAVALESCO: Como conseguiu conseguir a rotina do concurso com a vida normal?
Dedê Marinho: “Não vou mentir, está sendo uma grande confusão na minha vida. Eu sou mãe de um menino de onze meses e tenho que conciliar isso com a preparação para o concurso, que é cabelo, é maquiagem, é esteticista, é unha, sobrancelha… São muitos compromissos, é muita preparação e além disso tudo ainda tem a vida de filha, de trabalhadora. Está sendo uma guerra, mas no fim, tudo dá certo e o estresse vale a pena”.
CARNAVALESCO: O que pretende fazer de preparação até a final?
Dedê Marinho: “Primeiramente, o que vou fazer é descansar, colocar a mente no lugar. Depois, é focar, me concentrar, continuar nas preparações físicas, mentais, ensaiar muito o meu samba no pé, minhas entradas, minhas saídas, sinalizações, minha oratória, gestual, postura. Basicamente é isso, é me preparar, me concentrar e aguardar o grande dia da final”.
CARNAVALESCO: Qual sua opinião sobre os comentários de internet que criticam algumas candidatas que fazem passos marcados e sambam no estilo “tiktok”?
Dedê Marinho: “São comentários desnecessários, porque uma pessoa que realmente para e vê, que quer entender, vai saber que o samba, a dança, a cultura, a arte, a técnica, são vertentes que andam lado a lado e que estão em constante processo de modificação. Não tem como criminalizar uma dança ou então um jeito de dançar, isso é da personalidade, da identidade de cada um. Acho que tudo está unido e tudo fala, conversa muito bem”.
CARNAVALESCO: Se ganhar, o que fará com o prêmio de R$ 45 mil?
Dedê Marinho: “É uma confusão ainda na minha mente, mas de começo eu já posso dizer que quero investir muito na vida do meu filho. Também quero investir na minha vida pessoal, profissional e ajudar minha família. Acho que esse é o básico, temos que valorizar quem está com a gente desde o início, quem está com a gente no dia a dia. Então, nada mais justo do que receber esse prêmio e pensar em gastar de uma forma que reflita no nosso bem, no nosso meio familiar, na nossa união e na nossa felicidade”.
‘Um evento que já nasce grande sem ainda acontecer’. É assim que o diretor de carnaval da Liesge (Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial do Espírito Santo) João Filipe resume os minidesfiles que acontecerão neste final de semana. Anunciado publicamente em maio, a ideia de um desfile reduzido colaborou massivamente para que o calendário das escolas fossem antecipados e ensaios intensificados.
Diretor de carnaval da Liesge (Liga das Escolas de Samba do Grupo Especial do Espírito Santo) João Filipe
“O minidesfile articulou e movimentou todas as escolas de samba que farão parte dele. Cada escola precisou construir seu enredo e samba antecipadamente. Consequentemente os ensaios também se anteciparam, se comparados a outros carnavais. Querendo ou não, movimenta e fomenta as comunidades para preparação. É costureira, sapateiro, ferreiro e etc. Para a Liga também é importante porque atrai imprensa e os olhares se voltam para o carnaval. É uma movimentação que eu nunca tinha visto nessa época do ano”, explica João Filipe.
Pelas redes sociais os comentários positivos sobressaem alguns poucos negativos. Porém, uma questão que alguns sambistas se perguntam é porque chamar de ‘minidesfile’, e porque não acontecer dentro do sambão do povo, casa do folião capixaba. Sobre isso, o diretor é sucinto na resposta.
Estrutura para os mini desfiles em Vitória
“O parque Tancredão também é a casa de todo sambista. Ali são construídas alegorias de diversas escolas de samba, nós temos afinidade com aquele espaço. Sobre o nome, não é de forma a reduzir o evento, e sim pelo formato. É menor desde sua criação. Uma pista reduzida, número de componentes reduzidos, regras reduzidas, não terá alegorias. No Tancredão é um ambiente fechado, temos controle total e a burocracia é menor”, acrescenta João.
Não tem competição, mas…
Ainda em maio, quando foi anunciado, a regra principal do minidesfile é de que não haveria uma disputa entre as escolas. Porém todos conhecemos a competitividade entre sambistas. E João garante que as escolas brindarão os presentes.
Estrutura para os mini desfiles em Vitória
“Nós gostamos de ver coisas de qualidade. Até porque haverá transmissão e isso fica eternizado para sempre, é mais um motivo para a qualidade ser elevada. Desde o primeiro dia estou me empenhando junto da equipe da Liga no sentido de orientar as escolas de que não é um ensaio técnico. O minidesfile é próximo a um desfile, só que reduzido. As expectativas são grandes para assistir escolas organizadas e com qualidade”, completa.
Campeã do carnaval 2023 promete um show ‘padrão MUG’
Oito estrelas ornam o pavilhão vermelho e branco do Leão da Glória. Ao longo de todos esses títulos, a Mocidade Unida da Glória estabeleceu um padrão de qualidade para si mesma e para seus componentes. No minidesfile não será diferente. Segundo Slin Ribeiro, diretor geral de harmonia da escola. MUG vai presentear os presentes com um grande show.
Slin Ribeiro, diretor geral de harmonia da MUG
“É uma oportunidade para o sambista exaltar sua cultura, para além dos ensaios das escolas. O minidesfile é o carvão que botamos na fogueira para iniciar os trabalhos se preparando para 2024. A MUG tem um emblema de que não sai de casa para perder. Não sabemos brincar quando o quesito é carnaval. Tentamos mostrar nosso melhor sempre. O público merece, Vitória merece. E a gente investe em todos os segmentos da escola. Vai ser um carimbo padrão MUG”, finaliza Slin.
Estrutura para os mini desfiles em Vitória
Serviço
Minidesfile das Escolas de Samba do Grupo Especial de Vitória
Dias: sexta-feira, dia 25 de agosto, e sábado, dia 26 de agosto
Local: Tancredão – Avenida Dário Lourenço de Souza, Vitória
O Sereno de Campo Grande promoveu, no último domingo, uma festa de lançamento do samba-enredo para o Carnaval de 2024. Com apresentação das coirmãs Unidos de Padre Miguel e Unidos de Bangu, a azul e branca da Zona Oeste realizou um verdadeiro show em sua quadra para divulgar oficialmente o hino que irá embalar o enredo “4 de Dezembro”, desenvolvido pelo carnavalesco Thiago Avis em trabalho conjunto com os enredistas Juliana Joannou e Leonardo Antan. Assim como em anos anteriores, a escola optou por não realizar disputa e encomendar a obra para a ala de compositores. Desta vez, no entanto, além das pratas da casa, o time contou com o reforço luxuoso de Cláudio Russo.
“Estou muito orgulhoso do resultado. É uma honra participar deste samba da Sereno. Foi um convite do André Baiacu, diretor de Carnaval, e fui muito bem recebido pela diretoria e pelos compositores. Acho que o resultado foi muito positivo, porque não tem como fazer um samba bom sem ter um enredo bom. E falar sobre Iansã, Oyá, o sincretismo no Brasil com Santa Bárbara, que tem uma festa linda na Bahia, chega a ser emocionante. Estou muito feliz e tenho certeza que o refrão vai pegar. Os dois refrão são bons, mas o refrão final que faz uma brincadeirinha de que Oyá vem para o samba com a Sereno, eu acho que vai pegar muito, de verdade”, ponderou o compositor.
Além de Russo, o samba-enredo da Sereno para o ano que vem conta também com as assinaturas de Jaci Campo Grande, André Baiacu, Sérgio Alan, Beto BR, Fabinho, Marcelinho, Fabio Bueno, Reinaldo Chevette, Aurélio Brito e Laio Lopes. Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o diretor de Carnaval da agremiação falou sobre o processo de confecção da obra, além de antecipar como ficará o calendário de ensaios a partir dessa divulgação do hino.
“Na hora de fazer os sambas, a gente sempre trabalha em parceria com o carnavalesco. Eu já venho há cinco anos nessa pegada aqui na escola. Sou diretor de Carnaval atualmente, mas eu comecei como compositor. Já ganhei sambas na Unidos de Bangu, fui campeão com a Mocidade Independente em 2017… A Sereno basicamente permite eu conciliar os dois mundos. Este ano fizemos o convite ao Cláudio Russo para abrilhantar mais ainda o samba. E com o lançamento, agora é trabalhar para ter harmonia perfeita até fevereiro para escola estar cantando samba de A a Z. Já estamos fazendo os ensaios de quadra toda segunda-feira e, em outubro, a gente inicia os nossos treinos na Rua Campo Grande”, disse André Baiacu.
Presidente explica decisão por encomenda de samba
O presidente da Sereno de Campo Grande, Carlos Alberto “Galego”, conversou com o site CARNAVALESCO durante o evento de lançamento do samba-enredo para o desfile de 2024. O dirigente explicou que a decisão de não realizar a disputa é baseada no alto custo da competição, que não tem necessariamente garantia de retorno para a escola.
presidente da Sereno de Campo Grande, Carlos Alberto ‘Galego’
“Nós estamos chegando na Série Ouro. As pessoas podem até pensar que uma disputa de samba traz dinheiro para escola, mas não é essa a realidade. Fazer um evento semanal é muito difícil. Já uma festa de lançamento, que é algo pontual, a gente faz até por obrigação. Se o evento bombar, tudo bem. Mas, e se o evento não bombar? Já pensou nisso? Eu abro a disputa, como há muito tempo não tem na escola, aí vai que não dá muito samba, como fica? Existe essa dúvida. E não é só o Sereno que está adotando este modelo, a Tuiuti no Grupo Especial está fazendo isso. A Inocentes também, samba encomendado”, justificou.
O mandatário também relatou como estão os preparativos para o desfile do ano que vem, quando a agremiação abrirá o sábado de Carnaval, dia 10 de fevereiro, segunda noite da Série Ouro. Carlos Alberto “Galego” contou que o barracão da escola se mudou para o espaço que até o último ano era ocupado pela Lins Imperial e que começou os trabalhos para crescer o tamanho das alegorias.
“A gente está ocupando o antigo barracão da Lins. Nossos carros já estão lá, nossas esculturas começaram a ser feitas, tudo com bastante antecedência. Vamos vir com chassis padrão Sapucaí. Apesar de todas as dificuldades, que são as mesmas que as coirmãs também enfrentam, nós estamos tentando adiantar ao máximo os preparativos para o Carnaval. Queremos pisar forte naquela Avenida e, como diz o nosso enredo, Santa Bárbara e Iansã a gente quer entrar explodindo na Sapucaí como um raio. Somos a primeira de sábado e não podemos entrar manso, temos que ir para cima e entrar com muita garra”, defendeu o presidente.
Carnavalesco da Sereno quer subverter estética
No desfile de 2023, o carnavalesco Thiago Avis estreou nesta função, na Sereno de Campo Grande, assinando enredo “As três princesas turcas no reino de pindorama”, que tinha por objetivo mostrar as três princesas que são cultuadas no Tambor de Mina e o encontro das crenças dos povos originários. Com o título de campeã da Série Prata e o contrato renovado para o ano seguinte, o artista decidiu dar vazão para uma ideia que surgiu durante o processo de criação do Carnaval anterior. A proposta em questão era retratar os festejos em homenagem a Santa Bárbara, realizados em Salvador, capital da Bahia. É desta forma que nasceu o enredo “4 de Dezembro”.
Carnavalesco Thiago Avis
“O que motivou a fazer este enredo foram os sinais que foram acontecendo naturalmente durante a construção do desfile de 2023. Por exemplo, Santa Bárbara ficou aparecendo nas pesquisas, sinais foram acontecendo dentro do barracão, na quadra principalmente, e isso tudo foi me instigando e levando a tomar esta decisão”, revelou Thiago em conversa com o site CARNAVALESCO.
Apesar da temática negra, relacionada ao sincretismo religioso presente no enredo, Thiago Avis assegurou que não seguirá os padrões estéticos habituais. A proposta visual do carnavalesco é sair da repetição de fórmulas típicas dos enredos com viés africano. A pretensão do artista é ousar nas formas, cores e materiais.
“Minha ideia é tentar subverter a chamada estética africana, tipicamente carnavalesca, que tem uma raiz nos primeiros enredos negros lá dos anos 1960. Ao longo das décadas, as escolas vêm reproduzindo isso e a gente não consegue fugir, até por conta dos materiais que existem disponíveis no mercado. Porém, estou tentando sair ao máximo desse lugar comum. Quero trazer um pouco tanto para o estilo da Sereno, quanto para o meu próprio estilo de Carnaval. É um olhar mais cinematográfico, mais teatral mesmo”, mensurou.
Casal de mestre-sala e porta-bandeira comenta início de parceria
Para 2024, a Sereno de Campo Grande terá uma dupla inédita conduzindo o primeiro pavilhão. O novo casal é formado por Yago Silva e Lohanne Lemos. O mestre-sala está na azul e branca desde o Carnaval de 2022; enquanto a porta-bandeira retorna para a agremiação depois de oito anos. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, os dois comentaram o início dos ensaios juntos.
Primeiro casal Yago Silva e Lohanne Lemos
“Começamos os ensaios há quase um mês. Estamos treinando com muito empenho, conversando, acertando algumas coisas, até para conseguir encaixarmos. Eu ouço o que ela quer, falo o que eu penso e vamos assim tentando chegar no melhor resultado possível. Tenho fé que faremos uma bela apresentação no dia do desfile”, afirmou Yago.
“Está sendo incrível. O Yago é um parceiro espetacular. A gente já tem uma afinidade ótima mesmo com esse pouco tempo juntos, por incrível que pareça. Eu vim de parcerias muito longas e ele também veio. Então, a minha experiência com a alegria dele, com a jovialidade, com a energia, junta isso e dá um trabalho maravilhoso. Estamos muito empenhados e posso garantir que vai ser bem bacana o fruto desse esforço todo”, avaliou Lohanne.
‘Meu afilhado no samba’, afirma Antônio Carlos sobre Igor Pitta
Assim como o casal de mestre-sala e porta-bandeira, o carro de som da Sereno de Campo Grande também terá uma nova dupla em 2024. Após a saída de Sandro Mota, o intérprete Igor Pitta, que cantou na Em Cima da Hora em 2023, foi contratado pela agremiação para dividir o microfone principal com Antônio Carlos. Apesar de nunca terem sido as vozes oficiais de uma escola ao mesmo tempo, a parceria de trabalho dos dois não é inédita.
Intérpretes Antônio Carlos e Igor Pitta
“O Igor é meu afilhado na questão de samba-enredo. A primeira vez que a gente se encontrou foi em uma disputa na Mangueira e dali surgiu a nossa relação. Na época, eu era o cantor oficial do Acadêmico do Engenho da Rainha e convidei o Igor para fazer parte do meu carro de som. Depois, eu saí da escola, fui pra uma outra agremiação, e o Igor assumiu o microfone oficial do Engenho da Rainha junto com o Lucas Donato. A partir daí, o passarinho voou sozinho. Estou muito feliz mesmo de poder voltar a trabalhar junto com ele”, contou Antônio Carlos.
“Trabalhar com ele é sempre muito fácil. Foi um prazer saber que eu viria para cá e que ele iria continuar. O Antônio Carlos foi a pessoa que me ajudou lá atrás, no início da minha carreira, me levou para o Engenho da Rainha. E aprendi muito no tempo que fui apoio dele. Então, esse reencontro para mim está sendo muito especial”, pontuou Igor.
No bate-papo com o site CARNAVALESCO, os dois intérpretes também falaram sobre como encaram o atual momento da Sereno de Campo Grande, que volta ao Sambódromo depois de uma década. Antônio Carlos destacou ter vivido um momento de superação ao participar do campeonato da Série Prata em 2023, após ter atuado também no desfile que marcou a queda da azul e branca para o Carnaval da Intendente Magalhães.
“É uma redenção estar na escola no atual momento, depois de viver aquele rebaixamento em 2013. A gente não deve discutir resultado, mas eu achava que a Sereno iria se manter no grupo com o desfile que fez. Porém, mesmo que sem merecer, acabamos descendo e isso foi muito ruim para escola. A Sereno sentiu muito esse descenso, tanto que foram 10 anos no Carnaval da Intendente até conseguir o direito de voltar para Sapucaí. No ano retrasado, a atual direção se reuniu, decidiu reviver os grandes momentos e foi aí que me convidaram para retornar. E a palavra certa sobre essa volta é êxtase. Ano passado, no nosso último ensaio, eu disse para comunidade que eu tinha uma dívida com a escola de retornar com ela para Marquês de Sapucaí, que é o verdadeiro local do Sereno de Campo Grande. Graças a Deus tive essa felicidade”, desabafou o cantor.
Já Igor Pitta ressaltou o trabalho que a escola como um todo está realizando com o intuito de assegurar a permanência na Série Ouro. “É uma responsabilidade grande. A Sereno já estava há dez anos longe do grupo, está retornando agora, a expectativa que foi passada para mim é muito alta de todos os segmentos, mas a gente está acostumado com pressão, com desafios. É até bom lidar com essa expectativa grande que é sinal de que a escola tem projetos maiores”, pontuou.
Mestre de bateria aposta em paradinha: ‘Vai ser sensação’
O mestre Celsinho do Repique está no comando da Swing da Coruja desde o Carnaval de 2017. Antes deste período, ele já havia tido uma passagem pela Sereno de Campo Grande, na qual participou de um momento histórico da agremiação. Trata-se do desfile que marcou a estreia da escola na Marquês de Sapucaí no ano de 2007. Na ocasião, a azul e branca conseguiu a permanência no Sambódromo, onde desfilou ininterruptamente até 2013, quando foi rebaixada da então recém-criada Série Ouro. Agora, Celsinho espera ajudar a Sereno a repetir o feito do passado.
Mestre Celsinho do Repique
“É uma satisfação muito grande participar deste momento da escola. Eu subi com a Sereno pela primeira vez e estou subindo de novo. A expectativa do trabalho para o ano que vem, de bateria, é muito positiva. Estamos com uma escolinha de ritmistas com cem alunos e vamos aproveitar pelo menos 30% no desfile. Além disso, estamos com uma paradinha na cabeça do samba que eu acho que vai ser sensação. Não posso falar muito, mas aguardem”, relatou o mestre, de maneira confiante.
Nova Rainha de Bateria
Além do samba-enredo para o Carnaval de 2024, uma outra novidade envolvendo a bateria foi apresentada oficialmente no evento do último domingo. A tiktoker e maquiadora artística francesa Katarina Harmony foi anunciada como a mais nova rainha da Swing da Coruja. Por estar fora do país, ela não participou pessoalmente da festa, mas falou para o site CARNAVALESCO sobre a chegada na Sereno de Campo Grande.
“Minha expectativa está nas alturas, mal posso esperar para sentir a energia contagiante da bateria pulsando em meu corpo, enquanto guio meus ritmistas com graciosidade, respeito e paixão. Tenho treinado incansavelmente para estar em plena forma, ouvindo os sambas e algumas bossas, dominando cada passo e movimento, para trazer alegria para o público. Estou ansiosa para brilhar na passarela. Será uma experiência nova e inesquecível, onde pretendo transmitir toda a minha alegria para todos os presentes. O Carnaval de 2024 promete ser um espetáculo grandioso e quero viver plenamente tudo isso”, declarou a beldade, que também é rainha de bateria da Arrastão de Cascadura.
A herança musical do Brasil é vasta e rica, variando desde os ritmos tradicionais, como o samba e a bossa nova, até os gêneros modernos que têm conquistado a juventude. Nos últimos anos, uma nova onda de ritmos tem surgido, mostrando que a criatividade brasileira na música permanece viva e pulsante e acompanhando as melhores partidas na20Bet. Vamos explorar alguns desses novos sons que estão transformando a paisagem sonora do país.
Funk Carioca:
Embora não seja novidade, o funk carioca tem passado por uma renovação impressionante. Com origens nas favelas do Rio de Janeiro durante as décadas de 1980 e 1990, este gênero tem se reinventado, abraçando influências do trap, hip hop e da música eletrônica. Artistas como Anitta, Ludmilla e MC Kevinho são apenas alguns dos nomes que ajudaram a levar o funk carioca a plateias globais, mostrando sua versatilidade e apelo universal.
Pisadinha:
Um ritmo que tem suas raízes no Nordeste brasileiro, a pisadinha é uma variação mais moderna e eletrônica do forró. Distintamente reconhecível por seu ritmo acelerado e pelo uso predominante do teclado eletrônico, a pisadinha virou febre em todo o país. Artistas como Barões da Pisadinha, Zé Vaqueiro e Eric Land são ícones deste movimento.
Brega Funk:
Uma fusão vibrante que combina elementos do brega tradicional com o funk carioca. Nascido em Pernambuco, o brega funk tem uma batida inegavelmente dançante. A cena musical pernambucana, com nomes como MC Loma, MC Troia e Shevchenko e Elloco, ajudou a popularizar este gênero, tornando-o um fenômeno nacional.
Trap Brasileiro:
Influenciado pelo trap americano, mas com um sabor distintamente brasileiro, o trap nacional aborda questões sociais, sonhos e realidades da juventude brasileira. O gênero se destaca não só pelo seu som, mas também pelas letras profundas e muitas vezes provocativas. Artistas como Matuê, Djonga e Orochi têm liderado esta cena, provando que o rap e o trap brasileiros têm muito a dizer.
Piseiro:
Outro subgênero que emergiu do Nordeste, o piseiro é semelhante à pisadinha, mas com uma batida ainda mais intensa. A sanfona é um instrumento chave nesse estilo, e a sua presença dá ao piseiro um sabor rústico, mas inegavelmente moderno. As músicas de piseiro rapidamente encontraram seu lugar em festas e baladas por todo o Brasil, com artistas como Tarcísio do Acordeon e Vitor Fernandes à frente do movimento.
Rave de Favela:
Esta é uma fusão inovadora que combina a intensidade da música eletrônica com o ritmo contagiante do funk carioca. Representa uma confluência de culturas e sonoridades, resultando em músicas que são ao mesmo tempo pulsantes e cheias de energia. “Rave de Favela” de Major Lazer, MC Lan e Anitta é um exemplo notório, mas muitos DJs e produtores estão experimentando neste território, prometendo muitas inovações para o futuro.
A diversidade musical brasileira é reflexo de sua rica tapeçaria cultural. Os novos ritmos que surgem são mais do que apenas tendências passageiras; são expressões da evolução contínua da identidade musical do país. Cada novo gênero, seja ele uma reinterpretação de sons tradicionais ou uma inovação totalmente nova, oferece uma janela para a alma brasileira, mostrando paixão, criatividade e uma busca incessante por expressão.
Com a tecnologia tornando a música mais acessível do que nunca, artistas de todas as regiões do Brasil agora têm a oportunidade de mostrar seus talentos ao mundo. O que podemos esperar para o futuro? Sem dúvida, mais experimentação, mais fusões e, o mais importante, mais música incrível. O Brasil continua sendo um farol para os amantes da música em todo o mundo, e a nova onda de ritmos é apenas o começo de mais maravilhas sonoras a serem descobertas.
Um aniversário sempre é uma data especial, e a comemoração dos 49 anos da Barroca Zona Sul não poderia ser mais marcante. Neste domingo (20), a escola assoprou velas em um bolo verde-e-rosa juntamente com a comunidade – e com muito mais convidados. Na Arena Neguinha, localizada no Jabaquara, a festa também teve shows da Independente Tricolor e da Unidos de Vila Maria. O grande presente, entretanto, foi da agremiação para a torcida e para o mundo do carnaval: o lançamento do samba que embalará o desfile de 2024, com o enredo “Nós nascemos e crescemos no meio de gente bamba. Por isso, que somos a Faculdade do Samba – 50 anos de Barroca Zona Sul”, desenvolvido por Pedro Alexandre, o Magoo. O CARNAVALESCO participou da festividade e entrevistou integrantes de destaque da instituição. São, ao todo, doze compositores: Pixulé, Thiago Meiners, Sukata, Claudio Mattos, Cacá Camargo, Rafa do Cavaco, Fernando Negão, Turko, Dilson Marimba, Wilson Mineiro, Rodrigo Alves e Julio Alves.
Com a palavra, quem compôs
Muito à vontade na quadra da agremiação, Pixulé fez questão de exaltar a obra que ajudou a compor. “Sou suspeito para falar porque sou um dos compositores do samba, e a Barroca vem com um brilhante samba para o carnaval 2024, para falar dos 50 anos. É um samba primoroso, maravilhoso e para emocionar”, comentou o intérprete da instituição desde 2018.
Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO
Há mais de duas décadas na agremiação, quem também elogiou a obra composta por ele próprio foi Fernando Souza, o Fernando Negão, mestre de bateria da verde e rosa. “Gostei bastante! É um samba bem cadenciado e bonito, gostoso de se tocar. Graças a deus, vambora. Na minha opinião, tudo que eu pensei e vejo na escola, que eu acompanhei, está no samba. É um samba maravilhoso e é uma sensação maravilhosa escrever esse samba, principalmente por ser um dos mais velhos na escola. É o que eu sempre sonhei: participar dos 50 anos da Barroca, ainda mais como mestre da bateria”, comentou o ritmista-mor, que desde 2018 está no comando do segmento – de maneira solo desde 2022.
Diretor musical da agremiação, Cacá Camargo focou mais na emoção e menos na responsabilidade ao citar a obra. Cacá Camargo: “Gera uma apreensão pela expectativa, claro. Sempre que a gente fala de uma data importante, de um enredo tão importante como esse, o pessoal espera um grande samba. Mas, depois, quando a gente começou a se falar, a mandar as ideias sobre o samba, pensamos que, na realidade, não era tão difícil. Era só a gente falar do que a gente sente de verdade. Falar do nosso amor, do povo que jamais te abandonou, bambeia, mas é ruim de derrubar”, comentou.
Famoso compositor de sambas-enredo em São Paulo e no Rio de Janeiro, Thiago Meiners não faz parte de segmentos da Barroca – ao contrário de outros tantos compositores. Ele, entretanto, entrou no tom dos demais para se inspirar – e fez uma revelação. “Acho que o mais importante é o que o Cacá falou. Para você que vai homenagear uma escola, ainda mais uma escola que a gente faz parte há tanto tempo (eu, Cacá e Fernando Negão, por exemplo, temos mais de dez anos de escola), a gente já disputou samba aqui em 2013, quando a escola tava na UESP. A gente tem um sentimento pela escola que é muito grande. E eu falo para todo mundo em São Paulo que a minha escola aqui é o Barroca Zona Sul. Então, quando a gente começou a composição, acho que o principal foi o sentimento. Achar o que a gente sentia pela escola, tirar do peito que a gente sentia para falar de amor, falar de tudo que a gente sentia pela escola. Obviamente isso reflete o sentimento do componente”, afirmou.
Samba na ponte aérea
Residente do Rio de Janeiro, Meiners fez questão de acompanhar o processo criativo de todos os componentes, afirma Cacá. “A gente finalizou o samba numa vez que o Thiago veio. Mas a gente estava sempre conversando à distância, ele lá do Rio e a gente aqui. Ele mandando ideias, a gente juntando as coisas e mudando, mudando, mudando. Desde a primeira concepção até o final. Daí, uma vez que a gente se encontrou aqui, a gente finalizou tudo. Foi muito legal, gravamos também, fizemos uma grande gravação, um grande trabalho. Eu acho que foi um momento muito emocionante, desde o começo do projeto até cada coisinha que a gente foi colocando e foi mexendo, foi mudando. Hoje foi difícil segurar a onda, no lançamento aqui foi difícil, não foi mole não”, emocionou-se.
Mais sucinto, Fernando Negão aproveitou para elogiar o texto que deu origem ao samba, escrito pelo carnavalesco Pedro Alexandre. “Foi bem bacana o processo criativo. Eu estou na escola há mais tempo, desde 2002. Para mim, ficou mais fácil que para os outros rapazes, por eu ser daqui e ter raízes na escola. Foi um belíssimo trabalho, o Magoo disse tudo que a gente pensou. Os compositores se juntaram, veio o Thiago com mais ideias e saiu esse samba maravilhoso”, comentou,
Com a cara da escola – e com muito trabalho
O chamado “samba encomendado” causa muita controvérsia no mundo carnavalesco, e foi dessa maneira que a escola optou por escolher a canção para 2024. Para Meiners, entretanto, tudo valeu a pena. “É o que gente sempre fala, que o samba encomendado exige muito mais da gente que uma disputa. Samba encomendado acaba tendo a participação de todos os segmentos. Desde o Pixulé, bateria, direção de harmonia, direção de carnaval. Todo mundo participa do processo. Então, a gente tem sempre que se adequar a todos os segmentos. Ás vezes as pessoas acham que o samba encomendado é muito fácil e, na verdade, é muito mais difícil. A nossa tarefa de fazer um samba para homenagear os cinquenta anos da escola e agradar todo mundo não é fácil, mas é um processo que vale muito a pena. Hoje, muita gente da escola se emocionou e eu acho que isso é o que vale para gente. Ainda mais nós que somos Barroca da Zona Sul. E foi de emocionar, de verdade”, destacou.
Já Pixulé preferiu contemporizar sobre a encomenda do samba – e, sobretudo, a eterna comparação com as eliminatórias. “Essa modalidade de você compor um samba encomendado te dá mais liberdade a contento dentro do que a escola propõe e o carnavalesco quer. Mas também sou muito adepto de disputas de samba-enredo”, destacou.
Cacá preferiu apontar o sentimento de gratidão dos integrantes barroquenses em relação à obra confessando uma surpresa que virá em breve nas redes sociais da agremiação. “O Thiago passou mais por isso, eu passei por isso já algumas vezes. também. De você estar andando pela escola e o componente fala agradecer inúmeras vezes pela canção. Passei por isso várias vezes na terça-feira aqui mesmo, quando a gente gravou um coral com o povo, eu passei muito por isso. Eu e o Pixulé éramos os únicos compositores que estavam aqui no dia. Então, o pessoal vem, aperta a nossa mão, agradece. Hoje eu vi muita gente fazendo isso com o Meiners, também. É um sentimento único”, comentou.
Coral?
Na terça-feira anterior ao lançamento do samba-enredo para a comunidade, alguns integrantes da Barroca Zona Sul foram chamados para participar de uma gravação especial. Dentre eles, estavam Marquinhos Costa e Lenita Magrini, casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação. Para ela, chamou atenção o completo sigilo solicitado. “Nós viemos gravar um coro para um vídeo que vai ser divulgado oficialmente para o Barroca. Não pudemos sair com letra, áudio, nada. Nem sequer podíamos entrar com o celular”, comentou. Marquinhos complementou. “Nós ouvimos na terça-feira e, depois, ouvimos aqui, junto com a comunidade”, relembrou.
Arrepios e emoção
A sensação de todos os integrantes barroquenses ouvidos pelo CARNAVALESCO a respeito do samba vai além da qualidade da canção. Os componentes deixaram claro o quanto a canção é, acima de tudo, inspiradora a ponto de mexer com os sentimentos de cada um deles.
Ewerton Rodrigo Ramos Sampaio, o Ewerton Cebolinha, presidente da agremiação desde 2014, foi um deles. “O samba é uma obra de arte! Já estávamos trabalhando junto há um longo tempo, acertamos mais uma vez em mais um ano. É um belo samba, forte. Se Deus quiser, vai ser um dos melhores sambas do carnaval de São Paulo”, prometeu.
O casal que carrega o pavilhão verde e rosa concordou. “É um samba de arrepiar, principalmente para quem é da escola. É um samba muito lindo, muito marcante, que conta, realmente, a história do Barroca, e remete ao orgulho barroquense”, destacou Lenita. Focando na história de Sebastião Eduardo do Amaral, o Pé Rachado, um dos fundadores da agremiação e dos grandes baluartes do carnaval paulistano. “Eu acho muito legal porque é um samba que foge do padrão São Paulo. Ele está em uma pegada diferente, mas que também é bonita e traz uma energia na dança. Traz a sensação do orgulho do Pé Rachado, personagem principal do enredo, de contar aquela história. É muito legal ver o personagem contando o enredo, é ele voltando e contando a história do que foi construído na ótica dele. É legal e bem marcante”, comentou.
Trecho destacado
Ao contrário da maioria dos sambas-enredo contemporâneos, a obra começa a ser executada após o chamado “refrão de cabeça”, diretamente na primeira estrofe. E foi justamente o primeiro verso que foi citado como um dos mais marcantes por dois componentes de fundamental importância na verde e rosa.
Ao ser perguntado diretamente sobre o trecho favorito na obra que ele ajudou a compor, Pixulé tentou contemporizar, mas fez uma citação. “Acho que não tem uma parte especial porque todos os trechos são legais. É bacana a cabeça, que diz ‘Prazer, eu nasci Sebastião’, porque nisso já dizemos quem sou eu. É um trecho maravilhoso. Todo o samba é maravilhoso, não tem como desenhar o melhor trecho, não dá” (risos), afirmou.
Marquinhos, enquanto falava da responsabilidade de defender o pavilhão da instituição no desfile de 50 anos da escola, citou o mesmo verso – em um momento marcante para ele. “O peso é muito mais no sentido de corresponder o que as pessoas fizeram pelo Barroca até agora. É muito louco nós estarmos fazendo a parte do samba que diz ‘Prazer, eu nasci Sebastião’, com a família do Pé Rachado nitidamente emocionada quando paramos para dançar na frente deles. Essa é a responsabilidade, de representar, através da nossa paixão pela dança e pela Barroca, o sentimento deles e toda a batalha. O pavilhão carrega a história de toda a escola, ainda mais em um jubileu de ouro. O Ednei Mariano, que me conta as histórias de tudo que ele viveu aqui, o mestre Gabi, que passou por aqui… imagina, eu estou dançando, com o pavilhão que também dançaram Gabi, Pé Rachado, Ednei… Jocimar Martins, Marcelo Silva… é muita gente que tem história no carnaval e, agora, estamos representando todos eles. É o desfile para chegar e desfilar com esse orgulho”, comentou, destacando outros históricos mestre-sala que já passaram pela Faculdade do Samba.
Responsabilidade
Torcedora declarada da Barroca, Lenita também falou sobre a responsabilidade de ostentar o pavilhão barroquense citando o baluarte – que, no enredo, é uma espécie de fio condutor passando por toda a história da instituição. “Eu acredito que, para nós dois, é a mesma sensação. É um peso redobrado porque sempre carregamos o peso de ostentar o símbolo máximo, mas ostentar o símbolo máximo no Jubileu de Ouro da escola, a escola trazendo a sua história, o nosso grito de guerra, a força, Pé Rachado… dobra o peso. É aquela responsabilidade de que o Pé Rachado fundou a escola e nós temos que mostrar que nós somos a escola, o pavilhão é a escola. É um peso redobrado, vai ser um trabalho redobrado, mas com muita gratidão por nós sermos os escolhidos para carregar o pavilhão nesse momento da escola”, pontuou.
A responsabilidade também foi um dos pontos citados pelo presidente, que abriu o coração sobre o Jubileu de Ouro da escola. “É uma responsabilidade grande, com certeza. Na realidade, falo para todo mundo, há tempos, que era o carnaval que eu sempre sonhei. Há quinze anos eu já pensava nisso, tinha ideias, nem era presidente na época. Eu pensava em como falar da escola nos 50 anos. Calhou de dar certo, a energia positiva sempre acontece. É sempre acreditar, uma hora chega… e aconteceu. Hoje eu sou presidente, a escola vai completar 50 anos, o jubileu de ouro, e estamos bastante contentes com esse enredo e com esse samba. Agora, vamos trabalhar”, comentou Cebolinha.
Trabalho apenas no início
Diversos segmentos ouvidos pelo CARNAVALESCO destacaram que, embora o aniversário e a apresentação do samba sejam um evento festivo, ainda há muito a ser feito. Um deles é Fernando Negão, que já vislumbra como será a apresentação dos ritmistas no desfile. “As ideias para a bateria já vêm na cabeça, já que eu fui privilegiado por ser um dos compositores do samba e, também, o mestre de bateria. Aí eu penso o que pode ser encaixado, fui passando algumas outras ideias para os compositores e saiu esse samba maravilhoso, belíssimo. A bateria, aliás, já está mais ou menos encaixada no samba”, destacou.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira foi mais enfático ao destacar que os próximos meses serão árduos. “Agora começa a correria mesmo! Agora temos a letra, o enredo, é agora que vamos realmente buscar o que fazer na avenida e aperfeiçoar os passos. Vou até denunciar aqui: na primeira vez que escutamos o samba, o Marquinhos já olhou para mim e pensou em coisas para fazermos, já que fica na cabeça”, revelando um bastidor sobre o parceiro de dança. Ele próprio complementou. “Agora fica mais objetivo, já que sabemos a cadência em que dançaremos. Uma coisa é dançar sambas de outros anos, com andamentos mais lentos e rápidos. Agora, sabemos a pegada em que viremos na avenida, que melodia teremos para dançar. Agora, tudo que fazíamos abertamente vai afunilando, vai ficando mais objetivo, já pensando na linha que faremos para o desfile, tanto na pista quanto para o jurado”, comentou.
Revelando os próximos passos da agremiação, Cebolinha comentou que a parte estética do desfile já está sendo pronta para 2024. “Já temos ensaio na próxima semana, já vamos começar a trabalhar e dar início aos ensaios. Já vamos tocar, a escola está trabalhando, fazendo fantasias e alegorias. Devagarzinho vamos andando”, disse.
Papo reto
Irmão de Rodrigo Meiners, carnavalesco da Barroca entre 2020 e 2023 e atualmente nos Gaviões da Fiel, Thiago pontuou que a obra que leva o sobrenome da família traz uma sensação ainda mais especial. “Tenho um carinho muito grande pelo carnaval de São Paulo porque o meu irmão é carnavalesco daqui. Tenho uma relação muito boa com ele, e ele era carnavalesco da escola. Então eu sempre venho para São Paulo no carnaval. É um trabalho que é gratificante principalmente como eu falei no início eu sou Barroca da Zona Sul. Desde 2014 e 2015. Então, vou fazer o samba em homenagem aos cinquenta anos da escola é um orgulho muito grande”, revelou.
Já Cebolinha deixou claro que, caso a obra para desfile especial não estivesse a contento, não hesitaria em tomar medidas drásticas. “Não teve pedido algum porque a parceria já compõe esse samba há muito tempo. Caso eu não tivesse gostado, já pediria para mudar. Sou um pouco chato e sistemático, até a hora em que eu percebi que estava legal para todos, vambora”, finalizou.